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31/05/2011 - 20:21

O Fim da era Zeebo no Brasil

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Acontece até com os mais bem intencionados projetos: as operações da Zeebo Inc., joint-venture entre a Qualcomm e a Tectoy responsável pela fabricação e distribuição do console Zeebo no Brasil, serão encerradas em definitivo (veja a nota completa no Arena Turbo).

A seguir, a íntegra do comunicado enviado hoje à imprensa:

“Em função do realinhamento estratégico dos negócios da Zeebo Inc., as operações da Zeebo Brasil e Zeebo Interactive Studios serão descontinuadas no País. A Zeebo agradece o grande apoio dos consumidores brasileiros ao sistema, aos conteúdos e serviços oferecidos desde o lançamento do produto.

O call center e os serviços de garantia e manutenção serão mantidos conforme determina a legislação brasileira. A loja on line ficará aberta até 30 de setembro de 2011. A partir de agora e até essa data, preços especiais serão praticados afim de oferecer aos proprietários do Zeebo a oportunidade de adquirir novos títulos para seu sistema com valores reduzidos.

Os conteúdos adquiridos pelos usuários do Zeebo permanecerão ativos e disponíveis no sistema para uso a qualquer momento.”

Os funcionários (pouco mais de 30) do estúdio de criação da Zeebo, localizado em Campinas (SP), já teriam sido comunicados do encerramento das atividades. O fato é lamentável, principalmente pela alta quantidade de vagas profissionais perdidas. Que os funcionários demitidos consigam se recolocar rapidamente.

Vale dizer também que, dos primeiros rumores sobre o projeto e o anúncio oficial até hoje, não se passaram nem três anos completos – um ciclo relativamente curto em se tratando de videogames, mas até  longo em se tratando de Brasil. Será que esse desfecho melancólico servirá para desencorajar futuros investimentos estrangeiros no país?

Eu, sinceramente, espero que não.

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30/01/2010 - 17:28

Melhores Fatos de 2009 – Escolha da Crítica

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Quem aguentou esperar?

E lá vamos nós com a continuação da eleição Melhores de 2009 do Gamer.br. No penúltimo post, apresentei as classificações dos Melhores Fatos de 2009, segundo os leitores deste blog. Agora, vejamos como se desenrolou a lista dos Melhores Fatos do mercado nacional de acordo com a crítica especializada do País.

Repito para quem não pegou da primeira vez: cada jornalista foi convidado a citar, espontaneamente, qual foi o melhor acontecimento de 2009 no mercado de games brasileiro. Não houve dica nem indicação: cada um escreveu a primeira coisa que passou pela cabeça. Confira agora os resultados de tal pesquisa (que não possui nenhuma comprovação científica, fique claro):

Mas antes, relembre quem foram os 80 profissionais que participaram da votação:

ELEITORES GAMER.BR:
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Alberto Alerigi (Reuters)

Alexei Barros (Hadouken)

Allan André (Digerati Games)

André “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Gordirro (Revista Preview)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)

Bruno Vasone (Arena Turbo)

Caio Corraini (Continue)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (Futebol Alemão/Revista da Semana)

Cido Coelho (NoReset)

Clarice dos Santos (Girls of War)

Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)

Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)

Daniel Nieuwenhuizen (Recreio)

Darius Roos (Terra Games)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora/Canal dos Games)
Douglas Pereira (Blogeek)

Douglas Vieira (Hardgamer)

Eduardo Trivella (NGamer)

Emerson Facunte (Livraria Saraiva)

Eric Araki (Level Up! Games)

Erico Borgo (Omelete)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)

Fabio Santana (EDGE)

Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Azevedo (EDGE)

Fernando Mucioli (GameTV)

Fernando Souza Filho (EGW)

Flávia Gasi (Game Blog MTV)
Flávio Croffi (EGW)
Geraldo Figueras (EGW)
Gilsomar Livramento (Old! Gamer)

Gustavo Hitzschky (Hadouken)

Gus Lanzetta (WebGus)
Gustavo Petró (G1)
Humberto Martinez (Old! Gamer)
Jocelyn Auricchio (O Estado de São Paulo)
Jones Rossi (Galileu)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)

Leandro “Sombra” Rodrigues (D&T PlayStation)

Leo de Biase (Level Up! Games)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (GoLuck)
Marcel R. Goto (Sax Magazine)
Nelson Alves Jr. (Revista do Xbox 360)
Odir Brandão (SKY7)
Otávio Moulin (UOL Jogos)

Orlando Ortiz (SKY7)

Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)

Pablo Raphael (UOL Jogos)

Paula Romano (MSN Jogos)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Final Boss/Jigu)
Pedro Burgos (Gizmodo)

Rafael Arbulu (The Gamer)
Rebeca Gliosci (Girls of War)

Renato Siqueira (Nintendo World)

Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Game TV)
Renato Viliegas (Destak)

Ricardo Farah (SKY7)

Rodrigo Guerra (GameTV)

Rodrigo Salem (Shuffle Pop/Contigo)

Romulo Máthei (Ed. Europa)

Ronaldo Testa (HardGamer)

Spencer Stachi (Ofício Design)
Suzana Bueno (TecToy Digital/Continue)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão)

Thiago Simões (Jovem Pan)

Vinicios Duarte (GamerView)

Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

***

SonylogoInício da atuação da Sony e da linha PlayStation no Brasil – 37 citações
No quesito “fato de 2009”, crítica e público falaram a mesma língua (ainda que não com a mesma intensidade): o assunto do ano passado foi a chegada oficial da Sony no Brasil. No caso da crítica, quase a metade dos votantes elevou às alturas a iniciativa da fabricante do PlayStation de investir esforços no País. Assim como no caso do resultado da eleição dos leitores, concluo que isso só mostra o quanto o jornalista brasileiro também é carente de grandes novidades e atitudes grandiosas. Para você ver que a imprensa brasileira, assim como o consumidor, também é otimista e não desiste nunca.

ps2Redução dos preços dos produtos Sony – 9 citações
Quase uma dezena de eleitores foi bastante específica em relação ao seu voto: o grande acontecimento de 2009 não foi a entrada da Sony, mas sim o fato de a empresa ter dado o braço a torcer e reduzido os preços que anunciou inicialmente. A bem da verdade, os preços dos jogos para PS2 e PS3 caíram consideravelmente (em alguns casos, mais de 50%), muito por conta do período de vendas natalinas. Mas será que a queda permanecerá como a tendência? E o preço do PS2, quando vai cair? Isso porque ainda estamos aguardando a revelação do preço inicial do PlayStation 3 no Brasil… Mas esta é outra questão a ser discutida nos próximos meses.

xbox3600Redução do preço do Xbox 360 – 5 citações
Com tanto alarde em relação à Sony, a Microsoft acabou ficando meio em segundo plano nos pensamentos do público brasileiro. A imprensa, por sua vez, achou digna de nota a queda do preço final do Xbox 360 no mercado nacional. Válido, afinal, o preço caiu mesmo, em algumas centenas de reais. Mas será que nao dava para cair mais? A gente imagina que sim. Que em 2010 a curva descendente continue constante.

konamiMaior Investimento de publishers estrangeiras – 5 citações
Aqui, a escolha foi variada. Alguns citaram a forte presença da Konami (enfim!), com eventos e lançamentos agressivos no segundo semestre de 2009. Houve quem citasse também a Take Two, a Activision e até mesmo a própria atuação da Sony no mercado nacional, ou todas essas juntas. O fato é que a imprensa gostou de ver os gringos marcando presença em território nacional. A expectativa é que todas essas empresas que fizeram acontecer no ano passado sigam o exemplo da Ubisoft e abram escritórios por aqui. Daí, comecem a contratar profissionais brasileiros. Sonhar não custa nada, afinal.

zeeboLançamento do Zeebo – 4 citações
Não poderia faltar o Zeebo da Tectoy nas lembranças da imprensa brasileira. Assim como aconteceu na votação dos leitores, o console popular mais alardeado dos últimos tempos foi obscurecido por aqui pela chegada tardia do PlayStation 2. Em 2010, a expectativa geral é que a máquina finalmente decole e chegue às lojas do País com força total.  Consumidores para o Zeebo, existem aos montes no Brasil. Resta eles saberem que a máquina existe.

ubisoftpucParceria da Ubisoft com a PUC-RS – 4 citações
A união entre a softhouse francesa e da universidade gaúcha ganhou destaque  na mídia, muito por representar um progresso real na qualidade do mercado profissional brasileiro. O curso de pós-graduação patrocinado pela Ubisoft promete trazer um avanço inédito no ensino e serve para fortalecer os sonhos de muita gente que deseja levar a criação de games como modo de vida no futuro. Que venham mais atitudes semelhantes, porque o Brasil é carente – e precisa muito – delas.

brasilSony afirmar interesse na produção nacional – 3 citações
Não contente em iniciar as vendas de seus produtos no Brasil, a Sony andou divulgando que pretende explorar os profissionais locais para a produção de novos games no futuro. Isso significa que a fabricante japonesa irá fornecer subsídios e orientação aos desenvolvedores nacionais para que o País se torne também um polo de criação de jogos para PSP, PS2 e, quem sabe, futuramente, o PS3. Se acontecer do jeito que prometem, será um sonho realizado para muitos.

capa OLD GAMER_Layout 1.qxdLançamento da revista OLD! Gamer – 3 citações
Na contramão das editoras que lançam revistas de games, a Europa decidiu focar em um nicho em sua mais recente publicação especializada. Criou, assim, a Old! Gamer, voltada justamente para os jogadores aficionados por videogames de gerações passadas. Mais do que uma revista baseada em nostalgia, a OLD! presenteou os leitores com um cuidado dificilmente visto em uma revista nacional atual, tratando os jogos antigos com a atenção que a mídia dá aos produtos novinhos em folha. É uma prova que as revistas de games, quando baseadas em boas ideias, podem ainda existir nesse mundo cada vez mais virtual.

pg_logofinalMaior quantidade de lojas especializadas – 2 citações
Quem disse que o Brasil só vive de pirataria? Em 2009, as lojas especializadas cresceram em quantidade no território nacional. A UZ Games expandiu ainda mais seu domínio no mercado, abrindo mais pontos de venda pelo País. A entrada da Proximo Games em Curitiba mostrou que um panorama para as franquias estrangeiras é possível. E outras iniciativas mais modestas continuam pipocando aqui e ali, mostrando que lojas especializadas não são aberrações passageiras, mas sim possibilidades reais.

Menções Honrosas:

– Destaque das produtoras brasileiras no iPhone

– Nenhum

– Expansão do mercado de jogos Online no Brasil

– Traficantes falando em alto e bom português em Modern Warfare 2

– Blindagem do Brasil na crise econômica mundial

– A localização de Scribblenauts para o português

– Dólar baixo

– Lançamento da revista Edge

– eGamers, plataforma nacional de distribuição digital de jogos

***

Que tal a opinião da crítica? Alguma surpresa? É sua hora de comentar. Compare a opinião dos jornalistas com a dos leitores e ponha a boca no trombone como só você sabe fazer.

E na semana que vem, agora que a vida se normalizou um pouco, retornarei com o lado negro da história: os piores fatos de 2009 segundo o público e a imprensa. Retorne em breve, comente e divulgue por aí.

(Todas as imagens: Reprodução)

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
18/01/2010 - 03:32

Melhores Fatos de 2009 – Escolha do Leitor

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Demorou, mas chegou!

(Quantas vezes já usei essa frase por aqui? Pois é)

Cá está a continuação da eleição Melhores de 2009 do Gamer.br. Na semana passada, apresentei as classificações dos Melhores Games de 2009, segundo os leitores deste blog e a crítica especializada. Agora, rápido e rasteiro, publico a lista dos Melhores Fatos do ano que passou, de acordo com o distinto público que visita e se engaja neste humilde site. Ou seja, você.

Aqui, não houve muita complicação. O leitor foi convidado a citar, espontaneamente, qual foi o melhor acontecimento de 2009 no mercado de games nacional. Não dei dica nem indicação: cada um escreveu o que lhe deu na telha. Pois então, eis os resultados, devidamente comentados:

***

SonylogoInício da atuação da Sony e da linha PlayStation no Brasil – 60 citações
Não teve para ninguém esse ano: 75% dos eleitores elegeram os primeiros movimentos da Sony no Brasil (leia mais aqui) como o melhor fato de 2009. O ano teve poucos avanços ou realmente foi uma barbada para a Sony? As duas coisas. Para mim, o resultado só mostra o quanto o consumidor brasileiro é carente de novidades e grandes atitudes. A “simples” iniciativa da fabricante do PlayStation de lançar seus produtos em nosso mercado já surge como a salvação da lavoura. Bom para o público brasileiro, que mostra que é otimista e não desiste nunca. Eu me encontro entre eles.

brasilMaior visibilidade do Brasil no mercado de games – 4 citações
Aqui, valeu de tudo: houve quem citasse o investimento estrangeiro no Brasil, ou mais lojas, mais visitas de executivos gringos, mais estúdios produzindo games e o maior reconhecimento do país de um modo geral. Para todos esses otimistas, o Brasil melhorou sua reputação em relação ao mercado mundial. Em resumo e na soma dos fatores, é mesmo um fato válido.

nadaNenhum – 4 citações
E houve quem achasse tudo muito chato, parado e sem graça demais para lembrar de algo digno de nota em 2009. Quatro eleitores deram risada da questão e optaram por se omitir nesse quesito. Fico pensando no que levou a pessoa a não votar em nenhum fato relevante. Preguiça? Falta de visão? Pessimismo exagerado? Justo no Brasil, o país do futuro, o único que passou batido pela crise? Pode ter sido tudo isso. Mas tenho que admitir que também entendo esses caras…

ubisoftpucParceria da Ubisoft com a PUC-RS – 3 citações
A softhouse francesa chegou chegando em 2008, instalou um grande escritório/estúdio em São Paulo e passou o ano trabalhando em silêncio. Simultaneamente, eles mostraram serviço e bolaram uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que resultou na abertura de um curso de pós-graduação em desenvolvimento de games inédito no País. Que continuem assim, cheios de boas intenções.

granaRedução dos preços dos consoles e jogos – 3 citações
Os videogames e os jogos estão mesmo mais em conta nas lojas? Para alguns eleitores, parece que sim. É inegável que alguns preços foram reduzidos, mas é claro que a grande maioria espera bem mais do que o que rolou em 2009. Pelo menos, há mais gente gastando dinheiro. Que seja melhor no ano que acabou de começar. Pensando bem, este fato bem que poderia ser o primeiro colocado da eleição que farei no final de 2010…

zeeboLançamento do Zeebo – 2 citações
O console popular co-produzido pela Tectoy também ganhou suas lembranças, apesar de o lançamento ter ficado um pouco em segundo plano após a barulheira causada pela Sony e a “volta” do PlayStation 2. Será que 2010 reserva novidades ao Zeebo? Será que a máquina finalmente vai decolar? O Brasil está de olho.

Menções Honrosas:

– Rio Game Show

– Video Games Live 2009

– SBGames

– Proximo Games em Curitiba

– Twitter

– Destaque das produtoras brasileiras no iPhone

***

Surpresa? Nenhuma. Principalmente levando em conta o otimismo geral que envolve o País neste momento. E a crítica, o que será que pensou? Vejamos ainda esta semana.

Aproveite e comente, como só você sabe fazer. E retorne por aqui amanhã.

(Todas as imagens: Reprodução)

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , ,
16/11/2009 - 23:36

Yes, nós temos medalha de ouro. E Zeebo para todos

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E aí, seu fim de semana foi tão agitado quanto o meu? Espero que sim.

Foi tão agitado que nem pude comparecer ao evento promovido pela Nintendo (Latamel) em São Paulo neste domingo de feriado. Falhei, e até tomei um puxão de orelha dos próprios organizadores por não ter comparecido. Quem foi, disse que foi bacana. Para quem quiser saber mais sobre o evento em si e o jogo lá exibido (a saber, o New Super Mario Bros. Wii), leia a resenha escrita pelo hiperativo Gus Lanzetta, que esteve lá e viu tudo com os próprios olhos.

***

E você viu essa? O Brasil é campeão mundial de Guitar Hero.

Isso se você considerar o World Cyber Games como o verdadeiro e único campeonato de videogames do planeta. Como não há outro com tanto peso e nome, então podemos dizer que sim, o Brasil tem o melhor jogador do mundo em Guitar Hero: World Tour.

O paulistano Fábio Jardim, codinome caiomenudo13, foi o campeão da modalidade no World Cyber Games 2009, que rolou neste final de semana em Chengdu, China. Após ter passado invicto para a fase eliminatória, Fábio eliminou um inglês e dois norte-americanos para merecer a medalha de ouro. É digno de parabéns o feito, visto que Fábio tem apenas 14 anos e enfrentou caras mais velhos e, teoricamente, mais preparados – se é que, com a globalização, faz alguma diferença o fato de um game ter sido desenvolvido nos Estados Unidos. Não faz, mas digamos que faça.

O Brasil teria ficado em segundo lugar na classificação geral se tivesse ganho mais uma medalha de ouro no game de snooker Carom 3DJean Michel dos Reis Monico, o jeantek, de Vitória (ES), fez valer a tradição brasileira nesse game (o Brasil levou o bronze em 2008, e ouro e bronze em 2007) e alcançou a final. O rapaz de 20 anos acabou perdendo para o representante sul-coreano e ficou com a prata. No total, a delegação brasileira somou duas medalhas e ficou em quarto lugar no geral, atrás de Coréia do Sul. Suécia e Alemanha.

wcg2009
Jean (à esq.) e Fábio, medalhistas no WCG 2009

Vale também ressaltar que os rapazes campeões não trouxeram apenas medalhas da China, mas também grana: Fábio levou um cheque de US$ 7 mil pelo título. Jean, pelo segundo lugar, ganhou US$ 3 mil. Nada mal para um campeonato de joguinhos, não?

Levada em conta a campanha, o saldo da delegação brasileira foi bem positivo: viajaram nove cyberatletas, que competiram em cinco modalidades e trouxeram um ouro e uma prata. É infinitamente melhor do que no ano passado, quando os 17 jogadores brasileiros enviados para Köln (Alemanha) trouxeram apenas uma medalha de bronze.

Imagino que alguém lá na Samsung Brasil deva estar bastante satisfeito neste momento…

***

E claro, tem o Zeebo.

O console fabricado pela Tectoy (em parceria com a Qualcomm) finalmente será lançado no restante do Brasil – anteriormente, havia sido colocado à venda apenas no Rio de Janeiro. E a novidade é o novo preço de sugestão ao consumidor: R$ 299 pelo console, com um joystick e dois games já na memória. Jogos exclusivos e com nomes sugestivos como Zeebo Extreme Bóia Cross e Boomerang Sports Queimada poderão ser comprados em breve, diretamente pela rede 3G do Zeebo, por preços a partir de R$ 9,90.

A Tectoy alega que a queda no preço foi garantida graças às vendas do Zeebo também no México: “os componentes passam a ser produzidos em maior escala e por custo menor, o que torna possível a redução do preço do videogame em todo o mundo”, diz o release divulgado para a imprensa. Outra explicação é, ainda conforme o release, “o câmbio estável e o volume de downloads de jogos também permitiram o lançamento em nível nacional por um preço bem menor do que o inicialmente previsto”.

Acredito que algumas reações de veículos da grande imprensa ao preço inicial do console e ao visual dos primeiros games também tenha colaborado para essa significativa redução. Mas isso é só um comentário, quem sou eu para ter certeza de alguma coisa. Vejamos como a máquina se sai no teste das lojas no período de fim de ano. Afinal, o Natal está aí e todo mundo gosta de ganhar presente.

Eu gosto, você gosta?

***

E você adorou Modern Warfare 2? Não? Então espero (mesmo) que sua reação não tenha sido semelhante a esta:


Nem vale a pena traduzir ou buscar legendas…

De vez em quando, só de vez em quando, tenho um pouco de medo desse mundo dos games. Mas logo passa e tudo fica bem.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
15/06/2009 - 21:43

A Volta… dos que Não Foram

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Feriado longo… a gente até perde a noção das coisas.

Eu deveria estar descansado, mas os braços doem por causa de uma sessão não planejada de Rayman Raving Rabbids 2. O Wii exige um alongamento que eu não tenho o costume de fazer. Ou será que foram as partidas empolgadas no expert de Guitar Hero: World Tour? Ou tudo isso junto? A frase consuma com moderação deveria estar escrita em letras maiores na embalagem dos videogames…

Sejá como for, a semana começou pesada. Não tem mais feriado bom nas proximidades… E estou mergulhado de cabeça na matéria sobre a E3 para a Rolling Stone. Realmente, só começa quando termina. Estou no processo de selecionar assuntos – já listei 48 jogos que entrarão no texto, mas vou cortar pelo menos uns dez. A matéria deve ter umas quatro páginas. E não será ainda que a entrevista com o Miyamoto irá entrar. Essa irá merecer uma matéria separada.  Lá pra agosto. E tem Beatles em setembro… Bem, escrever para a revista será especialmente mais divertido nos próximos meses.

***

Nos últimos suspiros da E3, me encontrei com o Jorge Lizárraga. Lembra quem é? É o diretor da Oelli, empresa organizadora do EGS, ou Electronic Game Show para os curtos de memória – aquele que foi o melhor evento de games já estabelecido no Brasil, e que, infelizmente, durou pouco. Jorge me disse que está de passagem marcada para o Brasil em breve. No que deu a entender, é para tentar emplacar o evento novamente por aqui. Vale lembrar que a EGS continua a rolar no México. Por que não acontece no Brasil? É uma boa pergunta. Atualmente, mesmo com a crise, acho que voltaria a fazer sentido ter um evento de porte por aqui. Resta saber com quem essas conversas do Jorge vão rolar. Torço para dar certo.

***

E na E3 também encontrei o Kevin Baqai e a equipe da Proximo Games. E eles revelaram que a primeira loja da franquia no Brasil está quase em vias de fato. Ou seja, será inaugurada em breve (questão de semanas/meses, e não meses/ano). E não, não será em São Paulo. Nem no Rio. Sim, você já deve imaginar onde é.

***

E você deve se lembrar que falei sobre uma nova revista e um novo site gringo desembarcando no Brasil em breve. Bem, a revista você já sabe – é a Edge, cuja edição 2 já está no forno. Bem, mas e o site?

Eu jamais falei a respeito, porque após algumas investigadas, o assunto esfriou. Tanto que até cheguei a pensar que havia virado fumaça e eu seria obrigado a publicar uma errata por aqui. Mas não.

Durante a E3 mesmo, por puro acaso, a confirmação caiu novamente no meu colo. E dessa vez, é para valer mesmo, segundo me confirmou uma fonte bastante envolvida com o projeto. Por enquanto é o que dá para dizer – assim que me for autorizado, falarei mais. Mas pode se preparar: no segundo semestre, teremos mais uma marca estrangeira atuando com foco no internauta brasileiro.

Claro, se tudo correr como o planejado. Vai que as coisas mudam…

***

E o Zeebo? Mais alguém comprou/testou/viu para vender?

E para meus colegas da imprensa – alguém conseguiu falar sobre o tema com a Tectoy? Ou sou só eu que estou no vácuo?

Continuaremos aqui tentando. Um dia a gente chega lá…

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
27/05/2009 - 11:23

Contagem Regressiva

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Semaninha agitada.

Primeiro, o Zeebo saiu lá no Rio. E já tem gente repercutindo positivamente – comprando, testando e aprovando. Ou xingando. Mas o “não vi, não gostei” é a coisa mais normal do mundo. Vejamos quando sair em São Paulo – ainda não há data certa para isso.

***

Essa semana, saiu a EGW nova, lá da Tambor. E nesta sexta, deve chegar a Edge da editora Europa. E na outra semana, tem a Old! Gamer. Nunca, ou pelo menos há muito tempo, não rola tanta expectativa sobre lançamentos em banca – pelo menos no mercado de revistas de games.

***

E tem o Hideo Kojima, esse fanfarrão, fazendo graça e zerando contadores no site sobre seu projeto secreto. Pelas minhas contas, este novo cronômetro irá finalizará às 19h do domingo. Daí, aposto que um novo contador irá ser iniciado, com mais 16 horas to go – terminaria daí às 11h de segunda, exatamente no “auge” da coletiva da Microsoft pré-E3.

Ou será um novo contador marcando 40 horas, que terminaria exatamente no início da coletiva da Sony, na terça-feira, também às 11h. Ou, 38 horas, com a grande revelação na coletiva da Nintendo, às 9h. Não, isso sim seria improvável.

Ou o Kojima vai acabar com a palhaçada já no domingo mesmo. Mas aí, que graça teria?

***

E em meio a isso tudo, está todo mundo se preparando de alguma forma ou de outra para a E3. Se você for ao aeroporto de Guarulhos no sábado à noite, verá pelo menos uns quinze profissionais brasileiros fazendo check-in para voar para Los Angeles. Aquela área de embarque estará bem engraçada, para dizer o mínimo.

As empresas estão acertando os últimos detalhes de suas apresentações. Acabei de falar com o pessoal da Microsoft sobre minha agenda durante a feira – a coletiva, algumas apresentações fechadas, um ou outro oba-oba. Tudo certo com a Nintendo e a Sony também, além de Electronic Arts, Ubisoft, Bethesda e algumas outras. E tem The Beatles: Rock Band, que por conta de meu emprego diário (ah, aquela revista que fala de música e cultura pop), será meu foco principal de trabalho no evento. As entrevistas já estão marcadas, e a demo também. Mas ainda não é o bastante.

A toda hora, pretendo atualizar aqui, o site da Rolling Stone (e a revista, em julho e nos meses seguintes), o Twitter e mais alguns outros locais nessa imensidão que é a internet. Fique ligado.

Mas antes, vamos fechar a edição deste mês, que já demorou.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
25/05/2009 - 13:03

O Zeebo chegou – ao Rio

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Segunda-feira, você sabe como é. A semana começa e a gente ainda se sente no domingo.

Como está tudo morno, dou uma aquecida reproduzindo o release que acabei de receber. Começou a era do Zeebo no Brasil. Pelo menos, no Rio de Janeiro:

“Zeebo chega às lojas do Rio de Janeiro

Começa nessa semana, nas principais redes varejistas do Rio de Janeiro, as vendas do tão esperado videogame da Tectoy, o Zeebo. Em breve, o videogame que deve ser um divisor na indústria de entretenimento digital, chegará às lojas de todo o Brasil, e ainda esse ano, em outros países, com foco especial nos mercados emergentes.
Com preço sugerido de R$ 499,00, o Zeebo está disponível nas principais lojas de varejo do Rio de Janeiro e também nos sites de ecommerce. Nesta fase de lançamento, vem com três jogos já na memória (FIFA 2009, Need For Speed Carbon e Treino Cerebral, todos em português) e outros três (Prey Evil, Quake I e II) estão disponíveis para download gratuito.

Além dos três jogos que já estão embarcados e dos três que podem ser baixados gratuitamente, o consumidor poderá adquirir novos jogos entre os nove títulos que serão disponibilizados a partir do lançamento. Para isso, será necessário adquirir Z-Credits, moeda virtual usada para a compra de jogos. O processo é simples e feito através do próprio console. Os Z-Credits podem ser comprados com cartão de crédito, boleto bancário ou débito em conta corrente e ficam disponíveis na conta do usuário, que é associada diretamente ao console. O preço dos jogos varia de R$ 9,90 a 29,90.

A campanha de lançamento do produto no Rio de Janeiro conta com promotores para demonstração do videogame, treinamento da equipe de vendas, comerciais na TV aberta, TV a cabo, mídia impressa, internet e outdoors.”

Leitores do Rio, não deixem de comentar a respeito do produto nas lojas. Quem adquirir o Zeebo, também diga o que achou. Enquanto isso, continuo atrás do pessoal da Tectoy para conversar sobre o lançamento.

Mais, mais tarde. A semana só começou.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
14/05/2009 - 21:20

Adiamentos, promessas e gameboys

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O anúncio bombástico prometido no início da semana foi adiado.

Peço desculpas por isso. Será na segunda que vem que publicarei a entrevista e a revelação do novo produto a adentrar o mercado brasileiro. Alguns visitantes aqui já sacaram o que é: um novo portal de games, acompanhado de uma revista multiplataforma. Ambos carregam semelhanças em seus nomes e suas equipes. E é o máximo que posso falar hoje. Aguarde a notícia oficial, aqui no Gamer.br.

Mais uma vez, peço desculpas pelo alarme falso.

***

E essa história que o Bill Van Zyll, o cabeça da Nintendo of America para a América Latina, irá visitar solo brasileiro nos próximos dias?

Alguém me disse, mas ninguém me confirmou. Fui tentar apurar com minhas fontes e descobri outra coisa: até ontem, uma porção de executivos estrangeiros da Latamel (a distribuidora oficial da Nintendo no brasil) estavam por aqui, para encontros estratégicos. Um dos temas básicos destas reuniões: a futura atuação da Sony em nosso mercado, e como isso deverá impulsionar a indústria brasileira e até mesmo afetar de alguma forma os negócios da Nintendo por essas bandas.

Seria bom que acontecesse mesmo, não? A Sony fazendo medidas efetivas para movimentar o mercado, que sonho bonito. Há atualmente um imenso contingente a ser explorado no país – milhares de pessoas que não fazem parte do chamado “mercado”, e que adorariam adquirir um PlayStation 2 em dez prestações nas Casas Bahia (se bem que a Sony também tinha a obrigação de aproveitar a enorme janela de oportunidade aberta para o PlayStation 3 neste momento… afinal, a transição do DVD para o BluRay já começou faz tempo).

E é por conta desses milhares de pessoas fora do mercado que o Zeebo da Tectoy também faz todo sentido do mundo. Há espaço. Sobrando aliás, para todo mundo. Só é preciso saber aproveitar. Mas, enquanto isso…

***

… videogame no Brasil permanece sendo assunto de elite.

O apetitoso Nintendo DSi está disponível no mercado brasileiro desde segunda-feira (através da NC Games, em parceria com a Latamel). Até que foi rápido – o aparelho está no mercado norte-americano desde 5 de abril. O preço é outra história: adianta reclamar ainda? R$ 1299. Lá fora, fica a dica, é US$ 170. E agora, como fazer?

É caro, mas eu quero um. Acho que você também

***

E por falar em portátil da Nintendo…

Sexta passada, vacilei (até fui alertado): esqueci de falar sobre o show da banda Gameboys. Meu amigo e colaborador Marcel R. Goto compareceu, assistiu e foi gentil o bastante para escrever um review exclusivo para o Gamer.br:

Eu fui no Game Boys, na sexta. Cara, muito bom!! Se eles encurtassem cada música pra menos de 15 minutos e arranjassem alguém pra escrever o script do que eles falam durante o show, seria melhor que o VGL.

Ah, e os caras do GameBoys tocam muito bem. Chega a ter um certo virtuosismo técnico, até. Mas é que eles cursam música na FASM, talvez fosse de se esperar.

E puseram a ‘One Winged Angel’ no final, arroz de festa total. Ok, é obrigatório tocar Mario e tal, mas FF7 pro ‘grand finale’ já deu, né.

Donkey Kong Country 2 e Toe Jam & Earl foram as melhores partes. Teve improviso e tudo mais.

Mas reforço… deviam encurtar cada música, parecia que não acabava mais depois de um ponto, e tudo bem que são inexperientes nesse ponto de lidar com o público, mas forçaram a barra tentando ser engraçadinhos e descolados.

Acho que é isso. Fiquei realmente impressionado.”

Eu não conseguiria descrever melhor. Valeu, Marcel. O GamerView também fez uma resenha legal, com vídeo e tudo. Deu vontade de ter ido.

E Gameboys, quando fizerem outro show, não esqueçam de nos avisar.

E até amanhã.

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04/03/2009 - 12:11

Falar para ser ouvido

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Vamos, que o dia só começou.

O Ricardo Farah, editor da EGM Brasil, acabou de estrear mais um site – só que neste, ele se propõe a discutir o jornalismo de games no país. Louvável, eu diria. As pessoas deveriam se inspirar a fazer o mesmo. Talvez a gente chegue a algum lugar.

Para começar, ele me entrevistou via MSN ontem. Foi tudo tão rápido que até me surpreendi. O papo já está no ar. Eu me esqueço de vez em quando o quão rápida a internet pode ser…

***

Está tudo pronto para a Game Developers Conference, em sigla, GDC, lá em San Francisco, Sunny California. O que já foi chamado de “o evento de games mais legal da atualidade, muito melhor que a E3” (ouvi isso da boca de quem já foi) está marcado para começar em 23 de março (vai até 27). E tem brasileiro indo – seja para cobrir, seja para prospectar negócios.

Na parte jornalística, sei que o Théo Azevedo (UOL) e o Gustavo Petró (Gamemaster) estarão lá. Já na parte do business, é possível que o pessoal da Tectoy responsável pelo Zeebo também compareça. Eles têm motivo: o console/projeto da empresa, criado em parceria com a Qualcomm, é tema de uma palestra exclusiva na GDC. O nome é sugestivo: Gaming For The Next Billion. John Rizzo, CEO da Zeebo Inc. (novo nome da Tectoy of America), e Mike Yuen, da Qualcomm, serão os palestrantes.

A descrição da keynote é sugestiva:

“…Zeebo is preparing to launch a system which could become the world’s fourth console designed to provide interactive fun and learning for the next billion consumers in the world’s emerging markets. Come learn how to participate in this exciting new opportunity.”

Juro que eu queria estar lá para assistir a isso.

Mas já rolam por aí uns vídeos que demonstram aspectos técnicos/gráficos possíveis no console (o game, no caso, é o Zeebo Extreme):

Parece interessante. E fica melhor ao lembrarmos que tem dedo brasileiro nisso tudo.

***

E para quem tem o videogame como objeto de pesquisa (é o seu caso?), um lançamento interessante nas próximas semanas:

O livro se chama Mapa do Jogo, foi organizado por Lucia Santaella e Mirna Feitoza e traz textos e colaborações de gente conceituada na área (o Roger Tavares, o Théo…). Se eu estiver por aqui, devo estar lá. Dia 18 de março, na Livraria Cultura do Bourbon Shopping, em São Paulo.

E chega por hoje que está calor.

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18/11/2008 - 14:23

Bruxa solta

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Quando alguém ou alguma coisa está na boca do povo, tudo conspira para que continuemos falando sobre aquele assunto. Você crê nesse tipo de coisa? Sinceramente, eu acredito.

Tomemos a Tectoy como exemplo.

Na semana passada, o braço brasileiro da empresa anunciou seu novo produto, o Zeebo, um console de videogame que será vendido a partir de 2009 a um preço popular (R$ 599? Bem…) e com uma campanha focada no combate ao lançamento nacional do PlayStation 2. A imprensa especializada, de modo geral, criticou o anúncio e ficou com o pé atrás. Acham que o console já nasce com a validade vencida, que os jogos não compensam o esforço e que o foco não está muito bem definido. Seja como for, é difícil falar qualquer coisa antes de ver o brinquedo no mercado, e funcionando.

Essa semana, não exatamente por causa do Zeebo, a Tectoy voltou a ser assunto. Em comunicado à Comissão de Valores Mobiliários, a empresa divulgou que um incêndio danificou suas instalações em Manaus, o que causou a paralisação das atividades industriais por tempo indeterminado:

Manaus, 17 de novembro de 2008

Em cumprimento à Instrução CVM n.º 358/02, a Tectoy informa que, na madrugada de 17 de novembro de 2008, um incêndio, já extinto e sem vítimas, atingiu parte das instalações da Companhia em Manaus, AM. As causas são ainda desconhecidas e serão apuradas pelas autoridades competentes. O incêndio atingiu áreas administrativas e uma parte do departamento de expedição. O incêndio não atingiu as linhas de produção, que restaram intactas. Em virtude de problemas gerados para as instalações elétricas, as atividades industriais ficarão temporariamente suspensas. Todas as áreas atingidas são objeto de seguro, com cobertura para esse tipo de sinistro. Eventuais novas informações relevantes serão prestadas assim que se fizerem disponíveis.

Quase simultaneamente, por coincidência ou não, outra notícia esquisita veio à tona: ontem, alguns funcionários da Tectoy ligados ao lançamento do Zeebo foram mandados embora. Os motivos não são conhecidos, mas estima-se que tenha mais a ver com corte de gastos do que com algum motivo relacionado ao produto em si. De qualquer maneira, soa como uma estranha coincidência isso tudo acontecer em um espaço tão curto de tempo.

Superstição ou não, eu acho que o ideal, por enquanto, seria a empresa fugir um pouco dos holofotes. Só para garantir…

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