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Arquivo de abril, 2009

30/04/2009 - 20:25

Dia de Estreia

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notícia divulgada aqui ontem sobre a revista Edge no Brasil repercutiu bem por aí.

Hoje, a equipe da revista divulgou o release oficial, o qual reproduzo quase na íntegra abaixo:

“A Editora Europa realiza o mais importante lançamento dos últimos anos: a edição nacional da revista Edge. Publicada no Reino Unido desde 1993, Edge é notória por seu estilo sofisticado e incisivo, com conteúdo direcionado a formadores de opinião: profissionais da indústria e do mercado de jogos eletrônicos e jogadores adultos na faixa dos 18 aos 34 anos.

Em sua estreia, a revista estampa em sua capa Final Fantasy XIII, o aguardado RPG da Square Enix para PlayStation 3 e Xbox 360, em um artigo produzido em visita ao estúdio da empresa em Tóquio. Também há prévias de BioShock 2, Mafia II, Punch-Out!, God of War III, The Sims 3, além de análises em primeira mão de Bionic Commando, Star Ocean: The Last Hope, X-Men Origins: Wolverine, Little King’s Story e outros. Complementam a edição uma crítica contemporânea ao clássico Viewtiful Joe, um making of do cult Leisure Suit Larry, uma reportagem sobre os estúdios brasileiros desenvolvendo jogos para Nintendo DS e colunas de especialistas da indústria.

À frente do novo empreendimento estão dois veteranos do segmento editorial brasileiro de games: Fabio Santana, editor de diversas revistas especializadas desde 1995, e Gustavo Petró, que dá continuidade ao primoroso trabalho que vinha desempenhando como editor da revista multiformato GameMaster. À solidez e autoridade da publicação original, soma-se a expertise de uma reconhecida equipe de talentos do jornalismo de games brasileiro.”

Agora, é esperar pela edição 1.

***

Ontem mesmo, rolou mais uma novidade no mercado brasileiro: o GamerView, portal especializado e caprichado, comandado pelo empreendedor Vinícios Duarte. Para saber o que ele pensa, metralhei o cara de perguntas sobre o projeto. Veja a seguir, e, em seguida, apareça lá para visitá-lo:

Gamer.br: Quais são suas pretensões hoje com o GamerView?
Vinícios Duarte: O objetivo principal do site, nesta fase inicial, é consolidar um novo estilo de jornalismo de games com personalidade, diferencial e muito humor. Não é fácil escrever sobre games fazendo uso desta fórmula, muito menos agradar a todos os leitores que pretendemos conquistar. A idéia é criar um vínculo com nosso público, com artigos de assunto rápido e direto ao ponto, sem enrolação.
O jogador brasileiro gosta de coisas ágeis, rápidas e fáceis de ler. A notícia do dia a dia, por exemplo, serão filtradas para o gosto do público brasileiro, pelo que julgamos ser uma leitura interessante. O segundo objetivo, não menos importante, é correr atrás de tudo que rola no mercado brasileiro, dando suporte à produtoras de games nacionais, cobrindo eventos e criando conteúdos exclusivos.

Como você planeja se diferenciar e atrair o leitor, com essa avalanche de blogs rolando, os grandes portais e mais a possibilidade da chegada da versão em português de um grande blog internacional?
A meu ver, há espaço para todos no nosso mercado. Com o GamerView, procuraremos nos diferenciar exatamente pelo conteúdo criado, fazendo uso de nossa fórmula e correndo atrás do que rola em solo brasileiro, especialmente. Há muitos blogs e sites bons no Brasil, mas nem todos conseguem dar uma atenção maior ao que acontece por aqui. A grande maioria se concentra no que acontece lá fora, replicando as principais notícias do dia. Claro que nós acompanharemos também, informando nossos leitores, mas esse não é o nosso foco principal. Em breve o site irá estrear seu podcast, chamado GamerSpeak (de slogan “A voz do Gamer”), e teremos também programas de videocast próprios, entre eles o Antena Gamer, que será produzido em parceria com a Chilli Filmes. Isto ajudará a formar a personalidade do Gamerview, diferenciando-se dos demais sites.

Qual a receita de sobrevivência de um veículo de informação atualmente – no caso, na internet? Leitores fiéis? Anunciantes constantes? Tudo isso junto?
Há muitas formas de se trabalhar com a internet, além da publicidade convencional (banners). Os leitores nos trazem o reconhecimento de “status”, de site bem aceito e acessado. Hoje é mais fácil vender o seu peixe com estatísticas, mostrando ao anunciante o potencial que seu site tem para atingir determinado público e satisfazê-lo na propaganda. O GamerView tem como plano explorar também outras mídias, como o podcast e os programas de videocast (sim, serão mais de um).

O Brasil comporta tantos produtos para o leitor? Há tanta gente interessada assim?

Sim, e sempre há alguém interessado. O desafio é direcionar o produto certo para o seu público. Publicidade de coisas que não tem a ver com o tema games ou tecnologia chama menos atenção, de fato. Mas não significa que não vá vender. Eu, como empresário, pretendo direcionar a publicidade de forma que traga maior resultado para os anunciantes, educando ele sobre os gostos do gamer brasileiro.

O Brasil, enquanto mercado, rende tanta pauta? Pergunto isso porque também faço um produto voltado para o mercado interno, e sofro para conseguir pautas de vez em quando…
Ah, com certeza sim. Procurando bem e no lugar certo, você acha grandes fontes de notícias, especialmente sobre produção de games e na área da educação. Está mais do que na hora do nosso mercado ser verdadeiramente reconhecido. Estaremos por perto para fazer isso acontecer, dando espaço principalmente para as produtoras de games daqui.
A todo momento novos cursos de games vêm surgindo, empresas estão desenvolvendo games interessantes pro mercado nacional e estrangeiro, profissionais em diversas áreas (programação, design, edição de áudio,e etc.) são reconhecidos no exterior, e por aí vai. Sempre haverá pauta.

***

E na semana que vem deve rolar a aguardada estreia de outro portal especializado, o EGW – Entertainment Gameworld.

Sem falar que ainda aguardo mais informações sobre a possível vinda daquele site internacional renomado… mas sobre isso, falarei em breve.

E tome feriado. Esse ano está até um exagero. Semana que vem tem mais.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , ,
28/04/2009 - 19:11

E a nova revista brasileira é…

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E acabou o mistério. Pelo menos um deles.

O Gamer.br revela agora, com exclusividade, qual é o próximo lançamento do mercado editorial brasileiro.

A revista é a britânica Edge e será publicada pela Editora Europa.

Muita gente já havia acertado só na base da investigação. E a informação já rola em fóruns há alguns dias (segredo nunca se mantém secreto por muito tempo). Mas agora é oficial, com as declarações de quem está produzindo a revista.

Conversei com o Gustavo Petró, atual editor da Gamemaster e futuro editor da Edge (ao lado do glorioso Fabio Santana), que respondeu a algumas questões cruciais sobre o projeto. Vamos a elas:

Gamer.br: Quando sai a edição 1 da Edge? De quanto em quanto tempo? E o preço, a quantidade de páginas, o tipo de papel?
Gustavo Petró: A Edge chegará às bancas na segunda quinzena de maio. Será mensal, terá 100 páginas e terá lombada quadrada, por R$ 14,90. A capa terá o mesmo material da revista gringa, que é com um papel um pouco mais “durinho”. O papel interno será o mesmo das outras revistas de games licenciadas pela Editora Europa.


Esta capa ainda é provisória, eles avisam. Clique para ampliar

E a GameMaster, continua com a chegada da Edge?
Não, a GameMaster se tornará Edge. Os assinantes da revista passarão automaticamente a receber Edge a partir de maio. A GameMaster edição 50 (que já está nas bancas) é a última edição da revista com esse nome. A equipe continua na Edge.
E antes de responder a próxima, queria avisar que tem uma promoção de lançamento para assinatura anual da revista, com desconto de 65% na assinatura.

Como é a divisão de conteúdo? Metade traduzido e metade nacional, como é normalmente feito em revistas licenciadas?
Em princípio, majoritariamente o conteúdo é localizado. Temos seções e artigos produzidos no Brasil, a exemplo da matéria que tem chamada nessa primeira capa sobre os estúdios que desenvolvem games para Nintendo DS. A tendência é esse conteúdo feito aqui aumentar no futuro.

Vocês pretendem usar toda equipe da editora Europa na revista?
Assim como as revistas já publicadas pela Editora Europa, que têm seus respectivos responsáveis, todos os membros da redação de games estarão de alguma forma envolvidos em Edge.

Apresente a EDGE pra quem nunca ouviu falar. Por que lança-la agora?
Edge é uma revista de games britãnica publicada desde 1993. É uma das mais conceituadas no mundo. Tem estilo sofisticado e incisivo, com conteúdo direcionado a formadores de opinião: profissionais da indústria e jogadores adultos. Edge tem acesso irrestrito aos estúdios espalhados pelo mundo, trazendo o que há de mais novo em termo de jogos. A negociação do licenciamento estava em tramite há bastante tempo, muito mesmo, que vem agora fortalecer o portfolio de revistas da Editora Europa. O lançamento acontece no momento em que o mercado nacional de jogos amadurece rapidamente, com mais players no varejo e produtoras nacionais desenvolvendo jogos para as plataformas do momento. Isso exigiu uma publicação nova a altura desse novo cenário.

E os leitores da GameMaster, não vão estranhar a diferença?
Os leitores da GameMaster não estranharão a nova revista, uma vez que tanto Edge quanto a GameMaster sempre trataram videogames como algo sério. Edge tem acesso irrestrito às grandes produtoras espalhadas pelo mundo, o que garante matérias exclusivas e com muita qualidade. Não tem como alguém estranhar isso, tem?

***

Agora que eu me adiantei na revelação, comente. E divulgue por aí.

 

Autor: - Categoria(s): Cobertura X06, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
27/04/2009 - 23:51

Quinta (ou Sexta) Super

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Boa noite. Isso são horas de atualizar blog? Pois é, estou aqui ainda.

Sobre essa revista nova – qual será? As novidades oficiais chegam nesta próxima sexta, primeiro de maio. É feriado nacional, então vejamos se consigo adiantar a revelação na quinta. Depende da vontade das partes envolvidas, claro.

Você consegue esperar até lá?

***

Sexta (ou será quinta?) também marca a estreia do EGW, novo portal de games comandado pelo André Forastieri. E guarde bem esta marca, porque ela significará novidade também em outros ambientes editoriais…

***

Assisti a Wolverine hoje. É idêntico à versão que vazou, tirando os efeitos especiais que faltavam. E eu esperando umas surpresinhas… bem, a minha resenha você lê na Rolling Stone de maio, no dia 10 nas bancas. Já o filme estréia também nesta quinta. Esse dia está prometendo…

De qualquer modo, fique até depois dos créditos. A ceninha final dá uma refrescada boa. E indica um outro filme estrelado pelo herói… será?

E confira um pedacinho da conversa que tive com Hugh Jackman em fevereiro passado. A íntegra está na Rolling Stone 31, atualmente nas bancas.

***

E começou a minha correira pressoal para ir para a E3 2009. Quer dizer, não sei se vou ainda, mas é bom me agilizar.  De hoje até o primeiro evento, no dia 1 de junho, contabilizo 34 dias. E até agora, só estou sabendo da coletiva da Microsoft. Nintendo, Sony… até agora nada. Todo ano é a mesma história.

E claro, tem o famigerado credenciamento online, que exige que enviemos provas de nossas relações profissionais e bons antecedentes. Não, dessa vez ninguém pediu exames de sangue ou comprovantes de vacinas. Eu não acharia estranho, nesses tempos de gripe suína…

Mais amanhã.

Autor: - Categoria(s): Cobertura WCG 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , ,
23/04/2009 - 21:29

Novo site, nova revista: botando mais lenha

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Olá, como vai? Que dia longo, não?

Há uma semana, fiz uma pesquisa aqui para saber as expectativas do leitor brasileiro sobre sites e revistas. Se você bem se lembra, eu questionei:

1. Se você pudesse escolher que um site/blog de games estrangeiro ganhasse uma versão brasileira, qual seria?

E 2., se você pudesse escolher que uma revista de games estrangeira ganhasse uma versão brasileira, qual seria?

Ontem, fui contabilizar os votos (algo que deveria ter feito há dias) e me surpreendi com os resultados.

Das 45 citações de sites e blogs, o resultado foi o seguinte (lembre-se que foi você quem votou, e não eu):

Gamespot – 8 citações
IGN.com – 7
Gametrailers – 5
Joystiq – 5
GIantBomb – 4
Kotaku – 3
Famitsu – 2
Destructoid – 2
Gamesradar – 2
Outros – 6

Achei curioso que os três nomes mais citados (com quase 50% dos votos) sejam de grandes e tradicionais portais. Tinha certeza que o leitor deste Gamer.br possui um apreço especial pelos blogs gringos, como Joystiq, Kotaku e Giant Bomb (não esquecendo, claro, que alguns desses blogs possuem grandes corporações por trás – no bom sentido). Mas aqui, no caso, deu o “top of mind”: Gamespot e Ign, ambos  em atividade desde antes da bolha da internet inchar, lá pela metade dos anos 90. Mesmo desgastados, continuam com credibilidade e apreço. Quem diria.

Bem, por enquanto, tudo o que posso dizer é que um desses nomes listados acima com certeza ganhará uma versão brasileira. E será em breve.

Uau. Por essa você não esperava, hein? Mas tem mais.

***

Agora, sobre o meio impresso. Das 36 citações de revistas de games estrangeiras, o resultado foi mais enxuto – e ainda assim, interessante. Veja só:

EDGE – 16 citações
Famitsu – 9
Game Informer – 9
Retro Gamer Magazine – 2

Me surpreendeu menos esse resultado, ainda mais porque a oferta de publicações de peso diminuiu drasticamente nos últimos anos. O fato de a EDGE ter quase o dobro de votos da Game Informer é algo digno de nota – mesmo porque, tenho quase certeza que pouquíssimos tiveram a chance de sequer folhear um exemplar da publicação britânica (ao passo que a GI é mais carne de vaca por aqui). A Famitsu continua sendo objeto de desejo do fã brasileiro, mesmo sofrendo do mesmo problema da EDGE: praticamente não existe disponível por aqui. Ou seja, conhecemos de fama. Não que exista algum problema nisso…

Bem, aqui, é o mesmo caso… só posso dizer que uma das publicações listadas acima também ganhará uma versão brasileira bastante em breve. “Um anúncio oficial deve acontecer a qualquer momento”, me revelou uma fonte segura e próxima ao projeto.

E por hoje eu já disse muito mais do que podia. A merda já foi para o ventilador. Agora é com você.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
22/04/2009 - 20:57

O Bom, O Mau, O Feio

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O advento de Rock Band mudou o mundo como o conhecemos: deu um boost na indústria fonográfica, movimentou rios de dinheiro, mesclou mídias, chamou os holofotes da imprensa para esse negócio muito louco de game musical e atraiu um público musical antes desinteressado em games – assim como um público gamer antes desinteressado em música. Louvável.

Mas não é só. Também têm os outros lados.

O bom (mas nem tanto):

Rock Band dos Beatles, faz sentido; Rock Band Unplugged pro PSP, ok. Agora, Rock Band… de Lego?

Aí é demais. Vou ser obrigado a achar forçado.

***

O mal (e inevitável):

É constrangedor, é provavelmente fake um sketch de comédia, é igual ao que acontece na casa de todo mundo.

A dica foi do Gus Lanzetta, que me mostrou hoje a nova coluna dele (mordaz, eu diria) no futuro portal GamerView (que segundo o dono, o Vinícios, pode estrear a qualquer minuto).

***

O feio (mas engraçado):


O Penny Arcade sempre acerta, até quando erra. A dica foi do Viliegas.

E hoje eles até comentam sobre o Lego Rock Band. Para você ver como o assunto está aí, pairando no ar.

***

Aliás, dei um tempo em Guitar Hero: Metallica. Estou jogando Pure no 360. As dores nas articulações, porém, são idênticas – ou até piores.

Estou enferrujado. Ou velho demais para o rock’n’ roll.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
22/04/2009 - 13:43

Na Correria

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Um pouco de distração enquanto corro contra o tempo aqui.

Como foi de feriado, aliás?

Isso aqui é old e você certamente já viu, mas é tão bom que vale ser revisto.


Assista com fone de ouvido,de preferência

Volto ainda hoje.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
20/04/2009 - 16:08

O Ringo Starr? Não, foi Paul McCartney no correio…

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Estamos na atividade hoje. Descansar para quê?

No final de semana, rolou o festival Coachella lá na Califórnia. Festival de música, fique claro. Mas Paul McCartney, um beatle sobrevivente, fez seu show, e aproveitou para surpreender com o que mostrou no telão:


“Got to Get You Into My Life”… e algo a mais

Sim, foram as primeiras imagens de The Beatles: Rock Band. Pelo jeito, está andando.

***

Quer me entrevistar?

Só eu faço entrevistas aqui no Gamer.br. Mas o site Girls of War quer fazer diferente: as quatro garotas estão convidando seus leitores a enviarem perguntas, que depois serão direcionadas a minha pessoa. Se você tiver algo a me questionar, é a sua chance. Ou se cale para sempre.

E amanhã é feriado, não esqueça. Vá tomar sol.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
17/04/2009 - 20:20

Entrevista da Semana: Keiichi Yano (Lips)

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Sexta antes de feriado não é fácil. Aquela correria, tudo encavalando e nada dando certo.

Estava planejando um artigo legal sobre a relevância (ou não) dos games musicais. Não deu tempo de terminar, é claro. É hora do velho truque de reciclar conteúdos inéditos.

A seguir, publico uma entrevista que fiz recentemente com Keiichi Yano, o criador de Lips, simulador de karaokê para o Xbox 360 lançado há alguns meses. Conversei com ele para incrementar a reportagem publicada na edição de abril da Rolling Stone Brasil, que discute exatamente a dependência que a indústria fonográfica sofre dos Guitar Hero’s e Rock Band’s da vida (aqui tem um gostinho – para ler tudo, só comprando nas bancas. Tem o Kurt Cobain na capa. Garanto que vale a pena).

Conheci Yano durante a E3 do ano passado, quando ele fez uma apresentação de seu game no secretíssimo estande da Microsoft, demonstrando muita empolgação e boas intenções (minha resenha do game, aliás, está na edição 30 da Rolling Stone). Sob o ponto de vista do produtor de jogos, ele dá opiniões contundentes sobre a relação entre as duas indústrias e solta algumas pistas de como essa história irá evoluir nos próximos anos. Seria exagero, conversa para boi dormir? Ou ele sabe mesmo do que está falando? Confira a entrevista e não deixe de comentar no final.

E segunda-feira estou de volta. Feriado? Que feriado?

***

Gamer.br: O conceito de Lips não é exatamente novo, mas deve haver alguns aspectos novos que você gostaria de mencionar aqui. O que, na sua opinião, faz uma noite de Lips ser mais proveitosa do que uma balada em um karaokê?Keiichi Yano: Uma noite de Lips lhe oferece duas coisas sensacionais além de um repertório de 40 músicas incríveis inclusas no disco: um par de microfones sem fio e a possibilidade de cantar músicas de sua coleção pessoal. Os dois microfones inclusos dão a você e a um amigo a liberdade de se mover e dançar à vontade. Também adaptamos sensores de movimentos aos microfones, para criar uma interação diferenciada. Você e seus amigos também podem incluir músicas de suas coleções pessoais e manter a festa rolando até altas horas. Acho que isso tudo faz de Lips um autêntico e fantástico game para festas.

E o repertório do jogo? Quais conceitos você levou em consideração para manter o equilíbrio entre os gêneros e ainda agradar a todos os tipos de jogadores?Um dos principais temas em torno das músicas de Lips é que todas são ótimas para se cantar junto. Sem essa premissa, a lista de canções não teria tanta coesão. A equipe de escolha de músicas gastou noites sem dormir, cantando cada música para ver se elas “soavam bem”. A lista de músicas é uma coisa que vai evoluindo aos poucos. Com a Live Marketplace, estaremos lançando músicas para download semanalmente. Então os sucessos vão continuar surgindo, em todos os gêneros. Além disso, com novas faixas lançadas todas semanas, nós poderemos nos arriscar mais com artistas novatos ou independentes.

Alguns produtores me disseram que, há alguns anos, na época do primeiro Guitar Hero, era bem difícil conseguir a autorização dos artistas para disponibilizar músicas em games musicais. Agora, não é engraçado notar como a situação mudou absurdamente?
Bem, ambas as formas de entretenimento passaram por muitas mudanças nos últimos 20 anos. Hoje, felizmente, convergimos para essa forma maravilhosa de música interativa. Agora estamos em um mundo no qual tentamos encontrar novas maneiras de trabalharmos juntos – lançando novos artistas ou canções através dos games, ou mesmo dando ao jogador a chance de criar música e, quem sabe, ser descoberto por uma gravadora. Então sim, é uma relação bem diferente hoje em dia se comparado com antes, quando tínhamos muito pouco a oferecer à indústria musical.

Quando começou seu interesse em música? O que você acha que a cena musical e a cultura dos games possuem em comum?
Bom, eu curto música desde sempre, e sou um músico desde que consigo me lembrar. Acho que meu interesse em games começou mais ou menos na mesma época que fui forçado a ter aulas de piano quando criança. Dito isso, as aulas com certeza me deram uma base para o que acabou se tornando uma forma de expressão pessoal e também um pequeno escapismo de minha parte. O melhor dos games é exatamente isso. A música está continuamente tentando encontrar novos “sons”, enquanto os games tentam encontrar novas “experiências”. Hardware e software (instrumentos, ou joysticks) estão sempre evoluindo e permitindo novas formas de expressão em ambas as indústrias.

Como você acha que os games musicais vão mudar a maneira como as pessoas se relacionam com a música? Você acha que a transição está mesmo acontecendo – ou seja, as pessoas não estão mais comprando CDs ou ouvindo rádio, mas sim conhecendo novos artistas através dos games?
Olhando por baixo, acho que as pessoas estão redescobrindo a música de diversas formas. Eles estão dando mais atenção aos riffs de guitarra, às letras ou às viradas de bateria, simplesmente porque agora eles “tocam” as músicas. Uma das coisas ótimas dos games é não apenas trazer novos consumidores, mas fazer essas pessoas “reconsumirem” conteúdo repetidas vezes, não importa se elas estão interessadas em determinada música ou não. Mais importante, os jogadores estão consumindo conteúdo de uma maneira ativa, muito mais do que a maneira passiva de consumo proporcionada por filmes e a TV. Então me parece que todas as peças estão aí, prontas para a grande transição, mas ainda há muita gente por aí que não joga games (estamos trabalhando nisso…).

O que podemos esperar do mercado musical daqui pra frente, agora que os videogames são uma parte relevante do negócio?
Recentemente, temos visto várias parcerias acontecendo entre grandes nomes, mas ainda não alcançamos o próximo passo do relacionamento. Eu espero que o licenciamento de todos os tipos de conteúdo se torne algo mais fácil para todo mundo. Eu acho que isso ajudará muito a colocar cada vez mais pessoas interessadas no que os games podem oferecer. E claro, quanto mais pessoas estiverem jogando, mais pessoas irão consumir música por essa mídia, e o sistema como um todo ganha impulso. Fora isso, eu acredito que logo veremos novos discos sendo oferecidos somente em games, ou mesmo shows de rock totalmente interativos.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , , ,
16/04/2009 - 12:54

(Quase) Tudo sobre The Beatles: Rock Band

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A Harmonix divulgou o conteúdo da edição limitada (e caríssima) de The Beatles: Rock Band. Sabe, aquele game que irá revolucionar a indústria musical e do entretenimento digital como a conhecemos, que sai em 9 do 9 do 9.

O jogo The Beatles: Rock Band (dã)

– Joystick Baixo Höfner: réplica do baixo usado por Paul McCartney (E a guitarra? Não vem com guitarra? Essa é nova)

– Bateria igual à de Rock Band 2, da marca Ludwig (a mesma que o Ringo usou), com acabamento perolado e pedal de bumbo “vintage” baseado no original

– Microfone

– Pedestal de microfone

– Conteúdo especial adicional (o que é isso, alguém imagina?)

Precinhos por todo esse pacote (nada camaradas):

US$ 249.99 nos Estados Unidos
£179.00
na Inglaterra
€199.00
no restante da Europa
Muito caro
no Brasil

E olha que bacana a embalagem da edição especial (a do PS3 – as de Wii e 360 são idênticas):


É melhor correr mesmo, beatle

E consumidores norte-americanos e europeus que fizerem a encomenda do game terão acesso a um certo “pre-order club”, que dá direito a notícias em primeira mão e material exclusivo, como cenas dos bastidores da produção e outros regalos. Informações sobre a pré-venda (que começa em maio) já estão aqui, no site oficial. Quer dizer, por enquanto não tem nada, mas logo há de ter.

E outra coisa que eles já deixam claro: o game será compatível com todos os instrumentos da franquia Rock Band, assim como os dos games Guitar Hero e outros acessórios fabricados por empresas third-party.

Tem mais algo que você queira saber? Aliás, falta tudo: repertório, modos de jogo, conteúdo para download etc e etc.

Ou só eu estou interessado nisso? Acho que não…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
15/04/2009 - 17:05

Atiçando a curiosidade

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E aí, como vai? Dia bonito, né? Do jeito que eu gosto.

Hora de apimentar sua curiosidade… com uma pequena pesquisa. Duas perguntas para você:

1. Se você pudesse escolher que um site/blog de games estrangeiro ganhasse uma versão brasileira, qual seria? 

E 2., se você pudesse escolher que uma revista de games estrangeira ganhasse uma versão brasileira, qual seria?

Sei lá, estou só perguntando. Por enquanto, não estou sabendo de nada…

Ou será que estou?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
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