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30/11/2010 - 19:34

Gente que só reclama de tudo. Você é assim?

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Aloha!

O mês está acabando, muitas coisas aconteceram, mas a correria atrapalha. Por isso (e você sabe que não engano ninguém), publico aqui minha coluna que foi publicada na revista EGW de outubro. O tema é polêmico: gente chata que só sabe reclamar na internet. Você se enquadra nesse caso? Será que não mesmo? Vejamos…

E amanhã, espero, voltaremos à programação normal.

***

O Bode da Internet*
A rede mundial virou terra de ninguém – e os brasileiros só contribuem para isso

Os videogames de última geração estão à venda no Brasil. As redes online estão chegando, com data marcada para estrear. Os jogos, aos poucos, vão ganhando preços mais “justos”. E agora? Quem iremos xingar muito na internet?

É em um dia daqueles cheio de trabalho que eu fico a ponderar sobre esses hábitos tão banais, como navegar na internet, por exemplo. Usar o Twitter diariamente nos informa sobre os acontecimentos (às vezes, até mais rápido do que eles ocorrem), mas há seu lado ruim. Um deles é ter contato constante com reclamações, lamentações e ofensas proferidas pelas pessoas que seguimos. Você estava ali, quietinho, assobiando, e lê aquele post cheio de veneno escrito por um amigo. Mesmo não sendo endereçado a você, não dá para ignorar ou não pensar a respeito.

E não dá para evitar. Eu mesmo me pego usando o Twitter para reclamar da vida. Admito que prefiro utilizar a ferramenta para espalhar novidades e boas notícias, mas, vez ou outra, dou a minha reclamadinha, sem ofender ninguém. Faz parte. Mas vejo que cada vez mais gente se utiliza da internet para colocar para fora sua raiva da humanidade. É um hábito mundial, mas dada a tara que o brasileiro tem por redes sociais, parece que esse já é um padrão de comportamento em nosso País.

E não é só no Twitter. Nos fóruns de discussão também. É um tal de disparar a metralhadora giratória para todos os lados que é difícil de agüentar. E o que tem de gente que se aproveita do anonimato proporcionado pela internet para exagerar… É por isso que tento passar longe desses ambientes virtuais. Não quero me estressar de graça – e nesses locais, é a coisa mais fácil. As pessoas acham que, já que não há contato pessoal, é permitido xingar, ofender e falar tudo o que se pensa. E o mesmo deve acontecer dentro dos games online, em que, supostamente, está tudo liberado.

Os espaços de comentários de blogs são outra região complicada de se explorar. No caso do meu próprio blog, o Gamer.br, eu sou obrigado a ler tudo o que é escrito ali. Sendo bem sincero, não tenho muito do que reclamar sobre meus visitantes. Em sua maioria, são pessoas inteligentes, ponderadas e que entendem do que estão falando. Tive pouquíssimos problemas desde que inaugurei o site, há exatos quatro anos. Mas, em certas ocasiões – principalmente quando a notícia é polêmica -, o nível baixa visivelmente. Aliás, dá para perceber na hora quando o cara que está comentando é um visitante ocasional, e não um leitor assíduo. E é quando comprovo aquela tese de que muitos brasileiros são “analfabetos funcionais”, ou seja, pessoas que, mesmo sabendo ler e escrever, compreendem tudo errado. E será que vale a pena brigar com esses caras, mesmo sabendo que eles não vão entender nada de minha explicação?

Tudo isso foi só para lembrar a você que a internet NÃO é uma representação exata da vida real – por mais tempo que você passe conectado, por mais que seus amigos também vivam online, por mais horas que você passe conectado ao servidor de algum MMORPG , à Xbox Live ou à PSN. É obviamente um meio útil, que facilita contatos e a comunicação, abrevia as distâncias, torna possível o impossível. Mas não é porque é uma terra sem leis definidas que o bom senso não deva existir ali dentro. E eu percebo que não são poucos aqueles que se aproveitam do clima de oba-oba para chutar o pau da barraca e abusar da falta de educação e da grosseria. E o que era para ser exceção está, aos poucos, se tornando a regra.

É por essas e outras que estou com bode da internet. Será que vou sarar um dia?

* Texto publicado na edição 106 da EGW, outubro de 2010.

Autor: - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
10/11/2010 - 15:34

Xbox Live Brasil: Já Começou

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A Microsoft colocou em funcionamento, a partir da meia noite de hoje, a versão brasileira da rede online Xbox Live.

Quem se logou no sistema nas últimas 15 horas seria apresentado à possibilidade de migrar a conta criada na Live norte-americana para a recém-fundada Live brasileira. E para estimular esse processo, a Microsoft Brasil resolveu abrir as mãos: quem efetuar a migração simples (ou seja, conta SILVER, sem custo), ganha, na hora, 800 Microsoft Points para gastar como quiser. Se a pessoa que efetuar a migração optar por uma conta GOLD (ou seja, uma conta paga), ela não ganha 800, mas 1600 Microsoft Points. Pelo menos é isso que a fabricante divulgou antes de todo o processo começar.

Como não poderia deixar de ser, já há algumas reclamações de usuários a respeito da migração, devidamente espalhadas por blogs e fóruns. Para elas, a Microsoft Brasil divulgou uma resposta formal:

“A Microsoft informa que o Xbox LIVE foi lançado hoje no Brasil, entregando os recursos de entretenimento e jogabilidade que fizeram do serviço o principal destino de jogos de primeira linha. A partir de hoje iremos permitir também a migração de conta do Xbox LIVE de outros países para o serviço local, mantendo o perfil pessoal, Gamerscore, Conquistas e MS Points. A empresa está ciente do problema técnico que está impedindo algumas pessoas de concluir o processo de migração de contas e trabalha para resolver isso o mais rápido possível. A Microsoft pede desculpas pelo transtorno.”

Você conseguiu migrar? Criou uma conta nova ou preferiu se manter na Live norte-americana? Divida sua opinião nos comentários abaixo. E a fabricante já garantiu que irá divulgar em breve novidades e atualizações sobre o funcionamento da Live no Brasil. Estamos no aguardo.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
04/11/2010 - 17:33

Sobre o Kinect no Brasil…

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A Microsoft hoje também aproveitou para falar sobre o lançamento do Kinect. E a máquina está chegando ao Brasil. O press release a seguir tem todos os detalhes.

Hoje a Microsoft anuncia as novidades que o mercado de games brasileiro receberá neste ano. O grande destaque é o Kinect, sensor de movimento para Xbox 360, que chegará às revendas oficiais no dia 18 de novembro. O brasileiro Alex Kipman, que projetou o Kinect, veio ao Brasil especialmente para apresentar o produto. O Kinect representa uma maneira inovadora de jogar vídeo game na qual “você é o controle” e traz diversas opções de jogos para os brasileiros se divertirem com toda a família. Os lançamentos no país incluem também o serviço Xbox LIVE, já com mais de 25 milhões de usuários no mundo, com games e novos recursos para jogar on-line. Na segunda quinzena de novembro também chegará ao Brasil o novo console Xbox 360,nas versões 4GB e 250 GB para ampliar o portfólio para os apaixonados por games.

A magia do Kinect para Xbox
Basta passar na frente do sensor para que o Kinect reconheça e responda aos gestos e a cada movimento do corpo do jogador, sem a necessidade de um controle, transformando o modo de jogar e se divertir com familiares e amigos. O produto traz a liberdade de jogar da maneira que o usuário deseja, inclusive, identificando quando ele pula, agacha e gira.

O Kinect terá conectividade com todos os modelos de Xbox 360 e ainda funciona com o Xbox LIVE permitindo que pessoas de todas as idades dancem e joguem as mais variadas opções de games. É possível também interagir com os menus, filmes, músicas e programas de TV com os movimentos das mãos ou o som da voz (por enquanto em inglês e espanhol). O recurso Kinect Hub se destaca por colocar todas as experiências de entretenimento em um só lugar e reconhecer o usuário. O acesso ao perfil, por exemplo, pode ser realizado com a simples aproximação ao sensor.

O produto combina uma câmera RGB, um sensor de profundidade e um microfone multiarray, o que traz experiências do Kinect para cada console Xbox 360. O sensor capta movimentos do corpo inteiro e vozes individualmente, transformando o usuário no controle do vídeo game.

Para jogar é preciso ter um Kit Oficial do console Xbox 360, seja ele da versão Arcade, Elite ou o mais novo Xbox 360 de 4GB ou de 250GB, além do sensor de movimento Kinect. O jogador poderá utilizar qualquer modelo de televisão, seja ela de Tubo, LCD, Plasma ou LED, mas a experiência e a qualidade de imagem serão diferenciadas para cada modelo de TV.

“O Kinect representa um divisor de águas para o mercado de games. Ele transforma completamente o modo de jogar, colocando o usuário no controle”, afirma Michel Levy, Presidente da Microsoft Brasil.

O Kinect será vendido no Brasil por R$ 599,00 e já virá com um jogo, o “Kinect Adventures”. O usuário poderá flutuar no ciberespaço e escalar montanhas com obstáculos, além de mergulhar e explorar um submarino – tudo isso dentro da sala de estar. Neste game, o jogador é o controle enquanto pula, se esquiva e chuta ao percorrer um caminho de aventuras em lugares exóticos.

Jogos disponíveis para o Kinect:

Mais de quinze jogos desenvolvidos pelos artistas mais talentosos da indústria estarão disponíveis para os usuários de Kinect em todo o mundo. No Brasil, quatro games serão lançados este ano por R$ 149,00 no varejo:

“Dance Central”: O primeiro game de dança, de corpo inteiro, sem controle, para novatos e experientes realizarem coreografias livres de suas músicas preferidas.

“Kinectimals”: Memórias da primeira viagem ao jardim zoológico vêem à tona quando um filhote de tigre de Bengala de olhos arregalados e colegas brincando aparecem na tela. O “Kinectimals” convida crianças, pais e amantes de animais de todas as idades para construir amizades duradouras com algumas das criaturas mais exóticas do mundo. Assim como animais de estimação reais, o seu “Kinectimals” virá correndo quando ouvir sua voz, responderá a comandos como “Pula”, “Rola” e “Finge de morto”, e irá ronronar de alegria quando você acariciá-los atrás das orelhas.

“Kinect Joy Ride”: Esse é o primeiro simulador de jogo de corrida livre que irá levar a turma a fazer a melhor viagem de suas vidas sem a necessidade de ter carteira de motorista. O “Kinect Joy Ride” reinventa as corridas de kart, acrescentando saltos e acrobacias de corpo inteiro. Com uma série de recursos e modos de jogo, é possível se reconhecer um Ayrton Senna das pistas, ser um co-piloto ou formar uma equipe para percorrer o mundo com os amigos.

“Kinect Sports”: Transforme a sala em um estádio, uma pista de boliche, um campo de futebol, uma arena ou pista, e torne-se um astro do esporte. O “Kinect Sports” oferece opções de jogar futebol, vôlei de praia, boliche, tênis de mesa, atletismo e boxe.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
04/11/2010 - 12:09

Exclusivo: Xbox Live no Brasil – Todas as Respostas

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Atenção, você vai ler isso aqui antes.

Neste exato momento, a Microsoft está apresentando os detalhes sobre a chegada da rede Xbox Live ao Brasil em uma coletiva de imprensa em São Paulo. Não é o único assunto do evento – eles também estão falando sobre Kinect e o novo modelo “slim” do Xbox 360, mas acho que o tema mais importante para o mercado nacional atualmente é esse: a chegada, tão aguardada (e sofrida), dessa rede online ao Brasil.

Ontem, entrevistei com exclusividade o Guilherme Camargo, principal nome da divisão Xbox da Microsoft Brasil, e tirei todas minhas dúvidas sobre o tema. A seguir, publico a íntegra dessa conversa, que acabou se tornando um FAQ inédito com tudo o que é preciso saber sobre o funcionamento da novidade. Para resumir a história: o Xbox Live Brasil estreia no dia 10 de novembro, com custo de assinatura anual de R$ 89,00. Já os Microsoft Points custarão R$ 25,00 cada 1000. Todos são preços para pagamento online, via cartão de crédito – para quem preferir comprar cards com códigos nas lojas, os valores são maiores (veja tabela abaixo).

Acho que o papo percorre os principais pontos. Quem tiver dúvidas, pergunte nos comentários. Leia, comente e divulgue a quem interessar com as ferramentas abaixo.

***

Gamer.br: O grande negócio da chegada do Xbox Live, para muita gente, é a possibilidade de migração de uma conta criada na Live norte-americana para a Live brasileira. Como vai funcionar a migração, afinal?
Guilherme Camargo: Para a migração de conta, é isso o que será permitido migrar nesse momento: todo o perfil, ou seja, o Gamertag, os amigos e as mensagens; a pontuação; as conquistas; todo o período de assinatura que porventura o consumidor tenha; e os Microsoft Points. O que não vai ser permitido: os “redownloads” de conteúdo e os conteúdos do Zune, que é um serviço que a gente não terá no Brasil nesse momento.
Nossa recomendação é que o usuário faça um backup dos conteúdos armazenados em um HD ou em um pen drive, para que a migração ocorra de forma tranquila.

Como é possível fazer a migração?
GC:
A migração acontece de duas maneiras: ou pelo site, ou dentro do Xbox Live. Funciona como um “passo-a-passo”, como se fosse instalação de Windows ou do Office: depois de três “next”, você finaliza. A migração é irreversível pelo período de um ano e estamos contando com o nosso suporte 0800 para qualquer atender o consumidor, seja aquele que não sabe se deve migrar ou não, seja quem tem dúvidas no processo, pelo site ou pela Live.

Então, se comprei jogos na Live Arcade com minha conta norte-americana, estou proibido de migrar esse conteúdo para a conta brasileira?
GM:
Na verdade, não vai ser proibido. É que, tecnicamente, não é tão simples a gente fazer essa migração. Então, não estamos comunicando que vai ser possível fazer esse “redownload” agora. Mas é uma coisa em que a gente já está trabalhando para o próximo ano. Para você não perder nada, é melhor fazer esse backup, só como garantia. Porque nesse momento exato de migração de conta, não será permitido.

O backup serveria para conservar qualquer coisa que eu tenha comprado ou baixado?
GC:
Exato, seja um avatar, ou um jogo que você comprou na Live Arcade e tudo o mais.

O que vai aparecer nas abas da Live? O que estará disponível para compra?
GC:
UM monte de jogo está sendo finalizado. Todos os jogos que vão para a Xbox Live tem que obrigatoriamente passar pelo Ministério da Justiça. A cada dia estão saindo mais jogos, e eu só vou ter o portifólio completo provavelmente na véspera. A nossa intenção é que a gente tenha tudo, Games on Demand, jogos Arcade… E tem uma novidade em primeira mão que acabei de saber: o Halo Waypoint estará disponível para a versão brasileira do Live. Por mais que seja já próximo do lançamento, tem muita coisa que está acontecendo agora, aos 45 minutos do segundo tempo. Principalmente por causa desse processo brasileiro, [que nos obriga a] falar com os publishers e third parties, para que eles façam todo o trabalho de levar o game ao Ministério da Justiça. Estamos já fazendo isso há dois meses.
Garanto que a maioria dos principais títulos da Live americana já estará disponível para o Brasil também. Limbo, por exemplo, é um jogo que a gente terá no Live Brasil, ou seja, o nosso portifólio vai estar atualizado. A cada semana, a cada mês, deverá haver uma atualização grande, porque tem muito jogo, principalmente os arcades, que demanda um pouco mais de tempo no Ministério da Justiça para receber o aval com a classificação final. Para ser redundante, a nossa atualização será constante – não para se equiparar à americana, mas para ter um portifólio completo que movimente um pouco a comunidade brasileira.

Por acaso as abas da Live serão completamente diferentes da Live americana, ou seja, totalmente customizadas para o Brasil?
GC:
Totalmente customizadas para o Brasil. As abas de Games on Demand, dos Add-ons, estarão em português, com a nova dashboard. E vamos ter algumas surpresas pelo caminho, umas coisas super customizadas para o Brasil. A gente usa sempre a Live americana com o padrão para o resto do mundo. A intenção da Microsoft é ter um padrão único e alguns diferenciais por país. Por exemplo, a “promoção da semana” será algo só para o Brasil. Vai ter um pouco mais de dinamismo e customização para o nosso mercado.

Confirmando, se eu paguei 12 meses de Live Gold na conta americana e me faltam três meses, o que acontece quando eu migrar? Continuo tendo esses três meses?
GC:
Exatamente.

Estou com os preços que vocês irão cobrar pela assinatura (mensal/trimestral/anual) e pelos Microsoft Points, seja na compra online, seja na compra por card na loja… (veja tabela abaixo)

Online
1 mês – R$ 15,00
3 meses – R$ 39,00
12 meses – R$ 89,00
500 pontos – R$ 12,50
1000 pontos – R$ 25,00 
2000 pontos – R$ 50,00
5000 pontos – R$ 125,00

Loja (Card)
3 meses – R$ 55,00
12 meses – R$ 129,00
1500 pontos – R$ 49,00
4500 pontos – R$ 145,00

Quem compra online, paga menos. Por que o card vendido em lojas é mais caro?
GC:
Basicamente, [o card de pontos] é um produto final. Tem custos de manufatura, a carga de impostos e os custos do varejo. É como um filme que você compra online e um DVD que você compra na loja. Tem um pouco desse custo aí no meio.

E como funciona a compra online?
GC:
Cartão de crédito. Provavelmente, Mastercard e Visa. Só American Express que não é aceito.

É isso mesmo? R$ 89 por ano de Live? Então a Live brasileira está praticamente mais barata que a Live nos Estados Unidos?
GC:
Essa é uma briga nossa. A comunidade brasileira é muito ativa, tem muito jogador com bastante conteúdo de Live americana. O que estamos pedindo é que eles “venham para o nosso país”, para justificar e criar essa unidade Xbox Live Brasil. Para isso, estamos proporcionando um preço super competitivo para quem é hardcore gamer, que vai optar por fazer a aquisição online. Já a versão de varejo [em cards de pontos] é para o jogador casual, ou para quem não gosta de usar cartão de crédito, ou mesmo para quem não tem cartão de crédito.
A gente quis bater muito forte nessa “agressividade” de preço, para que todo mundo migre. Provavelmente em novembro vai haver um aumento na Live americana, e no Brasil não. Se é que já é possível afirmar – porque tudo depende da taxa do dólar –, nós teremos uma Live mais barata que a americana. Trazer todo mundo “para o país” é importante para fazer a comunidade crescer mais rápido.

Você diria que esses preços vão durar 12 meses?
GC:
A intenção é que a gente fique com esses preços pelo menos por seis meses. Não é uma garantia, porque nao tenho bola de cristal. Mas não é um negócio que vai ficar assim durante um mês para depois subir. Isso eu posso afirmar.

Onde serão vendidos esses cards?
GC:
Nas revendas oficiais da Microsoft. Onde vende game, vende o cartão. É cartão de arrancar – não precisa nem mais raspar e sujar os dedos [risos].

E os preços de jogos, serão os mesmos da Live americana? Por exemplo, se o game custar 1400 pontos, é isso o que irá custar aqui também?
GC:
Exato, a intenção é essa sim. Esse é o nosso primeiro parâmetro.

Depois que eu migrar, ainda terei algum acesso ao que é vendido na Live americana?
GC:
Não, aí você fica “no país”. A nossa intenção é: trazendo o máximo de brasileiros possível para o Xbox LIve Brasil, conseguir efetivamente acelerar algum tipo de conquista, como ter um portifólio mais completo. É também um incentivo para os third parties, para terem um pouco mais de foco no Brasil. Por causa de Xbox Live, a gente conversou com todo mundo – que tem escritório no Brasil e que não tem –, para recomendar que eles comecem esses projetos de encaminhar os games para o Ministério da Justiça, para receber a classificação etária. Só assim teremos um portifólio competitivo e completo para a comunidade brasileira. E de uma maneira ou de outra, estamos conseguindo sucesso nisso.

Não existem restrições para que joguemos com/contra pessoas que assinam outras Lives pelo mundo, certo?
GC:
Nenhuma, nenhuma.

Os outros usuários do mundo vão saber que somos usuários da Live Brasil? Vai haver algum tipo de identificação em nosso Gamertag que indique isso?
GC:
Vai haver uma surpresinha no dia 10. Teremos uma coisa bacana para quem estiver acessando. Será um diferencial para o Brasil, até como uma forma de dizer “ seja bem-vindo”.

Existe plano de disponibilizar outros conteúdos baixados, como filmes, seriados? Como estão essas conversas nesse sentido? Você pode dar um prazo sobre quando vai começar a falar de outros conteúdos baixáveis que não games?
GC:
O primeiro momento é totalmente focado na experiência de games, até como uma responsabilidade nossa de garantir que o DNA do Xbox Live seja bem executado no país. Há muitas propostas de parceria de conteúdo que já estamos estudando, mas eu diria que é uma coisa para daqui um ano. Nesse primeiro momento, é só a parte de games. Temos muita coisa a aprimorar em termos de portifólio, trazer cada vez mais third parties. Não vai ser uma coisa estática. O Xbox Live Brasil talvez cresça muito rápido, e a própria resposta da comunidade talvez faça esse negócio acelerar.

Como será a comunicação a respeito da chegada do Live nas embalagens do novo Xbox, e nos pontos de venda? Como será o marketing desse negócio para quem não faz ideia o que seja o Xbox Live?
GC:
A gente vai trabalhar muito forte a parte da comunidade e do ponto de venda. No próprio Xbox: quando você faz o primeiro setup, ele meio que explica sobre o Xbox Live e a experiência. E você tem um mês de graça para fazer esse teste. O próprio Xbox é o maior divulgador do Xbox Live. Também teremos treinamento em lojas, propagandas em revistas especializadas e trabalho em mídias sociais. E contamos também com a imprensa, que talvez seja o melhor canal com a comunicação em massa.

Sei que a Microsoft não divulga números, mas imagino que vocês tenham metas de quantidade de assinantes que precisam angariar nesse primeiro ano. Isso existe?
GC:
Existe, mas eu não posso divulgar. Temos metas de novas contas e de contas migradas. Basicamente, são duas metas importantes: trazer os nossos consumidores para as contas brasileiras; e criar contas para esse novo público – principalmente esse consumidor mais “família”, que não tem necessariamente o conhecimento técnico de criar uma conta nos Estados Unidos, colocar cartão de crédito etc.

Então, vou ligar meu Xbox à meia-noite do dia 10 e ele irá automaticamente me direcionar para a possibilidade de migrar. É isso?
GC:
Não sei direito o horário ainda, mas no dia 10 estará funcionando. É bem capaz que seja logo na virada do dia 9 para o 10. Vai aparecer na sua tela, não é preciso procurar nada. Na hora em que você se conectar ao Live, ou entrar com seu Gamertag no site, já vai receber essas primeiras informações. O fato de seu IP ser brasileiro já o identifica.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
02/08/2010 - 19:28

Xbox Live no Brasil: isso é só um teste

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Na semana passada, alguns fóruns de discussão publicaram histórias de brasileiros que tentaram se cadastrar na rede Xbox Live e deram de cara com a opção de anuidade em REAIS (R$ 89 por 12 meses de serviço). Todo mundo sabe que a o lançamento da Live no Brasil é um dos grandes acontecimentos de 2010, então seria até estranho que a Microsoft tratasse sua grande cartada de uma maneira tão “discreta”.

Pensou se logo que seria um teste que não podia ser divulgado. E é claro que era isso mesmo. A Microsoft Brasil divulgou até uma nota se explicando. Publico agora para quem ainda não leu por aí na semana passada, só para deixar eternizado.

O Xbox LIVE ampliará sua comercialização em mais nove países no final deste ano: Brasil, Chile, Colômbia, República Checa, Grécia, Hungria, Polônia, Rússia e África do Sul oferecendo os principais recursos de jogos e entretenimento que têm tornado o Xbox LIVE o primeiro destino de jogos online do mundo. Estamos atualizando o sistema de testes do serviço Xbox LIVE, incluindo as ofertas de testes nos mercados anteriormente mencionados. Iremos compartilhar mais detalhes a respeito do Xbox LIVE no Brasil nos próximos meses quando estivermos próximos do seu lançamento.

Tá dito? Então tá. Mas vale lembrar que Live no Brasil, só lá por dezembro. De 2010, fique claro.

***

E o PlayStation 3? Quando você acha que chega oficialmente ao Brasil? Vejamos se você anda otimista (e se sabe das coisas…).

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
15/12/2009 - 12:21

Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft Brasil) – Parte 2

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Demorou, mas não falhou.

Publico agora a parte 2 da Entrevista da Semana com Milton Beck, da Microsoft Brasil (a parte 1 está aqui). Neste segmento da longa conversa, o executivo responsável pelo lançamento do Xbox 360 no país fala de maneira franca sobre vários temas, de pirataria a banimento de consoles modificados, da chegada da Sony à não-chegada da rede Xbox Live, de impostos a jornalismo. Tire um tempo para si mesmo, leia tudo e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: O dia 1º de dezembro marcou o aniversário de três anos do Xbox 360 no Brasil. Como a Microsoft avalia esses três anos? Todos os produtos planejados foram lançados? As vendas de games e consoles ficaram no patamar esperado? Poderia ter sido melhor ou foi melhor do que poderia?
Milton Beck:
Como em todo projeto, há coisas que foram bem e outras que não foram tão bem. O fato de termos lançado o 360 já foi uma coisa boa. O primeiro Xbox nós não conseguimos lançar aqui. Então, o fato de o console ter sido lançado no Brasil permite que o consumidor vá a uma loja “normal” e tenha uma experiência de compra em um ambiente seguro; ele pode comprar um produto parcelado, com suporte estabelecido; tem acesso a um website em português com as informações dos produtos; tem a possibilidade de comprar os jogos quase que simultaneamente com o dia do lançamento; e permite que os pais saibam que o produto que estão foi certificado pelo Ministério da Justiça. Aqui há um consumidor ávido por games. Na indústria de consumo no Brasil, de um modo geral, o videogame está no top five da lista de objetos de desejo. Infelizmente, o produto não está ainda em um patamar de preço que possa atingir mais gente do que gostaríamos.

beck09O que influencia diretamente no preço cobrado nos videogames?
MB:
São dois os grandes fatores que influenciam. Um deles é a falsificação, que vem caindo, já que o consumidor cada vez mais entende as desvantagens do produto ilegal. E tem o problema da carga tributária, que é muito importante quando se fala sobre esse tipo produto, e é o que o torna realmente um pouco caro para grande parcela da população. Portanto, o fato de a Microsoft ter entrado no país é importante. Até 2006, não havia ninguém por aqui – nem a Microsoft, nem qualquer outra fabricante. O mercado era muito voltado para games de PC, muito por causa do tamanho da base instalada no país. Nesse mercado, o Brasil ainda é o quinto ou sexto do mundo. Quando a Microsoft entrou com o Xbox 360, ela estimulou muitos publishers a olhar o Brasil com olhos diferentes. Imagine que você é um publisher, olha o nosso mercado e vê que nem Microsoft, nem Nintendo ou Sony estão atuando: talvez você direcione seus esforços para um outro mercado. Na hora em que a Microsoft entrou, abriu os olhos de muita gente. Então, muito do que se vê hoje em termos de mais distribuidoras de jogos, desenvolvimentos de empresas criando games, jovens estudando, eu diria que a Microsoft tem uma corresponsabilidade – ou uma parcela – nesse desenvolvimento.

Eu sei o quanto você é cuidadoso para falar sobre a concorrência, mas não é interessante o fato de os publishers não conseguirem seguir o modelo de negocio que a Microsoft executa no Brasil?  Por que a atuação da Microsoft é mais intensa do que a dos concorrentes? É por causa do tamanho da empresa?
MB:
São várias coisas. A Microsoft está já há 20 anos no Brasil. Foi um processo de aprendizado grande. Existe, de verdade, uma cultura de comprometimento com o país e com o consumidor. Agora, eu entendo que para muitas empresas de fora, quando olham para o Brasil, não é fácil tomar as decisões de entrada em um mercado onde é muito difícil de operar. Se você é uma empresa de software que enfrenta certa burocracia para trazer o produto e fazer com que chegue à mão do consumidor final, acaba optando por trabalhar onde conseguirá chegar mais rápido aos seus objetivos. É duro dizer que uma empresa deveria fazer diferente, afinal, cada um sabe onde lhe dói o calo, né? O Brasil está na crista da onda, todo mundo olha para cá, sabe o tamanho do potencia do país. Agora, as decisões de cada um, sobre por que não crescem ao tamanho ideal… Tem muito a ver com as características do mercado. E é um mercado difícil de operar.

Ainda falando sobre essa dificuldade do mercado brasileiro…
MB:
[Interrompe] Só para usar as palavras certas, talvez o termo correto seja dizer: é desafiador trabalhar com games no Brasil. Este é um mercado em que basicamente as empresas dependem da venda de jogos e em que a falsificação no setor de software é muito alta, apesar de estar melhorando. A Microsoft, outras empresas de software, o setor público, estão todos trabalhando com o mesmo objetivo, mas obviamente não é um caminho que vá se resolver com uma bala de prata de um dia para o outro. E o fato de os impostos sobre os consoles serem muito altos serve como um estímulo para que o cara entre no mercado paralelo. E muitas vezes ele é estimulado – pelo próprio vendedor do mercado paralelo – a comprar um console modificado para rodar softwares piratas. Aí é muito complicado. O custo de desenvolvimento de cada jogo é altíssimo, pode chegar a US$ 40, 50 milhões. O custo de tradução e dublagem é alto, o custo de marketing é alto, ou seja, a receita gerada precisa ser proporcional.

Há anos você está envolvido nessa união das empresas em torno da diminuição da carga tributária junto ao governo. Ao que consta, esse projeto acabou parando nas mãos de alguma instância superior e não avançou mais, e dificilmente será trabalhado em 2010, já que é ano de eleições presidenciais. Existe alguma novidade nessa história?
MB:
De verdade, eu não sei se parou em alguém. Eu já fui várias vezes para Brasília, com vários representantes da indústria, para demonstrar os benefícios que o pais teria com uma redução de impostos. Existe uma boa aceitação e um entendimento do caso. Eu não sei dizer se está amarrado com a eleição. Não tenho esse conhecimento político todo. Mas não houve nenhuma sinalização de que o negócio parou e não vai andar.

Mas está andando ou não?
MB:
Bem, andando significaria que mudou. Mudou, não mudou: está igual. Não é igual a um processo de doença, que vai melhorando. Para mudar algo, tem que acontecer algo. Hoje você tem um IPI [impostos sobre produtos industrializados] de 50% sobre o preço do console.

Qual é a proposta de vocês? Reduzir esse IPI para quanto?
MB:
A valores parecidos com os da indústria eletrônica em geral. Em torno de 10, 15, 20, conforme o tipo de produto.

Mas vocês estão se movimentando para saber qual a situação atual da proposta?
MB:
A ABES [Associação Brasileira das Empresas de Software] tem interesse em trabalhar esse assunto, porque obviamente quanto mais aumenta o mercado oficial, mas a indústria de software se desenvolve. Por exemplo, não existe uma indústria local com capital o suficiente para criar um game como Halo, ou Call of Duty, mas poderia haver um crescimento de desenvolvedores de jogos menores, com outro nível de sofisticação, que poderiam ser comercializados a outra faixa de preço. Mas se tudo é vendido por aí a R$ 10, não há como criar essa “escadinha”. Tudo isso é muito ruim para a indústria em geral.

A pirataria de jogos do Xbox 360 é mesmo um problema para vocês atualmente? Há dados que comprovem isso?
MB:
Eu diria que, hoje, 90% é falsificação.

Tudo isso? É surpreendente. Posso afirmar que, em tantos anos trabalhando nessa área, não lembro de uma época em que tanta gente afirma usar produtos originais…
MB:
E olha que tem mesmo. Você está certo, no sentido em que está mesmo diminuindo [o uso de pirataria]. Por exemplo, se compararmos a imprensa especializada de alguns anos atrás, era normal ver as revistas falando de produtos falsificados, e até dando dicas de jogos desse tipo. Mas hoje está muito melhor do que há anos. Mas é um caminho bem longo. A falsificação não é uma coisa que dá para falar que “é do Brasil”. É no mundo inteiro. Por aqui, a polícia tem feito um bom trabalho, as entidades estão fazendo um bom serviço de conscientização… Mas isso não é algo que vai mudar de um dia para o outro.

Uma das maneiras que a Microsoft tem usado para conscientizar, ou definir de maneira mais firme sua postura em relação à pirataria, é com os banimentos de jogadores que utilizam consoles chipados da rede Xbox Live. Existe muita reclamação de consumidores indignados, inclusive no Brasil…
MB:
Por que ficam indignados?

Ah, porque eles não acham que deveriam ser banidos, porque a rede está esvaziada, entre outras alegações. Mas alguns leitores do Gamer.br me alertaram sobre outra coisa que pode estar rolando: que a Microsoft estaria ameaçando banir jogadores brasileiros do Live, que usam consoles legalizados, simplesmente porque os brasileiros não poderiam jogar online, uma vez que o serviço não está disponível no Brasil. Isso procede?
MB:
Eu não tenho nenhuma informação sobre isso. O que eu sei é sobre o banimento dos consoles modificados. O Live não está disponível no Brasil, isso é ponto sabido. Agora, eu não tenho informação nenhuma sobre banimentos de jogadores que usam consoles que não foram modificados. Estou falando o que eu sei. Não tenho nenhuma informação a mais sobre isso. Falando sobre justiça ou injustiça: na hora em que você compra um console, você está de acordo com a forma de utilização dele. Se você está modificando o console para jogar um produto, você está lesando a empresa que gerou empregos, arriscou, desenvolveu o software, que espera uma remuneração pelo trabalho. É a premissa básica do negócio.
Agora, se coloque no lugar daqueles jogadores que compraram o console, não o modificaram e estão agindo certo. Muitas vezes estão sendo lesados porque outros jogadores estão usando de artifícios para ganhar. Essa é uma maneira de proteger o jogador que quer jogar da forma certa. Eu acho que quem optou por fazer uma modificação sabia muito bem o que estava fazendo. Nós temos que cuidar daqueles que estão jogando de acordo com as regras do jogo.

Justamente por ter sido uma medida drástica, e ter havido muita reclamação, você acredita que exista alguma possibilidade remota de a Microsoft voltar atrás nesse tipo de decisão?
MB:
A gente não participou desse processo de decisão – foi uma resolução da corporação. Mas eu não consigo ver muito claramente porque ela voltaria atrás. Não é óbvio para mim quais são as variáveis que fariam a empresa mudar sua decisão.
Vou dar um exemplo: se você trabalha em uma revista e é pago para escrever. Existem todos os custos envolvidos na produção da publicação, e, além disso, eles pagam o seu salário de jornalista. Daí, você faz uma entrevista bombástica. A Rolling Stone publica sua matéria. Um dia antes de a revista ir às bancas, alguém furta um exemplar, escaneia a matéria e envia para milhões de pessoas. Quem vai pagar pelo seu furo de reportagem? Você entendeu? Quem trabalha com conteúdo sabe bem a dificuldade que é. Mas não sei se isso é óbvio para todo mundo.

A Microsoft recentemente anunciou a redução de preço do kit oficial do 360, de R$ 2399 para R$ 1799 [a entrevista ocorreu dias antes da redução do preço para R$ 1499]. Esperava-se que fossem anunciados os lançamentos dos kits Elite e Arcade e a conseqüente descontinuidade do kit tradicional – dando prosseguimento ao que já aconteceu no mercado norte-americano. O que vai acontecer com o Xbox no Brasil afinal de contas? Daria para interpretarmos que a redução de preço do kit tradicional se deu porque novas opções de kit estariam chegando às lojas? Quando vocês vão poder falar sobre isso?
MB:
A pergunta você já respondeu. Não tenho ainda nenhuma informação pública sobre lançamentos de novos consoles. Eu entendo a pergunta, entendo o motivo da pergunta, só não tenho uma resposta para te dar agora.

Ótimo, vou então tocar em outro tema sobre o qual provavelmente você não irá responder, mas vou perguntar mesmo assim: quais os progressos alcançados até agora para o lançamento da rede Xbox Live no país? Quais os empecilhos enfrentados?
MB:
Um dos grandes valores da plataforma Xbox é o Live. Nem todo país do mundo onde o 360 foi lançado tem o Live. Para você oferecer a experiência completa do produto, é uma tendência ter o Xbox Live. Há alguns anos eu tenho dado a mesma resposta, e a resposta que eu tenho para dar agora é: nós não estamos alheios a isso, estamos conscientes do desejo do consumidor. Nós queremos lançar, e acho que o futuro está realmente nos serviços online. O aumento das conexões de banda larga no país é um estímulo ainda maior para isso. Mas, infelizmente, eu não tenho nada para anunciar em termos de data. Mas não é preciso tentar nos convencer da importância de ter o Xbox Live aqui. Nós temos advogados, funcionários, todos trabalhando internamente, fazendo tudo o que é possível.

E qual é a atual posição oficial da Microsoft Brasil em relação ao jogador que tenta se cadastrar na Xbox Live usando um endereço internacional? Existe algum discurso pronto, do tipo “esse serviço não está disponível no Brasil”?
MB:
Exatamente isso: o serviço não está disponível no Brasil.

Quer dizer, nada impede as pessoas de tentar, afinal, cada um sabe o que faz. É mais ou menos por aí?
MB:
Bem, eu não vou colocar suas palavras na minha boca. Mas, simplesmente, hoje nós não temos o serviço disponível no Brasil. Não temos suporte, sistema de billing… Quando não se tem uma ideia total do negócio, não se entende bem quais são as facilidades e as dificuldades envolvidas. Para lançar um produto da forma correta, existem n aspectos, como localização, cobrança, jurídico, suporte, estruturação de servidores… E vai indo. Eu entendo que é difícil para o consumidor saber essas coisas – e não é obrigação dele saber. Nosso papel é explicar dentro do que a gente pode, o máximo possível. O que a gente anunciou quando entramos no país com o 360 foi: o serviço não está disponível e nós vamos trabalhar para lançá-lo. Eu gostaria de fazer um anúncio mais bacana, dizer quando vamos lançá-lo, mas infelizmente não tenho essa data para te falar. O que eu posso dizer é que estamos conscientes e trabalhando duro para isso.

Para terminar, sobre a chegada da Sony ao Brasil: na condição do representante da maior empresa atuante no mercado brasileiro, como afeta positivamente essa entrada oficial da sua grande concorrente, ainda que por linhas tortas?
MB:
Por linhas tortas ou retas, eu digo há anos que quanto maior a presença oficial dos grandes fabricantes, melhor para indústria. Do ponto de vista do marketing, isso faz o bolo crescer, e isso é bom para a indústria, para os fabricantes e para o consumidor, que tem uma experiência melhor de compra. Quanto mais concorrentes, quanto mais saudável a concorrência, quanto mais a gente disputar a preferência do consumidor, melhor. Cada empresa tem seus pontos fortes e ninguém está aí por acaso. Não existe empresa ruim nesse segmento, são todas fortíssimas, marcas valiosíssimas com produtos muito bons, tanto Microsoft, Sony e Nintendo. Então, quanto mais presentes estas empresas estiverem, quanto mais conseguirem alavancar o negócio, isso só vai estimular a concorrência, o crescimento, e permitirá que o consumidor faça uma escolha baseada nas características que ele gosta. Eu só vejo com bons olhos. De verdade, fiquei muito feliz que a Sony entrou oficialmente no país, e acho que é super benéfico para o mercado. Agora, sobre a maneira como ela vai entrar: vamos ver, né?

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29/11/2009 - 22:12

E o PS3 no Brasil, por quanto vai sair?

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Quanto tempo!

Sobrevivemos aqui a mais um fechamento. Espero que você não tenha cansado de esperar. Eu me cansei um pouco de ficar longe daqui.

Vamos à retrospectiva do que rolou esses dias:

***

Da parte da Sony, nenhuma novidade sobre o lançamento da linha PlayStation no Brasil. O preço do PS2 é aquele mesmo, os valores dos jogos são aqueles, e a Sony não está muito disposta a abrir um setor de reclamações para todo mundo botar a boca no mundo. E assim que é a vida. Acostume-se.

Mas alguns amigos apuraram o que vem depois disso. Ou seja, PlayStation 3 e PSP no Brasil. E estão vindo mesmo. Mas só no ano que vem.

Segundo esta nota publicada no site GameTV, R$ 2500 deve ser o preço de sugestão do PlayStation 3 Slim trazido oficialmente pela Sony. Trazido sim, e não fabricado, montado ou embalado por aqui. O PS3 vendido pela Sony no Brasil será importado, como todos aqueles vendidos atualmente por aqui. As grandes diferenças serão a garantia da Sony e – espera-se – o manual de instruções em português. Os jogos devem ser vendidos ao preço inicial de R$ 249 (os lançamentos -os games mais antigos devem sair mais em conta). O PSP também chegará ao Brasil, mas somente o modelo 3000, não o Go. O preço do portátil por aqui ainda não foi apurado.

As fontes dessa notícia foram alguns lojistas que já tomaram conhecimento da estratégia da Sony. Na verdade, já tem muita gente sabendo das coisas por aí, com bastante antecedência. É a imprensa e, por consequência, o público consumidor, que fica sabendo de tudo por último. Então fica a dica: se você conhece alguém que trabalha em lojas que vendem games, pergunte tudo o que puder a essa pessoa – com certeza ela sabe das coisas.

***

Esses dias, fiquei acompanhando a repercussão da notícia sobre o início das atividades da Sony no Brasil (a qual, espero, você leu aqui antes – ou leia aí embaixo). Todos os portais repercutiram a história, assim como vários blogs independentes. Foi interessante também ver a repercussão no exterior. Sites internacionais que deram a notícia aproveitaram para tirar uma onda com o mercado brasileiro. Nada mais justo. A piada estava pronta. Só rindo mesmo.

***

Essa semana, dei uma entrevista de bate-pronto para o site Garagem dos Games, que faz parte do portal da rádio Jovem Pan. Para quem não escutou no rádio, pode ouvir por aqui. Peço desculpas pela voz de sono. Era de manhã.

***

No começo de dezembro, mais especificamente no dia 8, representantes da Take 2 estarão visitando o Brasil. Quem avisou foi o Luiz Passos Paredes, velho conhecido do mercado nacional, e que fala em nome da IDG Consulting, empresa que representa algumas publishers em nosso país – além da Take 2, a Activision, só para citar duas.

Os nomes dos visitantes são Nick Van Amburg, gerente de produtos da Rockstar Games, Tom Bass (diretor de marketing da 2k Games) e David Gershik,  vice-presidente de vendas da Take 2. No encontro em questão, além de exibir alguns previews de jogos como Bioshock 2, Read Dead Redemption e Mafia II, a IDG também irá anunciar suas ações efetivas no mercado brasileiro em relação às empresas que representa.

É aquela coisa: mais empresas estrangeiras se interessando pelo mercado nacional. Agora só está faltando que os consoles tenham preços mais acessíveis para o público médio brasileiro. É pedir muito?

***

E muita gente veio me cobrar uma atitude sobre o caso dos banimentos na Xbox Live. O que é dizem é que há muita gente sendo banida da rede online da Microsoft simplesmente por viver no Brasil e estar conectado ao sistema. A Microsoft não confirma oficialmente que estaria fazendo mais essa limpeza em sua rede, mas alguns visitantes deste site juram que está sendo o caso (leia nos comentários para entender melhor).

Para esclarecer a situação, fui atrás de quem interessa: conversei ao vivo sobre este e outros assuntos com o Milton Beck, diretor da área de games e entretenimento da Microsoft. O papo/almoço rendeu uma bela Entrevista da Semana que publicarei na íntegra no blog, nos próximos dias. Espero que você possa esperar até lá.

E vamos nessa, que é domingo e ainda dá tempo de fazer alguma outra coisa. Menos DJ Hero, que já enjoei por enquanto. Mas talvez eu esteja jogando da maneira errada…

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13/11/2009 - 18:26

O que rola lá, o que rola cá

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A semana foi de notícias, muitas notícias. Algumas agradáveis, outras nem tanto. Acompanhe a seguir e veja se você sabe mesmo de tudo:

Modern Warfare 2 bate recorde de vendas: 4,7 milhões de cópias em um dia.
Duvido um pouco desse número, mas deve ser real. É de impressionar.

Ubisoft abre novas contratações e divulga parcerias no Brasil
Já mandou o seu currículo hoje? São 20 vagas disponíveis.

Microsoft baniu mais de 1 milhão de jogadores da rede Xbox Live
Pirateiros não podem mais jogar online. É para ter pena deles?

Electronic Arts anuncia prejuízo de US$ 391 milhões e demissões
Vale tudo para enxugar os gastos – até demitir 1500 pessoas. É triste.

Project Natal deve sair em novembro de 2010 para o Xbox 360
Se for verdade, será bem antes do que eu imaginava.

***

Enquanto isso, no Brasil…

…uma franquia  internacional de lojas de games se prepara para, em menos de três semanas, inaugurar seu primeiro ponto no país…

…os fãs de esporte eletrônico torcem pelos representantes brasileiros no World Cyber Games, na China – ainda estão no páreo nosso representante em Guitar Hero: World Tour (quartas de final), nosso jogador em FIFA 09 (oitavas de final) e nosso sinuqueiro de Carom 3D (semifinal). Os resultados saem neste domingo…

…a Level Up! anunciou a fundação de “Brasilis”, a cidade brasileira em Ragnarok Online, e também a comemoração do feriado de Proclamação da República nos games Maple Story e Grand Chase

… a Nintendo se prepara para divulgar o lançamento New Super Mario Bros. Wii neste final de semana, em São Paulo e Rio (veja o flyer no post abaixo)…

… E a Sony, por sua vez, continua em silêncio. Pelo menos por enquanto.

É impressão minha ou o mercado lá de fora está ligeiramente mais agitado do que o nosso? Deve ser coisa da minha cabeça…

Para todos, um bom fim de semana.

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29/01/2007 - 12:14

Entrevista da Semana: Milton Beck (Microsoft)

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Segunda-feira, como não poderia deixar de ser, é dia de Entrevista da Semana. O sabatinado da vez é considerado o mais importante executivo do mercado de games brasileiro (rótulo que ele próprio renega): Milton Beck, 43 anos, diretor da divisão de jogos e entretenimento da Microsoft no Brasil. Desde 2002 trabalhando na área de games da multinacional, Beck foi um dos responsáveis pelo aguardado lançamento do Xbox 360 no país. No papo a seguir, ele faz um balanço dos dois primeiros meses do console em território nacional. Leia, e como sempre, opine no final.

***

Gamer.br: O Xbox foi lançado no Brasil há exatamente dois meses. Qual o saldo deste período?
Milton Beck: Não citando números, eu diria que ficamos muito felizes com o lançamento do Brasil. Principalmente do ponto de vista qualitativo, por diversos motivos. Nossas vendas sempre são consideradas de acordo com uma expectativa inicial. Os jogos estão se mostrando um grande sucesso. A métrica que levamos em consideração – quantidade de jogos vendidos por console – está bastante alta. Acreditamos que isso tenha ocorrido em função da base instalada que já existia antes do lançamento oficial. Alguns dos games que colocamos no mercado foram grandes sucessos, como Viva Piñata e Gears of War. Em termos de divulgação, conseguimos muita mídia espontânea, geralmente positiva, sempre comentando o quanto é importante a entrada dos consoles no Brasil. Acho que o lançamento foi positivo em todos os modos,seja na relação com os parceiros e varejistas, seja também na participação da Microsoft no cenário de games, que funcionou como um primeiro passo para estimular que as outras empresas também venham para o Brasil. Isso é bom para a concorrência e para os consumidores, de um modo geral.

Quais são os próximos passos do Xbox no Brasil? Quando teremos novidades, lançamentos? Com que velocidade eles vão rolar?
É claro que ainda temos muita coisa pra evoluir, mas já estamos preparando dois lançamentos para fevereiro: Crackdown e Fusion Frenzy, isso falando de títulos publicados pela Microsoft. E em março, teremos o Winning Eleven. Este, ainda não está definido quem irá publicar. Sempre teremos novos títulos saindo, jogos Microsoft e third parties, lançados por empresas como Electronic Arts, Ubisoft, entre outras.

O que mudou na questão do governo brasileiro e os impostos sobre os videogames? Alguma novidade nesse sentido nos dois últimos meses?
Eu não sei se [o processo] está parado, mas também não sei de nenhuma evolução. Não estou ciente de qualquer mudança que possa ter ocorrido.

Existe uma previsão de redução de preços do Xbox no Brasil e seus jogos? Dá para imaginar que isso acontecerá dentro de um ano?
Olha, a [matriz da] Microsoft por enquanto não fala sobre queda de preços, então não vejo sinais disso acontecer no mercado internacional. Desde que a gente siga as políticas internacionais de preços, não há sinais claros da redução no Brasil, pelo menos por enquanto.

Quando o console foi anunciado a R$ 2.999, houve reclamações sobre o valor, elevado para os padrões nacionais. Você acha que o preço esteja fazendo alguma diferença no número de vendas apresentado até agora? Quer dizer, as pessoas deixam de comprar porque está caro, ou compram independente do preço?
Eu acho que, como qualquer produto, existe uma curva de elasticidade de preço. O produto é vendido a R$ 2999, e à medida que os preços caem, aumenta o tamanho do que chamamos de “mercado interessado”. É obvio que o tamanho desse mercado interessado no país é menor do que se o Xbox 360 custasse R$ 2.000, ou R$ 1.500. É claro que o fator preço é importante, mas existem limites pelo o que as pessoas podem gastar.

Você acha que o brasileiro reclama demais do preço das coisas?
Eu não diria isso. Não é uma questão do brasileiro só reclamar do preço. Todo mundo sabe a dificuldade que é ganhar dinheiro, e cada um quer ter o melhor pelo o que gasta. Faz parte do direito do consumidor. Uma das grandes reclamações dos consumidores é sobre o preço dos jogos. Os jogos eram chamados de “joguinhos” e vendidos por R$ 5 nos camelôs, então se criou uma dificuldade grande para as pessoas entenderem o que significa o “valor intelectual” de um produto. As pessoas costumam achar que o custo de um game deveria ser menor de um show ou DVD. Na maioria das vezes, não se tem noção de quanto custa produzir um jogo. A enorme disponibilidade de produtos falsificados gera essa distorção de valores. Não existe “bala de prata” que vá resolver isso. O consumidor tem todo o direito de lutar por preços melhores, isso é um pedido justo. Só não é justo querer preços iguais aos da pirataria. Fizemos várias pesquisas qualitativas e alguns entrevistados disseram que não querem pagar mais do que um preço de um pirata. Ou seja, o que determina um preço hoje é quanto ele vale no mercado pirata.

Com o Xbox no Brasil, a Microsoft se vê mais à vontade para participar de eventos, fazer anúncios na TV e colocar mais a cara para bater no mercado brasileiro?
Não sei o que você quis dizer com “colocar a cara para bater”, mas sim, o objetivo é aparecer cada vez mais na mídia, aparecer e fazer campanhas, principalmente nos períodos sazonais, como Dia das Crianças e Natal.

O que pode ser feito então para haver melhorias em nosso mercado? Depende de quem? Governo, empresas, consumidores?
É preciso haver um aumento no número de pessoas interessadas em desenvolvimento de jogos. A popularização das ferramentas de criação, como a plataforma XNA, ajuda nesse sentido. A abrangência de títulos de diversas camadas de preço também é essencial, uma vez que é preciso haver jogos pra todos os gostos e bolsos. De forma geral, estamos relativamente bem servidos. Já na área de consoles ainda não estamos aonde deveríamos estar… a concorrência não entrou de forma massiva e a falsificação ainda é grande.

No Brasil, os MMORPGs para PC fazem bastante sucesso. Você acha que isso indica que o mercado brasileiro é mais parecido com o coreano do que com o norte-americano, por exemplo?
Eu não sou um expert em Coréia, mas o que eu sei que um dos motivos para o mercado de videogames não ter entrado lá foi porque existia uma certa rivalidade comercial com o Japão. O fato de haver uma restrição comercial entre os paises tornou os videogames caros demais para os coreanos. E o PC sempre foi mais barato que o console. Houve também os incentivos do governo, o aumento da conexão banda larga, o surgimento de milhares de lan houses, canais de TV para transmissões de partidas de StarCraft… […] Existe muita diferença entre o brasileiro e o coreano. Eles gostam de jogar somente Estratégia e MMORPG, algo muito diferente das comunidades internacionais. Há narradores em torneios online, as pessoas idolatram os jogadores profissionais… . Eles têm um modelo que agrada aos consumidores deles. Se esse modelo é replicável em outros países ou não, isso é outra historia.
Eu não vejo esse tipo de coisa acontecendo no Brasil. A característica do brasileiro é diferente, o perfil é outro. O coreano usou muito desses Internet Cafés como um local de integração social, é uma característica cultural deles. No Brasil não funciona assim, não há uma parte tão significativa da população que freqüenta esses lugares. As culturas são muito diferentes, são mais áreas de diferenças do que similaridades.

O que você, Milton Beck, gostaria de ver no mercado brasileiro que ainda não viu?
Um quadro ideal seria o que se vê em um país com os Estados Unidos, onde existe uma proliferação grande de propagandas de jogos novos em TV aberta, programas especializados em várias emissoras, grande quantidade de revistas, a possibilidade de se comprar jogos em grandes cadeias de lojas. Mais ou menos algo parecido com o que existe nos EUA, Inglaterra e Japão. Trazendo para uma realidade mais próxima, o cenário mexicano está hoje bem mais avançado do que o nosso. No México, todos os players estão presentes, os preços são mais acessíveis, todos os consoles foram lançados, o preço de venda é mais próximo ao poder de compra da população, as propagandas são mais massificadas. O Brasil não tem isso ainda. Estamos melhores do que estávamos no dia 30 de novembro [dia anterior ao lançamento do Xbox 360 no Brasil], mas ainda há um longo caminho a ser percorrido, temos uma etapa longa para o Brasil se ver inserido nesse contexto. Enquanto a falsificação estiver em níveis tão altos, a produção de produtos nacionais será inibida. Estamos melhores, mas longe do que deveríamos ser.

Você é considerado o principal executivo do mercado de games nacional. Como é lidar com isso?
Eu não sei. Eu acho que sou aquele que mais responde entrevistas, talvez por falta de interlocutores na concorrência. Por um lado é interessante – eu gosto de falar com a imprensa, e é através da mídia que faço nossa mensagem chegar ao consumidor final – mesmo que as respostas que eu tenha não agradem, ou se eu não puder passar todas as informações por motivos “polítcos”. Espero continuar assim no futuro, mas espero que meus concorrentes também tenham uma presença aqui, à medida que o mercado for crescendo. O principal beneficiado com isso é o consumidor: daí ele poderá fazer suas escolhas baseado em critérios “normais”.

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