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Arquivo de janeiro, 2009

30/01/2009 - 18:44

Me disseram…

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Alô? Tem alguém aí?

É, amigos. A vida é bem dura. É claro que você não tem nada a ver com isso, mas… é o blog quem sofre. Mas agora, voltaremos à programação normal. Vou aproveitar pra fofocar, que ganho mais. Afinal, é isso que rende papo e cliques.

O resultado da votação Melhores de 2008 será publicada toda junta, na próxima semana. Não vou prometer a data, porque como você deve imaginar dá trabalho reunir todos os votos, caçar imagens, escrever sobre cada tema… então, quando der, estará aqui. Será quando você menos esperar, isso eu garanto. O resto, não posso garantir.

E vamos às fofocas. Para variar, não cito fontes, nem envolvidos. Deixo para você imaginar o resto…

***

Lembra do Kevin Baqai, cabeça do projeto Proximo Games? Então, ele estará de passagem pelo Brasil nos próximos dias, para uma turnê de business pelos principais estados. Ao que parece, o negócio está mesmo indo em frente (se não se lembra do que se trata, clique aqui).

***

Outro que visitará o Brasil nos próximos dias é o CEO de uma empresa internacional muito atuante no mercado brasileiro de games. O objetivo da visita? Business, claro. Mas deve ter algo mais…

***

A Samsung, organizadora do World Cyber Games, está com planos ambiciosos para a final nacional deste ano: fiquei sabendo que o braço nacional da empresa coreana está em contato com as publishers de alguns dos games utilizados no torneio para possíveis parcerias (o que, exatamente, não consegui apurar).

Mas o que está rondando os ares é a possibilidade do Brasil sediar o WCG Pan-Americano, que é uma espécie de prévia regional do WCG mundial. No ano passado, o torneio rolou no México. Este ano, há um falatório de que pode rolar aqui, em São Paulo. Quem sabe? Já é um passo para começar a pensar em final mundial em solo brasileiro em um futuro próximo. 

***

A Latamel, representante da Nintendo no Brasil, tem planos de marketing diferentes para 2009 – traduzindo: propaganda. Fiquei sabendo que eles tem planos de publicar anúncios dos produtos Nintendo fora do mercado convencional, ou seja, não necessariamente em revistas especializadas. É esperar para ver se acontece mesmo. Aliás, tem gente ansiosa esperando.

***

E tem um conhecido jornalista especializado que vai ser pai…

E há outro(s) que só querem saber de mudar de ares… mas será que o mercado tem vagas sobrando?

***

E vamos embora, que a chuva parou. Bom fim de semana.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , , , , , ,
21/01/2009 - 23:56

Melhores de 2008 – Os Fatos

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E continuo a listar com os Melhores de 2008 Gamer.br. A próxima categoria da escolha da imprensa especializada brasileira é… 

Os Melhores Fatos de 2008 no Brasil

O critério você conhece: o que aconteceu de melhor no mercado de games brasileiro no ano que passou? Cada eleitor escolheu de um a três fatos/coisas, sem uma ordem de preferência. Somei todas as citações dos 55 eleitores, e pronto. O resultado é este a seguir. Sem grandes segredos nem truques de matemática.
 

1. Abertura de um estúdio da Ubisoft em São Paulo – 29 citações
A imprensa ficou realmente empolgada com a notícia: a Ubisoft, uma das principais produtoras de games do planeta, resolveu abrir um estúdio de criação em São Paulo. E os resultados da empreitada, que contratou muita gente e deixou o mercado todo ouriçado, devem começar a aparecer já em 2009.
 
 

 

 

 2. Zeebo, o novo console da Tectoy – 28 citações
A Tectoy fez segredo o quanto pôde, mas enfim revelou: está produzindo um console de videogame próprio, visando as classes menos favorecidas e apostando no download de games direto na máquina. Se vai dar certo ou não, ninguém sabe. Mas que a proposta é ousada, ninguém pode negar.  

 

3. Playstation 2 no Brasil/Sony de olho em nosso mercado – 21 citações
Aqui, as votações se dividiram, mas significam a mesma coisa: a Sony resolveu enfim abrir seus olhos para o mercado brasileiro. E para isso, anunciou que vai começar a fabricar o PlayStation 2 em Manaus. Não há quem não prefira o PlayStation 3, mas fazer o quê? Já é alguma coisa e tem mais é que ser comemorado.

 

4. Lançamento de Taikodom – 6 citações
Enfim, saiu: o projeto da produtora catarinense Hoplon deixou de ser mera promessa de gerente de marketing para se tornar um game real, que pode ser jogado, curtido e abusado no mundo online. A crítica não jogou, mas aplaudiu a iniciativa. E que o exemplo sirva para outras desenvolvedoras com projetos em construção: acreditando, dá. Mesmo que leve anos e custe caminhões de grana.
 
   
 5. Chegada de novas redes ao Brasil – 3 citações
O pessoal reclama da crise, da falta de dinheiro geral, mas não deixa de comemorar a abertura de novos pontos de venda – no caso, da rede mexicana Gamers. A chegada da rede Proximo Games deve também dar uma aquecida no mercado em 2009. Se os preços baixarem, melhor ainda: essas lojas ficariam mais cheias. A receita até parece simples.
 

6. Redução do preço do Xbox 360 nacional – 2 citações
Curiosamente, houve quem escolhesse a queda do preço do 360 como um fato positivo de 2008. E houve muito mais gente que escolheu o aumento do preço do 360 como fato negativo de 2008. Bizarro? 
 

7. Brasil na rede PSN – 2 citações
Nosso país já existe para a rede online do PlayStation 3. Pelo menos na teoria, estamos lá. Indício de que o PS3 será lançado no Brasil? Primeiro, a Sony precisa lançar o PS2… e essa é uma outra história.
 
 8. Mais livros sobre games publicados – 2 citações
Gamer também lê, principalmente quando o assunto é… game. Algumas editoras (como a Europa e sua Gaming Books Division) sacaram e começaram a investir em publicações mais caprichadas para um público selecionado. A tendência bem que poderia continuar em 2009.  

Menções honrosas (citações que merecem publicação):
“Ressurreição da PlayTV.”
“Ver cada vez mais PSP no metrô vale?”
“Playstation 3 barato no Extra?”
“O crescimento dos serviços de venda por download.”
“Lançamento das versões especiais de Gears of War 2”
“O dólar baixo ate setembro.”
“Preço dos games para PC, que estão supercompetitivos.”
“Surgimento e consolidação de muitos blogs de games.”
“Locadoras online, mais opções de varejo especializado.”
“Jogo brasileiro de XNA na Xbox Live.”

E amanhã, os piores momentos de 2008 e a grande decepção. Até lá.
 

 

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
20/01/2009 - 16:28

Ubisoft adquire produtora gaúcha

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Eu primeiro reproduzo o release que acabei de receber, e deixo para você a tarefa de comentar:

Ubisoft compra a Southlogic Studios

Hoje a Ubisoft anunciou a aquisição da Southlogic Studios ®, estúdio independente de desenvolvimento de jogos com mais tempo de experiência no Brasil.


Fundada em 1996 em Porto Alegre, a equipe de 20 desenvolvedores da Southlogic criou títulos para PC, portáteis e consoles, assim como outsourcing para produção de arte digital. O estúdio realizou projetos para várias empresas européias, japonesas e americanas e, mais recentemente, desenvolveu ® Imagine: Wedding Designer Nintendo DS ™ para Ubisoft.


“Sendo o primeiro e mais experiente estúdio de desenvolvimento do Brasil, a Southlogic provou sua agilidade na adaptação a novas tecnologias e gêneros em várias plataformas”, declarou Christine Burgess-Quémard, Diretora Mundial dos estúdios da Ubisoft. “Esta aquisição reforça o nosso compromisso de atrair talentos na América do Sul e no Brasil em particular, dando mais impulso aos planos de expansão do grupo nessa região.”

O estúdio será integrado à Ubisoft São Paulo, reportando-se a Bertrand Chaverot, Diretor do estúdio brasileiro da Ubisoft. A Southlogic manterá sede em Porto Alegre, funcionando como um escritório satélite.


Ficamos muito satisfeitos ao colaborar com a Ubisoft em sua linha de jogos Imagine.” declarou Christian Lykawka fundador da Southlogic. “Toda a equipe da Southlogic está animada com o potencial de crescimento ao integrar o grupo Ubisoft e com a possibilidade que nossas criações alcancem jogadores no mundo inteiro.”

***

Eu, em princípio, sempre fico com o pé atrás com esses tipos de aquisições de pequenos por grandes. Mas, no caso, em se tratando da Ubisoft e da Southlogic – desconhecida aqui dentro, mas famosa  lá fora pela série de games de caça Deer Hunter – me parece fazer todo o sentido do mundo. É  algo bom para ambas as partes, além de ser uma forma de valorização do produto nacional. Tenho até curiosidade em saber qual o valor do negócio, mas tenho certeza de que foi algo lucrativo para os nossos amigos de Porto Alegre. As consequências do negócio, boas ou ruins, só virão mais tarde, em um futuro distante. Deixemos a notícia falar por si mesma por enquanto.

***

Sim, estou devendo o restante das listas do Melhores de 2008 Gamer.br. Você aguenta esperar mais um pouco? A semana não está das melhores. Mas a gente chega lá!

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
13/01/2009 - 11:01

Wii Dói

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Rá, como se a gente não soubesse disso há tempos:

Uso incorreto de Wii pode causar lesão 
“Danos provocados pela postura incorreta ou por longos períodos de jogo podem surgir nos ombros, cotovelos, punhos e joelhos”
(Deu na Folha de hoje, com direito a infográfico e declaração escorregadia da Latamel).

Não dou um minuto para pipocarem lá fora os processos de perdas e danos sobre a Nintendo. Se é que já não está acontecendo… mas há quem discorde da culpa da Big N.

Não que Guitar Heroes, Rock Bands, DDRs e afins sejam inocentes e não nos machuquem a médio prazo. Mas, enfim, viver é perigoso e, às vezes, dói mesmo.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
12/01/2009 - 15:43

Os Melhores Games de 2008 – Escolha da Crítica

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Demorou, mas chegou (achou que iria falhar?). Cá está a lista dos Melhores de 2008 Gamer.br.

2009 já começou faz tempo, mas o que vale é sempre a intenção. Tenho mais uma vez o orgulho de apresentar agora a maior votação do mercado de games brasileiro – desta vez, ainda maior do que em 2007 e 2006. Um recorde: no total, foram 55 eleitores (no ano passado foram “apenas” 39), de veículos de todo o país, seja do meio impresso (revistas, especializadas ou não, jornais), internet (portais, blogs) e televisão, além de membros de produtoras de jogos e entidades especializadas. Com a colaboração desses amigos e colegas, foi possível traçar um panorama preciso das opiniões da imprensa brasileira. Abaixo, apresento os nomes dos 55 eleitores, em ordem alfabética, e veículo que representam (sim, o mercado está crescendo a olhos vistos. Sai, crise!):

Akira Suzuki (UOL Jogos)
Alberto Alerigi
(Reuters)
Andre Faure (C.E.S.A.R.)
Allan André (Digerati Games)
Alexei Barros (EGM/NW)
Bruna Torres (Girls of Wars)
Bruno Abreu (OuterSpace)

Carlos Eduardo Freitas (Revista da Semana)

Clarice dos Santos (Girls of Wars)
Cláudio Batistuzzo (Games Brasil)
Cláudio Prandoni (Hadouken)
Daniel Galera (Jogatina)
Daniel Nieuwenhuizen (Recreio)
Diego Guichard (Zero Hora)
Douglas Pereira (Blogeek)
Douglas Vieira (Digerati Games)
Eduardo Trivella (NGamer)
Fabio Bracht (Continue)

Fabio Santana (Ed. Europa)
Fernando Mazza (UOL Jogos)
Fernando Mucioli (GameTV)
Flávia Gasi (MTV Blog)
Gilsomar Livramento (Ed.
Europa)
Gustavo Hitzchky (Ed.
Europa)
Gustavo Petró (Gamemaster)
Gustavo Lanzetta (Digerati Games/ex-Audiogame)

Henrique Minatogawa (Digerati Games)
Henrique Sampaio (Terra Games)
Homero Letonai (Ed. Escala)
Jocelyn Auricchio (O Estado de São Paulo)
Juliano Barreto (INFO Exame)
Leandro “Sombra” Rodrigues (Ed. Europa)

Leo de Biase
(ex-Cyber Lan)
Leopoldo Godoy (G1)
Lucas Patrício (EGM Brasil/NW)
Marcel R. Goto (DigiArts/EGM)
Nelson Alves Jr. (Revista do Xbox 360)

Odir Brandão (EGM Brasil/NW)
Orlando Ortiz (Nintendo World)
Pablo Miyazawa (Rolling Stone/Gamer.br)

Pablo Raphael (HardGamer)
Pedro Batalha (ex-Audiogame)
Rafael Arbulu (EGM Brasil)
Rodolfo Braz (Herói)
Renata Honorato (Arena Turbo)
Renato Bueno (G1)
Renato Viliegas (ex-Play TV/GMR)
Ricardo Farah (EGM Brasil)
Rodrigo Guerra (GameTV)
Rodrigo Salem (SET)
Romulo Máthei (GameTV)
Ronaldo Testa (Vírgula/HardGamer)
Théo Azevedo (UOL Jogos/Folha de S. Paulo)
Thiago Borbolla (Judão)
Wanderley Scarpignato (Banana Games)

***

E a primeira categoria é:

Os Melhores Games de 2008

Assim como no ano passado (e no ano anterior), funcionou assim: cada eleitor escolheu os jogos que quis e os colocou em ordem de preferência. O critério: o jogo tinha que ter saído em 2008. O primeiro levou 5 pontos, o segundo 3, o terceiro 1. A partir disso, fui somando pontos e cheguei ao resultado a seguir.

Relembro mais uma vez que a porcentagem apresentada ao lado de cada jogo refere-se a uma continha burra que elaborei: quantidade de pontos obtidos dividida pela quantidade de pontos máxima (por exemplo, X pontos obtidos dividido por 275, que é o máximo que poderia ser alcançado – 55 eleitores vezes 5 pontos). É claro que, com uma conta dessas, a soma das porcentagens jamais dará 100%, mas deixemos as formalidades de lado… alguém aí se importa com isso? Reclamações, ali embaixo.

E aqui estão os 10 melhores games de 2008 segundo a imprensa especializada brasileira:

 

1. Metal Gear Solid 4 – PlayStation 3/Konami – 29 citações – 47,6% dos votos

Confesso que fiquei surpreso com o primeiro lugar da escolha dos jornalistas, mas não muito: o desfecho da saga de Solid Snake emocionou, consumiu tempo e fez história em 2008. Hideo Kojima, merecidamente, se consagrou como o designer mais valioso da atualidade (corre atrás, Miyamoto!). E de quebra, o jogo transformou o status do PS3: de “console mais decepcionante da atual geração”, se tornou a máquina mais desejada do momento. E ainda é um tocador de Blu-ray dos bons.

2. Grand Theft Auto IV – PS3, X360, PC/Rockstar – 28 citações – 44,3%

Eu seria capaz de jurar que a crítica colocaria a saga de Niko Belic lá em cima na lista, mas a tradição (e o bigode mais avantajado) de Snake levaram a melhor. Assim mesmo, não houve quem não gastasse horas preciosas tentando salvar a vida do anti-herói em Liberty City. Estar disponível para dois consoles (e também no PC) ajudou em muito na popularidade de mais esse tiro certo da Rockstar. Também foi o único game além de MGS4 a ser citado por mais da metade dos eleitores.

3. Gears of War 2 – Xbox 360/Microsoft – 20 citações – 29,1%

Para uma franquia relativamente recente (o primeiro é de 2005), até que Gears of War conquistou rápido os corações dos gamers hardcore sedentos por uma experiência intensa. Violência extrema, monstros horríveis, ação frenética, multiplayer viciante e gráficos estonteantes: a combinação é irresistível, e até quem não curte jogos sangrentos fica impressionado ao ver o game rodando em alta definição. E quem não tem o Xbox 360 ainda fica morrendo de inveja – com razão.

4. LittleBigPlanet – PlayStation 3/Sony – 10 citações – 16%

Enfim, uma franquia realmente nova. LittleBigPlanet chocou na última E3 por sua premissa singela: crie, invente, faça diferente. E tudo fica mais saboroso se o host for um personagem simpático, carismático e sem mal no coração (alguém aí não foi com a cara do SackBoy? Duvido muito). Deve render continuações nos próximos anos e se tornar exemplo a ser seguido por produtoras em crise criativa. Enfim, uma inegável bola dentro da Sony. Alguém ainda duvida do potencial do PS3?

5. Fallout 3 – PS3, X360, PC/Bethesda – 8 citações – 13,1%

Para quem quiser saber, foi a minha escolha, e a de mais alguns eleitores “do contra”. Fallout náo é nada novo, muito menos apresenta muitas revoluções no gênero e na jogabilidade. Quem se importa comisso? O enredo delicioso, a estética irretocável e as infinitas opções de desfecho só tornam a experiência ainda mais obrigatória e divertida para quem gosta de imersão e interatividade. Um jogo para durar o ano todo, e assim mesmo, sem enjoar. E que venha o 4.

 

6. Left 4 Dead – PC/Valve – 7 citações – 8%

Os jogadores de PC tiveram que deixar as sagas de estratégia e os MMOs de lado para curtir a mais nova obra-prima da Valve (a casa de Half-Life, já ouviu falar? Então). Quem jogou, garante que valeu muito a pena. O estilo de jogo de Left 4 Dead também não é nada novo, mas já era consagrado: sobreviver a um mata-mata cruel em um labirinto cheio de armas e pontos-cegos. Quem nunca brincou disso ema lan house? Só faltava mesmo incluir zumbis famintos para o prato ficar mais apetitoso.

 

7. Dead Space – PS3, X360/EA – 5 citações – 6,5%

Outra franquia novinha em folha, Dead Space também fez bonito na E3 e deixou no ar uma boa expectativa. Diferente de outros títulos que causaram uma boa impressão no evento em Los Angeles, este fez sua parte com sangue e louvor. Além de trazer novo ânimo (e ambientação) a um gênero um tanto maltratado nos últimos anos – o survival horror, esse velho conhecido -, o game ajudou a compensar a fome de escatologia dos fãs órfãos de um Resident Evil em 2008. E deu certo.

 

8. Super Smash Bros. Brawl – Wii/Nintendo – 5 citações – 6,5%

Após um ano absoluto e elegendo o melhor game (Super Mario Galaxy, quem não lembra?), o Wii não rendeu o esperado em 2008. E mesmo seus usuários concordam: o game mais lembrado para o console da Nintendo não passa de um a releitura de uma velha franquia idolatrada desde os tempos de GameCube por fãs e simpatizantes. Era só melhorar o visual, incluir uns personagens novos, e pronto: topo das vendas. E assim a Nintendo vai mantendo o seu reinado.

 

9. Braid – Xbox 360/Jonathan Blow – 3 citações – 4,4%

Foi, sem dúvida alguma, a grande surpresa de 2008 – e duvido muito que alguém botasse fé nesse jogo antes de seu lançamento na rede Xbox Live Arcade. Com uma premissa simples e originalíssima, jogabilidade old school, visual simpático e altamente viciante, Braid fez valer o chavão de que “menos é mais” e mostrou que baixar games pela internet, essa atividade tão moderna e em voga, já é imbatível em se tratando do fator custo-benefício. O futuro é isso mesmo, ou algo próximo a isso.

 

10. Mirror’s Edge – PS3, X360/Electronic Arts – 3 citações – 4,4%

A expectativa era enorme, mas nem todo mundo ficou feliz com a ousada proposta da DICE para um game de ação em primeira pessoa sem armas e com cérebro, estrelado por Faith, um dos mais belos exemplares virtuais do sexo feminino a colocar as manguinhas de fora em um videogame (se cuida, Lara Croft). Mesmo com tanta controvérsia, houve quem se divertisse e citasse Mirror’s Edge como um dos três melhores do ano. E eu lá sou alguém para questionar esse povo?

 

***

E não poderia faltar as…

Menções honrosas (games também citados por dois eleitores ou mais):

11. World Of Warcraft: Wrath of the Lich King (PC)

12. Bioshock (PS3)

13. Spore (PC)

14. Fable 2 (Xbox 360)

15. Mario Kart Wii (Wii)

16. FIFA 09 (Multiplataforma)

17. World of Goo (Wii/PC)

18. Resistance (PS3)

19. Burnout Paradise (Multiplataforma)

20. Rock Band 2 ((Multiplataforma)

21. Professor Layton and the Curious Village (Nintendo DS)

22. Castlevania: Order of Ecclesia (Nintendo DS)

23. Guitar Hero World Tour (Multiplataforma)

***

Concordou? Discordou? Deixe seus comentários abaixo. E nos próximos dias, os resultados das outras categorias – Melhores e Piores Momentos de 2008 e Decepção de 2008. Até lá!

Autor: - Categoria(s): Melhores de 2008, Tudo ao mesmo tempo Tags:
11/01/2009 - 20:25

Ressaca de início de ano

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A “coletiva” da Activision em São Paulo, quem foi, comprovou, não teve anúncios concreto ou grandes surpresas: John Dillulo, Diretor de Marketing para a América Latina, limitou-se a comentar fatos do mercado nacional e prometer maior participação em pontos de venda e uma atuação mais efetiva no varejo. Se alguém esperava o anúncio de um estúdio ou mesmo um escritório físico em solo nacional, se decepcionou. As perguntas mais cabeludas acabaram não respondidas, e as dúvidas que haviam antes da coletiva permaneceram no ar. Eu não esperava nada muito diferente, mas enfim…

A presença de jornalistas especializados, pelo menos, foi acima da expectativa (a assessoria de imprensa comemorou a presença de 25 profissionais no evento, em plena sexta-feira, no horário do rush). Prova que nossa classe continua adorando uma oportunidade para apreciar uma boa dose gratuita de pão de queijo e suco de manga…

Não que haja algum problema nisso… Afinal, quem não gosta de pão de queijo?

***

Ainda não caiu a ficha sobre o fim da EGM nos Estados Unidos?

Para mim, ainda não havia caído, até ler o melancólico post de James “Milkman” Mielke em seu blog no 1Up. O ex-editor-chefe da revista – que completaria 20 anos, veja só a ironia, em março próximo! – descreve as últimas horas de trabalho de sua equipe, com direito a fotos dos funcionários demitidos empacotando caixas e confraternizando. Triste e de chorar. É preciso comemorar que esse tipo de coisa não costuma acontecer com freqüência no mercado brasileiro. Ainda. Tenha fé.

No texto, Milkman faz questão de dar sua versão para o destino da EGM. Segundo ele, o problema jamais foi a queda na vendagem da revista, embora não seja segredo que uma publicação em papel é um luxo destinado à extinção. Ele afirma que os números continuavam altos – mais de 500 mil assinantes e uma tiragem de 100 mil exemplares em bancas e pontos de vendas – e os anúncios, apesar de mais escassos, existiam. O problema maior, ele afirma, é o alto custo de manter uma revista que precisa ser distribuída em um território de proporções continentais quanto os Estados Unidos, um país onde tudo é caro e dispendioso e ninguém gosta de sair perdendo. Ele cita o sucesso da revista britânica EDGE, que, na opinião dele, só continua a ser possível porque ela é produzida e primariamente distribuída em um território bastante reduzido – a Grã-Bretanha.

“…publishing a magazine that isn’t subsidized by anything other than newsstand sales and subscriptions is heavily reliant on ads in order to break even or make a profit. Kids who say “there’s too many ads” obviously don’t understand the logistics of publishing a mag in North America. You can get away with it on a fine magazine like EDGE, with its high-quality paper and cover stock, because 80% of your circulation lives within XX-miles of each other (the size of England, basically) and is more of an industry mag. When you have to distribute your mag to newsstands across the country, Walgreens, game shops, airports, supermarkets, magazine sellers, etc., it’s an incredible cost that goes beyond merely printing the magazine.”

Milkman aproveitou para alfinetar as três grandes publishers que gostam de alardear seus absurdos números de venda, dizendo que, na verdade, a situação no mercado não está tão boa quanto eles querem fazer que pareça. E que o que aconteceu com a EGM deve ser o destino, em breve, de várias outras publicações:

“Ads indicate a healthy mag, and the industry as a whole is not very healthy at the moment, despite all of the PR spam Microsoft, Sony and Nintendo send out saying how awesome sales are. It may be for them, but with the majority of gamers getting their information online nowadays, it’s only a matter of time before what happened to EGM happens to everyone.”

Por fim, ele conclui que o fim da EGM aconteceu porque a Ziff Davis vendeu seus negócios relacionados aos games para o grupo UGO, que não está minimamente interessado em ter uma revista, e sim, apenas um site (o 1UP).

“Despite what the internet might tell you, EGM’s circulation was holding steady in the 550-650 thousand range, with around 550,000 paid subscriptions and 100K issues printed to distribute on newsstands. That’s a lot of genuine, desired reach. There was no decline. EGM going away was simply a matter of UGO wanting a website, not a magazine, and the Ziff Davis corporation unwilling to remain in the costly print business. Simple as that.”

E assim, de maneira melancólica, a mais famosa publicação de games do planeta encerra suas atividades. Sobrou até uma edição pronta, que nem chegou a ir para a gráfica, e será publicada em pílulas no 1Up. E se esperasse até março para apagar a luz, a Ziff poderia comemorar os inalcançáveis vinte anos da existência de EGM, fechando a tampa em grande estilo. Não deu tempo, o que só torna o desfecho ainda mais deprimente. Talvez por ter trabalhado na revista durante anos e conhecido ao vivo grande parte da equipe, a notícia me atingiu de uma maneira diferente. É difícil não ficar chateado quando algo brusco assim acontece.

***

A edição brasileira da EGM, no meio disso tudo, permanece existindo como se nada tivesse acontecido, segundo me acrescentou ao vivo o André Forastieri, diretor editorial da Tambor, em um papo de bar no fim da sexta-feira. Por enquanto (e talvez porque o pessoal da Ziff ainda esteja sentindo a ressaca), não existe nenhuma ordem de fora que impeça a revista de ser publicada no Brasil. Se por um acaso houver, a editora já tem planos e cartas na manga para continuar a tocar o negócio em frente. Pelo menos por enquanto, tudo indica, ainda vale a pena lançar revistas de games em papel no Brasil. Anunciante existe, leitor também. A crise mundial nos ronda, mas ainda não nos machuca tanto. Em meio a notícias tristes, é para ser comemorado.

***

Deu trabalho compilar os votos, mas aqui está: a partir desta semana, todos os dias, o resultado da eleição dos Melhores de 2008 do Gamer.br – a partir de amanhã, e isso é uma promessa.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
08/01/2009 - 14:52

A Activision no Brasil – ou quase isso

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Daqui uns 10 minutos, acontece em um hotel chique da Marginal Pinheiros um encontro especial: John Dillulo, Diretor de Activision para América Latina, está em São Paulo, e quer conversar com a imprensa.

Seria a hora de algum anúncio especial? Algo como um estúdio da Activision em território brasileiro? Ou pelo menos a divulgação de uma carta de boas intenções? Ou é só papo furado com direito a boca livre? Não saberei a resposta, porque não conseguirei ir (estou preso na redação). Mas assim que eu souber o que é, conto por aqui. 

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
07/01/2009 - 14:48

EGM no Brasil: como fica

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A respeito da situação futura da revista EGM Brasil (vide post anterior), André Forastieri, diretor editorial da Tambor Digital, me enviou a seguinte declaração oficial:

“A EGM Brasil é a revista multiplataforma mais vendida do Brasil e líder absoluta em receita de publicidade. Batemos recordes de páginas de publicidade em 2008, o que nos possibilitou aumentar o número de páginas
editoriais – nenhuma concorrente tem mais páginas de conteúdo que a EGM. E a demanda foi tanta, que publicamos 14 edições em 2008, em vez de 12. Faremos o mesmo em 2009.

O conteúdo da EGM Brasil é 85% produzido no Brasil. A maioria esmagadora das matérias de capa, inclusive, são produzidas aqui. Desde o início, nossa revista teve a proposta de elevar o nível do jornalismo de games no país, tratando os jogos com seriedade e com foco no público adulto. Foi assim que a EGM e se tornou uma referência e a melhor escola de bons profissionais da área.

A próxima EGM Brasil chega às bancas de São Paulo e Rio no dia 9 de janeiro, e no restante do país no dia 12. Neste momento trabalhamos na edição de fevereiro, com lançamento confirmado para os dias 10 e 13 de
fevereiro.”

Mais esclarecimentos devem ser divulgados pela Tambor em breve.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
07/01/2009 - 12:23

Fim de uma era

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A revista EGM foi cancelada nos Estados Unidos.

A notícia não surpreendeu quem acompanhava a situação recente da editora Ziff Davis – nos últimos tempos, o grupo norte-americano havia cancelado diversas de suas publicações em papel, inclusive a PC Magazine (que aqui ainda é publicada pela Tambor Digital, capitaneada pelo André Forastieri). De qualquer maneira, é de se lamentar, visto que é o fim da principal referência do jornalismo impresso nessa área.

A Ziff vendeu seu portal 1UP para o grupo UGO Entertainment. E anunciou que irá descontinuar a revista, devido à significativa redução de anunciantes e leitores nos últimos anos (leia o statement abaixo, escrito pelo CEO da empresa, James Young):

“…With this transaction happening, we have also made the decision to discontinue publication of EGM. The January 2009 issue will be the final issue of the publication. With demand for print continuing to decline amongst both advertisers and readers and the content being produced by 1UP no longer available for use in the publication, it simply did not make sense for us to move forward with this business any longer.”

Ou seja, a edição de janeiro é a última da história, após mais de duas décadas de existência (a edição brasileira existe desde março de 2002). E para piorar a situação, o “passaralho” passou rasgando por aquelas bandas: divulga-se, na miúda, que mais de 30 funcionários já foram mandados embora, inclusive o atual editor-chefe da EGM, James “Milkman” Mielke.

O que todo mundo deve estar querendo saber, pelo menos no Brasil, é: o que acontece, nessa situação, com a versão nacional da EGM? A Tambor ainda não se pronunciou oficialmente sobre o fato, o que deve fazer em breve. As perspectivas, porém, não são das melhores, visto que o cancelamento da marca lá fora tornaria inviável a continuidade do título por aqui. É torcer para que as conseqüências não sejam assim tão profundas, tanto para o mercado quanto para os leitores.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
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