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Arquivo de abril, 2008

22/04/2008 - 19:19

La vida es un Juego

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Passei pela Espanha, voando.

Nem tão voando assim. Cheguei voando, mas pousei e lá permaneci por cinco dias. Foram dias frios e chuvosos, mais úmidos que na Alemanha. Acho que tive azar. Me disseram que eu trouxe o tempo ruim para o país. Preferei me eximir de tal responsabilidade. Ainda não aprendi a fazer chover.

A primeira parada foi Barcelona, local que já havia visitado duas vezes anteriormente. A última, deve se lembrar quem lê este blog desde seus primeiros dias, foi por ocasião do X06, evento organizado pela Microsoft em setembro de 2006. Desta vez, minha passagem pela cidade embelezada por Gaudi seria de natureza bem mais turística, mas, assim mesmo, foi difícil escapar do trabalho: os games estavam por toda parte. Melhor dizendo, não por toda parte, mas não era preciso procurar muito para encontrar alguma referência à guerra dos consoles. Aliás, estaria este termo deveras ultrapassado? Alguém ainda chama isso de “guerra”? Acho que não.

Seja como for, Barcelona, apesar de já ter abrigado a festa maior do Xbox, não parece em princípio o tipo de cidade que tenha uma forte relação com o entretenimento eletrônico. Pelo menos, na aparência. As lojas de games existem aos montes, e se disfarçam bem entre o comércio convencional. Descendo por uma larga avenida na direção da mítica Igreja da Sagrada Família, encontrei dois estabelecimentos bem discretos, um misto de locadora com loja de usados. Ambas com pouco ou nenhum glamour, mas o cartaz escrito com letras coloridas, pendurado do lado de fora de uma dessas lojas, denunciava: aqui o jogo é coisa séria. Só produtos recentes à venda, todos com preços pouco distantes dos apresentados em grandes cadeias de lojas como Fnac.


Tudo baratinho. Ou não

Uma chuva torrencial assim que cheguei à Plaza España mudou minha programação – para melhor. Acontecia ali perto, em um imenso pavilhão chamado Fira Barcelona, o vigésimo-sexto Salão Internacional de Quadrinhos de Barcelona. Eu tinha tempo, e as condições climáticas e o baixo preço do ingresso inevitavelmente me conduziram para o tal evento, que imaginei ser uma “feirinha” de revistas bem pouco pretensiosa. Felizmente, minha ignorância me foi recompensada. O espanhol leva a paixão por HQs muito a sério. Me vi diante de uma feira de gigantescas proporções, com atrações de fazer inveja a qualquer evento semelhante que já acompanhei em São Paulo. Editoras grandes se misturavam a escolas de desenho, barracas de fanzineiros, lojas de brinquedos e coleções (miniaturas eram o must) e exposições especiais, tudo em perfeita harmonia e sem parecer fora de contexto. Meus olhos abriram especialmente para o estande destinado a artistas consagrados, que ali ficavam só para autografar livros e desenhar para os fãs – que se posicionavam educadamente em filas longas e demoradas. Era quinta-feira, e amaldiçoei meu azar por já não ser domingo – ali estariam, dando autógrafos, mestres absolutos como Quino (aquele da Mafalda), Milo Manara e Moebius. Não sabe quem são eles? Deveria. Por pouco não modifico meus planos de deixar Barcelona no dia seguinte.

Deu gosto ver um evento tão bem organizado. Os espaços destinados a fanzineiros e editoras pequenas ocupava o mesmo espaço de selos conceituados, o que me pareceu uma prova de imenso respeito com os autores independentes. A oferta de material era absurda (quase 100% dos livros e revistas vendidos eram em espanhol ou ainda em catalão – senti falta de obras em inglês, ou ainda de qualquer material brasileiro por ali. Faz parte). Havia ainda uma exposição de figurinos e criaturas utilizadas em dois filmes do cineasta Guillermo del Toro (que, por sinal, irá dirigir o filme baseado em O Hobbit): Hellboy e O Labirinto do Fauno. Gastei um bom tempo por ali, só apreciando a paisagem.


Que Resident Evil o quê!

Aficionados por games não tinham muito do que reclamar também – ou você achou que eu não falaria sobre isso? Era enorme a quantidade de lojas vendendo brinquedos, miniaturas, revistas e jogos. Sim, me segurei para não gastar dinheiro (se bem que conheço gente que não resistiria à incrível Samus Aran de resina que encontrei por ali).


Pelúcias para marmanjos


Quem quer? Só 89 Euros

A Microsoft – sempre ela – não perdeu tempo, e montou sua arena particular cheia de games para Xbox 360 à disposição dos interessados.


Eles não perdoam nada

Já a Sony, aproveitou o estande que promovia o próximo filme do Hulk (estrelado por Edward Norton) para divulgar a versão para PlayStation 3 do game baseado no longa. Parecia bonito, e o povo até jogava. Sem filas, sem pressa.


Nenhum marmanjo se atraveu a encarar este aqui

Mas o negócio ali, óbvio, eram os quadrinhos. Haviam lojas só especializadas em mangás (claro), ou em quadrinhos eróticos, ou em alternativos, ou em super-heróis, ou em tudo ao mesmo tempo. Me chamou a atenção a média de idade do público: basicamente, jovem-adulto, de 25 a 35 anos. Muitas mulheres desacompanhadas. Quase nenhuma criança. Pouquíssimos adolescentes. Nem mesmo o estereótipo físico do nerd de quadrinhos era respeitado: com raríssimas exceções, o público presente ao Salão de Barcelona era formado por gente absolutamente normal, pelo menos na aparência. Pouca gente “montada” ou vestida a caráter. Já me dirigia à saída pensando que não veria nenhum cosplay bizarro, quando… bem, nem tudo é perfeito.


Sem dúvida, uma família feliz

Nem dentro do vagão do metrô, na volta para casa, era possível me livrar dos games. Os anúncios estão por toda parte – um cartaz que divulgava a versão de God of War para PSP era particularmente bonito. E nas prateleiras recheadas da livraria da estação de trem, era possível se dar conta da grande oferta de publicações especializadas à disposição do gamer catalão. Vi até a versão espanhola da querida NGamer por ali.

***

Dias depois, já em Madri, capital espanhola, procurei não cavocar muito atrás dos games. Mas quem disse que é possível escapar? Em uma volta no Shopping da estação de metrô Principe Pio, dou de cara com uma voluptuosa loja especializada em games. Seu nome? Game. Precisa mais? Como toda loja boa que se preze, a Game não se limita a vender: ela também compra jogos usados dos consumidores, e os repassa por preços ainda convidativos. O Wii, para variar, se encontrava em falta. Já os bundles diversos de PlayStation 3, a 400 Euros (por volta de R$ 1100), lotavam a vitrine. Por que será?

Na saída, um susto: um PlayStation pirata gigante?

Nao, apenas uma máquina automática de validação de tickets de estacionamento. Mas foi boa a piada, vá?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
15/04/2008 - 15:59

Hier Spielen Wir

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Estou na Alemanha há pelo menos uma semana (sim, o tempo voa quando estamos nos divertindo!), e somente ontem consegui chegar próximo da civilização. Estou passando uns dias em uma remota fazenda alemã levantada no século 19, onde participei de uma cerimônia de casamento – não como noivo, mas como padrinho. Diferente do que se pode imaginar, uma fazenda na Alemanha é algo muito moderno. Todas as residências possuem conexão wi-fi, TV a cabo e, naturalmente, luz elétrica. É a perfeita conjunção do contemporâneo e o antigo. Só vendo mesmo para crer.

Ontem, fui até Hamburg, a maior cidade nas proximidades, e também uma das grandes metrópoles alemãs. Tinha que conferir como anda o mercado de games do país. A Alemanha, neste caso, nada tem a reclamar. Todos os consoles de nova geração foram lançados aqui, PC e PlayStation 2 ainda bombam, e o DS, ao que parece, é um sucesso (apesar de que o PSP não fica muito atrás). A oferta de games antigos é boa, e eles são vendidos por um preço acessível. Os jogos novos são oferecidos aos montes, e as empresas investem em merchandising bacana pra chamar a atenção – veja a foto do herói de Bioshock e sinta o drama (vale dizer que fui apenas um entre os muitos que passaram em frente ao Big Daddy e tiraram seus instantâneos digitais).


Big Daddy spielt gern Fussball

Na megastore Saturn, onde passei o dia, me surpreendeu a quantidade de espaço destinado aos games – mais da metade de um andar. Outra coisa interessante, e que até me fez rir, é que todos os displays de games traziam uma placa grande, na qual era possível ler a inspiradora mensagem “Primeiro, Escola. Depois, Jogar” (Erst Schule, Dann Spielen). Nenhum game pode ser experimentado nas lojas antes das 14h – horário no qual, supostamente, as aulas já terminaram. Vi muitos marmanjos tentando jogar o último Pro Evolution Soccer, sem sucesso.


Erst Schule, Dann Spielen – assim diz a placa

Jogos, acessórios, consoles – absolutamente tudo estava disponível, por precinhos camaradas, em Euro (lembre-se que 1 Euro equivale a 2,82 reais, mais ou menos). Até dava vontade de comprar alguma coisa, mas aí eu me lembrava que o sistema de cor europeu é diferente do norte-americano, e desistia. A oferta de games para Nintendo DS era absurda: havia games que eu jamais tinha ouvido falar na vida. Coisas que os alemães adoram, como criação de cavalo, se tornam games por aqui. Fiquei curioso, mas o DS, certamente, também tem esse problema de sistema diferente e incompatibilidade. [diz o Gus que os games pra DS e PSP são “region free”. Ok. Mas não vou comprar nada mesmo assim…] Aí, me lembrei que não tenho um DS. Resolvi ir até a seção de jogos de cartas e tabuleiro, que ali eu não teria problemas se resolvesse comprar um.

Outra coisa que sempre me surpreende aqui é a quantidade absurda de revistas especializadas em jogos eletrônicos. O alemão adora ler, e essa paixão é saciada por uma produção editorial farta e variada. Em uma rápida olhada, vi três revistas especializadas em Wii, uma sobre jogos “móveis”(celular, DS e PSP), três sobre Xbox 360, umas duas sobre PS3, e, claro, várias sobre games para PC. A Gamestar é a mais importante, e também a mais cara (uns 5 Euros). Não comprei nenhuma. Talvez pegue uma no Aeroporto amanhã, quando viajo pra Barcelona.


Dá inveja ou não dá?

Passei meia hora na livraria, tempo o bastante para notar que, pelo menos na Alemanha, o estereótipo do gamer funciona perfeitamente: só se aproximavam das revistas de games homens, na faixa dos vinte e poucos anos, de mochila, casaco, óculos e espinhas. Não vi uma única garota na área destinada aos games da megastore Saturn também. Nem crianças, pra falar a verdade. Game, aqui, é coisa de homem mesmo. Não sei se dá para chegar a uma conclusão desse tipo só com a observação, mas acho que a constatação combina bem com a imagem que tenho do “alemão médio”. Qualquer hora me aprofundo mais sobre isso.

E amanhã, vôo de novo. Continuo lá da Espanha.

***

Enquanto isso, escuto notícias esquisitas do Brasil. Proibiram o Bully, é mesmo? Que ridículo. E GTA IV será o próximo? Deveriam proibir o Paciência, ou o Jogo da Cobra, logo de uma vez. Isso está passando dos limites, não acha?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
04/04/2008 - 19:46

Caiu!

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A Microsoft mandou avisar ontem, através de um release enviado para a imprensa: a gigante acabou de reduzir os preços da maioria dos acessórios e jogos para Xbox 360 no Brasil. O preço do console, que seria ótimo, não caiu. A redução se aplicou até a games recentemente lançados, e, em certos casos, chega a quase 25% (Project Gotham 4, e o Controle Remoto, por exemplo). Mesmo assim, ainda falta muito pro preço ficar realmente acessível e condizente com a realidade brasileira. Ou será que não? Veja os preços e dê sua opinião:

Memory Unit X box 512MB
Quanto era: R$ 269,00
Quanto ficou: R$ 259,00
Porcentagem de redução: 4%

Joystick sem fio
Quanto era: R$ 219,00
Quanto ficou: R$ 189,00
Porcentagem de redução: 14%

Joystick com fio
Quanto era: R$ 169,00
Quanto ficou: R$159,00
Porcentagem de redução: 6%

Controle Remoto Universal Xbox 360
Kit Play & Charge Xbox 360

Quanto era: R$ 129,00
Quanto ficou: R$ 99,00
Porcentagem de redução: 24%

Halo 3 (Standard)
Quanto era: R$ 179,00
Quanto ficou: R$ 159,00
Porcentagem de redução: 11%

Project Gotham Racing 4
Quanto era: R$ 179,00
Quanto ficou: R$ 139,00
Porcentagem de redução: 23%

Blue Dragon
Crackdown
Forza Motorsport 2
Gears of War
N3: Ninety Nine Nights
Viva Piñata

Quanto era: R$ 159,00
Quanto ficou: R$ R$ 139,00
Porcentagem de redução: 13%

Project Sylpheed
Tenchu Z
Game Vampire Rain

Quanto era: R$ 159,00,
Quanto ficou: R$ 99,00
Porcentagem de redução: 38%

Dead or Alive Xtreme 2
Dead or Alive 4
Fuzion Frenzy 2

Quanto era: R$ 99,00
Quanto ficou: R$ 89,00
Porcentagem de redução: 10%

Alguém aí ficou mais encorajado a comprar?

***

Não divulguei o Pablocast 13 – o qual na minha opinião, foi o mais legal em muito tempo. Baixe aqui – e o Pablocast 14 – que contou com a participação do amigo Edgard Pereira, que trabalhou um tempão comigo na Powerline da Nintendo, lá pela metade dos anos noventa (sim, sou velho). Este foi gravado anteontem e também ficou bem bacana (baixe aqui).

O Pablocast ficará fora do ar por pelo menos três semanas, já que estou saindo de férias hoje (férias da Rolling Stone, e não do Gamer.br). Continuarei atualizando o blog durante minhas andanças pelo Velho Continente. Como anda o mercado de games na Alemanha atualmente? E na Espanha? E em Portugal? Vejamos se consigo descobrir.

Mande suas mensagens de boa viagem, porque acho que vou precisar – para variar, deixei tudo para última hora…

E vamos que vamos.

***

E para quem quiser rir… não sei de quem é a autoria, mas quem me passou a imagem foi a amiga Lia Amâncio. Se o autor vier à tona, juro que dou crédito.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
01/04/2008 - 12:27

… e o filme de Zelda?

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Tá certo, hoje é Primeiro de Abril.

O Gamer.br não curte brincadeiras do gênero. Eu poderia muito bem falar que este é o último dia de atividades deste blog, mas muita gente iria acreditar, o que não teria lá muita graça… Bem, a verdade é: não, este blog não vai acabar tão cedo. Apesar dos posts meio espaçados. Pode chamar de crise, se quiser. Mas está tudo bem por aqui.

Mas por falar nisso, ninguém supera os norte-americanos quando o assunto é mentirinha. O portal IGN criou, na minha opinião, a mentira mais cara da história. Não é a mais sacada, porque está na cara que é conversa pra boi dormir. Mas é impressionante a quantidade de tempo e dinheiro investido na brincadeira. Clique aqui e assista ao sensacional trailer do filme de The Legend of Zelda.

Duvido que tenha um que assista e não ache sensacional. Mesmo sendo pura bobagem (detalhe para a data de lançamento do filme no final do vídeo – 1 de Abril de 2009).

Eles poderiam investir essa grana toda em alguma outra coisa mais útil, claro. Mas que é legal, isso lá é.

***

O Gamespot inventou o Rock Band PSP (mas eles são malas, desmentem logo depois e nem se deram ao trabalho de inventar a história toda). Já a Blizzard também fez das suas. Que tal a classe Bardo em World of Warcraft (com guitarrinha e tudo)? E tem muito mais pela internet. Quem encontrar outras boas, é só escrever nos comentários.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
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