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Arquivo de agosto, 2011

30/08/2011 - 16:02

Microsoft fabrica games no Brasil – e preços caem

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Taí: a Microsoft baixou os preços de seus games para Xbox 360 no Brasil.

Conforme o release divulgado hoje, os jogos deverão ter redução de até 40% a partir de setembro, o que nos faz chegar ao mítico e surpreendente valor de R$ 69. A maioria dos games que ficaram mais baratos, porém, passam a custar de R$ 79 a 99.

Além disso, a empresa finalmente oficializou a informação de fabricação dos games first party (da Microsoft Studios) em território nacional, o que provavelmente colabora para a redução geral de preços – o texto deixa essa informação em aberto, mas é o que dá a entender.

Veja o release e pense: será que agora vai?

A Microsoft Brasil informa que, a partir de 01 de setembro, os preços dos jogos Microsoft Studios serão reduzidos em até 40% no País. Com essa medida, os games custarão a partir de R$69,00 para o consumidor brasileiro nas revendas oficiais.
(…)
Além da redução dos preços, em 01 de setembro começará a pré-venda do aguardado “Gears of War 3” com preço já reduzido para R$ 129,00. Quem comprar o jogo na pré-venda ganhará ainda um chaveiro e um código online (token) com conteúdo bônus para jogar com o personagem Commando Dom no modo multiplayer.
(…)
Junto com a redução de preços a Microsoft Brasil anuncia a fabricação local dos games Microsoft Studios. A partir de agora, as mídias dos jogos serão produzidas no País pela Arvato do Brasil. A empresa é líder na fabricação de CDs, DVDs, replicação de games e distribuição e atuará como replicador autorizado da Microsoft Brasil.

“Este é um momento importante para a indústria nacional de games e o anúncio da redução de preços dos jogos Microsoft Studios no Brasil é um passo fundamental para tornar as nossas ofertas mais atraentes e, principalmente, mais acessíveis para os consumidores brasileiros”, destaca Guilherme Camargo, gerente de marketing para Xbox 360.

A seguir, confira a lista com os games e os respectivos preços reduzidos.

R$69
Gears of War

R$79
Alan Wake
Crackdown 2
Forza 3
Gears of War 2
Halo 3
Halo ODST
Halo Wars
Joy Ride
Viva Piñata

R$99
Dance Central
Fable 3
Kinect Sports
Kinectimals

R$129
Gears of War 3
Halo Reach

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
19/08/2011 - 17:35

Vamos lá debater os games e a felicidade?

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Está rolando em São Paulo o You Pix, festival brasileiro de cultura digital que se propõe a discutir tendências e vislumbrar o futuro por meio de nosso comportamento na internet. Aliás, a festa termina hoje, no Porão das Artes (Parque do Ibirapuera), mas ainda dá tempo de pegar o finalzinho se você se cadastrou previamente. Senão, dá para assistir pelo site.

Ainda hoje, participo de duas mesas de debate: uma sobre a felicidade na internet, como mediador; e outra sobre a presença dos games em nossas vidas, como debatedor. E ainda tem mais uma discussão bacana hoje sobre pessoas que levam games realmente a sério.

Para quem se interessou, entre no o site para assistir. Abaixo, a programação de hoje:

18:15 – 19:15 > VOCÊ É HARDCORE? (bate-papo)
Curadoria: Tambor Digital
Os hardcore gamers passam mais tempo jogando, investem mais em hardware, são mais bem informados, antenados e antecipam o futuro. Conheça a elite dos early adopters e como seus hábitos de uso da internet e consumo influenciam a sociedade. Mediação: André Forastieri (diretor editorial da Tambor Digital e colunista do R7). Debatedores: Renato Bueno (do blog Kotaku), Marcellus Vínicius e Arthur Zeferino (@GAMESFODA) e Flávia Gasi (GameGasi).

19h30 – 20h30 > A INTERNET NOS TORNA MAIS FELIZES? (bate-papo)
Curadoria: Alexandre Inagaki
Quando acompanhamos os perfis de nossos amigos e conhecidos no Facebook, eles aparentam estar felizes: envolvidos em relacionamentos sérios, prosperando financeiramente, posando em fotos repletas de sorrisos e festas. Perfis em redes sociais seriam a versão editada, remixada e remasterizada de nossas vidas? Enredados por comerciais de margarinas e literatura de autoajuda, será que não estamos vivemos uma espécie de “ditadura da felicidade”, que acaba nos trazendo uma ansiedade por sermos felizes? A internet é cúmplice e fomentadora dessa busca, tantas vezes infrutífera, por uma vida feliz? Mediação: Pablo Miyazawa (editor da revista Rolling Stone Brasil). Debatedores: Cristovam Buarque (Senador da República e professor da UnB e autor do PEC da Felicidade brasileiro), Dani Arrais (jornalista, autora do blog Don’t Touch My Moleskine e sócia da Contente), Luiza Voll (designer de interação e sócia da Contente) e Pedro Jansen (Jornalista e produtor de conteúdo da Remix Social Ideas).

20:45 –21:35 > A VIDA É UM JOGO! (bate-papo)
Curadoria: Alexandre Matias (editor do Link)
A lógica dos games vem saltando das telas e dos controles para transformar pequenos atos da vida cotidiana em jogos. Até onde podem ir os videogames? Mediação: Alexandre Matias (Link Estadão. Debatedores: Carlos Merigo (Brainstorm 9), Pablo Miyazawa (editor da Rolling Stone Brasil e autor do GamerBR) e Renata Honorato (editora-assistente de Tecnologia da revista Veja).

***

Nos vemos lá?

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
18/08/2011 - 20:59

Entrevista da Semana: Guilherme Gamer (GameTV)

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A Entrevista da Semana é com o Guilherme Gamer.

Se você não o conhece, deveria. Atualmente, ele é um dos comunicadores da área de games mais prestigiados do Brasil (ele tem até fã-clube). Carioca (nasceu em São Paulo mas mora no Rio desde sempre), o jornalista de 27 anos se encarrega de atingir, sozinho, um público amplo e diversificado através dos vídeos caseiros que elabora. Produzindo por conta própria desde 2009, Guilherme Gamer (ou Guedes, oficialmente) acumula números absurdos para os padrões nacionais – são seis milhões de visualizações (alguns vídeos ultrapassam 100 mil views), 35 mil inscritos no canal de YouTube, mais de 20 mil seguidores no Twitter.

Ele próprio relata: “Eu comecei e ainda estou no Consoles e Jogos Brasil (CJBr). Atualmente o meu maior projeto é o Gamer Point, um programa semanal que reúne muitas notícias, analises dos games lançados na semana, curiosidades, e uma pitada de humor”. Recentemente, Guilherme ganhou um espaço no canal PlayTV – o GameTV, um drops diário de notícias. “Espero que isso possa abrir portas pra mim. Pretendo manter meu trabalho independente mas não quero me segregar da mídia especializada. Pelo contrário: quero trazer minha contribuição”, diz.

Na entrevista a seguir, Guilherme Gamer divagou sobre os diferentes tipos de público, deu dicas para iniciantes, discutiu polêmicas, distribuiu elogios (e alfinetadas) e opinou sobre o mercado nacional. Leia até o fim, passe para frente e comente no final.

***

Gamer.br: Vamos começar do começo. Como se iniciou sua carreira de jornalista de games?
Guilherme Gamer:
Eu, antes de tudo comecei como jornalista “basicão”. Daí pra chegar ao raciocínio lógico de unir a minha paixão pessoal com a paixão profissional foi meio óbvio. Os primeiros passos foram fazendo vídeos comentados contendo gameplays de jogos na internet, no blog Consoles e Jogos Brasil. A partir disso, veio uma aceitação razoável do público e esse foi um grande incentivo – e é até hoje. Eu digo que comecei de uma maneira diferente da maioria que eu conheço. Não tive um estágio em uma revista, por exemplo. Foi muita ralação e aprendi tudo “na marra”.

Você quer dizer, fazendo sozinho? Quais foram suas inspirações então?
GG:
Minha inspiração básica mesmo veio de mim mesmo. Dos meus gostos. Tudo que fiz no jornalismo gamer até hoje veio das coisas que eu assistia, lia, consumia. Claro que não descarto fazer algo rotineiro, como escrever análises para uma revista, por exemplo. Mas em tudo que faço procuro dar meu toque pessoal. Deixar a minha presença marcada ali. Não gosto de fazer mais do mesmo. Mesmo tendo inspirações também em sites e programas estrangeiros, procuro dar a minha cara em tudo que faço e não seguir um roteiro padrão.

Na prática, quando você teve certeza de que seu negócio seria falar de games? Houve esse “momento” definidor?
GG:
Eu tive a certeza que era isso que eu queria a partir do momento em que vi que as pessoas estavam gostando do meu trabalho. O feedback me fez pensar: “Ei! Que tal se eu fizesse disso não apenas meu hobby, mas também minha profissão?” O jornalismo em si eu sempre gostei, tanto que fiz faculdade. Eu costumo dizer que eu tinha mesmo que ser jornalista gamer, pois não escolhi isso apenas. Isso me escolheu, entende? Então esse momento especial foi ao longo dos primeiros meses, dos primeiros vídeos, do processo da minha aprendizagem, tentativas, erros e acertos.

Você nasceu nos anos 80 (tem 27 anos), cresceu em um momento em que os games começavam a alcançar popularidade e se acostumou com a internet desde cedo. Um diferencial de seu trabalho é a maneira de utilizar os novos recursos tecnológicos em seu favor – no caso, vídeos e fóruns de internet – para alcançar o público. Quão importante é compreender bem essas ferramentas na manutenção do trabalho? Você acha que é obrigatório hoje em dia saber lidar com as “novas” ferramentas, ou ainda haveria espaço para o jornalismo “antigo”, tradicional?
GG:
Eu acredito que há lugar para todos os bons jornalistas, mas os que não acompanham as tendências têm menos chances de se manter firme no mercado. Eu comecei com isso no meu DNA. Eu faço parte disso, eu respiro essas “novas” ferramentas. Coloco entre aspas, pois algumas já podem até serem consideradas velhas. Eu acredito que o ideal é o ponto de equilíbrio entre modernidade e tradicionalismo. Uma revista que eu acho bacana sabe se comunicar através das suas preciosas folhas de papel, mas também dialoga com seu público em outros meios.

Como você descobriu o formato ideal para atingir o seu público? E mais, o que você acha, por experiência, que mais atrai o público no seu trabalho?
GG:
Eu acredito que ainda não descobri. Acho isso fundamental: buscar sempre melhorar e evoluir. Nunca ficar 100% satisfeito. Tenho sempre essa inquietação em mim. Mas, ao longo deste tempo que tenho produzido conteúdo, descobri, claro, algumas coisas que funcionam. O que mais atrai a galera que curte meu trabalho são dinamismo, descontração, a proximidade com eles. Isso é fundamental. Essa comunicação com o público. Quem usa uma conta no Twitter para apenas divulgar seu trabalho, não se comunica. Pelo contrário: se utiliza de uma ferramenta nova de uma maneira antiga.

Falando de maneira prática – quando você notou que havia um público cativo e muito dedicado ao seu trabalho? Notar que a coisa “deu certo” mudou alguma coisa em sua maneira de fazer?
GG:
Eu notei que havia essa galera que curte meu trabalho mesmo quando chegou o dia que eu estava passando mais tempo respondendo mensagens que propriamente fazendo os vídeos. A partir disso, minha dedicação ao trabalho aumentou demais. Investi tempo, dinheiro, tudo. Deixei de lado outros trabalhos para investir 100% nisso.
Mas a mudança foi apenas mesmo na dedicação. Procuro não fazer um trabalho voltado especificamente pensando na aceitação do público. Se aceitarem, ótimo. Fico muito feliz. Mas acho fundamental continuar mantendo a essência da diversão no que eu faço, sabe? Acredito que, com isso se tornando cada vez mais profissional, acabe sendo mais difícil, mas vou sempre tentar manter.

Como todo mundo que está em evidência, você obviamente sofre críticas – seja de parte do público que não o segue, seja por colegas da imprensa. Como lida com elas?
GG:
Primeiramente, por parte do público: sou muito feliz e agradecido ao público que consome meu trabalho. Raramente recebo uma crítica puramente destrutiva, sabe? Em sua maioria as críticas são construtivas, tentando me ajudar a crescer e sou muito grato a elas, muito mesmo. Tanto quanto aos elogios. Já por parte de colegas de imprensa, eu não sei dizer exatamente como lido, pois nunca chegou a mim diretamente. Eu sei que existem conversas entre outros jornalistas falando de maneira negativa sobre o meu trabalho e, de coração, gostaria de saber exatamente o que falam. Acredito que seja um preconceito por eu vir de um meio onde pessoas sem talento algum podem e às vezes conseguem se destacar, mas gostaria de um voto de confiança.
Felizmente, alguns colegas estão dando este voto. O maior exemplo disso é o Luciano Amaral, da PlayTV. Ele acreditou no meu trabalho e potencial desde o início e foi fator fundamental para minha ida para a PlayTV. Outro é você que está me abrindo as portas aqui do seu blog com esta entrevista. Lucas Patrício é outro que me disse palavras muito bacanas, e outros, como o Pablo e Cláudio, do UOL. Mas a resistência comigo ainda acredito ser grande, mas vou tentar provar para eles que, pelo menos, vou continuar fazendo meu trabalho da melhor maneira possível e com ética e respeito.

Você acredita ainda haver algum tipo de segregação no jornalismo de games? Há mesmo separação de público e, consequentemente, disputas entre os diversos tipos de leitor? Cito isso retomando um caso recente que você se lembra, sobre a distinção entre os tipos de consumidores (“true gamers” ou não)…
GG:
Obrigado pela oportunidade de falar sobre isso. O termo criado “true gamer”, gerou uma imagem errada sobre sua utilização. Ele foi pensado para ser utilizado dentro de um projeto de web-programa que participei. Mais como uma brincadeira e menos como uma forma de segregar pessoas. Quem utiliza o termo de maneira séria apenas gosta de pensar que truegamer é um gamer que é ativo na comunidade, quer ver o mercado crescer, não utiliza pirataria, coisas assim. Mais uma vez eu imagino que a grande não-aceitação por parte de outros jornalistas em relação ao termo é pelo fato dele ter sido criado na internet e se alastrado rapidamente dentro da mesma. Ainda há muito preconceito com isso. Mas eu de forma alguma pretendo me focar apenas em um tipo de público. Quem eu acredito que contribuem para esta segregação são alguns jornalistas que insistem em falar para uma “elite”, para o mesmo grupo sempre. Eu quero e sempre busco fazer um trabalho de qualidade que possa ser facilmente identificável por todos que gostem e queiram saber alguma coisa a mais sobre a nossa fonte de trabalho: os games.

Você então se sente, de alguma forma, representando um público “oprimido” ou “negligenciado” anteriormente pela imprensa tradicional especializada?
GG:
Certamente. Digo isso não baseado em uma pesquisa acadêmica ou algo do tipo, mas sim no que sinto deste próprio público. Grande parte se refere a mim como o único “jornalista gamer” que eles conhecem. Claro que eles provavelmente sabem que existem revistas e sites que tratam sobre videogame, mas acabam não se identificando com nenhum deles. Acredito que isso se deva justamente a essa distância que grande parte dos jornalistas de games atualmente cria. Eu quero falar pra todo mundo: pra quem joga desde o Telejogo, quem começou no PS2, quem começou na geração atual e quem ainda sonha em ter um videogame. É isso que eu busco e sinto que tenho conquistado cada vez mais este objetivo. Não sonho em ser uma unanimidade, óbvio, mas sonho em fazer o melhor trabalho possível para a maior parte das pessoas que gostem de alguma forma de games.
Eu sinto que, de forma generalizada, a imprensa especializada tem preconceito deste grande público. E eu não falo para uma elite apenas de revistas de games, por exemplo, então este preconceito acabou “grudando” em mim também. Faço atualmente um jornalismo do meu jeito, sem seguir uma escola padronizada. Acredito que isso incomode, mas gostaria que pelo menos respeitassem este trabalho. Não sei se é pedir muito, é? [Risos]

Retomando a pergunta lá atrás: qual é o segredo para se comunicar e “tocar” esse público mais amplo, menos elitizado? Porque existe todo um método correto – nem todo mundo consegue. Tem a ver com a linguagem, temas abordados, estilo?
GG:
A linguagem conta muito, com certeza. Não precisamos também imaginar que só por não ser da elite que esta pessoa é burra ou ignorante. A elite a que eu me refiro não se baseia apenas na questão financeira, e sim cultural. Continuando: a linguagem que utilizo é como se eu realmente estivesse contando pra um amigo sobre um determinado jogo que vai ser lançado ou mesmo explicando pra ele, com minhas palavras, como passar de uma fase complicada, por exemplo. Outro ponto importantíssimo é o veículo de informação. É o que eu disse lá atrás: não adianta um jornalista de uma revista simplesmente criar uma conta no Twitter para divulgar suas matérias. Ele precisa estar em constante sintonia com esse público. Ver o que dá certo, adaptar o que não funciona. É um ecossistema vivo e em constante mudança. Quem fica parado no tempo, não evolui. Pode até manter seu emprego, mas não vai sair daquilo. Eu busco sempre evoluir. Tanto como uma busca pessoal mesmo por um processo evolutivo constante quanto por uma busca no aperfeiçoamento da minha comunicação com o público. Sem o público, não somos nada. No final das contas, o que importa é o público, e não o nosso próprio umbigo ou ego.

No caso de seus vídeos, você pretende investir em equipamento para profissionalizar ainda mais o negócio, ou o esquema é parecer mesmo “do it yourself”?
GG:
Estou sempre buscando evoluir a questão técnica para tentar me aproximar do resultado visual como sendo algo mais profissional, mas, claro, sem perder a essência do meu trabalho que falei um pouco antes. Me sinto muito feliz de ver os primeiros vídeos do Gamer Point e ver os mais recentes. Modéstia de lado, a evolução foi gigante. Tanto minha como apresentador quanto da questão visual. E me sinto mais realizado ainda quando o próprio público manifesta que tem percebido esta constante evolução. Mais uma vez: é tudo pro público.

Como você divide esse trabalho a serviço do gamer com seu trabalho “normal”, digamos assim? Compensa o tempo gasto? Está rendendo alguma grana?
GG:
Foram muitos meses de investimento sem retorno (obrigado a minha querida mãe, Vilma, que me deu todo o apoio). Claro que foi um tiro no escuro: podia ou não dar certo. Agora sim, está dando certo. O Gamer Point tem patrocínio e trabalho formalmente na PlayTV. Jornalista gamer é meu trabalho “normal” agora de verdade [risos]. Mas claro que ainda estou bem no começo de uma longa e infinita jornada. Quero crescer muito profissionalmente ainda. Principalmente aprender. Aprender com o público e com os jornalistas mais experientes.

Nesse último vídeo deu para perceber que você separa notícias gerais das notícias específicas do mercado brasileiro. Você acha que o seu público se interessa mesmo pelo que está rolando no país – reduções de preço, lançamentos oficiais, traduções – ou eles estão mais interessados em temas mais amplos? Ou seja, o “Brasil dos games” rende pauta o suficiente? O público se importa com isso ou quer mais é jogar e pronto?
GG:
Eu acredito que seja bem dividido. Tem a galera que quer ver o mercado crescer, é entusiasta e tem os que só querem ver o trailer daquele game que vai ser lançado. Por isso eu procuro atender a todos. Mas estou sempre batalhando pra tentar passar a minha mensagem de jornalista opinativo e propagando o que eu acredito ser importante. Quando mais entusiastas tivermos, melhor para o país crescer. E tenho notado um aumento no interesse da galera que acompanha meu trabalho por este tipo de tema. Então sinto que estou cumprindo meu papel de jornalista gamer e também de cidadão gamer brasileiro.

Como você enxerga a situação atual do mercado de games – como jornalista e como consumidor? A situação está mesmo tão melhor como grande parte da imprensa propaga?
GG:
Falando de Brasil, acredito que sim. Grandes lojas estão começando a diminuir preços que, no final das contas, é o que mais importa para o consumidor final neste momento. Outro grande ponto é o interesse de empresas grandes criando estratégias para o Brasil. Temos as três grandes Nintendo, Sony e Microsoft atuando de alguma maneira aqui. Há toda uma movimentação para aumentar o volume de jogos adaptados para nosso idioma, lançamentos ocorrendo aqui junto com o lançamento mundial. Acho isso ótimo. Faz os gamers brasileiros se sentirem inseridos cada vez mais no mercado mundial, e não segregados. Mas ainda falta muito para dizer que as coisas estão boas. Sinto que qualquer melhora que tenhamos sentido nos últimos meses tem a ver mais com atitudes individuais e de empresas do que com o apoio do governo. Falta o governo se mexer, diminuir os impostos, aumentar os incentivos. É um mercado gigante no mundo que ainda engatinha por aqui. Então não está bom, mas certamente está melhorando. É hora de ficar feliz e comemorarmos as vitórias, mas com a consciência de que a batalha está apenas começando.

Então o “Brasil gamer” tem jeito? O que precisa acontecer para chegarmos ao topo – se é que ele existe?
GG:
Não acho nem quero acreditar que exista um topo. Até porque quando uma coisa chega ao topo, a tendência é começar a cair, né? O caminho para o Brasil gamer melhorar e evoluir passa por dois aspectos fundamentais: governo e conscientização dos gamers. O governo não vai estar sendo bonzinho incentivando nosso mercado a crescer. Eles vão lucrar mais. No final das contas, basta sermos todos um pouco egoístas: o governo tem que querer lucrar, nós temos que querer jogos baratos, localizados e ações efetivas no nosso mercado e as empresas tem que lutar para faturar cada vez mais por aqui, investindo no Brasil. Desse jeito, todos saem ganhando. Já passei por momentos de tristeza e desilusão, pensando: poxa, não tem jeito de mudar essa bagaça não. Melhor mudar pros Estados Unidos. Mas o momento de lutar e tentar fazer a diferença é agora. Então não vamos desistir. Considero meu papel (e de outros jornalistas) fundamental para esta mudança por sermos, de certa forma, formadores de opinião. ainda. Principalmente aprender. Aprender com o público e com os jornalistas mais experientes.

Para quem se inspirou pela sua história e gostaria de arriscar também, o que você recomenda? Há espaço para outros Guilhermes Gamers no Brasil?
GG:
Nossa, pra muitos. A internet agora, e cada vez mais, proporciona um ambiente democrático para exposição de opiniões, material, texto, vídeo, áudio. Não sou ninguém ainda pra dar recomendações, mas sugiro que busquem fazer um trabalho ético, investir e buscar sempre evoluir. Não tem problema se inspirar no trabalho de outra pessoa que a gente curta, mas temos que dar nosso toque pessoal. Aproveitando: fico muito honrado quando vem um garoto dizer pra mim que está começando uma faculdade de jornalismo inspirado em mim. Nossa, isso não tem preço e faz valer a pena cada momento investido neste trabalho.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
16/08/2011 - 16:04

PlayStation 3 mais barato no mundo todo – em breve, também no Brasil

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Você já deve ter ouvido falar: a Sony anunciou hoje, na Gamescon em Colônia (Alemanha), a redução global do preço de varejo do PlayStation 3.

Ficou assim: nos Estados Unidos, o modelo de 160 GB passará a custar US$ 249; na Europa, 249 euros; no Japão, 24980 ienes.

(Update: segundo a Sony, somente o modelo de 160 GB passará a custar US$ 249. O modelo de 320 GB ficará em US$ 299. Leia aqui).

E no Brasil, você me pergunta? Levei à questão aos representantes da Sony Brasil, mas eles estavam ocupados, blogando isso em nome do presidente e CEO da Sony Computer Entertainment America, o ilustre Jack Tretton:

“Fico feliz em revelar que os modelos de 160GB e 320GB do PS3 terão os preços reduzidos nas lojas da América Latina. Diferentes fatores, como impostos de importação, conformidade com requerimentos e outros, influenciam as diferenças de preços que os consumidores encontrarão nesta região. Os preços em cada país da América Latina serão anunciados posteriormente.”

Lembrando que atualmente o PlayStation 3 brasileiro – com HD de 160 GB – custa R$ 1399,00 (preço promocional até 30 de agosto). Até quanto mais poderá cair? Alguém chuta?

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , ,
15/08/2011 - 17:25

Kinect: Agora Sim, Eu Vi Vantagem

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O vídeo acima exibe experiências realizadas por um grupo de pesquisadores (de lugares variados – Microsoft Research Cambridge, Imperial College London, Newcastle University, Lancaster University
e University of Toronto) com a câmera Kinect da Microsoft. Eles batizaram o projeto de KinectFusion.

Assista até o final para conferir o Kinect “escaneando” o ambiente, criando versões tridimensionais de tudo o que é filmado e permitindo a interação posterior com esses objetos virtuais. Em outras palavras, é um grande absurdo: o vídeo mostra que é possível escanear elementos do mundo real, adicionar texturas, efeitos de luz, físicas… e modificá-los em seguida da maneira que for mais interessante. E que tal interagir fisicamente com os objetos criados? Também é possível. Imagine o tempo que será economizado em criação de cenários de games e modelagens, entre tantas outras aplicações.

Só mesmo vendo para crer – e se você não entender de cara, tudo bem: não é nada simples mesmo. Mas tem cheiro de futuro no ar.

Roubei daqui. Agradeço o Jones Rossi pela dica.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
11/08/2011 - 18:04

Entrevista da Semana: Fabio Santana (PlayStation.Blog)

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E hoje, conforme o prometido, tem Entrevista da Semana.

Fabio Santana já foi entrevistado anteriormente aqui no Gamer.br, em 2006, mas isso era quando ele era um “simples” editor de revistas especializadas. Com experiência de mais de 15 anos a serviço do jornalismo de games – passou por publicações como Gamers (na Ed. Escala), EGM Brasil, Nintendo World, SuperDicas PlayStation (na Conrad e na Futuro), Xbox 360, Dicas e Truques para PlayStation, Old Gamer! e Edge (na Ed. Europa) -, Fabão é unanimidade entre colegas, leitores e a indústria. Talvez por isso, recebi com sentimentos agridoces a notícia, em primeira mão, de que ele estaria deixando as revistas para se tornar editor do blog oficial do PlayStation no Brasil.

Mas se por um lado a imprensa especializada perde, a indústria ganha: a Sony Brasil não poderia estar melhor representada nessa recente empreitada visando o contato mais próximo com o consumidor final. Fabio é o responsável pelo conteúdo do PlayStation.Blog, além de se comunicar diretamente com os leitores, capturando esse feedback e transformando em ações efetivas. No meu entendimento, ele é o homem certo para o negócio e tem tudo para se dar bem. Mas é óbvio que os leitores de revistas de games (eles existem ainda!) sentirão bastante a falta…

No papo a seguir, Fabão fala sobre suas novas funções, discute o jornalismo de games e faz previsões para o mercado nacional. Leia, divulgue e não deixe de comentar no final.

***

Gamer.br: Você sempre foi sinônimo de jornalismo de games no Brasil. Daí, de repente, se viu diante do desafio de mudar de lado, ou seja, pular para a trincheira do “adversário”. Metáforas a parte, como você enfrentou a questão desse novo desafio profissional?
Fabio Santana: A mudança não foi tão radical quanto pode parecer. Continua valendo o tino jornalístico para pautas relevantes, o cuidado de apurar o conteúdo e aquele preciosismo no trato do texto. O escopo é diferente, é verdade – é preciso pensar na abordagem a que se propõe o PlayStation.Blog, que é um veículo oficial de PlayStation e visa a apresentar a informação com esse caráter, oficial, direto da fonte. Mas não há intenção de embelezar ou mascarar fatos para vender mais. O jogador é um consumidor especialmente inteligente e crítico, e percebe quando há uma linguagem excessivamente marqueteira. Pelo contato que tenho com a equipe global do PlayStation.Blog, tenho tido a satisfação de perceber que os responsáveis pelo veículo são jogadores como eu, e também jornalistas, com essa preocupação de dar espaço ao que vale o tempo do leitor, e de tratar essa informação de uma maneira original, para que seja uma leitura agradável.

Na prática, qual é a diferença em trabalhar para uma grande corporação da indústria e para um veículo de comunicação tradicional? Como suas rotinas se diferenciam?
FS: Como eu disse, no que diz respeito ao conteúdo, à pensata de pautas e tal, pouco mudou. Tenho bastante liberdade para escolher o conteúdo estrangeiro que iremos localizar no PlayStation.Blog BR, e ainda não tive muito tempo para criar matérias próprias, mas já estou alinhando algumas.
Algo que mudou, e que está sendo empolgante, é o contato com os bastidores, com a preparação do conteúdo e das ações que os jogadores vão curtir. Não trabalho diretamente na Sony Brasil, mas na Router Beta, a agência BTL que desenvolve as ações de lançamento e eventos para a linha PlayStation no Brasil. Assim, tenho a oportunidade de participar do planejamento dessas ações e oferecer algum input, tanto como jogador quanto como jornalista.Também estou em contato direto e diário com a Sony Brasil e a Sony Computer Entertainment America para alinhar algumas comunicações. É o caso, por exemplo, das atualizações semanais da PlayStation Store brasileira.
Ainda administro o site oficial, e também estou sempre interagindo com os leitores do PlayStation.Blog, levando suas dúvidas para a Sony e dando a eles um retorno. Muito em breve teremos também perfis nas redes sociais. É gratificante poder agora fazer essa ponte entre os jogadores e a empresa que cria todo esse entretenimento.

E a parte complexa de trabalhar no “outro lado”? Agora, do ponto de vista do consumidor, seu papel supostamente mudou – você representa a empresa para quem eles reclamam quando se sentem prejudicados. Antigamente, você era o porta-voz desse consumidor perante a indústria. A transição é mais complexa, visto que você ainda permanece sendo um consumidor também?
FS: Vejo mais como uma oportunidade maior do que como uma mudança de lado. A Sony, como um todo, é hoje uma empresa centrada no consumidor, e a chegada dos canais oficiais de PlayStation no Brasil são uma amostra disso. Agora os jogadores brasileiros têm um contato muito mais próximo com a empresa, e podem fazer isso na sua língua nativa. Eu me encontro nesse ponto de contato interessante, em que entendo as necessidades do consumidor, como consumidor que sou dos produtos de que trato, e tenho esse compromisso de fazer valer essa voz do povo, como jornalista que continuo sendo, e posso levar esse feedback para a empresa da qual eles possam ter eventuais dúvidas ou reclamações, e então trazer algo de volta, na forma de uma solução ou posição oficial. Não foi uma transição complexa, mas talvez a oportunidade de fazer mais.


Fabio em sua primeira aparição como editor do blog PlayStation, em julho último

Sei que é difícil falar sobre isso nesse momento, mas… Os leitores órfãos de seu trabalho opinativo, será que poderão sonhar com você comandando algum veículo de informação independente novamente? Ou esta é uma página virada em sua carreira?

FS: Olha, não tenho o hábito de planejar muito a minha carreira. Meio que miro uma direção geral e me condiciono um pouco a arriscar uns passos para lá, mas sem forçar nada, sem ficar encanado com isso. Agora estou bem atarefado com tudo isso, estou bastante realizado e não pretendo fazer nada diferente tão cedo – meus projetos costumam ser de longo prazo. Está sendo legal a transição do impresso para o orgânico meio online. No futuro, talvez eu queira estar ainda mais próximo da indústria. Ou não. O fato é que continuo a escrever e não pretendo deixar de fazê-lo.

Sua trajetória é uma das mais impressionantes desse mercado, levado em conta que você fugiu do caminho tradicional “faculdade-estágio- emprego etc”. Chegar à posição que está hoje me parece a cereja do bolo. Olhando para trás, como conseguiu essa trilha vitoriosa? Como foi chegar daquele tempo antigo, quando você nem pensava em trabalhar com a Gamers, até aqui, um executivo engravatado?
FS: [Risos] “Executivo engravatado” passou longe aqui. Ainda tenho muito do garoto com o brilho no olhar por poder escrever sobre games – inclusive o jeans e a camiseta do jogo favorito. Mas, de fato, o alcance e as responsabilidades aumentaram muito ao longo desses anos todos. A que atribuo isso? Às pessoas. Não fossem pelas pessoas que deram oportunidades, por aquelas que tanto ensinaram, por tantos que estiveram lado a lado construindo, eu com certeza não teria conseguido fazer as coisas bacanas que pude fazer. A disposição das pessoas sempre supriu minhas faltas – de conhecimento, de experiência, de formação etc. Eu meramente procurei absorver o que tinha a aprender de profissionais como você, Eduardo Trivella, André Forastieri, Théo Azevedo, Felipe Azevedo, Humberto Martinez, Nelson Alves Jr., Gustavo Petró, Roberto Araújo e tantos mais. Tive a grata oportunidade de conhecer tanta gente boa no que faz.

Falando sobre jornalismo propriamente dito: atualmente, com o imediatismo das redes sociais e a democracia dos blogs opinativos, qual é o papel do jornalista tradicional? Para que vamos servir? O que o futuro reserva para o jornalismo profissional diante do quadro atual em que todo mundo possui opinião própria e produz conteúdo?
FS: Espero que preservemos o bom senso numa realidade em que as pessoas, inclusive jornalistas, muitas vezes usam a boca (ou os dedos) antes do cérebro, geralmente seduzidos pela audiência. O jornalista deve ser preciso sem se precipitar, deve analisar fatos, ouvir pessoas, vislumbrar a dimensão real das coisas, e isso demanda tempo. Quero acreditar que o profissional que atente a esses valores do ofício será sempre apreciado e necessário.

Como você enxerga hoje a situação do jornalismo de games no Brasil, o dos grandes veículos e o independente? Você deve ter uma visão diferenciada sobre isso, já que agora está “do outro lado”…
FS: Não diria uma visão diferenciada, já que venho recentemente de um veículo independente e, mesmo agora, como representante de canais oficiais, continuo, na prática, sendo parte desse rico ecossistema, né? E minha visão é justamente essa, a de que temos hoje um segmento multifacetado, com meios e abordagens para todos os públicos. O impresso se reinventa com as interações sociais e disponibilidade em formatos digitais, o online avança com a velocidade típica de seu meio, o segmento cresce na TV e as iniciativas independentes se multiplicam pelos blogs e revistas digitais. É verdade que, muitas vezes, ainda é um grande desafio viabilizar os veículos comerciais, mas o amplo crescimento do mercado nacional de jogos tem colaborado para a saúde do segmento editorial especializado. A indústria nacional em maturação é um campo muito mais explorado pela mídia: profissionais brasileiros se destacam lá fora, estudantes e pesquisadores têm projetos premiados, estúdios nacionais diversificam suas operações. As produtoras também dão cada vez atenção ao nosso país, investindo mais em localização ou ações de lançamento e dando melhor suporte ao profissional da imprensa. É um momento fantástico para ser um jornalista de games no Brasil.

Há uns anos te perguntei isso, mas tanto tempo se passou e você passou por tanta coisa que talvez sua opinião tenha mudado: quais são as dicas e toques que você dá para quem quer começar nessa profissão, e se manter bem nela depois?
FS: Não me lembro bem do que falei da outra vez, mas deve ter sido algo do tipo “faça um blog, publique seu trabalho, procure estabelecer e manter contato com gente da área”. Isso continua válido, mas são cada vez mais frequentes os casos em que as empresas buscam estudantes de Jornalismos nas universidades mais conceituadas, para atuarem como estagiários. Muitos não tinham sequer textos publicados, mas se candidatam pelo amor ao hobby e acabam pegando gosto pela profissão e crescendo nela. Agora, para se manter bem, o segredo é ser do… bem. Além do talento e disposição, tem que ter caráter e ser parceiro. São dicas básicas para se obter o sucesso em qualquer carreira, mas sempre é bom ressaltar. Afora isso, é buscar sempre se manter relevante.

E o Brasil dos games tem jeito? Já chegamos no auge, ou estamos longe de chegar no topo?
FS: Jeito ele tinha há uns três, cinco anos. Agora ele já dá são frutos. Com o balanço da economia mundial afetado, países emergentes como o Brasil ganharam posições na fila de prioridades das grandes multinacionais. No segmento de games, vimos a chegada de novas produtoras, que estão investindo em divulgação e no relacionamento com o consumidor brasileiro – sem puxar sardinha, a Sony Brasil já mostrava isso com diversas ações legais de lançamento, e agora se aproxima ainda mais dos jogadores com a presença forte nos canais online. Olhando para trás, estávamos carentes de eventos, agora temos quase um circuito deles. Temos cada vez mais jogos localizados em português, cada vez mais soluções oficiais para problemas antigos, cada vez mais empresas mostrando interesse no nosso país. Então estamos numa situação muito mais interessante que há poucos anos, mas é claro que há espaço (e potencial) para crescermos muito mais. Uma parte importante desse potencial passa pela questão dos impostos, que, reduzidos, tornariam nosso mercado mais competitivo e atraente. Então o mercado já me parece bem encaminhado.
Agora o que eu, pessoalmente gostaria de ver melhorar ainda é a indústria nacional, a criação de jogos em território brasileiro. Gente interessada e talentosa não falta por aqui, então é questão de se criarem as oportunidades. Países como Canadá e França oferecem benefícios fiscais para o setor e geram milhares de empregos. Gostaria muito de ver isso no Brasil um dia.

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09/08/2011 - 13:53

Games para Kinect? A imaginação vai longe

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Fala sério que isso é pra valer.

É o sensacional Champion Jockey: G1 Jockey & Gallop Racer, da Koei, para Xbox 360. E quero ver quem tem coragem de jogar isso na frente dos outros…

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
08/08/2011 - 19:56

A seguir, cenas do próximo capítulo

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Saudações.

Daqui até o final da semana, o Gamer.br publicará algumas entrevistas que ficaram guardadas na gaveta por motivos diversos – além de algumas que estou realizando nesse exato momento. Aliás, é uma boa hora para perguntar: quem você gostaria de ver entrevistado por aqui? Quem sabe eu não consigo até lá?

Enquanto isso, vamos tentando descobrir as notícias em meio ao marasmo. Amanhã tem mais.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags:
01/08/2011 - 13:12

EVO 2011: Um dia se ganha, em outro se perde… e no outro se apanha

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Aí você é uma lenda viva dos games de luta, respeitado há anos por suas habilidades sobrehumanas, com reputação de virar partidas impossíveis, praticamente perdidas… e, sem mais nem menos, é derrotado de maneira espetacular, tomando um Perfect em uma partida decisiva do campeonato mundial.

Foi em uma luta de Super Street Fighter IV AE durante as semifinais do torneio EVO 2011 ontem, disputado em Las Vegas. O japonês Daigo “The Beast” Umehara, considerado o melhor do mundo na categoria, apanhou feio do sul-coreano Poongko e foi desclassificado. O vídeo acima reproduz toda a partida, com direito a comentaristas chocados balbuciando frases desconexas logo após o fim da luta. Mas o campeão, no fim das contas, foi o japonês Fuudo.

Para os aficionados, não há campeonato mais emocionante que o EVO. E foi em 2004 que o tal Daigo se tornou lenda, vencendo uma partida histórica contra Justin, em que ele… melhor você mesmo assistir e comprovar.

Game de luta: um dia um esporte olímpico? Seria divertido.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , ,
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