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Arquivo de outubro, 2010

23/10/2010 - 18:33

O Vai-e-vem do mercado brasileiro de games

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Aloha!

Foi só eu sair de férias que as coisas começaram a acontecer no Brasil. Perdi um monte de notícias, mas vou aproveitar as horas livres aqui para retomar o tempo perdido.

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Milton Beck não é mais o diretor da divisão Xbox da Microsoft Brasil. O executivo, um dos responsáveis pelo lançamento do Xbox 360 no país em 2006, deixou a empresa há algumas semanas e ainda não revelou quais serão seus próximos planos profissionais. Por meio de sua assessoria, a Microsoft Brasil, afirmou que não iria comentar a saída de Beck.

***

O que a Microsoft anunciou, por sua vez, foi a data de sua coletiva de imprensa para revelar suas novidades para o fim do ano. Em 4 de novembro, a fabricante irá falar sobre o lançamento do Kinect e a chegada tão aguardada da rede Xbox Live em território nacional – a qual deverá estar em funcionamento a partir de 10 de novembro. De 2010. Acredita? Só vendo mesmo.

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A Latamel, responsável pelos movimentos da Nintendo of America por aqui, agora funciona sob outro nome: Gaming do Brasil. A operação também funciona sob o comando de um country manager, cujo nome ainda não foi divulgado oficialmente (mas muita gente já sabe quem é). Semana que vem conto mais sobre isso.

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O site Kotaku Brasil está em fase de contratação. Até a semana passada, a equipe do portal já havia recebido mais de 200 currículos para apenas três vagas. Os nomes dos profissionais escolhidos serão revelados nos próximos dias.

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Essa já é relativamente antiga: a Ubisoft não irá mais desenvolver games no Brasil. O escritório de São Paulo será mantido, mas com foco principal em marketing, ainda sob o comando do executivo francês Bertrand Chaverot.

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E o vai-e-vem continua:

Gerson Sousa, ex-country manager da Sony, agora está na Oelli Brasil, empresa que organizou a feira EGS há alguns anos.

– Um dos mais conhecidos representantes da Level Up! Games no Brasil deixou o cargo recentemente.

– Uma das mais tradicionais revistas de games em atividade no país está com editor novo.

– O portal Arena Turbo está de redator novo: Douglas Pereira, que antigamente escrevia no Blogeek.

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E na semana que vem a gente continua…

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22/10/2010 - 18:59

Blizzcon: E World of Warcraft no Brasil?

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E cá estamos, na Blizzcon 2010. Quem diria?

Após uma apresentação bombástica que marcou a abertura do evento, com direito a discursos, aplausos, vídeos barulhentos e uma autêntica celebração da cultura geek (o equivalente norte-americano do nerd), a Blizzard abriu as atividades de seu evento particular, no Centro de Convenções de Anaheim, Califórnia, nesta sexta-feira, 22 de outubro.

Posso dizer, na condição de alguém que já cobriu E3, Games Convention, WCG e afins nos últimos dez anos: nunca vi um evento semelhante e tão… “intenso”.

O Blizzcon (ou a Blizzcon, depende de você) é um evento aberto ao público. Os ingressos acabam meses antes. Não foi divulgada a quantidade de pessoas, mas imagino que, ao longo dos dois dias, mais de 20 mil pessoas passarão por aqui. E não é o público tradicional de eventos de games a que estou acostumado a cobrir. Por aqui, o negócio é seríssimo: fãs de verdade, dedicados, especializados, bem-intencionados, apaixonados. Muitos estão vestidos como personagens dos games da Blizzard. A grande maioria dos fanáticos está muito animada de estar aqui. Mas o fato é que jamais vi visitantes de evento tão empolgados e realizados. Aqui, parece que todo mundo veste a camisa, literalmente. Uma grande família, talvez?

No(a) Blizzcon, tem de tudo: demonstrações de jogos inéditos, torneios de games, palestras, debates sobre os jogos, lojas que vendem bugigangas. E filas, muitas filas. Para entrar no Centro de Convenções, o visitante levou uma hora. Para tomar parte em alguma demonstração de jogo, mais uma hora. Para comprar uma camiseta, mais um tempão. Imagine se alguém está reclamando de alguma coisa? Me pareceu que não. Por exemplo, foram reveladas novas informações sobre o aguardadíssimo Diablo III – no caso, foi revelada uma nova classe de personagens, os “demon hunters”. Nenhuma data de lançamento foi mencionada ou sequer cogitada. Pensa que alguém reclamou ou vaiou? Definitivamente, ou estou muito acostumado, ou tenho muito a aprender por aqui.

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Há algumas horas, tivemos uma mini-coletiva com o Steve Huot, que é o diretor de marketing para a América Latina da Blizzard. Entre outras coisas, ele comentou sobre o possível lançamento de World of Warcraft no Brasil, e sobre o sonho de transformar StarCraft II em um esporte de exibição nas próximas Olimpíadas do Rio de Janeiro, em 2016.

Sobre o primeiro assunto (World of Warcraft), nenhuma novidade a ser revelada. Huot disse que continua com intenções de lançar o MMORPG oficialmente em nosso mercado. “Estamos com certeza pensando a respeito, avaliando e fazendo os preparativos para conseguirmos anunciar fazer um anúncio nesse sentido”.

Ele prosseguiu: “Sabemos como o game é popular, sabemos de sites fazendo campanhas ‘Blizzard, por favor, traga WOW para o Brasil’. Então se a gente fizer, queremos fazer as coisas da maneira apropriada, da mesma maneira que fizemos com StarCraft II e oferecer a verdadeira experiência de jogo da Blizzard quando a hora certa chegar. Boas notícias devem vir sobre esse assunto em um futuro próximo.”

Ou seja. Não é nada, mas já é alguma coisa. De vez quando, tudo o que é preciso é um pouco de boa intenção.

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Já sobre boatos a respeito da intenção de transformar StarCraft II em um game “olímpico” em 2016, Huot disse que não existe um projeto oficial da Blizzard nesse sentido. “Eu sou um sonhador”, ele brincou. “Esse é mais um sonho meu do que qualquer coisa. Talvez vocês possam me ajudar a realizá-lo. Me digam o que é preciso fazer para isso acontecer”, ele comentou, se referindo à plateia de jornalistas latino-americanos presentes.

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Mais notícias logo mais, direto de Anaheim.

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22/10/2010 - 14:11

Blizzcon, dia 1. A caminho

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Em meia hora acontecerá a cerimônia de abertura da Blizzcon, aqui em Anaheim, Califórnia.

O Centro de Convenções fica ao lado do hotel onde está hospedada a maioria dos jornalistas que irão cobrir o evento. O clima é de excitação geral, apesar do clima nublado. Para onde quer que se olhe é possível encontrar um povo vestindo preto com creddenciais penduradas no pescoço. Ainda estou sem saber o que irá acontecer ali dentro. Seria uma mistura de E3 com WCG? Só sei que o negócio é gigantesco. E que haverá novidade sobre Diablo 3.

Daqui a pouco volto e explico um pouco mais.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
21/10/2010 - 04:48

Blizzcon – Vai começar

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E aqui estamos, no aeroporto.

Embarco em instantes para os Estados Unidos, onde irei cobrir o evento Blizzcon ao lado de meus colegas da imprensa brasileira.

Além de mim, estarão lá os jornalistas do IG, UOL, Edge, Globo, PlayTV, G1 e mais outros veículos. O evento começa oficialmente na sexta e vai até o final do sábado. Para quem não sabe, a Blizzcon é o evento oficial da Blizzard, fabricante de World of Warcraft, StarCraft e outros clássicos, e é uma bela mistura de feira, torneios e debates. Tem até música na jogada: está previsto também um show do duo Tenacious D, mais conhecido como “aquele projeto estranho do Jack Black”.

Vou transmitir de lá minhas impressões sobre o evento. A reportagem completa será publicada na Rolling Stone de novembro. E além disso, irei publicar aqui umas novidades do mercado nacional que estão rolando esses dias. E não foi pouca coisa.

Vou lá então, que o embarque já começou. Até a volta.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
19/10/2010 - 20:15

Entrevista da Semana: James Cameron (Avatar)

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…E retornamos à programação normal.

O Gamer.br está de volta, após (merecidas) férias e um pouco de descanso. Peço desculpas pela ausência por tantos dias, mas prometo aos poucos voltar ao ritmo “normal” de atualizações (e o resultado da promoção de aniversário do Gamer.br, que estou devendo o resultado). É que as coisas estão rolando, mesmo quando a gente fica parado.

Para dar uma compensada nesse hiato, venho aqui com uma Entrevista da Semana de peso. O nome do cara é James Cameron, e ele é simplesmente o cineasta mais bem sucedido da atualidade. Entre os filminhos que ele dirigiu, dá para citar Avatar, Titanic, O Exterminador do Futuro e Aliens: O Resgate – talvez você já tenha assistido a algum desses. Mas ele fez muito mais do que isso. Conversei com Cameron por telefone no mês passado, por conta do relançamento de Avatar nos cinemas (com nove minutos a mais), mas é claro que aproveitei para mencionar os videogames na pauta. Imaginei que ele, como um diretor de cinema sempre preocupado em enxergar adiante, teria uma opinião bem firme a respeito do papel dos jogos eletrônicos no mundo do entretenimento. E realmente, ele tem, como você poderá ler a seguir. E como sempre, Cameron consegue ser polêmico. Nem que só um pouquinho.

O restante da entrevista com James Cameron está na edição 49 da revista Rolling Stone Brasil, que já está nas bancas (com o Wagner Moura de Tropa de Elite 2 na capa). E eu recomendo.

***


Gamer.br: Do que se trata essa nova versão de Avatar?
James Cameron:
Incluímos quase 9 minutos. São 8 minutos e 50 segundos de cenas. É um monte de coisas que adorávamos, mas que jamais conseguimos finalizar. Como você sabe, Avatar foi feito em sua maioria com captura de movimentos e computação gráfica, e todas as novas cenas que incluímos são computadorizadas. Havia um “limite” do que conseguiríamos finalizar e, ainda assim, lançar o filme na data prevista. Então, tirei fora algumas cenas, para permitir que conseguíssemos finalizá-lo no prazo. E já que Avatar foi um sucesso, fui falar com o estúdio e pedi: ‘Ei, que tal vocês me darem mais alguns milhões de dólares para eu terminar aquelas cenas? A gente pode incluí-las no filme e daí relançá-lo no verão’. E eu estava pensando no fim do verão, que é quando as coisas estão mais tranquilas e os grandes blockbusters já foram lançados. E aí, faríamos apenas em 3D, para assim, todo mundo poder ver, inclusive aqueles que queriam vê-lo no cinema, mas não conseguiram porque havia outros filmes em 3D ocupando as salas disponíveis. E como você sabe, estávamos vendendo ingressos feito loucos, e acabamos ficando sem salas de cinemas 3D para atender a Avatar e Alice no País das Maravilhas ao mesmo tempo. Perdemos praticamente metade de nossas telas da noite para o dia. Havia muita gente que queria ver o filme nos cinemas, mas não teve a chance. Então foi o isso o que tínhamos em mente quando pensamos sobre o relançamento.

Você acha que Avatar é um filme que consegue conservar a mesma vibração quando assistido em tela pequena?
JC:
Bem, não há duvidas de que a melhor maneira de ver o filme é em 3D, na tela grande. Não há duvidas quanto a isso. Mas, aparentemente, porque a conversão para home vídeo foi tão bem feita, há algo na vibração e nas cores que foi transportado perfeitamente para a tela da TV. Você tem que se lembrar de que todos os filmes acabam indo para a telinha. Então, não é preciso ser melhor do que é Avatar na telona –só precisávamos ser melhor do que todos os outros filmes em tela pequena. Entendeu? E temos que lembrar que as TVs com 3D embutido estão chegando, e em breve as pessoas poderão assistir a Avatar em casa. Mas isso é algo que não acontecerá até o ano que vem.

Mesmo sendo o filme mais rentável de todos os tempos, há também quem diga que não há nada de arte em Avatar, que ele é apenas e somente um produto de entretenimento. O que você acha disso? Seria ele um filme à frente de seu tempo?
JC:
Eu acho que o filme foi lançado no momento certo de seu tempo. Ele pode ter usado a melhor tecnologia disponível, mas acho que a mensagem transmitida é do tipo que interessa às pessoas. Claro, é um filme de ação e aventura, e se é disso que você gosta, então ficará satisfeito. Mas se você quer mais do filme, se você quer uma conexão emocional, ou ainda, ouso dizer, espiritual, então o filme corresponde nesses níveis também. Eu acho que as pessoas sentem, coletivamente ao redor do mundo, que nossa civilização tecnológica está nos afastando de um estilo de vida “natural”, além de estar prejudicando a natureza que necessitamos para sobreviver. Existe, portanto, o senso de que o filme conecta nesse nível também, como “mensagem”. E é preciso ter mensagem em um filme de ação? Não, mas se o filme proporciona isso também, então acho que é algo positivo. Pois dessa forma, ele se torna um trabalho artístico, afinal apresenta opiniões, statements, em sua narrativa.

Qual sua relação com os videogames? Você os consideraria o próximo passo no que diz respeito ao entretenimento? Ou seria o cinema a principal ferramenta dessa transição do mundo virtual para o real?
JC:
Eu acho que videogames e cinema são duas formas de arte completamente diferentes. Videogames são interativos – você está no controle, você cria sua própria narrativa, você é o herói em sua própria historia. E os filmes são completamente diferentes: são uma forma de entretenimento passiva – o cérebro permanece ativo, tentando analisar o que vai acontecer, mas você não consegue mudar a ordem dos acontecimentos. São duas formas de arte completamente distintas. O lance é: em termos de tecnologia e técnica, os dois estão se fundindo, no sentido de que estamos utilizando os mais avançados engines de games para elaborar tecnicamente os nossos filmes. Avatar foi feito dessa maneira, usando uma engine de game para criar uma interface em tempo real para eu, como diretor, interagir com esse mundo computadorizado. Então, estamos usando ferramentas em comum, e na verdade temos capacidade até de criar produtos em comum. Por exemplo, nós desenvolvemos elementos para o filme e repassamos para a Ubisoft utilizar no game de Avatar. Daí, eles criaram coisas para o game e repassaram para nós, para que as utilizássemos no filme. E eu acho que isso irá continuar a convergir daqui para frente. O videogame irá utilizar técnicas de autoração e tecnologias semelhantes aos dos filmes. Mas no que diz respeito à experiência, eu não acredito que eles irão se fundir em uma coisa só.

Porque essa seria justamente a minha pergunta: eu ia lhe questionar se o game e o cinema poderiam se fundir e se transformar em uma espécie de “máquina geradora de realidade virtual”, que as pessoas poderiam jogar todas juntas em um cinema…
JC:
Bem, para mim, isso ainda seria um game. Você me entende? Não seria um filme. Porque um filme é uma espécie de narrativa passiva, você não pode modificar o que vai acontecer. E se é um simulador de realidade virtual, então é um game – afinal, você pode modificar os acontecimentos. Portanto, são meios fundamentalmente diferentes.

Você joga, ou já tentou jogar?
JC:
Claro, já joguei. Mas não gasto muito tempo jogando videogames. E eu não estou menosprezando. É que eles são muito viciantes. Para eu permanecer focado, criativo e poder inventar coisas novas, eu não posso ficar “fumando um cachimbo de crack através de um videogame” por dez horas ao dia.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
03/10/2010 - 20:40

Bye, bye, Brasil

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Amigos, amigos.

Hoje, saio de férias para 15 dias de merecido descanso (eu mereço, vá?).

Logo mais volto com notícias de onde eu estarei. Vai saber? As atualizações vão acontecer por aqui, de tempos em tempos. Umas coisas que tenho guardadas, mais umas novidades que eventualmente rolem.

Enquanto isso, vou atualizando o Twitter. Volte sempre.

Até mais!

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
01/10/2010 - 13:01

Entrevista da Semana: Renato Bueno (Kotaku Brasil)

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Voltamos. Sentiu falta? Eu também!

E a Entrevista da Semana da vez é para falar sobre novidades. Há um bom tempo (mais de um ano já), comentei sobre a chegada de um grande site internacional de games no Brasil. Após muita especulação, descobriu-se que seria o famoso Kotaku. Só que o assunto morreu e ninguém mais falou sobre. Até que as conversas sobre o tema ressurgiram. E, finalmente, foi anunciado quem será o cara a cuidar desse projeto por aqui.

O nome dele é Renato Bueno. E você já deve conhecê-lo de muitas andanças no mercado brasileiro nos últimos cinco anos. Ele passou pela EGM Brasil, foi editor da EGM PC, ambas na Futuro Comunicação. Trabalhou um bom tempo no G1 e também na Folha de S. Paulo. Recentemente, escreveu para o Arena Turbo. E há o Freeko, provavelmente o melhor blog de (mentiras sobre) videogames do país. Mas isso sou eu quem está dizendo. E agora, o Bueno vai levar toda essa sagacidade para o Kotaku brasileiro. E para conversar sobre isso e muito mais que eu liguei para o cara e exigi uma entrevista exclusiva. Preocupado com as consequências de uma negativa, ele topou na hora. E o papo, você confere a seguir.

***

Gamer. BR: Como surgiu o convite para editar o Kotaku?
Renato Bueno:
Por e-mail. Adriano Silva, da Spicy Media, que já publica aqui o Gizmodo e o Jalopnik, entrou em contato comigo e começamos a conversar. Aí foram reuniões, conversas e expectativas até a decisão.

Você foi contratado para a vaga de editor. Por que acha que foi você o escolhido? Quais de suas experiências prévias você acha que foram essenciais para ser escolhido?
RB:
A resposta óbvia é “experiência anterior em internet”, mas não é só isso. Acho que foi o conjunto de experiências, dos lugares por onde passei, das coisas que aprendi, da XP acumulada (falou o veterano). O fato de gostar muito de games e ao mesmo tempo manter a atenção para outros temas que me atraem, além de não abrir mão de uma formação jornalística, também são fatores importantes.

E o que o Kotaku difere de outros sites de games no Brasil atualmente? Já dá para dizer?
RB:
Difere no volume de notícias, na velocidade das informações, no perfil de quem escreve e de quem comenta. É um “ecossistema” diferente, mas que tem muitos leitores fiéis no Brasil. Sem contar que muito do que se publica no Brasil ainda é o famoso “via [Kotaku, Joystiq, Destructoid]”, porque, além de outras questões, ainda estamos muito longe de onde as coisas realmente acontecem nesse mundo de joguinhos eletrônicos. O Kotaku Brasil não vai ser uma tradução do americano. Vamos adaptar para o português as notícias mais relevantes e, claro, vamos produzir conteúdo local. Contexto, informação, linguagem… as preocupações vão muito além de publicar telinhas e falar quem vendeu mais videogame no Natal.

E os conflitos de interesses? Todo mundo sabe que você edita o blog Freeko, que tem uma pegada mais descontraída também… O Freeko vai coexistir com seu papel no Kotaku?
RB:
O único conflito que eu vejo é o de senhas, no caso de eu confundir os logins na hora de postar. “Pegada descontraída” é uma coisa. O que o Freeko faz é a anti-notícia, a auto-sabotagem, a piada interna como desabafo pessoal. O Kotaku tem missão a cumprir, tem compromisso com o leitor – o que não o impede de ser descontraído a seu modo. O Freeko vai ser o futevôlei na praia, como sempre foi.

Como você analisa o jornalismo de games brasileiro neste exato momento? É um bom momento para a chegada do Kotaku?
RB:
É uma fase “curiosa”. Alguns veículos investindo mais e fazendo um bom trabalho, outros ainda com medo e pateticamente lentos nessa “descoberta dos games”. Fico feliz de ver gente que, anos atrás, queria escrever sobre games e agora está fazendo isso, e bem. Mas acho que ainda confundimos muito os papéis de profissional e fã. Ou ainda não vemos com clareza o que queremos escrever e o que o e o que o público quer ler. De modo geral, acho tudo muito conservador, covarde.

Como vai ser a configuração do Kotaku? Quem mais fará parte da equipe? Estão contratando? Para onde mando o currículo?
RB:
Vamos seguir a estrutura que já funciona a todo vapor com o Gizmodo e o Jalopnik: um editor e uma equipe TRU de colaboradores. Algo como convocar a tropa de choque em Mass Effect 2, com a diferença de que será uma equipe menor, e ninguém deve sofrer danos físicos no processo – mas ainda com achievements e recompensas. A equipe não está definida, mas o processo já começou, devemos ter novidades em breve. Se você quer fazer parte, veja no Gizmodo como se candidatar. Mais do que gostar e entender de games, é fundamental saber ler, escrever, dominar inglês e, claro, saber o que é jornalismo. Além de viver na internet, ter habilidades diversas e fazer a diferença, não ser apenas mais um.

O mercado brasileiro tem jeito? Como o Kotaku vai cobrir as performances das fabricantes estrangeiras no Brasil?
RB:
O mercado brasileiro tem jeito. Não encontrou o caminho definitivo para crescer, se é que existe um, mas a chegada da Blizzard e a aproximação recente da Sony são exemplos de como a indústria está na direção certa. O Kotaku vai acompanhar de perto as grandes, e esse vai ser um dos focos principais na identidade da versão BR.

Alguma mensagem positiva para seus futuros (e velhos) leitores?
RB: A recepção que tivemos e as mensagens recebidas foram sensacionais, em tão curto espaço de tempo. Contamos com o apoio da comunidade para fazer o melhor Kotaku BR possível. Críticas, dicas, sugestões e comentários diários são fundamentais para criarmos o grande site que planejamos. Não deixem também de nos acompanhar pelo Twitter e pelo Facebook, além de visitar o Kotaku a partir de segunda-feira.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
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