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28/07/2011 - 15:44

Games Nintendo em Português?

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Segundo apurou o incansável site Lektronik, a Nintendo of America dá a entender que vai começar a traduzir seus futuros games para o português brasileiro.

Um anúncio foi colocado recentemente em um site norte-americano de empregos, o Taleo, solicitando os serviços de um profissional apto a traduzir conteúdos de jogos – textos, vozes, manuais, documentos promocionais e relacionados – para o português do Brasil, e que tenha habilidade para analisar e constatar se determinado material está de acordo com “os gostos dos consumidores”.

Só é possível imaginar que teremos games Nintendo em português  em breve. Aliás, bem antes do que se poderia imaginar. Quando conversei com Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, durante a E3 2011, ele despistou sobre o tema:

Gamer.br: E traduções de games e produtos para o português?
RFA: Nesse momento, temos o hardware [do 3DS] que será traduzido para o português, e isso inclui algumas de suas aplicações. O software ainda não será traduzido para o português, mas certamente esse é o próximo passo. É aquela história do ovo e a galinha: precisamos ver bons resultados de vendas, para isso nos dar a motivação para fazer esse tipo de ação.

Conclui-se que: 1. ou as vendas estão boas mesmo; ou 2. os planos da Nintendo para o Brasil andam mais avançados do que eles querem divulgar; ou 3. as duas coisas ao mesmo tempo.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
27/06/2011 - 21:16

E3 2011: Ainda dá Tempo?

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Enquanto eu fecho a edição de julho da Rolling Stone daqui, você curte aí uma das matérias que escrevi sobre a E3 2011, lá de Los Angeles. Essa a seguir saiu no jornal O Estado de S. Paulo, no suplemento Link, em 12 de junho. Faz tempo, mas ainda dá tempo de falar sobre o tema (e nada mudou de lá para cá, convenhamos). Bem, cá está.

***

Rumo à oitava geração*
Como fez no lançamento do Wii, a Nintendo pode colocar a concorrência para correr atrás da grande novidade da E3 deste ano

Por Pablo Miyazawa
Especial para o ‘Estado’

LOS ANGELES – Maior evento da indústria dos videogames no mundo ocidental, a Electronic Entertainment Expo (E3) todo ano carrega a responsabilidade de ser o divisor de águas de um mercado efêmero e em contínua expansão. Na edição 2011, realizada entre os dias 7 e 9 de junho, em Los Angeles, a máxima se confirmou com o início oficial da disputa pelo domínio da próxima geração de consoles.

Mesmo com o crescimento de outras formas de entretenimento digital – games sociais e jogos para tablets e smartphones entraram de vez na rotina de “não-jogadores” –, ainda são os consoles que ditam as regras do jogo, com um mercado estimado em US$ 22 bilhões. A influência das tais novas mídias nas decisões das desenvolvedoras, porém, está mais do que escancarada. Durante a E3, a Electronic Arts anunciou The Sims Social, uma versão de seu tradicional Sims para o Facebook.

Parece um tablet
Outro sinal óbvio de que a conservadora indústria está atenta às tendências está na principal característica do novo videogame revelado pela Nintendo. Batizado de Wii U (trocadilho com a sonoridade de “nós” e “você” em inglês), a máquina vem com um joystick que tem uma tela de cristal líquido sensível ao toque, o que, de cara, gera comparações inevitáveis com um tablet.

A empresa, porém, é incisiva ao negar a “inspiração”. “Já estávamos bastante avançados no desenvolvimento do Wii U quando o mercado de tablets explodiu”, disse Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America. “O sucesso dos tablets é apenas mais um indicativo de que nossa ideia está certa.” Apesar da relação de semelhança com o espírito dos dispositivos portáteis, é certo que o Wii U funcionará essencialmente como um videogame tradicional: será conectado a uma televisão e rodará jogos em discos proprietários, além dos games para a versão atual do Wii.

O segmento da diversão portátil, aliás, já é dominado pela Nintendo, que traz no currículo máquinas de bolso consagradas como o Game & Watch, o Game Boy e o DS, há mais de 30 anos. Em março, ela lançou o 3DS, com duas telas capaz de gerar gráficos 3D sem a necessidade de óculos especiais. Previsto para ser lançado em julho no Brasil, o 3DS também ganhou destaque na E3 com uma linha de jogos que enfatiza franquias clássicas, como uma versão inédita de Super Mario, além de releituras de Star Fox e Mario Kart.

Vita e desculpas
Sua arquirrival Sony também mostrou uma nova investida nesse segmento: o PS Vita é um portátil que tem como missão suceder o já ancião PSP, com recursos gráficos avançados, tela sensível ao toque, duas câmeras, acesso à web (Wi-Fi e 3G) e interatividade com o PlayStation 3. Previsto para o final do ano, com preços de US$ 250 a US$ 300, foi a única novidade de peso exibida pela Sony. Líder absoluta da geração anterior de consoles com o PlayStation 2, a Sony está mal na fita após a recente ataque à PlayStation Network, que causou o vazamento de informações confidenciais de milhões de jogadores.

A coletiva para imprensa na E3 foi iniciada com um pedido de desculpas, seguida da divulgação de títulos exclusivos para o PS3, como a aventura cinematográfica Uncharted 3: Drake’s Deception e o combate futurista 3D Resistance 3. Também ganharam destaque jogos compatíveis com o acessório Move, controle com sensores de movimentos, mas a vedete é o 3D: no segundo semestre, a Sony lançará uma tela de 24 polegadas que permite que duas pessoas joguem em 3D simultaneamente, e cada uma delas enxergue o efeito de maneira individualizada.

Família
Líder do mercado norte-americano com o Xbox 360, a Microsoft preferiu assumir um foco no aspecto agregador dos games. Não foram poucos os jogos anunciados na E3 que procuram promover a integração entre a família e o mundo virtual por meio do Kinect, a câmera com sensor de movimentos que foi o grande trunfo da empresa no ano passado.

Grifes como Vila Sésamo, Disneyland e Guerra nas Estrelas são títulos que agradam o público infantil e são reconhecidos pelos adultos. A Microsoft também mira esforços em serviços que levem a experiência com o videogame para além do jogo em si.

Nos próximos meses, o console ganhará parcerias com emissoras de TV e fornecedoras de conteúdo, além de integrar-se ao YouTube e ao sistema de procura por comando de voz de seu buscador, o Bing.

Direções
Os movimentos das três empresas gigantes do entretenimento levam a crer que cada empresa busca uma fatia distinta do mercado. “Nosso concorrentes estão presos, indo para uma direção. Enquanto isso, nós estamos indo para o outro lado”, teoriza Fils-Aime, da Nintendo.

Entretanto, não será de se espantar se a próxima geração de consoles de Sony e Microsoft apresentar elementos que, ainda que na superfície, remetam aos recursos apresentados pelo Wii U da Nintendo.

No universo do entretenimento digital, cria-se e copia-se na mesma velocidade e proporção. A história já mostrou que o pioneiro e o original não necessariamente é quem domina o mercado. Vence aquele que cometer menos erros e melhor se adaptar às rápidas mudanças. No caso do mercado de games – sempre mutante –, nem o tempo determinará as regras.

* Reportagem publicada na edição de 12 de junho do Link.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
20/06/2011 - 20:18

Aonde o Brasil dos Games quer Chegar?

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Ressaca de E3? Imagine…

Demorei mais do que o esperado para retornar ao batente por aqui. Está tudo uma confusão – na mesa, na sala, na vida -, então vou me organizar antes de qualquer coisa. Para compensar, faço um dos meus velhos truques de sempre aqui no blog: reciclo texto antigo com cara de inédito. Sempre funciona (até agora funcionou).

Esse artigo a seguir foi publicado na revista EGW do mês de abril (não sei a edição, alguém me ajuda?). Ele discute a questão do crescimento sempre constante da indústria nacional de games: afinal, estamos chegando ao ápice? Quantos degraus ainda precisamos superar?  Será que dá para melhorar mais ainda? O que nos impede de crescer?

É claro que nenhuma dessas perguntas possui resposta simples, mas é aí mesmo que está a graça. Leia, opine, comente. Aproveite que o assunto é infinito e polêmico.

***

Navegando por Altos e Baixos*
Talvez seja melhor que o mercado de games brasileiro jamais alcance o topo

Há alguns dias [o texto foi escrito em março] aconteceu o evento Gameworld 2011, em São Paulo. A festa durou três dias, de 11 a 13 de março, em um shopping center muito bem localizado, próximo ao coração financeiro da cidade. Na sexta, executei uma função nobre: apresentei a premiação Troféu Gameworld, ao lado do mito Carlos Eduardo Miranda. Devo dizer que foi divertido, descontando alguns percalços pelo caminho. Quem sabe faz ao vivo, bem dizia aquele poeta televisivo que continua no ar aos domingos desde o fim dos anos 80.

Não consegui passear pelo Gameworld naquele dia. Mas, no dia seguinte, lá estava eu circulando por aqueles corredores abarrotados de gente, desviando de empurrões, suando e encontrando velhos amigos. Confesso que gostei de estar lá, no meio da muvuca. A organização estimou em mais de 21 mil o público total do fim de semana. Fazia tempo que eu não comparecia a um evento especializado no Brasil (a E3 de Los Angeles, fechada ao público normal, não conta). A culpa em parte é de minha falta de tempo e desorganização crônicas, mas não é só por isso: festas para o público gamer são raras em nossa terra brasilis. Eles estão se espalhando aos poucos pelos grandes centros, mas ainda assim, dá para contar nos dedos das duas mãos os acontecimentos relevantes nesse sentido.

Mas será que quantidade é melhor que qualidade? Quero dizer, se houvesse um evento aos moldes do Gameworld em cada capital brasileira, será que isso significaria que estamos evoluindo em algum sentido? Mais eventos de games representariam um crescimento verdadeiro de nosso mercado?

Coloquei a questão e aproveito para eu mesmo discordar: acredito que não há relação entre uma coisa e outra. O fato é que há uma demanda muito reprimida por qualquer acontecimento ou fato relevante relacionado aos videogames no Brasil. O público gamer quer ter o que fazer além de jogar e gastar (muito) dinheiro. Estamos na crista da onda da tecnologia e somos considerados o porto seguro dos investimentos estrangeiros, mas ainda existe bastante lentidão em se tratando de uma evolução real. Há quase dez anos o Brasil engatinha para chegar lá – seja esse “lá” onde for. Há alguns anos, nossa referência de progresso era o México. Hoje, o mercado de lá anda saturado e estagnado – cresceu o que tinha que dar e não tem mais muito para onde ir. Sob esse ponto de vista, acredito que deveríamos almejar outra situação. Não é legal imaginar que iremos entrar em um processo de decadência após tantos anos lutando para que o “Brasil dos games” cresça e apareça.

Reflitamos juntos. Hoje, temos as três principais plataformas lançadas oficialmente por aqui. Os games chegam quase simultaneamente, muitas vezes traduzidos para o português. Os preços, aos poucos, se tornam mais adequados (se comparados aos preços de cinco anos atrás). Portáteis como smartphones, iPhones e iPads se popularizam, assim como seus games. O que exatamente falta para alcançarmos um topo? Melhorando a pergunta: será que precisamos chegar a esse topo? Porque você sabe bem: tudo o que sobe, um dia desce.

É aí que está: acredito que o Brasil jamais chegará ao ápice em se tratando do mercado de games. Estaremos sempre progredindo, evoluindo, mas jamais alcançaremos um estado em que nos daremos por satisfeitos. Tudo faz parte da tradição de ser brasileiro – essa insatisfação com as coisas, essa postura crítica e mordaz, esse jeitinho de ir empurrando com a barriga até tudo certo. É como muito bem proclama o belo estandarte nacional: (des) ordem e progresso (constante). E devagar vamos caminhando.

* Texto publicado na edição 113 da EGW, abril de 2011.

***

Você notou que comentei sobre a possibilidade de novos eventos de games no país. Acabou atraindo boas notícias: durante a E3 2011, recebi a confirmação de que está tudo certo para o retorno do Electronic Game Show, ou EGS, à cidade de São Paulo. Melhor ainda, as negociações estão bem adiantadas com a maioria das publishers atuantes no Brasil. Quando esse evento vai acontecer? No segundo semestre de 2011. Se a informação é de fonte quente? Não poderia ser mais quente. Agora é torcer para se tornar realidade, porque já ouvimos essa história antes…

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
08/06/2011 - 14:56

E3 2011: Começou o dia 2

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Começou o segundo dia oficial da E3 2011. E, estranhamente, está bastante nublado em Los Angeles.

Hoje deve ser o dia mais corrido de todos. Após a histeria inicial dos últimos dois dias, hoje é a hora que a maioria da imprensa tira para jogar os games propriamente ditos. As filas devem ser enormes. A correria nos corredores, intensa. É disso que o povo gosta, não.

Minha programação: jogarei o Wii U; conversarei com a Sony sobre a situação do mercado nacional (e a PS Store brasileira); entrevistar o Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America; jogarei Battlefield 3; jogarei Rocksmith. E tudo o que mais der tempo. Que tal?

Então vamos, senão não dá tempo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags:
07/06/2011 - 18:18

E3 2011: Compreendendo esse tal de Wii U

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Vamos lá então, entender esse negócio.

O Wii U é sim, um novo videogame, apesar de muita gente ter ficado em dúvida. Uma hora após a coletiva da Nintendo, na sala de imprensa do Convention Center, ainda havia gente se perguntando (alguns ME perguntaram): “Mas é um portátil novo ou um console?”.

Na hora, não ficou tão claro assim. Mas quem reassistir a apresentação de Satoru Iwata e Reggie Fils-Aime, comprova que eles até disseram: é um console sim, claro. É que a Nintendo nesse instante quer que todo o mundo preste atenção ao controller, e não ao console em si.

É interessante notar que é quase uma situação aposta a o que ocorreu em 2005: na ocasião, a Nintendo exibiu o que na época ainda se chamava “ Revolution”, um console que parecia uma caixinha de charutos em pé. Nada de games e, mais importante, nem sinal do joystick, o tão revolucionário Wiimote. Miyamoto, dois dias depois daquela apresentação, me falou a respeito (relembre aqui a entrevista de 2005). Foi mais ou menos assim:

Gamer.br: E o controller do Revolution? Vocês não mostraram nada e estamos curiosos.
Shigeru Miyamoto: Nós exibimos o hardware e é claro que gostaríamos de ter mostrado o controller, mas o problema é que se fizéssemos isso, revelaríamos muito dos aspectos novos e exclusivos do nosso sistema. Não seria um bom negócio se divulgássemos isso agora. No passado, revelamos coisas que as outras empresas não demoraram para copiar e tirar vantagem. Para ser bastante sincero e modesto, queremos evitar o que aconteceu com a alavanca analógica, o Rumble Pak, o Wavebird… a Nintendo criou todas essas novidades, e as outras empresas rapidamente seguiram atrás. Se revelássemos as coisas agora, um ano antes, seria dar muito tempo para as empresas pegarem nossas idéias e saírem correndo. O que queremos é revelar todas as funcionalidades do sistema já com o software rolando, em um pacote completo, na hora que for mais vantajosa.

Que curioso, não? Aconteceu o oposto nesse momento. O importante para a Nintendo é fazer você (e a concorrência, por que não?) se interessar pelo joystick revolucionário deles. O console, no caso, ou detalhes mais específicos, são mesmo meros detalhes.

As informações técnicas estão quase todas no http://e3.nintendo.com, no link System Details: é um console de ligar na TV, cheio de especificações técnicas, mas a maioria ainda permanece envolta em mistério. É porque a Nintendo só faz questão que você saiba que os jogos serão tão bonitos e avançados quanto esses que podem ser jogados hoje no PlayStation 3 e no Xbox 360. Aquela demo técnica que mostra o passarinho voando, o rio e o peixe, serviu exatamente para isso. O Wii U é um Wii turbinado e em alta definição, mas com um joystick invocado e cheio de onda. Preço? Tipo de processador? Tecnicagens? Nada disso. Pelo menos ainda não.

As especificações técnicas disponíveis são apenas essas (no original, veja tudo no site):

Launches: 2012

Size: Approximately 1.8 inches tall, 6.8 inches wide and 10.5 inches long.

New Controller: The new controller incorporates a 6.2-inch, 16:9 touch screen and traditional button controls, including two analog Circle Pads. This combination removes the traditional barriers between games, players and the TV by creating a second window into the video game world. The rechargeable controller includes a Power button, Home button, +Control Pad, A/B/X/Y buttons, L/R buttons and ZL/ZR buttons. It includes a built-in accelerometer and gyroscope, rumble feature, camera, a microphone, stereo speakers, a sensor strip and a stylus.

Other Controls: Up to four Wii Remote™ (or Wii Remote Plus) controllers can be connected at once. The new console supports all Wii™ controllers and input devices, including the Nunchuk™ controller, Classic ControllerTM, Classic Controller ProTM and Wii Balance Board™.

Media: A single self-loading media bay will play 12-centimeter proprietary high-density optical discs for the new console, as well as 12-centimeter Wii optical discs.

Video Output: Supports 1080p, 1080i, 720p, 480p and 480i. Compatible cables include HDMI, component, S-video and composite.

Audio Output: Uses AV Multi Out connector. Six-channel PCM linear output through HDMI.

Storage: The console will have internal flash memory, as well as the option to expand its memory using either an SD memory card or an external USB hard disk drive.

CPU: IBM Power®-based multi-core microprocessor.

Other: Four USB 2.0 connector slots are included. The new console is backward compatible with Wii games and Wii accessories.

***

Se a Nintendo não quis mostrar detalhes sobre o console na conferência, é porque não precisa fazer isso agora. Porque o interessante em um evento como a E3, em se tratando de tanta concorrência pesada, é mostrar o que o adversário NÃO tem. E quem tem joystick com sensor de movimentos, ou mesmo um sistema de captura de movimentos? Nesse momento, todos os três consoles existentes – Wii, PlayStation 3 e Xbox 360.

Agora, quem tem um joystick que é um verdadeiro tablet, que na verdade é uma segunda tela, mas que também é um portátil independente, com praticamente todos os recursos de um console de bolso, mais os recursos básicos de um joystick atual (rumble, acelerômetro, giroscópio, duas alavancas digitais, um direcional analógico, câmera, microfone, quase uma dezena de botões etc) e etc? Pois é. Só a Nintendo tem. E agora, Sony e Microsoft terão que correr atrás novamente, como já fizeram com o Wii.

Será que dá?

Claro que dá. Ou alguém duvida que os joysticks do PlayStation 4 e do próximo Xbox trarão telas touch screen embutidas (além de mais alguns recursos novos)? Afinal, essa é a graça da corrida da tecnologia. Sempre dá para ir mais longe. E, muitas vezes (ou na maioria das vezes, em se tratando de um gadget ou produto), não importa quem faz primeiro – e sim, quem faz melhor.

O que logo iremos descobrir é que a ideia do Wii U veio de uma premissa muito simples (tão simples que certamente saiu da cabeça de Shigeru Miyamoto): “e se fizermos um videogame que junte console e portátil em uma coisa só? Já sabemos fazer as duas coisas mesmo, né?”. A popularização cada vez mais crescente dos tablets só fez a coisa ter ainda mais sentido. O resultado disso será o Wii U.

Eu não tenho a menor dúvida de que será um sucesso, tanto ou maior do que o Wii. Duvido que os usuários de PlayStation 3 e Xbox 360 não ficaram no mínimo curiosos para ver o negócio funcionando. A Nintendo fez nessa E3 o mais difícil, que foi recuperar a confiança do público hardcore.

E, de repente, o final de 2012 ficou distante demais para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
07/06/2011 - 17:22

E3 2011: A Orquestra toca o tema de Zelda

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Para você que perdeu:

Não dá para não dizer que é bonito, concorda?

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
07/06/2011 - 10:57

E3 2011: O Café no Bule da Nintendo

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A E3 2011 propriamente dita começa hoje, após a coletiva da Nintendo lá no Nokia Theater, em Downtown LA. Antes disso, é o que chamamos vulgarmente de pré-E3.

Em sua apresentação para a imprensa, a última entre as grandes fabricantes, a Big N deve revelar ao mundo detalhes de seu novo console de videogame. O nome-código, Project Cafe, dá o que falar e gera dezenas de piadinhas e trocadilhos horríveis (vide o meu título). Todos especulam, mas ninguém sabe ao certo o que esperar do sucessor do Wii.

É uma novidade em se tratando da Nintendo, a ousadia de mostrar detalhes de um novo console doméstico antes da concorrência. Nas gerações anteriores, a fabricante japonesa sempre pegou o bonde andando – seja por vacilo mesmo (no caso do Nintendo 64 e do GameCube), seja para esconder o jogo e enganar os competidores (no caso do Wii). Com o o Cafe, a ideia é sair na frente e mostrar que a Nintendo pensa diferente, adiante e está em outro patamar – pelo menos é isso que o movimento ousado dá a entender. Saberemos melhor em exatamente duas horas e 15 minutos.

O que você está esperando? Eu prefiro não especular.

***

Ainda hoje, também saberemos mais sobre a atuação da Sony no Brasil. É real o rumor de que a rede PSN enfim se tornará uma realidade, com PS Store nacional e tudo? A fabricante deve (ou não) confirmar a informação ainda hoje. Existe um otimismo entre a imprensa nacional cobrindo a E3 – mesmo porque, se a notícia não se concretizar, é porque estamos mesmo em baixa (o que não é o caso, sabemos bem).

***

Relembre comigo como foi o primeiro dia de E3 2011 (clique e prestigie):

Como foi a coletiva da Microsoft, onde eles mostraram que Kinect é o grande barato.

Como foi a coletiva da EA, onde eles admitiram que futebol é o maior negócio do mundo.

Como foi a coletiva da Ubisoft, onde eles confessaram que são os melhores, e pronto.

Como foi a coletiva da Sony, onde eles pediram desculpas e mostraram o portártil PSVITA.

Como foi a festa pós-Sony, onde o Jane’s Addiction ganhou uns trocados a mais.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , ,
07/06/2011 - 04:31

E3 2011: A Festa da Sony e a Atração Musical

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O Jane’s Addiction, banda do maluco beleza Perry Farrell, foi a atração musical da festa da Sony na E3 2011. Azar de quem esperava a Lady Gaga. Aliás, quem soltou esse boato?


De qualquer forma, havia comida e bebida à vontade, filas para jogar “todos” os games revelados na coletiva e, em determinado momento, o show. Rolaram hits e aquela interação costumeira entre a banda e o público local – o Jane’s Addiction é de Los Angeles. Mas, na maior parte do tempo, foi chato. O povo só se animou em “Stop”, “Been Caught Stealing” e “Mountain Song”. Na hora em que começaram o bis acústico com um grupo de tocadores de tambor, metade do público já havia ido embora. Eu inclusive.


Performáticos, Dave Navarro e Perry Farrell tocaram para o público da Sony


Farrell ensinou o público como rouba garrafas de vinho de seu próprio camarim. Sério


Navarro demonstrou toda a simpatia que já ficara evidente em sua performance como host de Rockstar: Supernova – ou seja, nenhuma

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags: , , , , ,
06/06/2011 - 21:40

E3 2011: Como foi a Coletiva da Ubisoft

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Adoraria ter feito o live-blogging da coletiva da Ubisoft, mas quem disse que eles disponibilizam uma conexão que funciona? Século XXI, pessoal. Hora de nos ajudar a ajudar vocês (processos colaborativos etc).


Vou fazer o live-blogging e publicarei tudo de uma vez. Depois vou editar os errinhos.

Tudo é pontual na E3. A coletiva da Ubisoft começou exatamente às 14h30, com um clipe celebrando os 25 anos da empresa. Os franceses, aliás, têm bastante o que celebrar – só vitórias e sucessos com suas franquias consagradas nos últimos anos, além de algumas novas marcas criadas recentemente, como Just Dance e Raving Rabbids.

Yves Guillemot sobe novamente a um palco – antes foi na Microsoft. Agora, como CEO da Ubisoft, ele é o dono da festa e joga com a plateia ganha.

14h33 – Michel Ancel celebra no palco “Ubi or not Ubi”. Ele está no palco para demonstrar o magnífico Rayman Origins.

Parêntese: chocado ao perceber o quanto Ancel envelheceu. Rayman deve estar dando trabalho.

O game é lindo: tudo que Super Mario ainda deveria ser, em altíssima definição, gráficos lindos, interatividade multiplayer, bom humor, sarcasmo e referências pop na medida (uma homenagem a Tetris foi aplaudida). As cores são tão vibrantes e a qualidade da animação é tão avançada que dá para escutar a respiração da platéia em suspensão durante a demo. Se isso não vender muito, não sei mais o que poderia vender.

14h41 – Aaron Priceman, o “homem-cafeína” da Ubisoft, está lá para dizer o quanto os “games da Ubi são tão fodões”. Os slogans da vez são:

“Gaming is Adventure”
“Gaming is Sharing”
“Gaming is Life”.

Certo, entendi.

É hora de Driver: San Francisco, uma das franquias que não era da Ubisoft inicialmente, mas acabou se tornando quando a publisher adquiriu o estúdio Reflections. Batidas, perseguições, as ruas estreitas de San Francisco… e nenhuma menção ao polêmico enredo com fortes tendências espíritas (Chico Xavier agradeceu, onde quer que esteja). O negócio a ser conferido parece ser o modo multiplayer, segundo o tal homem-cafeína.

14h48 – Um belo teaser-trailer do novo FarCry 3, talvez mais longo do que deveria. Estará em versão jogável no estande da Ubisoft.

14h56 – O estúdio Gearbox, criadores da série Brothers in Arms, comanda mais um game baseado na Segunda Guerra Mundial: Brother is Arms: Furious 4. É algo baseado no filme Bastardos Inglórios, de Quentin Tarantino, sem a menor dúvida. E sabe-se lá como, é parecido com a premissa do game novo da Insomniac, o Overstrike.  Parece que violência exagerada contra nazistas é algo permitido e até estimulado nos videogames. Sai em 2012.

15h00 –  Olha o Steven Spielberg no telão falando do game baseado em Tintin (The Adventures of Tintin – The Game). Olha o Peter Jackson também no telão falando sobre isso também. Assim como o desenho, previsto para o final do ano,  o game parece exuberante (sem data ainda, apenas um “coming soon”).

15h03 – Hora de hypar Ghost Recon: Future Soldier novamente. O game já havia ganho um bom espaço na coletiva da Microsoft e agora ganha uma longa exibição com direito a quatro pessoas jogando ao mesmo tempo. É bonito de se ver – talvez não tanto de se jogar, vamos combinar.

E tem também Ghost Recon Online, desenvolvido pelo estúdio de Singapura (ou Cingapura, se preferir), será, como o nome diz, online e gratuito – mas para PC.

A Ubisoft se transformou na Electronic Arts desses tempos (ou seria a Activision? Tem que ver isso aí), para o bem e para o mal. Toda pompa e circunstância que era praxe das apresentações da EA agora se tornou o padrão do discurso da publisher francesa, que de humilde não tem mais nada. Mas talvez seja uma mudança positiva. Já estava mais do que na hora de os papéis se inverterem, convenhamos.

15h16 – Duas mulheres no palco apresentram TrackMania 2: Canyon, mas juro que não entendi muito bem os sotaques. Ou talvez porque foi a primeira vez hoje que mulheres subiram ao palco para falar sobre qualquer coisa.

15h20 – Hora dos coelhos. Raving Rabbids: Alive & Kicking. Finalmente a franquia chega a outros consoles que não o Wii – no caso, o Xbox 360 e o seu Kinect. A ideia? Chutar coelhinhos invisíveis espalhados pela sua sala. Seus vizinhos do prédio da frente vão adorar o showzinho voyeur bizarro. Algumas brincadeiras com silhuetas e sombras adicionam um pouco de variedade à coisa. Sai em novembro.

15h25Just Dance 3, mais uma máquina de ganhar dinheiro para a Ubisoft. As duas primeiras versões venderam muito. E essa que será para as três plataformas disponíveis? É o novo Guitar Hero, em se tratando de fabricar dólares. Sai em 11 de outubro,

15h28 – …e por falar em Guitar Hero, chegou a parte que eu particularmente mais esperava: Rocksmith, a possível renovação dos games musicais como Guitar Hero e Rock Band, com a diferença que este game possivelmente irá ensinar uma coisa ou outra a você sobre como tocar de verdade. Supostamente.

O vídeo no telão mostra gente de peso endossando o game (Brad Tolinski, jornalista da revista Guitar World, Dave Navarro, guitarrista mala do Jane’s Addiction etc). Mas eu só acredito jogando esse negócio. Sai em outubro na América do Norte. E claro, precisa ter uma guitarra de verdade para se jogar. Ah, sim.

15h32 – Your Shape: Fitness Evolved 2012 dá continuidade à franquia exclusiva para o uso no Kinect. Eles querem queimar 1 bilhão de calorias juntos. Vão na frente que eu vou logo mais.

15h33 – Gritos e comemorações: Assassin’s Creed: Revelations. Nada de gameplay, apenas um clipe muito bem editado.

Agora sim, uma versão jogável e, digamos, explosiva.  Aquela beleza gráfica de sempre. Alguém duvida que será um sucesso?

15h45 – E acabou a coletiva da Ubisoft. Os caras estão podendo. E vamos lá para a Sony.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags: ,
06/06/2011 - 16:34

E3 2011: Por Dentro da Coletiva da Electronic Arts (AO VIVO)

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E começou a coletiva da Electronic Arts no Orpheum Theater, centro de Los Angeles.

Pontualmente às 12h30, o telão nos avisa: o grande game da E3 2011 provavelmente será Mass Effect 3. O game teve destaque na coletiva da Microsoft e ganha a abertura da festa da EA. Conclusão de trilogia, quem não adora?

Muitos aplausos após a demonstração no telão. O volume está apenas um pouco alto demais. A data oficial é 6 de março de 2012.

12h37 – John Riccitiello, big boss da EA, sobe ao palco para anunciar que mais oito empresas mostrarão seus games ao longo da próxima hora.

O próximo é Need for Speed: The Run. Se não tivesse um Need, não seria E3 e não seria EA.

E agora, tem momentos a pé também, fora do carro. Tem tudo para dar errado. O visual, pelo menos, parece incrível – nada como uma cena de corrida noturna em asfalto molhado para nos encantar. Mas e essa história de sair do carro e pular pelos telhados dos prédios? (a movimentação é automática, e as ações do personagem são context sensitive, ou seja, é preciso pressionar botões na hora exata para executar os movimentos).

Em seguida, retorna-se ao carro. GTA demais para você? Curti a parte de sair de dentro do carro, pelo menos.

12h46 – Star Wars The Old Republic é a bola da vez. Um dos games que fechou a apresentação da EA no ano passado continua sendo um dos carros-chefes da empresa este ano.

Eu provavelmente me empolgaria mais com os novos games Star Wars se eu ainda tivesse 14 anos e muito tempo livre. Será que a franquia ainda carrega tantos fãs antigos assim para justificar tanto tempo de produção em um único game?

E outra? Custa convidar o George Lucas para hypear um pouco o negócio? Seria tão legal.

12h50 – Nada como um trailer bem impressionante e barulhento de SSX para salvar a história. Peter Moore subiu ao palco para falar sobre os modos de jogo e deu a dica: http://origin.com tem um trailer novo do game. E sai em janeiro.

Moore rasga a seda para FIFA. Diz que é o maior game de esporte do planeta – não me lembro de a EA ter admitido isso em outras coletivas. E apresentam novidades da versão 12: “melhor e mais realista de todos os tempos”. O contato físico estará mais intenso e realista do que nunca. Em miúdos, qualquer coisinha que rolar dentro das quatro linhas terá influência na experiência de jogo. Tem certeza, EA? Mais realismo? Precisa?

E olha o Kaka no palco telão. Falando que joga FIFA. O Drake e o rapper Lil’ Wayne também (Pareceu até comportado, veja só). A EA não quis gastar com celebridades esse ano. Aliás, alguém ainda quer gastar com isso?

E tem mais: EA Sports Football Club, um serviço online ao vivo, feito para ser social – fãs podem se conectar e trocar informações sobre seus clubes favoritos. O usuário acumula pontos ao jogar versões diferentes de FIFA em plataformas diferentes e se interagir com outros jogadores.

E não poderia faltar Madden 12:

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Eles adoram. A gente não liga muito. E é a hora do mico.

13h07 – Riccitiello volta para anunciar The Sims Social. Pelo que deu para entender, é a mistura de Facebook com The Sims. O que isso significa? Que passaremos (ainda) mais tempo conectados ao Facebook.

13h09 – Kingdoms of Amalur: Reckoning faz a alegria dos nerds e fãs de espadas. Todos aplaudem.

13h12 – Ted Price, da Insomniac, anuncia a nova franquia: Overstrike. Violência com bom humor parece uma boa definição. Bela mistura de hiperrealismo e a histeria bélica dos games da Insomniac, como Ratchet & Clank.

13h16 – Ah, sim. Battlefield 3. Aquela história de sempre sobre como esta será uma nova experiência em se tratando de game de tiro em primeira pessoa etc etc. E parece que vai ser mesmo, pelo menos no que dá para compreender nessa telona e nesse altíssimo volume (sim, estou meio surdo agora). O beta do multiplayer será inaugurado em setembro desse ano.

A demonstração de Battlefield 3 é incrível de se assistir, mas longa demais se comparada à agilidade do restante da apresentação. Aliás, sou só eu que está notando como está tudo corrido nessas coletivas? Ou será que é porque estou fazendo um live-blogging e isso não permite tanto tédio? Taí, gostei.

O game sai em 25 de outubro. Boa sacada para atrapalhar um pouco a performance de Call of Duty: Modern Warfare 3. Mas será que consegue?

13h30 – Riccitiello finaliza o show da EA. Acabou mesmo. Sem surpresas maiores. Ele prometeu nove games, e assim o fez. É assim que a gente (não) gosta, Electronic Arts. Sobre o que vamos conversar lá fora?

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , ,
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