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Arquivo da Categoria Cobertura WCG 2008

29/09/2009 - 03:20

Sobre os eventos que não fui, os games que (ainda) não joguei, as coisas que não escrevi

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Um fim de semana cheio de agitos.

Por conta dessa movimentação toda, nem consegui finalizar a terceira parte da pesquisa da Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro. Mas quem já esperou tanto pode esperar uns dias a mais, certo?

A parte mais interessante – ou triste, ou feliz, depende do referencial – é que 50% dos jornalistas que entrevistei para a pesquisa já não se encontram mais trabalhando no mesmo lugar ou para o mesmo veículo. E olha que foi há apenas dois meses que conversei com esses profissionais. Ou o mercado está mesmo aquecido, ou essas mudanças refletem alguma espécie de crise no segmento. Ou ainda o pessoal resolveu tomar atitudes para mudar essas situações. Seja como for, não deixa de ser bastante curioso.

Ah, sim: mais mudanças nas redações estão ocorrendo neste exato momento. Acho que na semana que vem os envolvidos já irão permitir que eu revele essas novidades aqui. Adianto: são surpreendentes. Você vai ficar chocado.

Ou talvez já saiba de tudo.

***

Rolou a final do World Cyber Games brasileiro neste final de semana. Não compareci por motivos de força maior, mas sinto que fui bem representado: praticamente todos os veículos, portais e blogs relevantes estiveram lá conferindo as finais. Dizem que foi bacana. Eu acredito. (Leia alguns relatos aqui, aqui, aqui e aqui).

No assunto que interessa, ou seja, jogadores classificados, só novidades em relação à delegação que representou o Brasil na final mundial de 2008. André Buffo venceu em FIFA 09; o novato Fábio Jardim ganhou a vaga em Guitar Hero: World Tour. Jean Michel dos Reis Monico venceu em Carom 3D, e Rodrigo Silva levou a melhor em Trackmania Nations. E na sempre disputada categoria Counter-Strike, não deu a lógica (ou deu, dependendo do ponto de vista): venceu o time Fire Gamers, que bateu na final o onipresente Mibr.

Curiosamente, foi um embate entre velhos conhecidos: dois integrantes do time campeão faziam parte do Mibr na competição do ano passadoRenato “nak” Nakano e Lincoln “fnx” Lau. No Mibr, ainda fazem parte o restante da equipe que jogou o WCG 2008 na Alemanha – Bruno “bit” Lima, Thiago “”btt” Monteiro e Raphael “cogu” Camargo. Como diria o Galvão Bueno, o esporte eletrônico é uma caixinha de surpresas.

Todos os vencedores vão para a China disputar a final mundial, bancados pela Samsung.

***

E o novo Super Street Fighter IV?

Só porque acabei de comprar o meu SFIV, a Capcom resolveu que precisa incrementar o game. Você não estaria lendo sobre isso aqui, apenas especulando, se um certo site francês (o JV247) não tivesse feito o favor de publicar ontem imagens do game que a Capcom iria revelar ao mundo somente hoje. Ah, as maravilhas da internet. De qualquer maneira, está espalhado por aí, bem bonito, risonho e límpido para quem quiser ver.

Houve quem tirasse uma onda que o tal vazamento das informações também teve dedinho brasileiro… quem não se lembra do “escândalo” de Street Fighter IV que rolou no final de 2007? Brincadeiras a parte, é lógico que o portal francês já tirou o post subversivo do ar. Aliás, o site inteiro está fora do ar nesse momento. A Capcom não perdoa mesmo. Mas quem mandou não guardar direito seus segredos? Nesse caso, eles deveriam pegar o exemplo da Konami

***

… e por falar em Konami, acabei nem comentando sobre o evento que eles organizaram na semana passada em São Paulo, o Konami Gamer’s Night Brazil.

Foi bacana, como meus colegas já bem reportaram. Comida e bebida à vontade, muitos convidados interessantes e um punhado de games inéditos à disposição de quem tivesse coragem. Quem esteve lá ficou impressionado com a boa organização, que lembrou eventos que costumavam acontecer aos montes em nosso mercado e hoje só fazem parte da história (oi Microsoft, oi Tectoy). Fiquei particularmente feliz em saber que, por trás da iniciativa da Konami em território brasileiro está o esforço da Oelli, comandada pelo empresário mexicano Jorge Lizarraga.

Se você tem boa memória, vai relacionar a empresa à organização do finado e saudoso Electronic Game Show, eventão de games que aconteceu em São Paulo há poucos anos. Mas não vá se animando ainda: não há planos explicíto de recriar o EGS por parte da Oelli. Mas assessorar a Konami é apenas um dos planos da empresa para o mercado nacional este ano, segundo me explicou um dos sócios, o eterno Ivan Cordon. Boa sorte para eles.

***

E sobre os bugs do novo Need for Speed? É sério isso? Ou intriga da oposição? Não sei dizer, porque nem recebi o game para testar.

***

Não tem Entrevista da Semana nesta semana, mas é por uma boa razão: estive preparando material pro futuro. A propósito, a semana foi cheia de conversas com personalidades icônicas e interessantes, pelo menos para mim: Jordan Mechner, criador de Prince of Persia (breve em uma certa revista de games perto de você e, posteriormente, aqui), Tommy Tallarico, do Video Games Live (breve aqui e na Rolling Stone) e o Herman Li, guitarrista da banda Dragonforce, aquela da absurda “Through The Fire and Flames” (idem). Sobre esse último, vale dizer: se o show da banda for tão bizarro quanto o papo que tive com o cara, vale o preço do ingresso. Ou não.

É, estou meio Caetano esses dias. Deve ser por conta do fechamento infindável da edição de aniversário da Rolling Stone… não perca, aliás. Lá pelo dia 12 de outubro nas bancas.

E vamos nessa, que logo mais tem papo com os quatro caras do Franz Ferdinand. Duvido que eles joguem Guitar Hero, mas…

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Cobertura WCG 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
16/09/2009 - 03:28

A Konami, o WCG, o VGL… e o Kanye

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Notas rápidas de uma semana corrida demais:

– A Konami organiza nesta quarta, 16, um evento especial em São Paulo, o Konami’s Gamers Night Brazil (o porquê do nome em inglês eu não sei). No encontro, que acontecerá em um restaurante chique da cidade e irá reunir basicamente jornalistas especializados, representantes da produtora japonesa mostrarão suas novidades de fim de ano para o mercado brasileiro.

Entre os games que poderão ser experimentados estão Pro Evolution Soccer 2010, Silent Hill: Shattered Memories, SAW (Jogos Mortais), Dance Dance Revolution, Karaoke Revolution e Deca Sports 2, entre outros. Também está confirmada também a presença de Erik Bladinieres, Diretor Regional da Konami para a América Latina, que foi justamente quem assinou o convite por e-mail. Portanto, presumo que ele estará lá.

Devo aparecer por lá.

***

Os atletas virtuais brasileiros continuam fazendo das suas pelo mundo, apesar de o mercado brasileiro não dar muita bola para isso. No Panamericano do World Cyber Games, que rolou no final de semana passado no México, o Brasil levou duas medalhas – um ouro por Guitar Hero: World Tour, com Cassio Kiles, e um bronze em FIFA 09, com Samuel Liberato, o Shev.

Coincidência ou não, ambos jogadores defenderam a bandeira nacional no World Cyber Games 2008, que rolou em Colônia (Alemanha), em novembro passado. Estive lá com eles, cobrindo esse evento e acompanhei de perto as performances dos dois – na ocasião, ambos passaram muito perto de ganhar medalhas. Agora, conseguiram. Os meus parabéns para eles.

E as etapas brasileiras para definir os representantes para o WCG Brasil 2009 chegam ao fim nas próximas semanas. Neste sábado, 19, rola em São Paulo a etapa final de Guitar Hero: World Tour. No dia seguinte, acontece a final de FIFA 09. Ambos torneios terão como palco o espaço Samsung Experience do Shopping Morumbi. Já a final estadual da modalidade Counter Strike se dará no dia 25, na Lan Combat.

Já o WCG Brasil, que definirá os representantes nacionais na China, em novembro, acontece em 26 e 27 de setembro, no Shopping Eldorado, em São Paulo. Serão cinco modalidades em disputa: FIFA 09, Guitar Hero: World Tour, TrackmaniaNations Forever e Carom 3D. A final nacional de Counter Strike 1.6 será realizada na O2 Lan House. A delegação brasileira deverá ter um representante de cada modalidade, totalizando nove jogadores.

***

E você, cidadão bem informado e interessado, deve saber que o circo do Video Games Live está para desembarcar novamente no Brasil. Dessa vez, o compositor e idealizador Tommy Tallarico e sua trupe estão com mais moral: estão marcadas quatro apresentações por aqui. Confira as datas:

30 de setembro – Belo Horizonte (Palácio das Artes)
1 de outubro – Salvador (Teatro Castro Alves)
4 de outubro – Rio de Janeiro (Canecão)
7 de outubro – São Paulo (HSBC Brasil)

Informações sobre preços e como comprar os ingressos estão no site oficial do evento no Brasil (abaixe o volume do computador se não quiser encarar o alto volume inconveniente).

Vale ressaltar que três desses espetáculos devem ter shows de abertura com boas bandas de game music locais. Em BH, o VGL será aberto pelos mineiros do Abreu Project; no Rio, é a vez do Game Boys; e em São Paulo, o velho de guerra Mega Driver.

Devo entrevistar mais uma vez o bonachão Tallarico nos próximos dias, e por isso peço sua ajuda. Como ele já concedeu dezenas de entrevistas para a imprensa brasileira, queria umas sugestões de perguntas interessantes. Se tiver uma, escreva nos comentários abaixo. As selecionadas serão devidamente perguntadas e publicadas no Gamer.br. Para você se inspirar, relembre aqui a entrevista que ele me concedeu em 2006.

***

E para encerrar o post pop e cheio de eventos, faço aqui um tributo a Kanye West e seu papelão no Video Music Awards da MTV, no último domingo. Não sabe o que aconteceu? Então leia primeiro aqui e depois aqui.

E como não bicho mais cruel e engraçado na atualidade que o internauta, é claro que o evento – ridículo de dar pena – e o discurso do rapper no palco renderam pérolas absurdas e engraçadas. Abaixo, uma das mais nerds que vi:

mariokanye2

E tem muito mais aqui. Pelo jeito, não vai parar tão cedo…

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03/08/2009 - 16:07

Entrevista da Semana: Rodrigo Moretz (Samsung/WCG)

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A Entrevista da Semana está de volta, desta vez como seção fixa no Gamer.br. Agora, toda segunda-feira tem pingue-pongue por aqui. O papo desta semana é com o Rodrigo Moretz, gerente de marketing de relacionamento da Samsung e principal responsável pelo torneio World Cyber Games no Brasil. Conversei com Moretz durante a viagem entre as cidades alemãs Colônia e Frankfurt, um dia após o encerramento do World Cyber Games 2008, em novembro último. Com as seletivas para o torneio alcançando a reta final (a final mundial da edição 2009 acontece na China, em novembro), está aqui a melhor hora para publicar esse papo inédito, que deixa bastante claro o posicionamento da empresa sobre o principal campeonato de games do planeta.

Leia a longa conversa e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: O que a Samsung ainda ganha patrocinando o esporte eletrônico e o World Cyber Games? Esses ganhos já são visíveis, já que o evento completa 10 anos em 2009?
Rodrigo Moretz:
Eu acho que sim. A gente primeiro ganha visibilidade com essa moçada nova. Nossa marca tem contato com eles constantemente em tudo que eles vêm a tudo que eles consomem. Falando de Brasil, estamos conseguindo manter um evento sólido e esperado todo ano. Então agora a questão é a gente conseguir fazer coisas diferentes – a fórmula é meio básica, agora a gente tem que achar meios de deixar a coisa mais atraente, principalmente para outro público. Os gamers hardcore a gente sabe que a gente acaba arrastando, mas temos que aumentar a capilaridade do evento.

Com os resultados no último WCG [uma medalha de bronze em Carom 3D], você enxerga que o Brasil está longe de outros países no e-sport? Ou você acha agressivo demais afirmar isso?
RM:
Acho agressivo. Se essa entrevista fosse em 2007, nós havíamos ficado em segundo, na frente de todos os países, exceto os Estados Unidos. É meio relativo. Cada ano se começa do zero, é um pouco da diferença do esporte convencional. Futebol é futebol – mudam-se os times, mas futebol é futebol. Num game como FIFA, muda muita coisa na jogabilidade, nos bugs, e é isso o que nivela todo mundo. Estar concentrado e psicologicamente preparado também ajuda. Esse é o diferencial de ter uma equipe nova, né? Era a primeira vez que muitos estavam ali, jogando no palco, com torcida, aquela pressão. Acho que isso faz diferença também.

Como você compara a delegação de 2008 com as dos quatro anos anteriores?
RM:
As quatro têm coisas bastante diferentes. A primeira que foi com a gente estava “juvenil” como nós, deslumbrada com o que estava vendo. As duas seguintes tinham muita gente repetida, então rolava uma relação mais automática, a fluidez era maior. A deste ano [2008], a galera era mais nova e havia um problema de adaptação, muita gente era a primeira vez que saia do país, isso acho que foi a diferença. Mas em termos de astral, eu achei que fosse ter panelas entre países e jogos, mas não rolou. Todo mundo se misturou. Mesmo entre os times de CS, que são considerados chatos: rolou interação, todo mundo saiu, sem a obrigação de estar junto sempre. No final foi bom, tirando o fato de ser a primeira jornada deles.

Além de estimular o e-sport com esse campeonato, a Samsung dá alguma outra forma de apoio ao jogador durante o treinamento? Você acha que a empresa poderia fazer mais para os ciberatletas melhorarem seus níveis?
RM:
Não, a gente não faz, por falta de tempo e investimento pra isso. A gente tem um investimento para o projeto em si. O que temos são planos para buscar parceiros, outras empresas que queiram estar nesse universo, para darmos um passo a mais pra conseguir objetivos de competição, para aí sim, transformar num esporte de verdade, treinar com foco em ganhar. Hoje o treinamento é individual, cada um se vira como pode. A gente só precisa pensar como. O Mibr foi pra Suécia porque a internet lá é melhor e há muitos times lá. Vamos fazer a mesma coisa sem ter o custo de ter que sair do país. Uma internet boa, ou trazer gente de fora pra criar um intercâmbio. São coisas que a gente vai estudando. Com mais parceiros, a gente vai somando.

Como entusiasta, o que você acha que é preciso para que o esporte eletrônico no Brasil seja mais levado a sério? Quem precisa ser convencido? As empresas com dinheiro, ou o público, os consumidores?
RM:
É a brincadeira do ovo e da galinha. Mas eu acho que as empresas tinham que se mobilizar primeiro, entender que talvez esse garoto não é um decisor de compra agora, mas no futuro ele pode ser. Mas o pai dele, que está levando ele ao evento, é o cara que vai estar olhando. As empresas precisam perceber que game não é uma coisa só de molecada, nerd, e que pode gerar muito negócio. O Brasil precisa acordar para o segmento de games. Você vê pesquisas que mostram que o mercado é brutal em investimento. Começa por aí. A partir do momento em que as empresas olharem com melhores olhos, o público automaticamente vai ser sensibilizado de que a coisa é séria, é de dentro pra fora. Acho que esse é o caminho. Essa é minha batalha interna dentro da companhia.

Você acha viável que um jovem se concentre nessa área ao invés de pensar numa carreira universitária? Falta orientação paterna?
RM:
Falando de hoje, acho que é muito complicado ter uma carreira dedicada a games. Tenho pouco contato com isso fora, mas acho que o Brasil está um pouco distante [do cara viver disso]. O que a gente tenta pregar é o cara dosar, jamais esquecer de faculdade, da vida normal, e tentar dosar isso para ver o ponto de equilíbrio. E arriscar, mas aí isso faz parte do risco da vida. O papel dos pais é fundamental, tanto em apoiar quanto em colocar limite. A gente sempre fala em todas as reuniões com os meninos: ‘tudo em excesso faz mal, até água’. Tem que ter um limite, um equilíbrio. Tomara que um dia a gente chegue ao ponto de ser profissional, mas acho que falta bastante apoio da mídia em geral, de criar mecanismos ou programas que atraiam isso.

O que um jogador de game pode esperar do “pós-carreira”?
RM:
Eu já parei para pensar nisso. Uma vez dando certo a profissionalização, isso começa a criar um circulo virtuoso. O cara pode se tornar manager do time que ele fez parte, somar a experiência dele. A gente sabe de empresas que tem relações com games por causa do aspecto de você ter de resolver problemas, ou achar caminhos. O cara já tem isso na cabeça. E empresas de tecnologia também é um caminho, o cara já conhece os equipamentos. São caminhos bons.

Ajuda na carreira eles serem competitivos?
RM:
Acho que sim. Saber lidar com ganhar e perder, que é algo com o que eles convivem sempre. Saber ganhar e comemorar, perder e ser fair play, repensar os erros, ajuda muito, diferencia muito. Tem gente que sai cru da escola, entra na carreira e, na primeira pressão que toma do chefe, desanda. Acho que trabalhar essa pressão é interessante, dá uma calejada no cidadão.

Em termos práticos, o que uma medalha em um WCG muda na vida de um ciberatleta não profissional?
RM:
Para eles, acho que muda no sentido folclórico: “sou um dos poucos campeões mundiais de videogame”. Fica marcado. As pessoas próximas têm isso como referencia. Pessoalmente, é um puta mérito. Deve ser muito gostoso chegar em casa e mostrar para a família – “olha, eu consegui”. Para a gente, pro país e as empresas envolvidas, ajuda a atrair a mídia e também é uma cenourinha que fica sempre na frente, que faz você sempre querer ser mais. No ano que vem, a gana será maior, uma cenourinha para a gente ir buscar.

Existe o plano de fazer a final mundial no Brasil. Em que pé está isso?
RM:
Na minha cabeça, a idéia está sempre presente. Já ganhamos um prêmio como a melhor final nacional. Eu acho que temos que fazer um Panamericano, que é uma mini-final mundial, em que vamos sentir como é receber gente de fora, cuidar desses caras. Imagine cuidar de 200 jogadores de fora. A gente sabe que ainda está um pouco distante – o Pan nem tanto, a gente vai tentar aplicar o projeto pra ver se passa esse ano. Para a gente seria muito bom. Eu estou apostando internamente. A gente pode transformar isso em um festival da Samsung, aguardado todo ano.

Você comentou sobre o apoio do governo. A atual gestão oferece algum apoio?
RM:
Não sei se é uma falha minha, ou de tempo, mas nunca consegui me aproximar muito do governo. Eu só não achei o caminho ainda. É um ponto a ser desenvolvido no nosso projeto, qual é a veia para dar suporte para a gente. Para o governo seria bom, atrairia gente, investimentos. Estamos na luta pra ter a Olimpíada no Brasil, claro, guardadas as devidas proporções, é um jeito de a gente plantar uma sementinha lá, um ensaio que a gente pode fazer de receber gente de fora… Eu ainda não avaliei se vale a pena antecipar isso ou não.

Por que o brasileiro gosta tanto de WCG?
RM:
Eu gosto desse projeto pra caramba, acho que ele ainda tem muito sumo pra dar. De certa forma, ele pode ser aproveitado melhor por nós mesmos, e aí, leia-se pensar em mais coisas diferentes. O segmento é grande, tem potencial, e temos a faca e o queijo na mão. No Brasil, entre as empresas desse segmento, a Samsung é a única que está nesse barco. Por que não ligar o motor e não deixar nunca ninguém chegar perto? Se não fizer isso, outras empresas tendem a se aproximar. Já vimos outras [empresas] participando de outros campeonatos, de maneira tímida, mas começaram. É por essas que a gente gosta tanto. E é sempre uma colônia de férias: é um trabalho com diversão.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
20/06/2009 - 13:55

Saia de Casa

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Dia agitado, apesar de sábado. Quem quiser sair de casa tem duas opções que começam com W.

Uma é ir acompanhar (ou participar, dependendo do seu cacife) a etapa paulistana do World Cyber Games, que vai definir duas vagas na final nacional de Guitar Hero: World Tour e duas para FIFA 09. Começa hoje, termina amanhã, lá na loja da Samsung no Shopping Morumbi. Torneio de videogame não faz sua cabeça? Garanto que pode ser interessante. Eu já  cobri um de perto  e adorei.

A outra opção é assistir à final da etapa brasileira do World Cosplay Summit, campeonato de cosplay organizado aqui pela editora JBC. Eu abracei a causa e serei jurado pelo quarto ano consecutivo. Campeonato de fantasias parece bizarro em excesso para o seu gosto? Eu recomendo no mínimo como experiência antropológica. Leia como foi em 2007 e em 2008. Quem sabe você não se anima. Vale citar que esse ano não faltarão interpretações de Final Fantasy e que não haverá um único Pokémon ou Dragon Ball. Graças.

Vai, saia de casa.

Enquanto isso, tem gente no mundo que precisa assistir mais TV… 

E por falar em Bolívia, reassisti Butch Cassidy ontem. Sensacional, mesmo 40 anos depois. Eu, se fosse você, faria isso hoje antes de dormir.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
15/05/2009 - 20:37

Para o fim de semana

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Acabou que era furada a notícia da vinda do Bill Van Zyll, da NOA, ao Brasil. Conforme fontes dentro da Latamel me alertaram hoje, não nada programado nesse sentido, pelo menos nas próximas semanas. Ok, recado dado.

***

A edição 1 da Edge foi para a gráfica há alguns poucos dias. A primeira edição logo estará estourando por aí – recheada de boas-vindas do povo do mercado.

***

E a Level Up!, veja só, está armando um campeonato em um cinema.

“A Level Up!, líder brasileira do mercado de games online, em parceria com a Cinemark, realiza no próximo dia 30 de maio, das 9h às 13h, na Sala 7 do Shopping Metrô Santa Cruz, em São Paulo, o Game Experience, o primeiro campeonato de jogos online disputado numa tela de cinema. A expectativa da Level Up! é que cerca de 400 pessoas participem do evento, entre eliminatórias e final.

Ao todo, serão 64 times participantes, 32 para cada jogo, totalizando mais de 150 jogadores. A eliminatória de Ragnarök será realizada no dia 23 de maio, a partir das 11h, na Lan House Lords, no Shopping Anália Franco, e a de Grand Chase também em 23 de maio, a partir das 14h, na Lan House Santana, na Rua Voluntários da Pátria, 3126. Os quatro times classificados disputarão as semifinais e a grande final na Sala Digital do Shopping Santa Cruz.

Para participar das eliminatórias, há uma taxa de inscrição de R$ 15,00 por jogador. Já para o público interessado apenas em acompanhar a grande final, a Level Up! disponibilizará 250 ingressos; para obter uma entrada, basta comprar R$ 9,90 em créditos dos jogos da Level Up! em uma das 5 Lan Houses participantes. Mais informações em http://games.levelupgames.uol.com.br/gameexperience/.

A apresentação do evento será da Flavia Gasi.

Enquanto isso, alguns jogadores usam o espaço de comentários deste blog para reclamar de alguns acontecimentos nos servidores de Ragnarök.

***

Sabe quem é Natasha Bedingfield?

Então, eu não sabia. Mas vou saber. Ela é a atração principal da festa da Nintendo na E3, em 2 de junho.

Para um evento que já teve Brian Setzer Orchestra, Smashmouth e Black Eyed Peas ao vivo, é meio triste. Mas vamos lá, tudo pela festa.

***

E olha o nosso Ministério da Cultura promovendo mais um concurso de criação de games. Eu nem estava sabendo. Preciso ler mais o Twitter.

Aliás, eu tenho um. www.twitter.com/pablomiyazawa. Me siga. Garanto que aqui atualizo mais rápido do que lá.

Até segunda!

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
08/05/2009 - 20:57

Sexta murcha

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Uma sexta-feira sem notícias exclusivas, novidades quentes ou sem poder revelar boas fofocas (apesar de um almoço proveitoso e agradável com o Jonathan Harris, da Electronic Arts, e a equipe completa da assessoria FD Comunicação). Não se pode vencer sempre.

Mas aí, antes de desligar o PC, chegam dois e-mails felizes.

No primeiro:

Hi there,

You are confirmed to receive an E3 Media Badge – please remember to bring a valid photo identification to the Media Center at the LACC in order to pick up your badge. We’ll see you at the show!

Regards, The E3 Media Team

E no segundo, sete minutos depois:

E3 Expo 2009 Press Registration

Dear PABLO MIYAZAWA Welcome to E3 Expo 2009, North America.s premier computer and video game trade show!
This message confirms that your registration for an E3 Expo media badge has been approved.

Muito legal. Agora só está faltando… todo o resto. Passagem, hospedagem, dinheiro, aprovação, marcação de reuniões… Ninguém falou que seria fácil. Mas é uma coisa por vez. Há muita coisa rolando antes.

Como ir ao show do Oasis amanhã. E entrevistar o Liam Gallagher antes. Ouvi dizer que ele comprou Guitar Hero pro filho, mas não curtiu. Será que ele está interessado no Rock Band dos Beatles?

Não, essa pergunta não está na lista. Até segunda.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
03/05/2009 - 17:19

Mario Vive

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Final de campeonato (Ronaldo!), Virada Cultural (preguiça), feriado prolongado (de novo!)… aquela pasmaceira. Não dá vontade de fazer nada. Ou dá?

Aliás, alguém viu o Pânico na TV da semana passada? Me lembrou aqueles vídeos de fãs que a gente recebia nas promoções da Nintendo World.


Grosserias a parte, uma ótima sacada.


E não foi a primeira vez que o programa fez sua homenagem.


Alguém lá dentro é bem gamer.

Vale lembrar que o Mega64 começou tudo “oficialmente”:

Legal, mas o charme e a tosquice brasileira fazem a diferença…

Voltamos amanhã na programação normal.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
27/04/2009 - 23:51

Quinta (ou Sexta) Super

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Boa noite. Isso são horas de atualizar blog? Pois é, estou aqui ainda.

Sobre essa revista nova – qual será? As novidades oficiais chegam nesta próxima sexta, primeiro de maio. É feriado nacional, então vejamos se consigo adiantar a revelação na quinta. Depende da vontade das partes envolvidas, claro.

Você consegue esperar até lá?

***

Sexta (ou será quinta?) também marca a estreia do EGW, novo portal de games comandado pelo André Forastieri. E guarde bem esta marca, porque ela significará novidade também em outros ambientes editoriais…

***

Assisti a Wolverine hoje. É idêntico à versão que vazou, tirando os efeitos especiais que faltavam. E eu esperando umas surpresinhas… bem, a minha resenha você lê na Rolling Stone de maio, no dia 10 nas bancas. Já o filme estréia também nesta quinta. Esse dia está prometendo…

De qualquer modo, fique até depois dos créditos. A ceninha final dá uma refrescada boa. E indica um outro filme estrelado pelo herói… será?

E confira um pedacinho da conversa que tive com Hugh Jackman em fevereiro passado. A íntegra está na Rolling Stone 31, atualmente nas bancas.

***

E começou a minha correira pressoal para ir para a E3 2009. Quer dizer, não sei se vou ainda, mas é bom me agilizar.  De hoje até o primeiro evento, no dia 1 de junho, contabilizo 34 dias. E até agora, só estou sabendo da coletiva da Microsoft. Nintendo, Sony… até agora nada. Todo ano é a mesma história.

E claro, tem o famigerado credenciamento online, que exige que enviemos provas de nossas relações profissionais e bons antecedentes. Não, dessa vez ninguém pediu exames de sangue ou comprovantes de vacinas. Eu não acharia estranho, nesses tempos de gripe suína…

Mais amanhã.

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25/03/2009 - 11:39

Reciclando

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A GDC está rolando em São Francisco. Tem acompanhado?

Vou falar aqui sobre a tecnologia revolucionária apresentada pela OnLive assim que eu digerir melhor a idéia. É difícil dizer o que isso representará para o mercado e para a maneira como lidaremos com os games no futuro. Melhor não falar bobagem.

Tenho tantos outros temas para falar, mas o fechamento da Rolling Stone está me sufocando legal. Para não deixar você na mão, republico um texto que encontrei em meus arquivos. Escrevi há exatamente um ano para a revista EGM Brasil. Não sei bem se o que está ali ainda corresponde à realidade. Acho que em grande parte, sim. E depois você me diz se concorda ou não.

Logo voltaremos à programação normal..

***

Todo Dia é da Marmota

Sendo muito sincero, estou cansado.

Talvez a culpa seja da minha rotina estafante, da carreira atarefada ou da vida pessoal cada vez mais agitada. Ou de tudo isso ao mesmo tempo, vai saber? Mas o fato é que estou bem cansado do mundo dos games.

Antes de me enviar uma chuva de pedras por e-mail, explico. Não estou cansado de jogar games (será que tem algum louco no mundo que se cansa disso?). Estou é de saco cheio de explorar o assunto profissionalmente, como me acostumei a fazer nos últimos doze anos. O motivo é um só, e alguém aí há de concordar comigo: esse mercado anda chato demais.

Tento visitar quase diariamente uma dezena de portais e blogs na internet para saber o que rola de novo e interessante. Não faz muito tempo, tenho sentido que estou diariamente lendo as mesmas notícias. Grosso modo, tudo o que acontece atualmente me parece que já aconteceu antes, em doses diferenciadas, com nomes e números diferentes. E todos os sites reproduzem as mesmas informações de forma idêntica, e nem se dão ao trabalho de escrevê-las com outras palavras.

Vejamos as novidades da semana em que escrevo estas linhas. Vem aí um novo The Sims. E um outro jogo do Sonic, será que esse agora vai? Ah, e não dá para esquecer do próximo Street Fighter, o IV, e o novo Grand Theft Auto, também IV. E também vai rolar a seqüência de Bioshock, e de outras franquias que fizeram sucesso recentemente. No lado business da coisa, a Electronic Arts continua querendo comprar todo mundo (inclusive o seu carro, a sua casa, a sua coleção de gibis e por ai vai). Wii, Xbox 360 e PlayStation 3 ainda brigam por fatias adormecidas do mercado. E veja só, quem diria: mais um game estrelado pelo Super Mario bateu recordes de vendas.

Bocejo.

Admito que é complicado acompanhar esse mercado pelo lado de fora, e que isso contribui para essa minha falta de paciência com essa rotina. Nos tempos em que eu editava a EGM, essa relativa mesmice não me incomodava nem um pouco. Hoje, checando as notícias sem me envolver, sinto como se nada de novo acontecesse, ou se como se todos os dias fossem os mesmos. Sabe aquele filme com o Bill Murray, O Feitiço do Tempo, sobre o infame “dia da marmota”? Tenho a ligeira impressão de que se eu passasse três meses desligado de tudo, não perderia muita coisa. Estou exagerando ou sendo chato demais? Ou é só despeito de minha parte, já que não consigo mais me manter atualizado graças à insana velocidade com que as informações fluem atualmente?

Bem, é hora de mais uma partidinha de Rock Band…

 

Texto publicado na edição de abril/08 da EGM Brasil.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
18/03/2009 - 20:14

O que o pôquer e o videogame possuem em comum

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Escrevo da sala de imprensa do Mantra Hotel Y Cassino, em Punta del Este, Uruguai.

Lá fora, o pau come solto em dezenas de mesas de tampo verde cheias de gente em volta e repletas de cartas e pecinhas coloridas. O ruído de fundo é sutil, mas quase insuportável: são os jogadores de pôquer mexendo e remexendo repetidamente suas fichinhas. É um clec-clec-clec infinito e de enlouquecer. Mas quem joga finge não escutar nada. Sorte a deles. Eu estou pirando.

É o surreal cenário de um campeonato internacional de pôquer, em sua modalidade mais nobre – o Texas Hold’em. A organização é do site Pokerstars. São (eram, nesta altura do dia) 327 competidores. Cada um pagou US$ 3500 para participar (exceto os jogadores patrocinados, que entram no evento direto). Dos 327, apenas 36 levam prêmios em dinheiro. O valor total acumulado é US$ 1 milháo e 100 mil, sendo que o primeiro colocado leva US$ 283 mil sozinho.

O campeonato começou há oito horas, e pelo menos um terço dos jogadores já foi eliminado. Hoje, eles vão jogar até cair – ou quando sobrar pouco mais de cinco dúzias de players. E recomeça amanhã, com previsão de terminar na sexta-feira. Exaustivo é pouco.

Não se comentei durante minha passagem por Colônia, no World Cyber Games 2008, que o passatempo favorito dos cyberatletas durante as competições é jogar pôquer. Até procurei mais relações de semelhança entre as duas práticas, mas tudo o que descobri é que as duas categorias exigem, além de habilidades acima da média, uma competitividade acentuada e quase doentia. Sorte, em ambos casos, conta bem pouco.

O fato é que tem muita gente de outros esportes migrando para o pôquer. Jogadores de xadrez, de bridge, de gamão, de card games como Magic The Gathering. E também jogadores profissionais de games. Um bom exemplo é o Thiago Carriço, ex-campeão de FIFA, e o irmão dele, Bruno. Como eles, há muitos outros. O pôquer se tornou a fronteira final para competidores inveterados com sede de algo mais – no caso, dinheiro e, por que não?, emoção.

Estou vendo tudo isso de perto, e estou impressionado. Não vou achar estranho se mais e mais cyberatletas entrarem de cabeça no pôquer nos próximos anos. Aliás, não irei estranhar se qualquer jogador de games largar o joystick para jogar pôquer. Isso já deve estar acontendo agora, enquanto escrevo estas linhas.

Assustador, não?  Pois é.

E dá licença, que vou lá ver como está o torneio.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
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