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13/01/2011 - 16:28

Revistas de games: o que o futuro reserva?

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Continuando a retrospectiva 2010 (acabou de acabar, mas ainda dá tempo), resolvi matutar a respeito de um tema que sempre dá pano para a manga: revistas de games.

Não foi exatamente o melhor ano do mundo para as publicações segmentadas de papel no Brasil. Revistas foram descontinuadas, equipes foram desfeitas e o veículo propriamente dito perdeu em status e relevância entre consumidores que se diziam fiéis. Tendência ou coincidência? Seja como for, não há melhor hora para se discutir o papel (literal) e a função atual da revista de videogame.

No final do ano passado, fui atrás dos três responsáveis pelas principais revistas disponíveis nas bancas brasileiras: André Forastieri, diretor editorial da Tambor, que publica a EGW e a Nintendo World; Luiz Siqueira, diretor na editora Europa, responsável pela Dicas e Truques para Playstation e a Revista Oficial do Xbox; e Allan André, editor-chefe na Digerati, que faz a X360 e a PS3W. Cada um, a sua maneira, respondeu à questão simples e capciosa:

“Revistas de games (aqui e lá fora) – como foi 2010, e o que o futuro próximo reserva?”

A seguir, as opiniões dos especialistas. É para pensar e discutir.

***
Por André Forastieri, diretor da Tambor

O que é uma revista? É um ponto de vista sobre um tema; um conjunto de soluções para um segmento econômico; uma comunidade onde você se sente bem; uma marca com a qual você tem uma relação emocional.
Isso é o passado, presente e futuro da revista. Mas daqui para frente, entendo que a revista deve tentar oferecer o mais amplo leque de serviços, nas duas pontas – para o consumidor e para o anunciante, buscando o justo (e difícil) equilíbrio. Por isso não acredito que simplesmente transferir uma revista em papel (mais alguns links) para o iPad é a solução de tudo. Embora a experiência da EGM – revista em papel mensal, na web semanal, e agora para tablet – eu venha acompanhando atentamente.

Eu acho que uma revista de games deve informar, criticar, provocar, refletir. E deve oferecer venda de games e acessórios e downloads digitais. E deve oferecer games free to play. E deve ter fóruns. E deve ter programa em vídeo, e podcast, e eventos. E pode oferecer cursos online. E deve promover eventos fantásticos. E deve oferecer aos desenvolvedores, publishers, varejistas, escolas de games todas as oportunidades de engajar o apaixonado por games, seja ele amador ou profissional.

É muita coisa. É difícil. Por isso é difícil a sobrevivência da maioria das revistas de games do nosso mercado. As editoras enfrentam muitos desafios. A maioria das editoras que publica revistas de games publica revistas de muitas outras coisas. Como ter o foco necessário, do ponto de vista conceitual e comercial, e ao mesmo tempo investir num portfolio de serviços ambicioso?

A Tambor atua cada vez mais como agência de publicidade – tanto atuando na criação, como no planejamento para empresas de games – e isso é uma demanda do mercado que não vai diminuir, só aumentar. Vantagem? Por estarmos há tanto tempo neste mercado, dominamos muito mais a linguagem que funciona para se comunicar com o gamer (ou o varejista de games) do que uma grande agência de publicidade tradicional, por mais prêmios que ela tenha ganho em Cannes.
No caso da Tambor, a união entre esta expertise na comunicação, o prestígio da revista impressa e a força instantânea e massiva dos nossos sites – impactamos mais de 3 milhões de gamers todos os meses – tem dado resultado. Fechamos o ano melhor que começamos. Para mim, esta é a medida de sucesso que importa.

Acredito que chegaremos a 2012 com o leitor bem servido de revistas impressas de games – a Tambor tem as duas principais de multiplataforma e Nintendo; a Europa, de Playstation e Xbox (deixamos de concorrer, alguém reparou?). Outras editoras têm produtos viáveis e interessantes. E hoje temos dezenas de bons blogs e sites sobre games. O que é o UOL Jogos, se não uma revista? O Arena Turbo? Now Loading? Nintendo Blast? Adrenaline? Cada qual com sua voz e sua pegada.

A Tambor terá novidades na web, sim; e temos o grande desafio de fazer um evento GameWorld 2011 melhor que o de 2010. Agora: nós editores old-school não podemos nos esquecer de fazer revistas impressas melhores. Nossa qualidade está longe da desejada. Foi assim sempre e sempre será. Em 2011 a Nintendo World comemora 13 anos de idade e a EGW, juntando suas encarnações, oito anos. E embora frequentemente eu tenha me orgulhado delas, nunca achei que chegamos lá.

Em 2011, prometo me manter insatisfeito…

***

Por Luiz Siqueira, diretor da Editora Europa

A sensação é de que continuamos no olho do furacão da revolução das mídias. Algumas revistas de games sentem menos essa revolução, outras sentem mais. O fato é que na maioria dos casos as publicações mantém leitores cativos e fiéis. A revista, seja qual for, tem uma função clara de “revisitar os fatos, notícias, informações do período”, e no futuro, essa missão não irá sumir. Os leitores ainda precisarão dela, seja no papel, seja na internet, seja no iPad, ou seja em qualquer outra invenção hipnotizante que surgir.

***

Por Allan André, editor-chefe da Digerati

2010 foi um ano dificil para as revistas de games quando o assunto é vendas. Três das melhores revistas deixaram de circular aqui no Brasil: NGamer, Edge e a recém-nascida Powerstation. Não sei ao certo os motivos para as duas da Editora Europa acabarem por aqui. Minha querida Powerstation encerrou na Inglaterra e tivermos que tirar de circulação também. Eu adorava editar essa revista.

O número de leitores que procura conteúdo nas bancas está cada vez menor, não apenas quando o assunto é videogame. Mais revistas podem acabar em 2011, principalmente no exterior, mas acredito que nem todas estão com os dias contados. O que precisa haver é uma reformulação na pauta e edição destas mídias. É desleal competir com a internet, então as revistas devem começar a oferecer conteúdo com melhor qualidade e, se possível, diferente do encontrado na web. Eis um desafio para nós editores em 2011.

***

Isso é o que eles acham. E para você, o que vai acontecer com as revistas de games em 2011 e além?

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
15/10/2009 - 18:07

Coisas que talvez você (ainda) não saiba

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O Capitão Lou Albano morreu ontem, aos 76 anos.

Quem tem mais de 21 anos nas costas deve se lembrar quem ele é: é simplesmente o cara que fazia o papel do Mario (aquele!) em um seriado televisivo exibido antes do “The Super Mario Bros. Super Show!”, aquele desenho animado pirado bancado pela Nintendo – no Brasil, ele ficou no ar por um bom tempo graças ao glorioso programa da Xuxa.

lou.jpgPara nós, ele era apenas a encarnação humana daquele encanador de bigode. Nos Estados Unidos, Albano era muito cult. Foi um dos mais famosos e odiados lutadores da liga World Wrestling Enterprise (WWE)  durante muito tempo. Também participou de um monte de clipes da Cindy Lauper (inclusive aquele famoso dos Goonies) e fez participações em seriados e vários filmes. Mas ficou eternizado como o Super Mario mais realista da história da ficção. Nem a interpretação do Bob Hoskins (que fez o papel do herói naquele filme ridículo para os cinemas) chegava perto do Mario “Jumpman” Mario eternizado por Captain Lou.

É o tipo de notícia que só serve para nos lembrar da falta que aquela época ainda faz.

***

E lembra da Luiza Gottschalk?

luiza.jpgO público do Play TV sabe muito bem quem é – Luiza foi VJ e apresentadora do canal durante alguns bons anos. Fez o “Combo Fala+Joga”, entre outros programas, alguns ao lado do Luciano Amaral. Daí houve um monte de reformulações na emissora, ela partiu para outros projetos e há muito não se ouvia falar dela.

O release que recebi esses dias (com a foto ao lado, bem recente) dá pistas do que a Luiza anda fazendo:

“Após figurar na telinha como apresentadora da Play TV, Luiza Gottschalk retoma à montagem de espetáculos teatrais e assina a produção da peça O Arquiteto e o Imperador da Assíria, protagonizada por Paulo Vilhena e Beto Bellini. O espetáculo entrou em cartaz no último dia 08 de outubro, no Teatro Leblon, no Rio de Janeiro e fica até 20 de dezembro, de quinta à sábado, às 21h e aos domingos, às 20h.
Luiza acaba de voltar da Europa, viagem realizada com o objetivo de estudar e buscar novos formatos e ideias para o teatro e a televisão. “

E há quem ainda chore pela possibilidade de a Luiza retomar sua carreira dedicada aos games na televisão. Será que um dia ela volta?

***

E sobre os novos comandantes das revistas EGW e a Nintendo World? Alguém aí já sabe de alguma novidade?

Eu sei e agora divido com vocês. Com a palavra, o publisher da Tambor, André Forastieri:

“O editor-chefe do núcleo de Tecnologia e Games da Tambor, Fernando Souza Filho, é o responsável por todo o conteúdo destes segmentos. Fernando é editor do site www.pcmag.com.br e ex-editor da revista PC Magazine.

O Fernando e eu [Forastieri] estamos envolvidos em uma atualização do projeto do EGW. Não se trata de mudar tudo, mas naturalmente estes momentos de mudança na equipe são momentos de reflexão. Fazemos a revista faz sete anos, e na mudança de EGM para EGW evitamos ao máximo mudar a revista, queríamos que a continuidade fosse clara. Agora vamos dar alguns passos no sentido de a revista ser mais reflexiva, com mais espaço para opinião, dando mais voz a players de todos os segmentos do mercado.

O plano de transição é nos envolvermos muito para a EGW, revista e site, ficarem exatamente com a cara que queremos. Quando este update no projeto editorial, as novas seções e os ajustes no design do EGW estiverem bem definidos e solidificados, nos afastaremos e traremos um gestor para a EGW. Vamos ver se conseguimos no prazo que nos propusemos, três meses.

(…)

Falando em velhos amigos, o novo editor da Nintendo World é o Renato Siqueira. A revista vai ficar com mais cara de Nintendo. Até porque o Renato foi da Pokémon Club, colaborador da Nintendo World de outros carnavais, e conhecidíssimo no mundo do anime e mangá.”

O Gamer. br dá boa sorte para os envolvidos na empreitada. E você, o que achou disso tudo?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , ,
08/10/2009 - 11:54

O mercado e os eventos daqui – e de lá

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Algum de vocês esteve no Video Games Live ontem?

Foi bom. Divertido. Não sei dizer se foi o melhor que já vi. Pensando bem, nem foi. O de 2006 foi sem dúvidas o melhor. Este ano não havia tanto fator supresa, fora umas músicas diferentes (o bis com Mega Man e Chrono Trigger/Cross, por exemplo). Achei que o volume estava relativamente baixo – o fato de o público ali da geral conversar muito durante a apresentação e gritar a cada dez segundos não ajudava muito.

Aliás, é preciso dizer que o HSBC Brasil não é o melhor lugar do mundo para um evento como esse. Acho estranho o povo ter que ver um espetáculo desses de pé, “ensardinhado” lá no fundo. É a maldita lógica segregadora que se aplica no universo do entretenimento musical como um todo: quem tem grana é “VIP” e assiste lá da frente, sentadinho e confortável. Os menos abastados sofrem quase três horas plantados e sem lugares definidos. Nos anos anteriores, quando o VGL tocou no Via Funchal, todo mundo estava sentado diante de mesas – algumas eram distantes do palco, mas pelo menos o público parecia bem acomodado e conseguia assistir/escutar decentemente.

Penso que o Tommy Tallarico não deveria ficar tocando guitarra e se exibindo em certas músicas. Ficou over e não combinou com a sonoridade que se espera de uma orquestra. Também achei exagerado o uso de bases pré-gravadas (não havia notado isso de forma tão evidente nos anos anteriores). Me esforcei para distinguir quais sons estavam mesmo sendo tocados por instrumentos acústicos da sinfônica e quais vinham das bases eletrônicas. Será que não dava mesmo para ser no velho esquema “quem sabe faz ao vivo”? Mas foi um show interessante. Pelo menos, não escutei quase ninguém reclamando por ali. Não é coincidência o fato de Tallarico ter eleito o Brasil “o melhor lugar do mundo para se apresentar”. O público, ali no caso, foi a alma do espetáculo. Sem a empolgação do povo, não tem Video Games Live. E Tallarico sabe bem disso.

***

E você já descobriu qual é o primeiro grande projeto do SKY7, empresa recém-formada pelo Ricardo Farah e Orlando Ortiz, ex-editores das revistas EGW e Nintendo World?

Eles me contaram ontem: são os responsáveis pelo conteúdo da área de games do POP. Para quem não conhece, o POP é um portal de conteúdo gerido pelo grupo paranaense GVT.  “A SKY7 presta serviços de design e gestão de conteúdo para o POP”, explicou o Orlando. “Temos liberdade editorial para gerir o site, atendendo às expectativas da empresa e adequando o conteúdo para o público-alvo, que envolve até mesmo uma grande parcela de usuários que hoje acessam através da conexão discada. É um desafio muito interessante.”

A necessidade da reformulação da área de games do portal surgiu no mesmo momento em que Ricardo e Orlando planejavam a nova empreitada. “Foi coincidência total”, complementou Farah. “O que, eu diria, que resultou em um belo casamento, pois poder trabalhar em parceria com a GVT e, principalmente, cuidar de um dos principais canais do POP, é uma responsabilidade enorme e um grande desafio para qualquer um.”

O responsável pelo projeto junto com a dupla será o Odir Brandão, que há até pouco tempo participava da equipe das revistas da Tambor. “Na EGW e Nintendo World, eu era editor de reviews e coordenava todo o processo. Agora no POP poderei também acompanhar todos os passos deste novo projeto e firmar um conteúdo forte e completo sobre games”, definiu o novo editor.

***

E por falar em revistas, o novo editor da Nintendo World, ao que consta, já foi escolhido. Logo mais ele deverá ser revelado oficialmente ao mundo. Duvido que você descubra quem é.

***

Mudanças também no mercado editorial lá de fora. John Davidson, eterno guru da Ziff Davis, ex-editor da EGM, que fazia um site bem interessante (What They Play), retornou ao mundo das revistas e se tornou o novo manda-chuva da polêmica e eterna GamerPro.

Enquanto isso, o mercado norte-americano – e o mundial, por que não? – aguarda ansiosamente o retorno da EGM, nas mãos do editor-fundador Steve Harris. Ele cita “December 1” como possível data de lançamento da primeira edição. Você conta com isso?

***

O Rio de Janeiro não sediará apenas as Olimpíadas e a final da Copa do Mundo. Começa hoje e vai até sábado o SBGames 2009, evento que acontece no campus da PUC e agrega especialistas, interessados, produtores, criadores e pensadores na área do entretenimento digital. Um amigo descreveu o SBGames como “o melhor evento do Brasil” (ele, aliás, está lá). Eu, se pudesse, compareceria. Se você pode, compareça e me represente.

***

E vamos trabalhar que a semana, infelizmente, ainda não acabou.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
02/10/2009 - 17:38

Editores das revistas EGW e Nintendo World deixam cargos e abrem empresa própria

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E é uma sexta-feira daquelas, cheia de grandes novidades.

O Rio de Janeiro será a sede dos Jogos Olímpicos de 2016. A notícia é boa ou não? Para mim, é. Mas há quem discorde. Mas nem vou entrar nesse mérito. Se for para fazer campanha ou algo parecido, que seja para eleger o Blanka como o mascote olímpico. A campanha surgiu no Twitter evil do Jovem Nerd e obviamente se espalhou em questão de segundos.

blanka2
É claro que é brincadeira, mas poderia ser verdade.

***

Mas falemos da novidade que eu havia dito no início da semana, sobre possíveis mudanças no mercado editorial brasileiro. Já está rolando por aí a informação sobre as saídas de Ricardo Farah e Orlando Ortiz da editora Tambor, que publica as revistas EGW e Nintendo World. A dupla de editores divulgou hoje a novidade, na forma de um release:

“É com imenso prazer que eu (Ricardo Farah, atual editor da revista EGM Brasil/EGW) e Orlando Ortiz (atual editor da revista Nintendo World) gostaríamos de apresentar a você o nosso novo projeto.

Fundamos uma empresa chamada SKY7, focada exclusivamente no mercado de entretenimento brasileiro. Estamos muito orgulhosos por realizar esse sonho. A SKY7 já está trabalhando com novos parceiros e clientes, e nossos esforços garantem a comunicação com mais de dois milhões de jogadores de videogame por mês.

Como uma equipe própria, a SKY7 desde já oferece os seguintes serviços de qualidade:

– Conteúdo para veículos impressos & online
– Consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro
– Tradução & Localização de conteúdo
– Web Design e projetos especiais para internet
– Palestras e aulas sobre o mercado de games
– Cobertura de eventos ao redor do planeta

Em breve, a SKY7 lançará a sua própria carta de produtos. Nossos parceiros estão preparando seus lançamentos oficiais, então aqui vai uma prévia:

– O maior e mais completo portal de games feito sob encomenda para um dos principais portais de entretenimento do Brasil;
– Palestras e aulas para duas grandes distribuidoras de games em nosso país;
– Localização de um conhecido MMORPG para uma empresa Nipo-Americana;”

Para esclarecer melhor esse empreendimento, nada melhor do que conversar com os próprios empreendedores. Acompanhe a seguir a conversa franca que acabei de ter com o Ricardo e o Orlando sobre a novidade:

Gamer.br: Primeiro, como vocês decidiram trabalhar juntos e de maneira independente? Foi uma decisão natural?
Ricardo Farah:
Acho que foi uma consequência da amizade que construímos por onde passamos. O Orlando até costuma brincar que quando nos conhecemos, ele me achava um mala e que não seria tão legal trabalhar comigo. E hoje, quase cinco anos trabalhando juntos, descobrimos que temos muito em comum tanto no que diz respeito a objetivos profissionais, éticas de trabalho, costumes familiares, enfim, há uma confiança plena no trabalho de cada um. E abrir uma empresa em sociedade é como casar com alguém que você confia plenamente e sabe que pode construir uma história bacana de vida. Neste caso, profissional.

No que consiste basicamente esta empresa que vocês estão abrindo? Que tipo de serviços querem oferecer?
Orlando Ortiz:
A SKY7 quer oferecer “mais” para o mercado nacional, não apenas no nicho de games, mas entretenimento em geral. E também é nosso sonho poder guiar novos talentos de forma a lapidar o potencial de cada um. A nossa empresa é mais uma opção para parceiros, no tocante comercial, além de ser uma casa nova para formar talentos e construir carreira.

RF: No que diz respeito a serviços, desde já estamos oferecendo conteúdo editorial tanto para veículos impressos quanto online. Estamos trabalhando com projetos especiais com algumas empresas de grande porte, realizando consultoria sobre o mercado de videogames brasileiro, palestras e aulas sobre o mercado de games e cobertura de eventos.
E, além disso, estamos trabalhando em alguns projetos gráficos, como criação de hotsites, anúncios especiais para internet e revistas e iniciando as operações para um trabalho de localização de um novo MMORPG para uma empresa nipo-americana.

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Ortiz e Farah, ex-editores, hoje sócios na SKY7

Por que essa novidade agora? O que os motivou a fazer isto neste momento?
RF:
A ideia de trabalharmos por conta própria não nasceu do dia para a noite. Estamos cultivando este novo rumo para nossas carreiras já faz quase um ano. Hoje, estamos plenamente seguros de como colocar em prática nossas ideias e expandir nossos rumos profissionais. E confiantes de que nosso trabalho como editores das revistas da Tambor foi concluído com êxito.

O que vocês tiram desse período que passaram fazendo essas revistas?
RF:
Que o mercado brasileiro de games e entretenimento digital ainda está em uma fase muito prematura. Mas possui um potencial gigantesco (tanto do ponto de vista comercial quanto cultural), capaz de fazer frente aos maiores países que já fazem tudo isso há muito tempo.

OO: Editar as revistas EGW e Nintendo World, como você mesmo sabe, é um processo muito trabalhoso. E que, sem esforço e dedicação, não há como evoluir. É necessário dar um passo adiante, dar as caras e mostrar ao mercado o que você sabe e pode fazer.

Esse passo adiante, para acontecer, tinha que ser feito fora da editora? O que a independência pode favorecê-los nesse sentido?
OO:
Para dar esse passo adiante, era imprescindível ter o nosso próprio escritório, a nossa própria equipe e a nossa própria rotina de trabalho. Sem isso, ficava inviável conciliar o trabalho de edição de revistas e sites da Tambor, ao mesmo passo que surgiam novos clientes e oportunidades.

RF: E o mais importante: estamos falando aqui de liberdade editorial para realizarmos o trabalho mais competente possível, atendendo a todas as necessidades de nossos parceiros.

Como ficará a participação de vocês dois nas revistas que comandavam, EGW e Nintendo World?
RF:
Ainda não ficou decidido quanto e qual tipo de conteúdo que a SKY7 prestará para as revistas EGW e Nintendo World. Mas a parceria já existe e, sim, os leitores de ambas as revistas podem ficar seguros de que ainda encontrarão material com a qualidade que sempre buscamos, agora mais lapidada.

E como ficam as revistas com as saídas de vocês? Vocês sabem?
OO:
Tudo o que sabemos é que as revistas provavelmente ganharão novos editores.

RF: E a SKY7 cuidará de boa parte do conteúdo que será produzido para ambas revistas. Com jornalistas já conhecidos no mercado editorial (e novos talentos que estamos treinando).

Como a saída de vocês foi recebida pela direção da Tambor?
OO:
Para todos, foi uma surpresa. Para alguns, boa. Para outros, nem tanto. Afinal, saíram dois editores que comandavam o núcleo de games e ajudavam em diversos outros projetos. Mas foi uma saída amigável, naturalmente.

E quando vocês irão revelar o primeiro grande projeto da SKY7? Dá para dar uma pista?
RF:
O primeiro grande projeto será revelado entre uma semana e 10 dias. O que podemos adiantar é que é um projeto grande, online e para uma empresa grande.

***

Ricardo e Orlando ainda avisam que os interessados nos préstimos da SKY7 podem entrar em contato pelos e-mails ricardo.farah@sky7.com.br ou orlando.ortiz@sky7.com.br.

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23/09/2009 - 02:34

O Vai-e-Vem do Mercado Brasileiro – no bom sentido

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O mercado jornalístico brasileiro está em eterna mutação. E nos games também não é diferente.

Foi tanta coisa que rolou nos últimos tempos que preferi juntar tudo em um só documento. Será que foi tanta mudança assim? Vejamos:

– O Gustavo Petró, que era um dos editores da revista EDGE (Editora Europa), agora faz parte da equipe do site G1

-…no lugar do Renato Bueno, que a partir de agora é o comandante dos sites PlayTV e GameTV

– …no lugar do Odair Braz Junior, que agora faz parte da equipe do portal R7, da Record.

– E não poderia deixar de citar as mudanças na própria Ed. Europa: o Felipe Azevedo, que era editor da N-Gamer, agora está na EDGE, junto com o Fabio Santana. Por consequência, a revista N-Gamer já está nas mãos do eterno Eduardo Trivella.

– O André Faure não faz mais parte do C.E.S.A.R., e o Rafael Arbulu não é mais o editor do portal MSN Games, site que é editado pela Tambor. Ambos estão já, cada um na sua, envolvidos com novos projetos.

– A Beatriz Sant´Ana, que  foi editora da EGM e atualmente estava editando o portal EGW, agora está editando a revista Movie na mesma editora Tambor.

– Por outro lado, a EGW revista ganhou a participação do primeiro editor da publicação, Renato Viliegas (ainda quando se chamava EGM Brasil), que vai assinar uma coluna mensal na revista. A partir de agora, inclusive. A equipe da editora, aliás, cresceu e está cheia de sangue novo.

– Enquanto isso, alguns felizardos desembarcaram no Japão para cobrir a feira Tokyo Game Show: o Bruno Vasone, pelo Arena Turbo, do IG; o Bruno Abreu, pelo OuterSpace; o Theo Azevedo e o Akira Suzuki, pelo UOL; e o Fernando Mucioli, pelo GameTV. Isso pelo que estou sabendo. Deve ter mais brazucas desbravando Toquio neste instante. Sortudos.

– E o onipresente Claudio Batistuzzo, do Games Brasil, foi gentil o bastante para me passar o link da matéria do Flávio Croffi, que listou a maioria dos jornalistas de games nacionais que twitam no Twitter. Se faltava um ou outro em sua lista de seguidores, nem falta mais.

E você chegou a ouvir o podcast do Gus Lanzetta sobre jornalismo de games? Pois deveria.

***

Passei pela FNAC Pinheiros hoje e me surpreendi ao ver o Halo 3: ODST sendo vendido normalmente – surpresa porque a Microsoft cumpriu a data de lancamento mundial inclusive por aqui, ou seja, hoje. A imprensa, por sua vez, recebeu o game hoje também. Direitos iguais, é o que dizem.

***

E por falar em lancamento aguardado, alguém viu o belo trailer/comercial de FIFA 10? Com o Rooney, o Xavi, o Schweinsteiger e uns outros boleiros: Serve bem até para quem odeia futebol. Ou games de futebol. Ou as duas coisas.

E concluo nessa semana aquela velha pesquisa que realizei sobre a Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Como deu para notar, muita coisa mudou no mercado desde que publiquei a primeira parte. Assim que é bom. Mudanças são sempre positivas. Mesmo quando são repentinas e aparentemente inexplicáveis. Tal qual a vida real.

E boa semana para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
03/07/2009 - 19:31

Clique Comigo

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Sexta, dia de links. Deu preguiça de escrever eu mesmo as coisas.

O trailer de Gamer, com o Gerard “300” Butler. Para Hollywood, videogame no futuro vai ser assim. Ok.

E a EGM, vai voltar mesmo? Aqui, o Steve Harris, fundador da marca EGM, explica os motivos para ressuscitar a revista nos Estados Unidos.

Flávia Gasi entrevistou o Bispo Silas, da Igreja Internacional – um dos melhores sites de humor da atualidade. Ah, você não achou engraçado? Pois deveria.

O Jô Auricchio, do Estadão, fez uma resenha em vídeo sobre o Z**bo
. Ficou bacana. Pelo menos ele conseguiu testar o negócio.

E tem evento rolando em São Paulo: o Itaú Cultural está abrigando o GamePlay até o fim de agosto, uma exposição sobre interatividade nos jogos eletrônicos. Quem foi, adorou.

E bom final de semana para você.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
21/05/2009 - 16:11

Entrevista da Semana: André Forastieri (EGW)

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A Entrevista da Semana apresenta uma conversa franca com o jornalista André Forastieri, diretor editorial da editora Tambor. Nos últimos dias, ele foi o responsável por dois anúncios importantes no mercado nacional; O primeiro: o fim da revista EGM Brasil, que recém-completou sete anos de existência, e a substituição pela EGW. O segundo, a criação do portal de internet EGW (Entertainment Game World, que estreou hoje), dedicado ao consumidor não só brasileiro, mas também o ibero-americano. A conversa a seguir esclarece mais sobre as duas novidades e deixa mais clara a visão toda singular de Forastieri sobre a realidade nacional.

Confira a seguir e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: Trocando em miúdos, quais os diferenciais do portal EGW em relação ao portal Gameworld? André Forastieri: Na verdade, faz quase três anos que incorporamos o Gameworld no Heroi.com.br., que passou a ter um conteúdo maior de games. Mas sentimos que o internauta e os anunciantes exigiam de nós um portal dedicado aos games. Demoramos para lançá-lo mais do que queríamos. Uma das razões foi porque durante muito tempo, o 1UP planejava uma expansão internacional, com os parceiros de cada país. Com a venda do 1UP e cancelamento da EGM nos Estados Unidos, ficou claro que era a hora de lançar uma nova marca que estivesse presente na web, em mídia impressa, em eventos, realmente multiplataforma. O natural foi EGW – Entertainment + Game World, que já nasce como revista, site e como única premiação de games do país.
Dito isso, o site tem um plano de implementação de um ano. A cada mês, novas ferramentas serão introduzidas. A revista também tem um plano de um ano. E o próximo evento vai ser um salto com relação ao deste ano – que já foi muito bacana.

Agora a EGM se chama EGW. Fora a mudança de nome, o que mais muda na revista, grosso modo?
Pensamos a revista e o site simultaneamente. De cara, 20% do conteúdo da revista passa a ser de assuntos do interesse do gamer, mas não sobre games – cinema, DVD, tecnologia. Vai ter mais brindes. Vai ter mais pôsteres. Vai ter surpresas diversas. Vai ter sempre links expandindo as matérias no site.
A revista passa a ter “páginas infinitas” no portal. Teremos o maior e mais completo diretório de dicas, e centenas de reviews publicados desde a EGM nº 1, mais as melhores matérias especiais publicadas na história da revista.
É muito fácil fazer uma revista de games, principalmente através de licenciamento. Basta pagar o dono da marca no estrangeiro. Difícil é fazer uma revista boa, que dure anos, mantendo uma base de leitores fiéis, e garantindo aos anunciantes o retorno para o seu investimento. Nós conseguimos isso com a EGM, e no último período a revista já era 90% produzida por jornalistas brasileiros. A EGW é a evolução lógica dos sete anos da EGM.

O que representa para o mercado de revistas essa mudança da publicação, ao mesmo tempo em que é anunciada a chegada da Edge via editora Europa?
A Edge é uma revista inglesa muito boa, muito sofisticada, dedicada mais ao lado criativo e de negócios no mundo dos games. E tenho certeza que o Fábio Santana e o Gustavo Petró – velhos companheiros, que fizeram parte da equipe da EGM – farão um ótimo trabalho na sua adaptação para o Brasil.Acredito que a EGW e a Edge, juntas, são mais que suficientes para atender as necessidades do leitor que quer se informar sobre o universo de games como um todo. A aposta da EGW é em 100% do conteúdo produzido por brasileiros, para brasileiros. O da Edge, em traduzir ótimo conteúdo produzido na Inglaterra. Acho que talvez haja espaço para a Edge.Mas dificilmente outro título generalista conseguirá espaço. A tendência é ficar uma ou duas de Nintendo, uma ou duas de Playstation, e haver uma depuração do mercado.Agora, a razão da Edge substituir a GameMaster é que a GameMaster nunca conseguiu enfrentar a EGM. A Europa não conseguiu ter a principal revista multiplataforma do país com a GameMaster, agora tenta com a Edge. Como não conseguiu ter a principal revista de Nintendo do país – a N-Gamer nunca chegou perto da Nintendo World.Por outro lado, a gente anos atrás desistiu da SuperDicas Playstation. Éramos a número dois do mercado, mas a Dicas e Truques Playstation nadava de braçada em publicidade. Ganhamos umas, perdemos outras…Acho que a diferença entre a Tambor e a Europa ou a Digerati é que elas têm muitos negócios diferentes. Primeiro, nós somos muito focados em games, tecnologia, entretenimento digital. Todos os jornalistas trabalham numa redação só e eu junto. Segundo, nós somos muito focados em internet. Nossos sites falam com mais de dois milhões de gamers todo mês. No Brasil, ninguém chega perto.

Como dono de editora, você acha que atualmente é preciso investir mais em produtos para a internet do que em produtos de papel? Ou seja, ainda compensa investir na mídia revista?
Revista custa muito mais para fazer, mas a receita é muito maior. E de fato dá uma credibilidade muito diferente. Porque passa pelo crivo dos leitores, que estão tirando dinheiro do bolso todo mês para comprar a revista, “votando com a carteira”. E porque passa pelo crivo dos anunciantes, que só continuam anunciando se a revista realmente der retorno. Dito isso, temos que reaprender a fazer revistas a cada ano que passa. Não pense que estamos satisfeitos com nossas revistas, e mesmo com a EGW. A busca da atualização e da surpresa tem que ser permanente.
Fizemos uma capa toda preta, homenageando o Black Album do Metallica, para a edição de aniversário da EGM. Foi uma ousadia (pra não dizer maluquice). A venda subiu 20%.Eu acho que o melhor mix é “revista + digital”. Um ajuda o outro. Na verdade, todo mundo gosta de revista! O que ninguém gosta é de pagar por uma revista que só te oferece o que você já tem de graça na internet. Nem eu.

Quem é o consumidor de games hoje no Brasil? Para quem exatamente você faz suas revistas e sites?
Você, Pablo. …Se você achar que estamos fazendo direito, provavelmente estamos!
Não, depende. Assim: a Nintendo World é para nintendista. O Portal MSN, que fazemos para o MSN e atinge 1,6 milhão de gamers por mês, é muito aberto. A comunidade EGW continua a trajetória de sete anos da EGM, no sentido de fazer jornalismo sério sobre games.Mas, em um certo sentido, vai no caminho inverso da Edge. Principalmente no portal, nosso objetivo é sermos mais abrangentes, atrair o hardcore gamer e o jogador adulto, pai de família; o teen, o molecão, o jogador de MMO, e o cara que nem quer saber tanto dos bastidores da indústria, mas não passa um dia sem jogar no seu PSP. Ah, e as mulheres também.Inclusive, o portal EGW já nasce com a missão de atender também ao mercado português, e a partir de agosto, a todo o mercado latino-americano, com conteúdo em espanhol.Nossa missão é sermos “O primeiro portal de games da América Latina”. Ou seja, fazemos conteúdo de games para gamers de todos os tipos, idades, gostos e agora até de línguas diferentes!

No evento Troféu Gameworld, você afirmou que o Brasil é o país com maior possibilidade de crescimento da indústria de games em todo o mundo. De que depende esse crescimento, afinal? O que nos impede?
O Brasil é a décima maior economia do mundo. Temos uma população na maioria jovem, todo mundo fala a mesma língua, a maioria é urbana, não temos guerras civis, a economia está sofrendo menos que o resto do mundo. Somos o nono maior mercado de TI. Mas hoje o Brasil é 1 a 2% do negócio de games global. Isso não tem sentido. Por isso, o crescimento do mercado formal será muito grande nos próximos anos, a despeito de todos os problemas habituais – impostos, preços altos etc. Vamos dobrar, triplicar, ano após anos.
Acredito que vai crescer o modelo habitual – venda de hardware e caixinha de jogo em lojas especializadas e em grandes varejistas, online e offline – mas também vão crescer muito negócios que fogem ao beabá, como jogos cada vez mais sofisticados para celular, MMOs com modelos diferentes de receita, distribuição digital, eventos ligados a games e por aí vai.Claro que quem se mexer mais vai levar vantagem. Se a Sony começa mesmo a fabricar jogos para PS3 em Manaus em 2010, leva vantagem. Se não, não.O grande portal tipo UOL ou Terra ou MSN que resolver investir sério para ter o maior share de MMOs levará vantagem. A agência de publicidade que ficar conhecida como a melhor em advergaming levará vantagem. O primeiro varejista online a oferecer compra de jogos via distribuição digital em reais e em parcelas levará vantagem. Por aí vai.Eu editei minha primeira revista de games em 1994 e nunca estive tão otimista com nosso mercado quanto agora. Tenho certeza que o mercado brasileiro de games vai ser 10% do mercado mundial, em um prazo curto.
Quer uma previsão? 2015. Me cobra pra ver se eu acertei daqui a seis anos!

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19/05/2009 - 17:05

Novo site. E "nova" revista

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E o Gamer.br apresenta com exclusividade mais um lançamento do mercado editorial brasileiro.

É a EGW, que a partir da semana que vem substituirá a EGM Brasil nas bancas. O o nome é novo, mas a revista continuará sendo editada pela mesma equipe (a edição continua por conta do Ricardo Farah) e lançada pela Tambor. A numeração também seguirá a da EGM, ou seja, a EGW já começa na edição 89. Terá 100 páginas e sai em 25 de maio, por R$ 9,90.

E antes mesmo da chegada nas bancas, o site EGW estreia na internet, com o objetivo de ser “o primeiro portal de games para a comunidade ibero-americana”. O comando do site é da Beatriz Sant’Anna, que conforme o pessoal das antigas se lembra, foi editora da EGM e da Nintendo World há alguns anos.

A seguir, o release oficial divulgado hoje pela Tambor.

Tambor lança EGW, o primeiro portal para a comunidade de gamers ibero-americana

A Tambor revitaliza uma de suas marcas mais antigas suprindo a necessidade por um excelente conteúdo em entretenimento e jogos no Brasil com o EGW (Entertainment + Game World), primeiro portal de games e entretenimento digital para a comunidade de jogadores iberoamericana. “Os jogos eletrônicos hoje são parte de toda uma indústria do entretenimento geral. A grande maioria dos games que são lançados acompanha um filme nos cinemas, um Blu-ray nas locadoras ou até mesmo uma animação para a TV. Por isso assumimos este novo desafio editorial, trazendo conteúdo de qualidade e competência no que tange todos os segmentos do entretenimento e não apenas os jogos eletrônicos”, explica André Martins, Diretor Geral da Tambor.

Além de trazer todo conteúdo editorial da revista, como matérias especiais sobre tecnologia e entrevistas com produtores e desenvolvedores, o portal nascem também com a pretensão de ter o maior acervo de dicas de jogos, que estarão disponibilizadas também em serviços mobile. Podcasts e chats com os editores, vídeo análises dos principais lançamentos em jogos e colunistas de diversos países da América Latina, Espanha e Portugal também serão destaques exclusivos do portal que nasce tanto para a comunidade de jogadores brasileiros como também de ibero americanos, com conteúdo em português de Portugal e espanhol. “O EGW é feito pela equipe de games da Tambor e também por quem quiser participar. O leitor dá a opinião, manda textos, fotos e vídeos mostrando sua relação com o mundo dos games”, explica Beatriz Sant’Anna, editora do portal, que também trará uma área exclusiva para os usuários participarem de uma comunidade de jogadores e se tornarem colaboradores.

A estreia do portal EGW marca também a mudança de título da revista EGM Brasil para EGW. A revista EGM Brasil, especializada em games de todos os consoles, ganha com isso muito mais conteúdo de entretenimento digital. “A presença da EGM Brasil no mercado brasileiro trouxe um amadurecimento não só editorial como comercial. O mercado brasileiro presenciou um novo jeito de produzir conteúdo sério, informativo e completo. É neste momento que a EGW entra no mercado editorial para dar continuidade à evolução em que a convergência da diversão é cada vez mais notável. Os jogadores terão dois veículos; revista EGW e site egw.com.br, que trarão juntos todo conteúdo pertinente ao entretenimento digital”, define Isac Guedes, Gerente de Publicidade da Tambor.

A edição de maio da revista chega às bancas em 25 de maio. Entre os destaques, a matéria de capa da edição traz detalhes inéditos sobre o novo jogo do Exterminador do Futuro: A Salvação, contando a cronologia da série no cinema, na TV e, principalmente nos games. Ainda nesta edição os leitores têm a oportunidade de conferir previews exclusivos de Star Trek Online e Final Fantasy XIII, entrevistas com os produtores de Persona 4 e Fallout 3, além de análises completas dos principais lançamentos do mês em jogos e em DVD/Blu-ray. “O conteúdo do site em conversa com o da revista EGW é um presente para todos os jogadores do Brasil, mas principalmente para os leitores da revista, que passa a ganhar ‘páginas infinitas’ de conteúdo 100% preciso e confiável”, explica Ricardo Farah, Editor Executivo da EGW.

Com as novidades editoriais, a revista EGW passa a ter 80% de conteúdo sobre jogos eletrônicos e 20% de entretenimento geral, como cinema, DVD e Blu-ray, reafirmando a posição da Tambor na liderança do segmento editorial especializado em entretenimento e tecnologia. “Se você quer saber qual o futuro do cinema, jogue Metal Gear Solid 4. Se você quer saber qual o futuro da música, jogue Guitar Hero: Metallica. Se você quer saber qual o futuro das comunidades online, jogue LittleBigPlanet.  Se você quer saber qual é a revista e o site brasileiro que falam de tudo isso, é o EGW”, afirma André Forastieri, Diretor Editorial da Tambor.

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No dia da estréia do site – provavelmente nesta sexta, logo confirmo isso -, colocarei no ar uma entrevista exclusiva e sincera com André Forastieri, sobre os novos produtos de sua editora e os rumos do mercado editorial brasileiro. É imperdível.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
25/03/2009 - 11:39

Reciclando

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A GDC está rolando em São Francisco. Tem acompanhado?

Vou falar aqui sobre a tecnologia revolucionária apresentada pela OnLive assim que eu digerir melhor a idéia. É difícil dizer o que isso representará para o mercado e para a maneira como lidaremos com os games no futuro. Melhor não falar bobagem.

Tenho tantos outros temas para falar, mas o fechamento da Rolling Stone está me sufocando legal. Para não deixar você na mão, republico um texto que encontrei em meus arquivos. Escrevi há exatamente um ano para a revista EGM Brasil. Não sei bem se o que está ali ainda corresponde à realidade. Acho que em grande parte, sim. E depois você me diz se concorda ou não.

Logo voltaremos à programação normal..

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Todo Dia é da Marmota

Sendo muito sincero, estou cansado.

Talvez a culpa seja da minha rotina estafante, da carreira atarefada ou da vida pessoal cada vez mais agitada. Ou de tudo isso ao mesmo tempo, vai saber? Mas o fato é que estou bem cansado do mundo dos games.

Antes de me enviar uma chuva de pedras por e-mail, explico. Não estou cansado de jogar games (será que tem algum louco no mundo que se cansa disso?). Estou é de saco cheio de explorar o assunto profissionalmente, como me acostumei a fazer nos últimos doze anos. O motivo é um só, e alguém aí há de concordar comigo: esse mercado anda chato demais.

Tento visitar quase diariamente uma dezena de portais e blogs na internet para saber o que rola de novo e interessante. Não faz muito tempo, tenho sentido que estou diariamente lendo as mesmas notícias. Grosso modo, tudo o que acontece atualmente me parece que já aconteceu antes, em doses diferenciadas, com nomes e números diferentes. E todos os sites reproduzem as mesmas informações de forma idêntica, e nem se dão ao trabalho de escrevê-las com outras palavras.

Vejamos as novidades da semana em que escrevo estas linhas. Vem aí um novo The Sims. E um outro jogo do Sonic, será que esse agora vai? Ah, e não dá para esquecer do próximo Street Fighter, o IV, e o novo Grand Theft Auto, também IV. E também vai rolar a seqüência de Bioshock, e de outras franquias que fizeram sucesso recentemente. No lado business da coisa, a Electronic Arts continua querendo comprar todo mundo (inclusive o seu carro, a sua casa, a sua coleção de gibis e por ai vai). Wii, Xbox 360 e PlayStation 3 ainda brigam por fatias adormecidas do mercado. E veja só, quem diria: mais um game estrelado pelo Super Mario bateu recordes de vendas.

Bocejo.

Admito que é complicado acompanhar esse mercado pelo lado de fora, e que isso contribui para essa minha falta de paciência com essa rotina. Nos tempos em que eu editava a EGM, essa relativa mesmice não me incomodava nem um pouco. Hoje, checando as notícias sem me envolver, sinto como se nada de novo acontecesse, ou se como se todos os dias fossem os mesmos. Sabe aquele filme com o Bill Murray, O Feitiço do Tempo, sobre o infame “dia da marmota”? Tenho a ligeira impressão de que se eu passasse três meses desligado de tudo, não perderia muita coisa. Estou exagerando ou sendo chato demais? Ou é só despeito de minha parte, já que não consigo mais me manter atualizado graças à insana velocidade com que as informações fluem atualmente?

Bem, é hora de mais uma partidinha de Rock Band…

 

Texto publicado na edição de abril/08 da EGM Brasil.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
04/02/2009 - 18:11

(Não) há vagas

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A seguinte mensagem  está no blog do André Forastieri, diretor editorial da Tambor (editora da EGM Brasil, Nintendo World, entre outras). Reproduzo ela aqui, porque pode lhe ser útil. Quem sabe não é para você?

Quer um emprego?

Procuro jornalista louco por games e tecnologia, que escreva bem, saiba fazer uma pauta, saiba editar, tenha paciência com leitores e internautas, seja fuçador, com fome de bola, que queira conhecer toda a indústria de games, viajar pelo mundo afora etc.

Jornalista é jornalista, fã é fã, lembre.

Não precisa ser jovem nem jornalista profissional, que diploma o quê, fuck that shit. Dentistas desempregados ou seringueiros, quem se importa.

Aliás, se não for homem, estudante de jornalismo, branco e blogueiro, ganha ponto. Tem muitos por aí. O jornalismo nacional de games precisa de um mulher negra. Alguma aí fora?

Quero ver o CV, um texto seu que ficou legal, umas idéias de pauta, e por favor mande uns exemplos de sites de games / tech sensacionais na sua opinião.

Pra trabalhar muito, em São Paulo, na Tambor, e ganhar pouco. Mas se nosso novo projetinho for bem, o potencial, baby, é infinito. Você tem que querer conquistar o universo, naturalmente. 

Mande para o email: andre.forastieri@tambordigital.com.br.

Último prazo: essa sexta!***

 

E por falar nisso…

A Conrad, editora que tinha o Forasta como sócio – e que hoje é do Rogério de Campos – agora faz parte do grupo IBEP/Companhia Editora Nacional. Pelo que consta, a linha editorial e a equipe serão quase todas mantidas (mas algumas demissões rolaram por lá durante o dia de hoje). Atualmente, a editora era especializada em quadrinhos adultos, mangás e literatura política/cultural/subversiva. Até 2005, eles editavam as revistas de games que hoje são da Tambor, entre outras publicações.

A Conrad negociava desde o ano passado com a IBEP, mas também manteve conversas com a Ediouro. O Rogério de Campos continua como diretor editorial nessa nova empresa. Ele também promete voltar a bombar o mercado de mangás e retomar presença nas bancas.

O que essa mudança significa? É esperar o anúncio oficial para ver onde vai dar.

***

E por falar em revistas…

A próxima EGM Brasil (sim, ela continua) chega nas bancas na semana que vem, com duas capas e os últimos vestígios da extinta edição norte-americana – inclusive uma belíssima matéria sobre os 20 anos da publicação lá fora:

    
Halo Wars…                                           … e Street IV

Já a Gamemaster da Editora Europa, que também chega nas bancas na segunda-feira da outra semana (16/2), conseguiu uma bela exclusividade para sua capa:


Killzone 2, do PlayStation 3

E as revistas de games continuam a existir e a fazer sentido em nosso mercado. Será? Até quando? Eis a questão de um milhão.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
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