Publicidade

Publicidade

19/09/2011 - 20:45

O que é o Brasil dos Games, Parte 5

Compartilhe: Twitter

Continua a contagem regressiva para o adeus do Gamer.br. Você está triste? Eu estou. Mas vamos que atrás vem gente.

Hoje, publico a contribuição de Erik Gustavo. Para desavisados, relembro o currículo do rapaz: uma das mentes por trás do site “de joguinhos” Lektronik, produtor-idealizador do programa Badalhoca, da MTV (aquele com o Ronald Rios), publicitário, pensador online, videomaker e mais uma infinidade de coisas legais (veja o currículo completo aqui).

A palavra “irreverente” talvez o descreva muito bem, mas quem sabe seja mais do que apenas isso? O fato é que pedi ao Erik para discorrer sobre o tema BRASIL DOS GAMES, mas ele ignorou e preferiu escrever sobre outra coisa (quase) totalmente diferente. Mas o que vale é a intenção. No fim, acho até que ele se saiu muito bem. E você, o que acha?

***

(Nada sobre o) Brasil dos Games

Por Erik Gustavo*

Quando eu recebi de Pablo Miyazawa o prêmio de Artista do Milênio (juntamente com a possibilidade de atualizar esse site com um post de temática livre) fiquei literalmente sem palavras.

Dois dias depois recuperei minhas palavras e respondi que seria uma honra pra mim e para toda minha família. Até porque eu fui o primeiro membro da família a entrar pra uma faculdade (de artes), o que significa que qualquer vitória é motivo de orgulho.

Vou aproveitar a oportunidade e sugerir ao leitor a audição do disco “Nostalgia, Ultra”, de Frank Ocean. E tenho dois motivos pra sugerir isso aqui no Gamer.BR. Vou explicar os dois logo depois da capa do disco e de um clipe tirado do disco.

Há uns meses eu dividi com o Pablo o mesmo hotel em Los Angeles (além do mesmo telefone de serviço de acompanhantes). Sabendo da minha apreciação por essa indústria fundamental que é a musical, me convidou para dar uma volta na Amoeba.

Entre um disco e outros milhares, acabei lembrando de uma vez que Pablo me deixou claro que não considerava rap como música [Nota do Pablo: Eu nunca disse isso, Erik]. Daí na minha cabeça a melhor forma de eu deixar claro que acho que ele tá errado é recomendando um álbum de rap no blog dele.

O outro motivo é o fato de Ocean (o cara mais R&B do Odd Future) ser mais um daqueles rappers que foram influenciados pelos joguinhos e deixam isso claro de alguma forma nos seus discos, mixtapes e clipes. Não como Charles Hamilton, que baseia praticamente toda sua obra no seu vício por Sonic e abusa de samples sonoros e imagens relacionadas ao jogo, além de só utilizar camisetas com o personagem estampado. Eu tô falando disso:

Três interlúdios musicais (“Street Fighter”, “GoldenEye” e “Soul Calibur”) de mais ou menos 20 segundos, inteiramente com sons de alguém trocando uma fita K7 de lado. Muito “artístico” pra sua cabeça? Então se liga nessa mochila irada.

***

Atualização: Agora que reparei que o Pablo havia pedido pra eu falar sobre os games no Brasil. Fiz melhor: falei sobre outra coisa. Mas pra não ficar feio cedi a ele os direitos de uma ideia antiga minha.

*Erik Gustavo (@erikgustavo) é um dos editores do site Lektronik.

Autor: - Categoria(s): Brasil dos Games, Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , ,
06/05/2011 - 20:05

Entrevista da Semana: Erik Gustavo, Gus Lanzetta e Heitor de Paola (Lektronik)

Compartilhe: Twitter

It’s friday, friday…

Passou rápida a semana. Também, após o sábado/domingo mais agitado de todos os tempos, até que os últimos dias foram calmos. Ainda bem. Sou velho, não aguento tanta emoção assim.

Um tema light para encerrar a semana: conversei com a equipe do site Lektronik, recém-inaugurado e já cheio de repercussão entre os (de)formadores de opinião. É um site de games com viés humorístico, mas talvez seja mais do que isso. É bem possível que eles tenham conteúdo por trás de tanta gracinha. Ou talvez seja uma questão de achar ou não engraçado o jeito com que eles tratam o videogame e todo o mercado ao seu redor. É conferir e tirar sua própria opinião (se quiser ir direto ao ponto, vá aqui, aqui ou aqui. E aqui também).

Vale dizer que o Lektronik é uma investida pesada de três caras já conhecidos da nova safra de produtores de conteúdo/faz-tudo dessa geração Y: Gus Lanzetta (que faz de tudo um pouco por aí), Erik Gustavo (conhecido por ser um dos cérebros do programa Badalhoca, com o Ronald Rios) e Heitor de Paola (que dispensa apresentações). Confira o bate-papo (descontraído) e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: Por que criar mais um site de games? Os que existem não te agradavam?
Gus Lanzetta:
Bom, a decisão de criar um site de games não veio de uma insatisfação como leitor. Veio de uma vontade de ter um lugar para criar conteúdo sobre games sem ter que passar por comitês. Poder criar um conteúdo que me satisfizesse como criador mesmo.
Pra isso, me juntei ao Erik [Gustavo] e ao Heitor [de Paola], que eram caras que tinham expressado vontade de criar um site de games e cujas ideias batiam com as minhas. Acho que nós três formamos um grupo estável: cada um contribui e não há muita redundância. Já sobre os outros sites que tem por aí… Basicamente os outros não tinham a equipe presente no Lektronik, então não agradavam 100%

Quais os diferenciais do Lektronik em relação aos sites que estão por aí?
GL:
Acho que uma coisa importante da nossa atitude que repercute com o público é que a gente sabe que “joguinho é joguinho”. A gente vai falar mais de mercado e das grandes empresas, mas sempre mantendo em foco que o videogame é só mais uma forma de entretenimento. Tanto pra nós quanto pro público.

Erik Gustavo: E a gente é meio engraçado também. Quer dizer, o Heitor é tão sério que dá a volta e fica engraçado.

Por falar nisso, qual é o limite entre humor e jornalismo? Dá para fazer uma coisa envolvendo a outra? Games permitem esse tipo de cobertura?
GL:
A primeira intersecção que eu vejo é na crítica, na hora que é preciso dar opinião. É muito fácil tirar sarro de um jogo ruim, de um evento chato… E só porque é fácil não quer dizer que a gente não vá fazer isso – é claro que a gente vai fazer e, inclusive, já faz (vide a nossa “Diesel Hour”). Se você sabe expor as razões pelas quais algo não te agradou, fazer piada com isso só adiciona ao conjunto, não tira credibilidade. E não é difícil de ver que todo mundo faz piada com esse mercado o tempo inteiro, mesmo nos grandes portais como o iG, o “Games On The Rocks” é pura comédia, mas tem conteúdo jornalístico e um não atrapalha o outro. “Infotenimento”, já dizia o ex-ministro e pai da Preta, Gilberto Gil.

EG: E acima de qualquer coisa, games são pra divertir. Não é isso que dizem, “Videogame é a maior diversão”. Na verdade acho que é “cinema”, mas funcionaria bem.

Os membros do Lektronik (a partir do alto, à esq.): Erik, Gus, Chris e Heitor

Falta algo à cobertura jornalística “séria” do mercado de videogames? O que vocês aconselhariam aos veículos tradicionais, se lhes fosse perguntado?
GL:
A primeira coisa que diria a eles é o quanto cobro pela consultoria. A segunda seria o número da minha conta bancária. Se precisarem, o Erik tem um contato pra fazer nota fiscal e tudo mais. Mas voltando ao assunto, cobertura séria? Não sei a qual você se refere, não conheço. Não sei se minha opinião sobre a cobertura que é feita pra ser chamada de séria tem mudado muito, mas acho que ela sempre estará tentando crescer e o mercado não dá espaço pra isso. Se você quer fazer uma cobertura séria do mercado de games trabalhando no Brasil, vai passar o dia traduzindo sites gringos, fazer umas três entrevistas boas por ano e só vai ter “exclusiva” e “furo” sobre coisas que não importam, tipo o Zeebo. Os profissionais que trabalham nessa imprensa no Brasil são muito melhores do que o trabalho que conseguem realizar.

O Lektronik já está no ar há algumas semanas. Qual é a resposta que os leitores estão dando? Eles compreendem essa linha fina entre notícia e bom humor?
EG:
Acho que é cedo pra dizer, o site está começando agora. Mas é promissor, a gente quer fazer um site com que a pessoa se identifique, porque mais do que gostar do assunto, gosta de quem tá falando sobre ele e como ele tá sendo tratado. E para quem não entender, é aquela velha máxima: piada não se explica.

GL: Pablo, acho que você está falando do Freeko e meus advogados não me deixam falar disso enquanto o processo não estiver terminado. Tenho certeza de que o Renato Bueno não entendeu a piada que eu fiz sobre ele no Freeko e por isso está movendo essa ação. Tudo será esclarecido.

Em curto prazo, médio prazo e longo prazo – quais os objetivos do Lektronik?
EG:
Sucesso, drogas, disco acústico, respectivamente.

GL:
Acho que o Erik disse tudo o que precisava ser dito sobre isso tudo aí. E eu queria terminar agradecendo à revista pela exposição dada ao website. Quando você me ligou pra conseguir essa entrevista eu fiquei hesitante, achei que ficar dando entrevistas só em blogzinhos poderia nos atrapalhar, mas quando você me disse, “não Gus, não se preocupe, vou botar vocês na capa da revista rs” eu me animei… Porque “RS” significa Rolling Stone. Obrigado mesmo, Pablo.

***

Antes de encerrar, só para constar: eu gostei dessa Lara Croft. E você?

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
Voltar ao topo