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20/01/2011 - 18:12

Nintendo 3DS: e o 3D, funciona mesmo?

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Ressaca de Nova York com frio. Que tal?

Ontem, a Nintendo fez seu lançamento oficial do Nintendo 3DS para as Américas. O mesmo evento foi realizado em Amsterdã (Holanda) ontem também, destinado para o mercado europeu. E ambos eventos, foi mostrado praticamente a mesma coisa: recursos do aparelho, data de lançamento, preço e jogos. E para nós, brasileiros, houve a novidade de que o 3DS terá menus em português – um fato inédito em se tratando de consoles da Nintendo no Brasil.

Leia aqui a cobertura sobre o lançamento do Nintendo 3DS para a Rolling Stone Brasil.

Os games estavam lá e podiam ser experimentados por quanto tempo fosse necessário. Mas eu, assim como meus colegas brasileiros (estão aqui o Bruno Vasone do IG, o Gustavo Petró do G1, o Théo Azevedo e o Claudio Prandoni, do UOL, o Jefferson Kayo e o Artur Palma do GameTV, a Paula Romano da EGW, entre outros) não conseguimos testar os games por muito tempo. O motivo? Vista cansada. Não, não estamos tão velhos assim. É que jogar os games em 3D exige uma atenção maior dos olhos, assim como um posicionamento bem específico do portátil diante do rosto (isso varia de pessoa para pessoa. Jogadores míopes que usam óculos talvez tenham mais dificuldade de focar a imagem e observar o efeito tridimensional – meu caso. Esse esforço pode significar um cansaço mais acentuado do que em pessoas com a vista perfeita).

A Nintendo relativizou a questão e disse que sempre é possível utilizar o botão localizado do lado direito da tela para regular a intensidade do 3D, ou mesmo desligá-lo totalmente. Mas aí, qual seria a graça de jogar o 3DS? O ideal seria que o efeito tridimensional não nos fosse agressivo aos olhos e que se comportasse de maneira idêntica para qualquer tipo de usuário. Mas acredito que, à medida que mais jogos forem lançados, melhor se tornará a ilusão do 3D. Como estamos falando dos primeiros games para o console (alguns deles nem estão prontos ainda), certamente veremos melhorias nesse sentido. Espero que sim, pelo menos.

No mais, a sensação de profundidade simulada proporcionada pelo Nintendo 3DS é inegável e eficiente. Em alguns jogos, o efeito funciona de maneira incrível, oferecendo recursos que transformam a experiência e colaboram com a imersão total do jogador. Em The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, por exemplo, é absurdo o quanto o 3D enriqueceu os cenários do game originalmente lançado para o Nintendo 64 no já distante 1998. Dá a impressão de ser um game ainda melhor do que era, se é que isso é possível, tudo por causa do alto nível de detalhismo proporcionado pelo 3DS. Hyrule nunca esteve tão amplificada e palpável – explorar cada cantinho novamente ganhará um gosto todo especial mesmo para quem já fez isso exaustivamente no N64.

Agora, em outros games, me parece que o efeito 3D é meramente cosmético e nada traz de novo para a jogabilidade (é ironicamente o caso de Zelda, mas o 3D agregou valor ali, e não o contrário). A versão 3DS de Pro Evolution Soccer 2011 trata-se do jogo para PSP com o efeito tridimensional embutido, o que mais confunde do que ajuda. Não vi nada de mais em Nintendogs + Cats também, fora o fato de os bichinhos vez em outra se debruçarem na beirada da tela para pedir carinho, o que proporciona uma sensação bacana de “awnnnnnnnn”, mas não tão enlouquecedor como se esperava. Em Super Street Fighter IV 3D, é possível jogar em um modo “dinâmico”, no qual a câmera fica em constante movimento atrás dos lutadores – o efeito 3D, no caso, torna a disputa um tanto mais confusa. Felizmente cada luta não dura mais do que poucos minutos, porque é sacrificante ficar com os olhos vidrados, tentando manter a vista na direção correta sem ficar estrábico ou sem perder o foco, literalmente. Só mesmo jogando para entender – infelizmente (e também para não passar a impressão errada), a Nintendo não permitiu filmagens diretas da tela com o efeito 3D ligado, nem mesmo fotos. Certamente é a coisa certa a ser feita, já que muito do trunfo do 3DS é a sensação que o jogador tem ao se deparar com a tridimensionalidade pela primeira vez. E é uma sensação que, garanto, não tem preço. No fator surpresa, é preciso admitir que a Nintendo dificilmente dá bola fora.

Volto mais tarde com mais detalhes de outros games que joguei, em especial aos minigames de AR (realidade aumentada), que oferecem sensações surpreendentes e inéditas e devem servir de base para ideias bastante interessantes no futuro.

Até o Brasil.

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29/06/2010 - 17:35

Dias de Festa…

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…E não, não é por causa da classificação do Brasil para as quartas-de-final.

(Desculpe, não sei você se importa ou não com Copa do Mundo.)

Hoje, terça, a Level Up! Games realiza um evento particular em São Paulo. É o Território Level Up! – de acordo com o convite que recebi (que imita uma passagem de avião), será “um mundo divertido e repleto de aventuras inesquecíveis”. Parece até chamada da Sessão da Tarde, mas será mais do que isso: é uma festa para celebrar a existência da Level Up!, atualmente a mais bem sucedida publisher de games online no País.

“O Level Up! Live é um marco na história da Level Up! no Brasil. Nas Filipinas, onde o conceito já está consolidado, ele é o grande evento do ano e o mercado espera ansiosamente por sua realização”, disse o Julio Vieitez, Diretor Geral da Level Up! Brasil, através do release divulgado na semana passada.

O auge da noite será um debate ao estilo mesa-redonda, com a presença de figuras-chave desse mercado (inclusive o Ben Colayco, o fundador da Level Up!), mas também vai rolar música, stand-up comedy e a revelação de um novo lançamento no mercado nacional.

Segundo a organização, esta é a maneira de visitar o evento (se é que você não tem o convite ainda):

Basta dirigirem-se a uma das cinco lan houses indicadas no site oficial do evento (www.leveluplive.com.br), adquirir R$ 19,90 em créditos para seu jogo preferido da Level Up! e com apenas mais R$ 2,10 garantir um dos ingressos, que são limitados. Para aqueles que não puderem comparecer, a Level Up! disponibilizará a transmissão ao vivo do evento pela internet.

A bagunça acontece no Shopping Frei Caneca (no Teatro, no sétimo andar, mesmo local onde foi o Troféu Gameworld desse ano), hoje, a partir das 19h. Eu devo estar lá mais tarde do que isso (para variar), mas estarei. Pode procurar!

***

E amanhã, tem outra.

Sabe a Blizzard? Enfim eles vão anunciar suas misteriosas intenções no mercado brasileiro.

Será amanhã, no bairro de Moema, em São Paulo, a partir das 20h. Não sei se estou autorizado a divulgar mais detalhes, porque imagino que o evento seja apenas para convidados. Mas, pelo que sei, todo mundo do mercado de games brasileiro estará lá.

O evento está sendo chamado de “Excursão de Imprensa” (é o que consta no convite) e deve girar em torno do lançamento nacional de Starcraft II: Wings of Liberty. Mas a gente também sabe que não é só isso: eles devem aproveitar para revelar detalhes da empreitada da Blizzard no Brasil. Vai ter escritório por aqui? Quem será o Country Manager? Vão contratar mais gente? Saberemos essas respostas amanhã.

***

E falando de festas futuras… reserve o final de semana de 16 a 18 de julho. Não haverá um, mas pelo menos dois eventos importantes relacionados a games. E um não tem nada a ver com o outro. E pelo que ouvi dizer por baixo dos panos, um deles promete uma novidade bombástica, inédita e muito antecipada. Mas vamos ficar quietinhos, vai que não dá certo? Depois volto a falar sobre isso…

Mas terei que participar de ambos. Como a gente faz para se dividir em dois?

***

E eu vou tentando me organizar pós-E3. Muitas entrevistas para tirar do gravador, muitos textos esboçados e não finalizados, muito material para transformar em posts… Todo ano é a mesma coisa. Fiquei enrolado por causa do fechamento da Rolling Stone de julho – a qual, aliás, trará uma grande matéria sobre a E3 2010 (não sobre os jogos). Se passar por uma banca a partir de 12 de julho, aproveite a comemoração da vitória na Copa do Mundo e leve a RS também.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
10/09/2009 - 20:25

Estamos aqui, Kurt! Nos Entretenha

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Você leu antes aqui no Gamer.br: Kurt Cobain pagou mico em Guitar Hero 5.

Para a surpresa de todo mundo, a versão digitalizada do falecido líder do Nirvana não apenas canta músicas de sua ex-banda no recém-lançado game, mas também de todos os outros artistas cujas músicas estão disponíveis no produto. E Kurt não apenas as canta, mas também pode tocar baixo, guitarra e bateria. E veja que bizarro, ao mesmo tempo! Imagine uma única banda formada por kuatro, ops, quatro Kurts, empolgadíssimos, felizes e performáticos. Menos Kurt, impossível.

E olha que nem é preciso ir muito longe no game para conseguir a proeza – alguns cheat codes espertos (a saber, pressione azul, azul, verde, verde, vermelho, verde, vermelho, amarelo) liberam o Kurt para a utilização como “personagem jogável” desde o primeiro minuto de jogo. Há quem se choque. Há quem ache tudo muito divertido. Eu fiquei chocado antes de jogar. Depois, fazendo um rock com um bando de amigos em minha sala, com a cabeça cheia de cerveja, achei hilariante a possibilidade. Esse “Kurt” é mesmo um fanfarrão. Um autêntico entertainer.

E essa história poderia ter parado por aí e morrido nos twitters e fóruns da vida. Mas não.

Daí, a Courtney Love, viúva e responsável pela imagem do finado Kurt, se deu conta de como tudo aquilo era esquisito. E se fez de louca, dizendo que foi enganada. Ela está possessa. E disse que quer processar a Activision. Se alguém quiser compreender, tente segui-la no Twitter (@courtneylover79). É difícil, mas prestando atenção, dá para tirar algo dali. O fato é que ela diz que não assinou nada. E se assinou, ela só o fez porque não havia sido especificado que aquilo seria feito com o Kurt-avatar. E também acrescentou que se aprovou alguma coisa, foi só o visual do personagem. E que quer que o game seja recolhido das lojas. E que os advogados dela já estão trabalhando no caso. Uau.

A Activision, na condição de fabricante, soltou uma declaração curta e bem grossa:

“Guitar Hero secured the necessary licensing rights from the Cobain estate in a written agreement signed by Courtney Love to use Kurt Cobain’s likeness as a fully playable character in Guitar Hero 5.’

Ou seja “a Courtney assinou sim e nós estamos protegidos”.

Vale ressaltar que Dave Grohl e Krist Novoselic nada tem a ver com isso, uma vez que não são shareholders da imagem de Kurt Cobain, mas apenas da música do Nirvana (apesar de Courtney alegar em certo momento que “a culpa é de Dave!”). Mas os dois ex-parceiros também acharam bem esquisita essa história de Cobain virar um performático cantor de covers em Guitar Hero 5. E acabaram se pronunciando oficialmente hoje (roubei do site do Seattle Post-Intelligencer (não vou traduzir para não distorcer):

“We want people to know that we are dismayed and very disappointed in the way a facsimile of Kurt is used in the Guitar Hero game. The name and likeness of Kurt Cobain are the sole property of his estate – we have no control whatsoever in that area. While we were aware of Kurt’s image being used with two Nirvana songs, we didn’t know players have the ability to unlock the character. This feature allows the character to be used with any kind of song the player wants. We urge Activision to do the right thing in “re-locking” Kurt’s character so that this won’t continue in the future. It’s hard to watch an image of Kurt pantomiming other artists’ music alongside cartoon characters. Kurt Cobain wrote songs that hold a lot of meaning to people all over the world. We feel he deserves better.”

Ou seja, Dave e Krist alegam que sabiam que Kurt tocaria músicas do Nirvana, mas não imaginavam que seria possível utilizá-lo em outras canções. E que é difícil ver uma imagem de Kurt cantando obras de outros artistas ao lado de personagens virtuais, e que ele “merecia um destino melhor que esse”. Eles também solicitam, ainda que não explicitamente, um recall do game por conta da Activision, e que essa “nova versão” venha sem a possibilidade de acionar Kurt Cobain como um personagem jogável.

Cá entre nós, acho bastante difícil de isso acontecer, ou seja, a Activision recolher os Guitar Hero 5 das lojas e simplesmente perder na justiça o direito de explorar a imagem digitalizada de Kurt Cobain. Mas também não é algo simples de ser resolvido – e os teores inflamados das declarações dos envolvidos só servem para confirmar isso. O engraçado é que é uma história que começou como piada acabou ganhando corpo e ainda deve dar muito pano pra manga. Aliás, acredito piamente que este caso será um marco na discussão sobre o impacto dos videogames na cultura pop. Por mais bobagem que possa parecer (e no fundo, o é), também é algo que merece ser levado a sério.

Até que enfim! Que o debate comece.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
27/04/2009 - 23:51

Quinta (ou Sexta) Super

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Boa noite. Isso são horas de atualizar blog? Pois é, estou aqui ainda.

Sobre essa revista nova – qual será? As novidades oficiais chegam nesta próxima sexta, primeiro de maio. É feriado nacional, então vejamos se consigo adiantar a revelação na quinta. Depende da vontade das partes envolvidas, claro.

Você consegue esperar até lá?

***

Sexta (ou será quinta?) também marca a estreia do EGW, novo portal de games comandado pelo André Forastieri. E guarde bem esta marca, porque ela significará novidade também em outros ambientes editoriais…

***

Assisti a Wolverine hoje. É idêntico à versão que vazou, tirando os efeitos especiais que faltavam. E eu esperando umas surpresinhas… bem, a minha resenha você lê na Rolling Stone de maio, no dia 10 nas bancas. Já o filme estréia também nesta quinta. Esse dia está prometendo…

De qualquer modo, fique até depois dos créditos. A ceninha final dá uma refrescada boa. E indica um outro filme estrelado pelo herói… será?

E confira um pedacinho da conversa que tive com Hugh Jackman em fevereiro passado. A íntegra está na Rolling Stone 31, atualmente nas bancas.

***

E começou a minha correira pressoal para ir para a E3 2009. Quer dizer, não sei se vou ainda, mas é bom me agilizar.  De hoje até o primeiro evento, no dia 1 de junho, contabilizo 34 dias. E até agora, só estou sabendo da coletiva da Microsoft. Nintendo, Sony… até agora nada. Todo ano é a mesma história.

E claro, tem o famigerado credenciamento online, que exige que enviemos provas de nossas relações profissionais e bons antecedentes. Não, dessa vez ninguém pediu exames de sangue ou comprovantes de vacinas. Eu não acharia estranho, nesses tempos de gripe suína…

Mais amanhã.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
13/04/2009 - 14:45

Dos "100 que estão reinventando a América", 5 são dos games

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A edição do mês passado da revista Rolling Stone norte-americana (com as Gossip Girls na capa) publicou uma matéria bem interessante – que não deve sair na edição brasileira, já aviso: as 100 personalidades que estão reinventando a América.

Sempre espero de tudo quando se trata dessas listas, principalmente as criadas pela Rolling Stone. Mas dessa vez, me surpreendi positivamente. Os editores da revista pop mais famosa do planeta colocaram, em sua lista de 100 mais, cinco profissionais envolvidos com a indústria dos videogames (veja a matéria original aqui).

Não é para diminuir o valor da lista, mas já faz tempo que a imprensa norte-americana joga às alturas a indústria do entretenimento digital e suas cabeças pensantes – com certeza, é muito mais fácil fazer isso por lá do que por aqui. Videogame nos Estados Unidos é uma realidade muito mais na cara e óbvia do que no Brasil. Seria mais estranho se a lista da Rolling Stone não citasse nenhum cara ligado a games.

Voltando: os cinco figuras escolhidos não estão lá no fim da lista não. Vejamos:

Shigeru Miyamoto aparece logo em 13º lugar. No textinho, ele é descrito como “o Bob Dylan dos videogames”, se é que isso pode ser considerado elogio. “Em uma era em que os games vendem mais que DVDs e CDs, Miyamoto é a mente mais criativa da indústria. Com o Wii e seus controles sensíveis a movimentos, ele transformou a natureza dos jogos em algo que todo mundo pode curtir”, diz o artigo, que também cita uma frase boa do sujeito: “Videogames são ruins para você? É o que falavam sobre o rock & roll.”

Alex Rigopulos e Eran Egozy, ambos da Harmonix, aparecem na 44ª posição. O texto também não economiza elogios em relação ao grande feito da dupla: “Ao inventarem Guitar Hero e Rock Band, esses dois colegas do MIT criaram uma nova maneira de se consumir música”. E também destacam o The Beatles: Rock Band, que sai em 9 de setembro de 2009 – mesmo dia do relançamento das versões remasterizadas de todos os discos dos Beatles. Você pode ignorar os Beatles e os games musicais, mas há de concordar que será GRANDE.

Cliff Bleszinski, da Epic Games, aparece em 73º lugar. A explicação para a citação é ótima: “porque os videogames também precisam de blockbusters no estilo de Michael Bay”. Para quem não entendeu a referência, Bay ficou famoso por seus filmes grandiosos e cheios de destruição, como The Rock, Armageddon e Pearl Harbor, só para citar os piores. Não que Gears of War, a cria mais famosa de Bleszinski, seja ruim, pelo contrário. Você entendeu a idéia.

E em 84º lugar, Will Wright, ex-Maxis, hoje cabeça do bizarro Stupid Fun Club. A descrição também enche de elogios o homem de Sim City, The Sims e Spore: “o criador da vida em si – pelo menos, a artificial”.

Faltou alguém? Quem você citaria? Assim de cara, eu mencionaria o Hideo Kojima e os progressos alcançados na transição da linguagem do cinema para os games; e o Peter Molyneux, por motivos semelhantes. Mas já está mais do que bom.

***

Só para você ter uma idéia, sabe quem são os quatro primeiros desse Top 100?

Em ordem decrescente:

4. Bono, aquele do U2.

3. Steve Jobs, aquele da Apple.

2. Larry Page e Sergey Brin, aqueles do Google.

E 1. Obama, aquele dos EUA.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
02/03/2009 - 19:07

Começou o Ano

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De volta do pó. Mas que semaninha complexa.

Primeiro de tudo, quero agradecer a participação na pesquisa que fiz na semana passada. Realmente, foi melhor do que eu poderia esperar – mais de 120 pessoas responderam. É um material valioso que certamente irá ser bastante útil para o próximo projeto que estou organizando. Sim, eu tenho um plano secreto. Eu e mais uns caras. Mas ainda não posso contar o que é. Logo mais poderei.

***

Segundo, agradeço os cumprimentos – reais, virtuais, mentais, atrasados – que recebi pelo meu aniversário. É o que faz ficar velho valer a pena…

Fiz 31, a propósito. Parece menos, diz aí.

***

Passei o carnaval em São Paulo. Aproveitei para ver uns filmes do Oscar, encher a cara e tomar sol. E deu tempo de encarar os games que deixei de lado no fim do ano. Teve pra todo mundo – Gears of War 2, Fable 2, Rock Band 2, Lips, Street Fighter 2 Turbo HD, PES 2008, GTA IV: Lost and Damned… é pra qualquer um ficar orgulhoso. Eu fiquei. Mas não vá se acostumando. Feriado prolongado assim, é só uma vez por ano.

***

Hoje vi Watchmen. Achei incrível, mas é porque sou fissurado pela história. Já quem não conhece 1. irá boiar; ou 2. irá achar tudo raso e mal-explicado demais. Ou as duas coisas ao mesmo tempo. Já os fãs podem até procurar o que reclamar, mas nem deveriam – o filme é sensacional. Zack Snyder fez o que deu. Se não fez, é porque foi obrigado a fazer escolhas. Eu vou ver de novo na semana que vem para ter certeza do que estou falando…

Esta semana entra no ar a entrevista que fiz com o Dave Gibbons, o ilustrador de Watchmen. Lá no site da Rolling Stone. Eu aviso quando.

***

E entrou no ar a sétima coluna Jogatinas de um Gamer.Br no site da Digerati. Dessa vez, o assunto é a casualidade dos jogos… e dos jogadores. Nada de muita nostalgia, mais um clima de confissão: olha o que o desespero não faz quando se falta assunto às quatro horas da manhã? Bem, está lá. Opine.

***

Eu acho que, agora que o ano realmente começou, as coisas vão começar a rolar no mercado brasileiro. Pelo menos é o que espero. Porque se eu fosse levar em consideração os e-mails de assessoria de imprensa que recebo diariamente, iria pensar que no país só se joga games online como os da Level Up! ou o Taikodom. Claro, a EA e a Microsoft lançam seus jogos, a Synergex e a NC Games trazem as novidades, a Tectoy mostra uns avanços do Zeebo. Mas ainda me parece que as empresas estão funcionando em velocidade reduzida, com o pé atrás, esperando a nuvem da crise se esvair – ou uma solução cair do céu. A esperança não está vencendo o medo. Isso porque ainda não é ano de eleições. Imagina se fosse?

Pelo menos o mês promete festinha: é a quinta edição do Troféu Gameworld.

E eu, para não passar por mentiroso, ainda preciso publicar o restante das listas dos Melhores e Piores de 2008. Agora vai. Ainda mais que 2009 começou de vez.

E até amanhã. Mais otimista, provavelmente.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
11/02/2009 - 17:15

Chove, chuva

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Uma semana agitada e de chuvas. Está chovendo por aí? Aqui sim, o dia inteiro.

A visita da comitiva do Kevin Baqai, representante da Proximo Games, ainda repercute no Brasil. Para quem está me pedindo o contato dele, aliás, acho melhor tentar o e-mail que está no site corporativo da Proximo. Todo mundo que encontrou com ele na semana passada confirmou a minha opinião: a iniciativa é ousada e ambiciosa, o que pode ser bom ou ruim, dependendo do ponto de vista. Agora, darei uma de São Tomé agora: quero ver para crer. E que venha a primeira loja.

***

E lembra que o André Forastieri estava procurando alguém para trabalhar com ele? Ele, pelo visto, encontrou. Pelo menos por enquanto, nem adianta mais mandar currículo para lá.

***

Para quem não leu ainda: está no ar minha sexta coluna no Jogatinas de um Gamer.br, no blog da editora Digerati. Eles tiveram um problema recente e o site saiu do ar durante umas semanas, então as colunas anteriores desapareceram como mágica. Mas logo elas voltam. Por enquanto, fique com esta, um ensaio sobre os games ruins que me fizeram perder tempo na vida. Uma listinha, sabe como é. Até a inspiração voltar.

***

E trazendo de volta velhos conteúdos, dou link para a resenha que fiz sobre o “show de retorno” do trio Little Quail and the Mad Birds, há algumas semanas. O que isso tem a ver com games? Bem, eles foram os primeiros brasileiros a fazer cover de um tema de game em um disco. A faixa “Stock Car” abre o primeiro disco deles, de 1995, e é uma versão do tema de Rally X, aquele arcade bem irritante da Namco (do carrinho que solta fumaça, sabe?). Adivinha com qual música eles começaram o show? Veja como foi aqui.

***

E está nas bancas a revista Rolling Stone de fevereiro. O figura da capa você deve conhecer e dispensa comentários. Chamo atenção para a matéria especial com o time Mibr, o mais famoso clã de Counter-Strike do Brasil. A reportagem foi feita durante minha passagem por Colônia, no campeonato World Cyber Games, com direito a outros encontros já em São Paulo. Acredito que tenha ficado um texto, no mínimo, diferente. Pelo menos, combate alguns estereótipos. Um trecho da matéria pode ser lido aqui. Mas compre, prestigie.

Na mesma edição tem outro texto meu – um perfil da banda Sepultura. Só para não falar que é off-topic: o guitarrista, Andreas Kisser, é fã declarado de games e já apareceu por aí jogando Guitar Hero. É claro que a matéria da RS não fala nada sobre isso, mas…

***

Ainda sobre o Mibr: durante a produção da matéria – e logo após a sessão de fotos que a ilustra -, houve uma mudança nas cadeiras do time: Bruno “Bit” Fukuda, que foi o capitão durante o WCG, saiu para dar espaço para Carlos Henrique Segal, o “Kiko” Agora, a revista chegou, e mais uma mudança rolou: Lincoln “fnx” Lau saiu, para a entrada de Guilherme Spacca. Definitivamente, não é brincadeira ser cyberatleta. Se é que você me entende.

***

Figura carimbada das revistas de games brasileiras, o repórter Henrique Sampaio vai mudar de vida: ele, que estava cuidando do portal de games do Terra, deixou o cargo para se dedicar à carreira acadêmica – será professor de faculdade. Boa sorte para ele na empreitada.

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E depois conto como foi meu encontro/reunião ontem com o Bem Colayco, CEO e “gameboss” da Level Up! Games. Rendeu bem, vou dizendo.

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25/07/2007 - 02:32

Entrevista da Semana: Matt Groening (Os Simpsons)

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Tem semana que não tem. Mas tem semana que tem: estou falando da Entrevista da Semana do Gamer.br, tão freqüente quanto um dia de sol no inverno brasileiro. Divagações à parte, tenho que dizer que a conversa de hoje é especial – apesar de curta. Durante uma das entrevistas que fiz com Matt Groening, o criador de Os Simpsons, para a revista Rolling Stone, tive a chance de perguntar sobre diversos assuntos não necessariamente ligados ao desenho animado – e os videogames não poderiam ficar de fora.

Você confere a seguir o pequeno trecho em que falamos sobre a paixão do cara por jogos eletrônicos (talvez eu nem pudesse estar publicando isso aqui, mas enfim…). Aliás, quando a entrevista aconteceu, ainda não havia sido divulgada a notícia de que Matt é o chefe final do novo game inspirado na família amarela. Ou seja, perguntei sobre games para alguém que realmente teria algo a dizer. E olha que nem sempre eu tenho essa sorte (depois explico este comentário). De qualquer maneira, confira o diálogo:

***

Gamer.br: Sempre se fala muito que Os Simpsons ultrapassa os limites do bom gosto, mas eu acho que o South Park chuta o balde muito mais do que os Simpsons. Você não concorda?

Matt Groening: Ah, mas realmente os Simpsons são muito mais amiguinhos e certinhos que o South Park [Risos]. Sabe, eu conheci os dois caras do South Park em pessoa, o Matt Stone e o Trey Parker. Eles não são tão loucos como se pensa. São uns jovens bem divertidos. Eles se divertiram mais batendo papo com meu filho adolescente sobre videogames. [Risos] Aliás, eles adoram videogame.

Então você chegou a jogar os games baseados nos Simpsons?

Sim, eu testei todos os games baseados no Simpsons feitos até hoje. Mas eu nunca fui bom o suficiente para terminar nenhum deles. Eu não tenho a habilidade, ou o grau de atenção exigido para isso. Meus filhos [Matt tem um filho de 15 anos e outro de 18] não têm paciência comigo e sempre arrancam o controle da minha mão para eles mesmos jogarem. [Risos]

E o que seus filhos andam jogando atualmente?

Nesse momento, eles estão jogando… O que eles estão jogando?… [Pensa] Eles estão jogando a versão beta de Halo 3, que é online e ainda nem foi lançado oficialmente. Se você quer saber, eles jogam muita coisa. Eles jogam Gears of War, eles jogam várias coisas no Xbox 360.

Vocês não têm outros videogames em casa?

Nós não temos o PlayStation 3 ainda. Eles são bem difíceis de se encontrar por aqui, sabia? E… ah sim, eles também jogam Guitar Hero e o Guitar Hero 2. Sabe de uma coisa, eu acho que deveria haver uma espécie de “versão brasileira” do Guitar Hero! Seria incrível!

Olha, pra falar a verdade nós não temos uma enorme bandas de rock por aqui, mas temos ótimos músicos, uns sons parecidos com bossa nova…

Sim, seria fantástico, imagine só? Essas músicas brasileiras são todas muito difíceis. Vamos lá, desafiem essa molecada! [Risos]

***

A íntegra desta entrevista, assim como a matéria de oito páginas sobre a série, o longa-metragem e tudo o mais, você confere na edição 10 da Rolling Stone, que está nas bancas desde a sexta passada – a capa é justamente Os Simpsons. Vai lá, compre, dê uma forcinha para este jornalista cansado.

Aliás, hora de vender um peixe: você sabia que a Rolling Stone tem matérias sobre games e uma seção mensal de lançamentos escrita pelos principais jornalistas especializados do mercado? Pois é.

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13/02/2007 - 11:39

Entrevista da Semana: Chino Moreno (Deftones)

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No sábado último, São Paulo recebeu a visita do Deftones, um dos representantes mais importantes do chamado “Nu metal”. O quinteto californiano veio para uma única apresentação no Via Funchal, na qual divulgou músicas do disco mais recente, Saturday Night Wrist, despejou hits de mais de 10 anos de carreira e enlouqueceu fãs que jamais haviam visto um show do grupo.

A reportagem do Gamer.br se encontrou com o vocalista/guitarrista Chino Moreno e com o baixista Chi Cheng no camarim, para uma entrevista exclusiva antes do show. Um dos temas da conversa foi a paixão dos caras por games – representada no título de uma música do novo disco: “U,U,D,D,L,R,L,R,A,B, Select Start” (alguém reconheceu o famoso “código da Konami”?).

Confira a seguir este trecho do papo:

Gamer.br: “U,U,D,D,L,R,L,R A,B, Select, Start” é como é conhecido o famoso “código da Konami” e também o nome de uma das músicas de seu novo disco, Saturday Night Wrist. É óbvio que vocês escolheram este título porque jogaram muito videogame quando eram moleques, certo?
Chino Moreno: É, acho que todo mundo que foi criança da minha faixa etária era um jogador de videogame em potencial. Para mim, os melhores e mais divertidos jogos que haviam para se jogar eram aqueles que saíram na época dos primeiros consoles domésticos, o Intellevision, o primeiro Nintendinho… Eu costumava matar aula o tempo todo só para ficar jogando, sabe?

E como você se lembrou deste código, após tanto tempo?
CM: O que rolou é que há alguns meses, ou melhor, há mais ou menos um ano, eu inventei de instalar novamente o meu Nintendo na TV lá de casa. Daí, coloquei para rodar o cartucho do Contra e, quase que instantaneamente – bum, bum, bum, bum – me lembrei desse truque.

Você deve ter ganho 30 vidas com isso.
CM: Sim, e aí, sei lá… Isso ficou na minha cabeça por um tempo. Daí, quando fizemos uma música instrumental, pensei que esse poderia ser um nome criativo para dar a ela.

Chi Cheng: Eu tentei também dar um nome a esta música, mas quando eu era criança eu só jogava Pong… E não existe esse tipo de código para o Pong… É só aquela bola pingando para lá e para cá… [Risos]

E agora, vocês andam jogando alguma coisa? O que vocês acham dessa nova geração de consoles?
CM: Eu jogo bastante. Algumas das coisas novas são bem legais, mas atualmente eu só tenho jogado o PlayStation 2 mesmo. Sempre carrego o meu nas turnês. Eu gosto de jogos de caçada, guerra, tiroteio. Como Splinter Cell e coisas desse tipo… stealth games são divertidos, eu adoro.

***

o restante da entrevista e a cobertura do show, você lê na edição 6 da revista Rolling Stone, em março.

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