Publicidade

Publicidade

07/07/2011 - 00:35

Feira EGS volta a São Paulo – de 28 a 30 de outubro

Compartilhe: Twitter

A EGS vai retornar a São Paulo.

Em uma coletiva de imprensa ocorrida nesta quarta em São Paulo, a produtora de eventos Oelli confirmou que a feira de games Electronic Game Show terá uma edição brasileira em 2011.

Será de 28 a 30 de outubro, no Transamerica Expo Center, uma área de eventos nos arredores do luxuoso hotel Transamérica, em São Paulo. É um local de 33 mil metros quadrados de área útil, com capacidade para receber 4 mil pessoas. É o mesmo espaço que atualmente recebe eventos como a Eletrolar (feira de eletrodomésticos) e a Salex (de equipamentos para festas e fliperamas).

No evento de divulgação, capitaneado pelo executivo belga Bertrand Caudron (ex-Electronic Arts, hoje um conselheiro da Oelli), foram divulgados os nomes das empresas que estão apoiando a EGS 2011: Microsoft, Konami, THQ, Square, Level Up! e Ubisoft (por meio da NC Games) são algumas das confirmadas até agora. Outras empresas devem ser reveladas nas próximas semanas, assim como detalhes sobre preços de ingressos. A expectativa é a de que Nintendo e Sony engrossem o caldo de participantes em breve. Fica difícil imaginar  um evento de games bem sucedido no Brasil sem a presença das três principais fabricantes de consoles (além delas, a Microsoft, que já está confirmada).

Vale ressaltar que, alguns dias antes da EGS, ocorre um outro evento de games de grande porte no país: de 5 a 9 de outubro rola o Brasil Game Show, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro. Os organizadores do BGS esperam receber 50 mil pessoas nos cinco dias, divididos entre conferências e evento aberto ao público. Apesar de a presença de dois eventos na mesma época traga à tona certa rivalidade (e concorrência de apoiadores – a Sony, por exemplo, já está confirmada na BGS), me parece claro que uma feira não concorre exatamente com a outra, visto que cada uma tem intenções e apelos diferentes (além de obviamente se focarem em públicos geograficamente distintos).

O Brasil Game Show possui um apelo mais popular, muito porque atende uma demanda reprimida no Rio, cidade que sempre sofreu com a ausência desse tipo de evento segmentado. Já São Paulo parece ter enfim definido o tamanho de seu público cativo, após anos de experimentos bem sucedidos (ou não) nesse sentido. Tivemos feiras grandes, como a própria EGS, em dois anos consecutivos (27 mil pessoas passaram pela edição 2005 do evento); também tivemos eventos menores e mais específicos, ou casados com outros eventos para públicos diversos; e, desde o ano passado, o Gameworld, organizado pela Tambor, também entrou para o calendário paulistano. Ou seja, oportunidades não têm faltado para o público realmente interessado. Apesar de que, segundo a Oelli, o foco dos esforços da EGS seria o consumidor casual de games, e não apenas o hardcore.

Mas as perguntas que o ressurgimento da EGS estimulam são pertinentes: o Brasil precisa de tantos eventos de games tão ambiciosos? Há tanto público assim disposto a pagar para visitar esse tipo de acontecimento? O chamado “casual” é mesmo um público capaz de ser atingido por uma feira de games? Melhor ainda, o mercado brasileiro suporta tantos eventos? As empresas que estão no Brasil possuem, afinal, capacidade para investir dinheiro e esforços em tantas oportunidades assim?  Estaria rolando uma nova “bolha” do mercado de games nacional, ou estamos finalmente vivenciado a tão sonhada estabilidade, aquela que as empresas tanto alardearam e prometeram lá pelos idos de 2004, 2005… e que jamais se concretizou na prática (ou será que já e nem percebemos)?

Vale a pena visitar as duas feiras em outubro para tentar responder a essas questões.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
30/01/2011 - 22:49

Melhores de 2010 – Escolha da Crítica

Compartilhe: Twitter

E finalmente, cá estão. Antes de janeiro acabar e o ano de 2011 começar de vez…

…concluo a primeira parte da eleição de Melhores de 2010 do Gamer.br.

Publico agora o resultado da escolha da crítica especializada – ou seja, os jornalistas e formadores de opinião desse Brasil. Tenho o orgulho de afirmar que esta votação bate um recorde: foram 88 profissionais consultados (lembro que no ano passado recebi votos de 77 pessoas; em 2008, foram 55; em 2007, 39. Quantos serão em 2011?). São pessoas de todo o país, ligadas a todas as áreas de atuação: revistas, jornais, sites, blogs, além de gente da área do varejo e publishers, teóricos, especialistas e freelancers. Continuo a não ter dúvidas de que é a maior eleição do gênero realizada no Brasil (mesmo com ainda bastante gente se recusando a votar… :)) E os votantes são eles:

ELEITORES GAMER.BR
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Andre “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Forte (UOL Jogos)
André Gordirro (Preview)
Alberto Alerigi Jr. (Reuters)
Alexei Barros (Hadouken)
Allan André (Ed. Digerati)
Artur Palma (GameTV)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)
Bruno Vasone (Arena Turbo)
Caio Corraini (Arena Turbo)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (ex-Trivela e Revista da Semana)
Cido Coelho (NoReset)
Clarice dos Santos (Girls of War)
Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)
Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)
Daniel Galera (Rancho Carne)
Daniel Mello (GameTV)
Darius Roos (TRP 420)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora)
Douglas Pereira (Arena Turbo)
Douglas Vieira (UOL Jogos)
Edson Kimura (Games Brasil)
Emerson Facunte (Saraiva)
Eric Araki (Level Up! Games)
Erico Borgo (Omelete)
Erik Gustavo (Badalhoca)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)
Fabio Santana (Ed. Europa)
Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Vinha (Final Boss)
Fernando Mucioli (Kotaku Brasil)
Fernando Souza Filho (EGW)
Flávia Gasi (GGBR)
Flavio Croffi (Games Brasil)
Gabriel Morato (Pixaleted Life Bitmaps)
Gilsomar Livramento (Ed. Europa)
Gustavo Hitzschky (Kotaku Brasil, Hadouken)
Gustavo Petró (G1)
Gustavo Lanzetta (WebGus/Freeko)
Heitor de Paola (Gamerview)
Henrique Minatogawa (Ed. Digerati)
Henrique Sampaio (Arena Turbo)
Humberto Martinez (Ed. Europa)
Jefferson Kayo (GameTV)
Jocelyn Auricchio (Zumo)
Jones Rossi (Veja.com)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)
Leandro “Sombra” Rodrigues (Ed. Europa)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (EGW)
Luis Andion (EGW/Nintendo World)
Luiz Siqueira (Ed. Europa)
Marcus Oliveira (Kotaku Brasil)
Marcel R. Goto (DigiArts)
Marcelo Daniel (Freeko)
Nelson Alves Jr. (Ed. Europa)
Odir Brandão (SKY7)
Orlando Ortiz (SKY7)
Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)
Pablo Raphael (UOL Jogos)
Paula Romano (EGW/MSN)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Arena Turbo)
Renato Siqueira (Games Brasil)
Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Kotaku Brasil/Freeko)
Renato Viliegas (Destak/Diário de São Paulo)
Ricardo Farah (SKY7)
Rodrigo Guerra (UOL Jogos)
Rodrigo Salem (Shuffle Pop/GQ)
Rodolfo Braz (Vírgula)
Ronaldo Testa (Vírgula/HardGamer)
Spencer Stacchi (EGW)
Suzana Bueno (Zeebo Interactive Studios)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão/MTV)
Thiago Simões (Jovem Pan)
Vinicios Duarte (GamerView)
Vinicius Lima (GameTV)
Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

(Eleitores, se errei alguma informação, me desculpem, me avisem e eu corrijo. Valeu!)

Funcionou assim: contabilizei os votos recebidos usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Fazendo as contas, cheguei ao resultado a seguir.

A metodologia, para você não chiar, foi inventada por mim: algumas vezes um game com menos citações ficou à frente na classificação de outro mais lembrado. Isso aconteceu por causa da pontuação. Há também casos em que houve empate na pontuação e na quantidade de citações. Retomo também o argumento de que a lista não possui pretensões científicas, logo não cabem reclamações posteriores.

Aqui estão, mais do que nunca, os 21 melhores games de 2010, segundo a nata da imprensa especializada brasileira:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 55 citações

O "GTA no Faroeste" se mostrou muito mais do que um mero GTA no Faroeste e conquistou o primeiro lugar por seus próprios méritos. Claro, a jogabilidade perfeita e o roteiro instigante também ajudaram bastante, mas isso parece inevitável em se tratando de Rockstar. E que venha L.A. Noire, que já demorou muito para o meu gosto


2. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 27 citações

Kratos é um dos personagens mais interessantes dos games, em um momento de transição em que heróis carismáticos são substituídos por protagonistas genéricos e sem muito carisma. God of War é o que é muito por causa do apelo de Kratos. Não que o game não tenha merecido tantos aplausos: GOW III foi o game indispensável do PS3 em 2010


3. Mass Effect 2

X360, PC / Bioware – 18 citações

A já mítica Bioware fez mágica e conquistou fãs eternos com o primeiro Mass Effect. Em Mass Effect 2, superaram tudo e melhoraram o que já parecia perfeito. É provável que quem deu chance a esse game não teve tempo de jogar outra coisa em 2010


4. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 16 citações

O Wii ficou para trás na guerra dos consoles adultos, mas velhos fanáticos não se esquecem facilmente dos velhos amigos. É difícil imaginar um mercado de games sem a presença do Mario - a Nintendo não irá abrir mão disso, muito menos seus fãs devotos


5. Call of Duty: Black Ops

PS3, X360, PC / Activision – 11 citações

Black Ops não fez o mesmo barulho que seu antecessor, Modern Warfare 2, mas não foi esquecido. Mas o game serviu para confirmar a onipresença da franquia Call of Duty, que parece não ter concorrência atualmente. E qual será a polêmica desse ano?


6. StarCraft II: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 14 citações

Games para PC resistem bravamente, mesmo diante do domínio dos consoles. StarCraft 2 garantiu lugar na mídia graças ao lançamento que ganhou no Brasil, com preço justo e novo modelo de negócio. Resta saber se irá durar tanto quanto o primeiro StarCraft


7. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 9 citações

Outro belo retorno de personagem esquecido - Donkey Kong ficou tempo demais longe dos papéis principais, e os fãs chiaram. Resta saber se continuará a ganhar papéis de destaque nos próximos consoles da Nintendo ou se retornará ao segundo escalão


8. Assassin’s Creed: Brotherhood

X360, PS3 / Ubisoft – 8 citações

Outra franquia recente que deu certo. Aliás, duvido que a Ubisoft irá parar de explorar Assassin's Creed tão cedo (e não ouço ninguém chiando). Pelo menos, são nesses games que a empresa evidencia a habilidade de criar universos belos e instigantes


9. Gran Turismo 5

PlayStation 3 / Sony – 7 citações

O que parecia impossível de acontecer, aconteceu: saiu o novo Gran Turismo. Apesar de as altas expectativas, nem todo mundo se sentiu bem atendido, mas fica evidente que é outra franquia eterna que jamais ficará de fora de nenhum console da Sony


10. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 8 citações

Já falei como 2010 foi o ano das franquias? Pois é. E aos poucos, os brasileiros passam a compreender porque Halo é tão amado nos Estados Unidos. Será que ainda sai mais suco dessa história? Só se for um filme, o qual aliás já demorou tempo demais para sair

Menções honrosas (games também citados):

11. Need for Speed: Hot Pursuit – PC, X36o, PS3, Wii / Electronic Arts

12. Limbo – Xbox 360 /  PlayDead

13. Heavy Rain – PlayStation 3 / Sony

14. Castlevania: Lords of Shadow – PS3, X360 / Konami

15. Bayonetta – PS3, X360 / Sega

16. Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies – Nintendo DS /Nintendo/SquareEnix

17. Scott Pilgrim vs. The World: The Game – X360, PS3 / Ubisoft

18. Pro Evolution Soccer 2011 – X360, PS3, Wii, PC / Konami

18. Fallout: New Vegas – X360, PS3, PC / Bethesda

20. Super Street Fighter IV – X360, PS3 / Capcom

21. Bioshock 2 – X360, PS3, PC / 2K Games

***

Considerações? Faça abaixo. E amanhã, o resultado da eleição do público. Será que os resultados bateram? Eu acredito que foi parecido. Mas vou contabilizar para ter certeza. Até lá.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,
30/01/2010 - 17:28

Melhores Fatos de 2009 – Escolha da Crítica

Compartilhe: Twitter

Quem aguentou esperar?

E lá vamos nós com a continuação da eleição Melhores de 2009 do Gamer.br. No penúltimo post, apresentei as classificações dos Melhores Fatos de 2009, segundo os leitores deste blog. Agora, vejamos como se desenrolou a lista dos Melhores Fatos do mercado nacional de acordo com a crítica especializada do País.

Repito para quem não pegou da primeira vez: cada jornalista foi convidado a citar, espontaneamente, qual foi o melhor acontecimento de 2009 no mercado de games brasileiro. Não houve dica nem indicação: cada um escreveu a primeira coisa que passou pela cabeça. Confira agora os resultados de tal pesquisa (que não possui nenhuma comprovação científica, fique claro):

Mas antes, relembre quem foram os 80 profissionais que participaram da votação:

ELEITORES GAMER.BR:
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Alberto Alerigi (Reuters)

Alexei Barros (Hadouken)

Allan André (Digerati Games)

André “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Gordirro (Revista Preview)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)

Bruno Vasone (Arena Turbo)

Caio Corraini (Continue)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (Futebol Alemão/Revista da Semana)

Cido Coelho (NoReset)

Clarice dos Santos (Girls of War)

Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)

Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)

Daniel Nieuwenhuizen (Recreio)

Darius Roos (Terra Games)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora/Canal dos Games)
Douglas Pereira (Blogeek)

Douglas Vieira (Hardgamer)

Eduardo Trivella (NGamer)

Emerson Facunte (Livraria Saraiva)

Eric Araki (Level Up! Games)

Erico Borgo (Omelete)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)

Fabio Santana (EDGE)

Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Azevedo (EDGE)

Fernando Mucioli (GameTV)

Fernando Souza Filho (EGW)

Flávia Gasi (Game Blog MTV)
Flávio Croffi (EGW)
Geraldo Figueras (EGW)
Gilsomar Livramento (Old! Gamer)

Gustavo Hitzschky (Hadouken)

Gus Lanzetta (WebGus)
Gustavo Petró (G1)
Humberto Martinez (Old! Gamer)
Jocelyn Auricchio (O Estado de São Paulo)
Jones Rossi (Galileu)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)

Leandro “Sombra” Rodrigues (D&T PlayStation)

Leo de Biase (Level Up! Games)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (GoLuck)
Marcel R. Goto (Sax Magazine)
Nelson Alves Jr. (Revista do Xbox 360)
Odir Brandão (SKY7)
Otávio Moulin (UOL Jogos)

Orlando Ortiz (SKY7)

Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)

Pablo Raphael (UOL Jogos)

Paula Romano (MSN Jogos)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Final Boss/Jigu)
Pedro Burgos (Gizmodo)

Rafael Arbulu (The Gamer)
Rebeca Gliosci (Girls of War)

Renato Siqueira (Nintendo World)

Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Game TV)
Renato Viliegas (Destak)

Ricardo Farah (SKY7)

Rodrigo Guerra (GameTV)

Rodrigo Salem (Shuffle Pop/Contigo)

Romulo Máthei (Ed. Europa)

Ronaldo Testa (HardGamer)

Spencer Stachi (Ofício Design)
Suzana Bueno (TecToy Digital/Continue)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão)

Thiago Simões (Jovem Pan)

Vinicios Duarte (GamerView)

Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

***

SonylogoInício da atuação da Sony e da linha PlayStation no Brasil – 37 citações
No quesito “fato de 2009”, crítica e público falaram a mesma língua (ainda que não com a mesma intensidade): o assunto do ano passado foi a chegada oficial da Sony no Brasil. No caso da crítica, quase a metade dos votantes elevou às alturas a iniciativa da fabricante do PlayStation de investir esforços no País. Assim como no caso do resultado da eleição dos leitores, concluo que isso só mostra o quanto o jornalista brasileiro também é carente de grandes novidades e atitudes grandiosas. Para você ver que a imprensa brasileira, assim como o consumidor, também é otimista e não desiste nunca.

ps2Redução dos preços dos produtos Sony – 9 citações
Quase uma dezena de eleitores foi bastante específica em relação ao seu voto: o grande acontecimento de 2009 não foi a entrada da Sony, mas sim o fato de a empresa ter dado o braço a torcer e reduzido os preços que anunciou inicialmente. A bem da verdade, os preços dos jogos para PS2 e PS3 caíram consideravelmente (em alguns casos, mais de 50%), muito por conta do período de vendas natalinas. Mas será que a queda permanecerá como a tendência? E o preço do PS2, quando vai cair? Isso porque ainda estamos aguardando a revelação do preço inicial do PlayStation 3 no Brasil… Mas esta é outra questão a ser discutida nos próximos meses.

xbox3600Redução do preço do Xbox 360 – 5 citações
Com tanto alarde em relação à Sony, a Microsoft acabou ficando meio em segundo plano nos pensamentos do público brasileiro. A imprensa, por sua vez, achou digna de nota a queda do preço final do Xbox 360 no mercado nacional. Válido, afinal, o preço caiu mesmo, em algumas centenas de reais. Mas será que nao dava para cair mais? A gente imagina que sim. Que em 2010 a curva descendente continue constante.

konamiMaior Investimento de publishers estrangeiras – 5 citações
Aqui, a escolha foi variada. Alguns citaram a forte presença da Konami (enfim!), com eventos e lançamentos agressivos no segundo semestre de 2009. Houve quem citasse também a Take Two, a Activision e até mesmo a própria atuação da Sony no mercado nacional, ou todas essas juntas. O fato é que a imprensa gostou de ver os gringos marcando presença em território nacional. A expectativa é que todas essas empresas que fizeram acontecer no ano passado sigam o exemplo da Ubisoft e abram escritórios por aqui. Daí, comecem a contratar profissionais brasileiros. Sonhar não custa nada, afinal.

zeeboLançamento do Zeebo – 4 citações
Não poderia faltar o Zeebo da Tectoy nas lembranças da imprensa brasileira. Assim como aconteceu na votação dos leitores, o console popular mais alardeado dos últimos tempos foi obscurecido por aqui pela chegada tardia do PlayStation 2. Em 2010, a expectativa geral é que a máquina finalmente decole e chegue às lojas do País com força total.  Consumidores para o Zeebo, existem aos montes no Brasil. Resta eles saberem que a máquina existe.

ubisoftpucParceria da Ubisoft com a PUC-RS – 4 citações
A união entre a softhouse francesa e da universidade gaúcha ganhou destaque  na mídia, muito por representar um progresso real na qualidade do mercado profissional brasileiro. O curso de pós-graduação patrocinado pela Ubisoft promete trazer um avanço inédito no ensino e serve para fortalecer os sonhos de muita gente que deseja levar a criação de games como modo de vida no futuro. Que venham mais atitudes semelhantes, porque o Brasil é carente – e precisa muito – delas.

brasilSony afirmar interesse na produção nacional – 3 citações
Não contente em iniciar as vendas de seus produtos no Brasil, a Sony andou divulgando que pretende explorar os profissionais locais para a produção de novos games no futuro. Isso significa que a fabricante japonesa irá fornecer subsídios e orientação aos desenvolvedores nacionais para que o País se torne também um polo de criação de jogos para PSP, PS2 e, quem sabe, futuramente, o PS3. Se acontecer do jeito que prometem, será um sonho realizado para muitos.

capa OLD GAMER_Layout 1.qxdLançamento da revista OLD! Gamer – 3 citações
Na contramão das editoras que lançam revistas de games, a Europa decidiu focar em um nicho em sua mais recente publicação especializada. Criou, assim, a Old! Gamer, voltada justamente para os jogadores aficionados por videogames de gerações passadas. Mais do que uma revista baseada em nostalgia, a OLD! presenteou os leitores com um cuidado dificilmente visto em uma revista nacional atual, tratando os jogos antigos com a atenção que a mídia dá aos produtos novinhos em folha. É uma prova que as revistas de games, quando baseadas em boas ideias, podem ainda existir nesse mundo cada vez mais virtual.

pg_logofinalMaior quantidade de lojas especializadas – 2 citações
Quem disse que o Brasil só vive de pirataria? Em 2009, as lojas especializadas cresceram em quantidade no território nacional. A UZ Games expandiu ainda mais seu domínio no mercado, abrindo mais pontos de venda pelo País. A entrada da Proximo Games em Curitiba mostrou que um panorama para as franquias estrangeiras é possível. E outras iniciativas mais modestas continuam pipocando aqui e ali, mostrando que lojas especializadas não são aberrações passageiras, mas sim possibilidades reais.

Menções Honrosas:

– Destaque das produtoras brasileiras no iPhone

– Nenhum

– Expansão do mercado de jogos Online no Brasil

– Traficantes falando em alto e bom português em Modern Warfare 2

– Blindagem do Brasil na crise econômica mundial

– A localização de Scribblenauts para o português

– Dólar baixo

– Lançamento da revista Edge

– eGamers, plataforma nacional de distribuição digital de jogos

***

Que tal a opinião da crítica? Alguma surpresa? É sua hora de comentar. Compare a opinião dos jornalistas com a dos leitores e ponha a boca no trombone como só você sabe fazer.

E na semana que vem, agora que a vida se normalizou um pouco, retornarei com o lado negro da história: os piores fatos de 2009 segundo o público e a imprensa. Retorne em breve, comente e divulgue por aí.

(Todas as imagens: Reprodução)

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
29/09/2009 - 03:20

Sobre os eventos que não fui, os games que (ainda) não joguei, as coisas que não escrevi

Compartilhe: Twitter

Um fim de semana cheio de agitos.

Por conta dessa movimentação toda, nem consegui finalizar a terceira parte da pesquisa da Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Mas quem já esperou tanto pode esperar uns dias a mais, certo?

A parte mais interessante – ou triste, ou feliz, depende do referencial – é que 50% dos jornalistas que entrevistei para a pesquisa já não se encontram mais trabalhando no mesmo lugar ou para o mesmo veículo. E olha que foi há apenas dois meses que conversei com esses profissionais. Ou o mercado está mesmo aquecido, ou essas mudanças refletem alguma espécie de crise no segmento. Ou ainda o pessoal resolveu tomar atitudes para mudar essas situações. Seja como for, não deixa de ser bastante curioso.

Ah, sim: mais mudanças nas redações estão ocorrendo neste exato momento. Acho que na semana que vem os envolvidos já irão permitir que eu revele essas novidades aqui. Adianto: são surpreendentes. Você vai ficar chocado.

Ou talvez já saiba de tudo.

***

Rolou a final do World Cyber Games brasileiro neste final de semana. Não compareci por motivos de força maior, mas sinto que fui bem representado: praticamente todos os veículos, portais e blogs relevantes estiveram lá conferindo as finais. Dizem que foi bacana. Eu acredito. (Leia alguns relatos aqui, aqui, aqui e aqui).

No assunto que interessa, ou seja, jogadores classificados, só novidades em relação à delegação que representou o Brasil na final mundial de 2008. André Buffo venceu em FIFA 09; o novato Fábio Jardim ganhou a vaga em Guitar Hero: World Tour. Jean Michel dos Reis Monico venceu em Carom 3D, e Rodrigo Silva levou a melhor em Trackmania Nations. E na sempre disputada categoria Counter-Strike, não deu a lógica (ou deu, dependendo do ponto de vista): venceu o time Fire Gamers, que bateu na final o onipresente Mibr.

Curiosamente, foi um embate entre velhos conhecidos: dois integrantes do time campeão faziam parte do Mibr na competição do ano passadoRenato “nak” Nakano e Lincoln “fnx” Lau. No Mibr, ainda fazem parte o restante da equipe que jogou o WCG 2008 na Alemanha – Bruno “bit” Lima, Thiago “”btt” Monteiro e Raphael “cogu” Camargo. Como diria o Galvão Bueno, o esporte eletrônico é uma caixinha de surpresas.

Todos os vencedores vão para a China disputar a final mundial, bancados pela Samsung.

***

E o novo Super Street Fighter IV?

Só porque acabei de comprar o meu SFIV, a Capcom resolveu que precisa incrementar o game. Você não estaria lendo sobre isso aqui, apenas especulando, se um certo site francês (o JV247) não tivesse feito o favor de publicar ontem imagens do game que a Capcom iria revelar ao mundo somente hoje. Ah, as maravilhas da internet. De qualquer maneira, está espalhado por aí, bem bonito, risonho e límpido para quem quiser ver.

Houve quem tirasse uma onda que o tal vazamento das informações também teve dedinho brasileiro… quem não se lembra do “escândalo” de Street Fighter IV que rolou no final de 2007? Brincadeiras a parte, é lógico que o portal francês já tirou o post subversivo do ar. Aliás, o site inteiro está fora do ar nesse momento. A Capcom não perdoa mesmo. Mas quem mandou não guardar direito seus segredos? Nesse caso, eles deveriam pegar o exemplo da Konami

***

… e por falar em Konami, acabei nem comentando sobre o evento que eles organizaram na semana passada em São Paulo, o Konami Gamer’s Night Brazil.

Foi bacana, como meus colegas já bem reportaram. Comida e bebida à vontade, muitos convidados interessantes e um punhado de games inéditos à disposição de quem tivesse coragem. Quem esteve lá ficou impressionado com a boa organização, que lembrou eventos que costumavam acontecer aos montes em nosso mercado e hoje só fazem parte da história (oi Microsoft, oi Tectoy). Fiquei particularmente feliz em saber que, por trás da iniciativa da Konami em território brasileiro está o esforço da Oelli, comandada pelo empresário mexicano Jorge Lizarraga.

Se você tem boa memória, vai relacionar a empresa à organização do finado e saudoso Electronic Game Show, eventão de games que aconteceu em São Paulo há poucos anos. Mas não vá se animando ainda: não há planos explicíto de recriar o EGS por parte da Oelli. Mas assessorar a Konami é apenas um dos planos da empresa para o mercado nacional este ano, segundo me explicou um dos sócios, o eterno Ivan Cordon. Boa sorte para eles.

***

E sobre os bugs do novo Need for Speed? É sério isso? Ou intriga da oposição? Não sei dizer, porque nem recebi o game para testar.

***

Não tem Entrevista da Semana nesta semana, mas é por uma boa razão: estive preparando material pro futuro. A propósito, a semana foi cheia de conversas com personalidades icônicas e interessantes, pelo menos para mim: Jordan Mechner, criador de Prince of Persia (breve em uma certa revista de games perto de você e, posteriormente, aqui), Tommy Tallarico, do Video Games Live (breve aqui e na Rolling Stone) e o Herman Li, guitarrista da banda Dragonforce, aquela da absurda “Through The Fire and Flames” (idem). Sobre esse último, vale dizer: se o show da banda for tão bizarro quanto o papo que tive com o cara, vale o preço do ingresso. Ou não.

É, estou meio Caetano esses dias. Deve ser por conta do fechamento infindável da edição de aniversário da Rolling Stone… não perca, aliás. Lá pelo dia 12 de outubro nas bancas.

E vamos nessa, que logo mais tem papo com os quatro caras do Franz Ferdinand. Duvido que eles joguem Guitar Hero, mas…

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Cobertura WCG 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
16/09/2009 - 03:28

A Konami, o WCG, o VGL… e o Kanye

Compartilhe: Twitter

Notas rápidas de uma semana corrida demais:

– A Konami organiza nesta quarta, 16, um evento especial em São Paulo, o Konami’s Gamers Night Brazil (o porquê do nome em inglês eu não sei). No encontro, que acontecerá em um restaurante chique da cidade e irá reunir basicamente jornalistas especializados, representantes da produtora japonesa mostrarão suas novidades de fim de ano para o mercado brasileiro.

Entre os games que poderão ser experimentados estão Pro Evolution Soccer 2010, Silent Hill: Shattered Memories, SAW (Jogos Mortais), Dance Dance Revolution, Karaoke Revolution e Deca Sports 2, entre outros. Também está confirmada também a presença de Erik Bladinieres, Diretor Regional da Konami para a América Latina, que foi justamente quem assinou o convite por e-mail. Portanto, presumo que ele estará lá.

Devo aparecer por lá.

***

Os atletas virtuais brasileiros continuam fazendo das suas pelo mundo, apesar de o mercado brasileiro não dar muita bola para isso. No Panamericano do World Cyber Games, que rolou no final de semana passado no México, o Brasil levou duas medalhas – um ouro por Guitar Hero: World Tour, com Cassio Kiles, e um bronze em FIFA 09, com Samuel Liberato, o Shev.

Coincidência ou não, ambos jogadores defenderam a bandeira nacional no World Cyber Games 2008, que rolou em Colônia (Alemanha), em novembro passado. Estive lá com eles, cobrindo esse evento e acompanhei de perto as performances dos dois – na ocasião, ambos passaram muito perto de ganhar medalhas. Agora, conseguiram. Os meus parabéns para eles.

E as etapas brasileiras para definir os representantes para o WCG Brasil 2009 chegam ao fim nas próximas semanas. Neste sábado, 19, rola em São Paulo a etapa final de Guitar Hero: World Tour. No dia seguinte, acontece a final de FIFA 09. Ambos torneios terão como palco o espaço Samsung Experience do Shopping Morumbi. Já a final estadual da modalidade Counter Strike se dará no dia 25, na Lan Combat.

Já o WCG Brasil, que definirá os representantes nacionais na China, em novembro, acontece em 26 e 27 de setembro, no Shopping Eldorado, em São Paulo. Serão cinco modalidades em disputa: FIFA 09, Guitar Hero: World Tour, TrackmaniaNations Forever e Carom 3D. A final nacional de Counter Strike 1.6 será realizada na O2 Lan House. A delegação brasileira deverá ter um representante de cada modalidade, totalizando nove jogadores.

***

E você, cidadão bem informado e interessado, deve saber que o circo do Video Games Live está para desembarcar novamente no Brasil. Dessa vez, o compositor e idealizador Tommy Tallarico e sua trupe estão com mais moral: estão marcadas quatro apresentações por aqui. Confira as datas:

30 de setembro – Belo Horizonte (Palácio das Artes)
1 de outubro – Salvador (Teatro Castro Alves)
4 de outubro – Rio de Janeiro (Canecão)
7 de outubro – São Paulo (HSBC Brasil)

Informações sobre preços e como comprar os ingressos estão no site oficial do evento no Brasil (abaixe o volume do computador se não quiser encarar o alto volume inconveniente).

Vale ressaltar que três desses espetáculos devem ter shows de abertura com boas bandas de game music locais. Em BH, o VGL será aberto pelos mineiros do Abreu Project; no Rio, é a vez do Game Boys; e em São Paulo, o velho de guerra Mega Driver.

Devo entrevistar mais uma vez o bonachão Tallarico nos próximos dias, e por isso peço sua ajuda. Como ele já concedeu dezenas de entrevistas para a imprensa brasileira, queria umas sugestões de perguntas interessantes. Se tiver uma, escreva nos comentários abaixo. As selecionadas serão devidamente perguntadas e publicadas no Gamer.br. Para você se inspirar, relembre aqui a entrevista que ele me concedeu em 2006.

***

E para encerrar o post pop e cheio de eventos, faço aqui um tributo a Kanye West e seu papelão no Video Music Awards da MTV, no último domingo. Não sabe o que aconteceu? Então leia primeiro aqui e depois aqui.

E como não bicho mais cruel e engraçado na atualidade que o internauta, é claro que o evento – ridículo de dar pena – e o discurso do rapper no palco renderam pérolas absurdas e engraçadas. Abaixo, uma das mais nerds que vi:

mariokanye2

E tem muito mais aqui. Pelo jeito, não vai parar tão cedo…

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/06/2009 - 13:29

E3 2009: Dia 2 – Encontros e Desencontros

Compartilhe: Twitter

Saindo para o dia 2 de E3 2009.

A noite de ontem foi da festa da Nintendo of America. Foi boa, mas calminha. Teve show da Natasha Bedingfield uma cantora inglesa cheia de charme e alguma tradição. O Bill Van Zyll da Nintendo me levou ao backstage para conhecer a moça em pessoa – imaginando que, por ser da Rolling Stone, eu iria ficar especialmente lisonjeado. Acho. Foi um “meet and greet” engraçado.

De resto, estava bem calma a celebração. Pelo menos, foi a única das três fabricantes que gastou dinheiro com evento – Sony e Microsoft apertaram bem o cinto esse ano. Já a Activision gastou os tubos em sua festa na segunda-feira, mas até aí, eles estão podendo. É só ver o tamanho do estande deles na E3 para sentir – é do tamanho do estande da Nintendo, praticamente.

Mas o evento da NOA foi mansinho mesmo. Quase não vi gente conhecida – só Alexei Pajinov, criador de Tetris, enchendo a lata com os amigos russos. Já a festa da Nintendo Latin America foi muito mais animada – havia até fila de gente tentando entrar. E foi um lugar bom para confraternizar com os hermanos mexicanos, com o povo da Latamel, os varejistas brasileiros (o pessoal da UZ Games estava lá), os distribuidores (NC Games, idem) e até os futuros investidores (o pessoal da Proximo Games).

No meio da festa, chegou um jornalista mexicano que conheci de E3 passadas:
“Você vai na coletiva da Konami amanhã?”
“Não”, respondi. “Não vou poder.”
“Deveria”, ele disse, com expressão espantada, virando a garrafa de cerveja. “Eles vão mostrar o novo Castlevania! Só que esse não será feito pelo Koji Igarashi”, afirmou, apontando para a própria camiseta, onde se lia algo relacionado a Metal Gear (não lembro, estava escuro). “Me garantiram que o próximo Castlevania é projeto do Kojima!”
“Legal!”, respondi, bebendo um gole de cerveja mexicana Modelo.

Isso é E3. Até quando enchem a cara, as pessoas falam sobre games.

Vou indo, que o dia será longo. Tem até o Miyamoto no meu caminho. E quem sabe o Kojima. Vai saber.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2009 Tags: , , , , ,
01/06/2009 - 04:26

E3 2009: Começou. Ou quase

Compartilhe: Twitter

Cheguei. E está tudo bem até agora.

Los Angeles não respira E3 ainda. Não que eu tenha percebido. Foi só mais um domingo qualquer na cidade dos anjos. Gente estranha andando na rua, lojas em liquidação, turistas e gente fantasiada se aproveitando deles. Tudo isso acontecia em frente à loja da Virgin, ao lado do Teatro Chinês. A grande megastore vai fechar as portas em breve e colocou todo seus produtos à venda com 40% de desconto. Eu disse todos os produtos.

Dá pra imaginar o que aconteceu? Nem queira. Que o dólar continue caindo, é só o que desejo.

Depois, visitei pela primeira vez um restaurante da rede uWink, criação do renomado Nolan Bushnell, o homem que fundou a empresinha chamada Atari há uns quase 40 anos. A lanchonete em si é um barato: todas as mesas são equipadas com telas sensíveis ao toque, com as quais o cliente escolhe seu pedido, paga a conta e fica jogando games bacaninhas – sozinho ou com os outros clientes – enquanto consome. Eu não estava sozinho – Gus Lanzetta estava comigo, e registrou toda essa orgia consumista (veja e escute aqui).

Mais tarde, encontrei o Théo Azevedo, que nos salvou de uma longa caminhada com uma carona. Antes disso, perdi contato com o pessoal da editora Europa, Nelson, Felipe, Humberto e Fabão, que estão hospedados do outro lado da cidade – eles vieram nos mesmos voos que eu.

E acabei de receber um e-mail a respeito do primeiro compromisso relacionado ao evento. Quem mandou foi a Microsoft:

Please be advised that due to a very special addition to our Media Briefing tomorrow, we will be starting 5 minutes early at 10:25am. 

In order to make sure that you get seated on time, please arrive no later than 9:45am which is when we will open doors.

The Galen Center
3400 S. Figueroa St.
Los Angeles, CA

Ok, Microsoft. Então eu chegarei antes. “Very special addition”? O que poderia ser?

Será o Kojima? Aquele relógio chato continua contando… pelas minhas contas, deve zerar às 15h, horário de Los Angeles. O que tem marcado para essa hora? Na minha agenda, nada. Pelo que sei, é o horário da coletiva da Ubisoft… Hmm.

Bingo! Será que o Kojima largou a Konami e vai trabalhar exclusivamente pra Ubisoft? Seria engraçado. Um game da série Metal Gear estrelado pelo… Rayman.

Não. Acho que é hora de dormir. Aqui já passa da meia-noite. Aí no Brasil é mais de 4 da manhã.

Vamos ver se o wi-fi da coletiva da Microsoft vai funcionar tão bem quanto estão prometendo… daí, atualizarei lá de dentro do Galen Center.

***
Ok, meu palpite maluco: alguém bem importante relacionado a The Beatles: Rock Band irá surgir no palco. Seria o RIngo Starr? Ele mora por aqui, e dizem que, por grana, faz qualquer coisa. Até sair de casa e pagar mico.

Bem, logo saberemos. Eu vou dormir para ver se passa logo.

A E3 2009 já começou. Embora ainda não pareça.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
27/05/2009 - 11:23

Contagem Regressiva

Compartilhe: Twitter

Semaninha agitada.

Primeiro, o Zeebo saiu lá no Rio. E já tem gente repercutindo positivamente – comprando, testando e aprovando. Ou xingando. Mas o “não vi, não gostei” é a coisa mais normal do mundo. Vejamos quando sair em São Paulo – ainda não há data certa para isso.

***

Essa semana, saiu a EGW nova, lá da Tambor. E nesta sexta, deve chegar a Edge da editora Europa. E na outra semana, tem a Old! Gamer. Nunca, ou pelo menos há muito tempo, não rola tanta expectativa sobre lançamentos em banca – pelo menos no mercado de revistas de games.

***

E tem o Hideo Kojima, esse fanfarrão, fazendo graça e zerando contadores no site sobre seu projeto secreto. Pelas minhas contas, este novo cronômetro irá finalizará às 19h do domingo. Daí, aposto que um novo contador irá ser iniciado, com mais 16 horas to go – terminaria daí às 11h de segunda, exatamente no “auge” da coletiva da Microsoft pré-E3.

Ou será um novo contador marcando 40 horas, que terminaria exatamente no início da coletiva da Sony, na terça-feira, também às 11h. Ou, 38 horas, com a grande revelação na coletiva da Nintendo, às 9h. Não, isso sim seria improvável.

Ou o Kojima vai acabar com a palhaçada já no domingo mesmo. Mas aí, que graça teria?

***

E em meio a isso tudo, está todo mundo se preparando de alguma forma ou de outra para a E3. Se você for ao aeroporto de Guarulhos no sábado à noite, verá pelo menos uns quinze profissionais brasileiros fazendo check-in para voar para Los Angeles. Aquela área de embarque estará bem engraçada, para dizer o mínimo.

As empresas estão acertando os últimos detalhes de suas apresentações. Acabei de falar com o pessoal da Microsoft sobre minha agenda durante a feira – a coletiva, algumas apresentações fechadas, um ou outro oba-oba. Tudo certo com a Nintendo e a Sony também, além de Electronic Arts, Ubisoft, Bethesda e algumas outras. E tem The Beatles: Rock Band, que por conta de meu emprego diário (ah, aquela revista que fala de música e cultura pop), será meu foco principal de trabalho no evento. As entrevistas já estão marcadas, e a demo também. Mas ainda não é o bastante.

A toda hora, pretendo atualizar aqui, o site da Rolling Stone (e a revista, em julho e nos meses seguintes), o Twitter e mais alguns outros locais nessa imensidão que é a internet. Fique ligado.

Mas antes, vamos fechar a edição deste mês, que já demorou.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
21/05/2009 - 21:48

O 5 da questão

Compartilhe: Twitter

Só mais 15 minutos para saber qual é a nova do Hideo Kojima. Será que espero?

Veja você mesmo. Amanhã só vai se falar nisso.

Atualizado: Pronto, sabia. Não deu em nada. E eu esperei. Agora, só no dia 1/6.

Boa, Kojima!

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
13/02/2007 - 11:39

Entrevista da Semana: Chino Moreno (Deftones)

Compartilhe: Twitter

No sábado último, São Paulo recebeu a visita do Deftones, um dos representantes mais importantes do chamado “Nu metal”. O quinteto californiano veio para uma única apresentação no Via Funchal, na qual divulgou músicas do disco mais recente, Saturday Night Wrist, despejou hits de mais de 10 anos de carreira e enlouqueceu fãs que jamais haviam visto um show do grupo.

A reportagem do Gamer.br se encontrou com o vocalista/guitarrista Chino Moreno e com o baixista Chi Cheng no camarim, para uma entrevista exclusiva antes do show. Um dos temas da conversa foi a paixão dos caras por games – representada no título de uma música do novo disco: “U,U,D,D,L,R,L,R,A,B, Select Start” (alguém reconheceu o famoso “código da Konami”?).

Confira a seguir este trecho do papo:

Gamer.br: “U,U,D,D,L,R,L,R A,B, Select, Start” é como é conhecido o famoso “código da Konami” e também o nome de uma das músicas de seu novo disco, Saturday Night Wrist. É óbvio que vocês escolheram este título porque jogaram muito videogame quando eram moleques, certo?
Chino Moreno: É, acho que todo mundo que foi criança da minha faixa etária era um jogador de videogame em potencial. Para mim, os melhores e mais divertidos jogos que haviam para se jogar eram aqueles que saíram na época dos primeiros consoles domésticos, o Intellevision, o primeiro Nintendinho… Eu costumava matar aula o tempo todo só para ficar jogando, sabe?

E como você se lembrou deste código, após tanto tempo?
CM: O que rolou é que há alguns meses, ou melhor, há mais ou menos um ano, eu inventei de instalar novamente o meu Nintendo na TV lá de casa. Daí, coloquei para rodar o cartucho do Contra e, quase que instantaneamente – bum, bum, bum, bum – me lembrei desse truque.

Você deve ter ganho 30 vidas com isso.
CM: Sim, e aí, sei lá… Isso ficou na minha cabeça por um tempo. Daí, quando fizemos uma música instrumental, pensei que esse poderia ser um nome criativo para dar a ela.

Chi Cheng: Eu tentei também dar um nome a esta música, mas quando eu era criança eu só jogava Pong… E não existe esse tipo de código para o Pong… É só aquela bola pingando para lá e para cá… [Risos]

E agora, vocês andam jogando alguma coisa? O que vocês acham dessa nova geração de consoles?
CM: Eu jogo bastante. Algumas das coisas novas são bem legais, mas atualmente eu só tenho jogado o PlayStation 2 mesmo. Sempre carrego o meu nas turnês. Eu gosto de jogos de caçada, guerra, tiroteio. Como Splinter Cell e coisas desse tipo… stealth games são divertidos, eu adoro.

***

o restante da entrevista e a cobertura do show, você lê na edição 6 da revista Rolling Stone, em março.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
Voltar ao topo