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Arquivo de junho, 2011

27/06/2011 - 21:16

E3 2011: Ainda dá Tempo?

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Enquanto eu fecho a edição de julho da Rolling Stone daqui, você curte aí uma das matérias que escrevi sobre a E3 2011, lá de Los Angeles. Essa a seguir saiu no jornal O Estado de S. Paulo, no suplemento Link, em 12 de junho. Faz tempo, mas ainda dá tempo de falar sobre o tema (e nada mudou de lá para cá, convenhamos). Bem, cá está.

***

Rumo à oitava geração*
Como fez no lançamento do Wii, a Nintendo pode colocar a concorrência para correr atrás da grande novidade da E3 deste ano

Por Pablo Miyazawa
Especial para o ‘Estado’

LOS ANGELES – Maior evento da indústria dos videogames no mundo ocidental, a Electronic Entertainment Expo (E3) todo ano carrega a responsabilidade de ser o divisor de águas de um mercado efêmero e em contínua expansão. Na edição 2011, realizada entre os dias 7 e 9 de junho, em Los Angeles, a máxima se confirmou com o início oficial da disputa pelo domínio da próxima geração de consoles.

Mesmo com o crescimento de outras formas de entretenimento digital – games sociais e jogos para tablets e smartphones entraram de vez na rotina de “não-jogadores” –, ainda são os consoles que ditam as regras do jogo, com um mercado estimado em US$ 22 bilhões. A influência das tais novas mídias nas decisões das desenvolvedoras, porém, está mais do que escancarada. Durante a E3, a Electronic Arts anunciou The Sims Social, uma versão de seu tradicional Sims para o Facebook.

Parece um tablet
Outro sinal óbvio de que a conservadora indústria está atenta às tendências está na principal característica do novo videogame revelado pela Nintendo. Batizado de Wii U (trocadilho com a sonoridade de “nós” e “você” em inglês), a máquina vem com um joystick que tem uma tela de cristal líquido sensível ao toque, o que, de cara, gera comparações inevitáveis com um tablet.

A empresa, porém, é incisiva ao negar a “inspiração”. “Já estávamos bastante avançados no desenvolvimento do Wii U quando o mercado de tablets explodiu”, disse Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America. “O sucesso dos tablets é apenas mais um indicativo de que nossa ideia está certa.” Apesar da relação de semelhança com o espírito dos dispositivos portáteis, é certo que o Wii U funcionará essencialmente como um videogame tradicional: será conectado a uma televisão e rodará jogos em discos proprietários, além dos games para a versão atual do Wii.

O segmento da diversão portátil, aliás, já é dominado pela Nintendo, que traz no currículo máquinas de bolso consagradas como o Game & Watch, o Game Boy e o DS, há mais de 30 anos. Em março, ela lançou o 3DS, com duas telas capaz de gerar gráficos 3D sem a necessidade de óculos especiais. Previsto para ser lançado em julho no Brasil, o 3DS também ganhou destaque na E3 com uma linha de jogos que enfatiza franquias clássicas, como uma versão inédita de Super Mario, além de releituras de Star Fox e Mario Kart.

Vita e desculpas
Sua arquirrival Sony também mostrou uma nova investida nesse segmento: o PS Vita é um portátil que tem como missão suceder o já ancião PSP, com recursos gráficos avançados, tela sensível ao toque, duas câmeras, acesso à web (Wi-Fi e 3G) e interatividade com o PlayStation 3. Previsto para o final do ano, com preços de US$ 250 a US$ 300, foi a única novidade de peso exibida pela Sony. Líder absoluta da geração anterior de consoles com o PlayStation 2, a Sony está mal na fita após a recente ataque à PlayStation Network, que causou o vazamento de informações confidenciais de milhões de jogadores.

A coletiva para imprensa na E3 foi iniciada com um pedido de desculpas, seguida da divulgação de títulos exclusivos para o PS3, como a aventura cinematográfica Uncharted 3: Drake’s Deception e o combate futurista 3D Resistance 3. Também ganharam destaque jogos compatíveis com o acessório Move, controle com sensores de movimentos, mas a vedete é o 3D: no segundo semestre, a Sony lançará uma tela de 24 polegadas que permite que duas pessoas joguem em 3D simultaneamente, e cada uma delas enxergue o efeito de maneira individualizada.

Família
Líder do mercado norte-americano com o Xbox 360, a Microsoft preferiu assumir um foco no aspecto agregador dos games. Não foram poucos os jogos anunciados na E3 que procuram promover a integração entre a família e o mundo virtual por meio do Kinect, a câmera com sensor de movimentos que foi o grande trunfo da empresa no ano passado.

Grifes como Vila Sésamo, Disneyland e Guerra nas Estrelas são títulos que agradam o público infantil e são reconhecidos pelos adultos. A Microsoft também mira esforços em serviços que levem a experiência com o videogame para além do jogo em si.

Nos próximos meses, o console ganhará parcerias com emissoras de TV e fornecedoras de conteúdo, além de integrar-se ao YouTube e ao sistema de procura por comando de voz de seu buscador, o Bing.

Direções
Os movimentos das três empresas gigantes do entretenimento levam a crer que cada empresa busca uma fatia distinta do mercado. “Nosso concorrentes estão presos, indo para uma direção. Enquanto isso, nós estamos indo para o outro lado”, teoriza Fils-Aime, da Nintendo.

Entretanto, não será de se espantar se a próxima geração de consoles de Sony e Microsoft apresentar elementos que, ainda que na superfície, remetam aos recursos apresentados pelo Wii U da Nintendo.

No universo do entretenimento digital, cria-se e copia-se na mesma velocidade e proporção. A história já mostrou que o pioneiro e o original não necessariamente é quem domina o mercado. Vence aquele que cometer menos erros e melhor se adaptar às rápidas mudanças. No caso do mercado de games – sempre mutante –, nem o tempo determinará as regras.

* Reportagem publicada na edição de 12 de junho do Link.

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
21/06/2011 - 12:43

Da Série: Não Está Fácil Pra Ninguém

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E se os personagens de Mortal Kombat precisassem trabalhar dobrado para complementar o orçamento?


Furtado daqui.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
20/06/2011 - 20:18

Aonde o Brasil dos Games quer Chegar?

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Ressaca de E3? Imagine…

Demorei mais do que o esperado para retornar ao batente por aqui. Está tudo uma confusão – na mesa, na sala, na vida -, então vou me organizar antes de qualquer coisa. Para compensar, faço um dos meus velhos truques de sempre aqui no blog: reciclo texto antigo com cara de inédito. Sempre funciona (até agora funcionou).

Esse artigo a seguir foi publicado na revista EGW do mês de abril (não sei a edição, alguém me ajuda?). Ele discute a questão do crescimento sempre constante da indústria nacional de games: afinal, estamos chegando ao ápice? Quantos degraus ainda precisamos superar?  Será que dá para melhorar mais ainda? O que nos impede de crescer?

É claro que nenhuma dessas perguntas possui resposta simples, mas é aí mesmo que está a graça. Leia, opine, comente. Aproveite que o assunto é infinito e polêmico.

***

Navegando por Altos e Baixos*
Talvez seja melhor que o mercado de games brasileiro jamais alcance o topo

Há alguns dias [o texto foi escrito em março] aconteceu o evento Gameworld 2011, em São Paulo. A festa durou três dias, de 11 a 13 de março, em um shopping center muito bem localizado, próximo ao coração financeiro da cidade. Na sexta, executei uma função nobre: apresentei a premiação Troféu Gameworld, ao lado do mito Carlos Eduardo Miranda. Devo dizer que foi divertido, descontando alguns percalços pelo caminho. Quem sabe faz ao vivo, bem dizia aquele poeta televisivo que continua no ar aos domingos desde o fim dos anos 80.

Não consegui passear pelo Gameworld naquele dia. Mas, no dia seguinte, lá estava eu circulando por aqueles corredores abarrotados de gente, desviando de empurrões, suando e encontrando velhos amigos. Confesso que gostei de estar lá, no meio da muvuca. A organização estimou em mais de 21 mil o público total do fim de semana. Fazia tempo que eu não comparecia a um evento especializado no Brasil (a E3 de Los Angeles, fechada ao público normal, não conta). A culpa em parte é de minha falta de tempo e desorganização crônicas, mas não é só por isso: festas para o público gamer são raras em nossa terra brasilis. Eles estão se espalhando aos poucos pelos grandes centros, mas ainda assim, dá para contar nos dedos das duas mãos os acontecimentos relevantes nesse sentido.

Mas será que quantidade é melhor que qualidade? Quero dizer, se houvesse um evento aos moldes do Gameworld em cada capital brasileira, será que isso significaria que estamos evoluindo em algum sentido? Mais eventos de games representariam um crescimento verdadeiro de nosso mercado?

Coloquei a questão e aproveito para eu mesmo discordar: acredito que não há relação entre uma coisa e outra. O fato é que há uma demanda muito reprimida por qualquer acontecimento ou fato relevante relacionado aos videogames no Brasil. O público gamer quer ter o que fazer além de jogar e gastar (muito) dinheiro. Estamos na crista da onda da tecnologia e somos considerados o porto seguro dos investimentos estrangeiros, mas ainda existe bastante lentidão em se tratando de uma evolução real. Há quase dez anos o Brasil engatinha para chegar lá – seja esse “lá” onde for. Há alguns anos, nossa referência de progresso era o México. Hoje, o mercado de lá anda saturado e estagnado – cresceu o que tinha que dar e não tem mais muito para onde ir. Sob esse ponto de vista, acredito que deveríamos almejar outra situação. Não é legal imaginar que iremos entrar em um processo de decadência após tantos anos lutando para que o “Brasil dos games” cresça e apareça.

Reflitamos juntos. Hoje, temos as três principais plataformas lançadas oficialmente por aqui. Os games chegam quase simultaneamente, muitas vezes traduzidos para o português. Os preços, aos poucos, se tornam mais adequados (se comparados aos preços de cinco anos atrás). Portáteis como smartphones, iPhones e iPads se popularizam, assim como seus games. O que exatamente falta para alcançarmos um topo? Melhorando a pergunta: será que precisamos chegar a esse topo? Porque você sabe bem: tudo o que sobe, um dia desce.

É aí que está: acredito que o Brasil jamais chegará ao ápice em se tratando do mercado de games. Estaremos sempre progredindo, evoluindo, mas jamais alcançaremos um estado em que nos daremos por satisfeitos. Tudo faz parte da tradição de ser brasileiro – essa insatisfação com as coisas, essa postura crítica e mordaz, esse jeitinho de ir empurrando com a barriga até tudo certo. É como muito bem proclama o belo estandarte nacional: (des) ordem e progresso (constante). E devagar vamos caminhando.

* Texto publicado na edição 113 da EGW, abril de 2011.

***

Você notou que comentei sobre a possibilidade de novos eventos de games no país. Acabou atraindo boas notícias: durante a E3 2011, recebi a confirmação de que está tudo certo para o retorno do Electronic Game Show, ou EGS, à cidade de São Paulo. Melhor ainda, as negociações estão bem adiantadas com a maioria das publishers atuantes no Brasil. Quando esse evento vai acontecer? No segundo semestre de 2011. Se a informação é de fonte quente? Não poderia ser mais quente. Agora é torcer para se tornar realidade, porque já ouvimos essa história antes…

Autor: - Categoria(s): Cobertura E3 2011, Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
10/06/2011 - 14:11

E3 2011: Acabou

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A E3 2011 terminou ontem. Foi rápido demais dessa vez.

Já não estou mais em Los Angeles, então já saí do clima. Mas material não falta – tem muita coisa para publicar nas próximas semanas, talvez meses. Haja paciência para tirar tudo do gravador, do caderno, da cabeça. Mas vamos com paciência.

O blog retorna na terça-feira que vem, quando eu chegar ao Brasil.

Bom fim de semana, e obrigado por prestigiar.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags:
08/06/2011 - 21:24

E3 2011: Entrevista Exclusiva – Reggie Fils-Aime, Presidente da Nintendo, explica o Wii U (e promete novidades para o Brasil)

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No meio da correria da E3 2011, entrevistei Reggie Fils-Aime, o presidente da Nintendo of America. Na conversa franca e direta (como lhe é de praxe), o carismático executivo despejou frases de efeito e conceitos sobre o Wii U, console a ser lançado em 2012, além de dar dicas sobre as próximas ações efetivas da Nintendo no mercado brasileiro – além de confessar que provavelmente fará uma primeira visita ao país no segundo semestre. Confira a seguir a conversa exclusiva e bastante reveladora, realizada há poucos minutos, no estande da Nintendo na E3:

Gamer.br: Quando conversamos pela primeira vez, há cinco anos, a situação era muito diferente para a Nintendo. Vocês revelaram o Revolution, que viria a se tornar o Wii, mas naquele ano não mostraram nada sobre ele além do visual do console. Nenhum sinal de games, muito menos do joystick. Naquela ocasião, quando entrevistei Shigeru Miyamoto, ele disse que a ideia era não dar informações que inspirassem a concorrência. Agora, nessa E3, vocês fizeram justamente o contrário: revelaram o joystick e meio que não falaram muito sobre o console em si.
Reggie Fils-Aime: É incrível que você tenha relembrado de 2005. Porque aquela situação, em que revelamos ao mundo sobre o Wii, é bastante semelhante em relação ao que estamos mostrando agora sobre o Wii U. Ele será lançado em algum momento após 1º de abril de 2012, então temos mais ou menos um ano até colocá-lo no mercado. Nessa E3, achamos que seria importante que a imprensa e os consumidores compreendessem nossa visão. E nossa visão é: jogar games em casa com duas telas – em uma tela grande, na sala, e em uma menor, nas suas mãos. Acreditamos que as opções de jogo que estamos criando serão empolgantes para os consumidores. Conversamos com desenvolvedores, e eles estão bastante empolgados também.
Voltando a sua pergunta sobre o porquê de divulgarmos essas informações tão antecipadamente: é porque achamos que nossos concorrentes estão presos em uma direção. Além disso, eles acabaram de lançar novos acessórios – seja uma câmera, no caso de um, seja um controle com sensores de movimento, no caso do outro. Eles estão presos, indo para um lado, enquanto nós estamos indo para o outro. Sentimos que, nesse momento, é importante dividir o que estamos fazendo. Precisamos trazer mais desenvolvedores de jogos para o nosso barco, e estamos confiantes que conseguiremos levar essa tecnologia ao mercado antes de qualquer um de nossos concorrentes.


Reggie Fils-Aime posa com o Wii U: console será lançado “entre abril e dezembro de 2012”

Gamer.br: E por que não revelar muitas informações sobre o hardware?
RFA: Bem, nós dissemos tudo o que é preciso sobre o hardware. Divulgamos que será 1080p; que o hardware irá gerar energia ao controller, o que quer dizer que ele não é um produto separado, que poderá ser levado por aí como um dispositivo móvel. Ele foi feito para ser conectado ao console; divulgamos que ele será retrocompatível; que terá diversas entradas USB para adicionar memórias. No nosso ponto de vista, divulgamos o que precisávamos divulgar. Será um sistema poderoso, capaz de gráficos incríveis, capaz de explorar bastante a capacidade de processamento. E isso é tudo o que as pessoas precisam saber. O resto está na experiência.

Gamer.br: No meu ponto de vista, me parece que a idéia por trás do Wii U é a seguinte: a Nintendo já possui uma posição vantajosa no mercado de consoles portáteis. Além disso, vocês sabem como atrair a atenção dos mais variados tipos de consumidores no mercado de consoles caseiros. Então, seria algo mais do que natural misturar as duas coisas. É isso mesmo?
RFA: De novo, eu enxergo isso como duas novas oportunidades. Acabamos de lançar um novo console portátil, o Nintendo 3DS. E acabamos de anunciar seis games para ele, que serão lançados um atrás do outro. É uma plataforma independente que tem um caminho próprio a seguir. Agora, divulgamos o Wii U. E revelamos também que Mr. [Masahiro] Sakurai está trabalhando em um game [Smash Bros.] que irá unir essas duas plataformas. A questão não é que precisávamos criar um novo portátil: nós já temos um, novinho em folha. O que sentimos é que, para o ambiente caseiro, o conceito de ter duas telas seria uma boa idéia. E é isso o que pretendemos oferecer.

Gamer.br: Os tablets hoje são maiores do que nunca. O sucesso de produtos como o iPad contribuíram, de alguma forma, com a criação do conceito do Wii U?
RFA: Nós já estávamos bastante avançados no desenvolvimento do Wii U quando o mercado de tablets explodiu globalmente. Então, o que aconteceu nesse caso é certamente relevante. Mas digo uma coisa: de diversas maneiras, o que está ocorrendo com os tablets só prova o quanto a nossa ideia é mesmo a correta. Veja por esse lado: em muitas casas, você tem pessoas assistindo a TV, enquanto a outra está usando algum tablet. Estão todas no mesmo ambiente, mas não estão conectadas, uma vez que o tablet não está interagindo com o que acontece na televisão. Com o nosso sistema, não apenas os amigos e família dividem a experiência (como mostramos na demo de Chase Mii), mas também as telas não estão conectadas. Esse é outro indicativo de que nossa idéia é muito poderosa.

Gamer.br: Com o Wii U, a Nintendo parece querer trazer os jogadores hardcore de volta, ao mesmo tempo em que pretende manter o público casual ainda interessado. Quão difícil é balancear essas duas intenções?
RFA: Não é difícil. E isso ocorre porque temos experiências de que os novos consumidores irão gostar, como aquela simulação de golfe que todos aplaudiram em nossa coletiva. Mas também acreditamos que com grandes games third party, como Assassin’s Creed e Madden, os hardcore ficaram ansiosos também. Acho que, pela primeira vez, temos um sistema o qual todos os tipos de consumidores estão empolgados para jogar.

Gamer.br:…O que não foi o que aconteceu em primeiro momento com o Wii.
RFA: [Mexe a cabeça] …Mas sejamos justos: vendendo 86 milhões de cópias no mundo todo, dá para dizer que temos uma boa quantidade de consumidores casuais e uma boa quantidade de hardcore entre nossos compradores de Wii.

Gamer.br: Em 2005, a indústria era bem diferente, assim como a situação da Nintendo na guerra dos consoles. Agora, vocês estão em outro patamar, onde podem liderar as tendências e, talvez, definir o que seus competidores farão daqui pra frente. Parece óbvio que Sony e Microsoft irão seguir as direções da Nintendo, queiram vocês ou não. Você disse que eles estão indo para uma direção oposta, mas parece que as ações da Nintendo fatalmente serão de alguma forma copiadas por eles. Como é ter esse poder de definir as regras do jogo?
RFA: É maravilhoso. E o que é interessante é que, em todo esse tempo que trabalho na Nintendo, sempre estivemos seguindo nosso próprio caminho. Quando entrei na empresa, estávamos nos preparando para lançar o NIntendo DS. Naquele momento, nosso rival anunciou que iria lançar um console portátil mais potente. Nós criamos um produto que vendeu quase duas vezes mais e proporcionou experiências muito mais amplas. Quando lançamos o Wii, deixamos bem claro que estávamos indo em uma direção diferente. Naquele tempo, gráficos bonitos não eram, na nossa visão, necessários ou obrigatórios para se ter uma grande experiência. 86 milhões de unidades vendidas depois, temos um quadro em que o competidor mais próximo possui, talvez, uns dois terços dessa quantidade. Visto isso, pretendemos continuar a inovar e a seguir nas direções que achamos que são as melhores para o consumidor.

Gamer.br: Sei que ainda não há o que ser dito sobre o preço e a data de lançamento, mas você disse que pretende lançar o Wii U após 1º de abril , que é quando se iniciará o ano novo fiscal. Dá para dizer que será um preço de alguma maneira parecido com o que vocês cobraram inicialmente pelo Wii, uma vez que as máquinas, de certa forma, se parecem?
RFA: Não estamos falando sobre preços ainda, mas as máquinas são diferentes, muito por causa desse controller tão único [aponta]. Mas o que posso dizer é que a Nintendo acredita em oferecer valor a quem compra os seus produtos. Então, qualquer que seja o preço, eu garanto que será um produto de valor para o consumidor.

Gamer.br: Eu ouvi rumores de que você irá visitar o Brasil ainda esse ano. Confirma?
RFA: [Hesita] Eu certamente… espero visitar o Brasil. Ainda não tive a oportunidade de experienciar o mercado brasileiro. Estive no México, no Panamá, e sei que preciso ver o Brasil de perto. É um mercado muito importante para nós, ainda mais nesse momento, em que nos preparamos para lançar oficialmente o Nintendo 3DS lá. Então, sim, provavelmente nesse outono [primavera no Brasil, período entre setembro e dezembro], eu gostaria muito de visitar esse mercado e ver como podemos ser mais efetivos na região.


Fils-Aime: planos de visitar o Brasil pela primeira vez no segundo semestre

Gamer.br: Você obviamente está a par das dificuldades históricas de se fazer negócios no Brasil. Como somos parte do chamado “BRIC” [grupo de países emergentes formado por Brasil, China, Índia e Rússia], há hoje muitas possibilidades abertas no país. Como presidente da Nintendo, como você enxerga o país nesse momento?
RFA: Nós sempre enxergamos o Brasil como uma tremenda oportunidade. Nós precisávamos que nossa equipe interna estivesse preparada para um projeto dessa magnitude – já temos isso agora. Precisávamos de um parceiro de negocio para nos ajudar a atacar esse mercado – e temos isso agora. Precisávamos compreender como as coisas funcionam no Brasil – nós estudamos o país bem de perto e temos essas respostas agora. Foi necessária uma grande quantidade de trabalho para entender profundamente esse mercado, mas acredito que enfim conseguimos alcançar isso. Agora, espero que consigamos grandes resultados no Brasil.

Gamer.br: Na prática, quais são esses planos? Vocês pretendem fabricar consoles no país?
RFA: Nesse momento, não estaremos fabricando no Brasil. Estaremos importando os produtos, e pretendemos fazer isso da maneira mais eficiente o possível.

Gamer.br: E traduções de games e produtos para o português?
RFA: Nesse momento, temos o hardware [do 3DS] que será traduzido para o português, e isso inclui algumas de suas aplicações. O software ainda não será traduzido para o português, mas certamente esse é o próximo passo. É aquela história do ovo e a galinha: precisamos ver bons resultados de vendas, para isso nos dar a motivação para fazer esse tipo de ação.

Gamer.br: Para finalizar, se você tivesse de explicar rapidamente a um consumidor desavisado sobre o Wii U, como o faria?
RFA: Vou começar pelo conceito: criar uma experiência de duas telas. Porque no nosso ponto de vista, duas telas são melhores do que uma. E o modo como isso será feito é através de um console poderoso, equipado com um controller realmente único.
Sobre o nome, Wii U: ele foi criado para dizer que este é um videogame para você – seja você um gamer ativo, seja você um novato. Ele é para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
08/06/2011 - 14:56

E3 2011: Começou o dia 2

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Começou o segundo dia oficial da E3 2011. E, estranhamente, está bastante nublado em Los Angeles.

Hoje deve ser o dia mais corrido de todos. Após a histeria inicial dos últimos dois dias, hoje é a hora que a maioria da imprensa tira para jogar os games propriamente ditos. As filas devem ser enormes. A correria nos corredores, intensa. É disso que o povo gosta, não.

Minha programação: jogarei o Wii U; conversarei com a Sony sobre a situação do mercado nacional (e a PS Store brasileira); entrevistar o Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America; jogarei Battlefield 3; jogarei Rocksmith. E tudo o que mais der tempo. Que tal?

Então vamos, senão não dá tempo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags:
08/06/2011 - 00:30

E3 2011: Brasil terá uma PS Store em 2011, diz Sony

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Em entrevista coletiva realizada agora há pouco em um hotel no centro de Los Angeles, o executivo Mark Stanley, diretor e gerente geral da Sony para a América Latina, confirmou que a versão brasileira da loja online PS Store será lançada no segundo semestre, provavelmente antes do mês de outubro. Simultaneamente, a Sony também irá estrear o site nacional dedicado ao mercado brasileiro, assim como o PlayStation Blog 100% nacional (ao que consta, editado por um jornalista especializado bem conhecido do público).

Para os usuários brasileiros que se cadastraram na PSN como se fossem de outros países, uma má notícia: não será possível ”migrar” a conta estrangeira para ter acesso posteriormente ao conteúdo da loja brasileira. O consumidor será obrigado a criar uma conta brasileira do zero, o que significa perder troféus e conteúdo adquirido previamente, como games, extras e add-ons. De acordo com a Sony, o usuário que quiser comprar na PS brasileira poderá adquirir os conteúdos disponíveis pagando em moeda brasileira e utilizando cartão de crédito. Cartões de pontos provavelmente serão distribuídos e vendidos no país, mas os detalhes sobre o tema não foram revelados na coletiva.

O conteúdo a ser oferecido na PlayStation Store brasileira também não foi revelado, mas deverá ser “gradual”, nas palavras de Stanley. Primeiro, será dado ênfase aos games e demos, lançamentos e antigos (a lista de jogos disponíveis na estréia está em definição pela Sony). Outros tipos de conteúdo serão adicionados na medida do possível – o movimento é, de certa forma, semelhante à maneira com que a rede Xbox Live (da concorrente Microsoft) foi lançada no Brasil, há alguns meses: aos poucos, de forma lenta e exigindo paciência dos consumidores brasileiros. Mas não há dúvidas de que a notícia representa sim, um progresso. Vejamos como exatamente isso se dará.

Amanhã, trarei mais informações sobre esse tema polêmico e controverso. Você aguenta esperar até lá? Espero de coração que sim.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011 Tags: , , , , ,
07/06/2011 - 18:18

E3 2011: Compreendendo esse tal de Wii U

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Vamos lá então, entender esse negócio.

O Wii U é sim, um novo videogame, apesar de muita gente ter ficado em dúvida. Uma hora após a coletiva da Nintendo, na sala de imprensa do Convention Center, ainda havia gente se perguntando (alguns ME perguntaram): “Mas é um portátil novo ou um console?”.

Na hora, não ficou tão claro assim. Mas quem reassistir a apresentação de Satoru Iwata e Reggie Fils-Aime, comprova que eles até disseram: é um console sim, claro. É que a Nintendo nesse instante quer que todo o mundo preste atenção ao controller, e não ao console em si.

É interessante notar que é quase uma situação aposta a o que ocorreu em 2005: na ocasião, a Nintendo exibiu o que na época ainda se chamava “ Revolution”, um console que parecia uma caixinha de charutos em pé. Nada de games e, mais importante, nem sinal do joystick, o tão revolucionário Wiimote. Miyamoto, dois dias depois daquela apresentação, me falou a respeito (relembre aqui a entrevista de 2005). Foi mais ou menos assim:

Gamer.br: E o controller do Revolution? Vocês não mostraram nada e estamos curiosos.
Shigeru Miyamoto: Nós exibimos o hardware e é claro que gostaríamos de ter mostrado o controller, mas o problema é que se fizéssemos isso, revelaríamos muito dos aspectos novos e exclusivos do nosso sistema. Não seria um bom negócio se divulgássemos isso agora. No passado, revelamos coisas que as outras empresas não demoraram para copiar e tirar vantagem. Para ser bastante sincero e modesto, queremos evitar o que aconteceu com a alavanca analógica, o Rumble Pak, o Wavebird… a Nintendo criou todas essas novidades, e as outras empresas rapidamente seguiram atrás. Se revelássemos as coisas agora, um ano antes, seria dar muito tempo para as empresas pegarem nossas idéias e saírem correndo. O que queremos é revelar todas as funcionalidades do sistema já com o software rolando, em um pacote completo, na hora que for mais vantajosa.

Que curioso, não? Aconteceu o oposto nesse momento. O importante para a Nintendo é fazer você (e a concorrência, por que não?) se interessar pelo joystick revolucionário deles. O console, no caso, ou detalhes mais específicos, são mesmo meros detalhes.

As informações técnicas estão quase todas no http://e3.nintendo.com, no link System Details: é um console de ligar na TV, cheio de especificações técnicas, mas a maioria ainda permanece envolta em mistério. É porque a Nintendo só faz questão que você saiba que os jogos serão tão bonitos e avançados quanto esses que podem ser jogados hoje no PlayStation 3 e no Xbox 360. Aquela demo técnica que mostra o passarinho voando, o rio e o peixe, serviu exatamente para isso. O Wii U é um Wii turbinado e em alta definição, mas com um joystick invocado e cheio de onda. Preço? Tipo de processador? Tecnicagens? Nada disso. Pelo menos ainda não.

As especificações técnicas disponíveis são apenas essas (no original, veja tudo no site):

Launches: 2012

Size: Approximately 1.8 inches tall, 6.8 inches wide and 10.5 inches long.

New Controller: The new controller incorporates a 6.2-inch, 16:9 touch screen and traditional button controls, including two analog Circle Pads. This combination removes the traditional barriers between games, players and the TV by creating a second window into the video game world. The rechargeable controller includes a Power button, Home button, +Control Pad, A/B/X/Y buttons, L/R buttons and ZL/ZR buttons. It includes a built-in accelerometer and gyroscope, rumble feature, camera, a microphone, stereo speakers, a sensor strip and a stylus.

Other Controls: Up to four Wii Remote™ (or Wii Remote Plus) controllers can be connected at once. The new console supports all Wii™ controllers and input devices, including the Nunchuk™ controller, Classic ControllerTM, Classic Controller ProTM and Wii Balance Board™.

Media: A single self-loading media bay will play 12-centimeter proprietary high-density optical discs for the new console, as well as 12-centimeter Wii optical discs.

Video Output: Supports 1080p, 1080i, 720p, 480p and 480i. Compatible cables include HDMI, component, S-video and composite.

Audio Output: Uses AV Multi Out connector. Six-channel PCM linear output through HDMI.

Storage: The console will have internal flash memory, as well as the option to expand its memory using either an SD memory card or an external USB hard disk drive.

CPU: IBM Power®-based multi-core microprocessor.

Other: Four USB 2.0 connector slots are included. The new console is backward compatible with Wii games and Wii accessories.

***

Se a Nintendo não quis mostrar detalhes sobre o console na conferência, é porque não precisa fazer isso agora. Porque o interessante em um evento como a E3, em se tratando de tanta concorrência pesada, é mostrar o que o adversário NÃO tem. E quem tem joystick com sensor de movimentos, ou mesmo um sistema de captura de movimentos? Nesse momento, todos os três consoles existentes – Wii, PlayStation 3 e Xbox 360.

Agora, quem tem um joystick que é um verdadeiro tablet, que na verdade é uma segunda tela, mas que também é um portátil independente, com praticamente todos os recursos de um console de bolso, mais os recursos básicos de um joystick atual (rumble, acelerômetro, giroscópio, duas alavancas digitais, um direcional analógico, câmera, microfone, quase uma dezena de botões etc) e etc? Pois é. Só a Nintendo tem. E agora, Sony e Microsoft terão que correr atrás novamente, como já fizeram com o Wii.

Será que dá?

Claro que dá. Ou alguém duvida que os joysticks do PlayStation 4 e do próximo Xbox trarão telas touch screen embutidas (além de mais alguns recursos novos)? Afinal, essa é a graça da corrida da tecnologia. Sempre dá para ir mais longe. E, muitas vezes (ou na maioria das vezes, em se tratando de um gadget ou produto), não importa quem faz primeiro – e sim, quem faz melhor.

O que logo iremos descobrir é que a ideia do Wii U veio de uma premissa muito simples (tão simples que certamente saiu da cabeça de Shigeru Miyamoto): “e se fizermos um videogame que junte console e portátil em uma coisa só? Já sabemos fazer as duas coisas mesmo, né?”. A popularização cada vez mais crescente dos tablets só fez a coisa ter ainda mais sentido. O resultado disso será o Wii U.

Eu não tenho a menor dúvida de que será um sucesso, tanto ou maior do que o Wii. Duvido que os usuários de PlayStation 3 e Xbox 360 não ficaram no mínimo curiosos para ver o negócio funcionando. A Nintendo fez nessa E3 o mais difícil, que foi recuperar a confiança do público hardcore.

E, de repente, o final de 2012 ficou distante demais para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Cobertura E3 2011, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , ,
07/06/2011 - 17:22

E3 2011: A Orquestra toca o tema de Zelda

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Para você que perdeu:

Não dá para não dizer que é bonito, concorda?

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07/06/2011 - 14:01

E3 2011: Por Dentro da Coletiva da Nintendo (AO VIVO)

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Cá estamos na coletiva da Nintendo. E é óbvio que a conexão wi-fi não é nada confiável. E vamos tentar fazer um live-blogging não tão live assim… para depois postar tudo de uma vez. A esperteza é inimiga da tecnologia deficiente.

8h53 – As cadeiras do Nokia Theater já estão em sua maioria ocupadas. É aquele burburinho generalizado a que estamos acostumados. A coletiva da Nintendo é sempre diferenciada: é mais iluminada, animada e também mais oriental (são muitos japoneses engravatados, muito mais do que nos eventos da Sony e da Microsoft).

A trilha sonora é modernosa. O DJ já soltou Julian Casablancas, Nicku Minaj e Muse. Já passam das 9h, ou seja, está atrasado.

9h03 – Estou procurando o fanboy de todos os anos que sempre grita nas horas certas. Uhuuu. Cadê ele?

9h05 – Começou. E uma orquestra com coral toca o tema de Zelda. Bem bolado. Deve ter gente chorando por aí. Aqui ao meu lado tem um cara emocionado.

9h10 – Shigeru Miyamoto está no palco, de terno e gravata, elegante e mais sorridente do que de costume. Ele realmente é o maior criador de games do planeta, e ninguém ali duvida disso (nem ele mesmo). E o tema da apresentação é Zelda – o vigésimo-quinto aniversário da franquia. Ele fala em inglês, mas logo chama seu fiel tradutor para ajudá-lo. Como de praxe. Um fanfarrão carismático.

Miyamoto fala sobre a música de Zelda e a importância disso para o game. E pede para a orquestra diante de si para tocar os efeitos sonoros mais emblemáticos da série. É um efeito interessante para conquistar o público (que já está conquistado desde o princípio). Está todo mundo ali para isso mesmo.

Segundo Miyamoto, sairá um game Zelda novo para cada plataforma existente:

A Nintendo eShop terá uma versão do clássico The Legend of Zelda: Link’s Awakening.

Semana que vem sai o The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D para Nintendo 3DS. Com um modo Master Quest, com efeito espelho, mais um modo só para enfrentar os chefes.

Zelda: Four Swords estará disponível para DSi Ware, gratuitamente, para qualquer um baixar.

Zelda: Skyward Sword estará disponível para o Wii até o final do ano. Eles colocarão um Wii Remote dourado à venda também. Há quem compre.

(Aliás, isso é praticamente tudo de Wii que eles falaram na E3).

E a Nintendo planeja apresentar espetáculos orquestrados em regiões selecionadas do planeta (Europa, Estados Unidos e Japão) para promover o aniversário de Zelda. Brasil? Imagine.

A Nintendo é a única empresa que realmente prepara surpresas em suas coletivas. E o ambiente parece em suspensão, aguardando qualquer dica que revele algo inédito (olhar para atrás e vislumbrar o teleprompter antes ajuda um pouco nesse processo, confesso).

Todos os profissionais que trabalharam em algum game Zelda sobem ao palco e agradecem o apoio (e dinheiro) do público ao longo dos últimos 25 anos. Um movimento interessante. O público aplaude. Mas ninguém fica de pé.



9h21
– Satoru Iwata, presidente global da Nintendo, entra no palco com seu discurso de sempre (o sotaque japonês está intacto, ainda bem).

As frases são slogans prontos:

“Uma plataforma que é igualmente satisfatória para todos os consumidores, de maneira idêntica.”

“Experiências de games mais profundas. E amplas, para todos os jogadores.”

“Todos poderão enxergar os games de maneira diferente.”

“Servir a todos os jogadores. E este será um enorme passo para isso.”

O fato é que o novo console só será lançado no ano que vem. Esse ano é o ano do 3D. Ou seja, Nintendo 3DS.

Praxe da Nintendo: vídeos que fazerm a plateia sorrir (com um interessante apelo 3D): Mario Kart, Star Fox, Super Mario (com roupa de Tanooki), Kid, Icarus, Luigi’s Mansion. Aplausos.

9h27 – Reggie Fils-Aime, presidente da Nintendo of America, subiu ao palco já chutando bundas, com seu estilo peculiar. Ele mantém o discurso de Iwata, insistindo que a Nintendo faz games para todos. Ele diz que são cinco games a exibir nos próximos dias. Mas, no telão, apenas versões 2D. No showfloor da E3, serão versões 3D (óbvio).

Mario Kart: os veículos também voam e mergulham. Sai no fim do ano.

Star Fox 64 3D sai em setembro, com opção de game multiplayer.

Super Mario é o primeiro game para portátil feito do zero. E é uma mistura do Mario 3 da era 8-bit com Mario 64. Vai fazer muita gente comprar o Nintendo 3DS (eu também). E sai antes do fim do ano.

Kid Icarus para 3DS: esse não é novidade.

Luigi’s Mansion 2: pouca gente comemorou, mas parece bom.

Fils-Aime apresenta mais novidades sobre o 3DS, com destaque para Pokémon. Outros games para 3DS, como Metal Gear Solid 3: Snake Eater, ganham apenas trechos em um vídeo.

É agora que ele vai revelar o nome do novo console. Wii U.

O controle parece um tablet que permite conexão total com a TV. São tantas que nem é possível descrever aqui. Mas logo mais falo sobre isso.

ATUALIZAÇÃO: Vou publicar outro post com impressões e opiniões sobre o Wii U. Aguarde.

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