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Arquivo da Categoria Cobertura E3 2008

01/09/2009 - 20:11

Kurt Cobain e o vexame em Guitar Hero 5

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Hoje é o dia Guitar Hero 5. Você sabe o que isso significa?

É dia de ver o Kurt Cobain passando ridículo. O vídeo abaixo, criado por um gamer rapidinho (visto que o jogo chegou às lojas hoje de manhã), fala por si.

Sim, no game, é possível ser o Kurt e cantar Bon Jovi. Megadeth. Blink-182. E tantas outras bandas que provavelmente não estavam na lista de preferidas do maior ícone falecido da minha geração.

Pensando bem, ter o símbolo roqueiro do anti-corporativismo como um personagem jogável do mais novo lançamento do gênero mais vendido da indústria do entretenimento não é algo tão legal assim. Mas nem dá para culpar a Activision por ter tido a ideia genial. São os detentores do legado de Kurt – Courtney Love liderando tudo – que poderiam ter se preocupado um pouco mais com o que isso representaria (tal qual fizeram os “shareholders” dos Beatles, para citar um acontecimento mais recente). Kurt costumava dizer que pouco se importava com o culto à imagem e muito menos em ser um exemplo para a juventude. Mas talvez ele já prevesse o que viria a acontecer. Esse negócio de rebeldia adolescente, conforme Kurt bem esbravejou em “Serve the Servants”, já deu o que tinha que dar há tempos.

Teenage angst has paid off well
Now Im bored and old.

No fim das contas, não é o Kurt icônico das camisetas do Nirvana, o Kurt deprimido das capas de revista ou o Kurt performático dos videoclipes que ficarão para a posteridade. É a imagem deste Kurt Cobain bizarramente atípico, estranhamente versátil e porcamente desenhado de Guitar Hero 5 que terá validade e crédito para as gerações vindouras. E o tempo irá confirmar esse fato.

Kurt, seja lá onde estiver agora, talvez merecesse um destino um pouco melhor.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Melhores de 2007, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
14/08/2009 - 20:21

A Satisfação do Jornalista de Games Brasileiro – Parte 1

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E aqui está.

Após um tanto de pesquisa e enrolação, cheguei ao resultado de minha pesquisa sobre a satisfação do jornalista brasileiro de games.

Ao longo da semana passada, conversei com 30 profissionais (aleatórios) da imprensa especializada de diversas áreas de atuação. Escolhi apenas jornalistas que trabalham principalmente com videogames. De acordo com a condição profissional de cada um, fiz sempre as mesmas perguntas, anotando as respostas. Juntei tudo e tracei um perfil. Simples assim.

Obviamente (e senão não haveria graça nenhuma), as questões foram um tanto capiciosas e davam margem a reclamações diversas. Pense comigo: será que tem alguém por aí que acha que já ganha bem o suficiente e NÃO deveria receber mais? Portanto, fiz o questionário já meio que sabendo o que iria ouvir de cada um. O que não quer dizer que as respostas recebidas foram muito parecidas umas com as outras.

Aliás, muito pelo contrário, como você irá conferir.

Através desta pesquisa, procurei entender até que ponto está a satisfação dos profissionais e o quanto eles estão se sentindo valorizados por seus empregadores. Além disso, quis pescar algumas opiniões sobre o otimismo (ou não) com o mercado nacional e a profissão. Vale a pena ser contratado hoje em dia sem ter os benefícios da carteira assinada? Ou é melhor frilar para todo mundo, sem ter nenhum vínculo? Mas será que as empresas pagam bem pelos frilas? E os salários? Estão melhorando?

Não quis ser indelicado de perguntar sobre valores aos entrevistados, e acho que nem seria bem o propósito deste estudo. O objetivo aqui não era descobrir quanto é o salário médio, o teto e o mínimo da profissão, mas sim entender o que pensam essas pessoas. Acredito que o grupo de entrevistados (30) representa uma boa amostra dos jornalistas brasileiros que trabalham com videogames diariamente (a grande maioria é residente na região Sudeste do país). E para evitar problemas óbvios com chefes irados, decidi por preservar a identidade dos entrevistados. Eles sabem quem são, e está mais do que bom.

Estatísticas são sempre legais:

50% do total de entrevistados são contratados (com carteira assinada ou passando nota fiscal) e tem obrigações fixas com alguma empresa;

– Já 33% do total de entrevistados são free-lancers e colaboram para um ou diversos veículos (revistas e sites, basicamente, salvo exceções raras), mas sem vínculos fixos;

– O 17% restante é formado por empreendedores, ou seja, comandam negócio próprio, de onde tiram seus rendimentos. Vale dizer que a totalidade desses empreendedores investe unicamente na internet.

– Daqueles que se declararam contratados, 54% possuem carteira assinada. 46% emitem nota fiscal ou assinam recibo (ou CCDA).

– Ainda sobre os que se declaram contratados: quase a metade trabalha exclusivamente com a internet (46%); a outra parcela (40%) é funcionário de editoras e produzem revistas (na maioria) e sites; uma fatia pequena (14%) aplica seus conhecimentos em mídias diversas (TV, rádio).

***

E a primeira questão foi:

1. Você tem expectativa que seu salário suba/melhores nos próximos 12 meses?

Com essa pergunta, quis medir o nível de otimismo em relação à situação profissional de cada um. Grosso modo, a questão era a seguinte: “seja você contratado, frila ou empreendedor, você acha que vai ganhar mais dinheiro trabalhando com games em um futuro bem próximo?”

O resultado foi o seguinte:

De todos os entrevistados, 57% dizem ter grandes expectativas que seus rendimentos aumentem nos próximos 12 meses. O valor é acima da média por causa do otimismo daqueles que se declaram “empreendedores”: 100% dos donos de sites dizem ter certeza absoluta que seus rendimentos subirão.

Agora, se esses empreendedores não forem incluídos no coro dos otimistas, este índice diminuiria para 40%. Se forem levados em consideração apenas os profissionais contratados, o índice ficaria em 53%. E se levados em consideração somente os freelancers, o índice diminuiria para 40%.

Curiosamente, o índice de otimismo é ligeiramente maior entre funcionários que passam nota fiscal (57%) do que aqueles que possuem carteira assinada (38%).

Por outro lado, 30% do total de entrevistados se declarou completamente pessimista sobre a possibilidade de aumentos nos rendimentos nos próximos 12 meses. O índice aumenta entre os freelancers (40%) e se mantém em 33% entre os contratados.

Os restante dos entrevistados (13%) se declara indeciso sobre o tema: eles dizem não ter muita segurança sobre se terão ou não aumento de rendimentos nos próximos meses. A porcentagem dos que responderam “talvez” é levemente maior entre os free-lancers (20%) do que entre os contratados (13%).

***

CONCLUSÃO: Quando o assunto é  dinheiro, o otimismo parece estar ao lado de quem investe tempo e dedicação em um negócio próprio. Por conta da escassez de trabalho e da diminuição  (ou corte) nos cachês, depender de frilas e colaborações esporádicas se mostra a solução cada vez menos atraente e lucrativa. Mas mesmo entre quem tem emprego fixo, está parecendo difícil para a maioria acreditar na melhoria das perspectivas – e isso independe de a pessoa ter carteira assinada ou emitir nota fiscal. Triste? Um pouco. Eu esperava um quadro um pouco mais animador para os funcionários fixos de carteira assinada, mas fiquei feliz pelo nível otimista dos empreendedores. Para os frilas, eu já imaginava que a vida estava dura.

***

E semana que vem, continuo a oferecer mais dados sobre esta pesquisa, avaliando dois itens: nível de exploração chefe-funcionário e insatisfação com o mercado atual.

Continue por aqui, e não deixe de escrever seu comentário abaixo. Bom sábado e domingo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
04/05/2009 - 21:05

E3: Contagem Regressiva

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Fiz hoje meu pré-registro para a E3 2009. Ainda não está garantido se vou, mas não custa adiantar a burocracia. Menos de 30 dias.

Não deu muito trabalho, só um pouco. Teria sido mais fácil se a internet aqui estivesse funcionando bem (será só aqui, ou aí na sua casa também?). Cada página demorou uma vida para carregar. E nem era para tanto – preencher o formulário não doeu nada.

Em seguida, enviei os requerimentos básicos por e-mail:

– Meu cartão de visitas, com o nome, cargo e nome do veículo.

– Um documento que comprove minha idade avançada (que me permite beber e dirigir – não ao mesmo tempo, infelizmente)

– Uma reprodução de uma página com uma matéria assinada no tal veículo.

Escaneei tudo, salvei em jpg e enviei para media@e3expo.com. Nenhuma resposta, até agora. Mas dizem que eles são rápidos em aceitar ou rejeitar os pedidos. Sei lá quais são os critérios…

Estou esperando que o evento esse ano seja como nos velhos tempos: barulhento, colorido, grandioso e sufocante. Senão, não terá a mínima graça. Mas meu interesse está mais voltado para certos produtos/tendências do que para o evento propriamente dito. Diferente de meu foco de atenção em 2005, 2006, por exemplo. Muda o veículo, muda a intenção – é assim que funciona.

Ainda não consegui apurar quem irá comparecer ao evento deste ano. Até agora, sei que:

– O UOL deve mandar o Théo Azevedo e mais alguém pra área de vídeos (o Sammy, provável).
– O G1 deve mandar o Renato Bueno.
– A Editora Europa deve mandar quatro pessoas, um pra cada revista da casa: Nelson Alves Jr., Fabio Santana, Felipe Azevedo e Humberto Martinez.
– A Tambor está indo com três pessoas, entre elas o próprio André Forastieri, diretor editorial da editora.
– O PlayTV/GameTV deve mandar o Odair Braz Junior e mais um.
– Os blogs da MTV devem mandar um ou dois representantes (a Flávia Gasi, talvez?).
– O Gus Lanzetta está indo por conta própria, frilando pra Deus e o mundo.

Ainda acho que o Gizmodo deve mandar alguém, assim como o Bruno Abreu do OuterSpace deve comparecer. Mais algum blog, portal, alguém?

Outras perguntas que não calam: após todos esses anos, alguém ainda se surpreende com as coletivas das principais fabricantes? Com a internet e as novas maneiras ferramentas de divulgação disponíveis, um evento caro como esse ainda faz algum sentido? E, mais importante, você ainda têm saco de acompanhar a cobertura da imprensa especializada?

Sua opinião me importa, e muito.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Cobertura E3 2009, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
19/07/2008 - 06:08

E3 2008: A Coletiva da Capcom

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Você ouviu ou leu alguma coisa sobre a coletiva da Capcom na E3 2008, na quarta-feira? Se não, saiba que foi uma das maiores enganações de todo o evento. Foi assim: quem foi, teve que aguardar pelo menos 40 minutos em uma fila bagunçada, mais uns 15 minutos até tudo começar. E aí, quando enfim começou… cadê os games? Nada.

Ao invés de mostrar novos games ou mais detalhes sobre o aguardado Resident Evil 5, ou falar um monte sobre o sensacional Mega Man 9 ou mesmo fazer algum demo incrível de Street Fighter 4, a produtora japonesa concentrou sua apresentação em um único assunto: a versão cinematográfica da franquia Lost Planet. Como se alguém ali estivesse realmente interessado nisso.

Pois então. Para comentar a notícia bombástica, subiram ao palco diversos envolvidos na produção. Essa parte, pelo menos, valeu a pena. Foi legal ver ao vivo caras como David Hayter, , mais conhecido por fazer a voz de Solid Snake nos games Metal Gear Solid e pelo clássico “EA Sports, It’s in the game” (ele será o roteirista do filme); Avi Arad, produtor consagrado de filmes de heróis Marvel como Homem-Aranha e Homem de Ferro, acompanhado do filho, o também produtor Ari; e Keiji Inafume, idealizador dos games Mega Man e, no caso, Lost Planet; e o presidente da Capcom, Haruhiro Tsujimoto. E tinha mais umas pessoas desimportantes por ali, que não vem ao caso agora.


E blá, blá, blá. E só

Durante 40 intermináveis minutos, o grupo discorreu sobre a motivação em torno do projeto e deram (escassos) detalhes sobre a produção, prevista para chegar aos cinemas não antes de 2010 (ou até depois). Deu um pouco de bode ver aqueles caras importantes rasgando seda loucamente por um game que, provavelmente, eles não jogaram nem 10 minutos (com exceção do Inafume, claro). O público, entediado, recebeu o falatório com frieza, e os aplausos, poucos, eram tímidos. Não era o que se esperava de uma coletiva, e não foram poucos os que sairam do salão reclamando do tempo desperdiçado.

Ah, sim, o filme: alguém ali comentou que uma das inspirações para o visual será o The Thing do John Carpenter, ou Enigma do Outro Mundo para os íntimos da Sessão de Gala da Globo. Hmm, começou a ficar interessante. E o roteiro do David Hayter é digno de expectativa, já que são dele os scripts de X-Men 1 e 2, bons na minha opinião. Acho legal o Hayter se envolver em mais uma obra relacionada aos games, mas bem que poderíamos estar falando sobre um filme baseado em outra franquia… que tal um longa de Metal Gear estrelado por ele próprio? A voz e o mullet de Snake, ele já tem. Acho que muita gente ficaria mais feliz do que com um filme de Lost Planet

Fica aí minha dica, Mr. Avi Arad.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
18/07/2008 - 20:08

E3 2008: A ressaca

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Ressaca pós-E3 é assim: dormir até duas da tarde e ficar doente. O evento acabou ontem, e quase todo mundo já voltou para seus respectivos países. Menos eu, que ainda estou em Los Angeles, e embarco só amanhã cedo. Vou poder curtir um free day in L.A., após a maratona mais exaustiva que já tive, após tantos anos a serviço dessa indústria vital.

A cobertura não vai parar, e nem pode. Na revista Rolling Stone de agosto, você confere minha cobertura “em papel” da feira. E aqui, vou continuar postando coisas que vi e minhas impressões sobre o que o evento apresentou. Assunto é infinito. Ainda bem que blog também é. Só falta você continuar aparecendo por aqui.

E segunda-feira divulgo o resultado da promoção Gamer.br que fiz na semana retrasada. Não deu tempo, você entende, né?

Agora, vamos pra rua, que ainda está sol lá fora.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
18/07/2008 - 08:10

E3 2008: A Coletiva da Ubisoft

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A E3 já acabou (enfim!), e todo o aparato relacionado a games no Convention Center já foi desmontado e devidamente guardado nos caixotes. Mas isso não quer dizer que não posso continuar a falar sobre isso. Material e assunto não vão faltar. Aproveitando isso, irei postar as impressões sobre as outras coletivas de imprensa participei. No primeiro dia oficial da E3, quem fez seu barulho particular foi a Ubisoft. E foi um belo barulho.

Às 15h da terça, a “empresa do Rayman” mostrou o que o presidente Laurent Decot descreveu como “a melhor seleção de games já apresentados pela Ubi em uma E3”. Para uma platéia lotada, o executivo comemorou, com um leve sotaque francês, o sucesso de franquias como Rayman, Tom Clancy e Prince of Persia, e ressaltou as altas vendas de jogos voltados para o público feminino, como a série de simulação Imagine, para o Nintendo DS.

Foi a Ubisoft a única empresa além da Nintendo a destacar – e comemorar – o aumento da popularidade dos videogames entre o público feminino. Os games Imagine, que colocam a jogadora no papel de uma “profissão dos sonhos”, foi a mina de ouro da publisher em 2007, o que significa que podemos esperar os mais absurdos temas se tornando pauta para a franquia. Que tal um jogo que simula a vida de uma designer de interiores, de uma produtora de casamentos ou de uma professora primária? Pois é, hoje em dia existe mercado para tudo. E não tire muito sarro, porque se você tiver a sorte de ser contratado pelo estúdio que a Ubi montará em São Paulo, é muito provável que seja escalado para trabalhar em um game desse naipe. Não é brincadeira.

Voltando aos games. Rayman Raving Rabbids: TV Party, para o Wii, arrancou gargalhadas dos presentes com a combinação de bom humor, caretas e histeria que já havia feito sucesso no primeiro game da série, lançado em 2006. Em seguida, foi a vez dos títulos de ação direcionados para o público hardcore, uma das especialidades da produtora: Brothers in Arms: Hell’s Highway, Tom Clancy’s Endwar e FarCry 2. Seqüências fazem bem para o bolso, e poucas empresas aproveitam-se tão bem disso como a Ubisoft. Quem deve estar feliz é o escritor Tom Clancy, que não passa nem seis meses sem produzir um roteiro para um jogo novo. Definitivamente, um homem ocupado.

Shaun Ryder, a estrela norte-americana do snowboard, tem carisma de sobra (seu apelido, “Flying Tomato”, o tomate voador, por causa de sua cabeleira ruiva, é uma das razões da popularidade do cara entre as crianças). Festeiro que ele só, Ryder repetiu a visita que fez à coletiva da Nintendo para mais uma demonstração de Shaun Ryder Snowboarding. Só que dessa vez ele não jogou, se limitando a sorrir, falar umas bobagens e sair aplaudido.

Faltava o Prince of Persia, o qual a Ubi guardou para o final. A primeira aparição da franquia nos consoles de nova geração não poderia ser diferente. Com gráficos em cel-shading e ambientação estonteante, o game por pouco não conseguiu superar o impacto causado por Prince of Persia: Sands of Time na E3 2003. Assim como hype que se formou em torno de Assassins Creed todo mundo vai querer colocar as mãos neste game quando for lançado, provalmente em novembro deste ano. E por falar em Assassins, a produtora-musa Jade Raymond não deu as caras nessa E3. Se ela veio, eu não vi. Talvez ela estivesse ocupada, ou não tivesse muito o que mostrar esse ano. Pena.

E quando todos achavam que havia terminado, as luzes se apagaram, e um trailer surgiu nos telões: paranóia, diálogos misteriosos e, bum, uma explosão atômica. I Am Alive pareceu promissor, apesar de ninguém ter entendido ao certo do que tratava. Fim de trailer, as luzes se acendem, anunciando o fim da coletiva. E a Ubisoft – que há algum tempo correu o risco de ser abocanhada pela Electronic Arts – mostrou um belo serviço, provando que tem muita lenha para queimar (e muito dinheiro para ganhar) nesta geração de consoles. Pelo menos enquanto Tom Clancy estiver vivo…

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
17/07/2008 - 18:49

E3 2008: A Festa da Harmonix

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São os últimos suspiros da E3 2008. Aqui na sala de imprensa do LACC, a situação é esquisita. Há diversos computadores livres (o que antigamente era impossível); a conexão WiFi funciona bem; e não há gente gritando, ou pessoas fantasiadas circulando. Parece até um escritório, tamanha a seriedade do ambiente. Definitivamente, esta não é a E3 que eu conhecia. Mas para trabalhar, é uma beleza. Se estiver tudo marcadinho com as produtoras, é possível ver e jogar todos os games apresentados. Tudo o que presta, claro. Porque o que não falta aqui é porcaria. A proporção de games bons e ruins é praticamente a mesma, com uma pequena vantagem para os ruins.


Vai, Brasil: Renato Bueno, Théo Azevedo, Renato Viliegas, eu e o Gustavo Petró (de costas)

Ontem, a Harmonix e a MTV Games deram uma festa de arromba para divulgar Rock Band 2. O palco do evento foi no Orpheum Theater, e era sabido que uma apresentação especial e secreta iria rolar. Acabou que quem tocou naquele palco foi o The Who. Eu precisava ver o Pete Townshend em ação antes de morrer. E valeu cada instante. Só clássicos (“Baba O’Riley”, “My Generation”, “Pinball Wizard”), com direito a girada de braço e tudo (faltou quebrar a Fender no chão, mas acho que Pete parou com isso faz tempo). Tem um vídeo no site da Rolling Stone, pra quem quiser conferir.


Muito, mas muito melhor que Rock Band

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
17/07/2008 - 07:43

E3 2008: A Coletiva da Sony

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Acabou que o tal “evento secreto” da Nintendo era só falatório. Eu já deveria imaginar… seja como for, não fui, e acho que não perdi muita coisa. Hoje (ontem, quarta), o dia foi produtivo, com booth tours na Electronic Arts, Bioware e Microsoft, além de um passeio pelo showcase e uma jogadinha em Wii Music e Rock Band 2 (já falei que adoro games musicais? Pois é). Depois conto mais sobre isso. Antes, vou recuperar o tempo perdido e postar aqui minhas impressões sobre a coletiva da Sony, antes que fique velho demais. E ainda tem a da Ubisoft, a da Capcom, da Konami, além de comentários sobre o que mais joguei/vi (Mirror’s Edge, Fable 2, Lips, Halo Wars, Mercernaries 2, Dead Space, Gears of War 2 , Dragon Age, Spore, You Are in The Movies, e a lista segue…). Você ainda me agüenta ler essa semana? Então, respire e siga em frente.

Sony: De Olho no Brasil, ou papo furado?

A coletiva de imprensa da Sony começou exatamente uma hora após o final da apresentação da Nintendo, também com cinco minutos de atraso. A Sony ofereceu aos jornalistas um sistema de transporte até o local de seu evento, gratuito e rápido. Na chegada ao Shrine Auditorium, todos eram recebidos com uma avalanche de comidas esquisitas e bebidas variadas, do jeito que só a Sony sabe fazer. Um festival de gastronomia e desperdício, que caiu muito bem para quem saiu correndo sem tomar o café (como eu).

O palco do Shrine Auditorium, decorado com dezenas de monitores e telões, era iluminado por tons azulados e violeta, as cores de preferência da Sony na divulgação de seus consoles. Não sei dizer se havia mais ou menos pessoas do que na coletiva da Microsoft, levando em conta que os dois locais eram semelhantes. Apresentando quase integralmente a coletiva, Jack Tretton, CEO da Sony Computer Entertainment America, até que se saiu bem, mas poderia ter ficado menos tempo no palco. Desculpe o trocadilho, mas a coletiva da Sony… deu sono. Mas a culpa não foi só dele, mas também do que foi exibido lá.

Sabendo que precisa mostrar serviço para alcançar os principais concorrentes, a empresa concentrou sua apresentação no anúncio de novos jogos para suas três plataformas. Eles fizeram questão de relembrar o aniversário de 15 anos da criação da marca PlayStation e valorizar o fato de o PlayStation 2, lançado em 1999, permanecer firme no mercado: Tretton anunciou a impressionante marca de 130 novos games para o console lançados até o final do ano, o que faz do PS2 a máquina de maior longevidade da história do entretenimento eletrônico (o Atari não conta, nem vem). Jogos para o portátil PSP também foram revelados aos diversos, assim como jogos para baixar e upgrades no sistema PlayStation Network, a rede de comunicação online do PlayStation 3, e as parcerias da Sony com distribuidoras de filmes e de conteúdo. Aquela conversa mole de sempre e a que não temos acesso por aqui (sim, foi um comentário cheio de inveja).

Entre os games para o console de última geração da Sony (que passará a custar os mesmos US$ 400 pelo modelo com 80 GB), os destaques ficaram para Resistance 2, o absurdo Little Big Planet, DC Universe Online, um RPG online massivo com Super-Homem, Batman e outros heróis da editora de quadrinhos (produzido pelo consagrado desenhista Jim Lee, que subiu ao palco e foi bem simpático, contrariando as más línguas que dizem que o cara é mala) e MAG, jogo de guerra online para até 256 jogadores simultâneos (como se houvesse tanta gente assim com um PlayStation 3… brincadeira). Eu particularmente adorei o vídeo promocional de God of War 3, que apesar de não mostrar nada, é ótimo. Algo para olhar adiante, enfim. Que falta não faz uma revelação de um novo GTA ou Metal Gear…

Mas foi uma notícia divulgada de maneira descompromissada na coletiva que mais deve chamar a atenção do consumidor brasileiro: a Sony deve começar a distribuição oficial de seus games e consoles na América Latina. O que isso quer dizer? Deus sabe, eles fizeram questão de não explicar. Me lembrou a coletiva da Microsoft em 2006, quando o Bill Gates mencionou rapidamente o Brasil na lista de futuros territórios a serem invadidos pelo Xbox 360. Mas naquele caso, nós ainda tinhamos a chance de perguntar pro Milton Beck sobre o assunto. E sobre a Sony, falamos com quem? Quem souber, me avise.

É dito na boca pequena que a Sony já mantém conversas com algumas produtoras de games baseadas no Brasil (a EA, a Synergex, que distribui games de várias produtoras, entre outras). Essa história de PlayStation oficial no Brasil já rola faz um tempo, e parece que agora é pra valer, senão, eles não teriam dito nada. Mas não vá esperando o PS3 nas Casas Bahia tão cedo. Meu pessimismo só me deixa cogitar que a Sony primeiro fará experiências de mercado com o PS2 antes de se arriscar com seu luxuoso tocador de Blu-ray por terras brasilis. Mas a esperança é a última que morre. Fico na torcida por um pouco de ousadia, pra variar um pouco.

E assim como a Nintendo fez horas antes, a Sony economizou no barulho e foi discreta. Não fizeram feio, mas também não foi tão bonito quanto se esperava. Sem nenhuma grande franquia com games prometidos no horizonte, é a hora dos japoneses reforçarem sua marca e tentar subir degraus rumo à sua guerra particular contra a Microsoft e seu Xbox 360. Os resultados de vendas nos próximos meses dirão bastante sobre o futuro dessa eterna – e saborosa – briga.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
16/07/2008 - 22:12

E3 2008: A Coletiva da Nintendo

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Acabei nem comentando as conferências da Nintendo e da Sony, por pura falta de tempo (e saúde). Já o fiz exaustivamente no site da Rolling Stone, então vou dar uma resumida breve no que vi nas duas coletivas, sem economizar nas alfinetadas. Em ambos os casos, as empresas não fizeram nada mais do que se esperava delas: valorizaram seus próprios produtos, números e feitos e mostraram pouquíssimas surpresas. Primeiro falo da Nintendo. Depois, da Sony.

O evento da Nintendo, no Kodak Theater (Hollywood), começou às 9h05, um atraso de cinco minutos em relação ao horário previsto. Ainda bem, porque foi exatamente a quantidade de tempo que atrasei (a noite anterior havia sido longa…) Mais uma vez, a empresa japonesa reforçou seu foco no jogador casual e nas possibilidades interativas de seu console Wii e do portátil Nintendo DS – atualmente, os mais vendidos em suas próprias categorias. O primeiro anúncio foi o game Shaun White Snowboard, estrelado pelo ídolo norte-americano mais conhecido como “Flying Tomato” (para se ter uma idéia, ele já foi capa da Rolling Stone americana). O game simula a experiência do surfe nas neves se utilizando da Wii Balance, a plataforma-acessório que acompanha o game Wii Fit. Pareceu interessante, mas em se tratando do Wii, fica difícil saber o que é interatividade e o que é ilusão – principalmente em uma performance em cima de um palco.

Em seguida, Satoru Iwata, o presidente global da Nintendo e velho conhecido dos nintendistas fez uma longa explanação sobre a estratégia da empresa para com seus consoles e o porquê do foco no jogador casual (ele já poderia ter perdido um pouco daquele sotaque, mas acho que ele já se utiliza isso como um charme pessoal). Iwata exaltou a quebra da “barreira psicológica” que separava jogadores dos não-jogadores, e a intenção de desenvolver novos paradigmas de mercado relacionados aos conceitos de interatividade, criatividade e comunidade. Aquela conversa de sempre. Pelo menos, desta vez, a Nintendo tinha números para se auto-declarar “a empresa que vai quebrar paradigmas”.

Para ilustrar esse objetivo, a Nintendo economizou na quantidade de games exibidos, dando prioridade a poucos produtos, porém impactantes. Animal Crossing: City Folk, game para Wii com foco no público infantil, valoriza a comunicação remota entre jogadores de diferentes partes do mundo com o acessório-microfone WiiSpeak (que será vendido por US$ 29,99 nos EUA). Sinceramente, está parecido demais com a versão para GameCube, e os features novos não me soaram como grande novidade. Posso estar errado, mas, como ex-jogador da versão para Cube, achava que pelo menos os gráficos poderiam ter melhorado um pouquinho….

Para o Nintendo DS (aquele que vendeu 70 milhões ao redor do mundo), o esforço foi voltado para franquias consagradas em outras plataformas não portáteis, como Spore Creatures, Guitar Hero World Tour: Decades e .Grand Theft Auto: Chinatown Wars (o único desses que foi realmente aplaudido pela platéia). A Nintendo quis provar que sua máquina de duas telas é muito menos um videogame e mais “uma companhia natural para todos”, dando pistas de que poderá transformar seu portátil em um utilitário em um futuro não muito distante. Eles citaram a possibilidade de usar o DS como um guia de informações em aeroportos, ou como livrinho de receitas, entre outras pirações.

Daí, chegou a hora do Wii, e eu confesso que esperava pelo menos uma surpresinha relacionada às franquias de sempre… que nada. O foco no gamer casual ficou ainda mais evidente. O alarde foi grande para anunciar o Wii Sports Resort, a “versão verão” de Wii Sports. Reggie Fils-Aime, o homem Nintendo no ocidente, aproveitou para mostrar um “acessório” que eles batizaram de “Wii MotionPlus”. A pecinha, que é encaixada abaixo do Wiimote, é um upgrade natural à tecnologia do controle, então nem deveria ser vendida – a Nintendo bem poderia distribuir de graça a peça a todos os possuidores de um Wii.

Quando Miyamoto subiu ao palco, veio Mario, Zelda, Donkey Kong ou Samus. O maior produtor de games de todos os tempos estava usando o Wiimote para tocar um saxofone. A cena você deve ter visto em vídeo, e garanto que ao vivo era ainda mais bizarra. Aquilo era Wii Music, a investida particular da Nintendo no mundo musical. Com movimentos no joystick, o jogador simula o ato de tocar uma bateria, um saxofone, um violino ou uma guitarra, entre mais de 60 instrumentos (na coletiva eles disseram 15, mas o release diz 60. Vai entender). Daí, Miyamoto, convocou uma orquestra composta por funcionários da própria empresa, em um momento que beirou o cômico e o constrangedor. Está virando moda pagar mico em conferência para imprensa…

Acabei de tocar a bateria lá embaixo, e é bem mais difícil do que parece, além de bastante realista. Penei pra conseguir fazer uma seqüência simples de bumbo-caixa-chimbal, e olha que já toco bateria há bastante tempo. No fim, fiquei mais impressionado agora do que fiquei ao final da coletiva. Mas não encontrei uma pessoa ali que tivesse realmente ficado feliz com o material apresentado pela Nintendo. Neste instante, a empresa está fazendo uma apresentação secreta e especial, e é possível que mostre algo diferente lá (foi assim com o Super Smash Bros. Melee há alguns anos). Quem sabe?

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
15/07/2008 - 22:04

E3 2008: Bateu o Cansaço

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Estou aqui no LA Convention Center, nessa loucura que é a nova E3. Trocando em miúdos: há filas enormes e demoradas para as coletivas de imprensa (que nem sempre são interessantes – logo explico o porquê), os games estão bem escondidos e, em sua maioria, são restritos, e a conexão de internet deste centro de imprensa é uma bela porcaria. Mas a gente se vira.

O que mais chama atenção no novo formato da E3 é o silêncio. Diferentemente dos anos anteriores, agora é até possível escutar o que as pessoas conversam ao seu lado: a quantidade de pessoas é tão pequena, que é fácil reencontrar as mesmas caras várias vezes ao longo do dia, e em locais bastante distintos. Ou seja, se é difícil agüentar a conversa daquele cara pentelho do site esquisito, é bem mais difícil escapar no meio da multidão. Simplesmente porque não há multidão. Não há bagunça. Quase não há games. Dois dias de E3 e ainda não encostei as mãos em um joystick.

Há maneiras diferentes de cobrir um evento desse gênero. Dá para selecionar o que se fazer e manter a programação tranqüila e com espaços entre cada compromisso; ou dá pra tentar sair correndo pra jogar tudo, entrar em todos os mini-estandes, conseguir alguma entrevista não prevista com os diversos executivos e produtores que circulam por aí. Eu queria ter optado pela primeira opção, mas vi que é impossível. Cobrir a E3 de maneira decente e satisfatória, acompanhado tudo que acontece, só mesmo com uma equipe numerosa e bem disposta. Eu, no caso, sozinho e ainda com jet lag na cabeça, confesso que estou deixando um pouco a desejar.

Mas não faltei a nenhum compromisso (ainda), e quase não atrasei pra nada (cinco minutos na coletiva da Nintendo conta?). Logo mais, publico aqui minha avaliação da coletiva da Nintendo e da Sony. Os eventos da Ubisoft e da Capcom ficam para amanhã, além da coletiva da Konami e das minhas impressões dos games em que consegui colocar as mãos.

Aguarde, não durma. E aproveite para escutar o Pablocast direto da E3, gravado ontem.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
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