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22/07/2011 - 18:48

Sony lança PlayStation Network no Brasil

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A Sony fez seu barulho hoje em um evento para a imprensa brasileira. O tema? O aguardado lançamento da PlayStation Network no Brasil.

Não que houvesse muita novidade para se revelar. Afinal, desde ontem a notícia já havia sido distribuida por canais oficiais, estragando um pouco a surpresa da festinha de hoje. No mais, ficamos sabendo que a loja online da família PlayStation já está em funcionamento no Brasil, com games disponíveis em reais, além de outros tipos de conteúdos para download. Tudo pode ser pago com cartão de crédito internacional emitido por aqui. Em breve, a Sony colocará no mercado cartões pré-pagos também (não se sabe quando, mas será ainda em 2012 2011).

A ocasião ainda serviu para lançar oficialmente o site PlayStation no Brasil, além do blog oficial, que será comandado pelo amigo jornalista Fabio Santana, muito provavelmente um dos maiores pensadores teóricos da indústria mundial de games no país. Muita sorte e sucesso para ele.

Veja abaixo o comunicado completo emitido hoje pela Sony:

SONY LANÇA PLAYSTATION NETWORK BRASIL, SITE E BLOG
Brasileiros também ganharão páginas nas principais redes sociais

A partir de hoje, os gamers brasileiros podem comemorar a chegada da rede PlayStation Network específica para o mercado brasileiro. Os usuários já podem criar suas contas, acessar conteúdos exclusivos em Português, comprar na PlayStation Store, entre outros serviços. A ação faz parte dos planos de expansão da marca PlayStation na América Latina.

“Hoje damos início a uma nova fase. Com a Playstation Network Brasil, o consumidor brasileiro terá acesso a um mundo de entretenimento singular. Poderá baixar jogos, demos, add-ons, wallpapers e ter acesso a inúmeros conteúdos exclusivos, que estarão disponíveis a todos os usuários do console PS3. Para isso, basta ter uma conexão de internet e criar uma conta na PSN Brasil. A criação de contas é grátis e todos as transações de compra serão feitas em moeda nacional, trazendo muitos benefícios e diversão ao nosso público”, afirma Glauco Rozner, novo Gerente Geral de PlayStation e VAIO da Sony Brasil.

O Brasil será o segundo país da América Latina a receber a plataforma digital. Nesta primeira fase, os consumidores poderão fazer download de jogos para PS3, todos com a devida classificação etária do Governo brasileiro. Em breve, a Sony proporcionará o acesso a games de outros consoles. Também será possível criar sua galeria de troféus, entre outros recursos. A PlayStation Store disponibilizará os principais lançamentos aos brasileiros. A loja virtual vai operar com moeda nacional e os consumidores poderão usar cartões de crédito internacionais, mas emitidos por bancos brasileiros. A PlayStation Home e a PlayStation Plus serão lançadas em fases posteriores.

A PS Store no Brasil contará com aproximadamente 200 opções de conteúdo da Sony Computer Entertainment para PS3, além de várias escolhas de outros desenvolvedores como Ubisoft e Capcom. Serão feitas atualizações semanais a partir de 02 de agosto, permitindo que o consumidor faça ainda mais downloads de games.

“A nossa seleção de jogos foi feita com o jogador brasileiro em mente”, afirma Mark Stanley, Gerente Geral da América Latina. “Quando os brasileiros entrarem na PlayStation Store, eles irão encontrar os melhores e mais populares títulos, como God of War™: Collection, inFAMOUS™ e Assassin’s Creed II: Deluxe Edition. Clássicos do PlayStation 1™, como Metal Gear Solid e Street Fighter Alpha. Os consumidores brasileiros também poderão testar lançamentos, como Heavy Rain, Killzone™3, God of WarTM3 e LittleBigPlanet™, além de demos de futuros títulos. Continuaremos a desenvolver e atualizar mais e mais conteúdos regionais à medida que a PlayStation Network for expandida no Brasil.”

(…)

A Sony prevê que mais de um milhão de pessoas devam integrar a PSN Brasil até o fim de 2011.

Também como parte desses lançamentos, a Sony anuncia o programa Welcome Back para os brasileiros. Os usuários que tiveram sua conta interrompida durante a paralisação da PSN poderão fazer o download gratuito de alguns jogos.

Serão dois jogos de PS3 da lista abaixo:
Dead Nation
inFAMOUS
LittleBigPlanet
Super Stardust HD
WipEout HD + Fury

E dois jogos para PSP da lista abaixo:
LittleBigPlanet (PSP)
ModNation Racers
Pursuit Force
Killzone™ Liberation

A Sony também vai oferecer um tema intitulado Pixel Wonderland como bônus a todos que se cadastrarem na PlayStation Store. Esse bônus estará disponível até meia noite do dia 21 de agosto, proporcionando aos usuários 30 dias para uso desse benefício a partir da data de cadastro.

***

A parte negativa do evento: a notícia de que o Anderson Gracias não é mais o responsável pelo setor PlayStation no Brasil. Desde 2009 no cargo de gerente geral de PlayStation, que exerceu com relativa facilidade, Gracias ganhou um upgrade dentro da empresa: é o novo gerente geral de vendas e direct business da Sony Brasil. O Gamer.br também dá parabéns e deseja sorte ao executivo em sua nova empreitada.

O cargo de gerente geral de PlayStation passa a ser ocupado por Glauco Rozner, que já tem anos de Sony e passa a acumular também o cargo de gerente da linha de notebooks Vaio.

***

E agora que World of Warcraft foi anunciado, que a PSN estreou… o que mais falta acontecer no mercado nacional? Será que sobrou ainda alguma notícia quente para 2011?

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08/07/2011 - 20:30

Enquanto isso, no Brasil… "Promoções" de Férias reduzem preços de PS3 e Xbox 360

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As férias, veja só, deixam as empresas generosas.

O PlayStation 3 brasileiro ganhou mais uma redução de preço.

O release abaixo chegou há algumas horas e indica que o console lançado por aqui pela Sony Brasil vai ficar R$ 200 mais barato – de hoje até o final de agosto (release a seguir).

A Sony Brasil anuncia preço especial para o console PlayStation 3 entre 08 de julho a 30 de agosto de 2011. O produto será comercializado por R$ 1.399,00 nesse período em todas as lojas Sony Style e nas revendas autorizadas. O PS3 já conta com mais de 35 títulos oficiais de games no Brasil, incluindo grandes sucessos como as séries God of War e Gran Turismo.

Ontem, coincidência ou não, a Microsoft Brasil publicou em seu site oficial, sem nenhum alarde, o novo valor do bundle do Xbox 360: R$ 1599 (antes era R$ 1899), somente até o final do mês de julho (ou enquanto durarem os estoques):

O novo Kit Oficial 250GB está aqui, pronto para o amanhã, com um design elegante e um acabamento preto brilhante. Possui Wi-Fi embutido para facilitar a conexão ao Xbox LIVE e além de ser mais silencioso. Com um HD de 250GB, o kit ainda conta com um cabo HDMI, um Controle Preto sem fio, um Headset Preto com fio e os jogos Alan Wake e Forza III (…)

Há quem pergunte (eu inclusive): como esses preços caem tanto e tão frequentemente… e ainda continuam altos? E, mais importante: quão baixos esses preços podem se tornar? Qual o valor mínimo que um PS3 e um Xbox 360 podem ter no Brasil? Alguém se arrisca?

Mas é preciso deixar a ranhetice de lado por 30 segundos e se concentrar na notícia: de fato, os videogames de ponta estão ficando cada vez mais baratos no país. Sorte de quem deixou essa decisão de compra para julho. É aproveitar já, ou esperar os preços caírem mais – o que não duvido nada que aconteça ainda esse ano...

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18/05/2011 - 12:16

A rede PSN ainda não está tão segura assim…

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Você recebeu um e-mail da Sony dizendo que sua senha da PSN foi alterada? Ok. Mas se você recebeu a mensagem e NÃO alterou a senha, é porque possivelmente as coisas ainda não estão tão seguras na rede online do PlayStation 3…

É o que alerta esse relato da revista Time.

Ninguém falou que seria fácil resolver esses problemas, mas está tomando tempo demais. E a cada dia, o prejuízo da Sony aumenta. O que será que a empresa está preparando para o discurso de desculpas na E3? Será preciso adiantar algumas revelações para eclipsar esse tema no interesse da imprensa especializada. Mesmo porque, Nintendo e Microsoft provavelmente mostrarão novidades sobre seus novos consoles…

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02/05/2011 - 17:47

A morte de Osama Bin Laden e o estado atual das coisas

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Na noite de ontem, 1º de maio, um paquistanês desavisado chamado Sohaib Athar saiu tuitando sobre ataques aéreos e explosões próximos à residência dele, em Abbottabad (Paquistão). Sem perceber, ele estava relatando, in loco, sobre o momento exato em que Osama Bin Laden foi encontrado e morto pelo exército norte-americano. Athar só se deu conta, horas mais tarde, sobre a importância do que havia acabado de escrever.

Quando comecei a seguir Athar no Twitter, às 2h da manhã, ele tinha pouco mais de 700 seguidores. Agora, 16 horas depois, ele já ultrapassa 73 mil followers. Apenas por estar no lugar certo (ou será errado?) na hora certa.

***

A notícia da morte de Osama Bin Laden se espalhou não-oficialmente – primeiro pelo Twitter – como fogo. Tudo porque houve quem soubesse do fato antes da oficialização, sem conseguir se segurar. E com uma notícia dessas, como ficar quieto? O que você faria?

The Rock, aquele “ator” e ex-lutador, foi outro dos privilegiados que soube da notícia antes, e também não se agüentou.

***

Daí o site de humor Bobagento soltou uma foto antiga de uma montagem do Bin Laden morto (feita há uns dois anos, mais ou menos). Não demorou para a imprensa televisiva de todo o canto (Brasil inclusive) veicular a imagem como se fosse real. Ficou feio pra todo mundo. Checar veracidade hoje em dia? De que jeito?

***

Tudo isso aí em cima rolou apenas e somente na internet, ao longo de pouco mais de três horas.

Como exercício de imaginação, você tenta imaginar como foi o processo de divulgação pública da morte de Adolf Hitler, no mesmo 1º de maio, mas 66 anos antes, em 1945. Em seguida, você tenta concluir se o Twitter e as redes sociais representam os ruídos nas notícias, ou se são atualmente as principais fontes dos produtores oficiais de notícias – e, consequentemente, de uma importante parcela do público pensante do planeta.

E, finalmente, você conclui: é ou não um momento incrível esse que vivemos?

***

Enquanto isso, o Google Maps dá a localização exata do resort onde Osama se escondia no Paquistão. E não consigo evitar de ficar maravilhado com esse tipo de coisa.

***

Aliás, vale dizer que a indústria de games, Hollywood e todo o restante do mundo do entretenimento deve ganhar um upgrade com essa notícia. Quem é ágil consegue aproveitar o calor do momento (esse game, Mujahedin, por exemplo).

Alguém imagina a quantidade de roteiros de filmes e jogos sendo reescritos nesse momento? E a quantidade de novas histórias sendo colocadas no papel, para todos os formatos imagináveis? E quantas cópias serão vendidas da próxima versão de Call of Duty?

***

O mundo lá fora virando de cabeça pra baixo e a Sony resolve reestabelecer a rede PSN essa semana. E aquela confiança de antes, como fica?

E o ano ainda nem chegou na metade.

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28/04/2011 - 15:50

Por que a Sony precisa reestabelecer urgentemente a rede PSN?

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Por isso.

…e assim, o conceito de vergonha alheia cai em desuso.

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18/11/2010 - 18:21

Sony Brasil reduz preços de games (de novo)

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A Sony Brasil anunciou hoje reduções de preços em games para PlayStation 2 e PlayStation 3. Games para o PS2 passaram de R$ 89 para R$ 79 (redução de 12%), enquanto títulos para PS3 ganharam duas novas faixas de preço: R$ 99 (antes era R$ 119 – 17% de redução) pela linha “Greatest Hits”; e R$ 149 por jogos de catálogo (era R$ 159 – 7% de redução).

De acordo com o release divulgado hoje, “a empresa atinge pela primeira vez o valor de R$ 99,00 para um jogo oficial de PS3.”

Confira a lista abaixo.

Jogos para Playstation 2 que foram de R$ 89 para R$ 79:
Secret Agent Clank
Syphon Filter: Dark Mirror
Twisted Metal: Head On
Ratchet & Clank: Size Matters
Hot Shots Tennis
Jak & Daxter: The Lost Frontier
Motorstorm: Arctic Edge

Jogos para Playstation 3 que foram de R$ 119 para R$ 99:
LittleBig Planet
God of War Collection
Ratchet & Clank Future: Tools of Destruction
Motorstorm
SOCOM US Navy Seals: Confrontation
Resistance: Fall of Man
Gran Turismo 5 Prologue
Heavenly Sword
Uncharted: Drake’s Fortune
LittleBig Planet GOTY
Resistance 2
Killzone 2
InFamous
Ratchet & Clank Future 2: Crack in Time
Motorstorm: Pacific Rift
Uncharted 2: Among Thieves
MAG

Jogos para Playstation 3 que foram de R$ 159 para R$ 149:
Lair
Hot Shots Golf: Out of Bounds
Folklore

Segundo a Sony, os preços começam a valer a partir de hoje.

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16/08/2010 - 18:16

Videogame no Brasil é caro mesmo. E aí?

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A semana passada foi a mais complexa do ano para os games no Brasil.

E olhe só a contradição. Foi justamente a semana em que a Sony Brasil anunciou o lançamento do PlayStation 3 em nosso território. Quase quatro anos depois do lançamento oficial no mercado internacional, o console ganha uma versão quase brasileira, com embalagem e manual em português, garantia e em conformidade com as normas técnicas do País.

A questão que pouca gente comemorou foi apenas uma: o precinho desse lançamento. R$ 1999,00.

R$ 1999,00, vamos admitir, é um eufemismo: é R$ 2000 mesmo. Afinal, R$ 1 hoje em dia não paga nem um cafezinho no boteco. E este é o console de videogame que, lá fora, pode ser comprado hoje em dia por US$ 330 dólares (somando impostos). Se convertido no dólar de hoje, daria para dizer que o PlayStation 3 brasileiro está saindo por… US$ 1110,00. Ops.

Convenhamos, é uma conta injusta de se fazer. Mesmo com a cotação do dólar em nível relativamente razoável (por volta de R$ 1,80 – US$ 1), é um exercício de sofrimento fazer essa conversão e constatar que somos cobrados quase três vezes mais do que os norte-americanos pelo mesmíssimo produto. Enfim, a vida é difícil, games são caros, a gente não ganha o que merece…

Ninguém passou batido pela notícia divulgada pela Sony. Este blog há muito tempo não recebia tantas visitas e comentários. E eu diria que 90% dos visitantes não gostaram nada dessa história. Alguns foram mais cuidadosos com as críticas. Outros se valeram da relativa blindagem que a internet proporciona para chutar o pau da barraca e xingar com afinco e força. Seja qual for o tipo de comentário, todos foram lidos. E certamente não só por mim, mas também pelas partes interessadas – a dizer, a própria Sony Brasil.

Temos – eu e meus colegas de profissão – discutido muito esse tema polêmico, seja nas mesas de bar, nos fóruns de internet, pelo MSN e Twitter: será que a imprensa deve se posicionar em se tratando desse tipo de situação? Vejamos.

Não há dúvidas, o PlayStation 3 brasileiro é caro mesmo. Mas o que nós da imprensa devemos fazer nesse caso? Apenas transmitir a informação e deixar o consumidor opinar por conta própria? Ou escancarar nossas opiniões, mesmo que não sejam baseadas em números e fatos, mas em gostos pessoais, achismos e prévias experiências? O que você, leitor, gostaria de ler? Um ataque raivoso, uma defesa fervorosa, ou simplesmente fatos, ou as verdades que os envolvem?

Minha posição aqui no Gamer.br sempre foi equilibrada. Alguns podem chamar de “moderada”, ou “em cima do muro”. Há quem diga que eu prefiro não me comprometer. Pode haver um pouco de verdade nisso. Mas é a maneira que prefiro trabalhar – perguntando o que todo mundo quer saber, escutando todas as as partes envolvidas e apresentando as informações captadas de bandeja para o leitor, da maneira mais descomplicada o possível. As informações estão aí, boas ou ruins, concordando eu ou não. Cabe a você decidir se o preço cobrado pela Sony é ou não abusivo. Cabe a você analisar as palavras apresentadas e concluir se são encheção de linguica, enrolação ou mentira pura, ou se são realmente baseadas na verdade absoluta. É isso o que vou continuar a fazer por aqui. Acho mais justo e mais interessante.

Mas duas coisas eu penso e não escondo:

1. Realmente, gostaria que o PlayStation 3 brasileiro custasse menos, assim como gostaria que o Xbox 360 brasileiro estivesse mais em conta. Não apenas isso, adoraria que o brasileiro, de um modo geral, tivesse condições melhores de adquirir os produtos de consumo que tanto deseja.

2. Tenho certeza que tem gente que gosta de reclamar simplesmente por reclamar. E que mesmo que o PS3 fosse anunciado a R$ 800, muitos iriam chiar sem constrangimento. É interessante o fato de muita gente se tornar doutor em economia nessas horas, mostrando que sabe fazer matemática muito melhor do que os executivos da Sony, Microsoft e Nintendo.

É claro que a gente deseja que mais e mais pessoas tenham acesso aos consoles de ponta. Certamente, é esse também o desejo das fabricantes de videogames. Ao mesmo tempo, essas empresas não estão nessa por filantropia. O negócio desses caras é ganhar dinheiro, única e simplesmente. Se não fosse isso, não compensaria em nada o esforço de desenvolver uma nova máquina de videogame a cada sete anos. Logo, esses fabricantes podem colocar seus produtos à venda pelos preços que lhes der na telha. Ninguém, em lugar nenhum do mundo, é obrigado a comprar qualquer coisa. Eles vendem o que e como quiserem; nós compramos se assim for o nosso desejo. É assim com qualquer relação comercial normal, e é assim que sempre o será.

Isso tudo é óbvio, mas serve para você se lembrar de não gastar tanta energia reclamando que o videogame é absurdo de caro ou que a empresa X ou o executivo Y são mentirosos e inescrupulosos. Nada irá mudar o fato de que o produto custa mais do que a maioria dos brasileiros pode pagar. Mas você tem alternativas, se assim o desejar. Na lei da oferta e da procura, deveria vencer o consumidor. Então, se achou caro o PS3 da Sony Brasil e ainda assim precisa ter um videogame em casa, corra atrás de outro preço. Certamente, irá encontrar algo que se adapte melhor ao seu bolso. A internet é um mundo vasto e amigável.

E por favor, não me compreenda mal. Não falei que você não deva reclamar do que acha errado. Só acho que menos energia negativa poderia ser dispensada com esse tema, porque neste caso específico, estamos falando de uma causa perdida. O que está feito, está feito, pelo menos neste momento. Eventualmente (e assim como rolou com o Xbox 360 e o Wii), o preço do PS3 deverá cair – mas provavelmente, será uma redução insuficiente para fazer o nosso PlayStation 3 ser considerado barato. O preço pode cair cinco vezes em um mesmo ano e nunca será considerado acessível.

Porque, afinal (e muita gente se esquece disso),  game NÃO é entretenimento de massa. Reitero, ainda em negrito – videogame jamais será considerado um produto barato – seja aqui, seja nos Estados Unidos, seja no Japão. Felizardo é aquele que hoje tem pleno acesso a eles. Talvez um dia seja algo acessível à maioria. Eu, de minha parte, torço para que aconteça logo. Enquanto isso seguimos por aqui, questionando, analisando e reportando os fatos.

E amanhã voltaremos à programação normal.

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11/08/2010 - 16:02

PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente

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Complementando o post anterior, aqui está um resumo do release oficial divulgado agora há pouco pela Sony Brasil, a respeito do lançamento do PlayStation 3 no país. Mais tarde, ainda hoje, comentarei alguns dos pontos principais abordados no evento:

***

São Paulo, 11 de agosto de 2010 – A linha de games mais vendida do mundo traz um reforço ao Brasil. Este mês, os consumidores já podem comprar o console PlayStation 3 oficialmente pela Sony Brasil. A empresa vai proporcionar ao brasileiro diversas vantagens ao adquirir os produtos PlayStation. São benefícios antes inacessíveis por meio de outros tipos de comercialização realizados até o momento no País.

Um dos destaques fica por conta da garantia de um ano para o console. O suporte será realizado pela Central de Relacionamento da Sony em todo o território nacional, aos produtos adquiridos por meio dos canais oficiais da empresa no Brasil. Uma equipe de suporte ao consumidor foi treinada para atender o pós-venda. Assim, é possível garantir qualidade e rapidez no atendimento, desta que é uma categoria extremamente estratégica para a marca. (…)

A Sony também focou seus esforços na capilaridade da distribuição da linha, que agora chegará a pontos de venda onde anteriormente não era possível encontrá-la. Em cada um desses pontos de vendas, a empresa investirá para proporcionar aos varejistas uma experiência nova e positiva com venda de jogos. Os consumidores, por meio de displays especiais, terão a possibilidade de jogar e testar diferentes títulos antes de comprá-los, além de experimentar todo o entretenimento que os consoles podem proporcionar.

O PS3 será importado, porém foi submetido a um processo de nacionalização, para que as embalagens e manuais contenham todas as informações em português. Além disso, a empresa produziu e importou componentes de acordo com a regulamentação vigente no País, como os cabos devidamente certificados pelo Inmetro. O Brasil é uma região com questões peculiares no que se refere ao sistema elétrico, portanto é importante que os produtos sejam adaptados às condições locais, para que suportem picos de energia e não tenham suas funções prejudicadas. Esta adaptação só é possível por meio de produtos testados e certificados pelo Inmetro e pela Anatel e trazidos de forma oficial ao Brasil, como será feito neste momento com o PlayStation 3.

A empresa também irá vender alguns acessórios que hoje já são oferecidos no mercado internacional. Os jogos deste console, por sua vez, já são vendidos oficialmente no Brasil desde o final de 2009.

“A estratégia da companhia é proporcionar ao consumidor a melhor experiência em games, através de disponibilidade e distribuição de toda a linha de produtos da família PlayStation.  Isso inclui o console, jogos e acessórios, bem como a experiência online, com a Playstation Network que faz parte dos nossos planos para o futuro.  O varejo também é parte fundamental deste nosso projeto, além de estabelecermos um relacionamento comercial com as lojas especializadas em games, estamos trabalhando com os varejistas que não conheciam a categoria”, afirma Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation.

O produto chega ao mercado nacional pelo preço sugerido de R$ 1.999,00 e pode ser comprado pelo www.sonystyle.com.br, nas lojas Sony Style ou nas revendas autorizadas.

Jogos no Brasil

A Sony Brasil já conta com 23 títulos oficiais para PS3 no Brasil. Os destaques ficam por conta de Uncharted 2: Among Thieve, God of War III, Heavy Rain, MAG e ModNation Racers. Ainda este ano, a empresa trará lançamentos simultâneos ao mercado internacional, como o esperado Gran Turismo 5, que contará com a versão 3D.

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30/07/2010 - 20:10

Entrevista da Semana: Tiago Leifert (Globo)

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O Brasil apanhou feio na Copa do Mundo da África do Sul. Mas houve ao menos um brasileiro que pôde comemorar uma bela atuação ao longo do campeonato: Tiago Leifert. O jornalista paulistano, que ao longo do torneio comandou o programa noticioso Central da Copa (na Globo), ganhou aplausos por sua maneira despojada e sem frescuras de falar sobre futebol na televisão. Para o público de São Paulo, Leifert não é novidade – desde 2009, ele já caprichava em seu estilo todo pessoal no programa diário Globo Esporte. Durante a Copa, o Brasil inteiro ficou sabendo do que o rapaz é capaz.

E talvez muita gente ainda não saiba que Tiago é um grande fanático por videogames – não só pelo ato de jogar, mas também por toda a cultura que envolve os games. E ele não tem problema nenhum em admitir que, não fosse por isso, ele talvez não estivesse na posição que se encontra hoje na Globo. Tudo começou no início da carreira de repórter esportivo na emissora, lá pelos idos de 2007: “Nesse tempo, eu tentei muito produzir matérias sobre videogame, mas era só porta na cara, ninguém deixava eu fazer”, ele relembra sobre a reportagem marcante que emplacou no Esporte Espetacular (assista a ela aqui – obrigado ao Rodrigo Budrush pela dica).

“Um dia, cheguei e falei: ‘Olha, vou fazer uma matéria sobre videogame. Me tira da cobertura dsse Santo André e CRB. Vou fazer isso aqui’. Era o primeiro campeonato grande de Winning Eleven no Ginásio do Ibirapuera. ‘Se não der certo, se não der audiência, eu nunca mais encho o saco de vocês’. E deu certo. No outro domingo, o Esporte Espetacular passou outra matéria sobre videogame. E aí começaram a sacar: ‘Hum, isso é legal’. Só que ninguém tinha o know-how de videogame, ninguém jogava ali, só eu. Atualmente, tem uma molecada legal, produtor, editor, deu uma rejuvenescida geral na redação e os caras agora conhecem o assunto”.

A seguir, você lê mais perguntas (minhas) e respostas (de Tiago) sobre um único tema – videogames. Fiz a entrevista no mês de abril, para produzir uma matéria sobre ele para a Rolling Stone Brasil. A matéria saiu, a Copa do Mundo acabou, e Tiago voltou ao Globo Esporte. Mas acho que ainda faz todo o sentido publicar essa conversa. Confira, aprecie e comente no final.

***

Gamer.br: O seu discurso na televisão é cheio de tiradas, sacadas rápidas, duplo sentido. Você sente às vezes a necessidade de nivelar seu discurso para baixo, para ser melhor compreendido?
Tiago Leifert: Não. Engraçado, não. Isso é um mito da televisão, sabia? As pessoas são mil vezes mais inteligentes do que a gente achava que eram no começo. Elas são muito espertas.

E você descobriu como isso, na prática?
TL:
Porque eu tentei nivelar por cima, e funcionou. Então se eu nivelei por cima e funcionou, é porque elas são inteligentes.

As pessoas andam sacando melhor o que você quer dizer?…
TL:
É… Por exemplo, eu falei das matérias sobre videogame. No canal, as pessoas perguntavam: “Ah, mas quantas pessoas têm videogame?” A pergunta deveria ser: “Quantas pessoas NÃO tem videogame”. Eu falo que tem dois tipos de pessoa: a que tem videogame e a que quer ter. Só. Todo mundo sabe o que é. Cara, eu vou a restaurantes, e sem brincadeira, todos os garçons chegam e dizem: “Pô, temos que jogar um Play! Qual é o seu login no PSN?” E o cara anota o dele no guardanapo e pede “me adiciona aí!”

E estamos falando de videogames que custam R$ 2 mil…
TL:
Estamos falando de videogames que custam R$ 2 mil. Eu fui cobrir a Fórmula 1, e no paddock, dois garçons vieram falar comigo. Hoje eu jogo com eles pela internet. E esse é o tipo de cara que algumas pessoas da emissora acham que não teria grana pra comprar. Velho, ele tem, e ele joga videogame. E graças ao pirata, que tem a narração do Galvão Bueno, os caras jogam mais ainda. É melhor que o original, muito bom [risos]. Eu falo, “vocês precisam monetizar esse troço, ganhar dinheiro com isso aí.” Se o pirata com o Galvão dá grana, liga na Konami lá no Japão e faz uma versão brasileira. Vende, sei lá, por R$ 50!

E como surgem as pautas sobre games no Globo Esporte? De onde você tira as ideias?
TL:
Vez ou outras, nessas pesquisas que faço à tarde pela internet. Um dia, em fevereiro, vi “PS3” nos Trending Topics do Twitter. Cliquei e vi: “bug do PS3”. Pô, essa matéria é nossa. Liguei rápido na redação e falei: “Meu, vamos arrumar três personagens que estão com esse bug do PS3 e vamos fazer uma matéria pra amanhã. Urgente”. Essa matéria é nossa, e é esse tipo de matéria que o jovem que joga game diz “esses caras são legais”. E a gente tem que dar esse serviço pro cara, é nossa obrigação. Aí cheguei no Twitter e escrevi: “Quem tá com o bug do PS3?” Um monte de gente respondeu, selecionei três, mandei pra redação, fizemos a matéria. Eu me salvo muito nessas pesquisas à tarde.

Como foi seu primeiro contato com games? Lembra como tudo começou?
TL:
Eu lembro do dia em que joguei Mario pela primeira vez. Foi na casa de um brother meu que morava perto do colégio. Todo mundo falava “Mario, Mario”. E eu, “que é essa porcaria desse Mario?” E o pai dele trouxe um Nintendo dos Estados Unidos, conseguiu desbloquear para ficar converter de NTSC pra PAL-M. E na primeira vez em que joguei Mario 1, pensei, “isso é muito legal”. Fiquei maluco, cara! Daí, joguei Duck Shot. “Caramba isso é demais.” Eu tinha Atari, tinha jogado muito. Mas foi na primeira vez em que joguei Mario que falei: “É isso!” Eu jogava muito console, tive Atari, Nintendo… aí tive um Phantom System, que era compatível com o Nintendo e funcionava com os games brasileiros. Tive Mega Drive, que eu achava fantástico. Tive o Super Nintendo e o Nintendo 64. Na época do N64 eu tinha um computador forte, aí comecei a jogar muito PC, games de estratégia e tal. Tive também um MSX, lembra do MSX? De cartuchinho, jogava muito nele também. Só que computador dava muito pau. Eu fui comprando computadores melhores, jogava muito adventure, RPG, aqueles point-and-click da LucasArts. Terminei o Day of the Tentacle, Maniac Mansion, Sam & Max, adorava todos aqueles jogos. Monkey Island é animal, relançaram até agora.
Quando fui morar nos Estados Unidos, eu meio que parei. Antes, quando tinha entrado na faculdade, comecei a diminuir. E lá fora, como a faculdade que fiz era muito cara, fiquei sem graça de comprar um PlayStation novo. Mas aí reduziram o preço do Play 2, comprei de novo e voltei a gostar. Foi aí que tive o primeiro contato com Winning Eleven também.
Quando voltei ao Brasil e fui trabalhar na TV Vanguarda, fiquei uns anos lá e praticamente não joguei, fiquei só trabalhando. Houve uma hora em que levei o Playstation pra lá [São José dos Campos, onde ele morava] e voltei a jogar.
A minha namorada gosta muito. E aí, acho que isso foi incentivando. E o game que me jogou de volta, de cabeça, foi o Grand Theft Auto: San Andreas, que era bom demais. Esse negócio de fazer musculação, ficar grande, baixinho, gordo, comendo no fast food… era animal. Eu adorei San Andreas, adorei, adorei. Aí, voltei.

Seu negócio com games é mais jogo “sério”, né? Não chegou a jogar esses games para molecada, tipo Pokémon…
TL:
Não, Pokémon não. Eu até tenho o Nintendo DS com o joguinho do Pokémon e joguei. Mas não é um negócio que me deixa louco.

Tem todos os consoles?
TL:
Eu tenho os três. Cinco na verdade. O DS, o PSP, Xbox, PS3 e Wii. E tenho um [computador para jogos] Alienware. Devo ser um dos únicos por aqui a ter um.

Hoje, você é um dos porta-vozes de uma mensagem qu venho tentando emplacar há anos, que é a de colocar o videogame no mainstream de um modo natural, não forçado. E está acontecendo isso; você tem concedido aos games um certido de autenticidade. Quão longe o mundo, e o Brasil, estão de aceitar o game como algo natural?
TL:
Eu não sei o mundo inteiro. Nos Estados Unidos isso está super consolidado, já é algo tranqüilo. Aqui é mais difícil. Eu não se já te falei isso, mas [enfático]… eu não compro nada pirata, meu. Não compro pirata de birra, porque eu vivo de conteúdo e respeito quem fez o jogo. Não compro. Mas o preço… o preço é o problema. É muito caro. Duzentos paus um jogo? Não é pra qualquer um. Se a indústria inteira entendesse que para implantar o videogame será necessário baixar um pouco do preço… Tudo bem, você não vai ter lucro aqui, mas em compensação vai criar a cultura do videogame. E daí, quem sabe, daqui dez anos você vai poder cobrar o dobro, que a pessoa vai comprar. Mas pra isso, você precisa convencê-la de que vale a pena. Eu acho que a indústria inteira precisa entender que em um país como o nosso, que é pobre, eles precisam entrar aqui “pianinho”, esquecer um pouco a margem de lucro. Para primeiro criar a cultura do videogame, para só depois, lá na frente, pensar em lucrar. Eles não tem esse pensamento em longo prazo.

As empresas no Brasil costumam reclamar muito dos impostos…
TL:
A taxa tributária é um absurdo, isso eles têm razão. Eu brigo muito com amigos que são advogados, porque quando você vai para os Estados Unidos, pode gastar US$ 500. Acho isso um absurdo, uma afronta a minha liberdade. Acho que tenho que comprar o que eu quiser. Se eu estiver trazendo 10 PlayStations na mala, eles têm todo direito de me parar e dizer: “Pera lá. Isso é contrabando e você vai vender”. Agora, se eu estiver trazendo um Playstation e cinco jogos pro meu uso pessoal, o que o governo tem a ver com isso? Por que eles querem tributar em cima disso? E por que tem que ter 150, 100 por cento de imposto? Eles tem razão, a taxa é um absurdo, mas eles precisam entender que precisam pegar mais leve no preço também. Às vezes, o preço aqui é cinco vezes maior. Você tem o preço do videogame… e 100% em cima. E esses três outros pedaços aqui, estão indo pra onde? Um é pra loja, mas e esses dois aqui? Tira esses dois um pouquinho.
Outra coisa é o método de distribuição. Para quem joga no computador, por exemplo. Se vou tentar comprar um game online, tem muita restrição de território, né? Esse negócio de barreira de fronteira atrapalha pra cacete.

O pessoal deve achar que você só joga FIFA 10.
TL:
Hoje eu ando jogando muito mais FIFA 10. O meu objetivo é ficar bom no FIFA agora.

E você apanha muito?
TL:
Aí que tá, eu ganho, cara. No FIFA eu ganho muito, muito mais do que perco. O problema é que o cara desliga o videogame antes de te dar os seus pontos, né? Sem brincadeira. Eu jogo com o Sevilla, que não é um Real Madrid, um Inter de Milão. Eu estava ganhando de um cara por 11 a 0 e ele desligou. Eu ia ganhar ponto pra caramba.

Você acha que houve mesmo essa diferença gritante nas versões atuais de FIFA e Pro Evolution Soccer? O jogo da Konami ficou mesmo pra trás?
TL:
Ficou, totalmente pra trás. Eu sou uma pessoa desprendida nesse aspecto. Eu jogo os dois e vejo qual é o melhor. Sempre gostei mais do Winning Eleven e Pro Evolution, sempre. Esse ano, perdão, mas eles ficaram muito pra trás. Eu acho o Winning Eleven 2010 horroroso. Horroroso. Ah, mas as pessoas ainda fazem birra, “Não, Pro Evolution é melhor…”. Cara, não é. A gente até fez uma matéria comparando o FIFA e o Winning Eleven. E a nossa conclusão foi assim: se você gosta de videogame, arcade, você vai jogar Pro Evolution. Porque é fácil de fazer gol, aperta o botão R1 com o Messi, atravessa o campo todo, é golaço. Agora, se você gosta de futebol, vai jogar FIFA.

E a versão World Cup do FIFA, curtiu?
TL:
O Copa do Mundo eu gostei. Achei mais rápido, mais fácil de tocar a bola. Não perdi nenhum jogo. Fui jogar lá na Globo, ganhei todas, de todo mundo.

Qual dos três consoles você diria que curte mais?
TL:
Xbox. Cara, eu gostei mais do Xbox desde o começo. Teve aquele acordo da Microsoft de o console ter os jogos antes, e o primeiro grande jogo que peguei nos consoles novos foi o Elder Scrolls: Oblivion.

Você conseguiu ir longe? Tem que ter muito tempo livre para avançar nesse game…
TL:
Até que eu fui bem longe. Mas, aí é que tá, eu não sou aquele paranóico que fica tentando terminar o jogo logo. Eu fico fazendo as side missions, comprando as coisas. Eu era um ladrão, e minha diversão era esperar chegar de noite, quando as pessoas iam dormir, e eu roubava tudo. Minha maior diversão era roubar jóia e vender. Eu achava sensacional. Foi o primeiro grande jogo que joguei, então acabei mais no Xbox. E o Mass Effect, eu acho es-pe-tá-cu-lar. Já jogou? É animal, muito legal. Adorei. E esse Mass Effect 2 é bem legal também. E o Fallout 3, eu gostei muito. Minha namorada terminou! Olha que humilhação pra mim. Eu não terminei ainda. Ah, o Bioshock também gosto de jogar. Minha namorada terminou o 1 e já está na metade do 2. Eu não terminei ainda e estou começando o 2. É que comprei o Bioshock junto com o Mass Effect. Aliás, você jogou aquele Demon’s Souls?

Joguei. O que você achou?
TL:
Puta jogo difícil, cara! Mas não consigo passar de nada, dou três passos, morro, perde tudo e tem que começar do zero! Assim, eu gosto de desafio, mas pô, puta jogo difícil. Não consigo fazer nada! Eu chegava no finalzinho da fase… e morria. Perdia tudo, tinha começar tudo de novo.

Você costuma comprar jogos nas redes online?
TL:
Às vezes eu compro. É raro, mas compro, mais na Xbox Live. Já comprei muita música do Rock Band. Todo mês eu entro pra ver se tem novidade e compro muita música. Adoro tocar, eu sou o guitarrista. Minha namorada é a baterista. Ela sempre joga comigo, tem um PlayStation, que eu dei pra ela. A melhor coisa que eu fiz, porque ocupa. “Amanda, vai lá jogar Playstation, que eu tenho que fazer não sei o que lá.” [risos]

E você tem costume de chamar a galera em casa para jogar?
TL:
Ah, eu prefiro ir na casa dos outros. Em casa faz muita bagunça. [risos]

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
20/05/2010 - 17:13

Xbox Live no Brasil – será?

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Opa, mas que semana agitada.

Não sei para você, mas para mim está uma loucura. E as notícias não param de chegar. O que tem de gente especulando coisas às escondidas… esse é o lado bom de não ter o rabo (muito) preso: a gente fala o que pensa, e aguenta as consequências depois.

Por exemplo, há quem jure que a Microsoft irá anunciar na E3 2010 algum avanço na questão da rede Xbox Live no Brasil. Antes mesmo de essa especulação surgir e se alastrar pelas redes sociais, eu já estava cogitando a mesma coisa. E a ideia apenas se consolidou quando descobri que haverá mais um evento da Microsoft na E3 além da coletiva tradicional e do circo do Project Natal.

Será no dia 15 de junho, na parte da noite, e há quem garanta que haverá notícias especiais para os brasileiros. Eu particularmente duvido que seja uma festa para anunciar uma nova aventura de Halo em nosso território.  Logo, concluo que é bastante provável que surja alguma novidade realmente interessante para nós durante essa E3. Pensamento positivo é isso.

***

Por outro lado, alguém tem dúvidas de que a Sony também irá revelar algo sobre o Brasil durante a E3? Talvez não aconteça lá em Los Angeles, mas é quase certo que o braço brasileiro da empresa finalmente quebrará o silêncio para revelar o que queremos ouvir – ou seja, PlayStation 3 oficialmente no Brasil, com direito a rede PlayStation Network funcionando. Seria incrível, não?

E a coletiva da Sony na E3 já foi confirmada. Será no dia 15 de junho, no belíssimo Shrine Auditorium, a partir das 11h30 (horário de Los Angeles), ou 15h30 (horário de Brasília).

Sim, é isso mesmo o que você pensou (ou será que só eu me importo com isso?): a coletiva começa no exato momento do início da primeira partida do Brasil na Copa do Mundo.

Já estou combinando com os colegas brasileiros sobre esqueminha de TV portátil, radinho de pilha ou alguma nova tecnologia. Se bem que a Sony poderia disponibilizar umas novíssimas TVs 3D e espalhar pelo Shrine Auditorium… Fica aí a dica.

***

E a Nintendo?

Essa também confirmou sua festinha na E3: será também em 15 de junho, lá no Nokia Theater, no centro de Los Angeles. E será às 9h da manhã, como sempre. E dessa vez, eu juro que não faço a mínima ideia do que eles irão mostrar.

Alguém tem sugestões?

***

Muita gente me escreve aqui pedindo para eu esclarecer a quantas anda o projeto “Imposto Justo para Videogames”. Bem, não dá para falar muita coisa, porque esta tudo naquela inevitável fase de confidencialidade. Só dá para dizer que há pessoas graúdas e importantes de Brasília interessadas nessa pauta. E mais gente do que você pensa se preocupando e trabalhando muito para que o projeto siga adiante.

E juro que quando eu puder, abro mais o bico.

***

Eu também não posso falar muito, mas ouvi dizer que em breve a Blizzard fará alguma espécie de evento voltado para a imprensa por aqui. Deve ser em junho, e deve ser com o objetivo de inaugurar os trabalhos da produtora em solo brasileiro.

Mais sobre isso – se rolar mesmo, porque não é certo -, falo em breve.

***

E tem novidade lá na PlayTV.

O onipresente Luciano Amaral, que hoje é o apresentador do programa MOK, está ocupando um novo cargo: agora ele também é o diretor artístico do canal, e assume a função com o objetivo “de fortalecer a identidade do canal por meio da unificação das linguagens utilizadas em cada programa”, segundo o release divulgado ontem.

“Queremos nos tornar uma marca ainda mais reconhecida no mercado da cultura pop e focada no público jovem. Para isso, o primeiro passo será a reformulação de vinhetas, artes e infografias da programação. Acreditamos que ter unidade na produção fará com que o público crie mais facilmente uma identificação com a PlayTV”, afirma Luciano.

O Gamer.br deseja boa sorte ao Luciano – que segundo consta, também irá cobrir a E3 direto de Los Angeles. Aliás, uma excursão às lanchonetes mais engorduradas da cidade já está em planejanento.

E boa semana para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2010, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
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