Publicidade

Publicidade

Arquivo de fevereiro, 2007

27/02/2007 - 14:02

Retomando o assunto

Compartilhe: Twitter

Ontem, à mesa do bar, em meio a copos de chopp incessantemente trocados, conversei com o Théo Azevedo sobre a Electronic Entertainment Expo.

Ou o que sobrou da E3. Aliás, o que será da E3?

É o que passa pela nossa cabeça hoje, finalzinho de fevereiro. Se fosse um ano normal, estaríamos já nos preparando para o evento, com passagens compradas e montes de reuniões marcadas. Isso se o evento acontecesse tradicionalmente em maio, que é o que acontecia desde 1997, pelo menos (quando passou a se chamar E3 oficialmente).

Só que, como se sabe, a E3 daquele jeito já não existe mais. Por diversos motivos que nem conseguiria aqui enumerar. E é uma pena, porque além de ser um momento importante para a indústria, era o evento que fazia compensar o esforço de ser jornalista especializado em games. Todas as pautas e histórias aconteciam durante aquela semana mágica e alucinada, em meio a coletivas de imprensa, entrevistas exclusivas, eventos de apresentação e festas nababescas. Quem já foi, sabe bem o que é. Quem não foi, sonha em ir imaginando o paraíso.

E era mesmo. E agora, aquele formato não existe mais.

A nova E3 é ainda uma incógnita para toda a classe jornalística – principalmente a brasileira. Ao que parece, funcionará assim: será em Santa Monica, ali ao lado de Los Angeles. Cada produtora fará seu próprio evento, e os convites partirão das próprias empresas para os jornalistas. Só quem tiver convite poderá fazer parte deste ou daquele evento. Quantos convites o Brasil tem direito? Depende de cada empresa, e do peso que o nosso mercado tem lá fora. Ou seja, vai ter muito jornalista disposto a ir, com passagem comprada e sem convite na mão. Estima-se que 5 mil profissionais de todo o mundo estarão presentes entre 11 e 13 de julho. Quantos brasileiros estarão entre eles?

A gente logo ficará sabendo. Ou será que ainda é cedo para se pensar nisso?

***

Enquanto isso, no louco mundo de Second Life, as pessoas levam à sério demais suas vidas virtuais…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
23/02/2007 - 02:29

Elas gostam… de jogar

Compartilhe: Twitter

É oficial e muito sério:

Mulheres que jogam games fazem mais sexo do que as mulheres que não jogam.

E não sou eu quem está afirmando. É uma pesquisa que um site britânico. o Gametart, fez com 200 garotas inglesas. O site aluga games via internet, então o resultado pode ser bastante questionável, mas vá lá. Segundo a pesquisa, garotas que jogam games regulamente fazem o ato pelo menos 1,1 vezes mais que mocinhas que não pegam nunca no joystick (opa!).

A pesquisa foi feita em janeiro entre as usuárias do site. As 200 pessoas questionadas que admitiram ter jogado games com regulamente revelaram fazer sexo, em média, 4,3 vezes por semana. As que não jogam, por outro lado, fazem sexo apenas 3,2 vezes por semana.

A pesquisa ressalta um fato intrigante: a maior parte das mulheres entrevistadas dizem ter começado a jogar recentemente, e que desde que começaram a jogar, passaram a fazer mais sexo do que antes.

A informação foi extraída daqui (blog da Wired, fonte confiável), para quem não acreditar.

Agora, as perguntas que não calam (e que a tal pesquisa não responde): 1. Por que exatamente isso acontece? 2. Quais jogos deixam as garotas mais no ponto? E 3.Quando alguém irá realizar uma pesquisa dessas em solo brasileiro?

A dica está dada. Em todos os sentidos.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
21/02/2007 - 22:17

Cinzas

Compartilhe: Twitter

Foi o Carnaval menos carnavalesco o possível, mas ainda sobra aquele clima de ressaca no ar. Por que será?

As mãos ainda doem de tanto Tony Hawk’s Project 8 no feriado. Já falei o quanto gosto de games de skate? Só preciso aprender a jogar direito, mas tudo bem (deve ser por isso que as mãos doem…) O que impressiona é o nível de realismo, tão alto, que não vejo mais nenhuma direção para onde a franquia pode seguir nos consoles de nova geração. Qual será o próximo passo em Tony Hawk 9? Skate com visão em primeira pessoa? Afinal, poucas coisas são tão certas na vida quanto um novo Tony Hawk a cada ano. Pensando bem, o povo da Neversoft já deve ter idéias prontas para mais uns 15 games…

Aliás, voltando ao tema Carnaval: tenho certeza que nenhum de vocês vai admitir que assistiu aos desfiles das Escolas de Samba do Rio de Janeiro. Ok, eu também não admito. Mas alguém chegou a ver alguma imagem ou foto do desfile da Unidos do Viradouro?

Conforme este blog que vos fala adiantou há uns dois meses, a escola focou seu enredo no tema “Jogos”. E não poderiam faltar games eletrônicos na parada. Diga o que quiser, mas o carro alegórico com o “fliperama humano” estava digno do respeito que os games merecem (há uma foto escondida entre tantas aqui). O que eu sei é que a direção da Viradouro queria a presença dos personagens Nintendo em seus carros, mas não conseguiu fazer contato com os representantes da empresa em tempo. Admita, seria bem engraçado se rolasse.

A Viradouro não levou o título, mas mereceu minha simpatia este ano. E olha que meu nível de interesse em desfiles de escola de samba beira o zero. Para quem ficou curioso, a escola desfila novamente no sábado, com transmissão da Band (a partir das 23h10). Dê uma olhada bem rápida que será o bastante.

E chega de Carnaval. Este blog retorna amanhã à sua programação normal.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
16/02/2007 - 19:03

Alalaô

Compartilhe: Twitter

Carnaval taí. Quem vai se importar com videogames e essas coisas? Quem irá visitar esse blog, afinal? Se você está lendo, é porque é exceção à regra. Tamos aí.

Eu não vou viajar, então é hora de jogar o que não consegui nos últimos 3 meses. O Xbox 360 (com Tony Hawk 8) vai comigo para casa. E o The Warriors para PSP que chegou pelo correio vai fazer uma bela diferença também.

Carnaval serve pra isso. E o seu?

Até a volta.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
14/02/2007 - 20:41

Eu e as minhas dúvidas

Compartilhe: Twitter

Hoje, participando de uma revista de cultura pop, tenho oportunidades bacanas que não tinha antes – não dá para reclamar de ir a shows de graça, entrevistar bandas, viajar e por aí vai. Mas trabalhei por tanto tempo no jornalismo de games que acabei mal acostumado… hoje, conferindo o que conseguem meus amigos da imprensa especializada, dá uma invejinha saudável.

O pessoal da Futuro recebeu essa semana uma versão final code de God of War 2 das mãos da Sony gringa (óbvio), e tratou de publicar um belo review imediatamente.

Já o pessoal da Europa recebeu hoje uma versão final code de Guitar Hero 2 das mãos da Activision (com guitarras!), e tratou de colocar belas fotos em seu blog. (Repare na bela camiseta do Petró).

Qual eu gostaria de jogar hoje, imediatamente? Ambos. Mas tenho minhas dúvidas…

***

Sabe quanto tempo faz que não recebo um game novo lá de fora? Faz tempo…

Mas para não dizer que não tenho privilégios, recebi esses dias os novinhos Crackdown e o Dead or Alive Xtreme 2 para o Xbox 360. (Só falta ter um 360 para jogá-los). E ontem, fui até a Microsoft jogar umas boas partidas do exuberante – para dizer o mínimo – Winning Eleven Pro Evolution Soccer 2007. Daria para passar a tarde inteira ali, mas o tempo era curto. Pena.

A razão para se ter um 360? Enfim! Mas ainda tenho dúvidas…

***

E por falar nesse jogo, e tocando ainda no tema da “rivalidade” entre as duas principais editoras de revistas de games brasileiras…

A EGM Brasil deste mês…

E a Revista Oficial do Xbox 360 deste mês…

Qual ficou melhor? Eu tenho minhas dúvidas…

***

E a Digeratti, que não é boba nem nada, entrou na briga também.

***

Na banca, ontem, contabilizei pelo menos QUINZE títulos diferentes destinados ao público gamer. Muitos deles eu nunca tinha visto na vida. A pulverização nunca é um bom sinal, então é pouco provável que alguma dessas revistas esteja vendendo melhor do que há 3 anos. Pelo menos, o leitor tem cada vez mais opções para escolher… mas será que ainda compensa para alguma editora publicar revistas de games hoje no Brasil?

Eu espero que sim. Mas tenho minhas dúvidas…

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
13/02/2007 - 11:39

Entrevista da Semana: Chino Moreno (Deftones)

Compartilhe: Twitter

No sábado último, São Paulo recebeu a visita do Deftones, um dos representantes mais importantes do chamado “Nu metal”. O quinteto californiano veio para uma única apresentação no Via Funchal, na qual divulgou músicas do disco mais recente, Saturday Night Wrist, despejou hits de mais de 10 anos de carreira e enlouqueceu fãs que jamais haviam visto um show do grupo.

A reportagem do Gamer.br se encontrou com o vocalista/guitarrista Chino Moreno e com o baixista Chi Cheng no camarim, para uma entrevista exclusiva antes do show. Um dos temas da conversa foi a paixão dos caras por games – representada no título de uma música do novo disco: “U,U,D,D,L,R,L,R,A,B, Select Start” (alguém reconheceu o famoso “código da Konami”?).

Confira a seguir este trecho do papo:

Gamer.br: “U,U,D,D,L,R,L,R A,B, Select, Start” é como é conhecido o famoso “código da Konami” e também o nome de uma das músicas de seu novo disco, Saturday Night Wrist. É óbvio que vocês escolheram este título porque jogaram muito videogame quando eram moleques, certo?
Chino Moreno: É, acho que todo mundo que foi criança da minha faixa etária era um jogador de videogame em potencial. Para mim, os melhores e mais divertidos jogos que haviam para se jogar eram aqueles que saíram na época dos primeiros consoles domésticos, o Intellevision, o primeiro Nintendinho… Eu costumava matar aula o tempo todo só para ficar jogando, sabe?

E como você se lembrou deste código, após tanto tempo?
CM: O que rolou é que há alguns meses, ou melhor, há mais ou menos um ano, eu inventei de instalar novamente o meu Nintendo na TV lá de casa. Daí, coloquei para rodar o cartucho do Contra e, quase que instantaneamente – bum, bum, bum, bum – me lembrei desse truque.

Você deve ter ganho 30 vidas com isso.
CM: Sim, e aí, sei lá… Isso ficou na minha cabeça por um tempo. Daí, quando fizemos uma música instrumental, pensei que esse poderia ser um nome criativo para dar a ela.

Chi Cheng: Eu tentei também dar um nome a esta música, mas quando eu era criança eu só jogava Pong… E não existe esse tipo de código para o Pong… É só aquela bola pingando para lá e para cá… [Risos]

E agora, vocês andam jogando alguma coisa? O que vocês acham dessa nova geração de consoles?
CM: Eu jogo bastante. Algumas das coisas novas são bem legais, mas atualmente eu só tenho jogado o PlayStation 2 mesmo. Sempre carrego o meu nas turnês. Eu gosto de jogos de caçada, guerra, tiroteio. Como Splinter Cell e coisas desse tipo… stealth games são divertidos, eu adoro.

***

o restante da entrevista e a cobertura do show, você lê na edição 6 da revista Rolling Stone, em março.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
10/02/2007 - 12:38

Vidas extras e continues infinitos

Compartilhe: Twitter

A recomendação do dia é o show do Deftones, no Via Funchal, em São Paulo. Os californianos fazem uma única apresentação no país, pela turnê do disco Saturday Night Wrist, lançado no final do ano passado.

Para gamers das antigas, o novo disco é especialmente interessante por causa do título de uma música: “U, U, D, D, L, R, L, R, A, B, Select, Start”, a única faixa instrumental, densa e cheia de climas. Obviamente, os caras do Deftones jogaram muitos games da Konami no Nintendinho no final dos anos 80 – para quem não sabe, a sigla é a representação clássica do famoso “código da Konami”, o qual, se inserido na tela de abertura de games como Contra, Gradius, Tartarugas Ninjas e Salamander, proporcionava bônus valiosos, como vidas extras e continues infinitos.

O que será que o público brasileiro vai ganhar quando o Deftones tocar “U, U, D, D…” no show de hoje? Eu estarei lá para conferir.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
08/02/2007 - 21:10

Entrevista da Semana: Ivan Cordon (Electronic Game Show)

Compartilhe: Twitter

A Entrevista da Semana mais atrasada da história deste blog tardou, mas não falhou. Desta vez, o entrevistado é Ivan Cordon, jornalista, empresário e o homem responsável pelo Electronic Game Show no Brasil. O cancelamento da terceira edição da feira (que era prevista para novembro último) causou frustração no´público e colocou em xeque o futuro do evento, que já era considerado o mais importante do mercado nacional. Para esclarecer este assunto polêmico, Ivan bateu um belo papo com o Gamer.br, no qual não mediu palavras. Leia e comente:

Gamer.br: Você trabalha há mais de 15 anos no mercado brasileiro de games. Já foi piloto de revista, editor, empresário e organizador de eventos. Quais as diferenças entre cada uma dessas áreas?
Ivan Cordon: Na verdade, trabalho há quase 20 anos nessa área. Comecei em 1989, com o pessoal da Dimensão Vídeo, a primeira locadora de videogames do país. Depois, tive a oportunidade de trabalhar com o inicio das duas primeiras revistas de games, a VideoGames e a Ação Games. Passei a atuar diretamente na Ação Games, como piloto, e escrevi bastante para a revista. Em 2000, fui o idealizador de conteúdo do site Banana Games e atuei diretamente em sua construção e depois em sua renovação. Passei também pela Cyber Games & Internet, para ajudar no desenvolvimento de um padrão de Lan House diferenciado que tirasse as Lans da incomoda visão de que é um ambiente de gueto, de turminha, de joguinhos. Com o conceito que criamos transformamos a Lan em um ambiente familiar. Em 2004, participei da produção da EGS e no ano seguinte fui o responsável por toda produção e execução da melhor feira de games do Brasil até o momento. Hoje, estou de volta à Cyber como sócio, mais uma nova incursão nos mundo dos games.

Em qual área do mercado você curtiu mais atuar?
Cada mercado tem sua diferença natural: um é editorial, um é vendas e locação, um é o de eventos, que é um mundo totalmente novo… Como empresário, tenho que correr atrás de resultados pro negocio dar certo para mim e para todos que trabalham comigo. Sobre qual eu gosto mais ou gosto menos é difícil responder: todos eles mexem direta e indiretamente com o mercado que gosto, o dos games. Na verdade, eu trabalho muito com um foco, quero muito que o mercado cresça e se torne “oficial” no Brasil. Não importa onde vou estar ou o que vou fazer, meu foco sempre será esse: mudar o mercado pra melhor.

O Electronic Game Show não rolou em 2006 e deixou muita gente na expectativa. O que aconteceu, afinal de contas, para o evento ter sido adiado?
Muitos fatores fizeram do ano de 2006 um ano ruim para a EGS. Os principais foram problemas com captação de patrocínios. Foi um ano que teve Copa do Mundo e eleições, o que deixou muitas empresas envolvidas ansiosas com os resultados destes eventos. Por outro lado, outras empresas tentaram fazer eventos de games paralelos a EGS, nos quais não tiveram bons resultados e minaram um pouco os recursos de possíveis investidores e expositores do nosso evento. Mas este não foi o grande problema, apenas um dos muitos fatores que realmente atrapalharam.

O que foi, em sua opinião, o fator que mais contribuiu para o não acontecimento da EGS?
Acho que mais favoreceu o não-acontecimento da feira foi a falta de compromisso da própria indústria. A EGS nasceu com o intuito de ser um fomentador do mercado, mostrar para as pessoas a importância de se comprar jogos originais para atrair as empresas para o nosso mercado, mostrar para outras indústrias a importância de um consumidor com perfil de games e de seu produto (as “gerações Coca-Cola”, “Orkut” ou “RPG”). Mas, infelizmente, não foi bem assim que a coisa fluiu, e se eu tenho um mercado para comprar a feira, não tenho como executar uma feira do porte da EGS. No Brasil, a coisa ainda é muito focada na venda direta e não na criação de marca com marketing pesado. Por causa disso, eventos como a EGS estão fadados ao esquecimento, por melhores que possam ser.

Qual é o seu plano para a EGS em 2007? O evento continua igual ou com uma proposta diferente?
Sobre a EGS 2007, não há muito que falar. Continuo como sócio da Oelli mexicana, portanto sou dono da marca no Brasil, mas a feira só acontecerá – mesmo que com um formato diferenciado e menor (para minha tristeza) – se o mercado de games der uma reviravolta, ou se as empresas andarem conosco para criar um conceito junto ao publico consumidor. Ou isso, ou vão continuar a dar murro em ponta de faca e tomando lavada do mercado pirata, o qual, por incrível que pareça, é muito mais organizado.

O evento Arena Gamer Experience, que rolou no ano passado, já anunciou que não irá continuar. Você acha que isto é um reflexo da atual situação do mercado, que não permite a realização de eventos deste tipo no Brasil? Ou foram erros de realização mesmo?
Bem, é muito ruim comentar o trabalho de outras empresas, mas infelizmente eu acho que sim, houve alguns erros estratégicos na organização do AGE. A data e os preços são os fatores que mais atrapalharam, além do fato do lugar escolhido ser de difícil acesso. Sobre o mercado, eu já respondi na pergunta anterior: infelizmente, as empresas não estão ou não são focadas em marketing de marca, por isso eventos como a EGS ou mesmo o AGE, que foi organizado por uma empresa grande e renomada, não vão dar em nada – pelo menos não agora. O mercado tem que amadurecer e se transformar em um mercado legal, e não em um mercado pirata.

Pelo que você acompanha do mercado, estamos indo bem, estamos lentos ou estamos aquém do que poderíamos?
Olha, falar da posição do mercado brasileiro no setor de games é piada. Estamos anos-luz de onde poderíamos estar. Temos um mercado consumidor de mais de 35 milhões de pessoas. Isso é, em volume, mais gente que muito país europeu.
Infelizmente, isso não é culpa da indústria. Por ela, empresas como Nintendo, Microsoft e a própria Sony já estariam trabalhando firmes e fortes com suas produções tupiniquins. Se a coisa continuar como está, é possível até que o Brasil saia da rota de crescimento global das indústrias citadas. Hoje, não vale a pena investir no Brasil, é um país caro onde você tem que pagar altíssimas taxas de importação sobre esse tipo de produto. Além, é claro, da nossa excelente posição no ranking de países que atuam contra a pirataria. Temos o digníssimo quarto lugar em ineficiência ao combate, perdendo somente para a China, Rússia e Índia. Com esses fatores todos, o Brasil é hoje um péssimo investimento.

O que você ainda não viu acontecer no mercado brasileiro e gostaria muito de ver?
Gostaria de ver as grandes empresas se unirem em uma associação como a Entertainment Software Association, a ESA, que é a organizadora da E3. Gostaria de ver Sony, Nintendo e Microsoft trabalhando para desenvolver o mercado nacional. Gostaria de ver estúdios nacionais de produção de games serem reconhecidos mundialmente, como é o caso da inglesa Core e da francesa Infogrames (agora Atari). Gostaria de ver o governo tomar ações reais contra a pirataria, que é concentrada em algumas regiões de nosso país – e eu nem preciso citar quais. E gostaria muito de poder trabalhar somente com games e poder sobreviver e ganhar dinheiro com isso. Não digo que quero ser rico com games, mas que gostaria de viver somente disso e poder pagar todas minhas contas no final do mês.

Autor: - Categoria(s): Entrevista da Semana, Tudo ao mesmo tempo Tags: , ,
08/02/2007 - 01:32

Furão

Compartilhe: Twitter

Prometi uma Entrevista da Semana bombástica e exclusiva que acabou não rolando… aqui me justifico: não rolou. Hoje, durante o dia, deve acontecer. E aí, você ficará sabendo.

Aliás, aqui deixo o espaço aberto: quer ver alguém entrevistado aqui no site? Quem? Comente e diga, que tentaremos ir atrás.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
06/02/2007 - 21:37

O melhor do mundo da última semana

Compartilhe: Twitter

E por falar em pirataria, modchips, jogos copiados…

Wiinja é coisa do passado. A onda agora é o Wiikey, o qual, entre outras coisas, se auto-intitula o “primeiro chip de Wii que permite upgrades”.

O que falta mais?

***

Enquanto isso, no Japão…

A Nintendo vendeu 3 Wiis para cada 1 PlayStation 3 no mês de janeiro. Os dados são da editora japonesa Enterbrain, que especula que se os números do console da Sony não subirem, é bem provável que ocorra uma queda no preço naquelas bandas. Mas eles acham que os números irão subir de qualquer maneira no final do ano, quando deverão surgir os lançamentos mais interessantes para o console. Será?

***

WarioWare: Smooth Mooves.

Já jogou? Merece.

Autor: - Categoria(s): Tudo ao mesmo tempo Tags:
Voltar ao topo