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07/07/2011 - 00:35

Feira EGS volta a São Paulo – de 28 a 30 de outubro

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A EGS vai retornar a São Paulo.

Em uma coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta em São Paulo, a produtora de eventos Oelli confirmou que a feira de games Electronic Game Show terá uma edição brasileira em 2011.

Será de 28 a 30 de outubro, no Transamerica Expo Center, uma área de eventos nos arredores do luxuoso hotel Transamérica, em São Paulo. É um local de 33 mil metros quadrados de área útil, com capacidade para receber 4 mil pessoas. É o mesmo espaço que atualmente recebe eventos como a Eletrolar (feira de eletrodomésticos) e a Salex (de equipamentos para festas e fliperamas).

No evento de divulgação, capitaneado pelo executivo belga Bertrand Caudron (ex-Electronic Arts, hoje um conselheiro da Oelli), foram divulgados os nomes das empresas que estão apoiando a EGS 2011: Microsoft, Konami, THQ, Square, Level Up! e Ubisoft (por meio da NC Games) são algumas das confirmadas até agora. Outras empresas devem ser reveladas nas próximas semanas, assim como detalhes sobre preços de ingressos. A expectativa é a de que Nintendo e Sony engrossem o caldo de participantes em breve. Fica difícil imaginar  um evento de games bem sucedido no Brasil sem a presença das três principais fabricantes de consoles (além delas, a Microsoft, que já está confirmada).

Vale ressaltar que, alguns dias antes da EGS, ocorre um outro evento de games de grande porte no país: de 5 a 9 de outubro rola o Brasil Game Show, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Os organizadores do BGS esperam receber 50 mil pessoas nos cinco dias, divididos entre conferências e evento aberto ao público. Apesar de a presença de dois eventos na mesma época traga à tona certa rivalidade (e concorrência de apoiadores – a Sony, por exemplo, já está confirmada na BGS), me parece claro que uma feira não concorre exatamente com a outra, visto que cada uma tem intenções e apelos diferentes (além de obviamente se focarem em públicos geograficamente distintos).

O Brasil Game Show possui um apelo mais popular, muito porque atende uma demanda reprimida no Rio, cidade que sempre sofreu com a ausência desse tipo de evento segmentado. Já São Paulo parece ter enfim definido o tamanho de seu público cativo, após anos de experimentos bem sucedidos (ou não) nesse sentido. Tivemos feiras grandes, como a própria EGS, em dois anos consecutivos (27 mil pessoas passaram pela edição 2005 do evento); também tivemos eventos menores e mais específicos, ou casados com outros eventos para públicos diversos; e, desde o ano passado, o Gameworld, organizado pela Tambor, também entrou para o calendário paulistano. Ou seja, oportunidades não têm faltado para o público realmente interessado. Apesar de que, segundo a Oelli, o foco dos esforços da EGS seria o consumidor casual de games, e não apenas o hardcore.

Mas as perguntas que o ressurgimento da EGS estimulam são pertinentes: o Brasil precisa de tantos eventos de games tão ambiciosos? Há tanto público assim disposto a pagar para visitar esse tipo de acontecimento? O chamado “casual” é mesmo um público capaz de ser atingido por uma feira de games? Melhor ainda, o mercado brasileiro suporta tantos eventos? As empresas que estão no Brasil possuem, afinal, capacidade para investir dinheiro e esforços em tantas oportunidades assim?  Estaria rolando uma nova “bolha” do mercado de games nacional, ou estamos finalmente vivenciado a tão sonhada estabilidade, aquela que as empresas tanto alardearam e prometeram lá pelos idos de 2004, 2005… e que jamais se concretizou na prática (ou será que já e nem percebemos)?

Vale a pena visitar as duas feiras em outubro para tentar responder a essas questões.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
20/06/2011 - 20:18

Aonde o Brasil dos Games quer Chegar?

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Ressaca de E3? Imagine…

Demorei mais do que o esperado para retornar ao batente por aqui. Está tudo uma confusão – na mesa, na sala, na vida -, então vou me organizar antes de qualquer coisa. Para compensar, faço um dos meus velhos truques de sempre aqui no blog: reciclo texto antigo com cara de inédito. Sempre funciona (até agora funcionou).

Esse artigo a seguir foi publicado na revista EGW do mês de abril (não sei a edição, alguém me ajuda?). Ele discute a questão do crescimento sempre constante da indústria nacional de games: afinal, estamos chegando ao ápice? Quantos degraus ainda precisamos superar?  Será que dá para melhorar mais ainda? O que nos impede de crescer?

É claro que nenhuma dessas perguntas possui resposta simples, mas é aí mesmo que está a graça. Leia, opine, comente. Aproveite que o assunto é infinito e polêmico.

***

Navegando por Altos e Baixos*
Talvez seja melhor que o mercado de games brasileiro jamais alcance o topo

Há alguns dias [o texto foi escrito em março] aconteceu o evento Gameworld 2011, em São Paulo. A festa durou três dias, de 11 a 13 de março, em um shopping center muito bem localizado, próximo ao coração financeiro da cidade. Na sexta, executei uma função nobre: apresentei a premiação Troféu Gameworld, ao lado do mito Carlos Eduardo Miranda. Devo dizer que foi divertido, descontando alguns percalços pelo caminho. Quem sabe faz ao vivo, bem dizia aquele poeta televisivo que continua no ar aos domingos desde o fim dos anos 80.

Não consegui passear pelo Gameworld naquele dia. Mas, no dia seguinte, lá estava eu circulando por aqueles corredores abarrotados de gente, desviando de empurrões, suando e encontrando velhos amigos. Confesso que gostei de estar lá, no meio da muvuca. A organização estimou em mais de 21 mil o público total do fim de semana. Fazia tempo que eu não comparecia a um evento especializado no Brasil (a E3 de Los Angeles, fechada ao público normal, não conta). A culpa em parte é de minha falta de tempo e desorganização crônicas, mas não é só por isso: festas para o público gamer são raras em nossa terra brasilis. Eles estão se espalhando aos poucos pelos grandes centros, mas ainda assim, dá para contar nos dedos das duas mãos os acontecimentos relevantes nesse sentido.

Mas será que quantidade é melhor que qualidade? Quero dizer, se houvesse um evento aos moldes do Gameworld em cada capital brasileira, será que isso significaria que estamos evoluindo em algum sentido? Mais eventos de games representariam um crescimento verdadeiro de nosso mercado?

Coloquei a questão e aproveito para eu mesmo discordar: acredito que não há relação entre uma coisa e outra. O fato é que há uma demanda muito reprimida por qualquer acontecimento ou fato relevante relacionado aos videogames no Brasil. O público gamer quer ter o que fazer além de jogar e gastar (muito) dinheiro. Estamos na crista da onda da tecnologia e somos considerados o porto seguro dos investimentos estrangeiros, mas ainda existe bastante lentidão em se tratando de uma evolução real. Há quase dez anos o Brasil engatinha para chegar lá – seja esse “lá” onde for. Há alguns anos, nossa referência de progresso era o México. Hoje, o mercado de lá anda saturado e estagnado – cresceu o que tinha que dar e não tem mais muito para onde ir. Sob esse ponto de vista, acredito que deveríamos almejar outra situação. Não é legal imaginar que iremos entrar em um processo de decadência após tantos anos lutando para que o “Brasil dos games” cresça e apareça.

Reflitamos juntos. Hoje, temos as três principais plataformas lançadas oficialmente por aqui. Os games chegam quase simultaneamente, muitas vezes traduzidos para o português. Os preços, aos poucos, se tornam mais adequados (se comparados aos preços de cinco anos atrás). Portáteis como smartphones, iPhones e iPads se popularizam, assim como seus games. O que exatamente falta para alcançarmos um topo? Melhorando a pergunta: será que precisamos chegar a esse topo? Porque você sabe bem: tudo o que sobe, um dia desce.

É aí que está: acredito que o Brasil jamais chegará ao ápice em se tratando do mercado de games. Estaremos sempre progredindo, evoluindo, mas jamais alcançaremos um estado em que nos daremos por satisfeitos. Tudo faz parte da tradição de ser brasileiro – essa insatisfação com as coisas, essa postura crítica e mordaz, esse jeitinho de ir empurrando com a barriga até tudo certo. É como muito bem proclama o belo estandarte nacional: (des) ordem e progresso (constante). E devagar vamos caminhando.

* Texto publicado na edição 113 da EGW, abril de 2011.

***

Você notou que comentei sobre a possibilidade de novos eventos de games no país. Acabou atraindo boas notícias: durante a E3 2011, recebi a confirmação de que está tudo certo para o retorno do Electronic Game Show, ou EGS, à cidade de São Paulo. Melhor ainda, as negociações estão bem adiantadas com a maioria das publishers atuantes no Brasil. Quando esse evento vai acontecer? No segundo semestre de 2011. Se a informação é de fonte quente? Não poderia ser mais quente. Agora é torcer para se tornar realidade, porque já ouvimos essa história antes…

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
11/03/2011 - 15:04

Troféu Gameworld 2011: é hoje

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Então, nos vemos lá no Troféu Gameworld?

Estarei lá para a premiação hoje, que começa às 18h. Acredite ou não, estarei no palco, apresentando os prêmios ao lado do glorioso Miranda. Quem viver, verá.

E no restante do fim de semana o evento continua, lá no Shopping Frei Caneca (SP). Palestras, estandes de fabricantes, jogos inéditos (o Nintendo 3DS está lá) e muita gente circulando. Mais informações aqui.

Nos vemos por lá.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
18/02/2011 - 11:19

Troféu Gameworld 2011: a organização fala

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A Tambor, empresa que publica as revistas EGW e Nintendo World, anunciou hoje informações sobre o Troféu GameWorld, (já) tradicional evento de games que ocorre em São Paulo anualmente (veja aqui como foi a edição 2010). A edição 2011 – que acontecerá de 11 a 13 de março no Centro de Convenções Frei Caneca e terá o patrocínio da distribuidora NC Games – trará, além da premiação e de uma feira aberta ao público, um outro evento somente para profissionais do setor, o GameWorld Business.

O release abaixo dá uma boa ideia do que está por vir:

Mais importante e tradicional evento brasileiro de videogames chega à sua sétima edição com patrocínio da maior distribuidora brasileira de games, novidades na premiação, mais expositores e programação especial para profissionais dos jogos eletrônicos

Nos dias 11, 12 e 13 de março acontece o evento GameWorld 2011, promovido pela Tambor, empresa de mídia e marketing especializada no segmento de games. São aguardadas mais de 15 mil pessoas para conhecer as novidades do mercado de jogos para o ano de 2011.

A feira terá atrações para todos os públicos – meninos e meninas, adolescentes, jovens ou familias. Novos jogos, novos acessórios, novos consoles, novas interfaces, computadores e tablets – GameWorld é um mergulho no futuro. GameWorld 2011 é apresentado pela NC Games, a maior distribuidora brasileira de games, com patrocínio de AMD, Level Up, Hudson, Konami, NVidia e WB Games/EA, e apoio do Centro de Convenções Frei Caneca.

Depois do sucesso da última edição, que reuniu 9700 pessoas em dois dias de semana, GameWorld 2011 chega com mais conteúdo, quinze empresas participantes e produtos e jogos jamais vistos pelo consumidor brasileiro.

E desta vez, durante sábado e domingo, no final de semana seguinte ao Carnaval. Por isso, são aguardados 15 mil visitantes. Os expositores, assim como detalhes sobre as atrações de cada empresa, serão divulgados nas semanas anteriores à feira.

***

Conversei com André Martins, diretor geral da Tambor, que discorreu sobre os detalhes do Troféu GameWorld e aproveitou para convocar o público e o mercado ao evento. Confira a entrevista abaixo e não se esqueça de comentar no final.

Gamer.br: Como você define a relevância do Troféu GameWorld atualmente para o mercado brasileiro?
André Martins:
O Troféu GameWorld é a mais antiga e tradicional premiação do universo dos games no Brasil. E já estamos no sétimo ano. Só neste ano, cuja votação terminou em 13 de fevereiro, foram mais de 72 mil votos exclusivamente pela internet. São 25 categorias e cada uma com cinco concorrentes. Por todos esses números, pelo tempo que o prêmio existe e por ser a única premiação formal para a indústria, as empresas que concorrem se dedicam bastante durante o ano para ganharem o prêmio. E as que ganham, trabalham esse prêmio durante o ano todo, aplicando o troféu em suas mídias, usando como argumento de venda para o varejo etc. E, a cada dia, está mais concorrido. Todo mundo quer ganhar.

Como o mercado responde, na prática, à existência do prêmio? É possível sentir uma mudança na maneira com que as empresas fazem negócio e se relacionam com o consumidor por causa do Troféu GameWorld?
AM:
No começo, as empresas queriam ganhar muito mais por reconhecimento. Mas na prática era algo que ficava internamente na empresa. Com o tempo, algumas empresas foram descobrindo que o prêmio poderia ser usado para capitalizar negócios, firmar parceiras, conseguir novos negócios. Por exemplo, uma empresa que ganha como “Melhor Distribuidora” usa o prêmio para atrair novas publishers. Quanto ao relacionamento com o mercado consumidor, o prêmio também vem se tornando a cada dia mais importante. As empresas ganhadoras têm usado essa informação em suas mídias, em suas peças de venda. E, desde o ano passado, com o início da Feira GameWorld, nós conseguimos fazer com que o consumidor final tenha interação com as empresas cara a cara, o que valoriza ainda mais o prêmio.

Em princípio, o que motivou a criação do Troféu, em 2004? E hoje, anos depois, a razão da existência do prêmio ainda é a mesma? Quanto houve de evolução de lá para cá?
AM:
Quando criamos o prêmio (e você deve se lembrar bem, pois estava lá e foi uma das pessoas que trabalharam nisso), nossa ideia era que o prêmio fosse uma extensão do nosso trabalho do ano inteiro fora do mundo das revistas. Naquele mesmo momento, decidimos que a gente precisava ampliar mais o negócio, pois o mercado dava sinais de evolução e as empresas já nos cobravam um produto mais B2B [business to business].
Hoje, depois de sete anos, o prêmio continua com a mesma essência, mas obviamente ficou ainda maior, pois não é mais peça isolada, junto das revistas, no negócio. No ano passado, o Troféu GameWorld deu origem à Feira Gameworld. Neste ano, faremos o Troféu, a Feira e a novidade Gameworld Business, que será um dia fechado para a indústria dos games, para professores e estudantes da área, profissionais de marketing e publicidade, desenvolvedores, distribuidores etc. Neste ano, teremos a presença também de representantes de empresas do Japão, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, França, entre outras. E faremos, depois do dia de negócios e da premiação, a GameWorld Party, em uma casa noturna próxima ao Shopping Frei Caneca, onde novamente acontecerá o evento. Enfim, como dá para se perceber, o prêmio cresceu muito. E para o ano que vem teremos muitas novidades.

De maneira prática, quais as diferenças do evento esse ano em relação ao ano passado? O surgimento de um evento no formato “feira” lado a lado com a premiação deu resultados esperados? O formato persiste em 2011?
AM:
Neste ano teremos o primeiro GameWorld Business, que será no sexta feira, dia 11 de março, abrindo os trabalhos. Muitas empresas nos comentaram em 2010 que o evento havia sido ótimo, mas sentiram que poderia ser ainda melhor se a gente tivesse um momento mais focado aos negócios.
Em termos de feira, teremos muito mais conteúdo do que tivemos no ano passado. As empresas já conhecem o evento e estão preparando coisas muito legais para apresentar ao visitante. No ano passado, a entrada foi livre. Neste ano, lançaremos em 18 de fevereiro nas bancas, livrarias, revistarias, nas lojas da Saraiva da Grande São Paulo e num raio de 100 km da capital e ainda na loja Comix, um especial do evento com convite para os dois dias abertos ao público. Como teremos mais dias, mais atrações, mais empresas e o evento será no sábado e domingo, é uma forma também de controlar e qualificar ainda mais o acesso. O formato é o mesmo, mas maior e com mais coisas.

O prêmio é aberto ao público em certas categorias e voltado ao mercado em outras; existe algum plano de, futuramente, criar categorias em que a crítica especializada escolheria os vencedores? Ou a ideia é manter o caráter popular da premiação?
AM:
Nas primeiras edições do Troféu GameWorld, a votação era totalmente popular. Mas notamos que as pessoas não tinham elementos suficientes para votar em categorias mais fechadas, como melhor distribuidora de jogos, entre outras. Hoje, das 25 categorias, 18 são por voto popular e outras sete já são escolhidas por júri especializado. Exemplo novamente de “Distribuidora de Jogos”, que são votadas pelo varejo. Na prática, o processo de escolha dos melhores por categoria já é feito de forma especializada.
Por exemplo, no caso dos prêmios de jogos. Primeiro nossa equipe levanta todos os jogos lançados no país, divididos por plataforma. Depois, mandamos a lista para 23 pessoas especializadas, que escolhem as suas cinco melhores por categoria. Após a gente tabular todas essas indicações, chegamos aos cinco finalistas listados por esse corpo de jurados. A partir daí, quem tem que escolher mesmo é o público, que compra os produtos e é a razão de ser de todas as empresas.

Prêmios como “Melhor fonte de alimentação” e “Melhor chip gráfico” são alguns que ajudam a diferenciar o GameWorld de outros prêmios semelhantes. Na prática, qual a relevância desse tipo de categoria para o mercado e para as empresas?
AM:
Ótima pergunta para eu ter oportunidade de dizer o porquê [da existência] de categorias como essas que você citou. É preciso que as pessoas entendam que o mundo dos games não se restringe exclusivamente aos jogos e as crianças. O mundo dos negócios dos games é vasto e ficará a cada dia maior. A evolução dos jogos está diretamente ligada à evolução da tecnologia. Na medida em que temos mais recursos tecnológicos, mais os jogos podem ganhar em design, processamento e complexidade. Como premiar um jogo que utiliza recursos muito avançados de processamento e imagem sem dar o devido crédito aos itens de tecnologia que dão suporte a isso? E, as empresas desses itens investem muito dinheiro nos produtos, visando atender a esse mercado que não para de crescer e precisam de alguma forma ser vistas e valorizadas. Nosso grande interesse é valorizar a cadeia como um todo, do jogo ao varejo, do desenvolvimento aos acessórios, da distribuição a divulgação. Acreditamos que é isso que se constrói um mercado saudável.

Por outro lado, categorias como “Melhor distribuidora de jogos”, “Melhor vitrine”, “Melhor site e-commerce de games”, “Melhor campanha publicitária de games”, não são abertas para votação pública, mesmo julgando meios em que as empresas interagem diretamente com o consumidor. Por que isso acontece?
AM:
Existem critérios técnicos em algumas categorias que precisam ser julgados de forma objetiva. No limite, o usuário tem condições de avaliar se sua compra num numa loja virtual foi bem sucedida, se a cobrança foi adequada e o produto chegou no prazo. Mas e as questões de segurança? E o pós venda? E a veracidade das informações prestadas pelo vendedor? O mesmo acontece com algumas outras categorias. É preciso ter uma avaliação pontual de cada um dos itens. Por isso fazemos dessa forma, para poder avaliar a fundo algumas categorias.

Quais os próximos passos do Troféu? Onde mais é possível chegar no mercado nacional, levando em conta que o crescimento depende agora muito mais de iniciativas “de cima” (governo, impostos etc) do que das empresas do setor propriamente ditas?
AM:
Em diversos setores da economia, o crescimento sustentável depende mais de iniciativas de cima. Não é só para o nosso universo dos games. Por outro lado, poucos segmentos na nossa economia vivem um período tão promissor quanto o nosso. Cada uma das empresas que operam neste mercado deve fazer a sua parte. Parece jargão e periga soar como algo piegas, mas na prática é assim mesmo – se cada um fizer um pouco melhor dentro do seu quintal, o mercado vai melhorando. Precisamos olhar para o mercado despido de egoísmo. Cada um deve somar, junto do seu concorrente, para fazer o mercado maior. Não é hora de tolher nada. É hora de ajudar. De se ajudar. Onde mais é possível chegar com o evento? Sei lá, tenho aqui as minhas idéias. Mas tenho absoluta convicção que não faremos nada sozinhos. Convoco todos para participar. Para ajudar. Para criticar e opinar. Esse ano vai muito legal. E ano que vem tem mais.

***

Colaborou Gus Lanzetta

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
13/01/2011 - 16:28

Revistas de games: o que o futuro reserva?

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Continuando a retrospectiva 2010 (acabou de acabar, mas ainda dá tempo), resolvi matutar a respeito de um tema que sempre dá pano para a manga: revistas de games.

Não foi exatamente o melhor ano do mundo para as publicações segmentadas de papel no Brasil. Revistas foram descontinuadas, equipes foram desfeitas e o veículo propriamente dito perdeu em status e relevância entre consumidores que se diziam fiéis. Tendência ou coincidência? Seja como for, não há melhor hora para se discutir o papel (literal) e a função atual da revista de videogame.

No final do ano passado, fui atrás dos três responsáveis pelas principais revistas disponíveis nas bancas brasileiras: André Forastieri, diretor editorial da Tambor, que publica a EGW e a Nintendo World; Luiz Siqueira, diretor na editora Europa, responsável pela Dicas e Truques para Playstation e a Revista Oficial do Xbox; e Allan André, editor-chefe na Digerati, que faz a X360 e a PS3W. Cada um, a sua maneira, respondeu à questão simples e capciosa:

“Revistas de games (aqui e lá fora) – como foi 2010, e o que o futuro próximo reserva?”

A seguir, as opiniões dos especialistas. É para pensar e discutir.

***
Por André Forastieri, diretor da Tambor

O que é uma revista? É um ponto de vista sobre um tema; um conjunto de soluções para um segmento econômico; uma comunidade onde você se sente bem; uma marca com a qual você tem uma relação emocional.
Isso é o passado, presente e futuro da revista. Mas daqui para frente, entendo que a revista deve tentar oferecer o mais amplo leque de serviços, nas duas pontas – para o consumidor e para o anunciante, buscando o justo (e difícil) equilíbrio. Por isso não acredito que simplesmente transferir uma revista em papel (mais alguns links) para o iPad é a solução de tudo. Embora a experiência da EGM – revista em papel mensal, na web semanal, e agora para tablet – eu venha acompanhando atentamente.

Eu acho que uma revista de games deve informar, criticar, provocar, refletir. E deve oferecer venda de games e acessórios e downloads digitais. E deve oferecer games free to play. E deve ter fóruns. E deve ter programa em vídeo, e podcast, e eventos. E pode oferecer cursos online. E deve promover eventos fantásticos. E deve oferecer aos desenvolvedores, publishers, varejistas, escolas de games todas as oportunidades de engajar o apaixonado por games, seja ele amador ou profissional.

É muita coisa. É difícil. Por isso é difícil a sobrevivência da maioria das revistas de games do nosso mercado. As editoras enfrentam muitos desafios. A maioria das editoras que publica revistas de games publica revistas de muitas outras coisas. Como ter o foco necessário, do ponto de vista conceitual e comercial, e ao mesmo tempo investir num portfolio de serviços ambicioso?

A Tambor atua cada vez mais como agência de publicidade – tanto atuando na criação, como no planejamento para empresas de games – e isso é uma demanda do mercado que não vai diminuir, só aumentar. Vantagem? Por estarmos há tanto tempo neste mercado, dominamos muito mais a linguagem que funciona para se comunicar com o gamer (ou o varejista de games) do que uma grande agência de publicidade tradicional, por mais prêmios que ela tenha ganho em Cannes.
No caso da Tambor, a união entre esta expertise na comunicação, o prestígio da revista impressa e a força instantânea e massiva dos nossos sites – impactamos mais de 3 milhões de gamers todos os meses – tem dado resultado. Fechamos o ano melhor que começamos. Para mim, esta é a medida de sucesso que importa.

Acredito que chegaremos a 2012 com o leitor bem servido de revistas impressas de games – a Tambor tem as duas principais de multiplataforma e Nintendo; a Europa, de Playstation e Xbox (deixamos de concorrer, alguém reparou?). Outras editoras têm produtos viáveis e interessantes. E hoje temos dezenas de bons blogs e sites sobre games. O que é o UOL Jogos, se não uma revista? O Arena Turbo? Now Loading? Nintendo Blast? Adrenaline? Cada qual com sua voz e sua pegada.

A Tambor terá novidades na web, sim; e temos o grande desafio de fazer um evento GameWorld 2011 melhor que o de 2010. Agora: nós editores old-school não podemos nos esquecer de fazer revistas impressas melhores. Nossa qualidade está longe da desejada. Foi assim sempre e sempre será. Em 2011 a Nintendo World comemora 13 anos de idade e a EGW, juntando suas encarnações, oito anos. E embora frequentemente eu tenha me orgulhado delas, nunca achei que chegamos lá.

Em 2011, prometo me manter insatisfeito…

***

Por Luiz Siqueira, diretor da Editora Europa

A sensação é de que continuamos no olho do furacão da revolução das mídias. Algumas revistas de games sentem menos essa revolução, outras sentem mais. O fato é que na maioria dos casos as publicações mantém leitores cativos e fiéis. A revista, seja qual for, tem uma função clara de “revisitar os fatos, notícias, informações do período”, e no futuro, essa missão não irá sumir. Os leitores ainda precisarão dela, seja no papel, seja na internet, seja no iPad, ou seja em qualquer outra invenção hipnotizante que surgir.

***

Por Allan André, editor-chefe da Digerati

2010 foi um ano dificil para as revistas de games quando o assunto é vendas. Três das melhores revistas deixaram de circular aqui no Brasil: NGamer, Edge e a recém-nascida Powerstation. Não sei ao certo os motivos para as duas da Editora Europa acabarem por aqui. Minha querida Powerstation encerrou na Inglaterra e tivermos que tirar de circulação também. Eu adorava editar essa revista.

O número de leitores que procura conteúdo nas bancas está cada vez menor, não apenas quando o assunto é videogame. Mais revistas podem acabar em 2011, principalmente no exterior, mas acredito que nem todas estão com os dias contados. O que precisa haver é uma reformulação na pauta e edição destas mídias. É desleal competir com a internet, então as revistas devem começar a oferecer conteúdo com melhor qualidade e, se possível, diferente do encontrado na web. Eis um desafio para nós editores em 2011.

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Isso é o que eles acham. E para você, o que vai acontecer com as revistas de games em 2011 e além?

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
01/04/2010 - 16:13

Troféu Gameworld 2010 – Como foi

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“www.impostojustoparavideogames.com.br”

Sob aplausos e gritaria, André Martins, diretor geral da editora Tambor, anunciou ontem, 31 de março, a iniciativa online que se propõe a reunir assinaturas e gerar discussão em torno da questão que mais incomoda o consumidor de games brasileiro.

“Queremos levar esse abaixo-assinado para o Congresso”, disse Martins, sobre o material que será gerado pelo site, que entrou oficialmente no ar há algumas horas. “Vamos fazer muita pressão para que o imposto seja diminuído e, consequentemente, que os preços de jogos, consoles e acessórios caiam drasticamente nos pontos de venda.”

Foi o momento mais barulhento da sexta edição do Troféu Gameworld, que misturou entrega de prêmios com o tradicional esquema de feira de games, em São Paulo. Organizado pela Tambor (que hoje publica as revistas Nintendo World e EGW, entre outras), o Gameworld ganhou força no mercado brasileiro muito por conta de sua singularidade – foi o único evento que sobreviveu em meio a tantas tentativas passadas (e frustradas) de se organizar e reunir os principais players da indústria em um só movimento. Hoje, é o único evento do setor que pode ser considerado parte do “calendário” nacional. E a edição 2010 teve porte e pompa para garantir que a iniciativa poderá perdurar.


Gente bonita, selecionada e comportada na torcida

O diretor editorial André Forastieri abriu o evento que aconteceu ontem, pontualmente às 20h30 no Teatro Frei Caneca: “Os personagens dessa noite são todos aqueles que jogam esse grande e desafiador jogo, que é fazer o negócio de games crescer no Brasil: vocês”, declarou. A apresentação dos prêmios ficou por conta da jornalista Flávia Gasi, que com habilidade e bom humor anunciava e convocava os vencedores em categorias variadas, de “Melhor Campanha de Marketing para games” a “Melhor game do ano” (leia sobre o evento aqui e sobre os vencedores aqui).


Flávia Gasi ao lado do vencedor do sorteio de uma viagem para a E3 2010

Além da presença dos executivos, varejistas e produtores brasileiros de sempre – e diversos estrangeiros, como o pessoal da Hudson e o Mark Wentley, homem forte da Nintendo of America para o mercado latino-americano -, o Gameworld ganhou em carisma com a presença do Charles Martinet, o norte-americano responsável pelas vozes dos personagens da família Mario nos games Nintendo. Bem-humorado, solícito e incansável, o ator (que mora em San Francisco, na Califórnia) de 54 anos distribuiu autógrafos, fotos e sorrisos como se não houvesse amanhã, e não hesitou em subir ao palco para receber o prêmio destinado a New Super Mario Bros. Wii como se fosse um autêntico representante da famiglia. Ganhou o troféu simpatia para a eternidade e deve se tornar figurinha fácil dos eventos brasileiros (a entrevista com ele, publico na semana que vem).


Mark Wentley (NOA) e Charles Martinet, durante a premiação

A parte “feira” do Gameworld aconteceu em 30 e 31 de março e tinha entrada gratuita. O visitante tinha boas opções nos vários estandes montados no quinto andar do Shopping Frei Caneca, desde testar games inéditos (Copa do Mundo 2010, por exemplo) a conferir de perto jogos recém-lançados, como God of War III para PS3.


Thiago Borbolla (MTV) entrevista cosplayer de Samus (Metroid)

E claro, havia o ilustre Charles Martinet distribuindo assinaturas e posando para fotos no estande da Nintendo (o novo Nintendo DSi XL também podia ser testado por ali), além de diversos torneios com distribuição de brindes, garotas sorridentes uniformizadas, campeonato de cosplay e uma boa cobertura da mídia não-especializada. Eu me diverti, mesmo ficando pouco por ali – e tive a chance de encontrar um monte de leitores das antigas. Me senti um pouco mais velho, aliás.


Charles, o melhor amigo do Mario. Aquele lá

Dadas as devidas proporções, o Gameworld até lembrou um pouco o finado Electronic Game Show que rolou entre 2004 e 2006 e deixou saudades. A organização divulgou que, em dois dias, mais de 10 mil pessoas circularam pelo Gameworld (mais de duas mil simultâneas). Se vai durar ou não, se vai crescer mais no ano que vem, se a iniciativa do “impostos justos para videogames” vai dar em alguma coisa, é impossível prever. Porém, se levarmos em conta a máxima de que “o futuro é importante, mas o presente é muito mais”, há bastante coisa a ser comemorada. É torcer para que tanta bola dentro resulte logo em gols e mais vitórias, e não apenas em oba-oba.

Otimista e engajado, o consumidor de games brasileiro agradece.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , ,
17/03/2010 - 18:48

Sony, Nintendo e Microsoft, pela primeira vez em um evento de games brasileiro

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Opa, voltamos.

Estou em Austin, Texas. Sabe onde é?

Aqui está rolando o festival South by Southwest (SXSW para os íntimos). É o evento cultural mais bacana e abrangente dos Estados Unidos na atualidade. Não só porque é super democrático e amigável, mas porque ele não se limita a música. Rola também cinema e, acredite, games.

Na verdade, eles chamam o segmento de “interactive”. Quer dizer, internet e midias sociais entram na jogada. Mas rola games também. Principalmente os casuais – ou alguém diria “independentes”. Muita coisa interessante foi mostrada, como você pode ver aqui. Como bem disse o fulano entrevistado, “South by Southwest is like springbreak for nerds”. Acho que deu para entender. Dê uma olhada no site oficial do evento, que eles explicam melhor o que rolou por aqui.

Pra variar, cheguei atrasado à cidade. A parte interativa terminou ontem. Hoje começa a musical. Ossos do ofício. E a cidade já está tomada por gente tatuada e carregando cases de guitarra por aí.

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Não foi o único evento em que cheguei atrasado. Estava em San Francisco, Calif’ornia, até ontem. E lá, como você bem sabe, rolou a Game Developers Conference (GDC para os íntimos). Terminou na sexta, e foi o dia em que cheguei. Passei raspando e perdi a chance de ver de perto o PlayStation Move, controle sensível ao movimento para o PS3. Quem sabe na E3, em junho…

Mas o fato é que estou em Austin, e se algo interessante se desenrolar, vou tentar reportar aqui.

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Enquanto isso, no Brasil…

A Tambor, editora que publica a revista EGW (ex-EGM) e a Nintendo World, stá anunciando com alarde o conteúdo de seu grande evento de games brasileiro, o Troféu Gameworld.

Você já deve estar sabendo, mas lá vai: é a premiação dos melhores games de 2009, com direito à presença de algumas das principais empresas do segmento. Será no dia 31 de março, no Shopping Frei Caneca, em São Paulo. E o que era para ser apenas uma entrega de troféus se tornou uma feira de games por si só, com entrada aberta e gr’atis ao público a partir de 30/3 (só mesmo a entrega dos prêmios, no dia 31, é exclusiva para convidados). Visite o site oficial e confira as outras atrações, entre elas, a presença física de Nintendo, Microsoft e Sony.

Segundo o André Forastieri, diretor editorial da Tambor e idealizador do Troféu Gameworld, esta é a primeira vez que as três principais fabricantes de consoles irão marcar presença em um evento brasileiro. Com a palavra, o Forasta:

“A participação das três gigantes dos games, juntas pela primeira vez em um evento no Brasil, demonstra a importância do Gameworld 2010, a capacidade de articulação da Tambor e o potencial que o mercado nacional de games representa neste momento. Com a crise internacional, todos os grandes players de internet, tecnologia e games estão vindo para o Brasil com tudo. Ainda bem que a Tambor já passou dos três milhões de usuários mensais, todos fãs de tecnologia e entretenimento. Estávamos aguardando seis mil pessoas nos dois dias, agora esperamos 8 mil…”

Em resumo, Nintendo, Microsoft e Sony mostrarão seus games novos (no caso da ultima, God of War III e Heavy Rain). Todas distribuirão brindes e farão sorteios com o público. E do lado da Nintendo, o evento promete  a presença de Charles Martinet, o dublador do Mario nos games desde 1996. Conheci o cara em uma E3 qualquer, e garanto: ele é um sarro. nem parece de verdade, se é que você me entende.

André Martins, comandante da Tambor, acrescentou: “O evento deste ano é um grande passo para o mercado de games no Brasil, mas que ainda falta muita coisa. As empresas precisam se dedicar mais aos negócios, o mercado anunciante tem que prestar mais atenção neste segmento e a Tambor continuará batalhando por isso. Vamos iniciar uma campanha massiva para redução de impostos, dando mais atenção para o tema na revista, descobrindo com quem devemos reclamar e como, inclusive no próprio evento vamos começar um abaixo assinado por essa redução”.

Recado dado. Estaremos lá. Nos vemos?

E deixa eu correr por aqui que estou atrasado para o rock & roll.

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15/10/2009 - 18:07

Coisas que talvez você (ainda) não saiba

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O Capitão Lou Albano morreu ontem, aos 76 anos.

Quem tem mais de 21 anos nas costas deve se lembrar quem ele é: é simplesmente o cara que fazia o papel do Mario (aquele!) em um seriado televisivo exibido antes do “The Super Mario Bros. Super Show!”, aquele desenho animado pirado bancado pela Nintendo – no Brasil, ele ficou no ar por um bom tempo graças ao glorioso programa da Xuxa.

lou.jpgPara nós, ele era apenas a encarnação humana daquele encanador de bigode. Nos Estados Unidos, Albano era muito cult. Foi um dos mais famosos e odiados lutadores da liga World Wrestling Enterprise (WWE)  durante muito tempo. Também participou de um monte de clipes da Cindy Lauper (inclusive aquele famoso dos Goonies) e fez participações em seriados e vários filmes. Mas ficou eternizado como o Super Mario mais realista da história da ficção. Nem a interpretação do Bob Hoskins (que fez o papel do herói naquele filme ridículo para os cinemas) chegava perto do Mario “Jumpman” Mario eternizado por Captain Lou.

É o tipo de notícia que só serve para nos lembrar da falta que aquela época ainda faz.

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E lembra da Luiza Gottschalk?

luiza.jpgO público do Play TV sabe muito bem quem é – Luiza foi VJ e apresentadora do canal durante alguns bons anos. Fez o “Combo Fala+Joga”, entre outros programas, alguns ao lado do Luciano Amaral. Daí houve um monte de reformulações na emissora, ela partiu para outros projetos e há muito não se ouvia falar dela.

O release que recebi esses dias (com a foto ao lado, bem recente) dá pistas do que a Luiza anda fazendo:

“Após figurar na telinha como apresentadora da Play TV, Luiza Gottschalk retoma à montagem de espetáculos teatrais e assina a produção da peça O Arquiteto e o Imperador da Assíria, protagonizada por Paulo Vilhena e Beto Bellini. O espetáculo entrou em cartaz no último dia 08 de outubro, no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro e fica até 20 de dezembro, de quinta à sábado, às 21h e aos domingos, às 20h.
Luiza acaba de voltar da Europa, viagem realizada com o objetivo de estudar e buscar novos formatos e ideias para o teatro e a televisão. “

E há quem ainda chore pela possibilidade de a Luiza retomar sua carreira dedicada aos games na televisão. Será que um dia ela volta?

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E sobre os novos comandantes das revistas EGW e a Nintendo World? Alguém aí já sabe de alguma novidade?

Eu sei e agora divido com vocês. Com a palavra, o publisher da Tambor, André Forastieri:

“O editor-chefe do núcleo de Tecnologia e Games da Tambor, Fernando Souza Filho, é o responsável por todo o conteúdo destes segmentos. Fernando é editor do site www.pcmag.com.br e ex-editor da revista PC Magazine.

O Fernando e eu [Forastieri] estamos envolvidos em uma atualização do projeto do EGW. Não se trata de mudar tudo, mas naturalmente estes momentos de mudança na equipe são momentos de reflexão. Fazemos a revista faz sete anos, e na mudança de EGM para EGW evitamos ao máximo mudar a revista, queríamos que a continuidade fosse clara. Agora vamos dar alguns passos no sentido de a revista ser mais reflexiva, com mais espaço para opinião, dando mais voz a players de todos os segmentos do mercado.

O plano de transição é nos envolvermos muito para a EGW, revista e site, ficarem exatamente com a cara que queremos. Quando este update no projeto editorial, as novas seções e os ajustes no design do EGW estiverem bem definidos e solidificados, nos afastaremos e traremos um gestor para a EGW. Vamos ver se conseguimos no prazo que nos propusemos, três meses.

(…)

Falando em velhos amigos, o novo editor da Nintendo World é o Renato Siqueira. A revista vai ficar com mais cara de Nintendo. Até porque o Renato foi da Pokémon Club, colaborador da Nintendo World de outros carnavais, e conhecidíssimo no mundo do anime e mangá.”

O Gamer. br dá boa sorte para os envolvidos na empreitada. E você, o que achou disso tudo?

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02/10/2009 - 17:38

Editores das revistas EGW e Nintendo World deixam cargos e abrem empresa própria

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E é uma sexta-feira daquelas, cheia de grandes novidades.

O Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A notícia é boa ou não? Para mim, é. Mas há quem discorde. Mas nem vou entrar nesse mérito. Se for para fazer campanha ou algo parecido, que seja para eleger o Blanka como o mascote olímpico. A campanha surgiu no Twitter evil do Jovem Nerd e obviamente se espalhou em questão de segundos.

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É claro que é brincadeira, mas poderia ser verdade.

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Mas falemos da novidade que eu havia dito no início da semana, sobre possíveis mudanças no mercado editorial brasileiro. Já está rolando por aí a informação sobre as saídas de Ricardo Farah e Orlando Ortiz da editora Tambor, que publica as revistas EGW e Nintendo World. A dupla de editores divulgou hoje a novidade, na forma de um release:

“É com imenso prazer que eu (Ricardo Farah, atual editor da revista EGM Brasil/EGW) e Orlando Ortiz (atual editor da revista Nintendo World) gostaríamos de apresentar a você o nosso novo projeto.

Fundamos uma empresa chamada SKY7, focada exclusivamente no mercado de entretenimento brasileiro. Estamos muito orgulhosos por realizar esse sonho. A SKY7 já está trabalhando com novos parceiros e clientes, e nossos esforços garantem a comunicação com mais de dois milhões de jogadores de videogame por mês.

Como uma equipe própria, a SKY7 desde já oferece os seguintes serviços de qualidade:

– Conteúdo para veículos impressos & online
– Consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro
– Tradução & Localização de conteúdo
– Web Design e projetos especiais para internet
– Palestras e aulas sobre o mercado de games
– Cobertura de eventos ao redor do planeta

Em breve, a SKY7 lançará a sua própria carta de produtos. Nossos parceiros estão preparando seus lançamentos oficiais, então aqui vai uma prévia:

– O maior e mais completo portal de games feito sob encomenda para um dos principais portais de entretenimento do Brasil;
– Palestras e aulas para duas grandes distribuidoras de games em nosso país;
– Localização de um conhecido MMORPG para uma empresa Nipo-Americana;”

Para esclarecer melhor esse empreendimento, nada melhor do que conversar com os próprios empreendedores. Acompanhe a seguir a conversa franca que acabei de ter com o Ricardo e o Orlando sobre a novidade:

Gamer.br: Primeiro, como vocês decidiram trabalhar juntos e de maneira independente? Foi uma decisão natural?
Ricardo Farah:
Acho que foi uma consequência da amizade que construímos por onde passamos. O Orlando até costuma brincar que quando nos conhecemos, ele me achava um mala e que não seria tão legal trabalhar comigo. E hoje, quase cinco anos trabalhando juntos, descobrimos que temos muito em comum tanto no que diz respeito a objetivos profissionais, éticas de trabalho, costumes familiares, enfim, há uma confiança plena no trabalho de cada um. E abrir uma empresa em sociedade é como casar com alguém que você confia plenamente e sabe que pode construir uma história bacana de vida. Neste caso, profissional.

No que consiste basicamente esta empresa que vocês estão abrindo? Que tipo de serviços querem oferecer?
Orlando Ortiz:
A SKY7 quer oferecer “mais” para o mercado nacional, não apenas no nicho de games, mas entretenimento em geral. E também é nosso sonho poder guiar novos talentos de forma a lapidar o potencial de cada um. A nossa empresa é mais uma opção para parceiros, no tocante comercial, além de ser uma casa nova para formar talentos e construir carreira.

RF: No que diz respeito a serviços, desde já estamos oferecendo conteúdo editorial tanto para veículos impressos quanto online. Estamos trabalhando com projetos especiais com algumas empresas de grande porte, realizando consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro, palestras e aulas sobre o mercado de games e cobertura de eventos.
E, além disso, estamos trabalhando em alguns projetos gráficos, como criação de hotsites, anúncios especiais para internet e revistas e iniciando as operações para um trabalho de localização de um novo MMORPG para uma empresa nipo-americana.

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Ortiz e Farah, ex-editores, hoje sócios na SKY7

Por que essa novidade agora? O que os motivou a fazer isto neste momento?
RF:
A ideia de trabalharmos por conta própria não nasceu do dia para a noite. Estamos cultivando este novo rumo para nossas carreiras já faz quase um ano. Hoje, estamos plenamente seguros de como colocar em prática nossas ideias e expandir nossos rumos profissionais. E confiantes de que nosso trabalho como editores das revistas da Tambor foi concluído com êxito.

O que vocês tiram desse período que passaram fazendo essas revistas?
RF:
Que o mercado brasileiro de games e entretenimento digital ainda está em uma fase muito prematura. Mas possui um potencial gigantesco (tanto do ponto de vista comercial quanto cultural), capaz de fazer frente aos maiores países que já fazem tudo isso há muito tempo.

OO: Editar as revistas EGW e Nintendo World, como você mesmo sabe, é um processo muito trabalhoso. E que, sem esforço e dedicação, não há como evoluir. É necessário dar um passo adiante, dar as caras e mostrar ao mercado o que você sabe e pode fazer.

Esse passo adiante, para acontecer, tinha que ser feito fora da editora? O que a independência pode favorecê-los nesse sentido?
OO:
Para dar esse passo adiante, era imprescindível ter o nosso próprio escritório, a nossa própria equipe e a nossa própria rotina de trabalho. Sem isso, ficava inviável conciliar o trabalho de edição de revistas e sites da Tambor, ao mesmo passo que surgiam novos clientes e oportunidades.

RF: E o mais importante: estamos falando aqui de liberdade editorial para realizarmos o trabalho mais competente possível, atendendo a todas as necessidades de nossos parceiros.

Como ficará a participação de vocês dois nas revistas que comandavam, EGW e Nintendo World?
RF:
Ainda não ficou decidido quanto e qual tipo de conteúdo que a SKY7 prestará para as revistas EGW e Nintendo World. Mas a parceria já existe e, sim, os leitores de ambas as revistas podem ficar seguros de que ainda encontrarão material com a qualidade que sempre buscamos, agora mais lapidada.

E como ficam as revistas com as saídas de vocês? Vocês sabem?
OO:
Tudo o que sabemos é que as revistas provavelmente ganharão novos editores.

RF: E a SKY7 cuidará de boa parte do conteúdo que será produzido para ambas revistas. Com jornalistas já conhecidos no mercado editorial (e novos talentos que estamos treinando).

Como a saída de vocês foi recebida pela direção da Tambor?
OO:
Para todos, foi uma surpresa. Para alguns, boa. Para outros, nem tanto. Afinal, saíram dois editores que comandavam o núcleo de games e ajudavam em diversos outros projetos. Mas foi uma saída amigável, naturalmente.

E quando vocês irão revelar o primeiro grande projeto da SKY7? Dá para dar uma pista?
RF:
O primeiro grande projeto será revelado entre uma semana e 10 dias. O que podemos adiantar é que é um projeto grande, online e para uma empresa grande.

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Ricardo e Orlando ainda avisam que os interessados nos préstimos da SKY7 podem entrar em contato pelos e-mails ricardo.farah@sky7.com.br ou orlando.ortiz@sky7.com.br.

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23/09/2009 - 02:34

O Vai-e-Vem do Mercado Brasileiro – no bom sentido

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O mercado jornalístico brasileiro está em eterna mutação. E nos games também não é diferente.

Foi tanta coisa que rolou nos últimos tempos que preferi juntar tudo em um só documento. Será que foi tanta mudança assim? Vejamos:

– O Gustavo Petró, que era um dos editores da revista EDGE (Editora Europa), agora faz parte da equipe do site G1

-…no lugar do Renato Bueno, que a partir de agora é o comandante dos sites PlayTV e GameTV

– …no lugar do Odair Braz Junior, que agora faz parte da equipe do portal R7, da Record.

– E não poderia deixar de citar as mudanças na própria Ed. Europa: o Felipe Azevedo, que era editor da N-Gamer, agora está na EDGE, junto com o Fabio Santana. Por consequência, a revista N-Gamer já está nas mãos do eterno Eduardo Trivella.

– O André Faure não faz mais parte do C.E.S.A.R., e o Rafael Arbulu não é mais o editor do portal MSN Games, site que é editado pela Tambor. Ambos estão já, cada um na sua, envolvidos com novos projetos.

– A Beatriz Sant´Ana, que  foi editora da EGM e atualmente estava editando o portal EGW, agora está editando a revista Movie na mesma editora Tambor.

– Por outro lado, a EGW revista ganhou a participação do primeiro editor da publicação, Renato Viliegas (ainda quando se chamava EGM Brasil), que vai assinar uma coluna mensal na revista. A partir de agora, inclusive. A equipe da editora, aliás, cresceu e está cheia de sangue novo.

– Enquanto isso, alguns felizardos desembarcaram no Japão para cobrir a feira Tokyo Game Show: o Bruno Vasone, pelo Arena Turbo, do IG; o Bruno Abreu, pelo OuterSpace; o Theo Azevedo e o Akira Suzuki, pelo UOL; e o Fernando Mucioli, pelo GameTV. Isso pelo que estou sabendo. Deve ter mais brazucas desbravando Toquio neste instante. Sortudos.

– E o onipresente Claudio Batistuzzo, do Games Brasil, foi gentil o bastante para me passar o link da matéria do Flávio Croffi, que listou a maioria dos jornalistas de games nacionais que twitam no Twitter. Se faltava um ou outro em sua lista de seguidores, nem falta mais.

E você chegou a ouvir o podcast do Gus Lanzetta sobre jornalismo de games? Pois deveria.

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Passei pela FNAC Pinheiros hoje e me surpreendi ao ver o Halo 3: ODST sendo vendido normalmente – surpresa porque a Microsoft cumpriu a data de lancamento mundial inclusive por aqui, ou seja, hoje. A imprensa, por sua vez, recebeu o game hoje também. Direitos iguais, é o que dizem.

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E por falar em lancamento aguardado, alguém viu o belo trailer/comercial de FIFA 10? Com o Rooney, o Xavi, o Schweinsteiger e uns outros boleiros: Serve bem até para quem odeia futebol. Ou games de futebol. Ou as duas coisas.

E concluo nessa semana aquela velha pesquisa que realizei sobre a Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Como deu para notar, muita coisa mudou no mercado desde que publiquei a primeira parte. Assim que é bom. Mudanças são sempre positivas. Mesmo quando são repentinas e aparentemente inexplicáveis. Tal qual a vida real.

E boa semana para todo mundo.

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