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20/09/2011 - 19:38

O que é o Brasil dos Games, Parte 6

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Tá chegando a hora. Contagem regressiva, a gente se vê por aqui.

O Gamer.br se prepara para dar adeus a este endereço. Enquanto isso não acontece, continuo a série de homenagens com a ajudinha dos amigos. Hoje, publico a contribuição do Leo De Biase. Quem é do mercado de games há um bom tempo sabe muito bem quem ele é. Nos últimos 13 anos, Leo fez de tudo um pouco: passou pela Monkey, pela Evolute e pela Level Up!, organizou torneios de esporte eletrônico como a CPL e a ESWC e hoje encara o cargo de gerente de marketing do braço nacional da publisher alemã Bigpoint. No texto a seguir, ele relembra fatos dessa longa carreira e contextualiza com os altos e baixos atravessados pelo nosso “Brasil dos Games” nos últimos anos. É aquela velha história: leia, prestigie e comente no final.

***

Meu Brasil dos Games

Por Leo de Biase*

O “Brasil dos Games” foi duro e sem misericórdia para quem não estava preparado ou que sonhava simplesmente em unir seu hobby/diversão à sua carreira profissional. Um mercado já tão forte e maduro em outros países, mas que no Brasil demorou demais para realmente deslanchar. Como eu não tinha aptidões de programação e também não possuía um canudo de jornalismo (sim, naquela época precisava), me restavam duas opções para me aventurar no mercado de games: virar um empreendedor ou ser um executivo.

Estamos falando de final da década de 90, onde pouquíssimas empresas de games estavam no país e as que estavam digladiavam-se diariamente com o fantasma da pirataria e outros obstáculos. Então era bem certo dizer que não havia vagas “sobrando” por aí. O jeito foi mesmo partir para novos negócios.

Uma loja de computadores em rede, que um dia se tornaria a maior rede do Brasil, já havia sido inaugurada e como um “comércio” ela ia muito bem, quase sempre lotada, oferecendo computadores de “alta performance” (nem placa gráfica tinha) com a ainda inacessível BANDA LARGA, tudo em um ambiente onde os fanáticos por games tinham seu primeiro contato com o sensacional universo dos games MULTIPLAYER. Como tinha uma formação em negócios, percebi ali a oportunidade e, após apresentar um business plan para o proprietário, me juntei ao time e o resto virou história.

Não foi a melhor decisão… e isso não contribuiu muito para meu desenvolvimento profissional. Mas os anos me trouxeram um grande conhecimento de vida e mais do que isso uma rede de amigos, colegas, conhecidos e até mesmo desafetos que no fringir dos ovos me preparou, e muito, para a “nova era” que realmente atingiu sua maturidade ao final da primeira década do século 21, ou seja, HOJE!

Meu primeiro contato com o Pablito foi em tempos de EGM Brasil, em minhas aventuras trazendo os primeiros eventos internacionais de e-sport para o país. Não sei como saí vivo dessa época sem estrutura e ainda muito amadora (e eu não saí rico como alguns acham). Mas, enfim, com o fim da bolha das lan houses e a constatação de que e-sport continuaria mesmo (pelo menos por enquanto) como uma atração de nicho, a transição para o mundo executivo (que poderia ter vindo bem antes) veio naturalmente, mas não menos traumática.

Acredito ser de grande valor para as empresas o profissional possuir não somente MBAs e pós-graduações, mas também ter literalmente colocado a cara no chão, a mão na massa e comido lama (não necessariamente nessa ordem) para poder realmente contribuir com pleno conhecimento de causa seja a área que for. Tenho muito orgulho de ter participado de todos os perrengues e alegrias deste mercado que ainda tem muito mais a crescer e oferecer. O esforço não foi em vão e hoje posso me considerar um felizardo membro desse seleto time de profissionais que vivem e respiram games em nosso país.

Ao Pablo, fica aqui um abraço de um amigo e claro um super leitor deste blog, que vai segui-lo para onde for.

Leo de Biase (@leodebiase) é gerente de marketing da Bigpoint Brasil.

Autor: - Categoria(s): Brasil dos Games, Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , ,
19/04/2011 - 20:51

Umas pílulas; umas novidades; e uma Entrevista da Semana quatro anos atrasada

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Salve, salve.

Por aqui, tudo certo. Apesar da lentidão dos processos (e da internet aqui).

Novidades? Algumas só. Perdi o bonde de algumas. Vejamos.

– Na semana que vem, irá rolar um evento em São Paulo para celebrar o futuro lançamento do game mais aguardado de 2011 (pelo menos para mim). Sabe de qual estou falando? Quem adivinha? Começa com “L”. Tá fácil, vá.

– Esqueci de comentar aqui sobre a nova empreitada da Flavia Gasi. Há algumas semanas ela passou a ocupar as funções de business development e PR manager na desenvolvedora de games Bigpoint. Traduzindo, ela é responsável por novos negócios e é a gerente de relações públicas da empresa de origem alemã sediada em Hamburgo. Boa sorte para ela.

– A E3 2011 já começou, pelo menos nas internas. As empresas começaram a marcar seus eventos e estão enviando os “save the dates” tradicionais para os jornalistas credenciados. A primeira delas, como sempre, foi a Microsoft. A coletiva deles pré-E3 já está marcada e com horário: segunda-feira, 6 de junho, 9 da manhã, no Galen Center, Los Angeles.

– Nenhum sinal de Sony e Nintendo ainda. Eles costumam decidir essas coisas em cima da hora. Mas ambos eventos devem ser em 7 de junho. O da Sony deve ser no mesmo dia 6 (segundo o fiel leitor ali embaixo, que é bem mais ligadão e esperto que eu). O da Nintendo sim, deve ser no dia 7.

– E teve essa polêmica toda do furto das cópias de Mortal Kombat da fábrica em Manaus etc, deu em alguma coisa? Descobriram como foi que o game “vazou”? Puniram os responsáveis? Afinal, dá ou não dá pra jogar com o Goro? De qualquer modo, o game foi lançado hoje lá fora. Aqui, a Warner confirma o 28 de abril como a data de lançamento brasileira. O Gamer.br (ou um colaborador dele) jogou o game ontem, e curtiu. E logo mais tem Entrevista da Semana com o produtor norte-americano Hector Sanchez, que praticamente já se tornou brasileiro.

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Faz tempo que o site Freeko merece ser comentado e analisado com profundidade. Você já deve ter ouvido falar – e se não entendeu alguma piada que os caras publicaram, não vou te culpar.

O Freeko é um dos sopros de inteligência-infâme no jornalismo de games nacional. O conteúdo é praticamente organizado em torno (e dependente) de piadas internas e loucuras inexplicáveis, mas não é preciso conhecer os caras em pessoa para dar risada ou se chocar com tamanho surrealismo – ou ambas coisas ao mesmo tempo. Seja como for, eu ri (alguns dos meus textos recentes favoritos são este, este e este).

Bati um papo com o Renato Bueno, mentor intelectual do negócio todo (que ainda é formado por Doda Vilhena, Marcelo “Pirajuí” Daniel e Gus Lanzetta – aquele) e consegui com que ele respondesse a algumas perguntas mais sérias sobre essa coisa de fazer jornalismo e tentar ser engraçado (e ainda colocar os games no meio do processo). Não que ele tenha falado sério o tempo todo…

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Gamer.br: Por que você mantém mais um site de games? Os que existem não te agradam?
Renato Bueno: Não foi bem uma criação, foi a transformação de algo que começou como um blog pessoal e estava se transformando em um blog menos pessoal, mas sempre relacionado com games, tecnologia e vidaloka. O Freeko teve três fases: começou como um blog de games quando eu fazia parte da EGM Brasil/Futuro Comunicação; passou a abordar piadas internas e a vidaloka no tempo em que trabalhei no G1; e acabou virando um blog com uma equipe de camaradas em 2010, quando eu já começava nessa vida de frilas, trampar em casa etc. E sim, os que existiam não me agradavam porque sempre foram muito sérios, sem graça. Não que eu tenha “oficializado” o Freeko pra resolver esse problema, foi só pra dar vazão às piadas internas mesmo.

Então diga qual é – ou são – o diferencial do Freeko em relação aos sites que estão por aí.
RB: O diferencial é a falta. Falta de compromisso, de responsabilidade, de agenda, de periodicidade, até falta de graça muitas vezes. É a autosabotagem em nome de exorcizar as coisas que nos incomodam, de criticar alguma coisa sem fazer muita questão de convencer alguém. Tudo “on the fly”, feito na hora, sem planos.

Qual é a resposta que os leitores dão a essa falta de compromisso? Eles compreendem? Há casos em que leitores caem de paraquedas no site e não entendem a piada?
RB: Existem os que caem de paraquedas e xingam, porque não encontraram o que o Google disse que eles encontrariam. Exemplo clássico é o nosso detonado de Dante’s Inferno. E existem os que compartilham dessa vibe moleque. Desses, poucos comentam no blog, a maioria comenta na vida real. É quando você tromba alguém e o cara “pow, aquele post, sensacional”, e isso é demais. Os que mais comentam no blog acabam sendo os próprios manolos da equipe ou os personagens do nosso habitat natural que acabam virando matéria. Entre esses personagens estão o deputado Fernandinho Mucioli e Erik Gustavo, nosso Caetano Veloso.


Equipe de sucesso (da esq. para a dir.): Pirajuí, Gus, Doda (logo abaixo), Bueno

Qual é o limite entre humor e jornalismo? Dá para fazer uma coisa envolvendo a outra? Games permitem esse tipo de cobertura?
RB: O limite depende da linha editorial. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode não existir limite, em alguns casos, ou esse limite pode ser muito restrito, em outros. Acho que esse tabu do “limite” não faz muito sentido. É mais uma questão de honestidade, eu acho. Você pode encarar com humor e informar sem desrespeitar ninguém. Da mesma maneira que pode usar o humor de uma forma idiota e apelativa (como o CQC fez aqui), mesmo que, teoricamente, não esteja “ultrapassando limites”. Games permitem essa cobertura, é claro, e ainda podem ser muito explorados nesse sentido. Você pode fazer uma piada com as tragédias no Japão, com o massacre na escola do Realengo? Pode, não precisam existir limites. Não fizemos nada disso no Freeko porque, sei lá, não calhou, não foi algo que nos mobilizou a ponto de nos incomodar e precisarmos falar alguma coisa. Talvez isso não seja objeto do humor, por melhor que vá ser a sua piada. Num exemplo prático, talvez não falemos do Realengo no Freeko. Mas talvez falemos dos especialistas em porte de arma e dos jornalistas que manjam muito da putaria – por mais que não tenha graça para o resto dos irmãos.

Em curto prazo, médio prazo e longo prazo – quais os objetivos do Freeko?
RB: Curto prazo: renovar os destaques da home, que estão ali faz uns cinco anos, e reforçar nossa parceria de conteúdo com o Gamevicio; Médio: conseguir mais tempo pra trabalhar mais com vídeo, desovando umas ideias que não saem do papel; Longo: consolidar a fama de ser um reduto de meia dúzia de malucos perdedores que tentou fazer desse trecho do nosso mundo um lugar menos babaca e com mais fotos da Paola Oliveira.

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Nos próximos dias, mais uma Entrevista da Semana com o pessoal de um site novo que também não se leva (muito) a sério: o Lektronik.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
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