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08/09/2011 - 15:26

O que é o Brasil dos Games, Parte 1

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Eu prometi surpresas nesse mês final de Gamer.br. Vou cumprir.

Convidei amigos e personalidades da indústria nacional para utilizar o espaço a seguir para discussões relevantes. Pedi a todos eles contribuições baseadas no tema “BRASIL DOS GAMES”. E recebi ótimos materiais, que postarei aqui, dia sim, dia não. Tem de tudo – ensaios analíticos, pensatas elaboradas, gente que fugiu do assunto totalmente (mas manteve o sentido)… quem viver, lerá. Prestigie a riqueza de opiniões e opine sempre que tiver algo interessante a acrescentar. Todos ganham com esse debate.

E começamos com o glorioso André Faure, atual senior producer da Aeria Games, com quem trabalhei na Conrad/Futuro (e que já passou por Microsoft e Tectoy).

***

O Brasil dos Games

Por André Faure*

O ano era 1998. Eu acabava de ser contratado pela Microsoft como assistente de uma área pequenina, que mal justificava seus próprios gastos, mas era considerada um dos maiores potenciais da empresa, especialmente no Brasil. O departamento? Games.

Meu primeiro lançamento foi Mechwarrior 4, para PC. Caixona de papelão, manual em inglês, com um folheto de instalação rápida em português. O jogo em inglês, claro. Quem, em sã consciência, localizaria um jogo para um mercado com 99,5% de pirataria? O Brasil dos Games, naquela época, era o Trono do Inferno do mercado de games mundial.


O Inferno de Dante, ou o Mercado Brasileiro de Games na década de 1990. Você escolhe (
Clique para ampliar – Fonte: Revista Mundo Estranho)

Mas, é importante deixar claro que para as pessoas que trabalhavam naquela época, existiria um momento de florescimento onde todo o potencial daquele país jovem que adorava tecnologia recompensaria aqueles que ali investiam.

Treze anos mais tarde, muita coisa aconteceu. Muita coisa mesmo. Graças a uma série de iniciativas ao longo dos anos, uma certa ajuda do cenário internacional, a solidificação do Brasil como uma economia estável e muito trabalho, hoje o Brasil dos Games é outro mundo, bem diferente daquele inferno lá de cima.

Conta aí comigo: as três grandes (Microsoft, Sony e Nintendo) possuem operações oficiais no Brasil; a pirataria recuou (ainda é um problema, mas 99,5%? Nunca mais, bate na madeira); a distribuição digital, com a penetração da banda larga, é uma realidade, assim como o florescimento de Social Games e MMOG (gratuitos ou não); vários publishers já abriram ou estão abrindo escritórios por aqui; jogos em português são uma banalidade; a imprensa de games cresceu e amadureceu, assim como o varejo e a distribuição; este ano vamos ter TRÊS feiras de games; e por aí vai.

Já percorremos um longo (e doloroso) caminho, e citar todos que colaboraram é praticamente impossível, mas vocês sabem quem são. Ainda estamos longe do momento ideal, e fico feliz de dizer que cada vez, mais e mais gente tem colaborado, nas mais diferentes esferas, para que nosso país torne-se um dos grandes mercados mundiais de games, e não somente um alfinete verde no mapa-múndi na entrada das grandes corporações do setor.

Recentemente a Microsoft anunciou games a partir de R$ 129. Vocês ouviram bem? Mais um pouco não vai valer a pena comprar games nos EUA. Parece um sonho, mas não é. Sony e Big N devem vir logo atrás, assim como Valve/Steam, Blizzard e demais pilares de mercado.

Fica aqui a minha conclusão: para se trabalhar no Brasil dos Games de 1998 era necessário excesso de otimismo. Conseguimos, em 2011, que este otimismo se transformasse em ações concretas e maduras. Dá para comemorar? Claro. O trabalho terminou? Estamos longe. Desistir? Jamais.

Para encerrar, fica aqui o meu agradecimento pelo lisonjeiro convite feito para contribuir nessa série de despedida do Gamer.br. Este sempre foi um canal aberto, democrático, feito com amor exatamente para quem ama games. O Pablo é dos amigos que fiz neste mercado, e que acompanhei crescer e acontecer. Se há alguém que tem muito a ensinar a quem está começando agora, é Pablo Miyazawa. Se ao mesmo tempo que fico triste pela partida deste blog essencial ao mercado, tenho certeza que muitos outros virão, porque finalmente chegamos naquele momento onde ignorar o mercado brasileiro de games é mais do que omissão, é simplesmente burrice.

*André Faure (afaure@aeriagames.com) é senior producer da Aeria Games.

Autor: - Categoria(s): Brasil dos Games, Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
30/08/2011 - 16:02

Microsoft fabrica games no Brasil – e preços caem

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Taí: a Microsoft baixou os preços de seus games para Xbox 360 no Brasil.

Conforme o release divulgado hoje, os jogos deverão ter redução de até 40% a partir de setembro, o que nos faz chegar ao mítico e surpreendente valor de R$ 69. A maioria dos games que ficaram mais baratos, porém, passam a custar de R$ 79 a 99.

Além disso, a empresa finalmente oficializou a informação de fabricação dos games first party (da Microsoft Studios) em território nacional, o que provavelmente colabora para a redução geral de preços – o texto deixa essa informação em aberto, mas é o que dá a entender.

Veja o release e pense: será que agora vai?

A Microsoft Brasil informa que, a partir de 01 de setembro, os preços dos jogos Microsoft Studios serão reduzidos em até 40% no País. Com essa medida, os games custarão a partir de R$69,00 para o consumidor brasileiro nas revendas oficiais.
(…)
Além da redução dos preços, em 01 de setembro começará a pré-venda do aguardado “Gears of War 3” com preço já reduzido para R$ 129,00. Quem comprar o jogo na pré-venda ganhará ainda um chaveiro e um código online (token) com conteúdo bônus para jogar com o personagem Commando Dom no modo multiplayer.
(…)
Junto com a redução de preços a Microsoft Brasil anuncia a fabricação local dos games Microsoft Studios. A partir de agora, as mídias dos jogos serão produzidas no País pela Arvato do Brasil. A empresa é líder na fabricação de CDs, DVDs, replicação de games e distribuição e atuará como replicador autorizado da Microsoft Brasil.

“Este é um momento importante para a indústria nacional de games e o anúncio da redução de preços dos jogos Microsoft Studios no Brasil é um passo fundamental para tornar as nossas ofertas mais atraentes e, principalmente, mais acessíveis para os consumidores brasileiros”, destaca Guilherme Camargo, gerente de marketing para Xbox 360.

A seguir, confira a lista com os games e os respectivos preços reduzidos.

R$69
Gears of War

R$79
Alan Wake
Crackdown 2
Forza 3
Gears of War 2
Halo 3
Halo ODST
Halo Wars
Joy Ride
Viva Piñata

R$99
Dance Central
Fable 3
Kinect Sports
Kinectimals

R$129
Gears of War 3
Halo Reach

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
08/07/2011 - 20:30

Enquanto isso, no Brasil… "Promoções" de Férias reduzem preços de PS3 e Xbox 360

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As férias, veja só, deixam as empresas generosas.

O PlayStation 3 brasileiro ganhou mais uma redução de preço.

O release abaixo chegou há algumas horas e indica que o console lançado por aqui pela Sony Brasil vai ficar R$ 200 mais barato – de hoje até o final de agosto (release a seguir).

A Sony Brasil anuncia preço especial para o console PlayStation 3 entre 08 de julho a 30 de agosto de 2011. O produto será comercializado por R$ 1.399,00 nesse período em todas as lojas Sony Style e nas revendas autorizadas. O PS3 já conta com mais de 35 títulos oficiais de games no Brasil, incluindo grandes sucessos como as séries God of War e Gran Turismo.

Ontem, coincidência ou não, a Microsoft Brasil publicou em seu site oficial, sem nenhum alarde, o novo valor do bundle do Xbox 360: R$ 1599 (antes era R$ 1899), somente até o final do mês de julho (ou enquanto durarem os estoques):

O novo Kit Oficial 250GB está aqui, pronto para o amanhã, com um design elegante e um acabamento preto brilhante. Possui Wi-Fi embutido para facilitar a conexão ao Xbox LIVE e além de ser mais silencioso. Com um HD de 250GB, o kit ainda conta com um cabo HDMI, um Controle Preto sem fio, um Headset Preto com fio e os jogos Alan Wake e Forza III (…)

Há quem pergunte (eu inclusive): como esses preços caem tanto e tão frequentemente… e ainda continuam altos? E, mais importante: quão baixos esses preços podem se tornar? Qual o valor mínimo que um PS3 e um Xbox 360 podem ter no Brasil? Alguém se arrisca?

Mas é preciso deixar a ranhetice de lado por 30 segundos e se concentrar na notícia: de fato, os videogames de ponta estão ficando cada vez mais baratos no país. Sorte de quem deixou essa decisão de compra para julho. É aproveitar já, ou esperar os preços caírem mais – o que não duvido nada que aconteça ainda esse ano...

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
06/06/2011 - 11:42

E3 2011: Microsoft abre o jogo

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Então, vamos ver o que a Microsoft planeja?

Estamos a caminho do Galen Center, para acompanhar o primeiro dos eventos relacionados à E3 2011: a coletiva de imprensa da Microsoft.

Sinceramente, difícil saber o que será mostrado ali. Há quem diga que ainda não é a hora de a fabricante revelar detalhes sobre o sucessor do Xbox 360. Outros imaginam que, com a Nintendo se adiantando tanto no sucessor do Wii, a Microsoft não vai querer ficar para trás. Afinal de contas, a empresa norte-americana tem sido sempre a primeira em se tratando da atual geração de consoles. O 360 foi lançado em novembro de 2005, ou seja, está prestes a completar seis anos de existência. O Kinect já indicava a tendência para a próxima geração, ao mesmo tempo em que deixava claro que a Microsoft ainda pretende queimar lenha no 360.

Seja como for, não dá para esperar pouca coisa da Microsoft. Eles sempre arrumam um jeito de chamar a atenção. Qualquer coisa menor do que foi exibido em 2009 e em 2010.

Até daqui a pouco, aqui e no Twitter (e dando uns pitacos no Arena Turbo e, eventualmente, no Lektronik).

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
06/06/2011 - 06:12

E3 2011: Começou de novo

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Cá estou ao vivo, direto de Los Angeles.

A E3 2011 vai começar amanhã. Estamos cansados, exaustos, mas vamos nessa. Tudo pode acontecer. E as tradições, de certa forma, vão se repetindo.

Nessa segunda-feira logo cedo, 9h daqui (13h no horário de Brasília), a Microsoft vai começar a brincadeira, mostrando suas armas em sua coletiva de imprensa no suntuoso Galen Center. E isso não significa exibir mais um console em seu repertório iniciado há não muito tempo com o Xbox. Vale lembrar que, em 2009, o grande momento da coletiva da Microsoft foi a aparição de dois quartos dos Beatles – Paul e Ringo; no ano passado, foi a vez do Kinect (os jornalistas e convidados foram utilizados como cobaias do brinquedo). E esse ano?

Mais tarde, a Sony tentará se redimir de seus pecados com o maior e mais longo evento para a imprensa da história da E3. Deve começar às 17h e terminar bem tarde. Tudo pode acontecer – literalmente: há quem diga que até o Brasil terá novidades (PS Store nacional?). Mas e se hackers decidirem atacar para estragar a festa?

E no dia seguinte, a Nintendo finalmente, e pela primeira vez na história, vai mostrar seu novo videogame antes da concorrência. O tal do Project Cafe estará disponível e em detalhes – poderemos até encostar no dito cujo. Quem sabe jogá-lo? Revelar tanto e com tamanha antecedência não faz parte da tradição da Nintendo. Ou será que é pegadinha para pegar os adversários de jeito?

E3 é isso aí: emoções, decepções, especulações, noites sem dormir. Mas não estou ouvindo ninguém reclamar.

Até logo mais, aqui mesmo e em tempo real no Gamer.br e por aqui.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
19/04/2011 - 20:51

Umas pílulas; umas novidades; e uma Entrevista da Semana quatro anos atrasada

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Salve, salve.

Por aqui, tudo certo. Apesar da lentidão dos processos (e da internet aqui).

Novidades? Algumas só. Perdi o bonde de algumas. Vejamos.

– Na semana que vem, irá rolar um evento em São Paulo para celebrar o futuro lançamento do game mais aguardado de 2011 (pelo menos para mim). Sabe de qual estou falando? Quem adivinha? Começa com “L”. Tá fácil, vá.

– Esqueci de comentar aqui sobre a nova empreitada da Flavia Gasi. Há algumas semanas ela passou a ocupar as funções de business development e PR manager na desenvolvedora de games Bigpoint. Traduzindo, ela é responsável por novos negócios e é a gerente de relações públicas da empresa de origem alemã sediada em Hamburgo. Boa sorte para ela.

– A E3 2011 já começou, pelo menos nas internas. As empresas começaram a marcar seus eventos e estão enviando os “save the dates” tradicionais para os jornalistas credenciados. A primeira delas, como sempre, foi a Microsoft. A coletiva deles pré-E3 já está marcada e com horário: segunda-feira, 6 de junho, 9 da manhã, no Galen Center, Los Angeles.

– Nenhum sinal de Sony e Nintendo ainda. Eles costumam decidir essas coisas em cima da hora. Mas ambos eventos devem ser em 7 de junho. O da Sony deve ser no mesmo dia 6 (segundo o fiel leitor ali embaixo, que é bem mais ligadão e esperto que eu). O da Nintendo sim, deve ser no dia 7.

– E teve essa polêmica toda do furto das cópias de Mortal Kombat da fábrica em Manaus etc, deu em alguma coisa? Descobriram como foi que o game “vazou”? Puniram os responsáveis? Afinal, dá ou não dá pra jogar com o Goro? De qualquer modo, o game foi lançado hoje lá fora. Aqui, a Warner confirma o 28 de abril como a data de lançamento brasileira. O Gamer.br (ou um colaborador dele) jogou o game ontem, e curtiu. E logo mais tem Entrevista da Semana com o produtor norte-americano Hector Sanchez, que praticamente já se tornou brasileiro.

***

Faz tempo que o site Freeko merece ser comentado e analisado com profundidade. Você já deve ter ouvido falar – e se não entendeu alguma piada que os caras publicaram, não vou te culpar.

O Freeko é um dos sopros de inteligência-infâme no jornalismo de games nacional. O conteúdo é praticamente organizado em torno (e dependente) de piadas internas e loucuras inexplicáveis, mas não é preciso conhecer os caras em pessoa para dar risada ou se chocar com tamanho surrealismo – ou ambas coisas ao mesmo tempo. Seja como for, eu ri (alguns dos meus textos recentes favoritos são este, este e este).

Bati um papo com o Renato Bueno, mentor intelectual do negócio todo (que ainda é formado por Doda Vilhena, Marcelo “Pirajuí” Daniel e Gus Lanzetta – aquele) e consegui com que ele respondesse a algumas perguntas mais sérias sobre essa coisa de fazer jornalismo e tentar ser engraçado (e ainda colocar os games no meio do processo). Não que ele tenha falado sério o tempo todo…

***

Gamer.br: Por que você mantém mais um site de games? Os que existem não te agradam?
Renato Bueno: Não foi bem uma criação, foi a transformação de algo que começou como um blog pessoal e estava se transformando em um blog menos pessoal, mas sempre relacionado com games, tecnologia e vidaloka. O Freeko teve três fases: começou como um blog de games quando eu fazia parte da EGM Brasil/Futuro Comunicação; passou a abordar piadas internas e a vidaloka no tempo em que trabalhei no G1; e acabou virando um blog com uma equipe de camaradas em 2010, quando eu já começava nessa vida de frilas, trampar em casa etc. E sim, os que existiam não me agradavam porque sempre foram muito sérios, sem graça. Não que eu tenha “oficializado” o Freeko pra resolver esse problema, foi só pra dar vazão às piadas internas mesmo.

Então diga qual é – ou são – o diferencial do Freeko em relação aos sites que estão por aí.
RB: O diferencial é a falta. Falta de compromisso, de responsabilidade, de agenda, de periodicidade, até falta de graça muitas vezes. É a autosabotagem em nome de exorcizar as coisas que nos incomodam, de criticar alguma coisa sem fazer muita questão de convencer alguém. Tudo “on the fly”, feito na hora, sem planos.

Qual é a resposta que os leitores dão a essa falta de compromisso? Eles compreendem? Há casos em que leitores caem de paraquedas no site e não entendem a piada?
RB: Existem os que caem de paraquedas e xingam, porque não encontraram o que o Google disse que eles encontrariam. Exemplo clássico é o nosso detonado de Dante’s Inferno. E existem os que compartilham dessa vibe moleque. Desses, poucos comentam no blog, a maioria comenta na vida real. É quando você tromba alguém e o cara “pow, aquele post, sensacional”, e isso é demais. Os que mais comentam no blog acabam sendo os próprios manolos da equipe ou os personagens do nosso habitat natural que acabam virando matéria. Entre esses personagens estão o deputado Fernandinho Mucioli e Erik Gustavo, nosso Caetano Veloso.


Equipe de sucesso (da esq. para a dir.): Pirajuí, Gus, Doda (logo abaixo), Bueno

Qual é o limite entre humor e jornalismo? Dá para fazer uma coisa envolvendo a outra? Games permitem esse tipo de cobertura?
RB: O limite depende da linha editorial. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode não existir limite, em alguns casos, ou esse limite pode ser muito restrito, em outros. Acho que esse tabu do “limite” não faz muito sentido. É mais uma questão de honestidade, eu acho. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode usar o humor de uma forma idiota e apelativa (como o CQC fez aqui), mesmo que, teoricamente, não esteja “ultrapassando limites”. Games permitem essa cobertura, é claro, e ainda podem ser muito explorados nesse sentido. Você pode fazer uma piada com as tragédias no Japão, com o massacre na escola do Realengo? Pode, não precisam existir limites. Não fizemos nada disso no Freeko porque, sei lá, não calhou, não foi algo que nos mobilizou a ponto de nos incomodar e precisarmos falar alguma coisa. Talvez isso não seja objeto do humor, por melhor que vá ser a sua piada. Num exemplo prático, talvez não falemos do Realengo no Freeko. Mas talvez falemos dos especialistas em porte de arma e dos jornalistas que manjam muito da putaria – por mais que não tenha graça para o resto dos irmãos.

Em curto prazo, médio prazo e longo prazo – quais os objetivos do Freeko?
RB: Curto prazo: renovar os destaques da home, que estão ali faz uns cinco anos, e reforçar nossa parceria de conteúdo com o Gamevicio; Médio: conseguir mais tempo pra trabalhar mais com vídeo, desovando umas ideias que não saem do papel; Longo: consolidar a fama de ser um reduto de meia dúzia de malucos perdedores que tentou fazer desse trecho do nosso mundo um lugar menos babaca e com mais fotos da Paola Oliveira.

***

Nos próximos dias, mais uma Entrevista da Semana com o pessoal de um site novo que também não se leva (muito) a sério: o Lektronik.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
07/04/2011 - 17:22

Quantos videogames existem no Brasil?

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Como vai?

Ando pensando sobre o tal do mercado de games brasileiro. Andam dizendo por aí que 2010 foi ótimo, e que 2011 será ainda melhor. Quem pensa isso? Somente os executivos das empresas que atuam nessa área no Brasil. Vários deles.

Diz-se muito sobre crescimento, progresso, evolução. O ano passado mostrou coisas palpáveis para o consumidor final (lançamento oficial do PS3, preços de games mais “justos”, eventos pipocando pelo Brasil), mas, será que há algo mais para ser percebido além da superfície?

Esses executivos com quem converso dizem que há um longo caminho a ser percorrido no país, mas que muitos problemas já ficaram pra trás. O próximo passo seria a famigerada redução do IPI (imposto sobre produtos industrializados) sobre os consoles de videogame, que hoje (e já faz tempo) está na absurda casa dos 50%. Acredita-se que a questão será resolvida em breve (papeladas sobre o assunto, inclusive, estariam circulando pelas mesas de ministros da presidenta Dilma Rousseff). Com a redução do IPI, o preço final do console cairia, o que levaria a um aumento natural da base instalada de máquinas de última geração no Brasil. Ou seja, na matemática da indústria: videogame mais barato = mais gente comprando e jogando.

Acredito que essa seja a necessidade principal do mercado brasileiro hoje. Mas convenhamos que não será uma redução de preços significativa que fará com que o consumidor deixe de tentar meios alternativos de conseguir seus videogames. Um deles é o tradicional “papai trouxe de Miami”. O outro é comprar o console estrangeiro em pontos comerciais “fora do eixo” – a procedência desses produtos certamente é o Paraguai. Seja qual for a escolha, é impossível dizer que o consumidor está fazendo algo errado ao querer pagar menos.

Falei tudo isso para jogar uma questão interessante em sua mão: você faz ideia da quantidade de consoles de última geração existentes no Brasil? Ou seja, qual é a base instalada de PlayStation 3, Xbox 360 e Wii em nosso país? Dos três, qual é o console número 1 atualmente? Ninguém sabe a resposta exata, mas a indústria especula (números oficiais inexistem, dada a situação peculiar em que vivemos). Cada empresa, aliás, tem seus próprios números. Pelo que notei, há convergências e coincidências entre esses valores. Mas não há senso comum.

Baseado em tudo o que tenho ouvido desses executivos, dá para dizer com alguma certeza o seguinte: no Brasil, há pouco mais de 2 milhões de consoles de última geração, entre PS3, X360 e Wii. A questão para você é: como esses números se dividem?

Vamos pensando nisso. Depois voltaremos a esse tema.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
17/03/2011 - 13:24

Não Gaste seu Dinheiro em Qualquer Porcaria

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Como estão as coisas por aí? Aqui vão bem.

São muitos eventos rolando em São Paulo nesse momento. O GameWorld, que aconteceu no final de semana passado, foi um sucesso de público. Ontem, a Activision revelou suas novidades para 2011 em um encontro com a imprensa (não compareci).  E escutei bons boatos esses dias sobre um evento de games de proporções ainda maiores no segundo semestre (muitos de vocês já sabem do que estou falando). Mas logo volto a fofocar sobre isso.

Por enquanto, para ninguém dizer que não ligo mais para games, epublico agora um texto que fiz para a revista EGW de dezembro, sobre consumismo desenfreado. Acho que é um tema que continuará eternamente em voga, então sempre vale a pena discutir o assunto.

E logo mais volto por aqui.

***

Jogos Demais, Tempo de Menos
O mercado está entupido de novos jogos e acessórios, mas nem todos valem o seu suado dinheiro

Novembro foi um mês agitado para quem mexe com games no Brasil, seja profissionalmente, seja casualmente.

A Microsoft lançou a rede Xbox Live por aqui. E isso por si só já deveria ser o bastante para ocupar todo mundo. Havia quem não acreditasse que aconteceria. Mas deu certo (ou melhor, espero que tenha dado. Escrevo esta coluna no dia anterior à estreia do sistema, e rezo para que esteja funcionando direito no momento em que você estiver lendo isso. A Microsoft garantiu que funcionaria, então é melhor a gente crer). E, uma semana depois, o Kinect, também da Microsoft, chegaria às lojas brasileiras – dessa vez, com apenas duas semanas de atraso em relação aos Estados Unidos. Tudo ao mesmo tempo agora.

Enquanto isso, a Sony Brasil não fala muita coisa a respeito do seu lado da história – no caso, a rede PSN e o acessório PlayStation Move. Questão de timing e estratégia. Afinal, a Microsoft levou “apenas” quatro anos para anunciar a chegada da Live no Brasil (o Xbox 360 foi lançado aqui no final de 2006). A Sony, por sua vez, se mantém adequada ao seu cronograma, por assim dizer: o PS3 também chegou por aqui com quase quatro anos de atraso em relação ao lançamento oficial. Então, no fim das contas, está tudo de acordo com o esperado.

E é claro, precisamos nos lembrar de que este fim de ano é o período critico de lançamentos, o tal do “fall” norte-americano. É aquela louca proporção de um game por dia. Enxugando tudo e dispensando o que não presta, dá para dizer que o período oferece bem menos do que uma dezena de games imperdíveis. Em meio a tudo isso, eu fico aqui pensando quem é que tem dinheiro para consumir tanta coisa. Você tem? Porque eu não tenho.

Você pode dizer que não tenho do que reclamar porque recebo tudo de graça no conforto de meu lar. Isso é meia verdade. Recebo algumas coisas, outras tenho que comprar, como todo mundo costuma fazer. E se já acho complicado gastar tanta grana com um ou outro game, fico imaginando um cara honesto como você, que não tem nenhuma boiada e precisa comprar tudo “na raça”.

Na real, a indústria dos games não está nem um pouco preocupada com isso. Talvez eles nem enxerguem a situação como um problema de verdade. Eles devem dizer: “Ruim seria não haver game nenhum para escolher!” E para reforçar essa tese, as empresas lançam mais produtos do que conseguiríamos comprar e jogar. Melhor sobrar do que faltar? Eu acho que não é bem por aí.

É até difícil apontar um game ruim em meio a tantos jogos “mais ou menos”. Com esse excesso de novidades, se torna mais trabalhoso o processo de garimpagem, e é quando o bom senso do consumidor se faz mais do que necessário. Algumas perguntas, porém, são de difícil resposta: é possível apostar com absoluta certeza em um game criado por uma desenvolvedora consagrada? Uma continuação de um jogo incrível será necessariamente um jogo incrível? Devemos confiar em todos os reviews positivos publicados pela imprensa?

Penso que o consumidor deve ter essas questões em mente, mas relembro também algo mais importante (e que muita gente parece se esquecer): você não é obrigado a desperdiçar seu suado salário em qualquer porcaria. Não é porque a indústria abarrota as prateleiras que você precisa engolir qualquer sapo. Dê um basta no consumo desenfreado: 1. Jogos ruins e feitos às pressas não devem ser levados em consideração. 2. Continuações pouco criativas não precisam necessariamente ser consumidas, mesmo que você seja um fã ardoroso de determinada série. 3. Gênios também falham, então você não precisa comprar um game de gosto duvidoso apenas porque foi supervisionado por seu designer japonês favorito.

Investigue, teste, enlouqueça o cara da loja, mas tenha absoluta certeza antes de gastar um único centavo. Não entregue o seu dinheiro a quem não merece. E se estiver difícil de decidir, pergunte a quem você mais confia. Às vezes, a opinião de seu melhor amigo pode ser muito mais válida do que a de um jornalista…

* Texto originalmente publicado na edição 108 da EGW, dezembro de 2010.

Autor: - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
02/02/2011 - 14:58

Mais games dos Beatles?

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Pelo jeito, Ringo Starr curtiu a ideia de ser um personagem de game.

Para quem não se lembra, o beatle mais mal-humorado esteve na E3 2009, ao lado do boa-praça Paul McCartney, para divulgar o arrasa-quarteirão  The Beatles: Rock Band. No evento (relembre aqui como foi), Ringo fez questão de mostrar desinteresse com esse negócio de joguinho eletrônico. Parecia que ele estava lá para cumprir contrato, mas não deixou de ser simpático e fazer gracinhas. Emocionou e deu o recado, que era o que importava.

Pelo jeito, ele curtiu a ideia de ganhar uma grana sem fazer nada. Dhani Harrison, filho do falecido beatle George, que coordenou o projeto The Beatles: Rock Band, deve ter convencido Ringo a continuar no negócio. Provavelmente por conta disso, o baterista registrou o nome Ringo para a utilização em jogos de videogame (mais especificamente, o registro foi para as categorias “computer game software” e “downloadable computer games via the internet and wireless devices”). Obviamente, ele não quis falar sobre o tema. A história toda está aqui.

***

Enquanto isso, a Microsoft Brasil cortou seus preços – por enquanto, apenas de alguns games mais antigos. Na verdade, apenas de três games.

Halo 3 passou de R$ 159,00 a R$ 99,00. Gears of War foi de R$ 139,00 por R$ 69,00. E Gears of War 2 foi de R$ 159,00 para R$ 79,00. Os preços passam a valer a partir de já, nesses revendedores aqui.

***

E por falar em preços de games… e o Dia do Jogo Justo?

Escutei relatos de todas as partes, bons e ruins. Algumas pessoas reclamaram que não conseguiram comprar games por falhas estruturais nos sites das lojas, ou porque os descontos não eram assim tão vantajosos. Já outras comemoraram a possibilidade de comprar games a valores a que não estão acostumados. Como foi o seu dia do Jogo Justo? Escreva sua experiência abaixo. Daí, conforme for, falarei mais sobre o tema.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
31/01/2011 - 17:04

Melhores de 2010 – Escolha do Leitor

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E veja só, até que não demorou muito. Vamos agora aos melhores games de 2010 de acordo com a escolha do leitor. Ou seja, você mesmo.

Contabilizei os votos recebidos nos comentários do site entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro, usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Em caso de empate em pontos, ficou na frente o game com mais citações. Somando tudo, deu o resultado que você vê a seguir. Se for comparado ao resultado da critica, publicado ontem, você talvez se espante com as discrepâncias (e são várias) O que isso diz sobre os hábitos dos jogadores normais e como isso pode ser analisado diante das escolhas dos jornalistas? Gostaria de levantar essas questões. Mas, por enquanto, vamos à lista. E não poderia de deixar de agradecer a quem votou. Sua ajuda foi inestimável.

E aqui estão, finalmente, os 21 melhores games de 2010, segundo você:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 32 citações

Na crítica, deu Red Dead Redemption. E o leitor concordou com isso. Foi a única unanimidade de posições nas duas listas, o que leva a crer que: 1. o game é bom mesmo e todo mundo o jogou; e 2. por falta de grandes opções, não foi um ano assim tão difícil de escolher o game que mais se destacou. Em todo caso, é o game de 2010, agora sem dúvida alguma. Quem discorda?

2. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 23 citações

O carisma de Mario (e a popularidade do Wii) deram a vice-liderança para Super Mario Galaxy 2 entre os leitores. Entre a crítica, o game ficou em quarto, atrás de games de temáticas mais "adultas" como God of War III e Mass Effect. Seria um indício de que a crítica brasileira (na casa dos 30 anos, em média) estaria enxergando o console da Nintendo com olhos menos positivos?

3. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 22 citações

Kratos menos cotado que o Super Mario? Faz sentido, se levarmos em conta que o PS3 demorou a engrenar no Brasil. Mas a diferença de citações foi pequena, o que leva a crer que a disputa poderia ter sido ainda mais acirrada se o PlayStation 3 fosse um pouco mais acessível no país

4. Mass Effect 2

X360, PC / BioWare – 15 citações

Eis que o leitor do Gamer.br mostra que não gosta só de "joguinho". Ou você pensa que Mass Effect 2 é para qualquer tipo de jogador? Quem encarou, disse que valeu a pena - e continuou jogando

5. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 11 citações

Mas havia espaço para a nostalgia no coração dos jogadores em 2010. Crítica e público concordam: Donkey Kong é importante demais para ser coadjuvante. Sem dúvidas, foi o retorno do ano

6. StarCraft 2: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 7 citações

Um dos grandes lançamentos do ano a R$ 50 foi um apelo irresistível demais até para quem jamais se arriscou em games de estratégia. No fim das contas, a maioria curtiu. Ponto para a Blizzard

7. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

E quem disse que brasileiro não gosta de Halo? Depois de tanto marketing, a Microsoft conseguiu convencer de que valia a pena se arriscar na franquia. E o jogador brasileiro se acostumou à ideia

8. Heavy Rain

PlayStation 3 / Sony – 6 citações

A primeira grande discrepância entre público e da crítica. Por que os jornalistas se esqueceram do perturbador Heavy Rain? Será que faltou divulgação? Pelo jeito não, porque o leitor se lembrou

9. Alan Wake

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

Outro que foi esquecido pela crítica ganhou boa posição com o público: a aparição de Alan Wake é outro sinal de que o marketing da Microsoft Brasil deve estar funcionando bem com o consumidor

10. Bioshock 2

X360, PS3, PC – 3 citações

A imprensa colocou o primeiro Bioshock no céu. Já o segundo, foi devidamente ignorado (vai entender). O leitor não se importou com isso se lembrou do game mesmo assim

Menções honrosas (games também citados):

11. Battlefield: Bad Company 2 – X360, PS3, PC / Electronic Arts

12. Super Meat Boy – X360, PC / Team Meat

13. Bayonetta – X360, PS3 / Sega

14. Limbo – Xbox 360 / PlayDead

15. Call of Duty: Black Ops – X360, PS3, PC / Activision

16. Gran Turismo 5 – PlayStation 3 / Sony

17. Fallout: New Vegas – X360, PS3, PC / Bethesda

18. Super Street Fighter 4 – PS3, X360 / Capcom

19. Fable 3
– Xbox 360 / Microsoft

20. Pokémon Heart Gold/Soul Silver – Nintendo DS / Nintendo

21. Kirby Epic Yarn
– Wii / Nintendo

***

Outros fatos dignos de nota, se compararmos a lista da crítica e a do público:

Call of Duty: Black Ops ganhou o quarto lugar entre a imprensa; entre o público, quase ficou de fora do top 20. Para mim, é fácil entender: os jornalistas citaram não apenas os melhores, mas também os games mais comentados do ano, e isso, Black Ops o foi (por diversas razões que pouco se relacionam à qualidade do game em si). O leitor, por sua vez, não jogou. Ou se jogou, não gostou. O mesmo talvez tenha acontecido com Assassin’s Creed: Brotherhood, bem lembrado pelos críticos e ignorado pelo público.

– A lista do leitor trouxe dois games indies em seu top 20, Super Meat Boy e Limbo. A dos jornalistas só trouxe Limbo. Por outro lado, o leitor ignorou o hype sobre Scott Pilgrim e só mencionou o game uma única vez.

– Jornalistas são mais nostálgicos do que os próprios leitores? Talvez, o que explicaria a presença de games como Dragon Quest IX, Castlevania, Pro Evolution Soccer e Need for Speed somente no top 20 da imprensa. Já a dos leitores mostram que a Nintendo ainda encanta, com os destaques a Kirby Epic Yarn e os mais recentes Pokémon.

No total, 13 games foram citados em ambas listas. Catorze são diferentes (obviamente, sete para cada lado). Já os quatro primeiros colocados, curiosamente, são os mesmos nas duas eleições. Talvez isso se dê por causa da limitação de cada eleitor só poder escolher três jogos, o que restringe ainda mais a variedade de títulos. Ou talvez porque esses quatro games sejam mesmo os melhores lançados em 2010 e ponto final. Não vi as listas estrangeiras, mas acredito que não fugiram muito do que foi apresentado por aqui. E agora, você me diz: qual das duas listas merece mais a sua aprovação, a dos jornalistas ou a dos leitores?

Já podemos pensar em 2011? Ainda não: tem a lista dos melhores e piores fatos de 2010. Mas isso eu devo publicar até o final dessa semana. Por enquanto, vá discutindo essas.

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