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Arquivo de novembro, 2007

30/11/2007 - 02:40

Entrevista da Semana: Alan Flores (Guitar Hero III)

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Para terminar bem a semana… Entrevista da Semana. A conversa desta vez foi com o Alan Flores, produtor executivo do sensacional e muito citado Guitar Hero III: Legends of Rock. O cara, que trabalha na boa e velha Neversoft (games Tony Hawk, alguém?), fala muito, e fala bem. Na conversa, ele comenta a concorrência com o recém-lançado Rock Band, reclama de críticas pesadas e comenta alguns aspectos mais interessantes de seu game. Leia e, como sempre, comente no final.

***

Gamer.br: Eu sei que vocês tiveram problemas para entrar em contato com as bandas e pegar autorizações para as músicas no primeiro Guitar Hero… com certeza esses problemas não existiram agora, certo? Como o processo rolou desta vez? Mais fácil, menos dinheiro gasto?
Alan Flores: O sucesso dos dois jogos Guitar Hero anteriores realmente nos ajudou na hora de licenciar as músicas. Conseguimos acesso a bandas que jamais tivemos a chance antes. Além disso, artistas e gravadoras vieram atrás da gente e pediram para serem colocados no jogo. Mas ainda assim, há sempre alguns artistas que você não consegue, seja lá quais forem as razões. E não se engane, é muito trabalho. Algumas coisas deram certo, mas bem no final do processo. Mas quando um artista de peso nos procura e oferece uma grande música para o game, você faz tudo o que pode para o negócio dar certo.

Guitar Hero III
Qual foi o critério para escolher as músicas e bandas de Guitar Hero III? Qual foi a música mais difícil de se conseguir? Qual foi a mais simples?
Nós tentamos escolher músicas que soem bem, que sejam legais de tocar e que as pessoas adorem. Mas não é o processo mais simples do mundo. Para cada música que você escolhe, há nove pessoas que a adoram e uma única pessoa com voz ativa que não acredita que tivemos coragem de escolher aquela música. A música mais difícil de conseguir foi provavelmente “Anarchy in the UK” dos Sex Pistols. As masters da gravação original se perderam, então pensamos que tivemos azar. Mas felizmente conseguimos reunir os Sex Pistols pela primeira vez em 30 anos para voltar ao estúdio e regravar a música para nós. A música mais fácil de conseguir para o jogo foi “Impulse”, do An Endless Sporadic. O baterista da banda, Andy Gentile, é um designer aqui da Neversoft. Acho que ele simplesmente foi até minha mesa e me entregou o CD.

Me parece muito claro que agora o verdadeiro desafio dos produtores de Guitar Hero III foi tornar cada vez melhor o repertório do que deixar a jogabilidade realista. Estou certo?
Hmmm. Não sei se é assim. Nós com certeza queremos focar esforços em ter um belo repertório, mas acho que demos alguns passos à frente no que diz respeito a fazer o jogador sentir que realmente está tocando uma guitarra. Os caras que tiram as músicas e colocam as notas coloridas no jogo são todos guitarristas, e tentaram traduzir o máximo que pudessem uma experiência realista de se tocar o instrumento. Você irá notar que diversas músicas de Guitar Hero III apresentam acordes de três notas representando aqueles acordes tradicionais, além de bends e notas ligadas.

Slash e seus amigos
E o Slash e o Tom Morello? Como rolou a participação deles no processo?
Foi bem emocionante trabalhar com eles. Quando chegou a hora de explicar o conceito da batalha contra o chefão para os dois, a primeira coisa que eu perguntei foi: “Vocês assistiram ao filme Crossroads?” Ambos disseram que sim, então eles imediatamente entenderam como funcionaria. Para quem não conhece, Crossroads é um filme antigo que mostra uma épica batalha de guitarras entre o Ralph Macchio e o Steve Vai no final. Os dois pegaram mesmo o espírito da coisa, e colocaram suas músicas como se ambos fossem guitarristas competitivos em uma disputa mortal.

Rock Band acabou de ser lançado. A concorrência entre os dois games preocupa você, no que diz respeito à estratégia de marketing do game?
Eu não sei, os dois games são bem diferentes. Eu não posso falar sobre o marketing do jogo, mas digo uma coisa: esta concorrência irá realmente fazer ambas empresas criarem games ainda melhores. Acho que no final, é o consumidor quem ganha com isso.

Rock!
O lançamento “quase” simultâneo de Guitar Hero III e Rock Band foi considerado o “evento musical de 2007”, já que Guitar Hero I e II renderam mais de US$ 360 milhões desde o lançamento do primeiro game, em 2005. É justo dizer que Guitar Hero é o real responsável por algumas mudanças drásticas na maneira com que as pessoas se relacionam com a música?
Acho que é algo correto de se dizer. É realmente uma nova maneira de curtir suas músicas favoritas. Você não é mais um ouvinte passivo. Você se envolve com cada nota da música. É uma conexão poderosa.

Mas você acha que esse lançamento simultâneo fará suas vendas piorar, ou o contrário – as vendas vão aumentar, já que ambos jogos, juntos, chamam mais a atenção da mídia e dos consumidores?
Eu realmente não sei. O que acho é que há espaço neste mercado para ambos os games, então vamos torcer que as vendas aumentem!

Enquanto Rock Band traz novas possibilidades de jogo (bateria, vocais), Guitar Hero III se mantém no tradicional modo guitarra/baixo. É seguro esperar por mudanças no próximo game da sua franquia, para manter justa a concorrência entre as duas séries?
Eu realmente acho que Guitar Hero III se garante sozinho, não importa o que estejam fazendo por aí em outros games.

Voltemos a Guitar Hero III. Em sua opinião, qual é a música mais difícil de dominar, e qual é a mais divertida de tocar?
Bom, a música mais difícil do jogo é “Through the Fire and Flames”, do Dragonforce. Ela tem uma abertura insana, mas é só o começo da dor que você sentirá tocando essa música. Ela tem mais de sete minutos de duração e um monte de solos malucos. Sobre a mais divertida de tocar, uma das minhas favoritas se chama”F.C.P.R.E.M.I.X.”, de uma banda chamada The Fall of Troy. A guitarra é bastante criativa e a música em geral é bem legal de se tocar.

Guitar Hero III
Após três games lançados, que tipo de retorno vocês ainda recebem dos fãs?
Parece que as pessoas adoram o game, mesmo depois de três jogos. Os fãs nos ajudam a manter isso em perspectiva. Nós recebemos uma boa dose de críticas da imprensa. Quero dizer, em geral, os reviews são bons, mas dá para separar alguns comentários que fazem parecer que fizemos algo de realmente ruim para essas pessoas. Nós pegamos as críticas e as usamos para fazer um game melhor da próxima vez, mas é difícil não ser afetado pelos comentários negativos. Os fãs nos ajudam a lembrar que criamos um game quem muita gente gosta. Tivemos essa sensação durante um encontro de desenvolvedores em um fim de semana desses, no qual membros de nossa equipe jogaram contra o público, e se eles conseguissem nos derrotar, ganhariam achievements [na Xbox Live]. Eu joguei online com um monte de gente de todo o país que parecia se divertir pra caramba com o jogo. É ótimo que conseguimos agradar essas pessoas.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
28/11/2007 - 13:58

Achando graça

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O site 1UP.com fez uma matéria engraçadíssima sobre as cinco coisas mais irritantes nos games atualmente. Além do texto bem escrito, o artigo chama a atenção pelo cuidado visual, com fotos ilustrativas hilariantes.

Aliás, este é um dos motivos pelos quais continuo visitando o 1UP. Eles trazem alternativas ao manjado cardápio notícias/previews/reviews/dicas, algo que as revistas de papel deveriam fazer com mais freqüência também… mas já falamos sobre este assunto antes, não é mesmo?

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E por falar em revista, a Digerati acabou de lançar a PS3W, a primeira revista de linha que se propõe a falar apenas sobre PlayStation 3 (com seus toques de PS2 e PSP).

Na equipe, bons profissionais como Allan André, a Milena Wiek e o impagável Rodrigo Guerra, ex-SDP. Torço para que dê muito certo e não fique só nas edições especiais.

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Por falar em humor, acabou de subir o sexto capítulo de Street Fighter: The Later Years , série de vídeos live-action que mostra o que aconteceu com os heróis do maior game de luta de todos os tempos. Coisa fina, produção ambiciosa, deixa os vídeos do povo do Mega64 no chinelo. Sei bem que isso tem mais de um ano de idade – ou seja, em contagem de internet, é MUITO ultrapassado -, mas ei, uma boa piada é sempre uma ótima piada.

Aqui estão os links para as partes anteriores: 1; 2; <a href=”http://www.collegehumor.com/video:1732680
” target=blank>3; 4; <a href=”http://www.collegehumor.com/video:1781561
” target=blank>5.

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Não agüenta mais me ler falando sobre Guitar Hero porque não tem o game em casa? Então jogue esta <a href=”http://www.gamesx.com.br/jogos/guitar_hero/guitar_hero.asp
” target=blank>bela versão em flash criada pelos indies do site Games X. A guitarra-joystick faz falta, mas só um pouco.

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Ah, tem participação minha, especial e telefônica, no Audiogame desta semana – uma vez que não tem Pablocast nesta semana adoentada e de molho.

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Aliás, prestigie minhas participações semanais no blog do Nokia Trends. A partir de agora, tem texto meu ali, três vezes por semana, sempre sobre games e tecnologia. Este, sobre Rock Band, foi o primeiro.

Porque blogar é preciso, além de um estado de espírito.

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Neste sábado, 1 de dezembro, completa exatamente um ano da chegada oficial do Xbox 360 no Brasil. E aí, alguém sugere alguma forma de comemoração?

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E queria deixar um abraço forte para o amigo Ronny Marinoto, que tanta falta faz nesse país pobre de humor e disposição. O Ronny mora em Lisboa há algum tempo já, e há pouco mais de uma semana virou pai: nasceu o Filipe Miguel, primeiro filho dele com a Carla Sofia. Fica aqui meus parabéns sinceros.

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E semana que vem, a entrevista bombástica com aquele cara que prometeu fazer aquela plataforma esquecida tremer. O papo já está feito e editado, então não tem nem como a promessa não se cumprir…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
25/11/2007 - 02:47

De molho

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Alô.

Renascido das cinzas. Alguém aí sentiu falta?

Quem me conhece sabe que final de mês é sempre a mesma coisa: fechamentos, noites sem dormir e pouca atualização no blog. Ainda mais doente como estava/estou… é, as viroses estão soltas e não estão para brincadeira. Mas vou me recuperar (espero).

Só para não dizer que não postei nada esses dias, lá vai. Quero saudar mais um blog de games (mais um!) a estrear essa semana. Como eu havia antecipado há uns dias, é uma bela empreitada de dois promissores nomes do novo jornalismo gamer nacional. O Fabio Bracht e o Douglas Pereira fundaram o Continue. Aliás, esses caras gostam de blog, nunca vi. O Bracht já faz o 16-BIT desde que o conheço. E o Douglas acabou de começar o Blogeek, conforme falei no post anterior.

Haja pique, mas eles têm. Boa sorte no projeto. Concorrência sempre é boa, e quanto mais material legal pra ser lido, melhor.

Sem falar que é bem possível que o saudoso Jogatina do Daniel Galera pode voltar à ativa a qualquer momento… ou seja, estamos bem de blog de games. Agora, só falta o mercado ajudar com as boas notícias.

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Sabe aquele post que dizia: “Avise que em poucos dias vai haver um anúncio bombástico no mercado nacional, ao mesmo totalmente inesperado e óbvio. E que uma certa plataforma de jogos, até agora abandonada, irá tremer”.?

Ele rendeu uma bela repercussão e várias especulações divertidas. Há quem diga que se trata do Mega Drive portátil da Tectoy, mas juro que não era o caso. Garanto também que não há nenhuma relação com nenhum antigo console da Sega. Talvez tenha faltado mais detalhes, mas o responsável por aquela frase me garantiu que vai soltar o verbo a qualquer momento neste blog.

Um pouco de expectativa nunca é demais, certo? No caso de um blog, é a alma do negócio.

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Novembro sempre foi sinônimo de muito game bom saindo, mas no Brasil, isso significa uma avalanche de games nas lojas (principalmente para PC). A pilha de jogos novos em minha mesa entrega: vai faltar tempo (e máquina) para rodar tanta coisa. Hellgate: London, Enemy Territory: Quake Wars, SimCity Societies, Crysis, Need for Speed ProStreet, TimeShift, The Orange Box… que mais? Tem mais, mas esqueci.

Isso sem contar a praia do Xbox 360: Blue Dragon, Mass Effect… e o Guitar Hero III velho de guerra, que enfim está sendo apreciado como se deve, com guitarrinha sem fio e tudo. E ainda tenho esperanças que um Rock Band completo vá cair em meu colo antes do Natal.

Vai que Papai Noel existe mesmo? Você acredita nele? Nas atuais circunstâncias, eu sim.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
19/11/2007 - 22:32

Esperando a banda (de rock) passar

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Como foi o seu feriado? Para muita gente de sorte, ele ainda não acabou. No meu caso, hoje foi dia útil, assim como amanhã. Esse monte de feriado não complica a sua cabeça? A minha também. Mas os dias livres serviram para coisas interessantes.

Por exemplo, como você pode notar logo aqui do lado esquerdo (a sua esquerda, não a deste blog), resolvi organizar todas as entrevistas já publicadas aqui no Gamer.br em uma lista por ordem alfabética. Perdeu alguma? É só clicar e conferir. O interessante é perceber o contexto em que cada entrevista foi realizada: alguns dos personagens perfilados hoje em dia nem trabalham nos mesmos lugares. Outros já foram entrevistados duas vezes, já que trabalhavam em locais diferentes em cada ocasião.

Enfim, clique, relembre bons momentos e divirta-se.

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Também coloquei ali os links diretos para cada um dos Pablocast, o podcast deste blog em parceria com o site Audiogame. Aliás, a sexta edição está no ar, e contou com a participação especial do Rodrigo Guerra, ex-editor da SuperDicas PlayStation.

Aliás, já assistiu ao sensacional videocast que ele anda publicando em seu blog? Confira, vale a pena.

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E esta semana, se não chover (muito), comento sobre o que aconteceu com a Super Dicas PlayStation – conforme prometi na semana passada. Por que a revista parou de chegar às bancas? Por que a última edição 50 foi lançada direto em versão para a internet? Qual o destino da marca? Tentei esclarecer essas e outras dúvidas com pessoas que participaram do tortuoso processo.

Será que consegui? Vejamos.

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E ainda retomando velhos temas…

…lembra que comentei sobre novos sites independentes que estariam prestes a aparecer? Pois então, um deles já viu a luz do dia: o Blogeek, projeto pessoal e intransferível do Douglas Pereira, um dos bons colaboradores da nova safra da EGM Brasil. Visite e prestigie a iniciativa.

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Amanhã é dia 20 de novembro, e muitos devem estar empolgados com o lançamento “mundial” do aguardadíssimo Rock Band. Porém, quem está esperando pela chegada do game ao Brasil (através da Electronic Arts) ficará chateado ao saber que o game completo só chegará oficialmente por aqui no ano que vem – mais especificamente em março de 2008.

O Gamer.br apurou com uma fonte confiável que o lançamento tardio não é exatamente uma opção da EA Brasil, e sim, uma imposição da matriz: ao que tudo indica, a produtora do game prefere bombar o game primeiro nos Estados Unidos antes de espalhar a divulgação pelo resto do mundo – ou seja, na Europa e no Brasil. Como eles têm certeza de que Rock Band será o grande sucesso do Natal norte-americano (e eu até concordo com isso), faz sentido a idéia de manter o estoque em dia e concentrar o máximo de munição possível para fazer o game arrebentar por aqueles lados.

Chato mesmo é que, por causa dessa “estratégia de mercado”, a imprensa brasileira dificilmente conseguirá fazer uma cobertura decente do game, pelo menos durante as próximas semanas (meses?). É chato também para o consumidor otimista, que esperava comprar o pacote completo de Rock Band ainda antes do Natal, em sua loja especializada favorita e com garantia e manual de instruções em português. Quando a Electronic Arts se pronunciar oficialmente sobre este tema, eu prometo que você ficará sabendo. Mas, sinceramente, não acho que a empresa falará algo sobre o assunto.

Em resumo, é isso: quem fizer questão de jogar Rock Band já, agora, imediatamente, terá que realizar o velho procedimento de sempre: comprar a versão importada em alguma loja de games brasileira; ou trazer/pedir para alguém trazer dos Estados Unidos. Mas como bem diria o velho Seinfeld, “não que exista algo de errado nisso…”

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E para finalizar, reproduzo parcialmente o melhor release que recebi neste dia de chuva:

FOX LANÇA DRAGONBALL EM 15 DE AGOSTO DE 2008
Longa baseado no popular mangá japonês, sucesso absoluto em videogame e na TV, traz Justin Chatwin no papel do heróico Goku, com direção de James Wong e produção de Stephen Chow

O filme, que começou a ser produzido no final desse ano, é baseado no popular mangá japonês, criado por Akyra Toriyama, sucesso em quadrinhos, em desenhos de TV (os 500 episódios da série estiveram no topo dos mais vistos na Europa, Ásia e Estados Unidos) e em vídeogame(mais de 25 diferentes jogos e mais de 10 milhões de unidades vendidas desde maio de 2002).

Justin Chatwin, filho de Tom Cruise em Guerra dos Mundos, estrela no papel do heróico Goku, um poderoso guerreiro que protege a Terra de uma corja de malfeitores decididos a dominar o universo e controlar o místico objeto Drangonball. Chatwin passou por um rigoroso treinamento na conceituada empresa de dublês 87 Eleven, responsável pela execução das maiores cenas de ação do cinema, em filmes como Matrix, Supremacia Bourne, Sr e Sra. Smith e 300. James Marsters, mais conhecido como o carismático vampiro Spike de Buffy – A Caça Vampiros e da série Angel, será o principal rival de Goku, Piccolo. Outros importantes nomes farão parte do elenco.

Dragonball é produzido pelo lendário Stephem Chow, famoso ator, diretor e roteirista de filmes de arte marcial e comédias. Entre os trabalhos notáveis de Chow estão Shaollin Soccer e Kung Fusão. O diretor é James Wong, produtor-executivo e roteirista de Arquivo X, Millenium e Space: Above and Beyond e o co-diretor de Premonição e Premonição 3.

Só vou dizer algo sobre isso quando digerir a informação completa. Mas é claro que você já tem uma opinião formada a respeito…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
16/11/2007 - 14:30

Entrevista da Semana: Luiz Passos Paredes (Gamers)

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Semana que tem duas Entrevistas da Semana só pode ser considerada especial – mesmo com feriado prolongado e um clima generalizado de preguiça e marasmo (quem consegue sair de casa? Eu não). Aproveitando o gancho da conversa com o Glauco Bueno da Synergex (publicada na segunda-feira – leia aqui), bati um papo com o Luiz Passos Paredes, o comandante do projeto Gamers no Brasil, que chega este mês com a promessa de se tornar uma das maiores redes de lojas especializadas em games do país. Confira o papo, compare as respostas de ambos e não deixe de comentar no final.

Gamer.br: Como a entrada da Gamers no Brasil muda efetivamente a rotina do consumidor brasileiro?
Luiz Paredes: Absolutamente. O objetivo das lojas é revolucionar a experiência de compra do gamer Brasileiro, oferecendo tudo o que ele procura, com os melhores preços possíveis. Os jogos serão lançados no Brasil com mínimas diferenças de tempo com relação às datas de lançamento nos EUA, em muitos casos simultaneamente; as lojas serão espaçosas, visualmente muito atrativas; o consumidor será atendido por pessoal experiente, que aconselhará a cada cliente de acordo com suas necessidades. Por tudo isto, a Gamers definitivamente revolucionará a rotina do consumidor Brasileiro, seja o hardcore ou o casual.

E quais são os planos da rede Gamers a longo prazo, em um ano mais ou menos? E a curto prazo, ou seja, nos próximos três meses?
No curto prazo, a gente planeja abrir nossa primeira loja em São Paulo. No longo prazo, o objetivo é ter uma presença nacional para satisfazer as necessidades dos gamers de todo o pais e ser a maior e melhor rede de lojas de videogames do Brasil.

Mas quais seriam os diferenciais da Gamers em relação às outras lojas concorrentes do mercado brasileiro?
Tudo. Variedade de títulos, datas de chegada dos lançamentos, atendimento por pessoal experiente, uma loja espaçosa, atrativa, preços lógicos – já que agora é comum você achar jogos velhos super caros.

A Gamers pretende ter uma política de preços reduzidos, ou os preços serão os que normalmente são praticados em lojas brasileiras?
A gente acredita que, por nossa experiência de 19 anos, por nossa fortaleza logística e por nosso forte relacionamento com os produtores de games (somos o mais importante parceiro da maioria dos produtores na América Latina), poderemos oferecer os preços mais atrativos do mercado formal brasileiro. Isto é, nossos preços serão os mais atrativos possíveis dentro do contexto dos impostos do Brasil. Além disso, a maioria das lojas brasileiras não tem hoje um planejamento de preços de videogames que faça sentido com o ciclo de vida do produto. Então, é comum achar jogos velhos a preços maiores ainda que os de lançamentos. Isso não acontecerá nas lojas Gamers.

Você já pode dizer onde a primeira loja irá se localizar? Quando é a inauguração?
Por enquanto não posso te falar onde ou quando será a inauguração. Mais posso te garantir que você receberá um convite daqui a pouco.

Você havia me dito que a Synergex, que está começando seu negócio no Brasil, será uma concorrente da Gamers. Como isso se daria, uma vez que eles são distribuidores e vocês são uma loja? Ou vocês irão distribuir produtos para outras redes também?
Eles são nossa concorrência principalmente no resto da América Latina, onde nosso principal negocio é a distribuição. No Brasil, por enquanto, estaremos focados em construir uma rede de lojas digna dos gamers brasileiros. Mas a concorrência sempre é boa. A gente acredita que o melhor que pode acontecer para os gamers da América Latina é a concorrência, ter muitas
empresas formais e reconhecidas interessadas em desenvolver os mercados.

Com quais fabricantes e produtoras de games a Gamers possui melhor relacionamento atualmente? E com quais empresas esse relacionamento ainda precisaria melhorar?
Eu posso te falar que nosso relacionamento é mais do que ótimo com a grande maioria das produtoras de games, incluindo as mais importantes.

Atualmente, o Brasil possui uma das taxas de importação mais altas do mundo. Você trabalhou na Microsoft e já lidou com isso. O que mudou nesse cenário no último ano? Há alguma previsão de melhorar em breve?
As taxas de importação continuam sendo as mesmas de um ano atrás, então em termos práticos nada tem mudado. Nossos planos de expansão são independentes do que aconteça com as taxas, mas é claro que a gente torce para elas diminuam… sería um grande beneficio para os consumidores brasileiros e um grande golpe para a pirataria e o mercado informal.

E por que o Brasil precisa de uma rede como a Gamers?
Porque o Brasil tem sem dúvida uma das maiores comunidades gamers do mundo, muito desenvolvida e exigente. Essa comunidade merece uma rede de lojas que fique à sua altura. Não merece que os lançamentos cheguem tarde demais, não merece ir comprar games em lojas onde os videogames são um produto quase esquecido, colocado em cantinhos escondidos, com variedade ruim e preços piores. Não merece ter que comprar no mercado informal, sem garantia e sem respaldo de uma empresa séria. As lojas Gamers oferecerão ao consumidor brasileiro a ótima experiência de compra que eles merecem.

Você trabalhou durante anos na Microsoft, uma fabricante de games e consoles. Agora, você foi para o outro lado do processo. Como foi a mudança? O trabalho é mais simples, uma vez que você já entende como o outro lado funciona?
Minha experiência na Microsoft foi maravilhosa, é uma empresa incrível aonde aprendi muito sobre a indústria dos videogames. Definitivamente, a mudança foi muito mas fácil por isso. Sair não foi uma decisão fácil, mais este novo projeto tem um potencial enorme. As lojas Gamers trabalharam com Microsoft e tudos os outros parceiros da indústria para seguir desenvolvendo o mercado de jogos no Brasil. Gostaria finalizar mandando um grande abraço ao time da Microsoft Brasil, uma equipe talentosa que sem dúvida tem sido um grande motor para o desenvolvimento do mercado brasileiro.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
13/11/2007 - 22:05

Perguntas sem resposta

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Cheio de novidades e indagações.

O Hardgamer (do meu amigo Ronaldo Testa) deu a bela notícia: Tectoy lança Mega Drive portátil em dezembro.

Sério, sensacional. Quem não quer um?

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E esta outra é mais bizarra, além de um tanto questionável: jogo online distribui doações de arroz a países famintos.

Sim, e o tal “jogo” existe é este aqui.

Então, a vida é um jogo. Isso não lhe soa moralmente errado?

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Sabe o John Davison, ex-editor dos tempos áureos da revista Electronic Gaming Monthly e, mais, recentemente, publisher da Ziff Davis? Então, ele deixou esse cargo há uns meses e já arrumou o que fazer.

Seu novo projeto, What They Play, se propõe a ser um portal de informações essenciais sobre games e entretenimento eletrônico para pais e responsáveis por jogadores de games.

Vendo assim de fora, parece algo incrível e muito útil. Será que algo assim não funcionaria no Brasil também? Está dada a idéia.

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Representantes da Sony no Brasil? Para “ensinar” universidades e empresas a lidar com a plataforma PlayStation? Sim, acontece, e foi o Théo Azevedo quem descobriu isso lá no Sul do país.

Otimistas comemoram, pessimistas nem se importam. Eu sou cético por enquanto. E você, o que acha?

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“Se a informação for tudo o que nós queremos, a web ganhou. ‘Game over'”, declarou Simon Cox, vice-presidente do grupo de games da Ziff Davis. “Mas as pessoas querem conteúdo e perspectiva”, completou. Por isso, a empresa aposta na contratação de profissionais que possam escrever melhor as matérias e atuar nos websites”

O grande Marcel R. Goto foi quem me passou essa frase. E eu fiquei pensando no assunto, tentando relacionar o que acontece lá fora com o que rola atualmente no mercado brasileiro. E reparei que as revistas especializadas no Brasil também passam por um certo período de “entressafra”. E não por coincidência, ouvi recentemente sobre diversos projetos de sites informativos pipocando por aí e prontos para se virar realidade. Um deles será cria de uma das principais editoras desse ramo. Os outros dois projetos são iniciativas desta nova geração de profissionais que surgiu com o auge das publicações de papel, e que agora lutam por seus lugares ao Sol.

Eu deixo para vocês pensarem: é claro que a internet rouba naturalmente uma fatia do público das revistas, dada sua rapidez de atualização, relativo baixo custo e variedade de temas e opiniões. Mas além de tudo isso, será que as revistas, de um modo geral, também pioraram? Ou foi o público que aos poucos ficou mais e mais exigente?

Sou um revisteiro eterno e romântico, mas sei que é difícil concorrer com um meio tão moderno e infinito quanto a web. Mas, ainda assim, ouso fazer um mea culpa: as revistas não evoluem há muitos anos, e a culpa disso é principalmente de quem as produz. E sim, estou me incluindo nessa turma.

Vale a pena deixar a pergunta: como evoluir as revistas neste mundo cada vez mais digital? Se alguém souber, me conte o segredo.

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Para terminar… um certo amigo cheio de idéias mandou avisar:

“Avise que em poucos dias vai haver um anúncio bombástico no mercado nacional, ao mesmo totalmente inesperado e óbvio. E que uma certa plataforma de jogos, até agora abandonada, irá tremer”.

Se eu não soubesse do que se trata, não ousaria arriscar. E você, arrisca?

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
12/11/2007 - 20:46

Entrevista da Semana: Glauco Bueno (Synergex)

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Começar a semana com uma Entrevista da Semana é sinal de que a semana promete. O retorno da seção mais pontual do Gamer.br marca a volta da discussão sobre a presença da Synergex em nosso mercado (não se lembra? Clique aqui e refresque a memória). Para desvendar os misteriosos próximos passos da distribuidora canadense em nosso território, fui atrás de Glauco Bueno, ex-diretor de marketing da Atari no Brasil e atual diretor para América Central e do Sul da Synergex. A presença da empresa vai ou não melhorar a situação dos games em nosso país? Se sim, quanto e como? Veja o que ele respondeu a estas e outras perguntas, e não deixe de comentar no final.

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Gamer.br: Como a entrada da Synergex no Brasil muda efetivamente a rotina do consumidor brasileiro?
Glauco Bueno: O Brasil nunca teve a presença de uma empresa multinacional focada na importação e distribuição de videogames como a Synergex. São 20 anos de experiência nesse campo de atuação que estão começando a ser aplicados no nosso país. Naturalmente, estamos nos esforçando para adaptar toda essa experiência à realidade brasileira, o que resultará em produtos chegando na época de seu lançamento [lá fora], com preços competitivos, e o mercado sendo abastecido durante todo o ano dentro de um processo 100% legal de importação e distribuição. Por fim, a Synergex tem uma política de transparência junto aos fabricantes; isso significa maior conhecimento e dessa maneira maior interesse da parte dos fabricantes de videogames no mercado brasileiro.

Dá para dizer que a atuação já começou efetivamente? Quais são os planos da Synergex a longo prazo, tipo, daqui um ano? E a curto prazo, nos próximos três meses?
Sim, a operação já começou há um ano, com amplos estudos e pesquisas sobre a realidade do mercado brasileiro de videogames. Entre os primeiros títulos estão Stranglehold, jogo da Midway para PC, baseado no filme de John Woo; Disney’s High School Musical (PS2 /DS) e Power Rangers: Super Legends (PS2/DS), da Disney Interactive; Mega Man Star Force Pegasus (DS) e Devil May Cry Collection (PS2), da Capcom. Para os aficionados por luta teremos o Ninja Gaiden Sigma, da Tecmo, para PS3. E da Ubisoft, Rayman Raving Rabbids (Wii/PS2), Ghost Recon Advanced Warfighter 2 (PSP/PS3), Blazing Angels 2: Secret Missions (PS3/X360); Brothers in Arms Double Time (Wii), Cosmic Family (Wii), Jam Sessions (DS), Chessmaster XI (DS) e títulos da série CSI para DS, Wii, PS2 e X360. A longo prazo, nossos laços comerciais com os fabricantes se multiplicarão e vamos instalar outras divisões da empresa canadense no Brasil.

Mas qual seria o diferencial da Synergex em relação às outras distribuidoras concorrentes do mercado brasileiro, como a NC Games, por exemplo?
Somos parte de uma corporação multinacional com experiência de 20 anos na importação e distribuição de games, presente no Canadá, México, Colombia, Chile e Brasil. Tudo que fazemos envolve a preocupação de abastecer o mercado brasileiro de maneira profissional e 100% legal, e ainda representar comercialmente os publishers, inclusive os que nunca atuaram no Brasil por não conhecer nossa realidade.

Dá para dizer que os games trazidos pela Synergex irão resultar nos mesmos preços normalmente praticados em lojas brasileiras? Ou podemos esperar um barateamento progressivo?
Acreditamos que sim, já que o objetivo é aumentar o volume de vendas e trazer jogos diretamente dos fabricantes, ou seja, sem nenhum atravessador. Os lançamentos chegam ao mercado de forma que possam ter os seguintes preços sugeridos: DS por R$ 149,90, PS2 a partir de R$ 89,90, PS3 e Xbox 360 a R$ 219,90 e Wii a R$ 189,90. Além disso, teremos um excelente mix de produtos para linhas econômicas, principalmente para PS2. Tudo de maneira legalizada.

Recentemente, foi anunciada a entrada da rede mexicana Gamers (Gamexpress) no mercado brasileiro, que se propõe a ser uma rede de lojas e também uma distribuidora, nos moldes da Synergex. Perguntei a eles sobre a Synergex, e eles comentaram que vocês são concorrentes deles no México, e provavelmente o serão aqui também. Sua empresa preparada para lidar com uma concorrência nova e ambiciosa como essa?
Sim, estamos. Além disso, acreditamos na concorrência saudável como instrumento de evolução do mercado.

Com quais fabricantes e produtoras de games a Synergex possui melhor relacionamento atualmente? E com quais empresas esse relacionamento ainda precisaria melhorar?
Temos bom relacionamento com todos eles. No Brasil, já representamos Midway,
Capcom, Square-Enix, Game Factory, Tecmo, Xseed e os jogos para console da
Atari, Disney e Ubisoft, e também estamos fechando outros acordos.

O Brasil possui uma das taxas de importação mais altas do mundo. Você trabalhou na Atari e já lidou com isso. O que mudou nesse cenário no último ano? Há alguma previsão de melhorar em breve?
Infelizmente mudou pouco, mas ocorreram mudanças que foram positivas, como
um maior esclarecimento interno em relação à classificação dos produtos. Este aspecto não interfere no preço final dos videogames, pois os impostos continuam sendo altos, mas pelo menos podemos observar uma maior preocupação das autoridades brasileiras em buscar coerência com o mercado internacional. Sou um profissional da área há mais de 16 anos, e sempre acreditei que ano a ano estamos evoluindo nesse mercado na América Latina. Infelizmente, os avanços em alguns momentos são bastante lentos, mas são constantes, e acredito que em 2008 podemos ter boas surpresas no mercado.

Por que o Brasil precisa de uma rede de distribuição como a da Synergex?
O mercado brasileiro de videogames sofre com taxas de importação altíssimas,
a pirataria e os grandes riscos do abastecimento ilegal, e por isso precisa
de toda ajuda bem intencionada com que puder contar.

Você trabalhou durante anos na Atari, que é uma fabricante de jogos. Agora, você foi para o outro lado do processo. Como foi a mudança? É algo mais simples, uma vez que você já entende como o outro lado funciona?
Sem dúvida é mais simples. Essa minha longa experiência na Atari têm contribuído para estreitarmos o relacionamento com os publishers que representamos, pois sei exatamente o que elas esperam de uma distribuidora e do serviço prestado, além de entender melhor suas necessidades, desejos e também suas limitações.

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Sim, você reparou bem. Este site agora tem anunciantes (se você é do tipo que se irrita com pop-ups e coisas do tipo, tente pelo menos ficar feliz por mim). Isso quer dizer não que eu me vendi para o mercado, mas que o negócio do jornalismo blogueiro especializado pode, sim, ser comercialmente viável neste país. Que continue assim – não só para este blog. E que venham os próximos.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: ,
09/11/2007 - 20:47

Do ponto em que parei

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Sim, estou vivo e por aqui.

Vamos retomar o papo – aquela viagem toda e as coisas que vi e fiz. Não foram muitas, mas dá um assuntinho.

– Em Phoenix, fui a uma loja EB Games e namorei por uns instantes o Guitar Hero III do Xbox 360. Como a viagem prosseguiria pela semana seguinte, resolvi deixar pra comprar no último dia. Mas caí na besteira de me arriscar a jogar ali no meio da loja. Apanhei feio, mesmo no modo Medium. O problema (não é desculpa) é que o volume da TV estava baixo demais, tornando impossível escutar as notas. Eu sou aquele tipo de jogador que joga acompanhando o ritmo do som, e não as bolinhas coloridas. Errei tudo. Larguei o joystick-Les Paul, com vergonha.
Daí, aparece uma criança (menino ou menina? Difícil dizer), com não mais do que 10 anos de idade. Pega a guitarra que larguei, seleciona a mesma música (“Even Flow”, do Pearl Jam) no modo Hard. E me humilha. Acerta tudo, sem errar uma nota só, mesmo com o volume baixo. Percebi que ela mal estava prestando atenção à música em si – o negócio é acertar a hora de pressionar o botão, sem feeling musical algum.
Saí da loja antes daquele ser terminar sua performance. Já estava bem humilhado. Por uns instantes, pensei seriamente se deveria mesmo comprar a minha. Mas claro, acabei mudando de idéia dias depois.

– No dia seguinte, em um grande magazine/supermercado, resolvi levar pra casa o Oblivion para o 360. Aproveitei o novo preço promocional de US$ 29, mesmo sabendo que dificilmente irei muito longe no game (dizem que exige muito tempo livre, algo que não sei bem o que é desde 1996).
Na hora de passar pela caixa registradora, o fato curioso: após o jogo passar pelo leitor de código de barras, uma mensagem surge na tela do caixa. “Verificar data de nascimento”. Tive que mostrar meu passaporte para provar que sou maior de 17 anos e, portanto, apto a comprar o jogo por livre e espontânea vontade (afinal, Oblivion é um jogo “Mature”). Era a primeira vez na vida que isso me acontecia, apesar de já ter comprado jogos “M” anteriormente.
Qual conclusão tiro? Nenhuma. Mas achei bizarro. Pronto, passou.

– Foi sorte estar em viagem pela América no final de semana de lançamento de Guitar Hero III, mas juro que não esperava ver o game sendo vendido em uma loja de instrumentos musicais. No gigantesco Guitar Center de Phoenix, logo na entrada, uma pilha enorme de guitarras-joystick para todos os consoles se misturava a guitarras, baixos, teclados e baterias de verdade. Tem tudo a ver, não? Mas confesso que fiquei com muito mais vontade de levar aquela Fender Jaguar sensacional escondida em uma das salinhas secretas da loja… e não, esta não é compatível com o meu Xbox.

– Daí, em Las Vegas, juro que procurei por toda parte, mas os games que encontrei eram aqueles de azar. E como não poderia deixar, joguei naquelas máquinas de caça-níqueis. Complicado não viciar. E diferente do que faz a maioria, parei enquanto estava ganhando.
Saí do cassino US$ 5 mais rico. Morram de inveja, azarados.

– Em Los Angeles, a oferta de GHIII era menor. O jogo estava esgotado na maioria das lojas, principalmente a versão Wii. Encontrei enfim em uma loja Target, pensei umas três vezes antes de levar o pacote ao caixa e acabei desembolsando US$ 99,90 (mais taxas) neste caro brinquedo. Me livrei da embalagem já na porta do estabelecimento, para facilitar o transporte para casa. Na hora de voltar, embrulhei as duas peças destacáveis do joystick musical em várias peças de roupa. Estou seguro, pensei.

Ponto para quem fez olho gordo. Ao testar a guitarra em meu 360, conclui, após muitos testes, que o referido instrumento está com defeito de fabricação. Mal contato, curto-circuito, sabe lá. Só sei que é impossível jogar. Quanto tempo será que irei demorar para consertar?

É um final melancólico, mas não estou reclamando. Já terminei o game usando o joystick mesmo.

***

Amanhã (ou hoje, dependendo do dia em que você ler isso) tem o festival Planeta Terra, em São Paulo, no qual eu vou e recomendo. Entre as atrações, muitas bandas que já tiraram uns tostões emprestando músicas aos videogames: Datarock (em FIFA 08), Cansei de Ser Sexy (também em FIFA 08 e em Need for Speed: Prostreet), The Rapture (idem), Lily Allen (em The Sims 2) e Devo (Donkey Konga), além de outras que mereciam fazer isso, como Tokyo Police Club, Lucy and the Popsonics e Pato Fu.

Nos vemos por ali.

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Eles são mais rápidos do que eu: a parceria Gamer.br e Audiogame resultou em mais um, ou melhor, dois Pablocasts. Um deles foi publicado na semana passada (tema: ídolos) e outro foi gravado e publicado ontem (tema: papo de bar e a viagem descrita acima). Clique aqui para baixar o quatro e aqui para baixar o cinco.

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E segunda-feira, novidades de verdade por aqui. E não estou falando só por falar.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
05/11/2007 - 19:34

Quase em casa

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Teclo do aeroporto de Los Angeles, o LAX. Sim, é o palco de uma das melhores fases do Tony Hawk’s Pro Skater 3, se a memória não me falha. Usando o wi-fi da sala vip. Roubando, diga-se de passagem, afinal, não estou na sala vip, mas sim esparramado no tapete em frente ao portão de embarque número 62.

Estou voltando para o Brasil, após uma longa permanência e missões cumpridas (até minha colaboração para a EGM eu fiz por aqui mesmo). Quer saber, a melhor coisa de arrumar a bagagem para voltar depois de tanto tempo fora é descobrir que a guitarra Les Paul do Guitar Hero III é desmontável… e cabe perfeitamente na mala, se embrulhada em umas camisetas. Resta saber se ela chegará inteira no desembarque. Sabe como é, a viagem é longa.

Amanhã conto mais. O avião já vai sair.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
01/11/2007 - 18:00

Vento, Ventania

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Chicago, The Windy City, é o nome da vez. Passo um dia aqui com um casal de amigos antes de voltar para a costa oeste, onde os compromissos profissionais se tornam mais pomposos e incluem Hollywood, tapete vermelho e celebridades bronzeadas.

Agradeco a quem me ajudou com a pesquisa do último post – foi bastante útil. O resultado deve sair na próxima edicao da EGM Brasil. Ah sim, nem falei, estou dando uma forca na última página da revista. Deve ter algo novo a todo tempo, verifique.

Este computador está configurado de maneira invertida, estao estou sem acentos e pontos, e com vocabulário limitado. Mas depois dou um update melhor do que rola por aqui. O game da vez, como nao poderia deixar de ser, é Guitar Hero III, seja na TV, nas revistas, nas lojas especializadas, em supermercados e até mesmo em lojas de instrumentos musicais. Fui em dois Guitar Centers em cidades diferentes, e a tradicional pilha de guitarras-joysticks era a primeira coisa que se enxergava da entrada das lojas.

Sinal dos tempos! Mas eu falo mais sobre isso…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
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