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21/09/2011 - 19:45

O que é o Brasil dos Games, Parte 7

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E o BRASIL DOS GAMES? Está firme?

Segundo meus amigos do mercado nacional, está melhor do que nunca. É o que se compreende pelas contribuições que estou recebendo nesse período de despedidas do Gamer.br no IG.

A colaboração de hoje veio do amigo Ricardo Farah, jornalista, ex-editor da revista EGM Brasil e atual sócio da SKY7, empresa especializada em conteúdo e consultoria digital no ramo de videogames. Farah deu sua visão positiva do mercado brasileiro, mas sem deixar de apontar defeitos clássicos que ainda estamos enfrentando até hoje. Leia, prestigie e comente lá embaixo.

***

No Brasil dos Games, a união faz a força

Por Ricardo Farah*

No Brasil dos Games existem dois perfis claros de habitantes ligados diretamente ao mercado: aqueles que querem a ilha só para si; e aqueles que não vêem a hora de trazer o maior número de gente possível para a ilha. No primeiro nicho estão pessoas que simplesmente estão aproveitando que videogame é a bola da vez em nosso país para fazer autopromoção ou para garantir a maior fatia do bolo. Ao outro grupo, que por sinal é bem maior que o primeiro para a nossa sorte, estão os profissionais realmente engajados em fazer a diferença, em levar os principais dados do nosso mercado para o mundo exterior, abrindo espaço para que novas empresas apostem em nosso potencial.

Não fosse pelos habitantes do segundo grupo, dificilmente você veria empresas como a Blizzard investir tanto em nosso país. Não fosse pelos habitantes do primeiro grupo, talvez videogame teria deixado de ser mainstream pela mídia em massa há muito mais tempo do que gostaríamos.

É amigo, o Brasil dos Games está prosperando como sempre sonhamos, mas ainda precisamos aparar as arestas, enxugar a gordura e limpar o mercado de quem realmente não está nessa por amor a profissão e ao mercado. Honestamente, ao menos é nisso que eu, o Pablo e uma boa trupe de jornalistas, empresários, investidores e pensadores acreditamos.

Aos poucos, as próprias condições que a indústria impõe já estão fazendo a faxina necessária em nosso país. E para a nossa alegria isso inclui o próprio mercado cinza, que perde espaço a cada dia graças exclusivamente a própria comunidade de jogadores que está criando consciência do valor que um jogo original agrega à experiência se comparado ao mar dos alternativos.

Se a aposta do consumidor em viver no lado Verde da Força está diretamente atrelada com o acesso as redes online ou as demonstrações gratuitas de jogos que os fabricantes disponibilizam para os consoles ninguém pode garantir. O fato é que o consumidor brasileiro está cada vez mais sagaz nas suas escolhas e consciente no seu papel em todo ecossistema.

Definitivamente a fabricação local de jogos e consoles ou a chegada de grandes franquias online e produtoras japonesas são acontecimentos que denotam este crescimento a passos ligeiros de nosso mercado, mas nada disso estaria acontecendo se a própria comunidade não apostasse nessas e em outras empresas já instaladas no Brasil. Mesmo assim, todos estes lampejos do mercado nacional só beneficiam a própria cadeia internacional e a nossa realidade gamer em curto prazo.

Eu diria que há uma lacuna que precisa ser preenchida no menor tempo possível caso esperemos figurar entre os países que realmente fazem a diferença na indústria de games. Falo do desenvolvimento local de jogos, explorado de forma prematura pelas gigantes internacionais em nosso país, mas encarado de forma séria por muita gente de talento que está apostando todas as suas fichas em algo completamente inédito. É louvável ver grupos de estudantes e jovens profissionais abrindo sua própria desenvolvedora para lançar o seu game, mas o que temos hoje é algo semelhante ao futebol brasileiro, com os melhores talentos sendo exportados para os principais pólos industriais do mundo. E isso infelizmente não ajuda em nada a pavimentar nossa indústria local. Por isso eu acredito que enquanto o próprio governo não criar projetos que incentivem o desenvolvimento de jogos local, não haverá imposto justo que justifique o crescimento de nosso país em longo prazo.

O mercado está aí, caminhando e prosperando como pode. Cabe a cada um de nós, envolvidos na indústria de jogos ou apenas entusiastas fazermos a nossa parte. Pois por menor que ela possa ser, lá na frente o resultado será excepcionalmente brilhante. É nisso em que eu confio.

*Ricardo Farah (@rifarah) é Sócio-Diretor da SKY7 e colunista de games do TechTudo.

Autor: - Categoria(s): Brasil dos Games, Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
03/05/2010 - 18:56

A vida pré-E3, a Blizzard a caminho e o maior evento de games do Brasil

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E cá estamos de volta!

Abril foi um dos meses mais complicados da vida. Mas é claro que sempre pode ficar mais complicado, não é mesmo?

Cheguei ontem de Los Angeles, a terra da oportunidade. Fui fazer um trabalho, mas também senti o clima para a E3 que começa em uns 50 dias. Não vi nada de diferente. Nas lojas Gamestop que visitei, o PlayStation 3 continua difícil de ser encontrado. O Xbox 360 mais vendido é o bundle da versão Elite com dois games (Forza 3 e Halo ODST). O game da Copa do Mundo está bombando de vender, mas não esgotou. A grande expectativa é para o lançamento de Red Dead Redemption, da Rockstar Games, que rola em 9 de maio. Fora isso, achei tudo muito desanimado e desinteressante. Essa safra pré-E3 é triste.

Nem tem como disfarçar: o assunto que interessa é só E3 mesmo. Por aqui, a imprensa se prepara para a cobertura in loco com ansiedade: a cada dia, aumenta a lista de jornalistas brasileiros credenciados para o evento. Para organizar essa turma toda – e para habilitar um novo canal de comunicação durante o evento, o pessoal da produtora SKY7 criou o site E3 Expo.

Sim, um site com esse nome já existe – é o portal oficial do evento. Mas o que o Ricardo Farah e o Orlando Ortiz fizeram foi criar um site de cobertura jornalística da E3, em português e sem “ligação ou rabo preso com grandes portais”. Segundo a dupla de jornalistas, o E3 Expo Br será alimentado pela própria equipe do SKY7 e por qualquer jornalista que quiser participar: “Queremos fazer deste site o principal canal para jogadores de todo o Brasil conhecerem mais sobre o evento, as pessoas envolvidas e os jornalistas que cobrem”, disse Farah, que esse ano comemora o fato de cobrir a E3 ao vivo pela primeira vez.

Quem curtiu a iniciativa, é só entrar em contato com os caras pelo site. E por falar nisso, o Farah ainda disse que “Estamos abrindo uma vaga para um redator que ficará dedicado exclusivamente a este site”. Mande seu currículo.

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E como você deve saber, não são só eles que estão contratando… será que posso divulgar por aqui ou não? Vou tratar de saber e logo aviso.

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E você viu a história da Blizzard, né? StarCraft II em português, um provável escritório da empresa em São Paulo e, por enquanto, nada de World of Warcraft oficialmente por aqui. Nada que a gente não imaginasse, mas sabe como é – a esperança é a última que morre, sempre.

A história mais legal que surgiu dessa viagem da imprensa brasileira para os escritórios da Blizzard foi a cobertura do Bruno Vasone, do Arena Turbo – ele preparou um verdadeiro passeio virtual pelos corredores da empresa, em Irvine (Califórnia), com a precisão e o nível de detalhamento que só um especialista no assunto conseguiria. Confira lá.

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E você, já sabe o que fará nos dias 20 e 21 de novembro?

Você pode não saber, mas se quiser já tem compromisso: são os dias do Brasil Game Show, auto-intitulado “maior evento de games do Brasil” – e olha que deve ser mesmo.

O release sobre o BGS (que nada mais é que o antigo Rio Game Show) chegou aqui esses dias e alerta como grande notícia o show da banda Mega Driver no evento. Mas é claro que outras novidades devem surgir. Veja o texto enviado pela assessoria:

“A Mega Driver é atração confirmada da Brasil Game Show, a maior feira de games do país. A banda se apresentará nos dois dias de evento num moderno palco com 50 metros quadrados de área e uma infra-estrutura com efeitos especiais de luz e som, além de lindas modelos caracterizadas.

O palco ainda será o local de outras atrações como o duelo de bandas no game Rock Band, premiação e entrega de troféus dos diversos campeonatos da feira, sorteios e apresentações do concurso Cosplay – quando alguns participantes se vestem como personagens de games.

A 3ª edição da feira, que será realizada nos dias 20 e 21 de novembro, será mais uma vez no Centro de Convenções SulAmérica – RJ. Desta vez o espaço ocupado totaliza cerca de 8 mil metros quadrados, o triplo da área utilizada na edição anterior. Exposição com túnel do tempo dos videogames, palestras com profissionais da área e campeonatos, são apenas algumas das muitas atrações do evento.”

É isso aí. Para os residentes em São Paulo, será que vai valer a viagem para o Rio? Seja como for, é mais um grande evento ganhando data garantida no calendário nacional.

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E por falar em E3 2010

Project Natal” for Xbox 360 Experience
Pablo Miyazawa,
Thank you for completing your registration.
You are confirmed for attendance to this event.

Após todos esses anos, ainda curto esse tipo de coisa. O que posso fazer?

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
13/04/2010 - 01:26

A Nintendo no Brasil, a Sony em 3D, as idas e vindas do mercado

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E aí, quanto tempo? Ainda lembra que isso aqui existe?

Pois é, parece até que sou eu que anda esquecendo. Mas a ausência tem uns motivos. O mais grave deles é o fato de não acontecer muita coisa digna de nota nesse mercado de games nacional. Ou será que estou exagerando?

De certa forma, estou sim. As coisas poderiam estar melhores, mas não significa que não estejam melhorando.

Pegue por exemplo o abaixo-assinado pelos impostos justos sobre os videogames. Você já assinou? Passou para os amigos? Colocou no Twitter?

Há quem pense que esse tipo de iniciativa não funcione no Brasil (e talvez em lugar algum do mundo). Eu não os culpo. Mas que tal dar um voto de confiança e tentar? No máximo, poderemos colocar mais esse item na lista dos movimentos populares que não deram em nada no País. Mas acho que nem será o caso – a coisa parece estar andando bem. As fontes não-oficiais já falam em milhares de assinaturas. O caso repercutiu na mídia especializada e também na grande imprensa: até a versão online da Folha de S. Paulo publicou histórias relacionadas ao tema (e veja que também respingou lá fora).

Pois sim. Será que a esperada audiência com o deputado Antônio Palloci (relator do projeto na Câmara dos Deputados)  finalmente vai sair do papel?

É ano de eleições, então tudo é possível.

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Ainda repercutindo o evento Gameworld que rolou há uns dias: foi especialmente bacana ver a Nintendo marcando presença com um estande bonitão, com o Nintendo DS novo para ser experimentado e com a simpatia do Charles Martinet, a voz do Mario em pessoa. Mas também estava ali, misturado a tantos fanboys e se divertindo, o Mark Wentley, gerente de marketing da Nintendo of America para a América Latina.

Mark estava bem acessível e conversava com quem chegasse junto. A mim, ele repetiu diversas vezes o prazer de estar no Brasil e de que 2010 seria um grande ano para a presença da Nintendo por aqui. Talvez ele estivesse apenas empolgado por causa da incrível recepção do público a Martinet, ou talvez ele só quisesse ser simpático mesmo. O fato é que faz tempo que a NOA não possui um executivo tão acessível e tranquilo cuidando da América Latina. Sinal dos tempos? Ou sou eu que estou amolecido e só enxergo o lado bom das pessoas?

De qualquer modo, a Nintendo existe de certa forma no Brasil. Assim como a Microsoft. E a Sony

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…E a Sony Brasil está pondo suas manguinhas de fora, enfim.

O release que recebi hoje no e-mail nada tem a ver com a linha PlayStation, pelo menos não aparentemente:

A Sony Brasil convida você para uma coletiva de imprensa, na próxima quarta-feira, dia 14 de abril, na qual irá apresentar toda a sua linha de produtos 3D, que inclui lançamentos em televisores Bravia, Playstation, projetores, Blu-ray, entre outros.

Na ocasião, a empresa também explicará as estratégias para o mercado brasileiro nestes segmentos, projetos para a Copa do Mundo e perspectivas de negócios.

O que o PlayStation tem a ver com o lançamento da linha 3D da Sony? Aparentemente, tem alguma coisa. Senão eles não o divulgariam. Bem, melhor do que especular, é esperar para ver na coletiva desta quarta-feira.

Ou será que… Não pode ser. Bem, na verdade, pode ser. Ou não.

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E encontrei no Gameworld o Ricardo Farah e o Orlando Ortiz, ex-editores da EGW e Nintendo World, que agora comandam a inciativa SKY7. Uma das novidades que eles cochicharam foi a estréia do novo site Pop e da toda reformulada área de games do portal. Um dos caras da equipe é o Odir Brandão, mas parece que o Rodolfo Braz (que era do site Herói) também está ali trabalhando com eles. Mas, disseram eles, há uma outra novidade que eles ainda não poderiam divulgar…

E por falar em mudança, sabe quem saiu da equipe do site do PlayTV? O Renato Bueno. Agora, além de cuidar do absurdo e sensacional site Freeko, ele também escreve no blog do UOL Tecnologia. E só para quem não sabe, o onipresente Gus Lanzetta, aquele, também virou colaborador fixo do Freeko.

Aliás, não sei se você sabia, mas a Renata Honorato, do The Game Girl, está na Veja Online. Mas ela eventualmente até escreve sobre games lá. E o blog continua ativo, em um novo endereço.

E tem mais umas três ou quatro novidades boas que não estou autorizado a falar. Ainda.

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E como assim, Farmville causa dependência? Que novidade!

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E pra terminar por hoje, olha só que notícia feliz:

Dear PABLO MIYAZAWA,
Welcome to E3 Expo 2010, North America’s premier computer and video game trade show! This message confirms that your registration for an E3 Expo media badge has been approved.  Please bring your valid identification to the Media Center at the LACC to pick up your badge.

See you at the show!

Regards, The E3 Media Team

Perfeito. Agora, só falta arrumar o patrocínio para ir pegar essa credencial pessoalmente…

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
02/10/2009 - 17:38

Editores das revistas EGW e Nintendo World deixam cargos e abrem empresa própria

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E é uma sexta-feira daquelas, cheia de grandes novidades.

O Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A notícia é boa ou não? Para mim, é. Mas há quem discorde. Mas nem vou entrar nesse mérito. Se for para fazer campanha ou algo parecido, que seja para eleger o Blanka como o mascote olímpico. A campanha surgiu no Twitter evil do Jovem Nerd e obviamente se espalhou em questão de segundos.

blanka2
É claro que é brincadeira, mas poderia ser verdade.

***

Mas falemos da novidade que eu havia dito no início da semana, sobre possíveis mudanças no mercado editorial brasileiro. Já está rolando por aí a informação sobre as saídas de Ricardo Farah e Orlando Ortiz da editora Tambor, que publica as revistas EGW e Nintendo World. A dupla de editores divulgou hoje a novidade, na forma de um release:

“É com imenso prazer que eu (Ricardo Farah, atual editor da revista EGM Brasil/EGW) e Orlando Ortiz (atual editor da revista Nintendo World) gostaríamos de apresentar a você o nosso novo projeto.

Fundamos uma empresa chamada SKY7, focada exclusivamente no mercado de entretenimento brasileiro. Estamos muito orgulhosos por realizar esse sonho. A SKY7 já está trabalhando com novos parceiros e clientes, e nossos esforços garantem a comunicação com mais de dois milhões de jogadores de videogame por mês.

Como uma equipe própria, a SKY7 desde já oferece os seguintes serviços de qualidade:

– Conteúdo para veículos impressos & online
– Consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro
– Tradução & Localização de conteúdo
– Web Design e projetos especiais para internet
– Palestras e aulas sobre o mercado de games
– Cobertura de eventos ao redor do planeta

Em breve, a SKY7 lançará a sua própria carta de produtos. Nossos parceiros estão preparando seus lançamentos oficiais, então aqui vai uma prévia:

– O maior e mais completo portal de games feito sob encomenda para um dos principais portais de entretenimento do Brasil;
– Palestras e aulas para duas grandes distribuidoras de games em nosso país;
– Localização de um conhecido MMORPG para uma empresa Nipo-Americana;”

Para esclarecer melhor esse empreendimento, nada melhor do que conversar com os próprios empreendedores. Acompanhe a seguir a conversa franca que acabei de ter com o Ricardo e o Orlando sobre a novidade:

Gamer.br: Primeiro, como vocês decidiram trabalhar juntos e de maneira independente? Foi uma decisão natural?
Ricardo Farah:
Acho que foi uma consequência da amizade que construímos por onde passamos. O Orlando até costuma brincar que quando nos conhecemos, ele me achava um mala e que não seria tão legal trabalhar comigo. E hoje, quase cinco anos trabalhando juntos, descobrimos que temos muito em comum tanto no que diz respeito a objetivos profissionais, éticas de trabalho, costumes familiares, enfim, há uma confiança plena no trabalho de cada um. E abrir uma empresa em sociedade é como casar com alguém que você confia plenamente e sabe que pode construir uma história bacana de vida. Neste caso, profissional.

No que consiste basicamente esta empresa que vocês estão abrindo? Que tipo de serviços querem oferecer?
Orlando Ortiz:
A SKY7 quer oferecer “mais” para o mercado nacional, não apenas no nicho de games, mas entretenimento em geral. E também é nosso sonho poder guiar novos talentos de forma a lapidar o potencial de cada um. A nossa empresa é mais uma opção para parceiros, no tocante comercial, além de ser uma casa nova para formar talentos e construir carreira.

RF: No que diz respeito a serviços, desde já estamos oferecendo conteúdo editorial tanto para veículos impressos quanto online. Estamos trabalhando com projetos especiais com algumas empresas de grande porte, realizando consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro, palestras e aulas sobre o mercado de games e cobertura de eventos.
E, além disso, estamos trabalhando em alguns projetos gráficos, como criação de hotsites, anúncios especiais para internet e revistas e iniciando as operações para um trabalho de localização de um novo MMORPG para uma empresa nipo-americana.

orlando-farah
Ortiz e Farah, ex-editores, hoje sócios na SKY7

Por que essa novidade agora? O que os motivou a fazer isto neste momento?
RF:
A ideia de trabalharmos por conta própria não nasceu do dia para a noite. Estamos cultivando este novo rumo para nossas carreiras já faz quase um ano. Hoje, estamos plenamente seguros de como colocar em prática nossas ideias e expandir nossos rumos profissionais. E confiantes de que nosso trabalho como editores das revistas da Tambor foi concluído com êxito.

O que vocês tiram desse período que passaram fazendo essas revistas?
RF:
Que o mercado brasileiro de games e entretenimento digital ainda está em uma fase muito prematura. Mas possui um potencial gigantesco (tanto do ponto de vista comercial quanto cultural), capaz de fazer frente aos maiores países que já fazem tudo isso há muito tempo.

OO: Editar as revistas EGW e Nintendo World, como você mesmo sabe, é um processo muito trabalhoso. E que, sem esforço e dedicação, não há como evoluir. É necessário dar um passo adiante, dar as caras e mostrar ao mercado o que você sabe e pode fazer.

Esse passo adiante, para acontecer, tinha que ser feito fora da editora? O que a independência pode favorecê-los nesse sentido?
OO:
Para dar esse passo adiante, era imprescindível ter o nosso próprio escritório, a nossa própria equipe e a nossa própria rotina de trabalho. Sem isso, ficava inviável conciliar o trabalho de edição de revistas e sites da Tambor, ao mesmo passo que surgiam novos clientes e oportunidades.

RF: E o mais importante: estamos falando aqui de liberdade editorial para realizarmos o trabalho mais competente possível, atendendo a todas as necessidades de nossos parceiros.

Como ficará a participação de vocês dois nas revistas que comandavam, EGW e Nintendo World?
RF:
Ainda não ficou decidido quanto e qual tipo de conteúdo que a SKY7 prestará para as revistas EGW e Nintendo World. Mas a parceria já existe e, sim, os leitores de ambas as revistas podem ficar seguros de que ainda encontrarão material com a qualidade que sempre buscamos, agora mais lapidada.

E como ficam as revistas com as saídas de vocês? Vocês sabem?
OO:
Tudo o que sabemos é que as revistas provavelmente ganharão novos editores.

RF: E a SKY7 cuidará de boa parte do conteúdo que será produzido para ambas revistas. Com jornalistas já conhecidos no mercado editorial (e novos talentos que estamos treinando).

Como a saída de vocês foi recebida pela direção da Tambor?
OO:
Para todos, foi uma surpresa. Para alguns, boa. Para outros, nem tanto. Afinal, saíram dois editores que comandavam o núcleo de games e ajudavam em diversos outros projetos. Mas foi uma saída amigável, naturalmente.

E quando vocês irão revelar o primeiro grande projeto da SKY7? Dá para dar uma pista?
RF:
O primeiro grande projeto será revelado entre uma semana e 10 dias. O que podemos adiantar é que é um projeto grande, online e para uma empresa grande.

***

Ricardo e Orlando ainda avisam que os interessados nos préstimos da SKY7 podem entrar em contato pelos e-mails ricardo.farah@sky7.com.br ou orlando.ortiz@sky7.com.br.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
19/05/2009 - 17:05

Novo site. E "nova" revista

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E o Gamer.br apresenta com exclusividade mais um lançamento do mercado editorial brasileiro.

É a EGW, que a partir da semana que vem substituirá a EGM Brasil nas bancas. O o nome é novo, mas a revista continuará sendo editada pela mesma equipe (a edição continua por conta do Ricardo Farah) e lançada pela Tambor. A numeração também seguirá a da EGM, ou seja, a EGW já começa na edição 89. Terá 100 páginas e sai em 25 de maio, por R$ 9,90.

E antes mesmo da chegada nas bancas, o site EGW estreia na internet, com o objetivo de ser “o primeiro portal de games para a comunidade ibero-americana”. O comando do site é da Beatriz Sant’Anna, que conforme o pessoal das antigas se lembra, foi editora da EGM e da Nintendo World há alguns anos.

A seguir, o release oficial divulgado hoje pela Tambor.

Tambor lança EGW, o primeiro portal para a comunidade de gamers ibero-americana

A Tambor revitaliza uma de suas marcas mais antigas suprindo a necessidade por um excelente conteúdo em entretenimento e jogos no Brasil com o EGW (Entertainment + Game World), primeiro portal de games e entretenimento digital para a comunidade de jogadores iberoamericana. “Os jogos eletrônicos hoje são parte de toda uma indústria do entretenimento geral. A grande maioria dos games que são lançados acompanha um filme nos cinemas, um Blu-ray nas locadoras ou até mesmo uma animação para a TV. Por isso assumimos este novo desafio editorial, trazendo conteúdo de qualidade e competência no que tange todos os segmentos do entretenimento e não apenas os jogos eletrônicos”, explica André Martins, Diretor Geral da Tambor.

Além de trazer todo conteúdo editorial da revista, como matérias especiais sobre tecnologia e entrevistas com produtores e desenvolvedores, o portal nascem também com a pretensão de ter o maior acervo de dicas de jogos, que estarão disponibilizadas também em serviços mobile. Podcasts e chats com os editores, vídeo análises dos principais lançamentos em jogos e colunistas de diversos países da América Latina, Espanha e Portugal também serão destaques exclusivos do portal que nasce tanto para a comunidade de jogadores brasileiros como também de ibero americanos, com conteúdo em português de Portugal e espanhol. “O EGW é feito pela equipe de games da Tambor e também por quem quiser participar. O leitor dá a opinião, manda textos, fotos e vídeos mostrando sua relação com o mundo dos games”, explica Beatriz Sant’Anna, editora do portal, que também trará uma área exclusiva para os usuários participarem de uma comunidade de jogadores e se tornarem colaboradores.

A estreia do portal EGW marca também a mudança de título da revista EGM Brasil para EGW. A revista EGM Brasil, especializada em games de todos os consoles, ganha com isso muito mais conteúdo de entretenimento digital. “A presença da EGM Brasil no mercado brasileiro trouxe um amadurecimento não só editorial como comercial. O mercado brasileiro presenciou um novo jeito de produzir conteúdo sério, informativo e completo. É neste momento que a EGW entra no mercado editorial para dar continuidade à evolução em que a convergência da diversão é cada vez mais notável. Os jogadores terão dois veículos; revista EGW e site egw.com.br, que trarão juntos todo conteúdo pertinente ao entretenimento digital”, define Isac Guedes, Gerente de Publicidade da Tambor.

A edição de maio da revista chega às bancas em 25 de maio. Entre os destaques, a matéria de capa da edição traz detalhes inéditos sobre o novo jogo do Exterminador do Futuro: A Salvação, contando a cronologia da série no cinema, na TV e, principalmente nos games. Ainda nesta edição os leitores têm a oportunidade de conferir previews exclusivos de Star Trek Online e Final Fantasy XIII, entrevistas com os produtores de Persona 4 e Fallout 3, além de análises completas dos principais lançamentos do mês em jogos e em DVD/Blu-ray. “O conteúdo do site em conversa com o da revista EGW é um presente para todos os jogadores do Brasil, mas principalmente para os leitores da revista, que passa a ganhar ‘páginas infinitas’ de conteúdo 100% preciso e confiável”, explica Ricardo Farah, Editor Executivo da EGW.

Com as novidades editoriais, a revista EGW passa a ter 80% de conteúdo sobre jogos eletrônicos e 20% de entretenimento geral, como cinema, DVD e Blu-ray, reafirmando a posição da Tambor na liderança do segmento editorial especializado em entretenimento e tecnologia. “Se você quer saber qual o futuro do cinema, jogue Metal Gear Solid 4. Se você quer saber qual o futuro da música, jogue Guitar Hero: Metallica. Se você quer saber qual o futuro das comunidades online, jogue LittleBigPlanet.  Se você quer saber qual é a revista e o site brasileiro que falam de tudo isso, é o EGW”, afirma André Forastieri, Diretor Editorial da Tambor.

***

No dia da estréia do site – provavelmente nesta sexta, logo confirmo isso -, colocarei no ar uma entrevista exclusiva e sincera com André Forastieri, sobre os novos produtos de sua editora e os rumos do mercado editorial brasileiro. É imperdível.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
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