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Arquivo de dezembro, 2010

27/12/2010 - 09:22

Vote nos Melhores de 2010

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Feliz 2011. O ano passou rápido dessa vez.

Tanto que olhei a lista de “coisas a cumprir em 2010” e não realizei nem metade delas. Ossos do ofício. Deve estar assim pra todo mundo. Não dá pra reclamar.

E cumprindo uma tradição aqui desse Gamer.br, convido você leitor a escolher os Melhores de 2010. Games, obviamente. Você sabe como funciona.

Entre no espaço de comentários abaixo e escreva, na seguinte ordem:

Os três melhores games de 2010, em ordem de classificação (primeiro o melhor, depois o segundo, daí o terceiro). Por favor, se puder, especifique a plataforma.

Em seguida, cite o melhor fato do mercado nacional de games em 2010. Vamos lá, não é difícil. Muita coisa boa rolou (será mesmo, pensando bem?).

Para acabar, cite o pior fato do mercado nacional de games em 2010. Vamos lá, também não é difícil. Muita coisa odiosa rolou (mais do que boas, talvez?).

E pronto. Você participou da eleição mais bem selecionada do país. Pelo quinto ano consecutivo! Aliás, para relembrar como foi no ano passado (e nos outros, desde 2006), clique nos menus ao lado.

Vale lembrar que também fiz as mesmas perguntas para a crítica especializada. Assim que o ano virar, publicarei ambos resultados aqui no blog.

Agradeço mais uma vez a sua audiência, a sua visita, os seus comentários, seu apoio e paciência. Sem você, não haveria sentido fazer isso aqui. E em 2011 será melhor ainda. Porque tem que sempre melhorar, ou não tem graça nenhuma…

Abraços!

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
21/12/2010 - 02:49

Lembranças do Batz

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Morreu, na sexta passada, 17 de dezembro, o jornalista Claudio Batistuzzo, o Batz, dono do site Games Brasil.

A morte tem o poder de redimir pecadores, mas não é esse o caso em se tratando do Batz. Para mim, ele era o símbolo do empreendedorismo no tal do “jornalismo de games brasileiro”. Assim como alguns poucos outros exemplos, Claudio chegou onde chegou sozinho, só contando com seu talento, sua dedicação e sua excelente capacidade de se relacionar e se fazer querido. Ele, humilde e generoso como poucos, incluiria também a sorte nessa equação, mas eu continuo a crer que sorte é algo que apenas as pessoas realmente boas possuem o privilegio de ter. E era esse o caso do Batz.
 
Afinal, Claudio fez por merecer tudo o que se diz sobre ele. Sem mais nem menos, criou o Games Brasil em 1999 e o fez acontecer, isolado em uma salinha de escritório em Sorocaba. Se fez conhecido, repercutiu suas próprias noticias, batalhou anunciantes sem ter nenhuma experiência para isso. Depois, quando o trabalho já não lhe era novidade, conseguiu uma parceria com o UOL, a qual durou anos. Recentemente, assinou um contrato generoso com o IG, que também hospeda este Gamer.br. Enfim, éramos colegas de empresa, não só de profissão. E pelo respeito mútuo que exercíamos, nos considerávamos amigos também.
 
As histórias foram várias. Recordo do final do primeiro dia do evento Electronic Game Show, em 2004. Estávamos no estacionamento ao ar livre do local, eu, ele e nosso amigo jornalista Théo Azevedo. Iríamos para a festa do lançamento de Half-Life 2, mas fomos impedidos porque o alarme de meu carro disparou, causando um estardalhaço insuportável. Não consegui resolver a situação sozinho, até que o Batz, mostrando intimdade com a eletrônica, abriu o capô do carro e desligou o alarme com as mãos, na raça. Fiquei impressionado. Ele deu risada. Como sempre. Estava sempre rindo, como se nenhum problema fosse grande o suficiente para atrapalhar o bom humor.
 
Eu o encontrava apenas nos raros eventos do mercado de games nacional, e, vez ou outra, em festas de confraternização cada vez mais escassas. Mesmo morando em Sorocaba, ele jamais faltava a alguma festa. Me chocou particularmente quando me contou que vinha para São Paulo de carro e voltava logo após o evento, mesmo que fosse tarde da noite (e com umas cervejas a mais). “Não creio que você vai dirigir de volta a essa hora”, eu sempre lhe dizia, já meio embriagado. Ele sorria como se não fosse grande coisa. Eu sempre me preocupava, ele dizia que estava acostumado. Deve ter sido esse ímpeto, essa falta de preguiça, essa dedicação ao mercado e aos colegas, que fizeram dele um cara que, se é que é possível dizer isso agora, “deu certo na vida”.
 
Outra lembrança feliz é o aniversário do Théo, em 2009. O Batz comandou a churrasqueira durante toda a festa, sem reclamar nada, satisfeito com a tarefa. Diziam que aquela era uma de suas especialidades, e comprovei ali pela primeira e única vez. Nos divertimos, especialmente quando tirávamos onda da cara do Théo, que respondia de volta de forma ainda mais grosseira. E era um festival de xingamentos saudável entre esses caras que tinham bastante em comum além da profissão (e o fato de torcermos pelo São Paulo, mas para mim esse era só um detalhe. Para o Batz, era coisa séria).

Fiquei particularmente arrepiado quando, no casamento do Théo, mais de um ano depois, uma foto daquele churrasco surgiu no telão: nela, nós três nos abraçávamos, caras de bêbados, expressões de tranquilidade. Nem me lembro de a foto ter sido tiirada. Aliás, jamais poderia imaginar que esses momentos vividos serviriam de inspiração para um texto-tributo meses mais tarde (obviamente, preferiria não ter de escrever algo com tal conteúdo. Paciência).
 
Na festa de casamento, aliás, conversei bem com o Batz. Ao final, quando a maioria já se encontrava impraticável ou já havia tomado o rumo de casa, apenas os poucos e bons permaneceram em meio a mesas vazias e copos sujos. Batz era um deles, acompanhado da esposa Suely. Estávamos todos semi-engravatados, já amarrotados, celebrando a felicidade do amigo que acabara de se prender para o resto da vida. Relembramos histórias, gargalhamos, nos despedimos bêbados na porta do buffet. Me lembro do abraço e de meu pedido a ele, que soltei ao escutar que estariam retornando para Sorocaba naquela hora da madrugada.
 
“Batz, toma cuidado na estrada, porra!”
 
Ele riu: “Claro, é sossegado. Tranquilo. Pode deixar. Se cuida!”
 
Eu realmente me preocupava, mas ele tirava de letra. Como sempre. Depois desse dia, não me lembro mais de ter encontrado o Batz pessoalmente.
 
Há um tempo, Batz passou por problemas de saúde. Poucos souberam disso. Ele se isolou durante um período, se recuperando. Certo dia, conversamos por MSN, e ele me descreveu o que estava se passando. Parecia complicado, mas ele, otimista como sempre, só pretendia passar a mensagem de que estava melhorando. E como não haveria de ser? “O pior já passou, Pablito, graças a Deus”. Respondi “amém” em pensamento. Um cara como aquele não precisava sofrer, nao é mesmo? Porque a vida deveria ser justa com quem só transmite o bem para os outros. Não deveria?

Em alguns momentos especiais – que ainda estão perdidos em minha memória -, dividimos risadas, conversas, preocupações e elogios mútuos ao vivo e através dos nossos sites. Trabalhamos juntos, quando editei a revista EGM Brasil: por causa de sua boa fama com o Games Brasil, o convidei para escrever resenhas de games para PC, sua especialidade, tarefa a qual exerceu até depois que me desliguei da revista. Todos os anos, ele tomou parte da eleição de Melhores do Ano que organizo neste blog, sempre sendo um dos primeiros a votar. Da eleição deste ano, aliás, ele também participou. O email com seus votos chegou no dia 14 de dezembro, iniciado por um “Segue aí Pablito” e finalizado por um “Abraços e feliz 2011!!!”. No dia seguinte, trocamos umas mensagens no Twitter. Foi uma ironia mórbida notar que as duas últimas mensagens que ele escreveu em vida se referiam a mim. Antes dessa, um verso enigmático de Humberto Gessinger.

Em 2009, sabatinei o Batz seriamente para meu blog, no que muito provavelmente foi a maior entrevista que ele concedeu sobre seu trabalho. Reli o post no dia de sua morte e fiquei chocado ao comprovar o talento do cara como empreendedor de sucesso e a maneira clara, objetiva e sincera com que relatou suas vitorias e ensinou suas lições. As respostas remetem a um sujeito que foi lá, fez e jamais ficou contando vantagens – exatamente o que ele era na vida real, fora do ambiente virtual, sempre distante de qualquer holofote. Aquela conversa, efetuada ao longo de algumas sessões via MSN, define o que o Batz representa para essa profissão, mas também serve para deixar para a posteridade as palavras, a memória e os ensinamentos do jornalista que o Brasil perdeu.

Mas por todos que o conheceram, ele será também lembrado por seu imenso caráter, sua imbatível cordialidade e sua sincera amizade.

Valeu, Batz. Onde você estiver, com certeza estará bem.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
17/12/2010 - 11:17

PlayStation Move chega ao Brasil por R$ 799

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A Sony acabou de divulgar o lançamento do acessório PlayStation Move no Brasil. Segundo o release para a imprensa, o produto será lançado “nos próximos dias”, por R$ 799,00.

Recentemente, a Microsoft lançou o Kinect no mercado brasileiro, por R$ 599,00 (nos EUA, o mesmo pacote sai por US$ 150). Ambos lançamentos fazem parte da tendência atual de utilização de movimentos para a interação com os jogos. No caso do produto da Sony, o Move é um joystick equipado com sensores de movimentos de alta precisão; no caso do Kinect (para Xbox 360), trata-se de uma “câmera” que detecta as interações do jogador e as reproduz na tela.

Confira o texto divulgado agora pela Sony:

A Sony Brasil está iniciando a comercialização do Kit Move nesta semana, ao preço sugerido de R$ 799,00. O produto chegará às lojas nos próximos dias.

O produto oficial Sony Brasil possui manual e embalagem em português, bem como a certificação ANATEL, obrigatória neste caso.

O kit vem com o controle PlayStation Move, a câmera PlayStation Eye, o jogo Sports Champion e uma demonstração de outros jogos para esta plataforma.

O PlayStation Move oferece uma experiência de jogo única e em alta definição baseada nos movimentos dos usuários, grande tendência do mercado de entretenimento.

Vale lembrar que, nos Estados Unidos, esse mesmo kit é comercializado por US$ 99,00. Se você quiser comentar sobre o preço cobrado por aqui, a hora é essa. Abaixo.

Mais, depois.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
16/12/2010 - 18:07

O mundo está perdido? Que bom.

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Aloha.

Dei uma passada rápida (no intervalo de meu fechamento, o último do ano!) para lembrar que os videogames continuam sendo um assunto sério. Seríssimo, aliás. Por mais que não pareça. E se alguém lhe disser o contrário, cite os novos projetos a seguir como exemplos disso:

***

A Thrixxx, uma produtora de conteúdo digital erótico, descobriu o Kinect. E já está desenvolvendo um game para ele. E como dá para imaginar, é uma questão de apalpar para se dar bem. Ou algo do gênero. Essas coisas que você faz em casa quando está sozinho.

O protótipo foi desenvolvido a partir de drivers modificados de Kinect, algo que a Microsoft não autoriza. Ou seja, é bom procurar outra forma de diversão (solitária ou não) antes de se empolgar muito com um game desses. Mas vai saber?

O vídeo é de certa forma impróprio, então você precisa ter 18 ou mais para assistir. Ou veja no site da Thrixxx, que o vídeo fala por si. A história toda está aqui.

***

E tem o tal de Toirettsu, um game que está em desenvolvimento pela japonesa (e sempre fanfarrona) Sega no qual é preciso… urinar no lugar certo para vencer. Em outras palavras, mijar no alvo é a receita do sucesso. Se vai pegar no ocidente? Difícil dizer se vai pegar no Japão. Pensando bem, lá deve virar hit em botecos e restaurantes.


Nenhuma legenda engraçada é suficiente por aqui

***

E a Guerrilla Games está produzindo um joystick-metralhadora para ser usado em Killzone 3 (previsto para fevereiro de 2011), o Sharp Shooter. O acessório deverá ser conectado ao Move para se comportar como uma metralhadora de verdade. E acredite, o negócio se comporta assustadoramente com um equipamento real. Leia mais sobre a história aqui, no blog TRP420.


É legal? É. Mas também é um pedaço de plástico bem elaborado.

E agora? O que falta? Só não pense besteira. Ou melhor, pode pensar – porque provavelmente alguém já está pensando seriamente nessas coisas – e ganhando dinheiro com isso.

Autor: - Categoria(s): Clique Comigo, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
08/12/2010 - 13:23

Retrospectiva 2010: E o Jogo Justo?

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E está acabando.

Vamos começar a retrospectiva 2010 desde já, retomando alguns dos temas mais importantes que cercaram o mercado de games nacional esse ano.

Um deles, como não poderia deixar de ser, é o bastante difundido, polêmico, controverso e aclamado… Jogo Justo.

Moacyr Alves, idealizador do projeto que visa reduzir os impostos sobre videogames e jogos, conversou com o Gamer.br sobre uma das primeiras ações realizadas pela  iniciativa – a recente venda do game Bioshock 2 com desconto em lojas Walmart e UZ Games (leia mais aqui) – e os planos para o chamado “Dia do Jogo Justo”, que acontece em janeiro próximo. “No total, foram 600 peças de Bioshock 2 – 500 de Play 3 e 100 de Xbox 360”, ele conta. “No Walmart, foram quatro jogos por minuto. Esgotou em 46 minutos. Nas lojas físicas, o estoque acabou em 10 minutos.”

***

Gamer.br: Como o projeto Jogo Justo evoluiu desde a última vez que conversamos? Quais foram os progressos obtidos?
Moacyr Alves:
Agora posso dizer que o projeto encontra-se bem maior. Nossa equipe aumentou e agora temos também mais pessoas na esfera política nos auxiliando. Eu diria que é apenas uma questão de tempo para o projeto já fazer efeito, lembrando que nossa meta agora não é apenas redução de impostos, mais sim uma revolução na área dos games no Brasil. Vamos pegar todas as esferas, desde produção á área acadêmica.

Como se deu aquela promoção do Bioshock 2?
MA:
Na verdade, foi com o Walmart e a UZ Games. Começamos a planejar uma prévia, para termos ideia do que realmente iríamos precisar para o tão esperado dia. Queremos algo muito maior do que apenas “vender jogos baratos” – queremos também que seja um dia de evento, com palestras sobre o mercado nacional e sobre o que podemos fazer com nosso mercado se tivéssemos preços mais acessíveis. Para isso, fizemos uma prévia tanto em lojas físicas quanto em lojas virtuais. Sendo assim, a UZ Games disponibilizou 400 peças para as lojas físicas, e o Walmart, 200 peças para a loja virtual.

Mas quem bancou esse desconto todo? As próprias lojas?
MA:
Sim, foi uma ação conjunta. Tanto a UZ Games como o Walmart bancaram uma parte disso – e também a empresa que pediu para não revelar o nome. Então, digamos que esse valor foi dividido entre essas empresas.

Então o que houve na verdade foi um desconto no preço normal bancado pelos varejistas. Não tem exatamente a ver com redução de impostos, e sim com diminuição de lucros dos lojistas. Isso não poderia levar o consumidor a pensar: “mas se as lojas conseguem reduzir tanto o preço, porque não fazem isso sempre para vender mais?”
MA:
Sim, foi um desconto de praticamente 54% na venda final do jogo. Quanto ao consumidor, sim, ele poderia pensar dessa forma, porém esse dia servirá muito mais para o governo do que qualquer para outra pessoa. Esse é um dado concreto para levar ao governo, [indicando] que se reduzir o valor dos impostos, venderíamos muitos jogos originais.

O que o bom resultado de vendas desses games mais baratos ajuda a provar exatamente? Quem precisa desse tipo de “prova”?
MA:
Ajuda a provar que o Brasil só não vende mais justamente por causa do valor desses impostos, que essa tributação trava um país inteiro que poderia estar entre os mais lucrativos no mundo – e não é justamente pela política tributária. E quem precisa dessa prova é o governo. Agora nós já temos uma prévia, e vamos ter muito mais informação até lá.

Qual a próxima ação semelhante do projeto Jogo Justo? Você pode dar mais detalhes sobre quando e como irá acontecer?
MA:
Estamos pensando em uma segunda prévia antes do tão esperado dia. Porém, com algumas novidades que não posso revelar ainda. A data – mesmo do dia do Jogo Justo – será 29/01/2011. Para esse dia, estamos preparando muito mais do que apenas um dia para se vender jogos baratos. Estamos planejando várias palestras sobre o assunto na data, ou seja, queremos um evento e não simples dia de protesto, é isso ai amigos espero que a prévia tenha agradado a todos, ainda temos muito mais cartas nas mangas e vamos utilizá-las com certeza.

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01/12/2010 - 12:57

Brasil Game Show: As Conclusões Tardias

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Salve, salve. Dezembro chegou. Animado?

Este blog volta do limbo já em ritmo de fim de ano. E para coroar o mês cheio de posts, começo com um texto que deveria ter entrado há uma semana, e só entrou agora. Sabe como é, esse negócio de “ineditismo da internet” está mais do que ultrapassado.

É brincadeira. Mas cá está, a pensata do correspondente Gus Lanzetta sobre o Brasil Game Show, evento que ocorreu no Rio de Janeiro no final de semana retrasado. Não espere por grandes notícias: trata-se de uma análise da festa como um todo, sob o ponto de vista de um jornalista que foi ao evento atrás de notícias… e não encontrou muitas, além do próprio evento em si.

Com a palavra, o Gus:

***

O segundo dia do Brasil Game Show 2010 serviu para ver o evento com mais clareza. Isso não só porque havia menos gente lotando os corredores durante a tarde e assim era possível se locomover pelo showfloor e ver mais do que estava disponível; mas também porque foi o dia em que minhas suspeitas se confirmaram: esse evento não é pra mim.

Eu não estou dizendo que o evento não era para mim como um indivíduo que “curte games”, um “gamer”, mas sim que todo o conteúdo disposto por lá tinha o objetivo de atrair a atenção de uma juventude fã dos inúmeros produtos demonstrados, não havia um foco de suprir a vontade da imprensa em achar novidades nos eventos da indústria.

Essa visão foi algo que aproveitei para discutir com alguns colegas presentes no domingo, e parecia haver um consenso: “Aqui o que tem pra gente é o Mortal Kombat“, como bem disse Claudio Prandoni, do UOL Jogos. Creio que ele dizia isso porque era o único jogo não lançado, que podia gerar um texto de impressões e porque Hector Sanchez, produtor do jogo, era um game developer americano disponível para entrevistas. Talvez Prandoni estivesse falando só das nossas conversas nerds sobre a vida e obra de Sub-Zero.

Gamers foram ao Brasil Game Show 2010 para testar produtos que ainda não sabem se querem comprar

É fácil ver isso refletido no material que os grandes veículos publicaram sobre o evento: entrevistas com Sanchez e notas que se resumem em “tá rolando um evento lá no Rio”. Também deu pra ver que essa falta de “conteúdo noticiável” deixou uns dois ou três leitores desse blog bem insatisfeitos.

Porém, acho que fazer um post aqui listando que jogos cada empresa mostrou, quantas máquinas de fliperama de jogos semi-velhos a Diverbras teve a coragem de deixar serem abusadas pelo público e quem ganhou a competição de Starcraft 2 não iria fazer muito sentido. Não acho que essas são as informações que os leitores esperam do Gamer.BR.

O que eu acho válido comentar é que, para quem foi como jogador, o evento pareceu muito competente em suprir a vontade do público em se sentir valorizado. Quem foi pra jogar novidades que ainda não pode comprar, conhecer outras pessoas que partilham de seu hobby e ver apresentações sobre um mundo que parece extremamente atrativo como possibilidade de carreira para as jovens mentes nerds do Brasil se divertiu e saiu satisfeito. Nisso eu acredito.

O evento foi para jogadores como ele.

Foi muito interessante para mim ver um evento que me lembrou tanto as EGS de 2004 e 2005 por uma perspectiva nova. Na época eu nem blog sobre videogames tinha, era só mais um gordinho nerd animadaço em ver os caras que escreviam sobre um dos meus hobbies, jogar consoles que não tinha e falar com gente que fazia jogos, algo que na época eu achava que eu queria fazer.

Odeio soar como um velho hippie falando sobre Woodstock, mas “you had to be there, man“. Leitores procurando alguma grande notícia no BGS 2010 se decepcionaram, mas quem pode estar no centro de convenções provavelmente entendeu a importância de eventos como esse.

Games E pipoca é o tipo de experiência que não se traduz em um texto.

No ano que vem a organização espera um aumento de 30 mil para 40 mil pessoas no público. E tem boatos de EGS Brasil 2011 rolando por aí. Tomara que assim mais gente possa ir e ver com os próprios olhos, porque é pra isso que esses eventos existem. E3 é E3, e BGS é BGS.

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