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15/08/2011 - 17:25

Kinect: Agora Sim, Eu Vi Vantagem

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O vídeo acima exibe experiências realizadas por um grupo de pesquisadores (de lugares variados – Microsoft Research Cambridge, Imperial College London, Newcastle University, Lancaster University
e University of Toronto) com a câmera Kinect da Microsoft. Eles batizaram o projeto de KinectFusion.

Assista até o final para conferir o Kinect “escaneando” o ambiente, criando versões tridimensionais de tudo o que é filmado e permitindo a interação posterior com esses objetos virtuais. Em outras palavras, é um grande absurdo: o vídeo mostra que é possível escanear elementos do mundo real, adicionar texturas, efeitos de luz, físicas… e modificá-los em seguida da maneira que for mais interessante. E que tal interagir fisicamente com os objetos criados? Também é possível. Imagine o tempo que será economizado em criação de cenários de games e modelagens, entre tantas outras aplicações.

Só mesmo vendo para crer – e se você não entender de cara, tudo bem: não é nada simples mesmo. Mas tem cheiro de futuro no ar.

Roubei daqui. Agradeço o Jones Rossi pela dica.

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09/08/2011 - 13:53

Games para Kinect? A imaginação vai longe

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Fala sério que isso é pra valer.

É o sensacional Champion Jockey: G1 Jockey & Gallop Racer, da Koei, para Xbox 360. E quero ver quem tem coragem de jogar isso na frente dos outros…

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
27/06/2011 - 21:16

E3 2011: Ainda dá Tempo?

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Enquanto eu fecho a edição de julho da Rolling Stone daqui, você curte aí uma das matérias que escrevi sobre a E3 2011, lá de Los Angeles. Essa a seguir saiu no jornal O Estado de S. Paulo, no suplemento Link, em 12 de junho. Faz tempo, mas ainda dá tempo de falar sobre o tema (e nada mudou de lá para cá, convenhamos). Bem, cá está.

***

Rumo à oitava geração*
Como fez no lançamento do Wii, a Nintendo pode colocar a concorrência para correr atrás da grande novidade da E3 deste ano

Por Pablo Miyazawa
Especial para o ‘Estado’

LOS ANGELES – Maior evento da indústria dos videogames no mundo ocidental, a Electronic Entertainment Expo (E3) todo ano carrega a responsabilidade de ser o divisor de águas de um mercado efêmero e em contínua expansão. Na edição 2011, realizada entre os dias 7 e 9 de junho, em Los Angeles, a máxima se confirmou com o início oficial da disputa pelo domínio da próxima geração de consoles.

Mesmo com o crescimento de outras formas de entretenimento digital – games sociais e jogos para tablets e smartphones entraram de vez na rotina de “não-jogadores” –, ainda são os consoles que ditam as regras do jogo, com um mercado estimado em US$ 22 bilhões. A influência das tais novas mídias nas decisões das desenvolvedoras, porém, está mais do que escancarada. Durante a E3, a Electronic Arts anunciou The Sims Social, uma versão de seu tradicional Sims para o Facebook.

Parece um tablet
Outro sinal óbvio de que a conservadora indústria está atenta às tendências está na principal característica do novo videogame revelado pela Nintendo. Batizado de Wii U (trocadilho com a sonoridade de “nós” e “você” em inglês), a máquina vem com um joystick que tem uma tela de cristal líquido sensível ao toque, o que, de cara, gera comparações inevitáveis com um tablet.

A empresa, porém, é incisiva ao negar a “inspiração”. “Já estávamos bastante avançados no desenvolvimento do Wii U quando o mercado de tablets explodiu”, disse Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America. “O sucesso dos tablets é apenas mais um indicativo de que nossa ideia está certa.” Apesar da relação de semelhança com o espírito dos dispositivos portáteis, é certo que o Wii U funcionará essencialmente como um videogame tradicional: será conectado a uma televisão e rodará jogos em discos proprietários, além dos games para a versão atual do Wii.

O segmento da diversão portátil, aliás, já é dominado pela Nintendo, que traz no currículo máquinas de bolso consagradas como o Game & Watch, o Game Boy e o DS, há mais de 30 anos. Em março, ela lançou o 3DS, com duas telas capaz de gerar gráficos 3D sem a necessidade de óculos especiais. Previsto para ser lançado em julho no Brasil, o 3DS também ganhou destaque na E3 com uma linha de jogos que enfatiza franquias clássicas, como uma versão inédita de Super Mario, além de releituras de Star Fox e Mario Kart.

Vita e desculpas
Sua arquirrival Sony também mostrou uma nova investida nesse segmento: o PS Vita é um portátil que tem como missão suceder o já ancião PSP, com recursos gráficos avançados, tela sensível ao toque, duas câmeras, acesso à web (Wi-Fi e 3G) e interatividade com o PlayStation 3. Previsto para o final do ano, com preços de US$ 250 a US$ 300, foi a única novidade de peso exibida pela Sony. Líder absoluta da geração anterior de consoles com o PlayStation 2, a Sony está mal na fita após a recente ataque à PlayStation Network, que causou o vazamento de informações confidenciais de milhões de jogadores.

A coletiva para imprensa na E3 foi iniciada com um pedido de desculpas, seguida da divulgação de títulos exclusivos para o PS3, como a aventura cinematográfica Uncharted 3: Drake’s Deception e o combate futurista 3D Resistance 3. Também ganharam destaque jogos compatíveis com o acessório Move, controle com sensores de movimentos, mas a vedete é o 3D: no segundo semestre, a Sony lançará uma tela de 24 polegadas que permite que duas pessoas joguem em 3D simultaneamente, e cada uma delas enxergue o efeito de maneira individualizada.

Família
Líder do mercado norte-americano com o Xbox 360, a Microsoft preferiu assumir um foco no aspecto agregador dos games. Não foram poucos os jogos anunciados na E3 que procuram promover a integração entre a família e o mundo virtual por meio do Kinect, a câmera com sensor de movimentos que foi o grande trunfo da empresa no ano passado.

Grifes como Vila Sésamo, Disneyland e Guerra nas Estrelas são títulos que agradam o público infantil e são reconhecidos pelos adultos. A Microsoft também mira esforços em serviços que levem a experiência com o videogame para além do jogo em si.

Nos próximos meses, o console ganhará parcerias com emissoras de TV e fornecedoras de conteúdo, além de integrar-se ao YouTube e ao sistema de procura por comando de voz de seu buscador, o Bing.

Direções
Os movimentos das três empresas gigantes do entretenimento levam a crer que cada empresa busca uma fatia distinta do mercado. “Nosso concorrentes estão presos, indo para uma direção. Enquanto isso, nós estamos indo para o outro lado”, teoriza Fils-Aime, da Nintendo.

Entretanto, não será de se espantar se a próxima geração de consoles de Sony e Microsoft apresentar elementos que, ainda que na superfície, remetam aos recursos apresentados pelo Wii U da Nintendo.

No universo do entretenimento digital, cria-se e copia-se na mesma velocidade e proporção. A história já mostrou que o pioneiro e o original não necessariamente é quem domina o mercado. Vence aquele que cometer menos erros e melhor se adaptar às rápidas mudanças. No caso do mercado de games – sempre mutante –, nem o tempo determinará as regras.

* Reportagem publicada na edição de 12 de junho do Link.

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06/06/2011 - 13:27

E3 2011: Por Dentro da coletiva da Microsoft (AO VIVO)

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Por dentro da coletiva da Microsoft na E3 2011.

O Galen Center já está tomado. Não há espaço nas cadeiras mais próximas há pelo menos uma hora. Para os atrasados, resta sentar nos balcões superiores. Pelo menos, o Wi-Fi funciona bem aqui dentro. Diferente dos anos anteriores, em que era impossível postar qualquer coisa de dentro do evento.

Começará em menos de dez minutos – 5, conforme disse a locutora.

Estamos de olho. Vou atualizando este post.

***

9h30 em ponto, a música começa a ecoar, luzes se apagam e a locutora avisa: “Bem-vindos ao media briefing global da Microsoft“. Aplausos tímidos.

Vídeo no telão e demonstração ao vivo de Call of Duty: Modern Warfare 3, em cena submarina. E o controller desconectou durante a exibição. Risos. Tudo indica que será uma coletiva focada nos jogos, e não em inovações tecnológicas ou próxima geração. Será?

9h36 – A exibição de Modern Warfare 3 continua. Quem sabe o joystick desconectado não foi armado para pensarmos que a exibição é realmente ao vivo? No telão, cenas bem interessantes de combate armado em um submarino, após uma longa sequência debaixo d’ água. A plateia está silenciosa. E a guerra explode em um bote em alta velocidade mar adentro. Ao fundo, o que parece ser Nova York. Água espirrando, sangue, explosões e jatos sobrevoando a ação. A guerra nuclear retorna aos corações das grandes metrópoles, aparentemente.

Representantes da Sledgehammer Games falam sobre a parceria com a Infinite Ward em Modern Warfare 3. O game sai em 8 de novembro, com conteúdo exclusivo no Xbox 360.

9h41 – Don Mattrick, da Microsoft, entra no palco e faz o papel de host da família Xbox 360.

9h43 – Povo da Crystal Dynamics sobe ao palco para mostrar Tomb Raider para Xbox 360. Reação do público por enquanto é silenciosa (respeitosa?).

Lara Croft começa se arrebentando e sangrando. O visual está limpo, cristalino. Está frenético e amplo como Tomb Raider nunca foi antes. Aparentemente, a demonstração foi jogada ao vivo (mas sempre é bom duvidar). Será lançado no outono de 2012 (no hemisfério norte).

9h49 – Peter Moore, presidente da EA Sports, ex-chefão do Xbox, sobe ao palco fazendo piada: “Isso parece familiar”. [Risos].

O executivo anuncia versões de Tiger Woods, Madden e FIFA com conexão para Kinect, previstos para os próximos 12 meses.

9h51 – Dr. Ray Muzika entra falando sobre Mass Effect 3. O game também terá suporte para o Kinect, principalmente na questão do reconhecimento de voz. O jogador pode pode falar frases que são compreendidas como decisões no jogo. As cenas de combate mano a mano recebem aplausos dos fanboys. Muzika garante que será o melhor game da série [eles sempre falam isso].

9h56 – Ghost Recon: Future Soldier no telão: linda cena que mostra o caminho de uma bala. Yves Guillemot, CEO da Ubisoft, discursa com o sotaque francês de sempre. Future Soldier terá também conexão com o Kinect: é possível customizar uma arma por completo, cada pequena peça, através de gestos do jogador. Fanáticos por armas aplaudiram (a maioria da plateia). Com a comunicação via voz, a arma se prepara da maneira que o jogador desejar. Os tiros são executados sem joysticks, mas com mímicas – movimentos no vazio. É bacana, mas é esquisito também.

Guillemot finaliza anunciando que todos os games Ghost Recon serão compatíveis com o Kinect.

10h01 – Mark Whitten, do Xbox Live, começa uma demonstração da nova “cara” do Xbox Live, controlada via voz, pelo Kinect. E anuncia o YouTube acessível via Xbox Live. E o Bing. “You say it, Xbox finds it” é o slogan da vez.

Xbox Live TV – “esse é o ano em que a televisão ao vivo entra no mundo do Xbox”, anuncia Whitten. Apenas alguns canais do mundo estarão disponíveis, por enquanto. A nova experiência irá estrear no fall norte-americano (setembro). Não foi revelado se a opção estará disponível para outros mercados.

10h08 – Dana White, presidente do Ultimate Fighting Championship, apresenta no telão a parceria entre a mais importante liga de MMA e a rede Xbox Live. Só não ficou claro o que essa parceria significa exatamente.

10h11 – Cliff B., superstar designer, exibe Gears of War 3 (ao som de “War Pigs” do Black Sabbath). As barulhentas demonstrações de Cliff já são praxe nas coletivas da Microsoft. Me parece que só ele se diverte nessas horas, mas tudo ok. Pelo menos a companhia dele é boa: Ice T. Para quem não sabe, ele já foi rapper antes de ser ator. Rá rá.

10h17Ryse tem um belo slogan também: ”You are the controller, you are the warrior”. Mais um game de porrada com o Kinect. Haja espaço na sala.

10h20 – Halo voltou, mas a reação dos fãs está estranhamente silenciosa. Em 15 de novembro de 2011 sai Halo: Combat Evolved – Anniversary será uma versão reboot do game do Xbox 1.

10h21 – Mais um Forza Motorsport? Não acredito. Pode crer. Só falta ter muitos carros para escolher. E dá-lhe um vídeo de Forza Motorsport 4.

10h23 – E olha o Peter Molyneux de novo. Não consigo acostumar com o sotaque dele. Adivinha se não é um novo Fable? Esse se chama The Journey. Molyneux é um gênio revolucionário – pena que muita gente não o leva a sério mais.

Um uso mais interessante para o Kinect: é claro que isso viria de Molyneux. O jogador faz gestos – quase ridículos – para executar poderes e dar cabo dos inimigos. Alguém vai conseguir jogar por mais de 15 minutos?

10h28 – Minecraft no Xbox com o Kinect. Disneyland Adventures com o Kinect. É para fazer valer a grana gasta no acessório.

Voar com o Peter Pan pela Terra do Nunca? Acho que qualquer um gostaria de experimentar isso. Correr pelo país das Maravilhas? Disneyland Adventures sai no final de 2012. A ideia é não ter mais que visitar Orlando, pelo visto.

10h33 – Agora, Star Wars com o Kinect. Todas as franquias serão revistas, provavelmente. Qual está faltando?

Usar a força ainda dá, mas sério, se é para brincar de sabre de luz, não dá pra ser com mímica. É divertido de se assistir, não de jogar.

10h36 – Tim Schaffer da Double Fine consegue fazer a plateia sorrir: Once Upon a Monster, baseado no universo da Vila Sésamo. “Aqui ao lado vocês podem ver a nossa família simulada”. Elmo, Cookie Monster e muita fofura no palco da Microsoft.

10h42 – Kudo Tsunoda, do Kinect, nos relembra: “Há dois anos eu estava aqui anunciando o Kinect”. Passou rápido. Talvez por isso a sensaçao de déjà vu? E ele mostra mais um game uma ferramenta: Kinect Fun Labs.

Será possível escanear seu rosto e aparência e introduzir a informação em um personagem. Também poderemos simular efeitos especiais, além de escanear brinquedos e outros objetos e jogar com essas simulações nos games. As possibilidades são infinitas, aparentemente.

Uau, mais um Kinect Sports: Season Two. Novas modalidades: golfe e futebol americano. Momentos constrangedores de coletivas reloaded. Talvez a Microsoft também devesse trabalhar em uma tecnologia que ampliasse os tamanhos das salas de estar…

10h53 – Dance Central 2 terá multiplayer dançante e mais de cem músicas logo de cara.

10h56 – Don Mattrick voltou ao palco. Me dá a impressão que a Microsoft está meio com pressa esse ano. Nenhum game teve mais de cinco minutos de exibição.

Hora de apresentar números. Xbox é o console mais vendido do mundo, segundo Mattrick. E agora, uma surpresa.

Vídeo teaser de Halo 4. E a data: holiday 2012. E é o fim da coletiva da Microsoft. Pontualmente às 11h.

Achei um pouco melancólica, mas talvez porque a Microsoft tenha nos acostumado um pouco mal com suas coletivas revolucionárias de anos anteriores. Vamos digerir tudo isso e comentar logo mais.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
06/06/2011 - 11:42

E3 2011: Microsoft abre o jogo

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Então, vamos ver o que a Microsoft planeja?

Estamos a caminho do Galen Center, para acompanhar o primeiro dos eventos relacionados à E3 2011: a coletiva de imprensa da Microsoft.

Sinceramente, difícil saber o que será mostrado ali. Há quem diga que ainda não é a hora de a fabricante revelar detalhes sobre o sucessor do Xbox 360. Outros imaginam que, com a Nintendo se adiantando tanto no sucessor do Wii, a Microsoft não vai querer ficar para trás. Afinal de contas, a empresa norte-americana tem sido sempre a primeira em se tratando da atual geração de consoles. O 360 foi lançado em novembro de 2005, ou seja, está prestes a completar seis anos de existência. O Kinect já indicava a tendência para a próxima geração, ao mesmo tempo em que deixava claro que a Microsoft ainda pretende queimar lenha no 360.

Seja como for, não dá para esperar pouca coisa da Microsoft. Eles sempre arrumam um jeito de chamar a atenção. Qualquer coisa menor do que foi exibido em 2009 e em 2010.

Até daqui a pouco, aqui e no Twitter (e dando uns pitacos no Arena Turbo e, eventualmente, no Lektronik).

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
17/03/2011 - 13:24

Não Gaste seu Dinheiro em Qualquer Porcaria

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Como estão as coisas por aí? Aqui vão bem.

São muitos eventos rolando em São Paulo nesse momento. O GameWorld, que aconteceu no final de semana passado, foi um sucesso de público. Ontem, a Activision revelou suas novidades para 2011 em um encontro com a imprensa (não compareci).  E escutei bons boatos esses dias sobre um evento de games de proporções ainda maiores no segundo semestre (muitos de vocês já sabem do que estou falando). Mas logo volto a fofocar sobre isso.

Por enquanto, para ninguém dizer que não ligo mais para games, epublico agora um texto que fiz para a revista EGW de dezembro, sobre consumismo desenfreado. Acho que é um tema que continuará eternamente em voga, então sempre vale a pena discutir o assunto.

E logo mais volto por aqui.

***

Jogos Demais, Tempo de Menos
O mercado está entupido de novos jogos e acessórios, mas nem todos valem o seu suado dinheiro

Novembro foi um mês agitado para quem mexe com games no Brasil, seja profissionalmente, seja casualmente.

A Microsoft lançou a rede Xbox Live por aqui. E isso por si só já deveria ser o bastante para ocupar todo mundo. Havia quem não acreditasse que aconteceria. Mas deu certo (ou melhor, espero que tenha dado. Escrevo esta coluna no dia anterior à estreia do sistema, e rezo para que esteja funcionando direito no momento em que você estiver lendo isso. A Microsoft garantiu que funcionaria, então é melhor a gente crer). E, uma semana depois, o Kinect, também da Microsoft, chegaria às lojas brasileiras – dessa vez, com apenas duas semanas de atraso em relação aos Estados Unidos. Tudo ao mesmo tempo agora.

Enquanto isso, a Sony Brasil não fala muita coisa a respeito do seu lado da história – no caso, a rede PSN e o acessório PlayStation Move. Questão de timing e estratégia. Afinal, a Microsoft levou “apenas” quatro anos para anunciar a chegada da Live no Brasil (o Xbox 360 foi lançado aqui no final de 2006). A Sony, por sua vez, se mantém adequada ao seu cronograma, por assim dizer: o PS3 também chegou por aqui com quase quatro anos de atraso em relação ao lançamento oficial. Então, no fim das contas, está tudo de acordo com o esperado.

E é claro, precisamos nos lembrar de que este fim de ano é o período critico de lançamentos, o tal do “fall” norte-americano. É aquela louca proporção de um game por dia. Enxugando tudo e dispensando o que não presta, dá para dizer que o período oferece bem menos do que uma dezena de games imperdíveis. Em meio a tudo isso, eu fico aqui pensando quem é que tem dinheiro para consumir tanta coisa. Você tem? Porque eu não tenho.

Você pode dizer que não tenho do que reclamar porque recebo tudo de graça no conforto de meu lar. Isso é meia verdade. Recebo algumas coisas, outras tenho que comprar, como todo mundo costuma fazer. E se já acho complicado gastar tanta grana com um ou outro game, fico imaginando um cara honesto como você, que não tem nenhuma boiada e precisa comprar tudo “na raça”.

Na real, a indústria dos games não está nem um pouco preocupada com isso. Talvez eles nem enxerguem a situação como um problema de verdade. Eles devem dizer: “Ruim seria não haver game nenhum para escolher!” E para reforçar essa tese, as empresas lançam mais produtos do que conseguiríamos comprar e jogar. Melhor sobrar do que faltar? Eu acho que não é bem por aí.

É até difícil apontar um game ruim em meio a tantos jogos “mais ou menos”. Com esse excesso de novidades, se torna mais trabalhoso o processo de garimpagem, e é quando o bom senso do consumidor se faz mais do que necessário. Algumas perguntas, porém, são de difícil resposta: é possível apostar com absoluta certeza em um game criado por uma desenvolvedora consagrada? Uma continuação de um jogo incrível será necessariamente um jogo incrível? Devemos confiar em todos os reviews positivos publicados pela imprensa?

Penso que o consumidor deve ter essas questões em mente, mas relembro também algo mais importante (e que muita gente parece se esquecer): você não é obrigado a desperdiçar seu suado salário em qualquer porcaria. Não é porque a indústria abarrota as prateleiras que você precisa engolir qualquer sapo. Dê um basta no consumo desenfreado: 1. Jogos ruins e feitos às pressas não devem ser levados em consideração. 2. Continuações pouco criativas não precisam necessariamente ser consumidas, mesmo que você seja um fã ardoroso de determinada série. 3. Gênios também falham, então você não precisa comprar um game de gosto duvidoso apenas porque foi supervisionado por seu designer japonês favorito.

Investigue, teste, enlouqueça o cara da loja, mas tenha absoluta certeza antes de gastar um único centavo. Não entregue o seu dinheiro a quem não merece. E se estiver difícil de decidir, pergunte a quem você mais confia. Às vezes, a opinião de seu melhor amigo pode ser muito mais válida do que a de um jornalista…

* Texto originalmente publicado na edição 108 da EGW, dezembro de 2010.

Autor: - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
09/02/2011 - 19:43

O Futuro dos Games… Não Será Tão Movimentado (Assim Espero)

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Olá, como vai.

Fevereiro está agitado, pelo menos para mim. Dei uma sumida esses dias porque está difícil. E como você já se acostumou, é nessa hora que dou o truque e relembro o que andei escrevendo por aí.

O texto a seguir foi publicado no mês passado, na revista EGW edição 109 (se não estou enganado). Talvez você não tenha visto ainda, então presto aqui aquele serviço básico de crossmedia. Confira e comente. E até o final da semana, novidades e as soluções de algumas questões que eu já deveria ter feito e deixei para trás.

***

Desvios Obrigatórios*
Controles de movimento, fim do joystick… Será que a indústria acertou em cheio dessa vez? Ou será que não?

Dei o braço a torcer e instalei o Kinect lá em casa.

A embalagem do novo acessório do Xbox 360 ficou dias largada no canto da sala, até finalmente eu ter coragem de me arriscar. Não fossem por uns amigos, acho que ela permaneceria intocada por mais tempo. “Não acredito que você tem o Kinect e não estamos jogando”, disse um deles, direto no ponto. Fui obrigado a concordar. O Pablo Miyazawa de cinco anos atrás certamente não perderia um único minuto dessa oportunidade. E o Pablo da atualidade, que tem 32 anos nas costas e já não se impressiona muito com quase nada?

Esse ficou cansado após uma mísera horinha de partida. Sério.

Não quero ir contra a maré da evolução tecnológica. Realmente respeito as grandes fabricantes e as seguidas tentativas de trazer o “futuro” para nossas salas de estar. Mas, simplesmente, essas inovações não são para mim. Pelo menos não para esta versão envelhecida de mim.

As longas sessões de Guitar Hero e Rock Band já são suficientes para lesionar meus braços, pernas e cordas vocais. As partidas cooperativas de Modern Warfare 2 já deixam os olhos lacrimejando e os tendões doloridos. Os torneios de FIFA e Pro Evolution Soccer já são prejudiciais o bastante para o meu sono. Mas tenho sobrevivido para contar. Agora, foi preciso uma única rodada de Kinect Sports e Dance Central para eu ficar completamente suado. E olha que nem o inofensivo Kinectimals ajudou a aliviar a barra. Fiquei feliz de o sofá estar logo atrás de mim, o que me permitia sentar entre uma partida e outra. Não gostei de a maioria dos games me obrigar a ficar de pé para jogar. Fiquei aliviado de cada partida ser tão rápida que me permitiu ficar mais sentado do que em pé.

Sim, sou um reclamão, e estou fora de forma. E os videogames não estão nem aí para isso. Querem vencer meu sedentarismo à força. Será que é assim que eles vão conseguir?

Não estou aqui para julgar a qualidade desses jogos “físicos”. Bons eles devem ser, pelo menos uma parcela deles. Como toda tecnologia nova, há problemas para se resolver. Normal. Não me lembro de algum novo console cujos primeiros games acertaram na mosca. O Game Boy da Nintendo foi lançado com o inigualável Tetris, mas muita porcaria saiu ao mesmo tempo. A mesma coisa rolou no NES, no Super NES, no PlayStation, e por aí vai. E falando mais especificamente sobre acessórios, também tenho dificuldade em lembrar algum que tenha feito muito sucesso a ponto de alavancar as vendas de um console (me perdoe se eu estiver equivocado, a memória já não funciona tão bem). Pistolas, óculos 3D e tapetes de exercícios fizeram nossa cabeça no passado. Mais recentemente, guitarras, baterias, microfones e câmeras nos fizeram gastar mais dinheiro ainda. E a onda persiste nesse “final” de geração de videogames: veja só a Sony e a Microsoft fazendo você gastar mais dinheiro com novos brinquedinhos, só para estender um pouco a longevidade de seus consoles.

Eu, particularmente, não gostaria que a próxima geração de videogames seja baseada em uma evolução desses joysticks com sensores de movimentos (no caso do Wii e do Move), ou mesmo na completa ausência de um controle (no caso do Kinect). Sempre imaginei o futuro dos games com uma pegada mais “realidade virtual”, aos moldes do filme Tron, ou mesmo ao estilo de The Matrix. Nessas obras, porém, não se levava em consideração o fato de o jogador se cansar ao longo de uma partida. Os desenvolvedores da Nintendo, Sony e Microsoft, na certa, também não pensaram muito nisso. Outro detalhe que foi ignorado: os espaços físicos estão cada vez menores, e quem sofre para pagar o aluguel da quitinete sabe o que isso significa. Dá para dizer que apenas os privilegiados possuem espaço suficiente em suas salas para jogar Kinect, Move ou Wii com a desenvoltura necessária (traduzindo, sem quebrar objetos, derrubar móveis ou esbarrar no ventilador de teto).

Digo e repito: não estou aqui para malhar a “nova onda” dos games. Só acho que ela, assim como diversas outras tentativas anteriores da indústria, não irá durar muito tempo. Talvez este seja apenas um caminho alternativo, ou um desvio necessário, antes de presenciarmos avanços ainda mais interessantes. E, assim eu espero, bem menos cansativos.

* Texto publicado na edição 109 da EGW, janeiro de 2011.

Autor: - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
17/12/2010 - 11:17

PlayStation Move chega ao Brasil por R$ 799

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A Sony acabou de divulgar o lançamento do acessório PlayStation Move no Brasil. Segundo o release para a imprensa, o produto será lançado “nos próximos dias”, por R$ 799,00.

Recentemente, a Microsoft lançou o Kinect no mercado brasileiro, por R$ 599,00 (nos EUA, o mesmo pacote sai por US$ 150). Ambos lançamentos fazem parte da tendência atual de utilização de movimentos para a interação com os jogos. No caso do produto da Sony, o Move é um joystick equipado com sensores de movimentos de alta precisão; no caso do Kinect (para Xbox 360), trata-se de uma “câmera” que detecta as interações do jogador e as reproduz na tela.

Confira o texto divulgado agora pela Sony:

A Sony Brasil está iniciando a comercialização do Kit Move nesta semana, ao preço sugerido de R$ 799,00. O produto chegará às lojas nos próximos dias.

O produto oficial Sony Brasil possui manual e embalagem em português, bem como a certificação ANATEL, obrigatória neste caso.

O kit vem com o controle PlayStation Move, a câmera PlayStation Eye, o jogo Sports Champion e uma demonstração de outros jogos para esta plataforma.

O PlayStation Move oferece uma experiência de jogo única e em alta definição baseada nos movimentos dos usuários, grande tendência do mercado de entretenimento.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, esse mesmo kit é comercializado por US$ 99,00. Se você quiser comentar sobre o preço cobrado por aqui, a hora é essa. Abaixo.

Mais, depois.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
18/11/2010 - 16:36

O que os olhos não enxergam…

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Você já deve ter visto isso, mas vale a pena rever (o YouTube está cheio desses vídeos): o funcionamento do Kinect visto com uma câmera de visão noturna.


Se ligue nos pontos! Eu diria que é só um pouquinho perturbador…

Mais logo mais.

***

E assim que terminei o post, chegou o Kinect aqui na redação. Transmissão de pensamento? Vou começar a imaginar aquela cobertura na praia com mais força…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
04/11/2010 - 17:33

Sobre o Kinect no Brasil…

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A Microsoft hoje também aproveitou para falar sobre o lançamento do Kinect. E a máquina está chegando ao Brasil. O press release a seguir tem todos os detalhes.

Hoje a Microsoft anuncia as novidades que o mercado de games brasileiro receberá neste ano. O grande destaque é o Kinect, sensor de movimento para Xbox 360, que chegará às revendas oficiais no dia 18 de novembro. O brasileiro Alex Kipman, que projetou o Kinect, veio ao Brasil especialmente para apresentar o produto. O Kinect representa uma maneira inovadora de jogar vídeo game na qual “você é o controle” e traz diversas opções de jogos para os brasileiros se divertirem com toda a família. Os lançamentos no país incluem também o serviço Xbox LIVE, já com mais de 25 milhões de usuários no mundo, com games e novos recursos para jogar on-line. Na segunda quinzena de novembro também chegará ao Brasil o novo console Xbox 360,nas versões 4GB e 250 GB para ampliar o portfólio para os apaixonados por games.

A magia do Kinect para Xbox
Basta passar na frente do sensor para que o Kinect reconheça e responda aos gestos e a cada movimento do corpo do jogador, sem a necessidade de um controle, transformando o modo de jogar e se divertir com familiares e amigos. O produto traz a liberdade de jogar da maneira que o usuário deseja, inclusive, identificando quando ele pula, agacha e gira.

O Kinect terá conectividade com todos os modelos de Xbox 360 e ainda funciona com o Xbox LIVE permitindo que pessoas de todas as idades dancem e joguem as mais variadas opções de games. É possível também interagir com os menus, filmes, músicas e programas de TV com os movimentos das mãos ou o som da voz (por enquanto em inglês e espanhol). O recurso Kinect Hub se destaca por colocar todas as experiências de entretenimento em um só lugar e reconhecer o usuário. O acesso ao perfil, por exemplo, pode ser realizado com a simples aproximação ao sensor.

O produto combina uma câmera RGB, um sensor de profundidade e um microfone multiarray, o que traz experiências do Kinect para cada console Xbox 360. O sensor capta movimentos do corpo inteiro e vozes individualmente, transformando o usuário no controle do vídeo game.

Para jogar é preciso ter um Kit Oficial do console Xbox 360, seja ele da versão Arcade, Elite ou o mais novo Xbox 360 de 4GB ou de 250GB, além do sensor de movimento Kinect. O jogador poderá utilizar qualquer modelo de televisão, seja ela de Tubo, LCD, Plasma ou LED, mas a experiência e a qualidade de imagem serão diferenciadas para cada modelo de TV.

“O Kinect representa um divisor de águas para o mercado de games. Ele transforma completamente o modo de jogar, colocando o usuário no controle”, afirma Michel Levy, Presidente da Microsoft Brasil.

O Kinect será vendido no Brasil por R$ 599,00 e já virá com um jogo, o “Kinect Adventures”. O usuário poderá flutuar no ciberespaço e escalar montanhas com obstáculos, além de mergulhar e explorar um submarino – tudo isso dentro da sala de estar. Neste game, o jogador é o controle enquanto pula, se esquiva e chuta ao percorrer um caminho de aventuras em lugares exóticos.

Jogos disponíveis para o Kinect:

Mais de quinze jogos desenvolvidos pelos artistas mais talentosos da indústria estarão disponíveis para os usuários de Kinect em todo o mundo. No Brasil, quatro games serão lançados este ano por R$ 149,00 no varejo:

“Dance Central”: O primeiro game de dança, de corpo inteiro, sem controle, para novatos e experientes realizarem coreografias livres de suas músicas preferidas.

“Kinectimals”: Memórias da primeira viagem ao jardim zoológico vêem à tona quando um filhote de tigre de Bengala de olhos arregalados e colegas brincando aparecem na tela. O “Kinectimals” convida crianças, pais e amantes de animais de todas as idades para construir amizades duradouras com algumas das criaturas mais exóticas do mundo. Assim como animais de estimação reais, o seu “Kinectimals” virá correndo quando ouvir sua voz, responderá a comandos como “Pula”, “Rola” e “Finge de morto”, e irá ronronar de alegria quando você acariciá-los atrás das orelhas.

“Kinect Joy Ride”: Esse é o primeiro simulador de jogo de corrida livre que irá levar a turma a fazer a melhor viagem de suas vidas sem a necessidade de ter carteira de motorista. O “Kinect Joy Ride” reinventa as corridas de kart, acrescentando saltos e acrobacias de corpo inteiro. Com uma série de recursos e modos de jogo, é possível se reconhecer um Ayrton Senna das pistas, ser um co-piloto ou formar uma equipe para percorrer o mundo com os amigos.

“Kinect Sports”: Transforme a sala em um estádio, uma pista de boliche, um campo de futebol, uma arena ou pista, e torne-se um astro do esporte. O “Kinect Sports” oferece opções de jogar futebol, vôlei de praia, boliche, tênis de mesa, atletismo e boxe.

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