Publicidade

Publicidade

Arquivo de setembro, 2010

22/09/2010 - 12:40

O que falta para o Brasil dos games?

Compartilhe: Twitter

Calma, que o Brasil é nosso.

Desculpe a ausência. Resolvendo coisas da vida. Principalmente relacionadas à saúde. Não estou 100%, mas estou trabalhando nisso. Pensamento positivo de todo mundo ajuda nessa hora. Obrigado.

E por favor, não se  sinta lesado, mas vou apelar: republico agora um texto meu publicado na revista EGW de agosto de 2010 (ed. 104). O tema não poderia ser mais pertinente: o que falta para o mercado de games brasileiro dar certo? Acho que a(s) resposta(s) não é assim tão simples. Mas se pensarmos a respeito, talvez cheguemos a algum lugar. Para você, qual a solução? Se tiver uma (ou várias), divida conosco nos comentários lá embaixo.

***

As Engrenagens se Movem*
Empresas se mexem, consumidores também. Só falta o governo

Minha obsessão mais recente é investigar o mercado de games brasileiro, isso você já deve saber. Enquanto a maioria de meus colegas jornalistas cobre os lançamentos de novos jogos, eu fico preocupado em descobrir as pequenas nuances que fazem do Brasil o melhor lugar do mundo para se investir em videogames.

E não sou eu quem esta dizendo isso. Sao as próprias empresas, as gigantes que fabricam os consoles, quem dizem que o Brasil é o pais do futuro em se tratando de entretenimento eletrônico. Pais do futuro é um eufemismo: somos muito mais o presente em se tratando de mercado promissor e garantia de sucesso.

Nos últimos meses, tenho ido atrás das empresas para ouvir o que elas realmente pensam sobre o atual potencial do Brasil. E foi entrevistando esses executivos – brasileiros e estrangeiros – que escutei frases como “nenhum país é tão bem cotado hoje como o Brasil”, ou “nem começamos a enxergar do que esse país é capaz”. E essas são só as afirmações que recordo de cabeça. E já lhe adianto que minha memória não anda assim tão boa como costumava ser.

Hoje mesmo, no dia em que escrevo esta coluna, fiz uma visita ao prédio da Sony Brasil. Em uma entrevista de mais de uma hora de duração, escutei tantas palavras positivas que não pude evitar sair de lá mais confiante de que de costume. É claro que muito do discurso do Anderson Gracias (o gerente geral da operação PlayStation por aqui) é baseado em boas intenções, mas assim mesmo, ele me soou muito mais otimista do que eu poderia esperar.

Os problemas que os executivos das publishers costumam relatar são basicamente os mesmos: o que atrasa o crescimento do mercado no Brasil são os impostos, tanto aqueles que afetam os consoles como os que encarecem os jogos. Videogames no país são taxados como jogos de azar, e isso resulta em impostos muito maiores do que o que seria adequado. Algo semelhante ocorre com os jogos, mas neste caso, isso poderia ser amenizado se os discos fossem prensados em solo brasileiro. A redução não seria sentida imediatamente, mas, em médio prazo, os preços dos games cairiam drasticamente. Imagine uns 30% a menos do que é cobrado atualmente e dá para se ter uma boa ideia do que viria por aí.

Os outros entraves também são burocráticos: por que demora tanto para o Brasil ter redes online de consoles funcionais e operantes, como a Xbox Live e a PSN? Porque questões operacionais dificultam o processo: como pagar pelo conteúdo baixado, como pagar devidamente os fornecedores de conteúdo, e por ai vai. É tudo difícil, muito porque o país não esta acostumado a esse tipo de operação. Ou seja, os problemas existem de verdade. As empresas não estão apenas nos enrolando, nem estão de má vontade. Pelo menos é o que elas nos dizem. Só nos resta acreditar nessas boas intenções e pensar que, não apenas os jogadores querem que as coisas funcionem, mas as fabricantes também. Afinal, elas querem ganhar dinheiro. Não teriam porque fazer corpo mole com tantas oportunidades à disposição.

Meu papel é o de advogado do diabo, mas também de transmissor positivo de informações. Garanto a você que as produtoras de games possuem as melhores intenções para com nosso Brasil dos games. Eles me disseram com todas as letras, e eu estou dando meu voto de confiança, ainda que com um pouquinho de pé atrás. É nosso papel investigar se as coisas estão se desenrolando, ainda que lentamente. Às vezes, é preciso uma forcinha a mais, ou uma iniciativa independente, como é o caso do Jogo Justo, criado e fomentado por gamers que simplesmente se cansaram de esperar sentados pela resolução dos problemas citados.

As empresas, aparentemente, estão fazendo o que podem. Os consumidores se movimentam com as ferramentas que possuem. Qual peça está faltando funcionar? O governo, é claro. Mas não é um único “salvador da pátria” que irá mudar tudo de uma vez só. Estou falando de mudanças de posturas de todos aqueles que cuidam das leis que regem a nação. É preciso que a nossa mensagem seja transmitida a eles, e que seja compreendida e bem interpretada. E que não pensem que somos um bando de moleques crescidos querendo perder tempo com joguinhos. E sim que almejamos o estabelecimento de uma indústria sólida e lucrativa que só tem a trazer benefícios a todos os envolvidos e a todas as camadas subsequentes.

E você aí, já escolheu os candidatos em que irá votar em outubro? Suas escolhas podem fazer uma bela diferença.

* Texto publicado na edição 104 da EGW, agosto de 2010.

Autor: - Categoria(s): Gamer.br na EGW, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , , , , ,
11/09/2010 - 16:01

Promoção Gamer.br: Discutindo a Pirataria

Compartilhe: Twitter

Cá estamos. Vamos lá?

É o seguinte. Para comemorar o aniversário de 4 anos do Gamer.br (e justificar a distribuição de prêmios), achei interessante estimular você a pensar a respeito de uma questão das mais complexas relacionada diretamente ao mercado de games brasileiro.

Acertou quem pensou em… pirataria.

O tema voltou a  ser tema de discussões intensas recentemente, desde que foi anunciada a (aguardada?) quebra da segurança do PlayStation 3, o que permitiria a cópia e reprodução de qualquer jogo no console através de um acessório conectado via USB. A Sony se prontificou a (tentar) bloquear os destravamentos com atualizações de sistema, mas já há quem declare ter burlado isso para se utilizar do hackeamento. E blá, blá, blá. É claro que isso iria acontecer um dia ou outro. E olha que até demorou – logo mais o PS3 faz quatro anos de vida.

Ainda nesse tema, recentemente li um estudo que aponta que a pirataria não representaria perdas de vendas tão acentuadas quanto as publishers divulgam. Na prática, quem consome a pirataria talvez não comprasse o jogo original de qualquer maneira. Segundo o estudo (que me foge agora, depois publico o link), a porcentagem de gente que deixa de comprar um game original porque se utiliza de pirataria não é assim tão elevada. Ou seja, de acordo com essa pesquisa, se não fosse pela pirataria, muita gente jamais teria acesso aos games e jamais pensaria em comprá-los da maneira legalizada. É intrigante, se você for pensar a respeito.

A ideia da promoção do Gamer.br não é discutir exatamente esses dois fatos, mas utilizá-los para nos fazer pensar sobre isso. Proponho você a escrever o que pensa nos comentários abaixo, expondo sua opinião sobre o tema:

Pirataria nos games: nociva, prejudicial, imoral? Ou necessária, boa para o mercado, indispensável?O que você pensa sobre o assunto? A pirataria prejudica mesmo o mercado de games e atrasa o desenvolvimento, como todo mundo costuma apontar? Ou ela seria um “mal necessário” para popularizar os videogames em um país como o nosso? E mais: existe solução para o problema? Qual o futuro desta situação? Há mercado de games no Brasil sem a presença da pirataria? E como ele seria? O que pode ser feito para coibi-la? Iria resolver/mudar alguma coisa?

Vou aceitar comentários até o final de setembro, quando revelarei os vencedores, que serão selecionados por um corpo de jurados formado por mim e pelos meus colegas de Arena Turbo. Você pode dar o enfoque que preferir ao seu relato. Vamos avaliar as opiniões baseados na qualidade/coerência dos argumentos e também na escrita, mas dando mais valor às ideias do que ao texto em si. Sinta-se livre para fazer como quiser, opinar como tiver vontade, falar o que vem à sua cabeça, mesmo que pareça errado. Só peço para não estourar muito o limite de 2000 caracteres (senão não conseguirei ler tudo, né).

Serão escolhidos 13 textos no total, que além de publicados aqui no Gamer.br, irão render prêmios aos seus autores. Aliás, os grandes prêmios são esses:

3 games para Xbox 360: Halo Reach, Alan Wake, Forza Motosport 3 (gentilmente cedidos pela Microsoft Brasil) – cada um dos três primeiros colocados ganhará um desses games, escolhidos aleatoriamente.

5 keys para as versões ilimitadas de StarCraft 2 (gentilmente cedidas pela Blizzard) – cinco participantes (do quarto ao oitavo colocado) ganharão, cada um, uma senha exclusiva para jogar ilimitadamente.

5 camisetas da Level Up! Games (gentilmente cedidas pela Level Up! Games) – cinco participantes (do nono ao décimo-terceiro colocado) ganharão uma camiseta cada.

E sim, antes que você pergunte – todos os prêmios são originais. :)

É uma promoção cultural, então não cabem recursos, reclamações sobre vencedores ou sobre os prêmios. Quem ganhar e não curtir, pode vender, dar para um amigo ou guardar como lembrança. A ideia é estimular o debate e tentar chegar a um outro nível de discussão. Os prêmios são mero detalhe.

A propósito, agradeço mais uma vez à Microsoft, Blizzard e Level Up! Games por gentilmente cederem os prêmios a essa promoção.

Então está valendo, pode começar. Utilize o espaço de comentários abaixo. Comentários escritos em outro post não serão considerados para a promoção.

E segunda voltaremos à programação normal.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
10/09/2010 - 19:29

Promoção Gamer.br Ano 4

Compartilhe: Twitter

Alô, alô! Tem alguém ainda aí?

Amanhã, sábado, 11 de setembro (a data é coincidência, ok?), tem promoção aqui no Gamer.br. Retorne para saber mais.

Mas já adianto que vou desafiar você a escrever sobre certo assunto polêmico. E que você deverá usar todos os seus bons argumentos para merecer o prêmio.

Aliás, os prêmios. São vários. Bem valiosos, por sinal. Tenho certeza de que você não vai se decepcionar.

Vale lembrar que é tudo feito para comemorar os 4 anos deste blog, comemorados ao longo do mês de setembro.

Então, volte aqui, lá pelo meio da tarde. Eu avisarei pelo Twitter.

E boa sexta-feira para todo mundo.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
03/09/2010 - 20:31

Quatro anos de Gamer.br

Compartilhe: Twitter

Amanhã, sábado, é o dia do aniversário do GAMER.BR.

Quatro anos de existência. Foi em 4 de setembro de 2006 que publiquei o primeiro texto neste blog, em parceria com o portal IG. De lá para cá, tanta água rolou. Foram 514 posts e 6822 comentários aprovados. Algumas dezenas de Entrevistas da Semana publicadas; por volta de meia dúzia de eventos internacionais observados de perto; um outro furo de reportagem; um tanto de alfinetadas, mais um tanto de afagadas, um monte de gente irritada (faz parte); e diversos textos cheios de opinião, nem sempre muito fundamentadas (faz parte também). Foi uma longa viagem.

Eu agradeço a você, que faz parte dessa história toda e que ajuda a me manter aqui regularmente (pero no mucho). Espero continuar atendendo às expectativas, e que esse tal de mercado brasileiro de games deixe de ser mero eufemismo e se torne efetivamente uma realidade – e que isso não leve mais quatro anos para isso acontecer.

Aproveite o seu feriado (desligue o videogame, se possível) e retorne aqui na semana que vem. Bolei uma promoção para distribuir uns prêmios legais. Na quarta-feira que vem eu digo qual é.

Um abraço a todos. São quatro anos, mas parece que foi o dobro.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
03/09/2010 - 11:42

Dos games para… A Fazenda

Compartilhe: Twitter

Lembra da Luiza Gottschalk, apresentadora da PlayTV?

Ela será uma participante do reality show A Fazenda, ao lado de Sérgio Mallandro, Monique Evans, Viola e Mulher Melancia.

A informação veio hoje, da coluna do Flávio Ricco.

Atriz e apresentadora, com passagens por “G4 Brasil” e “Água na boca”, na Bandeirantes, além de “Combo”, na PlayTV, Luiza Gottschalk é o décimo quinto elemento de “A Fazenda 3”, na Record.

Luiza se junta a Nany People, Geisy Arruda, Andressa Soares – a “Mulher Melancia”, Lizzi Benites – a Piu-Piu, a jornalista Janaina Jacobina, o músico Tico Santa Cruz, o jogador de futebol Viola, os atores Sérgio Abreu e Dudu Pelizzari, o modelo Daniel Bueno, Sérgio Mallandro, Monique Evans, a atriz Ana Carolina Dias e o maquiador Carlos Carrasco.

***

Recentemente, Luiza estreou um site novo em parceria com o portal GameLib. Ao que parece, essa participação em A Fazenda (ainda não confirmada pela assessoria dela) representa o esperado retorno da apresentadora à televisão. Para a tristeza de alguns, porém, não será por conta dos videogames.

ATUALIZAÇÃO (15h55): Consultada, a assessoria de imprensa da atriz afirmou não dispor de qualquer informação a respeito da participação de Luiza no programa.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
Voltar ao topo