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Arquivo de agosto, 2008

27/08/2008 - 21:52

Entrevista da Semana: Bertrand Chaverot (Ubisoft)

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Após um período no limbo (nem vou me explicar mais), retorno com um conteúdo prometido há tempos e aguardado por muitos. A entrevista exclusiva com o Bertrand Chaverot, o grande responsável pelo muito alardeado estúdio da Ubisoft em São Paulo. Francês de nascimento, mas brasileiro de coração (ele já mora por aqui há anos, entre idas e vindas), ele soltou o verbo sobre as grandes curiosidades que temos sobre a empreitada, que deve inaugurar oficialmente em setembro – ou seja, na semana que vem. Em meio aos últimos preparativos, reformas e contratações, ele conversou com o Gamer.br. O papo, de tão bom e extenso (grandes novidades), será dividido em duas partes. Amanhã posto a segunda. A primeira, você lê já.

***

Gamer.br: Em resumo, o que a Ubisoft enxergou no Brasil?
Bertrand Chaverot: Espirito criativo com cultura de base ocidental; algo diferente, que existe em nenhum outro país; quantidade de jovens talentos que querem mostrar do que são capazes; a atitude natural dos brasileiros de trabalhar de maneira positiva em grandes equipes multiculturais.

Foi divulgado que o estúdio terá 200 vagas de variadas funções. Como vai funcionar o processo de seleção desses funcionários? Vocês vão levar em consideração os milhares de currículos que estão recebendo, ou vão procurar pessoas em outras empresas e faculdades?
BC: Vamos usar de tudo para achar os melhores e os que têm maior potencial de crescimento: base de dados em www.vagas.com.br/ubisoft, networking nacional e internacional, contatos dos primeiros funcionários contratados, parcerias e estágios com universidades e escolas de artes etc…

E quais outros tipos de profissionais vocês contratarão, além de designers e animadores?
BC: Programadores, produtores e pessoas de marketing.

E qual será exatamente a sua função e atribuições no estúdio?
BC: Diretor Geral. Internamente: devo recrutar os melhores e dar-lhes os recursos para crescer e criar num ambiente energizante para produzir jogos que vão dar prazer a jogadores do mundo inteiro.
Externamente: evangelizar os políticos e as universidades para investir na formação e na inovação na área de softwares interativos nesse país. Hoje, o Brasil está muito atrasado na área de criação de conteúdo digital que é tão importante para o futuro. Em Quebec [Canadá], que tem só 7 milhões de habitantes, já há 130 mil pessoas trabalhando na área de multimídia, exportando para o mundo inteiro. Mas há soluções para que não seja assim. O Brasil tem como se recuperar rapidamente, fazer alianças com outros paises ou outras regiões e atrair empresas estrangeiras para acelerar o desenvolvimento de uma indústria local forte, que daqui alguns anos vai criar e exportar suas idéias para o mundo inteiro.

Foi divulgado que o estúdio paulistano terá foco em jogos voltados ao público infanto-juvenil e feminino, como os games da série Imagine. O que deve acontecer para o estúdio pegar um projeto realmente poderoso, como um novo game Tom Clancy, ou até mesmo algo de Prince of Persia ou Rayman?
BC: Demora de três a quatro anos antes de haver um estúdio com pessoas capazes de criar jogos next gen. Começar com jogos para Nintendo DS é uma boa aprendizagem, porque o design com a stilus, a voz e as duas telas é complexo e oferece muitas possibilidades de inovação. Também vamos mandar brasileiros para outros estúdios da Ubisoft. Se tem um rapaz excepcional, por exemplo, para criar efeitos especiais em 3D, e eu não preciso dele aqui hoje, vou mandá-lo para Montreal, para trabalhar num projeto de PS3 ou Xbox360. Ele voltará daqui quatro anos para São Paulo com a cabeça cheia de know-how para fazer um jogo de PS4 por aqui [Risos]. Entrar na Ubisoft é entrar numa carreira internacional e de longo prazo. Investimos nas pessoas porque só temos isso. Temos que nos reinventar a cada três anos. Adoramos mandar as pessoas para fora e misturar as culturas. Somos, de longe, a empresa mais pulverizada do setor. Temos vinte estúdios espalhados pelos cinco continentes.
E uma grande força para ter sucesso nesse mundo globalizado com “long tail” que nos espera pela frente. Nossa diversidade é nossa força. Para nossos concorrentes americanos ou japoneses, é mais difícil.

Existe hoje uma tendência mundial das empresas investirem em games casuais. Gostaria de saber então se há algum grande estúdio da Ubisoft trabalhando em um jogo casual de grande porte, ou se apenas os times novos e menos experientes fazem esse tipo de jogos? Você acha que a escolha de colocar os times novos para criarem games menores significa atribuir menos importância a esses games casuais?
[Pergunta feira por Fábio Bracht, de SP]
BC: A Ubisoft foi a primeira empresa a fazer jogos casuais para DS. Fomos a primeira publisher para DS em 2007 após a Nintendo e em termos de faturamento, bem à frente de todos os outros concorrentes.
Nossos times já criaram muitos sucessos desde 2006. Então, esse ano será a terceira geração de jogos como Imagine Babyz, Imagine Fashion Designers, Imagine Horse Riders, My Weight Coach, My Word Coach, I Quit Smoking etc… Então, esses não são mais equipes pouco experientes. Eles têm muita experiência, conhecem muito bem os desafios de fazer um jogo focado em pessoas sem cultura de videogame. Tudo tem que ser caprichado, com uma outra perspectiva de consumidor final: a acessibilidade, o tutorial, a curva de aprendizagem, a ergonomia da interface… E o nosso estúdio brasileiro vai fazer uso dessa experiência interna.
Fazer jogos casuais não é facil e é uma prioridade para a Ubisoft. Tem uma importância estratégica para o futuro e requer times muito mais polivalentes e ágeis que nossos times de criação de jogos next gen, onde as pessoas são cada vez mais especializadas. Requer também creative directors [diretores de criação] e game designers um pouco diferentes: uns que já têm filhos ou pelo menos que entendem bem a psicologia infantil, uns que entendem que mulheres não gostam de competir e destruir como nós, machos básicos, mas gostam de cuidar, criar e socializar. São mercados diferentes, mas o objetivo permanece o mesmo: transmitir emoções, trazendo desafios virtuais ou reais.

Você lê o restante da entrevista com Bertrand Chaverot, da Ubisoft, amanhã, aqui no Gamer.br.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
18/08/2008 - 21:20

Em Pílulas

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Eu havia escrito um post enorme, que acabou engolido inexplicavelmente pelo “sistema”. Talvez tenha sido a providência, vai saber (será que falei algo que não poderia ser dito?). Seja como for, vou escrever de novo (correndo o risco de perder tudo novamente, claro). E vai ser em formato “pílulas”, para compensar minha ausência na última semana. Eu sei, demorei, não dei notícias. Não fui um cara legal. Me perdoa?

* Em Nova York, onde passei a semana passada, o Wii continua sendo arquivo de luxo (leia a frase fazendo o sotaque do Paulo Francis, que o impacto é maior). Nenhuma grande loja possuía o console branquelo em estoque. Encontrei apenas em uma loja, mas o cara se aproveitou da seca para colocar seu precinho camarada sobre o valor oficial (US$ 380, 50% a mais do que o normal). Na verdade, acabei me esquecendo de conferir na Nintendo World Store, a loja oficial da Nintendo no edifício Rockefeller Plaza. Lá devia ter, sempre tem. Mas fiquei com preguiça de checar.

Não que eu estivesse desesperado atrás de um. Ok, talvez se tivesse encontrado fácil, eu até compraria. Ou não. Somente se a pressão lá em casa se tornar insuportável. Por enquanto, conseguimos nos privar deste prazer.

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* A edição 23 da revista Rolling Stone chegou às bancas na semana passada com o mago milionário Paulo Coelho emprestando seu perfil à capa. Se a matéria principal não o apetece, talvez uma matéria possa interessar: a cobertura da E3 2008, escrita por… ah, você sabe. A história tem cinco páginas e mais de 40 games, e, cá entre nós, ficou bem honesta.

Se não quiser comprar, se a grana estiver curta, se não curtir ler no papel (tem gente que é assim, acredita?), clique aqui para conferir. Mas garanto que na revista é bem mais bonito.

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* E tem mais Videogames Live esse ano. Mas isso todo mundo já esperava.

O que você não esperava é isso: os shows anunciados até agora são três: Brasília (28 de setembro), Curitiba (02 de outubro) e Rio de Janeiro (05 de outubro). E sim, você leu corretamente: não há shows previstos para São Paulo, pelo menos por enquanto. O patrocínio da empreitada está por conta da Oi e da Petrobras.

A assessoria de imprensa do VGL Brasil não soube me explicar o motivo, e disse que, por enquanto, é só isso que pode anunciar. Me parece esquisito que ninguém tenha se interessado em bancar a vinda do espetáculo pra São Paulo, uma vez que todos os VGLs desde 2006 têm tido casa cheia por aqui. Talvez algo aconteça nas próximas semanas, mas eu não vou contar muito com isso – nem o site oficial do evento dá a entender que há previsão de um show em SP.

Pelo menos, eu vi em 2006 e 2007. Alguém disposto a viajar para assistir?

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* Ainda VGL: a banda MegaDriver, comandada pelo virtuoso e afável guitarrista Nino, está escalada para fazer a abertura do show no Rio de Janeiro. Desde 2004 eu venho dizendo que esse cara tem futuro…

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E por falar em evento, amanhã cedo tem mais um. Adoraria comparecer, mão vou poder ir. O convite foi mandado pela assessoria de imprensa da Interzone Entertainment e diz mais ou menos assim:

(…) uma das mais inovadoras empresas de jogos eletrônicos do mundo convida você para conhecer em primeira mão seu estúdio de criação de games – já instalado e operando no Brasil. Você descobrirá como a empresa aposta nos cenários e talentos brasileiros para transformar o mundo dos games e fãs do esporte.”

A aposta em questão é o Interzone Futebol, um MMOG baseado no esporte mais popular do país (não, não é o truco), totalmente em português e com o Rio de Janeiro como cenário. Não defina como uma mistura estranha de Winning Eleven e Second Life, porque parece que é bem mais que isso.

Tem alguém aí participando do beta test? Deixe ali embaixo suas impressões.

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E o que dizer sobre os estranhos movimentos da Tectoy esse ano?

1. Começou com a parceria – milionária – com a Qualcomm, a gigante norte-americana da telefonia.

2. Daí, soubemos das diversas patentes misteriosas registradas pela empresa (além da Jeanie, tem o Zeebo, o Conectv…)

3. Sem falar das demissões aparentemente repentinas e inexplicáveis (o gerente de marketing André Faure, por exemplo).

Então, esses dias, uma fonte me alertou para ficar de olho mais atento na Tectoy. Disse que a empresa deve anunciar algo grande – ou pelo menos, digno de repercussão no cenário mundial – muito brevemente. E disse que essa revelação tem tudo a ver com essas patentes misteriosas. E que a parceria com a Qualcomm seria a chave disso tudo.

É, no mínimo, bastante curioso. Ou eu posso estar exagerando. O que você acha?

E por hoje está mais do que bom.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
10/08/2008 - 10:07

NYC, again

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O mundo gira e eh uma bola. E cah estou sem acentuacao em um notebook desconhecido, em uma suite presidencial que faz as vezes de sala de imprensa. Eh o Festival de Cinema Brasileiro em Nova York, que comeca hoje na cidade. E estou aqui, para cobrir o evento para a Rolling Stone.

Ficarei aqui pelos proximos quatro dias. Enquanto isso, tentarei desbravar os terrenos que ainda nao conheco por aqui. Visitas a lojas de games gigantescas e shows alternativos tambem estao na agenda.

Assim que eu tiver uma conexao mais decente, faco questao de recolocar os acentos neste texto e postar a entrevista com o Peer Schneider, do IGN, que ficou bem legal. E vou contando as novidades. Vai ser corrido, mas estamos aqui pra isso mesmo.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
05/08/2008 - 18:53

Evento. De Games. De graça

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Tem programa pra semana? Não faça igual eu e vá ao Universo Games, evento promovido pelo Senac, em São Paulo.

A abertura foi ontem, mas eu perdi. Hoje, tem palestra do Wagner Carvalho, da Green Land Studios, sobre “desenvolvimento de games para consoles” (começa daqui a pouco, às 19h30). E tem mesas-redondas, minicursos e estandes de empresas como TecToy e Level Up!. E dura até a sexta-feira, das 14 às 20h.

Fica na Rua Tito, 54, Lapa. E como mencionei no título, é de graça. Aí ficou melhor, hein?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
02/08/2008 - 20:17

Entrevista da Semana: Matthew Bellamy (Muse)

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A minha ausência na última semana tem motivo: culpe a Telefonica e o Speedy, que resolveram parar de funcionar na editora onde trabalho. Só voltou a funcionar – muito capengamente – na sexta-feira, e aí foi quase impossível fazer alguma coisa. Mas trago, para compensar, uma Entrevista da Semana exclusiva.

Como alguns devem ter visto, a banda inglesa Muse tocou está no país. Tocou quarta no Rio de Janeiro, quinta em São Paulo e hoje toca em Brasília. Se você joga Guitar Hero, mais precisamente o III: Legends of Rock, deve saber quem são eles. A épica “Knights of Cydonia”, do disco Black Holes and Revelations (2006), pode ser tocada no game. Aliás, é uma das mais difíceis de tocar, além de divertida.

Pois bem, tive a oportunidade de entrevistar, separadamente, o líder do trio e principal compositor, Matthew Bellamy, e o baixista, Christopher Wolstenholme. Os papos foram poucas horas antes do show em São Paulo, e renderam bem. A parte “musical” da entrevista, você pode ler no site da Rolling Stone. Já os trechos relacionados aos games, reservo para cá. Afinal, não dava para perder a chance de perguntar sobre esse assunto.

Pena que, tanto Bellamy quanto Wolstenhome não são exatamente gamers, apesar de emprestarem sua música a Guitar Hero. Aliás, muito pelo contrário. Transcrevo a seguir o trecho em que o vocalista fala sobre suas experiências com games. A parte do baixista, posto outro dia.

***

Gamer.br: Alguns executivos da indústria musical dizem que os videogames trazem um público totalmente novo para o rock, e que em breve esta será a principal maneira de se comercializar música. O que você pensa desta onda?
Matthew Bellamy: [Risos] Eu não sei… minhas lembranças de jogos eletrônicos vêm de coisas bem mais simples do que esses games modernos. Quando eu era mais novo, costumava jogar em um [computador] Amiga. Eram games complexos, mas atualmente eles são muito mais profundos. Eu tentei jogar algumas vezes, mas achei muito difícil aprender todos os comandos. Eu teria que ler um manual inteiro só para aprender a jogar, e eu nao sou lá uma pessoa muito paciente.
Acho que o game é apenas mais um “local” onde o som existe, onde a música pode ser tocada, como bares, clubes, filmes, televisão, rádio…. Nesse sentido, acho que os games são uma mídia poderosa.

Mas então você nunca jogou sua música, “Knights of Cydonia”, em Guitar Hero III?
Eu nunca vi o game. Já ouvi falar, claro. Na verdade, um dia eu estava passando em frente ao camarim do Linkin Park e vi alguém jogando. Mas não joguei, só vi. Mas me pareceu bastante divertido.

É uma das músicas mais difíceis do jogo, sabia?
[Risos] Sério?

Você não se deu conta de que muitas crianças e adolescentes devem estar tomando conhecimento do Muse por causa do game?
Eu não sei, talvez [risos]. Acho que é possível descobrir músicas das maneiras mais estranhas. Normalmente, as pessoas escutam uma banda nova através de amigos. Acho que essa é a melhor maneira, porque é alguém que você conhece e confia lhe mostrando uma coisa nova. Eu imagino que deva ter gente que ficou muito bom em Guitar Hero e mostrou a música para um amigo, dizendo: “Ei, você deveria conhecer esta aqui”. Eu não sei, é possível.

Você se considera um guitar hero?
[Risos] Eu não diria que sou um herói. Eu acho que a palavra “herói” é esquisita se associada a um músico…

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