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07/07/2011 - 00:35

Feira EGS volta a São Paulo – de 28 a 30 de outubro

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A EGS vai retornar a São Paulo.

Em uma coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta em São Paulo, a produtora de eventos Oelli confirmou que a feira de games Electronic Game Show terá uma edição brasileira em 2011.

Será de 28 a 30 de outubro, no Transamerica Expo Center, uma área de eventos nos arredores do luxuoso hotel Transamérica, em São Paulo. É um local de 33 mil metros quadrados de área útil, com capacidade para receber 4 mil pessoas. É o mesmo espaço que atualmente recebe eventos como a Eletrolar (feira de eletrodomésticos) e a Salex (de equipamentos para festas e fliperamas).

No evento de divulgação, capitaneado pelo executivo belga Bertrand Caudron (ex-Electronic Arts, hoje um conselheiro da Oelli), foram divulgados os nomes das empresas que estão apoiando a EGS 2011: Microsoft, Konami, THQ, Square, Level Up! e Ubisoft (por meio da NC Games) são algumas das confirmadas até agora. Outras empresas devem ser reveladas nas próximas semanas, assim como detalhes sobre preços de ingressos. A expectativa é a de que Nintendo e Sony engrossem o caldo de participantes em breve. Fica difícil imaginar  um evento de games bem sucedido no Brasil sem a presença das três principais fabricantes de consoles (além delas, a Microsoft, que já está confirmada).

Vale ressaltar que, alguns dias antes da EGS, ocorre um outro evento de games de grande porte no país: de 5 a 9 de outubro rola o Brasil Game Show, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Os organizadores do BGS esperam receber 50 mil pessoas nos cinco dias, divididos entre conferências e evento aberto ao público. Apesar de a presença de dois eventos na mesma época traga à tona certa rivalidade (e concorrência de apoiadores – a Sony, por exemplo, já está confirmada na BGS), me parece claro que uma feira não concorre exatamente com a outra, visto que cada uma tem intenções e apelos diferentes (além de obviamente se focarem em públicos geograficamente distintos).

O Brasil Game Show possui um apelo mais popular, muito porque atende uma demanda reprimida no Rio, cidade que sempre sofreu com a ausência desse tipo de evento segmentado. Já São Paulo parece ter enfim definido o tamanho de seu público cativo, após anos de experimentos bem sucedidos (ou não) nesse sentido. Tivemos feiras grandes, como a própria EGS, em dois anos consecutivos (27 mil pessoas passaram pela edição 2005 do evento); também tivemos eventos menores e mais específicos, ou casados com outros eventos para públicos diversos; e, desde o ano passado, o Gameworld, organizado pela Tambor, também entrou para o calendário paulistano. Ou seja, oportunidades não têm faltado para o público realmente interessado. Apesar de que, segundo a Oelli, o foco dos esforços da EGS seria o consumidor casual de games, e não apenas o hardcore.

Mas as perguntas que o ressurgimento da EGS estimulam são pertinentes: o Brasil precisa de tantos eventos de games tão ambiciosos? Há tanto público assim disposto a pagar para visitar esse tipo de acontecimento? O chamado “casual” é mesmo um público capaz de ser atingido por uma feira de games? Melhor ainda, o mercado brasileiro suporta tantos eventos? As empresas que estão no Brasil possuem, afinal, capacidade para investir dinheiro e esforços em tantas oportunidades assim?  Estaria rolando uma nova “bolha” do mercado de games nacional, ou estamos finalmente vivenciado a tão sonhada estabilidade, aquela que as empresas tanto alardearam e prometeram lá pelos idos de 2004, 2005… e que jamais se concretizou na prática (ou será que já e nem percebemos)?

Vale a pena visitar as duas feiras em outubro para tentar responder a essas questões.

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06/06/2011 - 21:40

E3 2011: Como foi a Coletiva da Ubisoft

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Adoraria ter feito o live-blogging da coletiva da Ubisoft, mas quem disse que eles disponibilizam uma conexão que funciona? Século XXI, pessoal. Hora de nos ajudar a ajudar vocês (processos colaborativos etc).


Vou fazer o live-blogging e publicarei tudo de uma vez. Depois vou editar os errinhos.

Tudo é pontual na E3. A coletiva da Ubisoft começou exatamente às 14h30, com um clipe celebrando os 25 anos da empresa. Os franceses, aliás, têm bastante o que celebrar – só vitórias e sucessos com suas franquias consagradas nos últimos anos, além de algumas novas marcas criadas recentemente, como Just Dance e Raving Rabbids.

Yves Guillemot sobe novamente a um palco – antes foi na Microsoft. Agora, como CEO da Ubisoft, ele é o dono da festa e joga com a plateia ganha.

14h33 – Michel Ancel celebra no palco “Ubi or not Ubi”. Ele está no palco para demonstrar o magnífico Rayman Origins.

Parêntese: chocado ao perceber o quanto Ancel envelheceu. Rayman deve estar dando trabalho.

O game é lindo: tudo que Super Mario ainda deveria ser, em altíssima definição, gráficos lindos, interatividade multiplayer, bom humor, sarcasmo e referências pop na medida (uma homenagem a Tetris foi aplaudida). As cores são tão vibrantes e a qualidade da animação é tão avançada que dá para escutar a respiração da platéia em suspensão durante a demo. Se isso não vender muito, não sei mais o que poderia vender.

14h41 – Aaron Priceman, o “homem-cafeína” da Ubisoft, está lá para dizer o quanto os “games da Ubi são tão fodões”. Os slogans da vez são:

“Gaming is Adventure”
“Gaming is Sharing”
“Gaming is Life”.

Certo, entendi.

É hora de Driver: San Francisco, uma das franquias que não era da Ubisoft inicialmente, mas acabou se tornando quando a publisher adquiriu o estúdio Reflections. Batidas, perseguições, as ruas estreitas de San Francisco… e nenhuma menção ao polêmico enredo com fortes tendências espíritas (Chico Xavier agradeceu, onde quer que esteja). O negócio a ser conferido parece ser o modo multiplayer, segundo o tal homem-cafeína.

14h48 – Um belo teaser-trailer do novo FarCry 3, talvez mais longo do que deveria. Estará em versão jogável no estande da Ubisoft.

14h56 – O estúdio Gearbox, criadores da série Brothers in Arms, comanda mais um game baseado na Segunda Guerra Mundial: Brother is Arms: Furious 4. É algo baseado no filme Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, sem a menor dúvida. E sabe-se lá como, é parecido com a premissa do game novo da Insomniac, o Overstrike.  Parece que violência exagerada contra nazistas é algo permitido e até estimulado nos videogames. Sai em 2012.

15h00 –  Olha o Steven Spielberg no telão falando do game baseado em Tintin (The Adventures of Tintin – The Game). Olha o Peter Jackson também no telão falando sobre isso também. Assim como o desenho, previsto para o final do ano,  o game parece exuberante (sem data ainda, apenas um “coming soon”).

15h03 – Hora de hypar Ghost Recon: Future Soldier novamente. O game já havia ganho um bom espaço na coletiva da Microsoft e agora ganha uma longa exibição com direito a quatro pessoas jogando ao mesmo tempo. É bonito de se ver – talvez não tanto de se jogar, vamos combinar.

E tem também Ghost Recon Online, desenvolvido pelo estúdio de Singapura (ou Cingapura, se preferir), será, como o nome diz, online e gratuito – mas para PC.

A Ubisoft se transformou na Electronic Arts desses tempos (ou seria a Activision? Tem que ver isso aí), para o bem e para o mal. Toda pompa e circunstância que era praxe das apresentações da EA agora se tornou o padrão do discurso da publisher francesa, que de humilde não tem mais nada. Mas talvez seja uma mudança positiva. Já estava mais do que na hora de os papéis se inverterem, convenhamos.

15h16 – Duas mulheres no palco apresentram TrackMania 2: Canyon, mas juro que não entendi muito bem os sotaques. Ou talvez porque foi a primeira vez hoje que mulheres subiram ao palco para falar sobre qualquer coisa.

15h20 – Hora dos coelhos. Raving Rabbids: Alive & Kicking. Finalmente a franquia chega a outros consoles que não o Wii – no caso, o Xbox 360 e o seu Kinect. A ideia? Chutar coelhinhos invisíveis espalhados pela sua sala. Seus vizinhos do prédio da frente vão adorar o showzinho voyeur bizarro. Algumas brincadeiras com silhuetas e sombras adicionam um pouco de variedade à coisa. Sai em novembro.

15h25Just Dance 3, mais uma máquina de ganhar dinheiro para a Ubisoft. As duas primeiras versões venderam muito. E essa que será para as três plataformas disponíveis? É o novo Guitar Hero, em se tratando de fabricar dólares. Sai em 11 de outubro,

15h28 – …e por falar em Guitar Hero, chegou a parte que eu particularmente mais esperava: Rocksmith, a possível renovação dos games musicais como Guitar Hero e Rock Band, com a diferença que este game possivelmente irá ensinar uma coisa ou outra a você sobre como tocar de verdade. Supostamente.

O vídeo no telão mostra gente de peso endossando o game (Brad Tolinski, jornalista da revista Guitar World, Dave Navarro, guitarrista mala do Jane’s Addiction etc). Mas eu só acredito jogando esse negócio. Sai em outubro na América do Norte. E claro, precisa ter uma guitarra de verdade para se jogar. Ah, sim.

15h32 – Your Shape: Fitness Evolved 2012 dá continuidade à franquia exclusiva para o uso no Kinect. Eles querem queimar 1 bilhão de calorias juntos. Vão na frente que eu vou logo mais.

15h33 – Gritos e comemorações: Assassin’s Creed: Revelations. Nada de gameplay, apenas um clipe muito bem editado.

Agora sim, uma versão jogável e, digamos, explosiva.  Aquela beleza gráfica de sempre. Alguém duvida que será um sucesso?

15h45 – E acabou a coletiva da Ubisoft. Os caras estão podendo. E vamos lá para a Sony.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags: ,
24/02/2011 - 18:48

Wii para Casais

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Fala sério que isso é de verdade?

Sim, é mesmo um game “adulto” para Wii, We Dare, da Ubisoft

O melhor são os finais alternativos do vídeo, acessíveis por códigos clicáveis (um mais apelativo do que o outro). Experimente.

O que nos leva a crer que sim, os desenvolvedores de games também imaginam bobagens de duplo sentido quando pensam em joysticks…

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
22/11/2010 - 11:32

Brasil Game Show: Um pouco do primeiro dia

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O final de semana foi pesado (compromissos, shows de rock, um Beatle tocando umas músicas em um estádio de futebol). Por isso, não pude comparecer ao Brasil Game Show no Rio de Janeiro. Mas o Gamer.BR tinha um correspondente por lá, o repórter Gus Lanzetta, que enviou seu relato do primeiro dia de evento, no sábado. Confira:

***

Primeiro dia de Brasil Game Show
Por Gus Lanzetta, enviado especial Gamer.BR

Olá leitores do Gamer.BR!

Estou no Rio de Janeiro, em missão especial: cobrir o Brasil Game Show.

Como o Pablo está ocupadíssimo aí em São Paulo, tendo de ficar de olho no Phoenix, Girl Talk e Sir Paul McCartney, coube a mim trazer um pouco de informações sobre o que está rolando aqui.

Nos últimos meses, a expectativa por parte do público quanto ao Brasil Game Show – sucessor do Rio Game Show – variava, mas muita gente estava animada com os dois dias dedicados aos videogames, principalmente os que estarão na Cidade Maravilhosa e poderão jogar lançamentos e novidades que só chegam às lojas no ano que vem.

Por isso mesmo, uma fila imensa se formava no ensolarado calor do Rio de Janeiro, jovens e não-tão-jovens aguardavam a abertura das portas do Centro de Convenções SulAmérica, às 11h deste sábado, 20/11. Com o passar do dia, ainda mais gente encheu o show floor e ficou quase impossível se locomover entre os estandes, especialmente pelas aglomeração criada pela competição de Starcraft II, que contava com narrador e telão.

Hector arriscou o português pra responder algumas perguntas. Já ficou expert em falar "Talvez"

Como em quase todo evento brasileiro, a presença mais esperada e comentada é a de um estrangeiro. O gringo da vez? Hector Sanchez, produtor do novo Mortal Kombat, que veio falar sobre a renovação da franquia, detalhes da experiência de jogo e dar a chance do público brasileiro experimentar um grande lançamento de console meses antes de seu lançamento, experiência raríssima para os gamers do país.

A apresentação foi a mesma dada aos visitantes da Penny Arcade Expo (PAX), nos EUA e na Electronic Game Show (EGS), no México. Mas juntou dezenas de frequentadores que bateram palma pra fatalities, fizeram perguntas e até puderam enfrentar Sanchez em Mortal Kombat.

A foto é da E3, mas Bertrand continua o mesmo. Mas os seus cabelos...

A foto é da E3, mas Bertrand continua o mesmo. Mas os seus cabelos...

Também rolaram palestras de grandes nomes, como o ícone das histórias em quadrinhos Maurício de Sousa e Bertrand Chaverot, o diretor da Ubisoft no Brasil. Não pude estar nessas duas apresentações porque tem tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo que não dá pra ver tudo mesmo. Mas assim que o BGS terminar, prometo que conto mais detalhes do que os caras aí falaram.

Agora vou correr para aproveitar o último dia, que promete ser tão interessante quanto o primeiro.

Ah, antes de ir, acabei de receber das mãos de uma das assessoras do evento, um release que informa as datas da edição 2011 do BGS: 5 a 9 de outubro. Pois é, o pessoal percebeu a fome do público brasileiro por eventos de videogame e dobrou a duração da farra.

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23/10/2010 - 18:33

O Vai-e-vem do mercado brasileiro de games

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Aloha!

Foi só eu sair de férias que as coisas começaram a acontecer no Brasil. Perdi um monte de notícias, mas vou aproveitar as horas livres aqui para retomar o tempo perdido.

***

Milton Beck não é mais o diretor da divisão Xbox da Microsoft Brasil. O executivo, um dos responsáveis pelo lançamento do Xbox 360 no país em 2006, deixou a empresa há algumas semanas e ainda não revelou quais serão seus próximos planos profissionais. Por meio de sua assessoria, a Microsoft Brasil, afirmou que não iria comentar a saída de Beck.

***

O que a Microsoft anunciou, por sua vez, foi a data de sua coletiva de imprensa para revelar suas novidades para o fim do ano. Em 4 de novembro, a fabricante irá falar sobre o lançamento do Kinect e a chegada tão aguardada da rede Xbox Live em território nacional – a qual deverá estar em funcionamento a partir de 10 de novembro. De 2010. Acredita? Só vendo mesmo.

***

A Latamel, responsável pelos movimentos da Nintendo of America por aqui, agora funciona sob outro nome: Gaming do Brasil. A operação também funciona sob o comando de um country manager, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente (mas muita gente já sabe quem é). Semana que vem conto mais sobre isso.

***

O site Kotaku Brasil está em fase de contratação. Até a semana passada, a equipe do portal já havia recebido mais de 200 currículos para apenas três vagas. Os nomes dos profissionais escolhidos serão revelados nos próximos dias.

***

Essa já é relativamente antiga: a Ubisoft não irá mais desenvolver games no Brasil. O escritório de São Paulo será mantido, mas com foco principal em marketing, ainda sob o comando do executivo francês Bertrand Chaverot.

***

E o vai-e-vem continua:

Gerson Sousa, ex-country manager da Sony, agora está na Oelli Brasil, empresa que organizou a feira EGS há alguns anos.

– Um dos mais conhecidos representantes da Level Up! Games no Brasil deixou o cargo recentemente.

– Uma das mais tradicionais revistas de games em atividade no país está com editor novo.

– O portal Arena Turbo está de redator novo: Douglas Pereira, que antigamente escrevia no Blogeek.

***

E na semana que vem a gente continua…

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19/10/2010 - 20:15

Entrevista da Semana: James Cameron (Avatar)

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…E retornamos à programação normal.

O Gamer.br está de volta, após (merecidas) férias e um pouco de descanso. Peço desculpas pela ausência por tantos dias, mas prometo aos poucos voltar ao ritmo “normal” de atualizações (e o resultado da promoção de aniversário do Gamer.br, que estou devendo o resultado). É que as coisas estão rolando, mesmo quando a gente fica parado.

Para dar uma compensada nesse hiato, venho aqui com uma Entrevista da Semana de peso. O nome do cara é James Cameron, e ele é simplesmente o cineasta mais bem sucedido da atualidade. Entre os filminhos que ele dirigiu, dá para citar Avatar, Titanic, O Exterminador do Futuro e Aliens: O Resgate – talvez você já tenha assistido a algum desses. Mas ele fez muito mais do que isso. Conversei com Cameron por telefone no mês passado, por conta do relançamento de Avatar nos cinemas (com nove minutos a mais), mas é claro que aproveitei para mencionar os videogames na pauta. Imaginei que ele, como um diretor de cinema sempre preocupado em enxergar adiante, teria uma opinião bem firme a respeito do papel dos jogos eletrônicos no mundo do entretenimento. E realmente, ele tem, como você poderá ler a seguir. E como sempre, Cameron consegue ser polêmico. Nem que só um pouquinho.

O restante da entrevista com James Cameron está na edição 49 da revista Rolling Stone Brasil, que já está nas bancas (com o Wagner Moura de Tropa de Elite 2 na capa). E eu recomendo.

***


Gamer.br: Do que se trata essa nova versão de Avatar?
James Cameron:
Incluímos quase 9 minutos. São 8 minutos e 50 segundos de cenas. É um monte de coisas que adorávamos, mas que jamais conseguimos finalizar. Como você sabe, Avatar foi feito em sua maioria com captura de movimentos e computação gráfica, e todas as novas cenas que incluímos são computadorizadas. Havia um “limite” do que conseguiríamos finalizar e, ainda assim, lançar o filme na data prevista. Então, tirei fora algumas cenas, para permitir que conseguíssemos finalizá-lo no prazo. E já que Avatar foi um sucesso, fui falar com o estúdio e pedi: ‘Ei, que tal vocês me darem mais alguns milhões de dólares para eu terminar aquelas cenas? A gente pode incluí-las no filme e daí relançá-lo no verão’. E eu estava pensando no fim do verão, que é quando as coisas estão mais tranquilas e os grandes blockbusters já foram lançados. E aí, faríamos apenas em 3D, para assim, todo mundo poder ver, inclusive aqueles que queriam vê-lo no cinema, mas não conseguiram porque havia outros filmes em 3D ocupando as salas disponíveis. E como você sabe, estávamos vendendo ingressos feito loucos, e acabamos ficando sem salas de cinemas 3D para atender a Avatar e Alice no País das Maravilhas ao mesmo tempo. Perdemos praticamente metade de nossas telas da noite para o dia. Havia muita gente que queria ver o filme nos cinemas, mas não teve a chance. Então foi o isso o que tínhamos em mente quando pensamos sobre o relançamento.

Você acha que Avatar é um filme que consegue conservar a mesma vibração quando assistido em tela pequena?
JC:
Bem, não há duvidas de que a melhor maneira de ver o filme é em 3D, na tela grande. Não há duvidas quanto a isso. Mas, aparentemente, porque a conversão para home vídeo foi tão bem feita, há algo na vibração e nas cores que foi transportado perfeitamente para a tela da TV. Você tem que se lembrar de que todos os filmes acabam indo para a telinha. Então, não é preciso ser melhor do que é Avatar na telona –só precisávamos ser melhor do que todos os outros filmes em tela pequena. Entendeu? E temos que lembrar que as TVs com 3D embutido estão chegando, e em breve as pessoas poderão assistir a Avatar em casa. Mas isso é algo que não acontecerá até o ano que vem.

Mesmo sendo o filme mais rentável de todos os tempos, há também quem diga que não há nada de arte em Avatar, que ele é apenas e somente um produto de entretenimento. O que você acha disso? Seria ele um filme à frente de seu tempo?
JC:
Eu acho que o filme foi lançado no momento certo de seu tempo. Ele pode ter usado a melhor tecnologia disponível, mas acho que a mensagem transmitida é do tipo que interessa às pessoas. Claro, é um filme de ação e aventura, e se é disso que você gosta, então ficará satisfeito. Mas se você quer mais do filme, se você quer uma conexão emocional, ou ainda, ouso dizer, espiritual, então o filme corresponde nesses níveis também. Eu acho que as pessoas sentem, coletivamente ao redor do mundo, que nossa civilização tecnológica está nos afastando de um estilo de vida “natural”, além de estar prejudicando a natureza que necessitamos para sobreviver. Existe, portanto, o senso de que o filme conecta nesse nível também, como “mensagem”. E é preciso ter mensagem em um filme de ação? Não, mas se o filme proporciona isso também, então acho que é algo positivo. Pois dessa forma, ele se torna um trabalho artístico, afinal apresenta opiniões, statements, em sua narrativa.

Qual sua relação com os videogames? Você os consideraria o próximo passo no que diz respeito ao entretenimento? Ou seria o cinema a principal ferramenta dessa transição do mundo virtual para o real?
JC:
Eu acho que videogames e cinema são duas formas de arte completamente diferentes. Videogames são interativos – você está no controle, você cria sua própria narrativa, você é o herói em sua própria historia. E os filmes são completamente diferentes: são uma forma de entretenimento passiva – o cérebro permanece ativo, tentando analisar o que vai acontecer, mas você não consegue mudar a ordem dos acontecimentos. São duas formas de arte completamente distintas. O lance é: em termos de tecnologia e técnica, os dois estão se fundindo, no sentido de que estamos utilizando os mais avançados engines de games para elaborar tecnicamente os nossos filmes. Avatar foi feito dessa maneira, usando uma engine de game para criar uma interface em tempo real para eu, como diretor, interagir com esse mundo computadorizado. Então, estamos usando ferramentas em comum, e na verdade temos capacidade até de criar produtos em comum. Por exemplo, nós desenvolvemos elementos para o filme e repassamos para a Ubisoft utilizar no game de Avatar. Daí, eles criaram coisas para o game e repassaram para nós, para que as utilizássemos no filme. E eu acho que isso irá continuar a convergir daqui para frente. O videogame irá utilizar técnicas de autoração e tecnologias semelhantes aos dos filmes. Mas no que diz respeito à experiência, eu não acredito que eles irão se fundir em uma coisa só.

Porque essa seria justamente a minha pergunta: eu ia lhe questionar se o game e o cinema poderiam se fundir e se transformar em uma espécie de “máquina geradora de realidade virtual”, que as pessoas poderiam jogar todas juntas em um cinema…
JC:
Bem, para mim, isso ainda seria um game. Você me entende? Não seria um filme. Porque um filme é uma espécie de narrativa passiva, você não pode modificar o que vai acontecer. E se é um simulador de realidade virtual, então é um game – afinal, você pode modificar os acontecimentos. Portanto, são meios fundamentalmente diferentes.

Você joga, ou já tentou jogar?
JC:
Claro, já joguei. Mas não gasto muito tempo jogando videogames. E eu não estou menosprezando. É que eles são muito viciantes. Para eu permanecer focado, criativo e poder inventar coisas novas, eu não posso ficar “fumando um cachimbo de crack através de um videogame” por dez horas ao dia.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
15/06/2010 - 07:35

A Ubisoft quer fazer você sentir

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Já a Ubisoft deixou claro que quer revolucionar sempre.

Se há espaço para exploração de algum novo segmento, pode ter certeza que será a publisher francesa a primeira a mostrar uma novidade. Na coletiva de imprensa que rolou nessa seguna, logo após a da EA, a Ubi gastou seu tempo para mostrar serviço – seja explorando franquias, seja fugindo do formato tradicional que se espera de uma empresa de jogos de videogame.

Começaram bem, com o produtor popstar Tetsuya Mizuguchi apresentando sua mais nova maluquice – Child of Eden, um jogo de tiro cheio de frufrus que utiliza o Kinect do Xbox 360. Mizuguchi, um japonês com gosto exótico para roupas e chegado a sons e cores impactantes (Rez, Meteos e Lumines, suas criações mais famosas, que o digam), sempre consegue admiradores por onde passa. Fazendo ele mesmo a demonstração de seu game – imagine Geometry Wars jogado com as mãos vazias, ainda mais psicodélico, ligado em 220 V e embriagado de energético -, o cara ganhou aplausos merecidos. E ainda reforçou a fama de gente fina ao final do evento, quando saiu cumprimentando todo mundo que chegava perto.

“Vocês são do Brasil? Nunca fui para lá. Eu gostaria”, ele me disse. Pode vir, Mizuguchi. Se for durante o Carnaval, garanto que não lhe faltará oportunidade para ganhar mais inspiração.

***

Daí os fanboys berraram felizes com Assassin’s Creed: Brotherhood, que está lindo, vistoso, tem multiplayer e promete muito. E teve Ghost Recon: Future Soldier, que é só para quem gosta (mas mesmo assim, é interessante). E mais um game estrelado pelo Shaun White, o “flying tomato”, campeão de snowboarding que também se mete a esmerilhar no skate. O rapaz é carismático e promoveu a demonstração de Shaun White Skateboarding, game que pega o que a série Tony Hawk cansou de fazer na geração anterior de consoles e adiciona um toque de fantasia. E não poderia faltar a coelhada demente de Raving Rabids no bizarro Travel in Time para o Wii. Foi a hora em que eu dei risada de verdade.

Houve tempo para ressuscitar jogos que ninguém mais se lembrava que existiam: Driver voltou, agora em San Francisco e com o mesmo herói de antes (o galã Tanner), mas com uma jogabilidade irreal que fiquei na dúvida se vai colar. O desmembrado Rayman voltou à vida em Rayman Origins, que deve ganhar prêmios como o jogo com direção de arte mais caprichada da E3 2010.

A Ubisoft também se preparou para o Kinect: é dela o game mais impressionante dessa nova safra, o Your Shape: Fitness Evolved, uma espécie de Wii Fit hiper-realista para quem quer ficar em forma sem abrir mão de jogar seus joguinhos. Já a série esportiva Motionsports não parece lá essas coisas – insisto que parece muito esquisito essa história de jogar bola chutando o ar.

Mas foi fugindo dos videogames que a Ubi mais nos deixou com as orelhas em pé: a bizarrice ficou por conta do Battletag, um game… que não é game. Está mais para brinquedo, mas tudo bem. Sabe aqueles jogos de tiro de shopping center, os Lasertags? É isso mesmo – arminhas de brinquedo com sensores para brincar de atirar no companheiro. O videogame em si serve como o “gamemaster” da experiência: o jogo determina objetivos, dá as regras e conta os pontos, enquanto os jogadores saem pela sala distribuindo tiros invisíveis – tudo bem longe da tela da TV. 

O outro “não jogo” é o Inner World: consiste em um sensor que é “plugado” ao dedo da mão do jogador sedentário. Após a medição do status físico do usuário, o game propõe exercícios respiratórios relaxantes que visam repor energias gastas e melhorar a qualidade de vida. Não entendi se é um game, um acessório ou um brinquedo sério, mas a frase do produtor deixou a pista: “não é um game para se divertir, mas para fazer você se sentir bem”. A iniciativa faz parte da nova filosofia da empresa, baseada no mantra “games you can feel” (jogos para sentir), que procura explorar outras partes do corpo (e da mente) na busca pela interação virtual. A Ubisoft é mesmo cheia de ideias mirabolantes. Esses franceses…

O melhor, é claro, ficou para o final. Dançarinos adentraram o recinto e a batida inconfundível não deixou dúvidas: Michael Jackson voltou aos games. Nada foi revelado ali sobre do que se trata o jogo, mas não importa. O Rei do Pop, que deixou este planeta há quase um ano, deve estar fazendo moonwalks de satisfação com a ideia de voltar a ser um herói virtual. É mais um jogo de dança, e o mais óbvio de todos, mas deixou uma sensação boa no ar. É como se um game desses já existisse há tempos nos corações dos fãs. E a Ubi reforçou sua habilidade de capturar ícones mundiais e eternizar no universo virtual – tal qual fez com o Pelé em Academy of Champions.

Pode escrever o que estou falando (e vice-versa): a Ubisoft ainda vai durar muito. Onde houver espaço para revolução, eles estarão lá, fazendo primeiro. Talvez nem sempre acertando, mas constantemente tentando.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/01/2010 - 17:28

Melhores Fatos de 2009 – Escolha da Crítica

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Quem aguentou esperar?

E lá vamos nós com a continuação da eleição Melhores de 2009 do Gamer.br. No penúltimo post, apresentei as classificações dos Melhores Fatos de 2009, segundo os leitores deste blog. Agora, vejamos como se desenrolou a lista dos Melhores Fatos do mercado nacional de acordo com a crítica especializada do País.

Repito para quem não pegou da primeira vez: cada jornalista foi convidado a citar, espontaneamente, qual foi o melhor acontecimento de 2009 no mercado de games brasileiro. Não houve dica nem indicação: cada um escreveu a primeira coisa que passou pela cabeça. Confira agora os resultados de tal pesquisa (que não possui nenhuma comprovação científica, fique claro):

Mas antes, relembre quem foram os 80 profissionais que participaram da votação:

ELEITORES GAMER.BR:
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Alberto Alerigi (Reuters)

Alexei Barros (Hadouken)

Allan André (Digerati Games)

André “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Gordirro (Revista Preview)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)

Bruno Vasone (Arena Turbo)

Caio Corraini (Continue)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (Futebol Alemão/Revista da Semana)

Cido Coelho (NoReset)

Clarice dos Santos (Girls of War)

Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)

Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)

Daniel Nieuwenhuizen (Recreio)

Darius Roos (Terra Games)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora/Canal dos Games)
Douglas Pereira (Blogeek)

Douglas Vieira (Hardgamer)

Eduardo Trivella (NGamer)

Emerson Facunte (Livraria Saraiva)

Eric Araki (Level Up! Games)

Erico Borgo (Omelete)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)

Fabio Santana (EDGE)

Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Azevedo (EDGE)

Fernando Mucioli (GameTV)

Fernando Souza Filho (EGW)

Flávia Gasi (Game Blog MTV)
Flávio Croffi (EGW)
Geraldo Figueras (EGW)
Gilsomar Livramento (Old! Gamer)

Gustavo Hitzschky (Hadouken)

Gus Lanzetta (WebGus)
Gustavo Petró (G1)
Humberto Martinez (Old! Gamer)
Jocelyn Auricchio (O Estado de São Paulo)
Jones Rossi (Galileu)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)

Leandro “Sombra” Rodrigues (D&T PlayStation)

Leo de Biase (Level Up! Games)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (GoLuck)
Marcel R. Goto (Sax Magazine)
Nelson Alves Jr. (Revista do Xbox 360)
Odir Brandão (SKY7)
Otávio Moulin (UOL Jogos)

Orlando Ortiz (SKY7)

Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)

Pablo Raphael (UOL Jogos)

Paula Romano (MSN Jogos)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Final Boss/Jigu)
Pedro Burgos (Gizmodo)

Rafael Arbulu (The Gamer)
Rebeca Gliosci (Girls of War)

Renato Siqueira (Nintendo World)

Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Game TV)
Renato Viliegas (Destak)

Ricardo Farah (SKY7)

Rodrigo Guerra (GameTV)

Rodrigo Salem (Shuffle Pop/Contigo)

Romulo Máthei (Ed. Europa)

Ronaldo Testa (HardGamer)

Spencer Stachi (Ofício Design)
Suzana Bueno (TecToy Digital/Continue)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão)

Thiago Simões (Jovem Pan)

Vinicios Duarte (GamerView)

Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

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SonylogoInício da atuação da Sony e da linha PlayStation no Brasil – 37 citações
No quesito “fato de 2009”, crítica e público falaram a mesma língua (ainda que não com a mesma intensidade): o assunto do ano passado foi a chegada oficial da Sony no Brasil. No caso da crítica, quase a metade dos votantes elevou às alturas a iniciativa da fabricante do PlayStation de investir esforços no País. Assim como no caso do resultado da eleição dos leitores, concluo que isso só mostra o quanto o jornalista brasileiro também é carente de grandes novidades e atitudes grandiosas. Para você ver que a imprensa brasileira, assim como o consumidor, também é otimista e não desiste nunca.

ps2Redução dos preços dos produtos Sony – 9 citações
Quase uma dezena de eleitores foi bastante específica em relação ao seu voto: o grande acontecimento de 2009 não foi a entrada da Sony, mas sim o fato de a empresa ter dado o braço a torcer e reduzido os preços que anunciou inicialmente. A bem da verdade, os preços dos jogos para PS2 e PS3 caíram consideravelmente (em alguns casos, mais de 50%), muito por conta do período de vendas natalinas. Mas será que a queda permanecerá como a tendência? E o preço do PS2, quando vai cair? Isso porque ainda estamos aguardando a revelação do preço inicial do PlayStation 3 no Brasil… Mas esta é outra questão a ser discutida nos próximos meses.

xbox3600Redução do preço do Xbox 360 – 5 citações
Com tanto alarde em relação à Sony, a Microsoft acabou ficando meio em segundo plano nos pensamentos do público brasileiro. A imprensa, por sua vez, achou digna de nota a queda do preço final do Xbox 360 no mercado nacional. Válido, afinal, o preço caiu mesmo, em algumas centenas de reais. Mas será que nao dava para cair mais? A gente imagina que sim. Que em 2010 a curva descendente continue constante.

konamiMaior Investimento de publishers estrangeiras – 5 citações
Aqui, a escolha foi variada. Alguns citaram a forte presença da Konami (enfim!), com eventos e lançamentos agressivos no segundo semestre de 2009. Houve quem citasse também a Take Two, a Activision e até mesmo a própria atuação da Sony no mercado nacional, ou todas essas juntas. O fato é que a imprensa gostou de ver os gringos marcando presença em território nacional. A expectativa é que todas essas empresas que fizeram acontecer no ano passado sigam o exemplo da Ubisoft e abram escritórios por aqui. Daí, comecem a contratar profissionais brasileiros. Sonhar não custa nada, afinal.

zeeboLançamento do Zeebo – 4 citações
Não poderia faltar o Zeebo da Tectoy nas lembranças da imprensa brasileira. Assim como aconteceu na votação dos leitores, o console popular mais alardeado dos últimos tempos foi obscurecido por aqui pela chegada tardia do PlayStation 2. Em 2010, a expectativa geral é que a máquina finalmente decole e chegue às lojas do País com força total.  Consumidores para o Zeebo, existem aos montes no Brasil. Resta eles saberem que a máquina existe.

ubisoftpucParceria da Ubisoft com a PUC-RS – 4 citações
A união entre a softhouse francesa e da universidade gaúcha ganhou destaque  na mídia, muito por representar um progresso real na qualidade do mercado profissional brasileiro. O curso de pós-graduação patrocinado pela Ubisoft promete trazer um avanço inédito no ensino e serve para fortalecer os sonhos de muita gente que deseja levar a criação de games como modo de vida no futuro. Que venham mais atitudes semelhantes, porque o Brasil é carente – e precisa muito – delas.

brasilSony afirmar interesse na produção nacional – 3 citações
Não contente em iniciar as vendas de seus produtos no Brasil, a Sony andou divulgando que pretende explorar os profissionais locais para a produção de novos games no futuro. Isso significa que a fabricante japonesa irá fornecer subsídios e orientação aos desenvolvedores nacionais para que o País se torne também um polo de criação de jogos para PSP, PS2 e, quem sabe, futuramente, o PS3. Se acontecer do jeito que prometem, será um sonho realizado para muitos.

capa OLD GAMER_Layout 1.qxdLançamento da revista OLD! Gamer – 3 citações
Na contramão das editoras que lançam revistas de games, a Europa decidiu focar em um nicho em sua mais recente publicação especializada. Criou, assim, a Old! Gamer, voltada justamente para os jogadores aficionados por videogames de gerações passadas. Mais do que uma revista baseada em nostalgia, a OLD! presenteou os leitores com um cuidado dificilmente visto em uma revista nacional atual, tratando os jogos antigos com a atenção que a mídia dá aos produtos novinhos em folha. É uma prova que as revistas de games, quando baseadas em boas ideias, podem ainda existir nesse mundo cada vez mais virtual.

pg_logofinalMaior quantidade de lojas especializadas – 2 citações
Quem disse que o Brasil só vive de pirataria? Em 2009, as lojas especializadas cresceram em quantidade no território nacional. A UZ Games expandiu ainda mais seu domínio no mercado, abrindo mais pontos de venda pelo País. A entrada da Proximo Games em Curitiba mostrou que um panorama para as franquias estrangeiras é possível. E outras iniciativas mais modestas continuam pipocando aqui e ali, mostrando que lojas especializadas não são aberrações passageiras, mas sim possibilidades reais.

Menções Honrosas:

– Destaque das produtoras brasileiras no iPhone

– Nenhum

– Expansão do mercado de jogos Online no Brasil

– Traficantes falando em alto e bom português em Modern Warfare 2

– Blindagem do Brasil na crise econômica mundial

– A localização de Scribblenauts para o português

– Dólar baixo

– Lançamento da revista Edge

– eGamers, plataforma nacional de distribuição digital de jogos

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Que tal a opinião da crítica? Alguma surpresa? É sua hora de comentar. Compare a opinião dos jornalistas com a dos leitores e ponha a boca no trombone como só você sabe fazer.

E na semana que vem, agora que a vida se normalizou um pouco, retornarei com o lado negro da história: os piores fatos de 2009 segundo o público e a imprensa. Retorne em breve, comente e divulgue por aí.

(Todas as imagens: Reprodução)

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
18/01/2010 - 03:32

Melhores Fatos de 2009 – Escolha do Leitor

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Demorou, mas chegou!

(Quantas vezes já usei essa frase por aqui? Pois é)

Cá está a continuação da eleição Melhores de 2009 do Gamer.br. Na semana passada, apresentei as classificações dos Melhores Games de 2009, segundo os leitores deste blog e a crítica especializada. Agora, rápido e rasteiro, publico a lista dos Melhores Fatos do ano que passou, de acordo com o distinto público que visita e se engaja neste humilde site. Ou seja, você.

Aqui, não houve muita complicação. O leitor foi convidado a citar, espontaneamente, qual foi o melhor acontecimento de 2009 no mercado de games nacional. Não dei dica nem indicação: cada um escreveu o que lhe deu na telha. Pois então, eis os resultados, devidamente comentados:

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SonylogoInício da atuação da Sony e da linha PlayStation no Brasil – 60 citações
Não teve para ninguém esse ano: 75% dos eleitores elegeram os primeiros movimentos da Sony no Brasil (leia mais aqui) como o melhor fato de 2009. O ano teve poucos avanços ou realmente foi uma barbada para a Sony? As duas coisas. Para mim, o resultado só mostra o quanto o consumidor brasileiro é carente de novidades e grandes atitudes. A “simples” iniciativa da fabricante do PlayStation de lançar seus produtos em nosso mercado já surge como a salvação da lavoura. Bom para o público brasileiro, que mostra que é otimista e não desiste nunca. Eu me encontro entre eles.

brasilMaior visibilidade do Brasil no mercado de games – 4 citações
Aqui, valeu de tudo: houve quem citasse o investimento estrangeiro no Brasil, ou mais lojas, mais visitas de executivos gringos, mais estúdios produzindo games e o maior reconhecimento do país de um modo geral. Para todos esses otimistas, o Brasil melhorou sua reputação em relação ao mercado mundial. Em resumo e na soma dos fatores, é mesmo um fato válido.

nadaNenhum – 4 citações
E houve quem achasse tudo muito chato, parado e sem graça demais para lembrar de algo digno de nota em 2009. Quatro eleitores deram risada da questão e optaram por se omitir nesse quesito. Fico pensando no que levou a pessoa a não votar em nenhum fato relevante. Preguiça? Falta de visão? Pessimismo exagerado? Justo no Brasil, o país do futuro, o único que passou batido pela crise? Pode ter sido tudo isso. Mas tenho que admitir que também entendo esses caras…

ubisoftpucParceria da Ubisoft com a PUC-RS – 3 citações
A softhouse francesa chegou chegando em 2008, instalou um grande escritório/estúdio em São Paulo e passou o ano trabalhando em silêncio. Simultaneamente, eles mostraram serviço e bolaram uma parceria com a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, que resultou na abertura de um curso de pós-graduação em desenvolvimento de games inédito no País. Que continuem assim, cheios de boas intenções.

granaRedução dos preços dos consoles e jogos – 3 citações
Os videogames e os jogos estão mesmo mais em conta nas lojas? Para alguns eleitores, parece que sim. É inegável que alguns preços foram reduzidos, mas é claro que a grande maioria espera bem mais do que o que rolou em 2009. Pelo menos, há mais gente gastando dinheiro. Que seja melhor no ano que acabou de começar. Pensando bem, este fato bem que poderia ser o primeiro colocado da eleição que farei no final de 2010…

zeeboLançamento do Zeebo – 2 citações
O console popular co-produzido pela Tectoy também ganhou suas lembranças, apesar de o lançamento ter ficado um pouco em segundo plano após a barulheira causada pela Sony e a “volta” do PlayStation 2. Será que 2010 reserva novidades ao Zeebo? Será que a máquina finalmente vai decolar? O Brasil está de olho.

Menções Honrosas:

– Rio Game Show

– Video Games Live 2009

– SBGames

– Proximo Games em Curitiba

– Twitter

– Destaque das produtoras brasileiras no iPhone

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Surpresa? Nenhuma. Principalmente levando em conta o otimismo geral que envolve o País neste momento. E a crítica, o que será que pensou? Vejamos ainda esta semana.

Aproveite e comente, como só você sabe fazer. E retorne por aqui amanhã.

(Todas as imagens: Reprodução)

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , ,
13/11/2009 - 18:26

O que rola lá, o que rola cá

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A semana foi de notícias, muitas notícias. Algumas agradáveis, outras nem tanto. Acompanhe a seguir e veja se você sabe mesmo de tudo:

Modern Warfare 2 bate recorde de vendas: 4,7 milhões de cópias em um dia.
Duvido um pouco desse número, mas deve ser real. É de impressionar.

Ubisoft abre novas contratações e divulga parcerias no Brasil
Já mandou o seu currículo hoje? São 20 vagas disponíveis.

Microsoft baniu mais de 1 milhão de jogadores da rede Xbox Live
Pirateiros não podem mais jogar online. É para ter pena deles?

Electronic Arts anuncia prejuízo de US$ 391 milhões e demissões
Vale tudo para enxugar os gastos – até demitir 1500 pessoas. É triste.

Project Natal deve sair em novembro de 2010 para o Xbox 360
Se for verdade, será bem antes do que eu imaginava.

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Enquanto isso, no Brasil…

…uma franquia  internacional de lojas de games se prepara para, em menos de três semanas, inaugurar seu primeiro ponto no país…

…os fãs de esporte eletrônico torcem pelos representantes brasileiros no World Cyber Games, na China – ainda estão no páreo nosso representante em Guitar Hero: World Tour (quartas de final), nosso jogador em FIFA 09 (oitavas de final) e nosso sinuqueiro de Carom 3D (semifinal). Os resultados saem neste domingo…

…a Level Up! anunciou a fundação de “Brasilis”, a cidade brasileira em Ragnarok Online, e também a comemoração do feriado de Proclamação da República nos games Maple Story e Grand Chase

… a Nintendo se prepara para divulgar o lançamento New Super Mario Bros. Wii neste final de semana, em São Paulo e Rio (veja o flyer no post abaixo)…

… E a Sony, por sua vez, continua em silêncio. Pelo menos por enquanto.

É impressão minha ou o mercado lá de fora está ligeiramente mais agitado do que o nosso? Deve ser coisa da minha cabeça…

Para todos, um bom fim de semana.

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