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Arquivo de outubro, 2008

31/10/2008 - 19:19

Antes de voar…

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E o correio funcionou bem ontem:


Encomendas internacionais sempre são bem-vindas

O livro, vou conseguir dar conta logo. Já o Fallout 3 terá que esperar: viajo neste domingo. Embarco para Köln, Alemanha, para a cobertura da final do World Cyber Games, as já consagradas “olímpiadas dos games”. A cobertura de mais este evento, você confere aqui no Gamer.br, durante toda a semana que vem. Visite, que eu garanto.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
30/10/2008 - 12:25

Beatles!

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Vou em tópicos, porque a emoção é muita:

Harmonix e Apple Corps. juntas, para criar um game musical dos Beatles.

Que não é Rock Band, mas é algo do gênero.

Que sai no ano que vem, lá pro fim do ano.

Que passará por todo catálogo dos Beatles, the Please, Please Me a Abbey Road, levando em conta as gravações lançadas na Grã-Bretanha.

E tem esse release, que não vou me dar ao trabalho de traduzir – mas que tem frases boas de todos os Beatles vivos, ou seus representantes:

“The project is a fun idea which broadens the appeal of The Beatles and their music. I like people having the opportunity to get to know the music from the inside out,” Sir Paul McCartney said.

“It gives me great pleasure to be part of The Beatles / Apple and Harmonix / Rock Band partnership,” said Ringo Starr. “The Beatles continue to evolve with the passing of time and how wonderful that The Beatles’ legacy will find its natural progression into the 21st century through the computerized world we live in. Let the games commence.”

“It’s cool. I love it and hope it will keep inspiring and encouraging the young generation for many decades,” said Yoko Ono Lennon.

“People are having so much fun playing Rock Band. Combined with The Beatles tracks, it is a great way to either listen or participate,” said Olivia Harrison. “If you like the music, it doesn’t take much persuasion to get you to play.”

Todos os Beatles estão envolvidos na brincadeira. E adorando a idéia de se envolver com algo tão moderno.

E é exclusividade – ou seja, nada de Beatles em Guitar Hero.

Não tem nome ainda, nem plataforma definida. Ou melhor, eles não irão dizer por enquanto.

E não se chama Rock Band Beatles, porque será “muito mais que isso”.

Leia a transmissão aqui comigo e chore.

E sim, veja bem, isto é uma revolução. Talvez uma daquelas sobre a qual John Lennon cantava tão bem. Vejamos onde vai chegar.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
29/10/2008 - 15:59

TV na TV

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E rolou nesta segunda passada o festão de lançamento de Taikodom, o MMO criado pelos catarinenses da Hoplon Infotainment (boa essa palavra, “infotenimento”). O clima era ótimo, e estava (quase) todo mundo lá. Jornalistas (esses sempre aparecem quando a boca é livre), executivos de outras empresas, assessores boa-praça, gente bacana em geral. Eu vi gente dançando, gente bebendo demais, gente falando o que não devia. Em resumo, foi um belo evento. O mercado deveria tentar que mais desses rolassem ao longo do ano (e não, não tenho fotos comprometedoras para postar. Embora os momentos constrangedores existam).

Lá em meio à barulheira, escutei uns boatos bons. Nada que ainda mereça ser publicado sem apuração. Mas um deles eu falo, porque, se não me engano, até já foi tornado público. Ou será que não? Sei lá, o jeito é falar e esperar as conseqüências. Ouvi dizer por ali que a PlayTV vai voltar ao ar. E será em rede nacional, através do sistema por assinatura Sky. E será logo, tipo, em novembro mesmo.

Vale lembrar que a transmissão da emissora se limitava a Minas Gerais (pela OiTV) e pelo site do canal, que exibia a programação em streaming. Agora, vai voltar para a televisão. A notícia, na minha opinião, é ótima. Mais mídia, mais veículos em atividade, mais movimentação. E emprego garantido pra um monte de gente.

E assim, talvez você tenha a chance de assistir na TV minha segunda participação no Combo Fala + Joga, apresentado pelo Xis. Eu e o outro editor da Rolling Stone, o Ademir Correa, fomos lá na semana passada falar sobre a revista e (mal) jogar alguns clássicos do cancioneiro gamer. Quando eu souber a data de exibição, aviso aqui.

E vamos fechar, que tal?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
22/10/2008 - 03:25

Entrevista da Semana: Kevin Baqai (Proximo Games)

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Conforme o prometido, lá vai: a Entrevista da Semana com o Kevin Baqai, um dos cabeças da operação da Proximo Games no Brasil. Para quem não sabe (leia o post de ontem pra relembrar), esta é uma rede de lojas internacional que planeja a entrada no mercado brasileiro nos próximos meses. A promessa é de preços competitivos, boas oportunidades para lojas que quiserem se tornar franquias e uma grande variedade de novos pontos de vendas nas principais cidades. Parece audacioso e bom demais pra ser verdade? Vejamos o que o Kevin, que é gerente de marketing e negócios da Proximo, tem a dizer. E comente lá embaixo, para fazer o debate democrático funcionar.

Gamer.br: O que a Proximo Games vë no Brasil, além do fato de este ser um território pouco explorado?
Kevin Baqai: A Proximo Games reconhece o Brasil como um mercado importante. O país tem mais de 190 milhões de habitantes, sendo uma grande parte pertencente à classe média. Há uma grande cultura de desenvolvimento de games com suporte institucional. Além disso, existem organizações como a ABES [Associação Brasileira das Empresas de Software], que dá suporte para o fortalecimento e a expansão da indústria de software no Brasil.

Falando sobre números, quais os planos específicos da Proximo para o mercado brasileiro
KB: Nós temos grandes planos para o mercado brasileiro. Eu tive a oportunidade de visitar o país várias vezes e presenciar o grande potencial desse mercado. Planejamos abrir diversas lojas nas cidades principais, como São Paulo, Campinas, Curitiba, Rio de Janeiro, Minas Gerais [sic], e diversas outras. Atualmente, estamos em negociação com diversos investidores que estão interessados em fazer negócios para diversos locais diferentes. Planejamos inaugurar diversas lojas nos próximos meses.

Vocês devem estar cientes do problema da pirataria que o nosso mercado enfrenta constantemente. Você acha que existe uma janela de oportunidade a ser explorada aqui, mesmo com o fato de o consumidor brasileiro não ser tão chegado a produtos originais, uma vez que a oferta de pirataria é tão rica e variada?
KB: Eu acredito que a pirataria irá continuar a ser o obstáculo principal do crescimento da indústria no Brasil, até o momento em que os jogadores reconhecerem que a pirataria os prejudica, ao tirar deles os incentivos aos desenvolvedores e aos vendedores de produtos legais. No fim das contas, a pirataria influência as escolhas mais limitadas, os preços mais altos e a disponibilidade de produtos para os consumidores jogarem. Organizações como a ABES estão trabalhando pesado com os órgãos governamentais para reforçar os copyrights e o desenvolvimento de uma indústria legalizada. Além disso, com a nova geração de consoles, existem cada vez mais games com opções online nos quais os jogos piratas não funcionam. Nós prevemos que, com as lojas da Proximo Games, os consumidores terão acesso a uma oferta melhor de jogos originais a um preço reduzido.

Então, o consumidor brasileiro pode mesmo esperar por um preço melhor, ou mais competitivo, em relação às lojas já existentes, ou ainda é cedo para se falar nisso?
KB: A Proximo Games tem um modelo de negócio único, no qual trabalhamos diretamente com os fabricantes/publishers. Nós importamos diretamente dos Estados Unidos e oferecemos esses produtos às nossas franquias, dessa forma, eliminando os terceiros. Isso acaba economizando dinheiro para nossas lojas e para o consumidor final. Além disso, todas nossas franquias estão diretamente ligadas a um sistema de ponto de vendas proprietário, para ter acesso ao estoque multimilionário de nossos estoques. Isso permite a todas as lojas terem acesso a quantidades maiores de produtos, com preços competitivos e, mais importante, com atendimento ao cliente, para proporcionar os games que as pessoas mais querem jogar.

Tem sido dito também que vocês planejam se associar às lojas aqui atuantes e oferecer a elas a possibilidade de se transformarem em lojas oficiais da Proximo Games. Vocês já estão negociando com esses varejistas?
KB: Nos últimos anos, nossa empresa tem trabalhado junto a diversas lojas já existentes na América Latina e no Caribe. O modelo de negócio da Proximo Games agrega um enorme valor a essas operações já ativas. Nós oferecemos a eles acessos a nossos recursos, produtos, treinamento e exposição global que eles não possuem nesse momento. E já que temos um modelo econômico escalável, o custo do negócio é reduzido, e eles podem gerenciar suas empresas de maneira bem mais eficiente enquanto forem uma de nossas franquias.

Quais são seus principais concorrentes no mercado brasileiro atualmente? Você deve saber que a franquia mexicana Gamers recentemente abriu três lojas no Brasil. Seria a abertura dos negócios da Proximo um sinal de que a operação da Gamers está indo bem por aqui? Ou é um sinal de que este é um bom momento para as empresas iniciarem seus investimentos no país?
KB: Acredito que nosso modelo de negócio é único. Nossas franquias controlam e são proprietárias de suas lojas. Nós fornecemos um sistema completo que inclui merchandising, gerenciamento de estoque e planejamento de crescimento do negócio. Nosso modelo de negócio incentiva as franquias da Proximo Games a desenvolver seus negócios a abrirem novas lojas, além de oferecer preços competitivos e serviços à comunidade onde eles operam.

Como vocês planejam superar a questão das altas taxas brasileiras de impostos para os produtos importados?
KB: A Proximo Games LTDA é uma empresa registrada junto ao governo federal, estadual e municipal, em Curitiba [Paraná]. Estamos importando e distribuindo produtos atualmente para lojas que não possuem a nossa marca no momento. Planejamos oferecer hardware, software e acessórios, além de todos os produtos disponíveis, através de nossa parceira, a Game Quest International. Já que compramos diretamente das publishers, nós conseguimos minimizar nossos custos e oferecer um preço mais competitivo.

Vocês têm planos de contratar pessoal aqui, ou se associar a outras empresas/marcas existentes? O que vocês procuram, no que diz respeito a parceiros e funcionários?
KB: Nós estamos atualmente operando no Brasil com uma equipe de cinco pessoas. Os contatos para entrar em contato com nosso escritório são esses [Quem quiser, peça pra mim pelos comentários – Pablo]. Eu agradeço a oportunidade e aguardo o retorno.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
21/10/2008 - 12:40

Próximo passo: Proximo Games

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E o Brasil continua a me surpreender. Ok, se não é o Brasil, são as empresas que apostam no Brasil. Ou algo do tipo, vejamos.

Na semana passada, a Proximo Games anunciou, em um press release, o início de suas atividades na América Latina. Se você também jamais ouviu falar deles, não se culpe: até ontem de manhã, esse nome não me dizia nada. Mas, apesar do nome bizarro, é pra valer: é uma empresa afiliada à rede de lojas Game Quest, cujo único objetivo é abrir pontos de vendas de games em todo o continente. O Brasil, mercado inexplorado que é, obviamente está incluido na jogada. E os planos, aparentemente, são ambiciosos.

Conversei ontem com um dos cabeças da operação, Kevin Baqai, direto de seu escritório em Miami. Uma Entrevista da Semana, com as informações que todo mundo quer saber, deve ser publicada aqui, ainda essa semana (espero). Enquanto isso, fique com o site da Proximo, que revela quase nada (a parte em português ainda está “em construção”), mas já dá um gostinho dos planos dos caras.

Das duas, uma. Ou é uma muita bem-vinda concorrência a redes como Gamers, UZ Games e outras lojas menores, e, talvez, mais um passo na profissionalização de nosso mercado. Ou também pode ser mais uma evidência do abismo que separa hoje aqueles que têm condições de comprar produtos originais e aqueles que não têm outra alternativa, senão os piratas. O tempo irá dizer.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
15/10/2008 - 22:55

Genie-Zeebo: mas que bicho é esse?

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Mesmo com a ressaca da noite anterior (festa da firma, sabe como é), não dá para não ficar atento e forte às novidades de nosso mercado. A mais nova veio de meu informante (que aqui permanece anônimo, claro) de assuntos relacionados à boa e velha Tectoy. Lembra daquela história do Genie-Zeebo, o misterioso projeto de console da empresa em parceria com a gigante de telefonia Qualcomm? Então, o assunto continua a render.

A mais nova fonte de informações é um parecer técnico do projeto, entregue recentemente pela Tectoy à Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), órgão do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. O documento (que provavelmente não deveria ser público) relata as especificações técnicas do console, além de projeções de vendas, custos e outros detalhes. As informações são saborosas, e, apesar da grande quantidade de erros de português (acentuação, basicamente), o documento tem todo jeito de ser autêntico. A não ser que seja tudo uma grande brincadeira de mal gosto, ou uma jogada para levantar as ações da empresa. Será que dá para acreditar em tudo que é publicado na internet hoje em dia? Eu fico descrente, pra falar a verdade.

Sendo autêntico o tal parecer, fica claro que o Genie-Zeebo (queria saber de onde veio esse nome) existe mesmo, e sua fabricação está em andamento. Segundo o referido documento, o “telejogo” da Tectoy é… (corrigi os erros por conta própria):

…um novo console de jogos eletrônicos a ser fabricado pela empresa, modelo denominado “GENIE-ZEEBO”, que utiliza a tecnologia “wireless” de celulares (EDGE/HSDPA) para o “download” de jogos de video, com controle dos direitos autorais, evitando fraudes na obtenção dos arquivos. Outra funcionalidade oferecida pelo console é a ¡nteratividade com os demais usuarios de videogames do mesmo tipo.

Baseado no “chipset* da Qualcomm, o produto utiliza tecnologia “wireless”, EDGE (2G) e HSDPA/HSUPA (3G), e num poderoso processador de àudio/video que resulta em um videogame capaz de reproduzir jogos 3D com excelente definiçâo gráfica e desempenho.

Especificações Técnicas:

Características principais do “chipset” MSM7201A
WCDMA (UMTS) R6 850/1900/2100 MHz
HSDPA (High-Speed Downlink Packet Access) 7.2Mbps

HSUPA (High-Speed Uplink Packet Access) 5.76Mbps
GSM 850/900/1800/1900 MHz
GPRS/EDGE
Processador ARM 11 400MHz
Processador ARM9 274MHz
Suporte gráfico 2D e 3D
Codecs de vídeo MPEG4, H263 e H264
Áudio MP3, AAC, AAC+, WMA

Este produto inovador tem a capacidade de:
– Reproduzir jogos eletrônicos em 2D e 3D, com alta qualidade
– Reproduzir audio em formato MP3
– Reproduzir video e imagens em formato JPEG

O parecer ainda apresenta uma estimativa de demanda potencial do produto no Brasil, números bastante otimistas, por sinal (inclusive porque há expectativas de vendas em 2008. Já estamos na metade de outubro, então parece estranho):

ESTIMATIVA DE DEMANDA POTENCIAL NACIONAL DO PRODUTO

2008 – 9,31 milhöes de unidades

2009 – 9,45 milhöes de unidades

2010 – 9,59 milhöes de unidades

Mas o texto certamente se refere à demanda por videogames no Brasil de modo geral, uma vez que a expectativa de produção do Genie-Zeebo é, ainda segundo o documento:

Ano 1: 80 mil unidades

Ano 2: 240 mil unidades

Ano 3: 280 mil unidades

O parecer técnico também indica que o console terá um joystick (ainda bem!) e que ele será abastecido com jogos através de downloads:

A tecnologia de produto e processo em estudo é própria do grupo empresarial TECTOY, que a desenvolveu com apoio da Longcheer Telecommunication (H.K.) Limitd, empresa chinesa, notadamente no “download” dos jogos via transmissão de telefonia móvel GSM. CDMA e WCDMA.

Dando um Google, se encontra outras referências ao produto, inclusive no site da Suframa, que aponta a entrada de placas de circuito estrangeiras que seriam usadas na fabricação do console. Apesar dessa overdose de informações, ainda fica difícil definir que bicho é o Genie-Zeebo. Como ele vai funcionar? Quais jogos poderão ser baixados? Será compatível com algum sistema já existente? Eu aqui continuo intrigado. E você?

***

E a produtora catarinense Hoplon lançou hoje o target=”blank”>Taikodom. Enfim. E tem até uma festa de lançamento para comemorar, logo mais. Esse merece um brinde.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
14/10/2008 - 18:10

Falta de timing é tudo

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E o mundo é muito louco.

Ontem, rolou a coletiva da Gameloft, produtora francesa de games mobile, em um hotel chique de São Paulo (é claro, eu me perdi). Presença de Rogerio Ceni, goleiro e celebridade. E muita imprensa televisiva. Um luxo. Tinha até comida. E a ocasião merecia: lançamento do game Real Football 2009, para celulares.

Daí, hoje, sai a informação de que a Gameloft mandou encerrar as atividades do estúdio de desenvolvimento da empresa em São Paulo. Quem deu a notícia foi o site do Game TV (leia a nota aqui). Ainda não consegui checar a veracidade da informação:

“O fechamento vem depois que a gerência do estúdio cancelou projetos e despediu funcionários de todas as áreas, numa ação supostamente influenciada pela crise financeira internacional.

Segundo as informações, a matriz da Gameloft, na França, teria decidido não continuar os investimentos no estúdio paulistano. As operações na América Latina devem ser concentradas agora apenas na filial de Buenos Aires.”

Depois de um evento tão bem divulgado e cheio de pompa, agora isso? Não dá pra deixar de lamentar a falta de timing… e achar tudo muito esquisito. Vai saber. Amanhã a gente investiga.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
10/10/2008 - 12:43

Dar para receber

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Já pediu seu presente de Dia das Crianças?

Faz pelo menos uns 20 anos que não sei o que é isso. Mas, pelo visto, a data ainda funciona bem para o comércio. Claro, videogames são o presente mais óbvio – e fácil. Recebi hoje uma nota interessante da assessoria do Buscapé, aquele site de comparação de preços. O release deixa claro que, dos cinco produtos mais procurados pelos consumidores, dois são games: o primeiro é GTA: San Andreas (para PS2); o quinto colocado é Pro Evolution Soccer 2008, para o mesmo console. A saga de Carl Johnson é encontrada por, em média, R$ 115,00. Já o jogo de futebol sai por R$ 100, podendo chegar a R$ 120.

Para os curiosos, os outro produtos mais procurados são as casas das bonecas Barbie e Polly Pocket. Mas deixa isso pra lá.

O release ainda fala dos videogames mais procurados por consumidores, e a discrepância de preço entre uma loja e outra – principalmente no caso do Wii. O console da Nintendo chega a ser encontrado por R$ 1292 e 2249, uma diferença de R$ 956, ou 74%. Já a diferença entre o PlayStation 3 mais barato (R$ 1935) e o mais caro (R$ 2459) é de R$ 523, ou 27%. “Barato” é bem modo de dizer, fique claro. É tudo muito caro do mesmo jeito.

Como não poderia ser diferente, o mais procurado ainda é o PlayStation 2 Slim, seguido pelo Wii, o PS3, o DS Lite e o PSP Slim. E cadê o Xbox 360? É provável que por ser vendida oficialmente no Brasil, a máquina da Microsoft receba pouca procura nos sites de busca. Ou talvez ela já não tenha mais tanto apelo assim entre a molecada. Ou talvez não seja bom interpretar esses números desse jeito. O fato é que, com a crise mundial a todo vapor e o dólar nervoso do jeito que está, comprar videogame lá fora pode deixar de ser a melhor saída. Ao mesmo tempo, não vai demorar para os importadores reajustarem seus precinhos para compensar as perdas. Porque a vida é assim.

Claro, se nada mais funcionar, ou se a grana faltar, sempre há picaretagens como o Wii Vision para garantir uma criança feliz.

***

Eu, se pudesse, lhe daria um presente: o livro Pong & Porn: How Grand Theft Auto, Tomb Raider and Other Sexy Games Changed Our Culture, de Damon Brown. É em inglês, mas faça um esforço. O meu já está chegando pelo correio. A obra discute como a indústria dos games modificou (e ainda modifica) os paradigmas de sexualidade, relações pessoais e tecnológicas e o comportamento da cultura pop. Ainda não li, mas os reviews que vi até agora são de primeira.

***

E a Tokyo Game Show rola a todo vapor. E eu, quando consigo, ando me divertindo com os posts em vídeo e foto do Fabio Santana, o glorioso Fabão, em sua primeira visita à Meca dos games.

E bom fim de semana para nós.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
05/10/2008 - 20:59

(Dizem que) agora vai

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E aí, exerceu o seu direito cívico hoje?

Eu compareci, com uma preguiça monstruosa, ao mesmo prédio em que fiz o ginásio e o colegial (como eram chamados, no meu tempo, o ensino médio de hoje). Nenhuma grande lembrança, exceto o fato de ter votado na mesma sala onde estudei em 1993. As carteiras e cadeiras são outras. As paredes foram repintadas. Até deram um jeito na quadra de futebol de salão. Bateu um sentimento estranho de nostalgia e saudade. Mas aí, passou. Ainda bem.

Não me empolgo mais com eleições. Não me entenda errado: acho importante tomar parte das decisões e acontecimentos. Mas me parece que o debate não tem nenhuma profundidade, tanto ideológica quanto prática. Talvez, se votar fosse mais um direito do que uma obrigação, as pessoas levassem mais a sério. Cansei de discutir em mesa de bar e não ver a coisa chegar em lugar nenhum. Já fui engajado, compareci a muitos comícios, bati panela pelas eleições diretas. Atualmente, ando me ausentando das polêmicas. Está mais fácil. Mas faça o que eu digo, não faça o que eu faço…

***

A notícia do final de semana foi o anúncio do lançamento oficial de Taikodom. Se você não sabe o que é, talvez não tenha acompanhado a imprensa especializada nos últimos quatro anos. Porque desde 2004 se fala sobre este game brasileiro, um simulador espacial massivo criado pela produtora catarinense Hoplon Infotainment.

E aconteceu de tudo com o jogo nesses quatro anos: ele apareceu em eventos, ele teve betas lançados, ele recebeu novos aspectos que alteraram drasticamente a idéia inicial, ele ganhou novos investidores e perdeu o apoio de outros. Houve quem não acreditasse que ele pudesse finalmente ser lançado. Houve quem o chamasse de o Chinese Democracy dos games brasileiros, em uma referência ao jamais-lançado disco do Guns N’ Roses.

Bem, deixemos a empresa explicar tudo:

A Hoplon Infotainment anuncia o lançamento do Taikodom, game massivo online, 100% brasileiro, focado no público jovem e adulto, para o dia 15 de outubro. O produto é resultado do maior projeto de jogo desenvolvido no Brasil: foram R$ 15 milhões em investimentos e quatro anos de trabalho de uma equipe que hoje conta com mais de 70 profissionais.

No Taikodom, milhares de jogadores cooperam e lutam entre si para ganhar a vida em um universo único e compartilhado entre todos. Após criar seu personagem, o jogador “incorpora” em um avatar e pilota sua própria nave em tempo real, escolhendo a posição que vai assumir: pirata, patrulheiro, transportador, entre outros papéis.

Os desafios são infinitos e há inúmeros sistemas estelares por onde navegar. Cada jogador escolhe seus próprios objetivos, que podem ser simples, como explorar o espaço em busca de riquezas, ou extremamente complexos, como construir e gerenciar megacorporações espaciais. A história do universo é determinada pelas atividades dos participantes. (…)

Com o game, a Hoplon pretende buscar para o Taikodom a popularidade que filmes e seriados de TV deram a outros universos de ficção científica mundial, ao exemplo de Star Wars e Star Trek. Para desenvolver a história que abrange um quarto de milênio, os criadores resolveram seguir o exemplo das grandes franquias, contratando escritores profissionais de peso: primeiro o renomado escritor de ficção científica Gerson Lodi-Ribeiro, que trabalha com a Hoplon desde 2004. Mais recentemente, o jovem escritor João Marcelo Beraldo.

O rico e detalhado universo ficcional já tem em produção a minissérie em quadrinhos “Eterno Retorno” e diversos livros que agora começam a ser publicados em parceria com a Devir Editora – o primeiro deles, “Taikodom: Despertar”, estará à venda em outubro.

O modelo de negócio estabelecido pela Hoplon oferece acesso gratuito aos usuários, mediante cadastro e download. A receita virá da cuidadosa integração de publicidade ingame – que permitirá às empresas colocarem sua marca no game no mesmo estilo discreto dos filmes de James Bond -, da venda de itens e, principalmente, da venda de pacotes de benefícios para melhorar a performance dos participantes que têm menos tempo para jogar.

“A perspectiva da Hoplon é recuperar o investimento em três anos”, explica Tarqüinio Teles, acrescentando que o jogo deve alcançar 100 mil jogadores ativos em três a quatro meses, sendo o principal público alvo jovens de 18 a 34 anos, classe AB.

Nos próximos meses mais dois games serão entregues – um tático e um estratégico – além do mundo virtual, todos integrados para que os jogadores circulem entre esses diferentes estilos, livres para participar do game da maneira que preferirem. O game de ação é só o início do que será o primeiro MSG – Massive Social Game – já desenvolvido. O diferencial dos MSGs é unir diferentes estilos de game em um só universo, mesclando os metaversos com os MMOGs (Massively Multiplayer Online Games), o que permite a participação de milhares de jogadores em um mesmo mundo virtual.

Um evento deve marcar o lançamento de Taikodom nos próximos dias. Confesso que estou curioso para ver no que isso tudo vai dar. Será que iniciativas que envolvem sonho, perseverança e muito esforço dão certo no Brasil? Eu costumava ser otimista há alguns anos…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
01/10/2008 - 00:22

Aquele vai e vem de sempre

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Muitas mudanças e coisas acontecendo no mercado brasileiro esses dias, principalmente no lado editorial. Vejamos (é bastante coisa):

* É um vai-e-vem (quase) alucinado nas redações. Apesar de o PlayTV estar parado, o site da emissora (o GameTV) continua na ativa – agora, está nas mãos de uma empresa terceirizada (a equipe que trabalhava lá foi trocada). O portal agora está no comando do onipresente Odair Braz Jr., que já trabalhou em todos os locais imagináveis – entre eles, a Conrad/Futuro, onde ele capitaneou a equipe de redação das revistas de games (foi meu chefe por lá por um tempão). E ele agora até tem um blog!

Junto com ele, mais dois figuras fáceis das redações: o Rodrigo Guerra, que também foi da Conrad/Futuro (editou a SuperDicas PlayStation) e estava na PS3W da editora Digerati, e o Rômulo Mathei, que estava na editora Europa. A tarefa da equipe é reformular o site e mantê-lo andando. Boa sorte a todos na empreitada.

* E por falar em PlayTV, o Renato Viliegas deixou o cargo de gerente de jornalismo para partir para uma carreira solo. Agora, ele comanda sua própria produtora de vídeos, a GMR Mídia. Quem quiser trocar uma idéia com ele ou oferecer bons trampos, é só me pedir o e-mail dele.

* E lá na Digerati também tem novidade. O projeto Audiogame se separou (amigavelmente, eles garantem), e seus polêmicos podcasts viraram história (mas o Pablocast um dia deve voltar…). Enquanto isso, o Gustavo Lanzetta virou o responsável pelo blog da editora, além de outros projetos futuros que ele ainda não pode divulgar quais são.

* E a Tokyo Game Show? A única grande feira de games que não visitei continua firme e forte (este ano rola de 9 a 12 de outubro), e a imprensa brasileira continua comparecendo em peso por lá. Este ano, são vários os profissionais que vão cobrir o evento in loco (todo mundo ignorando a crise mundial e gastando, é assim que eu gosto). O Théo Azevedo e o Akira Suzuki estão indo pelo UOL Jogos. O Fabio Santana, o Fabão, vai pela editora Europa. E tem mais um editor de uma conceituada revista que deve embarcar para o Japão também, mas ele ainda não me autorizou a revelar a informação…

* E por falar em EGM Brasil, a próxima edição da revista trará a participação de algumas velhas caras que andavam afastadas do mundo das publicações de games. Não vou dizer quem, mas são caras que já editaram revistas especializadas antes e há muito não publicam suas opiniões por aí.

* Já a Nintendo World deste mês, que recebi hoje pelo correio, comemora o décimo aniversário da revista. Quem diria, parece que foi ontem que capturei telinhas para aquela edição 1 de capa amarela… é, o tempo passa, a gente envelhece, os games continuam a ser importantes em nossas vidas. Que beleza.

* A Ubisoft passou o mês de setembro entrevistando pessoas para as vagas de produtor. Agora em outubro, começam as conversas com os possíveis programadores e designers. Conheço gente que já passou pela sabatina do Bertrand Chaverot, outras que ainda irão passar. E ele teve trabalho – foram mais de 10 mil currículos recebidos em poucos meses. O processo de seleção, com tanta procura, tem mesmo que ser apurado. Vamos ver. As coisas estão andando firmes por lá. Acho que muito em breve teremos notícias oficiais sobre o progresso do estúdio da publisher no Brasil.

Você passou por essas entrevistas? Divida sua experiência ali embaixo nos comentários.

*Pelo terceiro ano consecutivo, o Video Games Live veio ao Brasil. Os shows rolam em Curitiba (na quinta), Rio de Janeiro (domingo). O show em Brasília rolou neste domingo passado. E nada de São Paulo, então desta vez eu não vou. Você foi/vai? Então me conta.

*E Rock Band 2, já pegou o seu? E LittleBig Planet? E The Force Unleashed? Começou aquela fase do ano…

E vamos que vamos, que por hoje está bom demais.

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