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16/08/2011 - 16:04

PlayStation 3 mais barato no mundo todo – em breve, também no Brasil

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Você já deve ter ouvido falar: a Sony anunciou hoje, na Gamescon em Colônia (Alemanha), a redução global do preço de varejo do PlayStation 3.

Ficou assim: nos Estados Unidos, o modelo de 160 GB passará a custar US$ 249; na Europa, 249 euros; no Japão, 24980 ienes.

(Update: segundo a Sony, somente o modelo de 160 GB passará a custar US$ 249. O modelo de 320 GB ficará em US$ 299. Leia aqui).

E no Brasil, você me pergunta? Levei à questão aos representantes da Sony Brasil, mas eles estavam ocupados, blogando isso em nome do presidente e CEO da Sony Computer Entertainment America, o ilustre Jack Tretton:

“Fico feliz em revelar que os modelos de 160GB e 320GB do PS3 terão os preços reduzidos nas lojas da América Latina. Diferentes fatores, como impostos de importação, conformidade com requerimentos e outros, influenciam as diferenças de preços que os consumidores encontrarão nesta região. Os preços em cada país da América Latina serão anunciados posteriormente.”

Lembrando que atualmente o PlayStation 3 brasileiro – com HD de 160 GB – custa R$ 1399,00 (preço promocional até 30 de agosto). Até quanto mais poderá cair? Alguém chuta?

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22/07/2011 - 18:48

Sony lança PlayStation Network no Brasil

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A Sony fez seu barulho hoje em um evento para a imprensa brasileira. O tema? O aguardado lançamento da PlayStation Network no Brasil.

Não que houvesse muita novidade para se revelar. Afinal, desde ontem a notícia já havia sido distribuida por canais oficiais, estragando um pouco a surpresa da festinha de hoje. No mais, ficamos sabendo que a loja online da família PlayStation já está em funcionamento no Brasil, com games disponíveis em reais, além de outros tipos de conteúdos para download. Tudo pode ser pago com cartão de crédito internacional emitido por aqui. Em breve, a Sony colocará no mercado cartões pré-pagos também (não se sabe quando, mas será ainda em 2012 2011).

A ocasião ainda serviu para lançar oficialmente o site PlayStation no Brasil, além do blog oficial, que será comandado pelo amigo jornalista Fabio Santana, muito provavelmente um dos maiores pensadores teóricos da indústria mundial de games no país. Muita sorte e sucesso para ele.

Veja abaixo o comunicado completo emitido hoje pela Sony:

SONY LANÇA PLAYSTATION NETWORK BRASIL, SITE E BLOG
Brasileiros também ganharão páginas nas principais redes sociais

A partir de hoje, os gamers brasileiros podem comemorar a chegada da rede PlayStation Network específica para o mercado brasileiro. Os usuários já podem criar suas contas, acessar conteúdos exclusivos em Português, comprar na PlayStation Store, entre outros serviços. A ação faz parte dos planos de expansão da marca PlayStation na América Latina.

“Hoje damos início a uma nova fase. Com a Playstation Network Brasil, o consumidor brasileiro terá acesso a um mundo de entretenimento singular. Poderá baixar jogos, demos, add-ons, wallpapers e ter acesso a inúmeros conteúdos exclusivos, que estarão disponíveis a todos os usuários do console PS3. Para isso, basta ter uma conexão de internet e criar uma conta na PSN Brasil. A criação de contas é grátis e todos as transações de compra serão feitas em moeda nacional, trazendo muitos benefícios e diversão ao nosso público”, afirma Glauco Rozner, novo Gerente Geral de PlayStation e VAIO da Sony Brasil.

O Brasil será o segundo país da América Latina a receber a plataforma digital. Nesta primeira fase, os consumidores poderão fazer download de jogos para PS3, todos com a devida classificação etária do Governo brasileiro. Em breve, a Sony proporcionará o acesso a games de outros consoles. Também será possível criar sua galeria de troféus, entre outros recursos. A PlayStation Store disponibilizará os principais lançamentos aos brasileiros. A loja virtual vai operar com moeda nacional e os consumidores poderão usar cartões de crédito internacionais, mas emitidos por bancos brasileiros. A PlayStation Home e a PlayStation Plus serão lançadas em fases posteriores.

A PS Store no Brasil contará com aproximadamente 200 opções de conteúdo da Sony Computer Entertainment para PS3, além de várias escolhas de outros desenvolvedores como Ubisoft e Capcom. Serão feitas atualizações semanais a partir de 02 de agosto, permitindo que o consumidor faça ainda mais downloads de games.

“A nossa seleção de jogos foi feita com o jogador brasileiro em mente”, afirma Mark Stanley, Gerente Geral da América Latina. “Quando os brasileiros entrarem na PlayStation Store, eles irão encontrar os melhores e mais populares títulos, como God of War™: Collection, inFAMOUS™ e Assassin’s Creed II: Deluxe Edition. Clássicos do PlayStation 1™, como Metal Gear Solid e Street Fighter Alpha. Os consumidores brasileiros também poderão testar lançamentos, como Heavy Rain, Killzone™3, God of WarTM3 e LittleBigPlanet™, além de demos de futuros títulos. Continuaremos a desenvolver e atualizar mais e mais conteúdos regionais à medida que a PlayStation Network for expandida no Brasil.”

(…)

A Sony prevê que mais de um milhão de pessoas devam integrar a PSN Brasil até o fim de 2011.

Também como parte desses lançamentos, a Sony anuncia o programa Welcome Back para os brasileiros. Os usuários que tiveram sua conta interrompida durante a paralisação da PSN poderão fazer o download gratuito de alguns jogos.

Serão dois jogos de PS3 da lista abaixo:
Dead Nation
inFAMOUS
LittleBigPlanet
Super Stardust HD
WipEout HD + Fury

E dois jogos para PSP da lista abaixo:
LittleBigPlanet (PSP)
ModNation Racers
Pursuit Force
Killzone™ Liberation

A Sony também vai oferecer um tema intitulado Pixel Wonderland como bônus a todos que se cadastrarem na PlayStation Store. Esse bônus estará disponível até meia noite do dia 21 de agosto, proporcionando aos usuários 30 dias para uso desse benefício a partir da data de cadastro.

***

A parte negativa do evento: a notícia de que o Anderson Gracias não é mais o responsável pelo setor PlayStation no Brasil. Desde 2009 no cargo de gerente geral de PlayStation, que exerceu com relativa facilidade, Gracias ganhou um upgrade dentro da empresa: é o novo gerente geral de vendas e direct business da Sony Brasil. O Gamer.br também dá parabéns e deseja sorte ao executivo em sua nova empreitada.

O cargo de gerente geral de PlayStation passa a ser ocupado por Glauco Rozner, que já tem anos de Sony e passa a acumular também o cargo de gerente da linha de notebooks Vaio.

***

E agora que World of Warcraft foi anunciado, que a PSN estreou… o que mais falta acontecer no mercado nacional? Será que sobrou ainda alguma notícia quente para 2011?

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07/04/2011 - 17:22

Quantos videogames existem no Brasil?

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Como vai?

Ando pensando sobre o tal do mercado de games brasileiro. Andam dizendo por aí que 2010 foi ótimo, e que 2011 será ainda melhor. Quem pensa isso? Somente os executivos das empresas que atuam nessa área no Brasil. Vários deles.

Diz-se muito sobre crescimento, progresso, evolução. O ano passado mostrou coisas palpáveis para o consumidor final (lançamento oficial do PS3, preços de games mais “justos”, eventos pipocando pelo Brasil), mas, será que há algo mais para ser percebido além da superfície?

Esses executivos com quem converso dizem que há um longo caminho a ser percorrido no país, mas que muitos problemas já ficaram pra trás. O próximo passo seria a famigerada redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre os consoles de videogame, que hoje (e já faz tempo) está na absurda casa dos 50%. Acredita-se que a questão será resolvida em breve (papeladas sobre o assunto, inclusive, estariam circulando pelas mesas de ministros da presidenta Dilma Rousseff). Com a redução do IPI, o preço final do console cairia, o que levaria a um aumento natural da base instalada de máquinas de última geração no Brasil. Ou seja, na matemática da indústria: videogame mais barato = mais gente comprando e jogando.

Acredito que essa seja a necessidade principal do mercado brasileiro hoje. Mas convenhamos que não será uma redução de preços significativa que fará com que o consumidor deixe de tentar meios alternativos de conseguir seus videogames. Um deles é o tradicional “papai trouxe de Miami”. O outro é comprar o console estrangeiro em pontos comerciais “fora do eixo” – a procedência desses produtos certamente é o Paraguai. Seja qual for a escolha, é impossível dizer que o consumidor está fazendo algo errado ao querer pagar menos.

Falei tudo isso para jogar uma questão interessante em sua mão: você faz ideia da quantidade de consoles de última geração existentes no Brasil? Ou seja, qual é a base instalada de PlayStation 3, Xbox 360 e Wii em nosso país? Dos três, qual é o console número 1 atualmente? Ninguém sabe a resposta exata, mas a indústria especula (números oficiais inexistem, dada a situação peculiar em que vivemos). Cada empresa, aliás, tem seus próprios números. Pelo que notei, há convergências e coincidências entre esses valores. Mas não há senso comum.

Baseado em tudo o que tenho ouvido desses executivos, dá para dizer com alguma certeza o seguinte: no Brasil, há pouco mais de 2 milhões de consoles de última geração, entre PS3, X360 e Wii. A questão para você é: como esses números se dividem?

Vamos pensando nisso. Depois voltaremos a esse tema.

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27/08/2010 - 16:15

Pesquisa: de onde veio o seu videogame?

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Vou estender aqui a pesquisa que comecei no Twitter. Se você já me respondeu por lá, nem precisa responder por aqui. Se quiser responder de novo, fique à vontade.

Responda ali nos comentários abaixo: Qual o videogame de nova geração você tem? PlayStation 3, Xbox 360, Wii? E como/onde você o adquiriu?

Publicarei o resultado desse questionário aqui e no meu Twitter. Vou utilizar os dados para incrementar uma reportagem que estou finalizando para a Rolling Stone Brasil, sobre a atual situação do mercado de games brasileiro. Após entrevistar representantes principais da Sony, Microsoft e Nintendo, chegou a hora de escutar quem mais interessa – o consumidor. E a ideia é não tentar medir a quantidade desse ou aquele console, mas sim descobrir COMO o jogador brasileiro teve acesso a ele. Estou já apurando os dados e o resultado está me surpreendendo. Vejamos o que você acha.

E vamos que vamos. Na semana que vem, retorno à programação normal.

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12/08/2010 - 13:09

Entrevista da Semana: Anderson Gracias (Sony Brasil) – Parte 2

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Rápido e rasteiro, cá está a segunda parte da Entrevista da Semana com Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation da Sony Brasil. Lembrando que ontem, a fabricante divulgou preço e data de lançamento do PS3 no território nacional (a partir de ontem, por R$ 1999, veja o post anterior). Mas falamos sobre outros temas também relevantes na conversa que reproduzo abaixo, na íntegra, sem interrupções. A parte 1 está aqui, para quem não viu.

Aproveite, que é longa, sincera e cheia de detalhes. Não se esqueça de comentar lá embaixo. E divulgue para quem mais quiser ler.

***

Gamer.br: Falando sobre os games: tenho conversando com todas as empresas atuantes no Brasil e  mencionam sempre que a redução nos preços dos jogos passaria por outro caminho. Os jogos são caros basicamente porque são fabricados lá fora. Se fossem prensados no Brasil, tudo poderia mudar. E daí, fala-se na movimentação das empresas para realizar essa prensagem coletiva aqui, como já acontece com os filmes de DVD e blu-ray. Obviamente, a Sony possui os recursos para fazer esse tipo de coisa e ajudar o processo de suas parceiras, no caso, as publishers que lançam jogos para PlayStation 3. Como está essa situação?
Anderson Gracias:
Jogos para PlayStation 2 já são feitos no Brasil, porque são DVDs e é um processo mais simples. Para o PlayStation 3, estamos trabalhando para começar a fazer no Brasil muito em breve, realmente muito em breve. Terá redução de preço? Aí temos uma questão. Hoje a gente já faz certo subsídio para termos o preço que temos. Quando lançamos o God of War 3 a R$ 199,00, todos estavam vendendo lançamentos a R$ 249. E nós colocamos a R$ 199. Hoje, temos lançamentos a R$199, o catálogo e [a linha] Greatest Hits. O lançamento, que é sempre a referência do mercado, é sempre o preço mais alto, e já está sendo subsidiado para ter esse valor, porque hoje os importamos. Mas quando produzir localmente, em um primeiro momento… gradativamente, começaremos a viabilizar melhores preços.

Isso terá a ver com volume também, quantidade de peças produzidas?
AG:
A gente tem um compromisso e o objetivo de viabilizar os melhores preços e a melhor experiência para o gamer brasileiro. Isso é fato. E isso passa por preço, pelas lojas, por disponibilidade de produtos, quais tipos de jogos a gente vai trazer, por tradução de jogos para o português do Brasil, seja com voz, seja com legenda… Enfim, tudo isso faz parte do nosso dia a dia, da nossa rotina – viabilizar os melhores preços possíveis para o gamer brasileiro. E isso não é segredo. A gente realmente vai trabalhar para reduzir preços. Agora, se fizermos jogos no Brasil teremos um impacto imediatamente? Talvez não imediatamente. Mas, certamente, em um segundo momento.

Você sabe dizer qual seria o valor ideal cobrado por um game? Se R$ 199 é o preço mínimo que você consegue fazer por um produto que importa, qual seria o valor mais baixo se você produzisse o game aqui?
AG:
Como eu já coloco dinheiro nesse R$ 199, ele não seria em princípio esse preço – seria uns R$ 249. Então, é muito difícil estimar isso agora. Não dá para dizer. Quando essa operação se iniciar, teremos estudos de custo para saber o que será possível. Não dá para estimar um percentual de redução de preço.

O pessoal da Warner Games me chutou um valor que achei interessante: se um game lá fora custa US$ 59, mais os impostos, então um preço legal para se cobrar no Brasil seria R$ 130. Eu perguntei: “Mas dá pra fazer isso?” E eles responderam: “Se a gente fizer os jogos aqui, dá sim”.
AG:
Seria excelente, um valor fantástico. Se eu tivesse um lançamento a R$ 130 seria demais. Mas não sei, é difícil dizer isso agora. É difícil precisar.

A Microsoft, quando lançou Halo 3 no Brasil, conseguiu fazer um preço de lançamento bastante em conta. Você acha que eles subsidiaram bastante esse valor?
AG:
Investiram, com certeza.

Porque atualmente já não se lança mais jogos a R$ 129 por aqui…
AG:
Certamente eles investiram bastante. Não tem mágica. Tem que colocar dinheiro [em cima] para poder viabilizar esse preço.

Talvez quando eu publicar essa entrevista o PlayStation 3 já tenha sido lançado no Brasil [a entrevista ocorreu em 22 de julho]. Do momento do lançamento até o final do ano, onde você espera que essa operação Playstation esteja? Porque este ano temos uma iniciativa online da sua principal concorrente, e aqui vocês estarão lançando o console com relativo atraso. Em que posição a Sony Brasil vai estar?
AG:
Nós teremos um segundo semestre fantástico pela frente. Começa com o Move. Não sei se você teve a oportunidade de jogar lá na E3. O Move, diferentemente talvez da concorrência, não é um controle só para o casual gamer, mas é para toda a família e também para o hardcore gamer. Estamos falando aí de Heavy Rain com o Move, jogos de tiro em primeira pessoa, esporte, enfim. Vamos movimentar fortemente o mercado com o lançamento do Playstation Move. Daqui para o final do ano teremos vários jogos compatíveis com ele, além de jogos em 3D, que é uma questão que cresce a cada dia que passa. Em 2 de novembro teremos o lançamento de Gran Turismo 5 em 3D, que certamente será o maior lançamento do ano. Vamos investir bastante, fazer muito barulho. Temos várias ações sendo desenhadas para isso.

E o que a gente espera em dezembro, qual é o sonho nosso? O mercado estar mais oficial em relação ao PlayStation 3. A gente tem certeza de que não estará 100%, longe disso. Mas certamente o varejo brasileiro estará vendendo o PlayStation oficial, os acessórios do Playstation Move,e toda a gama de jogos que a gente vai oferecer. Com relação ao volumes de vendas, hoje estamos num patamar legal na América Latina. No México, lógico que o mercado é maior, bem mais maduro do que o nosso. Eles já lançaram o Playstation 3 há mais tempo, mas estamos muito próximos disso, e o nosso potencial é de ser ainda maior. Dentro da América Latina, certamente seremos segundo colocados até o final do ano, mas já encostando. E em volume de vendas, estaremos super bem.

Vocês pretendem lançar o Move simultaneamente ao mercado norte-americano?
AG:
No mesmo dia, independente do dia que seja. É uma coisa global. Quando a gente entrou nesse negócio, foi para jogar o jogo. O Brasil não é para ser um seguidor, a gente entrou para fazer parte do negócio seriamente. God of War 3, por exemplo: lançamos três dias depois do lançamento mundial, e não era o que a gente queria. Queríamos lançar no mesmo dia, mas aconteceu um pequeno atraso.

Você trabalha na Sony Brasil há muitos anos e deve concordar que o processo de criação dessa Divisão PlayStation foi mais lento do que se gostaria. Por que você acha que ocorreu essa relativa demora para a Sony mundiall enxergar o Brasil como um mercado com potencial?
AG:
O negócio da PlayStation no Brasil vem sendo estudado há muitos anos, e certamente a carga tributária foi um dos pontos que sempre pesou mais na balança. Pensamos: vamos lançar o produto, mas ele é dominado hoje pelo mercado cinza e vendido a X. Por que iríamos colocá-lo para venda custando Y? Esse é um dos fatores. E como desenhar isso ao longo do tempo? E são tantas prioridades! A Sony Brasil, como você sabe, tem também uma divisão profissional de broadcasting, a divisão consumer, com câmera digital, notebooks, filmadoras, áudios portáteis, walkman, enfim, toda uma infinidade de produtos. E agora, a gente tem a divisão Playstation. Não é que o PlayStation fosse menos importante do que as outras categorias, mas talvez o PlayStation tivesse questões mais difíceis de acertar do que outras. Temos uma fábrica em Manaus que produz tudo, mas o PlayStation não é produzido fora de sua fábrica original. Acho que esse é um ponto que pesou bastante na ordem das coisas. E a questão tributária, que certamente pesou um pouco mais. Mas a gente vem tentando viabilizar isso há muitos anos.
Sobre o potencial do mercado brasileiro: a Sony Corporation não demorou a enxergar o Brasil como um mercado potencial para games, de forma alguma. A gente tem números, sabemos qual é o potencial do mercado. É uma questão de acertar a melhor forma de entrar. Nós demoramos ou nós nos antecipamos? Não dá para dizer que a gente demorou e nem que a gente veio antes, mas digo que ainda tem muita coisa a ser feita. Seria muito ruim esperarmos mais um ano para fazermos, mas certamente mais um ano de trabalho ajudaria a acertar o mercado. Talvez esse trabalho junto ao governo fosse melhor ter sido feito antes de lançarmos qualquer coisa. Ou talvez o lançamento ajude a antecipar a redução e a reclassificação dos impostos. Então, foi o momento certo? Talvez tenha sido o melhor momento. Foi o que deu. Tanto é que começamos com o PlayStation 2, e o PlayStation 3 está vindo agora.

A Sony é uma grande player de aparelhos de TV 3D, e o Playstation 3 é um grande chamariz pra puxar para isso. Como é que funciona isso internamente na Sony Brasil? Como é trabalhada a importância da divisão Playstation para a empresa?
AG:
É totalmente integrado. O PlayStation 3 é uma das grandes vantagens competitivas que a gente tem. Ele é o player 3D mais instalado no país. A gente trabalha com uma base instalada próxima a meio milhão de consoles. Toda essa base vai tocar 3D. E agora a gente vai lançá-lo oficialmente. Quer dizer, estará totalmente integrado ao mundo 3D Sony. Se você visitar uma loja que tenha um corner da Sony 3D, estarão lá o PlayStation 3 junto a todos os equipamentos, conectados a um home theater e a um LCD 3D da Sony. Tudo totalmente integrado.

E agora, a questão do online. Uma vez lançado o produto, haverá a necessidade de se oferecer todos os serviços possíveis. No caso do PlayStation 3, assim como o Xbox, o videogame precisa estar ligado à Internet para ser possível a melhor experiência. E observando mais uma vez a concorrência, a Microsoft levou quatro anos entre conseguir lançar o console por aqui e lançar sua rede online. Eu só espero que a Sony não demore tanto.
AG:
Não, não vai demorar tanto. É claro que a gente não vai conseguir lançar simultaneamente. A Playstation Network Brasil, eu divido em três fases. A fase 1 é a Playstation Network Brasil traduzida, que vai ser o primeiro momento e estamos trabalhando para que seja dentro deste ano-calendário, bem no finalzinho do ano. Será muito difícil conseguir viabilizar isso, mas é um objetivo. A fase 2 será a Playstation Network Brasil com pedaços de costumização, com uma parte de conteúdo provido por nós mesmo, conteúdo para interagir com a nossa comunidade, com nossa mídia, enfim. E a fase 3 é a Playstation Network completa, full, que é a mais demorada e mais complicada, com a Playstation Store, com venda e downloads. Nem a fase 1, nem a 2 e nem a 3 têm datas. A 1 é a mais próxima de acontecer e o nosso objetivo é o final do ano. E as fases 2 e 3 são as mais complexas mesmo. Principalmente a 3, que envolve operações com cartões.

Porque é tão difícil isso no Brasil? A Microsoft sempre colocou o sistema de billing como a grande dificuldade em concretizar essas operações…
AG:
Sinceramente, eu não sei explicar em detalhes. Temos um time trabalhando nisso que envolve o departamento jurídico, a controladoria, as finanças. Tem um pouco de tudo, um pouco de questões legais, contratuais. Tanto nós, como certamente a Microsoft, temos que lidar com questões como “quem é a subsidiária”, “onde é que o dinheiro fica”, “pra quem vai”, “quanto fica para quem”. Tem um pouco de tudo isso, e tem os impostos. Eu dividiria assim: questões legais, questões internas e impostos. Tem um pouco de tudo, e isso acaba complicando um pouco mais.

Você está há nove anos na empresa. Como você entende que a Sony enxerga o mercado brasileiro. A gente escuta a história do BRIC [conjunto de países emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China] há muito tempo. Atualmente, o Brasil está em um momento de relativa estabilidade. Você enxerga que somos vistos de uma maneira diferente?
AG:
Somos extremamente o foco. Há muito pouco tempo, em eventos mundiais da Sony, de vez em quando se escutava falar da América Latina. Eu, nesses nove anos, já fui a muitos desses eventos. Às vezes se escutava falar em America Latina e aparecia o mapinha. De quatro anos para cá, começamos a escutar muito sobre a América Latina, e de dois para cá, a gente ouve muito Brasil. A gente escuta o nosso presidente mundial falando, e o Brasil está no discurso sempre. E agora tem a questão da Copa do Mundo de 2014. Lembrando: a Sony é a patrocinadora oficial da FIFA, inclusive para a Copa que será no Brasil. Todos os olhos estão voltados para cá, e isso gera benefícios, investimento. A Sony Brasil está muito bem e faz parte da estratégia mundial da empresa.

Não era assim antes? O fato de o Brasil ter passado quase incólume pela crise mundial de 2008 contou também pontos a favor para que o Brasil se tornasse um país interessante para a Sony?
AG:
É uma opinião pessoal: eu acredito que sim. Eu não diria que o Brasil estivesse lá embaixo na lista de prioridades da Sony. Eu acho que fomos crescendo, ganhando corpo. Todo país tem que se provar viável, toda a operação no país precisa mostrar resultado, e a Sony Brasil mostrou e vem mostrando resultados a cada ano. E aí, junte a isso à capacidade técnica da operação brasileira, junta com o potencial do mercado: é a combinação perfeita. E não tem outra forma a não ser apostar.

O que se dizia é que o Brasil tinha uma imagem muito ruim lá fora por conta dessa propagação do mercado cinza e pelo fato de nada conseguir ser feito de modo adequado por aqui. Quando eu trabalhava na Nintendo World, em reuniões com o pessoal da NOA, ouvia muito dizer que não dava para se trabalhar sério no Brasil. A imagem do Brasil era muito ruim lá fora, pelo menos nesse caso. A gente já limpou a nossa barra?
AG:
Eu te digo: em nove anos de Sony, eu nunca ouvi algo parecido. Tanto dos altos executivos dos Estados Unidos, com os quais interagi muito, quanto dos japoneses, eu nunca ouvi isso. Aliás, dentro da Sony, existe mundialmente uma paixão pela Sony Brasil e isso é muito positivo. Todo mundo sabe o que acontece no país, os meios de comunicação e a Internet acabaram ajudando a divulgar o que acontece. Ao longo dos últimos anos, é impressionante a capacitação técnica da liderança local da Sony Brasil. Se olharmos quem são os líderes, pessoas que estão aqui há anos. É uma base que vem crescendo. São jovens e isso conta lá fora. Então nunca existiu esse tipo de comentário e sentimento, muito pelo contrário. Existe um carinho todo especial pela Sony Brasil dentro da Sony.

Você passou por todos os departamentos da empresa e agora está lidando com videogames. Não sei se você almejou isso na sua carreira. Está se divertindo?
AG:
Está sendo divertido, talvez mais para os meus filhos [risos].

Quantos filhos você tem?
AG:
Tenho dois, um vai fazer oito e o outro vai fazer 16.

É exatamente o seu público alvo.
AG:
Público alvo total. São hardcore gamers, posso garantir. Está sendo divertido, mas está sendo mais difícil do que eu imaginava. Eu me cobro muito, sou muito focado em resultados. Eu entrei aqui para lançar a câmera Cybershot. Foi um trabalho muito legal, mas difícil, porque parece muito com o que a gente está enfrentando agora, porque o mercado paralelo para câmeras era impressionante. Ele ainda é grande, mas a gente conseguiu reverter isso ao longo dos anos esse jogo. Eu também fui responsável por filmadoras, depois eu fui para a área de áudio, até o momento em que eu fui para vendas. Fui gerente regional de vendas quase para o Brasil inteiro, já morei no Sul, gerenciei o Sudeste morando no Rio de Janeiro, o interior de São Paulo, Triângulo Mineiro, contas nacionais. Todo o grande varejo, Casas Bahia, Ponto Frio, Magazine Luiza, enfim, todos eles. As experiências de vendas e marketing juntas me facilitam um pouco do trabalho agora, mas está mais difícil que eu imaginava, por conta de resultados. Eu gosto de mostrar resultados e esse atraso que a gente falou, essa dificuldade toda, me incomoda um pouco. Mas está sendo divertido.

Você se cobra muito nesse sentido?
AG:
Eu me cobro mais do que o meu chefe me cobra.

Imagino que você leia tudo que na imprensa sobre as ações da Sony Brasil e que deve encontrar várias críticas a que adoraria responder pessoalmente…
AG:
É, responder. Eu pensei isso várias vezes, principalmente no começo, Até conseguimos ao longo dos meses reverter um pouco disso, mas, no começo, era só crítica. E eu leio tudo. Tudo o que se fala de Playstation e Sony Brasil, eu leio. Eu vou a blogs, sites e vejo tudo. Leio e penso como gostaria de poder responder, interargir. Mas muitas coisas a gente não pode, não é a forma correta e nem o momento correto de abordar. Uma das coisas que prezo muito é: quando você abre um canal de comunicação com o consumidor final, esse canal precisa permanecer. Então, entrar em comunicação direta com o consumidor dentro de um blog é algo muito arriscado. Se você entra, dá uma resposta e sai de cena, aquele canal tem que ser mantido aberto. E a gente não consegue fazer isso agora, mas vai chegar o momento que faremos a questão da interação com as comunidades, com as redes sociais. Ainda não existe um canal oficial no Twitter ou no Facebook.

Existe esse plano de limpar a barra da empresa, melhorar a imagem?
AG:
Existe, existe. Mas sabe como? Mostrando. Pode ver: a gente ainda nunca respondeu a essas críticas, e eu já li críticas muito pesadas. No começo, não sabiam quem era o responsável pelo PlayStation no Brasil. Hoje, sabem que é o Anderson Gracias. Eu acho que se soubessem no começo, com certeza o meu nome ia estar lá: “Aquele imbecil do Anderson Gracias…”. Mas é difícil a gente explicar para cada um o que acontece. E mais difícil ainda é fazer aquela pessoa entender e acreditar que a nossa vontade é a mesma que a dela, de viabilizar aquele negócio. Eu acho que a gente tem essa missão de limpar, mas mostrando, com visão de longo prazo. Eu sempre digo isso: a gente não veio se aventurar aqui. A gente veio fazer um negócio e que ele perpetue ao longo de muitos anos. O PlayStation vai ter muitas gerações e esse negócio está começando agora. Ele vai realmente perpetuar, eu tenho certeza.
Mas, a gente só consegue fazer isso mostrando, lançando jogos bons, fazendo campanhas de lançamentos, viabilizando um preço bom para o consumidor. Eu comecei a ler já comentários do tipo: “que legal”, quando fizemos a redução de preços. “A equipe da Sony Brasil está realmente trabalhando”, ou “Não é o ideal, mas já melhorou muito”. Porque já fizemos alguns reajustes de preços e vamos fazer muito mais, vamos viabilizar muito mais. É com essa filosofia que vamos trabalhar. Às vezes, é muito doloroso ler e ver o que está sendo falado sobre a sua estratégia, que ela está sendo mal compreendida. Mas não podemos entrar lá e dizer que entenderam errado. Não é isso: você precisa mostrar. E a gente está, devagar, mostrando.

Lá fora, existe a grande rivalidade entre as fabricantes. No Brasil, eu enxergo que o grande adversário da Sony é a própria Sony. O Xbox 360 já está no mercado. Existe essa dúvida ainda sobre qual console o consumidor deve comprar, mas quando o PlayStation 3 entrar de verdade no Brasil, a questão vai mudar. Encontrar um lugar nesse mercado só dependerá da própria Sony.
AG:
É, eu penso assim também. Hoje a gente não trabalha com market share, quanto tem a Microsoft, quanto tem a Nintendo etc. Porque o nosso momento é diferente. O nosso momento é de juntar forças, de todos esses grandes fabricantes conseguirem fazer com que o segmento de games cresça oficialmente e que o governo e as autoridades entendam o trabalho que tem que ser feito e nos apóie. E que a gente apóie eles, e que tudo seja recíproco. Esse é o momento que a gente vive, com os três grandes fomentando cada vez mais esse negócio. Mas que seja pelo lado oficial, não pelo paralelo.

Você conversa com as outras empresas? Existe esse canal aberto?
AG:
Não, ele não existe. A gente conversa, troca informações, mas ainda é muito informal. Talvez nós e a Microsoft, enfim, deveríamos liderar esse comitê. Estamos superdispostos a isso. É uma forma que a gente enxerga como interessante e boa para se trabalhar, principalmente no mercado brasileiro neste momento. Com o Guilherme [Camargo, gerente de marketing da Microsoft] eu já me encontrei. Até por conta da E3, nos falamos por telefone.

Você acha que a criação desse “comitê” não-oficial, a união dos principais players, pode mesmo ser efetiva? Ou é uma ação de apelo mais “marqueteiro”?
AG:
Eu acho que é efetiva sim. Porque é claro que existe a parte da estratégia confidencial, mas há uma parte da conversa que pode ser compartilhada. Porque o seu competidor pode estar adotando a mesma estratégia, e juntos é possível decidir mudar o cenário. Eu sou um gestor de negócios, não sou um hardcore gamer, e dentro do segmento, que estou aprendendo a cada dia que passa, existe muita gente correta e muita gente incorreta. Essa é minha opinião. Há os incorretos que querem se passar por corretos; e tem os corretos que, às vezes, dão uma escorregada. Se a gente criar um comitê, essa seleção será natural. Porque eu como Sony Brasil não farei parte de um mesmo fórum de um “incorreto”. Mas isso acontecerá a partir do momento em que eu descobrir e constatar quem realmente é incorreto. E daí, talvez esse grupo fique realmente forte e interessante de se trabalhar. Fica aí uma sugestão. Somos abertos a isso. Claro, alguém vai ter que dar o primeiro passo. Talvez a gente dê. Talvez o dia a dia de cada um que impossibilite. Talvez a Microsoft esteja sofrendo muito para fazer seus lançamentos aqui, já que eles têm um projeto superagressivo para o final do ano. São as prioridades. Mas eu sou favorável a isso, com certeza.

***

Leia a primeira parte da entrevista com Anderson Gracias aqui.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
11/08/2010 - 16:02

PlayStation 3 no Brasil: a Sony fala oficialmente

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Complementando o post anterior, aqui está um resumo do release oficial divulgado agora há pouco pela Sony Brasil, a respeito do lançamento do PlayStation 3 no país. Mais tarde, ainda hoje, comentarei alguns dos pontos principais abordados no evento:

***

São Paulo, 11 de agosto de 2010 – A linha de games mais vendida do mundo traz um reforço ao Brasil. Este mês, os consumidores já podem comprar o console PlayStation 3 oficialmente pela Sony Brasil. A empresa vai proporcionar ao brasileiro diversas vantagens ao adquirir os produtos PlayStation. São benefícios antes inacessíveis por meio de outros tipos de comercialização realizados até o momento no País.

Um dos destaques fica por conta da garantia de um ano para o console. O suporte será realizado pela Central de Relacionamento da Sony em todo o território nacional, aos produtos adquiridos por meio dos canais oficiais da empresa no Brasil. Uma equipe de suporte ao consumidor foi treinada para atender o pós-venda. Assim, é possível garantir qualidade e rapidez no atendimento, desta que é uma categoria extremamente estratégica para a marca. (…)

A Sony também focou seus esforços na capilaridade da distribuição da linha, que agora chegará a pontos de venda onde anteriormente não era possível encontrá-la. Em cada um desses pontos de vendas, a empresa investirá para proporcionar aos varejistas uma experiência nova e positiva com venda de jogos. Os consumidores, por meio de displays especiais, terão a possibilidade de jogar e testar diferentes títulos antes de comprá-los, além de experimentar todo o entretenimento que os consoles podem proporcionar.

O PS3 será importado, porém foi submetido a um processo de nacionalização, para que as embalagens e manuais contenham todas as informações em português. Além disso, a empresa produziu e importou componentes de acordo com a regulamentação vigente no País, como os cabos devidamente certificados pelo Inmetro. O Brasil é uma região com questões peculiares no que se refere ao sistema elétrico, portanto é importante que os produtos sejam adaptados às condições locais, para que suportem picos de energia e não tenham suas funções prejudicadas. Esta adaptação só é possível por meio de produtos testados e certificados pelo Inmetro e pela Anatel e trazidos de forma oficial ao Brasil, como será feito neste momento com o PlayStation 3.

A empresa também irá vender alguns acessórios que hoje já são oferecidos no mercado internacional. Os jogos deste console, por sua vez, já são vendidos oficialmente no Brasil desde o final de 2009.

“A estratégia da companhia é proporcionar ao consumidor a melhor experiência em games, através de disponibilidade e distribuição de toda a linha de produtos da família PlayStation.  Isso inclui o console, jogos e acessórios, bem como a experiência online, com a Playstation Network que faz parte dos nossos planos para o futuro.  O varejo também é parte fundamental deste nosso projeto, além de estabelecermos um relacionamento comercial com as lojas especializadas em games, estamos trabalhando com os varejistas que não conheciam a categoria”, afirma Anderson Gracias, gerente geral da Divisão PlayStation.

O produto chega ao mercado nacional pelo preço sugerido de R$ 1.999,00 e pode ser comprado pelo www.sonystyle.com.br, nas lojas Sony Style ou nas revendas autorizadas.

Jogos no Brasil

A Sony Brasil já conta com 23 títulos oficiais para PS3 no Brasil. Os destaques ficam por conta de Uncharted 2: Among Thieve, God of War III, Heavy Rain, MAG e ModNation Racers. Ainda este ano, a empresa trará lançamentos simultâneos ao mercado internacional, como o esperado Gran Turismo 5, que contará com a versão 3D.

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11/08/2010 - 13:02

E o PlayStation 3 brasileiro chegou

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A Sony Brasil finalmente acabou com o mistério.

Em evento ocorrido hoje em um restaurante paulistano, Anderson Gracias, o gerente geral da Divisão PlayStation, enfim revelou informações há muito aguardadas a respeito do lançamento do PlayStation 3 no Brasil.

Os poucos jornalistas presentes no local escutaram de Gracias uma informação bastante cogitada nos bastidores do mercado nacional: o PlayStation 3 brasileiro chega ainda hoje nas lojas Sony Style. O preço a ser cobrado também não fugiu muito do que era esperado: R$ 1999,00 pelo modelo Slim com HD de 120 GB.

Mais informações em alguns poucos instantes, aqui neste mesmo Gamer.br. Fique bem ligado.

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10/08/2010 - 19:48

Entrevista da Semana: Anderson Gracias (Sony Brasil)

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Opa, tudo bem?

Vamos direto ao assunto: a Entrevista da Semana de hoje é com Anderson Gracias, o general geral da Divisão PlayStation da Sony Brasil. Conforme você pode imaginar, Anderson é o homem de frente e comanda a grande missão da empresa no Brasil, que é superar a pirataria e o contrabando e instituir as operações oficiais da fabricante do PlayStation em nosso território.

Será que a missão já está ganha? Quais são as cartas escondidas nas mangas? O que o futuro reserva para o Brasil dos games no que depender da Sony? E, mais do que tudo isso, o que realmente importa: e o PlayStation 3 brasileiro, vem ou não vem?

A conversa com Anderson rendeu muito, tanto que nem consegui transcrever tudo para publicar aqui no Gamer.br. Então, fica assim: hoje eu publico metade do papo. Amanhã, por volta da hora do almoço, prometo que você terá uma grande surpresa que irá complementar as lacunas dessa entrevista (por essa você não esperava, hein?). E até o final da semana, publico o restante do papo, que é dos mais interessantes para quem realmente se importa com o futuro do mercado de games no Brasil.

Você já sabe como é. Leia tudo e comente ali no final.

***

Gamer.br: Quais têm sido as dificuldades enfrentadas pela Sony Brasil no que diz respeito aos videogames?
Anderson Gracias:
Há pouco tempo, a Sony Brasil iniciou oficialmente a divisão PlayStation oficialmente – foi em outubro do ano passado. Para nós, PlayStation é importante, tanto que abrimos uma divisão exclusiva. Não é só uma categoria dentro de todo um grande guarda-chuva. O potencial aqui é enorme. Obviamente, estamos passando por uma série de dificuldades que envolvem a tributação e como combater ou inibir esse mercado tão cinza e violento que existe aí fora. No caso do PlayStation 2 estamos falando de pirataria. E no Playstation 3, estamos falando de contrabando e importação “paralela”. É importante dividir as duas coisas: a importação paralela é feita pelo importador independente, que não necessariamente está fazendo algo ilegal. E o contrabando é a chamada “reclassificação fiscal”, subfaturamento. E isso tudo afeta diretamente não só a gente, mas os grandes players do mercado. Tenho certeza de que a Microsoft está passando por isso também.

A Microsoft, aliás, há mais tempo que vocês.
AG:
Há mais tempo que a gente. O Guilherme [Camargo, gerente de marketing da Microsoft Brasil] sofre há muito tempo com isso. Então, a gente está olhando mesmo para o Brasil. Primeiro: a base instalada atualmente é enorme. Se contarmos hardware, software e acessórios, há um potencial diferente em cada plataforma. No PlayStation 2, existe um potencial para legitimar um pouco desse mercado. A base instalada é absurda. São dados estimados, mas estimados por tanta gente que devem ser bem próximos da realidade. Mas falamos de quase 5 milhões de PS2 no Brasil. E se você legitimar uma parte dessa base instalada, já é um grande negócio. Então, o ponto é: o quanto você consegue legitimar? 2, 5, 10, 20%? Aí está o tamanho do seu negócio.

E como você legitima quem já possui o videogame em casa?
AG:
Este é um ponto. Acho que há formas de se conseguir isso. Tem uma questão educacional, e ela é muito difícil, demorada e custosa. Convencer o consumidor de que ele precisa parar de comprar um jogo a R$ 5 e comprar o mesmo jogo a R$ 50… Até você mostrar a ele os benefícios, e educá-lo de que aquilo faz bem para o país dele e para as gerações futuras, ou seja, para os filhos dele – isso é muito complicado. Então a gente tem que identificar a pequena porção de clientes que está disposta a ouvir essa história e que tem um nível de consciência compatível com o que a gente pretende fazer. Mas é muito difícil.

Você diria que no máximo 20% da base instalada estaria disposta a mudar de hábitos?
AG:
Já seria um grande negócio. A gente pode desenhar planos com percentuais que aumentam gradativamente. Em contrapartida, vem a questão do ciclo de vida do PlayStation 2. Muitos falam que o console teria mais dois ou três anos de vida. Pode ser que isso seja verdade fora do Brasil. Mas se a gente olhar para a classe social C, tão crescente no Brasil, será que o PS2 não pode ser uma grande plataforma de entretenimento para a família? É um produto que você pode jogar online, é o seu DVD player e o seu videogame, com uma infinidade de jogos disponíveis. Esse trabalho teria foco direto no consumidor.
Além disso, há questões com o governo, com o comércio informal… É impressionante o tamanho desse mercado que envolve pirataria e contrabando – não só um nem só o outro, mas os dois. E em jogos, acho que isso está muito pesado. Se a gente conseguisse, junto às autoridades, provar que existe uma possibilidade de arrecadação grande de impostos, muito maior do que é feita hoje, apenas reclassificando o produto, e não reduzindo impostos… A questão da “redução” talvez não seja o approach mais correto, mas sim uma “reclassificação”. O videogame, você sabe, vem para o Brasil como se fosse jogo de azar. Enfim, não faz sentido. Não dá para um console de videogame voltado para o entretenimento familiar ser considerado semelhante a uma máquina de vídeo pôquer, com esses 50% de IPI [Impostos sobre Produtos Industrializados]. Não tem essa necessidade. E isso fomenta o mercado paralelo, a importação paralela, o contrabando e a pirataria. A gente tem agora um trabalho educacional, no consumidor, e também com o governo.
Voltando às ações que podemos tomar: por exemplo, me deixe bloquear seu console novamente, e com isso eu lhe proporciono descontos gradativos em jogos. Ou eu volto a te dar uma garantia do console que você trouxe de fora… Ainda estamos pensando em tudo o que for possível. Talvez legitimar seja o mais difícil a ser feito, então temos que pensar em todas as alternativas para isso.

E com os outros consoles da Sony, qual é a atual situação?
AG:
O PSP vai acontecer. A Sony está trabalhando nas certificações agora, tem Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações] rolando. Passando por essa fase de certificação, ele estará pronto para ser viabilizado no país. A gente não vai fazer absolutamente que não esteja em conformidade com a legislação brasileira. A Anatel e o Inmetro [Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial] para nós, são grandes parceiros. E a gente também espera a contrapartida: que a Anatel e o Inmetro nos ajudem, olhando para o restante do mercado e o que está sendo colocado na casa do consumidor e que talvez não esteja em conformidade com a legislação. É uma obrigação da indústria colocar no mercado um console que resista a um pico de energia coerente com a nossa infraestrutura.

De maneira prática, falando da Anatel e do Inmetro, quanto tempo leva para um aparelho aprovado por esses órgãos ser, enfim, comercializado?
AG:
Não é demorado. Na verdade, o Inmetro cuida da regulamentação do cabo. Já a Anatel também não é um processo longo. Quando você dá entrada no produto, também é preciso verificar se está tudo pronto para ele ser lançado… Uma coisa é a homologação da Anatel, outra coisa é a empresa estar pronta para vendê-lo. Em 60 dias, você coloca e tira um produto testado e aprovado ou não pela Anatel. Eles testam não só o wi-fi, mas tem também um teste de kV, que é o de pico de energia. A gente não teve dificuldades. O que tivemos sim, em primeiro momento, foi acertar o produto para ele resistir à regulamentação brasileira. Mas por parte desses órgãos, não. Foi tudo feito de maneira transparente e rápida.

Houve algum tipo de modificação no PlayStation 3 para ele estar apto a passar pelo crivo da Anatel?
AG:
Sim. Tecnicamente não posso detalhar, mas houve adaptações, principalmente na questão da energia. Porque o teste feito no Brasil é muito mais exigente. A Anatel é exigente nessa questão – se não me engano, ela aplica 2 kVs de pico de energia e o produto tem que resistir – ele não pode colocar em risco a sua infraestrutura domiciliar. Então, tivemos que fazer mudanças.

E tanto o PSP quanto o PS3 já passaram por todas essas aprovações?
AG:
O PSP está nesse processo. O Playstation 3 já foi.

Falou-se muito que essa aprovação da Anatel estaria atrasando o lançamento do PS3 no Brasil. Agora o que vocês estão fazendo? Aparando as arestas?
AG:
É importante deixar claro a verdade: não é a Anatel. Foi um processo necessário, mas não foi isso que talvez tenha atrasado o lançamento. Se é que a gente pode chamar de atraso, porque são varias etapas para cumprir até que consigamos lançar o produto. E uma das principais etapas é o varejo, fazer com que o varejo esteja preparado para receber e vender o produto oficial da Sony Brasil.
Este é um assunto bem delicado. Existe hoje uma base instalada nos depósitos do varejo, de produtos que foram importados. A gente está atuando em parceria com os varejistas, para que eles possam vender o estoque que têm e começar logo a trabalhar com o produto oficial da Sony Brasil. Muitos dos varejistas não sabem que aquele produto que está no estoque não está em conformidade com a regulamentação local. Acho até que há varejistas que sabem, mas muitos não sabem: ele comprou o produto e possui a documentação daquele produto que a Sony Brasil não oferecia antes a ele. O ponto é: quem vendeu a ele que talvez não tenha feito o trabalho adequado. Porque quem vendeu deveria ser o responsável pelo produto.
Estamos passando agora por essa etapa, de preparar o varejo. E isso inclui preparar a loja. Como é que está o PlayStation no mercado brasileiro? Você vai a uma loja grande e encontrará o videogame dentro de um balcão, trancado e com um vidro na frente. Absolutamente nada de “hands-on”, nenhum trabalho adequado para o consumidor gamer… E o que seria isso? A possibilidade de testar o jogo dentro da loja. Estamos fazendo investimento em displays, espaços PlayStation com o produto ligado a um LCD, ou home theater, com uma variedade de jogos e acessórios. O consumidor entra e pode experimentar, se conectar e tudo o mais. É justo mostrar tudo isso dentro da loja. O consumidor brasileiro merece esse respeito.

Você tocou em um ponto interessante sobre o varejista ter que queimar seu estoque. Existe uma possibilidade de a Sony Brasil ajudá-lo nesse processo, seja substituindo esses consoles “não-oficiais” pelos chamados “oficiais”?
AG:
Esse são produtos “não conforme”, né? Eu não consigo colocar aquele produto em conformidade. Não existe uma obrigatoriedade por parte do varejista em se comprometer somente com os nossos produtos. A Sony Brasil não tem esse poder. Mas é aí que vamos ver quem são e quem não são os parceiros. O que está claro para cada um dos varejistas é que aquele produto não está conforme. A partir do momento que você só tem produtos “não conformes”, há uma certa realidade. Quando começa a existir o produto “conforme” e o “não conforme”, o consumidor vai saber que existe um que está adequado e outro que não está. E os órgãos públicos, que deveriam trabalhar esse tipo de problema, também saberão. Porque até hoje, todos os PlayStation que estão por aí são iguais. A partir do momento em que eu colocar à venda o primeiro PS3 em conformidade com a regulamentação brasileira, você passa a ter dois tipos de produtos. E é uma opção do varejo, trabalhar com o produto correto ou com o produto errado. Os riscos são dele. Existe o risco de fiscalização? Eu acredito que sim. Ela nunca vai ser da Sony – a empresa não tem esse papel de fiscalizar e apreender. Mas existem outros órgãos que possuem essa responsabilidade. E o varejo sabe disso, e quem não sabe ficará sabendo. Será uma opção dele trabalhar corretamente ou como se faz hoje em dia.

Vocês sabem que o consumidor também terá uma opção de escolher entre esses dois produtos, já que é bem possível que exista uma discrepância nos preços. O varejista consegue vender esse console que trouxe por debaixo dos panos por um preço mais em conta, porque ele pulou diversas taxações. E como se combate esse tipo de coisa, já que o Playstation 3 oficial da Sony Brasil certamente será bem mais caro?
AG:
Esse é um dos grandes desafios. Vamos fazer de maneira extremamente transparente. A gente vai mostrar porque o nosso produto custa mais caro. Claro que eu não tenho o preço final ainda para lhe dizer, mas estamos brigando para que ele seja o mais baixo possível. E é aquela questão do fair play: como é que você enfrenta um produto que foi subfaturato e reclassificado, ou até mesmo um console “refurbished” [literalmente, “recauchutado”]?

Vocês, como Sony, não podem fazer muito nesse sentido?
AG:
Não. É uma questão legal, governamental, com as alfândegas. É o tipo de trabalho que eu até entendo que existam ações sendo feitas em diferentes frentes, para que o contrabando e a importação paralela sejam evitados ou diminuídos. Mas isso não parte só da gente, mas de todo um ecossistema. Nós entendemos que o varejo possui responsabilidade social, um dever para com a sua comunidade, e esperamos que eles entendam que o correto é fazer assim. E aí é que eles serão grandes parceiros nossos. Muitos varejistas já estão no jogo com a gente desde o primeiro momento. Eu e você sabemos como funciona imposto, e o porquê de eles existirem. Se eles são altos ou não, essa é outra discussão. Mas o porquê da existência desse imposto e para onde o dinheiro vai, todo mundo sabe. Não pagar imposto, todos sabem que é ilegal. Então se você quer participar desse esquema, é uma opção sua. A gente não vai participar. E não vamos permitir que quem participe esteja do nosso lado. Vai ser uma seleção natural.

Falemos finalmente sobre o Playstation 3. Imagino que exista muita coisa que você não pode falar agora, mas queria que você detalhasse tudo o que for possível.
AG:
Com relação à data, eu posso lhe dizer o seguinte: eu mesmo havia dito “primeiro semestre”, e a gente não conseguiu – o primeiro semestre já acabou. Mas ele está chegando. Em questão de semanas. Vai ser [um lançamento] maciço? Não, não vai. E por que não vai ser? Nós vamos gradativamente ganhando corpo. E porque existe toda essa gordura pra ser queimada, de produtos paralelos.
Resumindo, o produto brasileiro não terá montagem por aqui: ele vem lacrado, já preparado com essa homologação, ou seja, sai de sua origem já com o selo da Anatel. O cabo a gente fabrica por aqui. E ele vem com a embalagem e manual em português e o cartão de garantia da Sony Brasil. A única mudança que fazemos na localização é a troca do cabo original pelo cabo homologado pelo Inmetro. E o produto brasileiro também tem um selo holográfico, para realmente diferenciar o produto daqui do não-oficial.

A embalagem e o manual serão impressos aqui?
AG:
Depende do lote. Em alguns casos, imprimimos o manual aqui. Em outros, isso é feito fora. Até nisso temos alguns cuidados: a Sony Brasil só trabalha com “green packers”, então qualquer coisa que eu imprimir tem que ser livre de cádmio etc. Tudo isso significa que estamos olhando para o nosso país e pensando no que é melhor para o consumidor. Mas isso nem todos fazem. Já vi produtos cujo manual de instrução é uma xerox. Isso é desrespeito ao consumidor. E o consumidor pode dizer: “Eu prefiro isso tudo para pagar mais barato”. É uma opção do consumidor? É. Tudo o que é feito para deixar o produto em conforme tem custos. E por isso a gente vai gradativamente tentar diminuir esse “gap” entre o preço que existe hoje no mercado e o preço com que a gente vai lançar.

As fabricantes que já estão no Brasil costumam culpar os impostos como os culpados pelos preços altos dos consoles no Brasil. Quando vocês divulgarem o preço do Playstation 3, certamente o público irá reclamar. O vilão é esse mesmo?
AG:
O grande vilão é a carga tributária.

E sobre essas iniciativas que tentam reduzir a carga tributária – a Jogo Justo por exemplo: se derem resultados, o consumidor iria perceber a diferença na hora?
AG:
Imediatamente. Se o imposto for revisto, ou se o videogame for reclassificado para outra categoria, certamente sim. Porque falar sobre “redução” em ano de eleição é pedir para encerrar qualquer reunião [risos]. Falar em reclassificação é o approach mais adequado. Meu produto não é um jogo de azar, é um produto de entretenimento familiar. Essa é a diferença. Repetindo: o consumidor perceberia imediatamente. Obviamente que todas as outras coisas que mencionei acarretam em custos, mas a gente consegue absorver muito disso. Agora, o grande vilão é o imposto, sem dúvida alguma.

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Leia a segunda parte da entrevista com Anderson Gracias aqui
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E aproveitando, não perca o Debate MTV hoje, 22H30. Estarei lá. O tema? Games, é claro.

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05/08/2010 - 20:34

Algumas Meias Verdades Aleatórias

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Veja só quanta coisa que ouvi por aí esses dias.

* O site da produtora Blizzard voltado para o nosso mercado já tem editor escolhido. E o cara é um jornalista… brasileiro, claro.

* O site Game TV (do canal PlayTV) também terá editor novo. O nome será anunciado em breve.

* O UOL Jogos também tem uns três caras novos em sua equipe.

* E pelo menos três profissionais brasileiros atuantes no mercado nacional se preparam para morar e trabalhar nos Estados Unidos (um deles, aliás, é justamente o novo editor do site da Blizzard).

* Nas próximas semanas, um programa de debates de uma conhecida emissora de TV deverá discutir os videogames e como esse segmento é visto hoje pela sociedade brasileira. Será ao vivo. E eu devo estar lá para falar umas verdades.

* Em outubro, a revista Nintendo World comemora 12 anos nas bancas. É bastante tempo. Acho que não há publicação especializada com tamanha longevidade no mercado nacional. Como fui membro integrante da revista durante bons anos, colaborei com um depoimento cheio de nostalgia. E claro, ofereci umas fotos do meu arquivo pessoal. Quem acompanhou a revista naquele tempo vai se lembrar da equipe abaixo (a imagem é inédita):


Na redação da Nintendo World, na Conrad: eu (Pablo), Odair Braz Junior, Eduardo Trivella e Rogerio Motoda, primeiro semestre de 1999.

Éramos jovens e cheios de saúde. Bons tempos aqueles.

* E o PlayStation 3 no Brasil? Acredite ou não, está saindo mesmo. E será logo mais. Em questão de semanas, dias. Aguarde e confie.

A não ser que…

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02/08/2010 - 19:28

Xbox Live no Brasil: isso é só um teste

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Na semana passada, alguns fóruns de discussão publicaram histórias de brasileiros que tentaram se cadastrar na rede Xbox Live e deram de cara com a opção de anuidade em REAIS (R$ 89 por 12 meses de serviço). Todo mundo sabe que a o lançamento da Live no Brasil é um dos grandes acontecimentos de 2010, então seria até estranho que a Microsoft tratasse sua grande cartada de uma maneira tão “discreta”.

Pensou se logo que seria um teste que não podia ser divulgado. E é claro que era isso mesmo. A Microsoft Brasil divulgou até uma nota se explicando. Publico agora para quem ainda não leu por aí na semana passada, só para deixar eternizado.

O Xbox LIVE ampliará sua comercialização em mais nove países no final deste ano: Brasil, Chile, Colômbia, República Checa, Grécia, Hungria, Polônia, Rússia e África do Sul oferecendo os principais recursos de jogos e entretenimento que têm tornado o Xbox LIVE o primeiro destino de jogos online do mundo. Estamos atualizando o sistema de testes do serviço Xbox LIVE, incluindo as ofertas de testes nos mercados anteriormente mencionados. Iremos compartilhar mais detalhes a respeito do Xbox LIVE no Brasil nos próximos meses quando estivermos próximos do seu lançamento.

Tá dito? Então tá. Mas vale lembrar que Live no Brasil, só lá por dezembro. De 2010, fique claro.

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E o PlayStation 3? Quando você acha que chega oficialmente ao Brasil? Vejamos se você anda otimista (e se sabe das coisas…).

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