Publicidade

Publicidade
22/09/2011 - 19:44

O que é o Brasil dos Games, Parte 8

Compartilhe: Twitter

Tá chegando a hora.

E as despedidas e homenagens não param aqui no Gamer.br. Hoje, publico o singelo relato da amiga Fernanda Domingues, uma das principais representantes da área de comunicação corporativa no mercado de games nacional. Fernanda já atuou lado a lado com as principais publishers e possui experiência de mais de 15 anos assessorando, analisando e compreendendo o funcionamento desse tal Brasil dos Games. Confira a seguir as lembranças dela, divulgue e não deixe de comentar no final.

***

Brasil dos Games

“Por Fernanda Domingues

No Brasil dos Games há 15 anos, posso dizer que já vivi tantos altos e baixos que nem consigo me lembrar de todos. Uma cliente até colocou no meu Linkedin que eu sou uma enciclopédia do mercado brasileiro de games. Se eu não gostasse tanto dela poderia achar ruim, mas ela é muito querida!

Quando comecei a divulgar games, em 1996 – no mesmo ano em que o Pablo começava escrever sobre eles -, trabalhava para uma distribuidora, a MSD Multimídia, que trazia títulos de todos os gêneros, de publishers de renome como Activision, Blizzard, Ubisoft, Infogrames. Divulgamos Muppets Treasure Island, os Smurfs, que eram Los Pitufos (em espanhol), e Alone in The Dark. O CEO (dono) ia a um evento nos Estados Unidos, a recém-lançada E3 Expo, naquela época pouco visitada pelos brasileiros, e lá fazia contato com os produtores para trazer os títulos. Me lembro que, às vésperas do Natal, a sala da empresa ficava abarrotada de caixas que seriam enviadas para os jornalistas testarem – entre eles, o Pablo. Abarrotada porque os games naquela época vinham em caixas enormes com um CD perdido lá dentro. Até hoje não entendo o porquê.

Alguns anos depois – não sou muito boa de cronologia –, as publishers fizeram a primeira tentativa de instalar seus escritórios aqui. A distribuidora fechou, e eu virei assessora de uma delas, a Infogrames, que depois mudou seu nome para Atari. A empresa francesa comprou a marca Atari pela sua relevância. Mais um tempo se passou e várias publishers, derrotadas pela pirataria e pela inflação, foram embora, e lá estava eu de novo, trabalhando para uma distribuidora. Nesse meio tempo, o Pablo continuava escrevendo, agora convidado pela Renata Honorato, do iG, para fazer este blog.

Hoje, eu posso dizer que a estabilidade econômica e a chegada dos fabricantes de consoles propiciaram o cenário atual. Assim como a recente iniciativa de empresas gigantes para a fabricação dos games aqui derrubaram os preços, permitindo que um lançamento fosse vendido a R$ 129. Pela primeira vez, a pirataria e o mercado cinza estão perdendo uma batalha. Isso não tem preço! Nem volta! Os gamers brasileiros estão sendo privilegiados com três eventos só em São Paulo, e o maior evento de games da América Latina acontece no Rio de Janeiro! Este ano o Brasil Game Show vai contar com a presença de Yoshinori Ono, criador da série Street Fighter, da Capcom, uma das maiores produtoras do mundo. No último ano, os estudantes de game puderam ter contato com os criadores do Avatar, e Jonathan Blow, criador do aclamado Braid. A indústria brasileira de games tem seu próprio encontro, o SBGames, que é itinerante, e em novembro vai reunir desenvolvedores e acadêmicos brasileiros, na Bahia.

Eu, Pablo e a Renata Honorato – que agora está na Veja.com – visitamos a E3 nos últimos anos, e lá encontramos dezenas de jornalistas brasileiros.

A Internet – que também começou no Brasil na mesma época que eu e o Pablo entramos para o mundo dos games – evoluiu, e em 2010 os games sociais se tornaram a bola da vez, espalhando-se como pólvora pelo Orkut e Facebook. A web também ajudou a Steam a concretizar-se no Brasil. E além dos MMOs brasileiros, estão chegando outros da Coréia, China, Alemanha… As distribuidoras permanecem aqui, dividindo o espaço com as publishers.

E eu posso me dar ao luxo de ter uma assessoria de imprensa especializada em games! Esses são alguns dos pontos positivos desse “Brasil dos Games”, que segundo pesquisa da NewZoo deve movimentar US$ 2 bilhões apenas em 2011.

*Fernanda Domingues é CEO da FD Comunicação (@fdcomunicacao).

Autor: - Categoria(s): Brasil dos Games, Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,

Ver todas as notas

2 comentários para “O que é o Brasil dos Games, Parte 8”

  1. Um trajetória de sucesso extremamente inspiradora.

  2. Oldgamer disse:

    Quem, a 15 anos atras, jogando aquelas tosqueiras e lamentando o atraso tecnológico do nosso pais, iria imaginar um cenário desses, que com certeza só deve evoluir mais… Essa molecada que tá aí hoje e tem disposição, disponibilidade, paciência e interesse para jogar horas por dia como fazíamos na nossa época não sabe a sorte que tem!!!!!

Os comentários do texto estão encerrados.

Voltar ao topo