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Arquivo de janeiro, 2011

31/01/2011 - 17:04

Melhores de 2010 – Escolha do Leitor

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E veja só, até que não demorou muito. Vamos agora aos melhores games de 2010 de acordo com a escolha do leitor. Ou seja, você mesmo.

Contabilizei os votos recebidos nos comentários do site entre o finalzinho de dezembro e o início de janeiro, usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Em caso de empate em pontos, ficou na frente o game com mais citações. Somando tudo, deu o resultado que você vê a seguir. Se for comparado ao resultado da critica, publicado ontem, você talvez se espante com as discrepâncias (e são várias) O que isso diz sobre os hábitos dos jogadores normais e como isso pode ser analisado diante das escolhas dos jornalistas? Gostaria de levantar essas questões. Mas, por enquanto, vamos à lista. E não poderia de deixar de agradecer a quem votou. Sua ajuda foi inestimável.

E aqui estão, finalmente, os 21 melhores games de 2010, segundo você:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 32 citações

Na crítica, deu Red Dead Redemption. E o leitor concordou com isso. Foi a única unanimidade de posições nas duas listas, o que leva a crer que: 1. o game é bom mesmo e todo mundo o jogou; e 2. por falta de grandes opções, não foi um ano assim tão difícil de escolher o game que mais se destacou. Em todo caso, é o game de 2010, agora sem dúvida alguma. Quem discorda?

2. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 23 citações

O carisma de Mario (e a popularidade do Wii) deram a vice-liderança para Super Mario Galaxy 2 entre os leitores. Entre a crítica, o game ficou em quarto, atrás de games de temáticas mais "adultas" como God of War III e Mass Effect. Seria um indício de que a crítica brasileira (na casa dos 30 anos, em média) estaria enxergando o console da Nintendo com olhos menos positivos?

3. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 22 citações

Kratos menos cotado que o Super Mario? Faz sentido, se levarmos em conta que o PS3 demorou a engrenar no Brasil. Mas a diferença de citações foi pequena, o que leva a crer que a disputa poderia ter sido ainda mais acirrada se o PlayStation 3 fosse um pouco mais acessível no país

4. Mass Effect 2

X360, PC / BioWare – 15 citações

Eis que o leitor do Gamer.br mostra que não gosta só de "joguinho". Ou você pensa que Mass Effect 2 é para qualquer tipo de jogador? Quem encarou, disse que valeu a pena - e continuou jogando

5. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 11 citações

Mas havia espaço para a nostalgia no coração dos jogadores em 2010. Crítica e público concordam: Donkey Kong é importante demais para ser coadjuvante. Sem dúvidas, foi o retorno do ano

6. StarCraft 2: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 7 citações

Um dos grandes lançamentos do ano a R$ 50 foi um apelo irresistível demais até para quem jamais se arriscou em games de estratégia. No fim das contas, a maioria curtiu. Ponto para a Blizzard

7. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

E quem disse que brasileiro não gosta de Halo? Depois de tanto marketing, a Microsoft conseguiu convencer de que valia a pena se arriscar na franquia. E o jogador brasileiro se acostumou à ideia

8. Heavy Rain

PlayStation 3 / Sony – 6 citações

A primeira grande discrepância entre público e da crítica. Por que os jornalistas se esqueceram do perturbador Heavy Rain? Será que faltou divulgação? Pelo jeito não, porque o leitor se lembrou

9. Alan Wake

Xbox 360 / Microsoft – 5 citações

Outro que foi esquecido pela crítica ganhou boa posição com o público: a aparição de Alan Wake é outro sinal de que o marketing da Microsoft Brasil deve estar funcionando bem com o consumidor

10. Bioshock 2

X360, PS3, PC – 3 citações

A imprensa colocou o primeiro Bioshock no céu. Já o segundo, foi devidamente ignorado (vai entender). O leitor não se importou com isso se lembrou do game mesmo assim

Menções honrosas (games também citados):

11. Battlefield: Bad Company 2 – X360, PS3, PC / Electronic Arts

12. Super Meat Boy – X360, PC / Team Meat

13. Bayonetta – X360, PS3 / Sega

14. Limbo – Xbox 360 / PlayDead

15. Call of Duty: Black Ops – X360, PS3, PC / Activision

16. Gran Turismo 5 – PlayStation 3 / Sony

17. Fallout: New Vegas – X360, PS3, PC / Bethesda

18. Super Street Fighter 4 – PS3, X360 / Capcom

19. Fable 3
– Xbox 360 / Microsoft

20. Pokémon Heart Gold/Soul Silver – Nintendo DS / Nintendo

21. Kirby Epic Yarn
– Wii / Nintendo

***

Outros fatos dignos de nota, se compararmos a lista da crítica e a do público:

Call of Duty: Black Ops ganhou o quarto lugar entre a imprensa; entre o público, quase ficou de fora do top 20. Para mim, é fácil entender: os jornalistas citaram não apenas os melhores, mas também os games mais comentados do ano, e isso, Black Ops o foi (por diversas razões que pouco se relacionam à qualidade do game em si). O leitor, por sua vez, não jogou. Ou se jogou, não gostou. O mesmo talvez tenha acontecido com Assassin’s Creed: Brotherhood, bem lembrado pelos críticos e ignorado pelo público.

– A lista do leitor trouxe dois games indies em seu top 20, Super Meat Boy e Limbo. A dos jornalistas só trouxe Limbo. Por outro lado, o leitor ignorou o hype sobre Scott Pilgrim e só mencionou o game uma única vez.

– Jornalistas são mais nostálgicos do que os próprios leitores? Talvez, o que explicaria a presença de games como Dragon Quest IX, Castlevania, Pro Evolution Soccer e Need for Speed somente no top 20 da imprensa. Já a dos leitores mostram que a Nintendo ainda encanta, com os destaques a Kirby Epic Yarn e os mais recentes Pokémon.

No total, 13 games foram citados em ambas listas. Catorze são diferentes (obviamente, sete para cada lado). Já os quatro primeiros colocados, curiosamente, são os mesmos nas duas eleições. Talvez isso se dê por causa da limitação de cada eleitor só poder escolher três jogos, o que restringe ainda mais a variedade de títulos. Ou talvez porque esses quatro games sejam mesmo os melhores lançados em 2010 e ponto final. Não vi as listas estrangeiras, mas acredito que não fugiram muito do que foi apresentado por aqui. E agora, você me diz: qual das duas listas merece mais a sua aprovação, a dos jornalistas ou a dos leitores?

Já podemos pensar em 2011? Ainda não: tem a lista dos melhores e piores fatos de 2010. Mas isso eu devo publicar até o final dessa semana. Por enquanto, vá discutindo essas.

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30/01/2011 - 22:49

Melhores de 2010 – Escolha da Crítica

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E finalmente, cá estão. Antes de janeiro acabar e o ano de 2011 começar de vez…

…concluo a primeira parte da eleição de Melhores de 2010 do Gamer.br.

Publico agora o resultado da escolha da crítica especializada – ou seja, os jornalistas e formadores de opinião desse Brasil. Tenho o orgulho de afirmar que esta votação bate um recorde: foram 88 profissionais consultados (lembro que no ano passado recebi votos de 77 pessoas; em 2008, foram 55; em 2007, 39. Quantos serão em 2011?). São pessoas de todo o país, ligadas a todas as áreas de atuação: revistas, jornais, sites, blogs, além de gente da área do varejo e publishers, teóricos, especialistas e freelancers. Continuo a não ter dúvidas de que é a maior eleição do gênero realizada no Brasil (mesmo com ainda bastante gente se recusando a votar… :)) E os votantes são eles:

ELEITORES GAMER.BR
Akira Suzuki (UOL Jogos)
Andre “Cardoso” Czarnobai (Qualquer)
André Forte (UOL Jogos)
André Gordirro (Preview)
Alberto Alerigi Jr. (Reuters)
Alexei Barros (Hadouken)
Allan André (Ed. Digerati)
Artur Palma (GameTV)
Bruna Torres (Girls of War)
Bruno Abreu (OuterSpace)
Bruno Vasone (Arena Turbo)
Caio Corraini (Arena Turbo)
Caio Teixeira (Arena Turbo)
Carla Rodrigues (Game TV/Girls of War)
Carlos Eduardo Freitas (ex-Trivela e Revista da Semana)
Cido Coelho (NoReset)
Clarice dos Santos (Girls of War)
Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)
Cláudio Prandoni (UOL Jogos/Hadouken)
Daniel Galera (Rancho Carne)
Daniel Mello (GameTV)
Darius Roos (TRP 420)
Diego Assis (G1)
Diego Guichard (Zero Hora)
Douglas Pereira (Arena Turbo)
Douglas Vieira (UOL Jogos)
Edson Kimura (Games Brasil)
Emerson Facunte (Saraiva)
Eric Araki (Level Up! Games)
Erico Borgo (Omelete)
Erik Gustavo (Badalhoca)
Ewandro Schenkel (Gazeta do Povo)
Fabio Bracht (Continue)
Fabio Santana (Ed. Europa)
Fabio Yabu (Princesas do Mar)
Felipe Vinha (Final Boss)
Fernando Mucioli (Kotaku Brasil)
Fernando Souza Filho (EGW)
Flávia Gasi (GGBR)
Flavio Croffi (Games Brasil)
Gabriel Morato (Pixaleted Life Bitmaps)
Gilsomar Livramento (Ed. Europa)
Gustavo Hitzschky (Kotaku Brasil, Hadouken)
Gustavo Petró (G1)
Gustavo Lanzetta (WebGus/Freeko)
Heitor de Paola (Gamerview)
Henrique Minatogawa (Ed. Digerati)
Henrique Sampaio (Arena Turbo)
Humberto Martinez (Ed. Europa)
Jefferson Kayo (GameTV)
Jocelyn Auricchio (Zumo)
Jones Rossi (Veja.com)
José Mauro Trevisan (Laboratório do Dr. Careca)
Juliano Barreto (INFO Exame)
Leandro “Sombra” Rodrigues (Ed. Europa)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (EGW)
Luis Andion (EGW/Nintendo World)
Luiz Siqueira (Ed. Europa)
Marcus Oliveira (Kotaku Brasil)
Marcel R. Goto (DigiArts)
Marcelo Daniel (Freeko)
Nelson Alves Jr. (Ed. Europa)
Odir Brandão (SKY7)
Orlando Ortiz (SKY7)
Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)
Pablo Raphael (UOL Jogos)
Paula Romano (EGW/MSN)
Paulo Terron (Rolling Stone/With Lasers!)
Pedro Giglio (Arena Turbo)
Renato Siqueira (Games Brasil)
Renata Honorato (The Game Girl)
Renato Bueno (Kotaku Brasil/Freeko)
Renato Viliegas (Destak/Diário de São Paulo)
Ricardo Farah (SKY7)
Rodrigo Guerra (UOL Jogos)
Rodrigo Salem (Shuffle Pop/GQ)
Rodolfo Braz (Vírgula)
Ronaldo Testa (Vírgula/HardGamer)
Spencer Stacchi (EGW)
Suzana Bueno (Zeebo Interactive Studios)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão/MTV)
Thiago Simões (Jovem Pan)
Vinicios Duarte (GamerView)
Vinicius Lima (GameTV)
Vivi Werneck (Girls of War)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

(Eleitores, se errei alguma informação, me desculpem, me avisem e eu corrijo. Valeu!)

Funcionou assim: contabilizei os votos recebidos usando a seguinte metodologia: 5 pontos para cada vez que o game é citado em primeiro lugar; 3 pontos para o segundo; 1 ponto para o terceiro. Fazendo as contas, cheguei ao resultado a seguir.

A metodologia, para você não chiar, foi inventada por mim: algumas vezes um game com menos citações ficou à frente na classificação de outro mais lembrado. Isso aconteceu por causa da pontuação. Há também casos em que houve empate na pontuação e na quantidade de citações. Retomo também o argumento de que a lista não possui pretensões científicas, logo não cabem reclamações posteriores.

Aqui estão, mais do que nunca, os 21 melhores games de 2010, segundo a nata da imprensa especializada brasileira:

1. Red Dead Redemption

X360, PS3 / Rockstar – 55 citações

O "GTA no Faroeste" se mostrou muito mais do que um mero GTA no Faroeste e conquistou o primeiro lugar por seus próprios méritos. Claro, a jogabilidade perfeita e o roteiro instigante também ajudaram bastante, mas isso parece inevitável em se tratando de Rockstar. E que venha L.A. Noire, que já demorou muito para o meu gosto


2. God of War III

PlayStation 3 / Sony – 27 citações

Kratos é um dos personagens mais interessantes dos games, em um momento de transição em que heróis carismáticos são substituídos por protagonistas genéricos e sem muito carisma. God of War é o que é muito por causa do apelo de Kratos. Não que o game não tenha merecido tantos aplausos: GOW III foi o game indispensável do PS3 em 2010


3. Mass Effect 2

X360, PC / Bioware – 18 citações

A já mítica Bioware fez mágica e conquistou fãs eternos com o primeiro Mass Effect. Em Mass Effect 2, superaram tudo e melhoraram o que já parecia perfeito. É provável que quem deu chance a esse game não teve tempo de jogar outra coisa em 2010


4. Super Mario Galaxy 2

Wii / Nintendo – 16 citações

O Wii ficou para trás na guerra dos consoles adultos, mas velhos fanáticos não se esquecem facilmente dos velhos amigos. É difícil imaginar um mercado de games sem a presença do Mario - a Nintendo não irá abrir mão disso, muito menos seus fãs devotos


5. Call of Duty: Black Ops

PS3, X360, PC / Activision – 11 citações

Black Ops não fez o mesmo barulho que seu antecessor, Modern Warfare 2, mas não foi esquecido. Mas o game serviu para confirmar a onipresença da franquia Call of Duty, que parece não ter concorrência atualmente. E qual será a polêmica desse ano?


6. StarCraft II: Wings of Liberty

PC / Blizzard – 14 citações

Games para PC resistem bravamente, mesmo diante do domínio dos consoles. StarCraft 2 garantiu lugar na mídia graças ao lançamento que ganhou no Brasil, com preço justo e novo modelo de negócio. Resta saber se irá durar tanto quanto o primeiro StarCraft


7. Donkey Kong Country Returns

Wii / Nintendo – 9 citações

Outro belo retorno de personagem esquecido - Donkey Kong ficou tempo demais longe dos papéis principais, e os fãs chiaram. Resta saber se continuará a ganhar papéis de destaque nos próximos consoles da Nintendo ou se retornará ao segundo escalão


8. Assassin’s Creed: Brotherhood

X360, PS3 / Ubisoft – 8 citações

Outra franquia recente que deu certo. Aliás, duvido que a Ubisoft irá parar de explorar Assassin's Creed tão cedo (e não ouço ninguém chiando). Pelo menos, são nesses games que a empresa evidencia a habilidade de criar universos belos e instigantes


9. Gran Turismo 5

PlayStation 3 / Sony – 7 citações

O que parecia impossível de acontecer, aconteceu: saiu o novo Gran Turismo. Apesar de as altas expectativas, nem todo mundo se sentiu bem atendido, mas fica evidente que é outra franquia eterna que jamais ficará de fora de nenhum console da Sony


10. Halo Reach

Xbox 360 / Microsoft – 8 citações

Já falei como 2010 foi o ano das franquias? Pois é. E aos poucos, os brasileiros passam a compreender porque Halo é tão amado nos Estados Unidos. Será que ainda sai mais suco dessa história? Só se for um filme, o qual aliás já demorou tempo demais para sair

Menções honrosas (games também citados):

11. Need for Speed: Hot Pursuit – PC, X36o, PS3, Wii / Electronic Arts

12. Limbo – Xbox 360 /  PlayDead

13. Heavy Rain – PlayStation 3 / Sony

14. Castlevania: Lords of Shadow – PS3, X360 / Konami

15. Bayonetta – PS3, X360 / Sega

16. Dragon Quest IX: Sentinels of the Starry Skies – Nintendo DS /Nintendo/SquareEnix

17. Scott Pilgrim vs. The World: The Game – X360, PS3 / Ubisoft

18. Pro Evolution Soccer 2011 – X360, PS3, Wii, PC / Konami

18. Fallout: New Vegas – X360, PS3, PC / Bethesda

20. Super Street Fighter IV – X360, PS3 / Capcom

21. Bioshock 2 – X360, PS3, PC / 2K Games

***

Considerações? Faça abaixo. E amanhã, o resultado da eleição do público. Será que os resultados bateram? Eu acredito que foi parecido. Mas vou contabilizar para ter certeza. Até lá.

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20/01/2011 - 18:12

Nintendo 3DS: e o 3D, funciona mesmo?

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Ressaca de Nova York com frio. Que tal?

Ontem, a Nintendo fez seu lançamento oficial do Nintendo 3DS para as Américas. O mesmo evento foi realizado em Amsterdã (Holanda) ontem também, destinado para o mercado europeu. E ambos eventos, foi mostrado praticamente a mesma coisa: recursos do aparelho, data de lançamento, preço e jogos. E para nós, brasileiros, houve a novidade de que o 3DS terá menus em português – um fato inédito em se tratando de consoles da Nintendo no Brasil.

Leia aqui a cobertura sobre o lançamento do Nintendo 3DS para a Rolling Stone Brasil.

Os games estavam lá e podiam ser experimentados por quanto tempo fosse necessário. Mas eu, assim como meus colegas brasileiros (estão aqui o Bruno Vasone do IG, o Gustavo Petró do G1, o Théo Azevedo e o Claudio Prandoni, do UOL, o Jefferson Kayo e o Artur Palma do GameTV, a Paula Romano da EGW, entre outros) não conseguimos testar os games por muito tempo. O motivo? Vista cansada. Não, não estamos tão velhos assim. É que jogar os games em 3D exige uma atenção maior dos olhos, assim como um posicionamento bem específico do portátil diante do rosto (isso varia de pessoa para pessoa. Jogadores míopes que usam óculos talvez tenham mais dificuldade de focar a imagem e observar o efeito tridimensional – meu caso. Esse esforço pode significar um cansaço mais acentuado do que em pessoas com a vista perfeita).

A Nintendo relativizou a questão e disse que sempre é possível utilizar o botão localizado do lado direito da tela para regular a intensidade do 3D, ou mesmo desligá-lo totalmente. Mas aí, qual seria a graça de jogar o 3DS? O ideal seria que o efeito tridimensional não nos fosse agressivo aos olhos e que se comportasse de maneira idêntica para qualquer tipo de usuário. Mas acredito que, à medida que mais jogos forem lançados, melhor se tornará a ilusão do 3D. Como estamos falando dos primeiros games para o console (alguns deles nem estão prontos ainda), certamente veremos melhorias nesse sentido. Espero que sim, pelo menos.

No mais, a sensação de profundidade simulada proporcionada pelo Nintendo 3DS é inegável e eficiente. Em alguns jogos, o efeito funciona de maneira incrível, oferecendo recursos que transformam a experiência e colaboram com a imersão total do jogador. Em The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, por exemplo, é absurdo o quanto o 3D enriqueceu os cenários do game originalmente lançado para o Nintendo 64 no já distante 1998. Dá a impressão de ser um game ainda melhor do que era, se é que isso é possível, tudo por causa do alto nível de detalhismo proporcionado pelo 3DS. Hyrule nunca esteve tão amplificada e palpável – explorar cada cantinho novamente ganhará um gosto todo especial mesmo para quem já fez isso exaustivamente no N64.

Agora, em outros games, me parece que o efeito 3D é meramente cosmético e nada traz de novo para a jogabilidade (é ironicamente o caso de Zelda, mas o 3D agregou valor ali, e não o contrário). A versão 3DS de Pro Evolution Soccer 2011 trata-se do jogo para PSP com o efeito tridimensional embutido, o que mais confunde do que ajuda. Não vi nada de mais em Nintendogs + Cats também, fora o fato de os bichinhos vez em outra se debruçarem na beirada da tela para pedir carinho, o que proporciona uma sensação bacana de “awnnnnnnnn”, mas não tão enlouquecedor como se esperava. Em Super Street Fighter IV 3D, é possível jogar em um modo “dinâmico”, no qual a câmera fica em constante movimento atrás dos lutadores – o efeito 3D, no caso, torna a disputa um tanto mais confusa. Felizmente cada luta não dura mais do que poucos minutos, porque é sacrificante ficar com os olhos vidrados, tentando manter a vista na direção correta sem ficar estrábico ou sem perder o foco, literalmente. Só mesmo jogando para entender – infelizmente (e também para não passar a impressão errada), a Nintendo não permitiu filmagens diretas da tela com o efeito 3D ligado, nem mesmo fotos. Certamente é a coisa certa a ser feita, já que muito do trunfo do 3DS é a sensação que o jogador tem ao se deparar com a tridimensionalidade pela primeira vez. E é uma sensação que, garanto, não tem preço. No fator surpresa, é preciso admitir que a Nintendo dificilmente dá bola fora.

Volto mais tarde com mais detalhes de outros games que joguei, em especial aos minigames de AR (realidade aumentada), que oferecem sensações surpreendentes e inéditas e devem servir de base para ideias bastante interessantes no futuro.

Até o Brasil.

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19/01/2011 - 13:05

Nintendo 3DS a US$ 250, em 27/3… E em português

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E foi isso, conforme você já deve saber.

O Nintendo 3DS será lançado nos Estados Unidos no final do ano fiscal deles, conforme já havia sido adiantado na E3 2011: a data exata é 27 de março. O preço, por sua vez, me surpreendeu: US$ 249,99. Relativamente alto, se compararmos ao preço de lançamento do Nintendo Wii em 2006: os mesmos US$ 249,99 (eu havia me equivocado e colocado 299 anteriormente, perdão).

A grande novidade para o mercado brasileiro, e talvez a principal razão pela qual a Nintendo nos convidou para estar aqui em Nova York, é o fato de o 3DS trazer a opção de menu em português brasileiro, além do inglês, do francês canadense e o espanhol da América Latina. Certamente, é um feature que agrega valor ao produto e tornará o novo portátil ainda mais acessível aos olhos do público não-hardcore. Mas como ainda não sabemos o preço que será utilizado como base para os lojistas no Brasil, ainda é cedo para afirmar se o Nintendo 3DS cairá rapidamente nas gracas dos consumidores ou se irá se manter como objeto de desejo até a primeira grande queda de preços.

Agora vou ali ao lado jogar os games disponíveis: tem Kid Icarus Uprising, Nintendogs + Cats, The Legend of Zelda: Ocarina of Time 3D, PES 2011 3D, Super Street Fighter IV 3D e mais uma porção de títulos com 3D no nome.

Mais, logo mais.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
19/01/2011 - 12:01

Nintendo 3DS, direto de Nova York

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Estamos ao vivo de Nova York.

E nem é sábado a noite. Estamos no restaurante Skylight Soho, onde comecará em instantes o evrnto organizado pela Nintendo of America para divulgar seu novo portátil Nintendo 3DS. Você sabe, aquele videogame de bolso de duas telas que simula efeitos tridimensionais.

A imprensa americana está em peso aqui na cidade. Gente dos Estados Unidos, México e, obviamente, Brasil: contei por alto umas 15 pessoas que falam português. Coincidentemente, a maioria é meu amigo. Então, estamos em casa.

O tempo poderia estar melhorzinho. Está horrível, molhado e nevado. Choveu ontem o dia todo, o que de certa forma ajudou a derreter o gelo que insiste em decorar as calçadas e o asfalto. A previsão é de mais chuva e neve para hoje e amanhã. Na condicão de latino de sangue quente, devo admitir que não estou nada acostumado a esse clima de freezer. Mas tudo bem, estar em NY exige certos esforços.

Em cinco minutos começa o evento propriamente dito, e estarei fazendo o live tweet direto no http://www.twitter.com/pablomiyazawa. Será que haverá surpresas além do que já se sabe? Vejamos.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
13/01/2011 - 16:28

Revistas de games: o que o futuro reserva?

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Continuando a retrospectiva 2010 (acabou de acabar, mas ainda dá tempo), resolvi matutar a respeito de um tema que sempre dá pano para a manga: revistas de games.

Não foi exatamente o melhor ano do mundo para as publicações segmentadas de papel no Brasil. Revistas foram descontinuadas, equipes foram desfeitas e o veículo propriamente dito perdeu em status e relevância entre consumidores que se diziam fiéis. Tendência ou coincidência? Seja como for, não há melhor hora para se discutir o papel (literal) e a função atual da revista de videogame.

No final do ano passado, fui atrás dos três responsáveis pelas principais revistas disponíveis nas bancas brasileiras: André Forastieri, diretor editorial da Tambor, que publica a EGW e a Nintendo World; Luiz Siqueira, diretor na editora Europa, responsável pela Dicas e Truques para Playstation e a Revista Oficial do Xbox; e Allan André, editor-chefe na Digerati, que faz a X360 e a PS3W. Cada um, a sua maneira, respondeu à questão simples e capciosa:

“Revistas de games (aqui e lá fora) – como foi 2010, e o que o futuro próximo reserva?”

A seguir, as opiniões dos especialistas. É para pensar e discutir.

***
Por André Forastieri, diretor da Tambor

O que é uma revista? É um ponto de vista sobre um tema; um conjunto de soluções para um segmento econômico; uma comunidade onde você se sente bem; uma marca com a qual você tem uma relação emocional.
Isso é o passado, presente e futuro da revista. Mas daqui para frente, entendo que a revista deve tentar oferecer o mais amplo leque de serviços, nas duas pontas – para o consumidor e para o anunciante, buscando o justo (e difícil) equilíbrio. Por isso não acredito que simplesmente transferir uma revista em papel (mais alguns links) para o iPad é a solução de tudo. Embora a experiência da EGM – revista em papel mensal, na web semanal, e agora para tablet – eu venha acompanhando atentamente.

Eu acho que uma revista de games deve informar, criticar, provocar, refletir. E deve oferecer venda de games e acessórios e downloads digitais. E deve oferecer games free to play. E deve ter fóruns. E deve ter programa em vídeo, e podcast, e eventos. E pode oferecer cursos online. E deve promover eventos fantásticos. E deve oferecer aos desenvolvedores, publishers, varejistas, escolas de games todas as oportunidades de engajar o apaixonado por games, seja ele amador ou profissional.

É muita coisa. É difícil. Por isso é difícil a sobrevivência da maioria das revistas de games do nosso mercado. As editoras enfrentam muitos desafios. A maioria das editoras que publica revistas de games publica revistas de muitas outras coisas. Como ter o foco necessário, do ponto de vista conceitual e comercial, e ao mesmo tempo investir num portfolio de serviços ambicioso?

A Tambor atua cada vez mais como agência de publicidade – tanto atuando na criação, como no planejamento para empresas de games – e isso é uma demanda do mercado que não vai diminuir, só aumentar. Vantagem? Por estarmos há tanto tempo neste mercado, dominamos muito mais a linguagem que funciona para se comunicar com o gamer (ou o varejista de games) do que uma grande agência de publicidade tradicional, por mais prêmios que ela tenha ganho em Cannes.
No caso da Tambor, a união entre esta expertise na comunicação, o prestígio da revista impressa e a força instantânea e massiva dos nossos sites – impactamos mais de 3 milhões de gamers todos os meses – tem dado resultado. Fechamos o ano melhor que começamos. Para mim, esta é a medida de sucesso que importa.

Acredito que chegaremos a 2012 com o leitor bem servido de revistas impressas de games – a Tambor tem as duas principais de multiplataforma e Nintendo; a Europa, de Playstation e Xbox (deixamos de concorrer, alguém reparou?). Outras editoras têm produtos viáveis e interessantes. E hoje temos dezenas de bons blogs e sites sobre games. O que é o UOL Jogos, se não uma revista? O Arena Turbo? Now Loading? Nintendo Blast? Adrenaline? Cada qual com sua voz e sua pegada.

A Tambor terá novidades na web, sim; e temos o grande desafio de fazer um evento GameWorld 2011 melhor que o de 2010. Agora: nós editores old-school não podemos nos esquecer de fazer revistas impressas melhores. Nossa qualidade está longe da desejada. Foi assim sempre e sempre será. Em 2011 a Nintendo World comemora 13 anos de idade e a EGW, juntando suas encarnações, oito anos. E embora frequentemente eu tenha me orgulhado delas, nunca achei que chegamos lá.

Em 2011, prometo me manter insatisfeito…

***

Por Luiz Siqueira, diretor da Editora Europa

A sensação é de que continuamos no olho do furacão da revolução das mídias. Algumas revistas de games sentem menos essa revolução, outras sentem mais. O fato é que na maioria dos casos as publicações mantém leitores cativos e fiéis. A revista, seja qual for, tem uma função clara de “revisitar os fatos, notícias, informações do período”, e no futuro, essa missão não irá sumir. Os leitores ainda precisarão dela, seja no papel, seja na internet, seja no iPad, ou seja em qualquer outra invenção hipnotizante que surgir.

***

Por Allan André, editor-chefe da Digerati

2010 foi um ano dificil para as revistas de games quando o assunto é vendas. Três das melhores revistas deixaram de circular aqui no Brasil: NGamer, Edge e a recém-nascida Powerstation. Não sei ao certo os motivos para as duas da Editora Europa acabarem por aqui. Minha querida Powerstation encerrou na Inglaterra e tivermos que tirar de circulação também. Eu adorava editar essa revista.

O número de leitores que procura conteúdo nas bancas está cada vez menor, não apenas quando o assunto é videogame. Mais revistas podem acabar em 2011, principalmente no exterior, mas acredito que nem todas estão com os dias contados. O que precisa haver é uma reformulação na pauta e edição destas mídias. É desleal competir com a internet, então as revistas devem começar a oferecer conteúdo com melhor qualidade e, se possível, diferente do encontrado na web. Eis um desafio para nós editores em 2011.

***

Isso é o que eles acham. E para você, o que vai acontecer com as revistas de games em 2011 e além?

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,
12/01/2011 - 21:24

Discutindo a Pirataria – Argumentos Vencedores (3)

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Por Raphael Bernardinelli Correa

É fato conhecido e, talvez mal compreendido, que a pirataria prejudica os desenvolvedores, distribuidores, lojistas e uma infinidade de indivíduos relacionados direta e indiretamente a diversos segmentos. A sociedade como um todo é quem mais perde, na forma de impostos, empregos, desenvolvimento de know-how próprio e profissionais.

Difícil conceber a pirataria como caso de policia, logo que alimenta milhares (talvez milhões de pessoas) e mais difícil ainda é o governo empenhar-se em combatê-la, visto o problema social implícito. Então, resta aos desenvolvedores e envolvidos buscarem formas criativas de coibirem ou desestimularem sua aquisição.

Hoje, existe no Brasil uma cadeia de produção e distribuição que é retroalimentada por consumidores da classe C, em que alem do baixo preço, existe uma barraca de jogos, DVDs em cada esquina. Os incluídos na era digital facilmente aprendem a buscar e baixar conteúdo.
Acredito que os desenvolvedores devam brigar por esse mercado, criando uma cultura nova de consumo (como o ocorrido com Starcraft 2), em que o verdadeiro mercado consumidor para esses produtos apareça e “arrisque” uma primeira compra.Estou convicto que os benefícios de um produto original vão estimular uma segunda compra.

O Brasil é um mercado em ascensão e uma estratégia adaptada a nossa realidade pode render benesse significativas a desenvolvedores e a sociedade. O “mundo futuro” se aproxima num ritmo exponencial e a convergência das mídias e dos meios, acompanhadas da inclusão digital, traz consigo novas possibilidades de combater a pirataria. Esse momento “especial” pelo qual estamos passando se mostra interessante para criação e divulgação de uma cultura própria de consumo, aonde o real valor do produto original vem acompanhado da consciência do preço pago para produzi-lo. Sejam por meio de conteúdos adicionais, validação online ou o banimento de contas, a pirataria deve ser combatida. Um tanto melhor se por meio da criatividade e qualidade, conquistando e conscientizando o consumidor final.

Eu, como individuo ganho com melhores serviços pagos pelos impostos, melhores empregos, maior diversidade e qualidade além da tranquilidade de que estou apoiando o circulo virtuoso que o mercado formal gera.

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12/01/2011 - 21:19

Discutindo a Pirataria – Argumentos Vencedores (2)

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Por Marcelo Lima Souza

É sempre complicado abordar este tema. A pirataria pode ser vista com enfoque comercial, jurídico ou ético, mas eu acredito que o verdadeiro problema é cultural.

Eu fui um usuário de games piratas durante muito tempo. Durante a era PS2 todos os meus jogos eram piratas, baixados em torrents ou fórums. Não vou negar que me diverti. No entanto, com o tempo, o interesse diminuiu. Muitas vezes eu baixava um jogo só porque tinha acabado de ser lançado. Em certo momento, eu já tinha tantos jogos que simplesmente não conseguia me concentrar em um de cada vez. Se ficasse minimamente entediado ou encontrasse algum desafio que não conseguisse superar, abandonava e passava para outro. No fim, eu tinha dezenas de jogos pela metade. A diversão estava acabando, o que é irônico, já que eu tinha acesso a tantos jogos quantos eu quisesse. Foi aí que eu percebi que algo estava errado e decidi: meu próximo console será 100% original.

Quando a oportunidade surgiu, entrei na geração com o Xbox 360. Não importa se já tinha destrava, eu estava decidido a me libertar da pirataria. Não precisava mais dela. Nunca precisei. A pirataria não está aí apenas porque os jogos são caros, mas porque ficamos acostumados e até certo ponto dependentes dela. É um conceito muito forte na mente do brasileiro. Ninguém acredita que se deva pagar quando, na prática, pode-se encontrar “de graça”. Não há sequer um conceito de ilegalidade, pois muitos que usam produtos piratas acham que a pirataria se restringe ao comércio informal, não incluindo o conteúdo baixado na internet sem a devida permissão dos criadores.

Hoje, com a internet, é fácil se informar sobre os títulos, sem contar que há demos gratuitas para boa parte dos lançamentos. Quanto ao preço, apesar de (ainda, o projeto Jogo Justo vai mudar isso) termos valores impraticáveis no Brasil, há opções, como a importação e o comércio de usados. Comprando um jogo, acredito que estou pagando pela diversão que ele me proporcionará, e como tudo na vida, procuro valorizar meu dinheiro da melhor forma possível. Tenho garantia, recursos online e conteúdos para download. Voltar para a pirataria seria um retrocesso.

Recentemente, um amigo me ligou. “É, cara, não resisti. Destravei meu console”. “Por quê?”, perguntei para ele. “Tinha que jogar o PES”. “Ok, você poderia comprar um novo PES por ano, qual seria o problema?”. Ele não soube responder.

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12/01/2011 - 21:10

Discutindo a Pirataria – Argumentos Vencedores (1)

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Por Jeancarlos Silva Mota

A pirataria é sim nociva, prejudicial e imoral, que prejudica nosso mercado e é um mal necessário para a popularização de games no Brasil. Ou talvez fosse necessário. Anos atrás, jogos originais eram muito mais caros do que hoje e os gamers eram muito mais novos, dependendo assim de seus pais para comprar seus jogos. Como esses pais em não tinham a visão que nós, gamers, temos hoje quanto ao mercado, valor e inclusive o quanto gostamos desses games, era muito difícil convencer alguém que não é tão entusiasta por um jogo a despender tanto dinheiro na aquisição de um mero jogo.

Mas aparentemente uma solução está surgindo, ou melhor, soluções. Os gamers de outrora cresceram e agora trabalham, tendo, em sua maioria, uma renda que lhes permite comprar games originais que, além de ser a coisa certa, disponibilizam vantagens como participação em partidas on-line, qualidade do produto, garantia e tantas outras coisas que só um produto original tem. E é fato que as empresas de games estão abrindo os olhos para o Brasil, país da tão absurda política de impostos, porém que agora é um mercado melhor se comparado ao de anos atrás, tornando a compra de um game original mais fácil e podendo se transformar num lugar ainda melhor, atraindo mais empresas do universo dos games. Não podemos nos esquecer dos vendedores ambulantes, que agora estão dando preferência ao comércio de games originais e esses por sua vez não somente fornecem uma melhor margem de lucro, como também estão solucionando a velha rixa entre eles e a fiscalização!

Para tudo se tornar ainda mais perfeito, para que finalmente os gamers tenham um mercado digno, bastam duas coisas. A revisão governamental da política de impostos para com os games, trazendo ainda mais empresas e tantas outras vantagens como a criação direta e indireta de empregos e a conscientização do próprio gamer, em não mais adquirir o game pirata, criando uma perfeita alavanca para mostrar que nos temos sim, um mercado forte o suficiente para o crescimento do universo gamer no país. Isso com certeza mudaria toda nossa realidade, facilitando o acesso de games originais para aqueles que ainda são as crianças que fomos um dia e que podem crescer com o pensamento correto na hora de comprar seus jogos de vídeo game.

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12/01/2011 - 18:52

Resultado da promoção – Discutindo a Pirataria

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Acredite, conseguimos: cá está o resultado da promoção Gamer.br: Discutindo a Pirataria.

Aleluia.

Levou “apenas” quatro meses para eu ler as mais de 200 participações. Mais exatamente, foram 230 textos de visitantes diferentes. Alguns muito bem escritos, outros tantos feitos nas coxas, mas todos com uma coisa em comum: a opinião. Deu para ver que quem participou fez questão de refletir a respeito do tema, o que é algo importante, visto que não há respostas certas nem erradas, apenas pontos de vistas diferenciados. Um tema tão plural e polêmico tinha mesmo que render discussões apaixonadas, e fico satisfeito em dizer que consegui estimular cada participante a pensar a respeito. Mesmo que, no fim das contas, o resultado sirva apenas para a pessoa se conscientizar um pouco mais sobre seus próprios atos. Cada um, cada um – mas uns mais do que os outros.

Chega de enrolação. A seguir, os nomes dos 13 vencedores (todos serão contatados por e-mail). Lembre-se, os nomes não estão exatamente em ordem de colocação, mas organizados alfabeticamente dentro de cada faixa de premiação:

– 3 games para Xbox 360: Halo Reach, Alan Wake, Forza Motosport 3 (gentilmente cedidos pela Microsoft Brasil) – cada um dos três primeiros colocados ganhará um desses games, escolhidos aleatoriamente.

Jeancarlos Silva Mota

Marcelo Lima Souza

Raphael Bernardinelli Correa

– 5 keys para as versões ilimitadas de StarCraft 2 (gentilmente cedidas pela Blizzard) – cinco participantes (do quarto ao oitavo colocado) levaram, cada um, uma senha exclusiva que permite baixar o game e jogar.

Andréa Gouveia

Álisson Silva Granato

Erico Simão

Gabriel Álvares Terra

Igres Leandro Sátiro

– 5 camisetas da Level Up! Games (gentilmente cedidas pela Level Up! Games) – cinco participantes (do nono ao décimo-terceiro colocado) ganharam uma camiseta cada.

Anderson Nascimento

Edgar Romário

Flávio Santos

Franco Ramos

Shirlliney Virginio de Sousa

***

E nas próximas horas, irei republicar os textos dos três primeiros colocados.

Tenho que agradecer novamente a todos que participaram. Certamente, valeu a pena. E só posso me prometer que não irei mais demorar tanto para divulgar outro resultado…

E feliz 2011 para todos nós. Está apenas começando.

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